Na noite anterior…
Luiz Felipe parou na porta, o coração apertado. Vestia uma camisa preta justa que marcava os ombros largos e a cintura definida, o jeans escuro colado nas coxas musculosas. Seus olhos mel, normalmente calmos, agora carregavam uma mistura de preocupação e um ciúme sutil que ele tentava engolir.
— Boa noite, dona Mirian. O Gustavo está?
A mãe de Gustavo abriu a porta com um sorriso cansado.
— Boa noite Luiz Felipe, entra, o Gustavo não está, mas se quiser esperar por ele, fique à vontade.
Luiz Felipe entrou, mas a casa estava vazia. O cheiro familiar de comida caseira não conseguia acalmar o nó na sua garganta.
_ Obrigado dona Mirian, mas vou tentar no Tobas as vezes ele já foi pra lá.
_ Pode ser, o Eduardo disse que iria para lá, mas o Gustavo desde que cheguei da manicure eu não o vejo.
_ Ok se o vir diz para ele que eu vou esperar por ele lá no Tobasbar.
Luiz Felipe se despede da mãe de seu namorado e vai ao bar.
A luz neon do Tobasbar pulsava como um coração acelerado, tingindo o ar quente e abafado de tons vermelhos e roxos. O cheiro de cerveja derramada, suor e perfume misturava-se ao som grave da música que fazia o chão vibrar. Corpos jovens, molhados de suor, se esfregavam sem pudor na pista lotada, era o tipo de lugar onde desejos reprimidos durante a semana explodiam.
Ao chegar no bar, o pior cenário se confirmou para Luiz Felipe: Gustavo não estava. Luiz Felipe sentiu um frio na espinha. Milena dançava colada em Eduardo, rebolando com movimentos provocantes, o shortinho curto subindo e revelando a curva da bunda. Gurizão, loiro, alto e com o corpo de quem malha todo dia, esfregava o quadril contra Luiza com um sorriso safado. Romário e Pamela se pegavam sem disfarce. Na pista, Marcelo rebolava descaradamente na frente de George, que permanecia parado como uma estátua, os braços cruzados e cara de poucos amigos.
Na mesa ao lado, Brian e Miguel conversavam sérios, o semblante carregado enquanto Kenji parecia distraído observando as pessoas dançando. Luiz Felipe foi direto para o fundo, onde Diegão e Manu conversavam.
— Diegão, Manu... vocês viram o Gustavo?
Manu, com seu sorriso doce e olhos expressivos, tocou o braço dele.
— Desde o trabalho não. Por quê, lindo?
— Já faz horas que mando mensagem. Fui na casa dele... nada. Tô preocupado pra caralho.
A voz de Luiz Felipe falhou. O medo era real, apertando o peito, misturado com uma preocupação quase sufocante. Manu abraçou ele de leve.
— Relaxa, meu anjo. Ele deve ter ido resolver algo no centro e o celular descarregou. Ele já deve estar chegando. Você sabe como é no começo do namoro... a gente fica paranoico. Eu sei bem como é isso, eu também era assim quando comecei a namorar o… deixa pra lá. Tenho certeza que o Gusta, não fugiu de você não amigo, ele é apaixonado por você o Gustavo não te largaria assim do nada não, sei que é difícil, mas relaxa.
Do outro lado do salão, Eduardo observava a cena com os olhos estreitados, o maxilar travado. Milena percebeu.
— Ei, disfarça, porra! Que saco, você não para de olhar para aquela lambisgoia!
— Deixa de besteira, Milena. Não tô nem aí pra ela.
— Sei...
Respondeu a morena, revirando os olhos.
Eduardo bufou, irritado, e saiu da pista, deixando Milena plantada. Foi até Romário, que pegava uma cerveja gelada no balcão.
— Será que a gente não devia ir lá? Murmurou Eduardo.
— Relaxa, Edu. Ele não vai acordar tão cedo. Esse remédio é foda. Melhor todo mundo ver a gente aqui, curtindo ou quer que alguém desconfie?
Enquanto isso, Gurizão sentiu o celular vibrar no bolso. Mensagem de Marilda. Ele dançou mais um pouco, depois inventou uma desculpa esfarrapada e saiu.
No estacionamento escuro, Marilda esperava dentro do carro de luxo. Quando Gurizão bateu no vidro, ela baixou com raiva.
— Demorou, porra? Estava se esfregando naquela quenguinha barata?
Questionou Marilda ao loiro ao entrar no veículo. Gurizão abriu um sorriso charmoso, o corpo loiro e definido brilhando sob a luz fraca.
— Que isso minha Deusa, claro que não, vim o mais rápido que pude, me dá um beijo aqui vai, você está muito tensa, nem parece a dona da rede de lojas que mais vende na região. Mas fique tranquila, além de ótimo vendedor sou um massagista profissional e vou tirar cada tensãozinha desse seu corpo.
Marilda arrancou com o carro, dirigindo em silêncio até o motel. Assim que entraram no quarto, ela o empurrou para o banheiro.
— Banho. Agora. Tira esse cheiro de puta barata do seu corpo.
Marilda o esfregou com força debaixo da ducha quente, as unhas arranhando a pele bronzeada, os músculos definidos do peito, abdômen tanquinho e coxas grossas. A raiva dela se transformou em tesão ao ver o pau dele reagir: grosso, longo, veias saltadas, cabeça rosada e inchada, já babando pré-gozo. Marilda ficou de joelhos na hidro, os seios pesados balançando, e engoliu o membro inteiro com fome. Chupava com força, garganta profunda, saliva escorrendo pelo queixo enquanto a mão massageava as bolas pesadas.
— Porra, Marilda... assim eu gozo rápido demais.
Gemeu Gurizão, segurando os cabelos dela, quadril fodendo a boca quente e molhada. A loba mamava com voracidade, olhos lacrimejando, gemendo em volta do pau, fazendo vibrações que o deixavam louco. Depois subiu, sentou na borda da hidro e abriu as pernas, a boceta depilada inchada e molhada brilhando.
— Me come. Agora!
Gurizão se ajoelhou e devorou ela, língua fodendo o buraco apertado, chupando o clitóris inchado enquanto dois dedos entravam fundo, fazendo ela arquear as costas e gritar de prazer. Quando ele não aguentou mais, virou ela de quatro na cama, segurou os cabelos loiros com força e meteu tudo de uma vez, até as bolas. O som molhado de pele contra pele encheu o quarto.
— Mais forte, seu filho da puta!
Gritou Marilda, empinando a bunda.
Ele fodeu com força, estocadas profundas e rápidas, uma mão no pescoço dela, a outra dando tapas na bunda que ficava vermelha. Mas Marilda gostava de dominar também. Empurrou Gurizão com a bunda e com o rapaz deitado com o pau em riste na cama agaixou encaixando sua buceta no cacete do novinho. A loba cavalgou apertado o peitoral musculoso de Felipe até que gritando de tesão gozaram juntos, ele enchendo a buceta quente com porra grossa enquanto ela tremia em um orgasmo violento.
De volta ao Tobasbar, Luiz Felipe não parava de perguntar aos frequentadores por Gustavo. A preocupação agora era visível no rosto de todos.
Ele se aproximou de Eduardo, voz baixa.
— Eduardo... sei que não somos amigos, mas é sério. Seu irmão sumiu.
Eduardo virou com desprezo puro no olhar, um sorriso debochado nos lábios.
— Mesmo sendo sério, não venha falar comigo, seu viado traiçoeiro. Não tenho nada pra tratar com gente da sua laia.
Maria Eduarda, que estava por perto, interferiu:
— Deixa de ser ignorante, Eduardo! É sobre o seu irmão!
— Olha só, garota... — Eduardo puxou Milena pela cintura e enfiou a língua na boca dela ali mesmo, um beijo molhado, possessivo e provocante bem na frente da ex. Milena gemeu baixinho, apertando o corpo contra ele. _ Eu já estou em outra, sei que é difícil mas, me supera!
— Ridículo! — cuspiu Maria Eduarda, saindo furiosa. Diegão foi atrás.
Luiz Felipe insistiu, voz trêmula de raiva e medo:
— Onde ele tá, Eduardo?
— Tá no meu bolso, não tá? — debochou Eduardo, fingindo procurar. — Meu irmão deve ter acordado da macumba que você jogou nele e te deu um perdido, otário. Deve estar com a cara enfiada numa buceta bem apertada agora. Acha mesmo que se eu soubesse eu te contaria? Se liga, viadinho!
Eduardo deu um empurrão forte no peito de Luiz Felipe. George se aproximou por trás, cara fechada, Marcelo ao lado. Eduardo viu, cutucou Romário e os dois saíram com Milena.
Luiz Felipe ficou ali, coração disparado, raiva e medo misturados, sentindo o desprezo queimar no peito.
Mais tarde, no quarto escuro...
— Parece que ele ainda não acordou... — murmurou Eduardo, olhando o corpo imóvel em sua frente.
— Eu te disse. Esse sonífero é potente pra caralho. Só amanhã cara.
— Então vou pra casa. Amanhã cedo tô de volta.
Eduardo esfregou as mãos, um sorriso frio e calculista nos lábios.
Autor Mrpr2