Grávida!!!
Meu nome é Letícia. E a vida, de repente, resolveu me dar um susto que eu nunca esperei.
Faz dois meses que eu descobri. Estou grávida. Do Roberto. Do meu marido. Do homem que eu traí tantas vezes e que, mesmo sabendo de tudo, decidiu ficar e me vigiar como um cachorro de guarda. Quando o teste deu positivo, eu fiquei parada no banheiro, olhando as duas linhas rosadas, lágrimas escorrendo. “Grávida… de novo.” Meu corpo tremeu. Culpa, medo, alívio… tudo misturado. Eu amo esse bebê já. Amo porque ele é do Roberto, do homem que me aceitou mesmo eu sendo a puta que sou. Mas ao mesmo tempo eu penso: “Será que esse filho vai nascer sabendo que a mãe dele ainda sonha com o pau grosso de outro homem?”
Porque o Roberto mudou. Mudou de verdade. Depois que ele descobriu tudo, ele não é mais o marido carinhoso e manso de antes. Ele virou meu amante. Com a mesma atitude do Fernando. Possessivo. Bruto. Dominador. Ele me fode agora como se quisesse apagar qualquer lembrança do outro. Toda noite, depois que as crianças dormem, ele me pega como um macho de verdade.
Ontem, por exemplo, ele chegou do trabalho, me viu na cozinha preparando o jantar e não disse uma palavra. Só me virou de costas, levantou meu vestido, baixou minha calcinha e meteu tudo de uma vez na minha bucetinha já molhada. Eu gemi alto, segurando na pia.
— Essa buceta é minha agora — ele rosnou no meu ouvido, socando forte, mão apertando meu pescoço. — Fala. Fala que você é minha puta.
— Eu sou sua puta, amor… me fode como ele nunca conseguiu… — eu respondi, voz rouca, sentindo ele me rasgar inteira.
Ele me comeu ali mesmo, de pé, alternando buceta e cu, cuspindo pra lubrificar e enfiando tudo sem dó. Eu gozei duas vezes, esguichando no chão da cozinha, unhas cravadas na bancada, lágrimas de prazer e culpa. Depois ele me virou, me colocou de joelhos e gozou na minha boca, jatos grossos, quentes. Eu engoli tudo, olhando pra ele, lambendo até a última gota. Ele me levantou, me beijou com força e sussurrou:
— Você tá grávida do meu filho. Isso aqui dentro de você é meu. Ninguém mais vai te tocar. Nunca mais.
Eu chorei no peito dele depois. Porque eu amo esse lado novo dele. Amo o jeito que ele me domina agora. Mas ainda sinto falta do Fernando às vezes. Só que o Fernando… o Fernando morreu.
Eu descobri há uma semana. Uma mensagem velha no celular, de um amigo em comum: “Fernando sofreu um acidente de carro mês passado. Já era. Não sobreviveu.” Um mês inteiro. Ele já estava morto quando eu ainda pensava em recair. Eu li a mensagem, sentei na cama e… nada. Nenhum abalo. Nenhuma lágrima. Só um vazio estranho. “Ele morreu.” Eu esperei o choro vir, a dor, a saudade. Mas não veio. Só alívio. Um alívio sujo, egoísta. “Agora acabou de verdade. Ele não vai mais aparecer na cidade. Não vai mais me chamar pro motel. Não vai mais me transformar na mulher dele.” Eu me senti horrível por não sentir nada. “Eu sou uma monstra… o homem que me fodeu como ninguém morreu e eu só penso ‘graças a Deus’.”
Mas eu não contei pro Roberto. Nunca vou contar. Ele já vive com medo de me perder. Toda vez que eu saio, ele olha no rastreador do celular. Toda vez que eu demoro, ele liga. Ele me fode com mais força agora porque tem medo que eu ainda pense no outro. Se eu contar que o Fernando morreu, ele vai relaxar. Vai baixar a guarda. E eu não quero isso. Eu quero ele assim: vigilante, possessivo, me comendo como amante. Eu quero que ele continue sendo o macho que ele se tornou. Porque se ele voltar a ser o corno manso de antes, eu sei que eu posso recair com qualquer outro. E eu não quero mais isso. Eu quero essa nova vida. Grávida do meu marido. Fodida pelo meu marido. Vigilada pelo meu marido.
Hoje à noite ele me pegou de novo. Me colocou de quatro na cama, barriga já começando a aparecer, e meteu no meu cu devagar, depois forte, segurando meus cabelos.
— Você carrega meu filho agora. Fala que você é só minha.
— Eu sou só sua, amor… me enche… me fode como seu amante… — eu gemi, gozando forte, sentindo ele latejar dentro de mim.
Depois, deitada no peito dele, mão dele na minha barriga, eu sorri no escuro. O Fernando morreu. Eu não senti nada. E Roberto nunca vai saber. Porque agora ele é meu amante. Meu macho. Meu tudo.
E eu… eu finalmente escolhi ficar. Grávida. Vigiada. Amada. E ainda um pouco puta por dentro.
Mas dessa vez, só pra eleFim.