A manutenção da nossa fachada como policiais exemplares havia se tornado um exercício de equilibrismo psicológico cada vez mais perigoso. Na delegacia, eu e Marcos éramos os mesmos de sempre: eficientes, sérios, respeitados. Mas por baixo das fardas azuis, nossas peles carregavam as marcas de uma realidade que nenhum dos nossos colegas poderia sequer imaginar. Eu sentia o sêmen seco de Malik na minha pele como se fosse um segredo sagrado, e cada vez que eu ajustava o cinto do meu uniforme, a dor residual do chicote me lembrava de quem eu realmente era. A vida doméstica também se tornara um teatro de sombras. Eu olhava para minha esposa e sentia uma desconexão profunda, como se estivéssemos falando línguas diferentes. O desejo que eu sentia por ela fora substituído por uma fome negra e insaciável pela brutalidade de Malik.
Marcos e eu havíamos desenvolvido uma linguagem silenciosa de olhares e gestos. Uma leve inclinação de cabeça, um ajuste no quepe, um suspiro mais profundo — tudo era uma forma de comunicar nossa obsessão compartilhada. Havia uma competição feroz e silenciosa entre nós. Quem conseguiria agradar Malik mais? Quem suportaria as estocadas mais brutas sem emitir um som de dor? Quem seria a "putinha" favorita? Essa rivalidade, em vez de nos afastar, nos unia em uma irmandade de devassidão. Éramos dois viciados compartilhando a mesma droga, e Malik era o nosso fornecedor exclusivo.
Certa noite, Malik nos convocou para uma sessão que ele chamou de "O Exame Final". Quando chegamos à sua casa, o ambiente estava diferente. O cheiro de incenso barato e tabaco fora substituído por um aroma metálico de óleo de motor e suor antigo. Malik estava na sala, sentado em um trono improvisado de caixotes de madeira, completamente nu, exceto por um par de botas de couro pretas que brilhavam sob a luz forte de uma lâmpada nua pendurada no teto. Ele segurava uma vara de bambu flexível e um conjunto de mordaças de borracha.
— Tirem tudo — ele ordenou, sua voz soando como um chicote. — Eu quero ver os meus brinquedos em toda a sua glória patética.
Nós nos despimos com uma pressa febril. A nudez diante de Malik não era mais motivo de vergonha, mas de orgulho. Estávamos ali, dois homens de quarenta anos, com corpos marcados pelo tempo e pelo serviço, mas que se sentiam como adolescentes diante da autoridade de Malik. Ele nos fez ficar de joelhos, um de frente para o outro, com as mãos amarradas atrás das costas.
— Hoje, vocês vão mostrar o quanto confiam um no outro para me servir — Malik disse, levantando-se e caminhando ao nosso redor. — Marcos, você vai servir de apoio. Julio, você vai ser o receptáculo. E se um de vocês falhar, ambos serão castigados.
Ele colocou a mordaça de borracha em Marcos, apertando as tiras até que o rosto dele ficasse ligeiramente deformado. Marcos gemia através da borracha, seus olhos dilatados de excitação. Malik então se voltou para mim. Ele me forçou a deitar de costas no chão, com as pernas abertas e elevadas, apoiadas nos ombros de Marcos, que estava de joelhos entre as minhas coxas. A posição era extremamente vulnerável e degradante.
— Olhe para o seu parceiro, Julio. Veja como ele está ansioso para ver você ser destruído — Malik zombava, derramando uma quantidade generosa de óleo sobre meu rabo e sobre seu próprio pênis, que já estava latejante e pronto para a guerra.
Sem aviso, Malik se posicionou e mergulhou em mim com um empurrão que me fez perder o fôlego. A dor foi um choque frio, seguida por um calor abrasador que parecia incendiar minhas entranhas. Eu gritei, mas Malik tapou minha boca com sua mão enorme, forçando-me a engolir meu próprio clamor.
— Fique quieto, vadia! — ele rosnou no meu ouvido. — Sinta o peso do meu domínio. Sinta como eu estou preenchendo cada centímetro desse seu corpo inútil.
Ele começou a me foder com uma cadência violenta e rítmica. Cada estocada fazia meu corpo colidir contra o peito de Marcos, que gemia através da mordaça, suas mãos amarradas tentando inutilmente alcançar minha pele. A sensação de ser possuído por Malik enquanto meu parceiro de anos servia de apoio físico para a minha desonra era o ápice da "putaria" que eu sempre temera e desejara.
— Isso... vejam só essas duas autoridades da lei! — Malik zombava, aumentando o ritmo das estocadas. — Um servindo de escora e o outro de buraco de porra. Vocês são a escória da cidade, e é por isso que vocês me amam tanto, não é? Porque eu sou o único que tem coragem de tratar vocês como o lixo que vocês são.
Ele começou a usar a vara de bambu nas minhas coxas e no peito de Marcos enquanto nos fodia. O estalo da vara contra a pele suada e oleosa era como música para os meus ouvidos corrompidos. A dor era o tempero perfeito para o prazer avassalador que Malik me proporcionava. Eu via o rosto de Marcos, vermelho de esforço e excitação, e sentia uma conexão com ele que nunca sentira em dez anos de patrulha. Éramos um só organismo, dedicado inteiramente ao prazer de Malik.
— Eu quero mais! — Malik rugiu, tirando-me de cima de Marcos e me jogando de bruços no chão. Ele então forçou Marcos a ficar de quatro sobre mim, criando uma pilha de carne policial. — Agora, eu vou foder o Marcos enquanto ele chupa o seu rabo, Julio. Eu quero que vocês sintam o cheiro um do outro enquanto eu marco o meu território.
A dinâmica era caótica e maravilhosa. Malik fodia Marcos brutalmente por trás, as estocadas fazendo o corpo de Marcos esmagar o meu contra o chão frio. Marcos, com a mordaça retirada, usava sua língua para explorar minha entrada, limpando o sêmen e o óleo que Malik deixara ali. O cheiro de suor, sexo, óleo e couro era inebriante. Eu gemia, sentindo o peso de dois homens sobre mim, sentindo-me como o ser mais degradado e, ao mesmo tempo, mais vivo do planeta.
— Isso, suas vadias! — Malik gritava, suas mãos apertando os pescoços de ambos. — Sintam a força do meu pau! Sintam como eu estou quebrando vocês dois ao mesmo tempo! Vocês são meus escravos, minhas putinhas fardadas!
O ritmo se tornou frenético. Malik fodia Marcos com uma violência animal, e a cada golpe, eu sentia o impacto através do corpo do meu parceiro. Eu estava me punhetando contra o chão, meu pau latejando e jorrando líquido pré-ejaculatório. O prazer era insuportável, uma sobrecarga sensorial que me fazia ver estrelas.
— Eu vou gozar! — Malik rugiu, sua voz vibrando como um trovão. — Eu vou encher o Marcos de porra, e depois eu vou encher você, Julio! Eu quero que vocês carreguem o meu leite juntos!
Com uma série de estocadas finais e violentas, Malik gozou fundo em Marcos, que soltou um grito de êxtase que pareceu rasgar o ar. Sem perder tempo, Malik se retirou de Marcos e, com sua pica ainda pulsante e coberta de sêmen, mergulhou em mim novamente. A sensação de receber o pau de Malik carregado com o sêmen que ele acabara de deixar em Marcos foi o ápice da minha jornada. Era como se estivéssemos todos fundidos em um único ato de devassidão.
Malik gozou dentro de mim com uma força que me fez ter espasmos por vários minutos. Ficamos ali, os três, emaranhados em uma massa de suor, óleo e fluidos. Malik nos empurrou para o lado e se levantou, olhando para nós com um desprezo carinhoso.
— Vocês foram bem hoje — ele disse, limpando o pênis na farda de Marcos que estava jogada no chão. — Agora, ouçam bem. O jogo está apenas começando. Amanhã, vocês vão me prestar um serviço na delegacia que vai provar de uma vez por todas a quem vocês pertencem. Se vocês falharem, o vídeo do delegado não será o único a circular nos grupos de WhatsApp.
Ele nos deu um último olhar de posse e nos mandou embora. Saímos da casa como sombras, o peso do sêmen de Malik ainda presente em nossos corpos, uma lembrança física da nossa submissão. Enquanto caminhávamos para a viatura, o silêncio da noite era apenas quebrado pelo som dos nossos passos. Eu olhei para Marcos, e ele olhou para mim. Não precisávamos de palavras. Éramos o triângulo da devassidão, e o mundo nunca mais seria o mesmo.