Ponto de Vista (POV): Daniel
O estofado de couro legítimo daquele importado alemão parecia uma jaula de luxo. A tempestade desabava sobre São Paulo com a violência de um castigo, inundando as avenidas e travando o trânsito da Marginal Pinheiros em um nó infernal. O para-brisa operava no limite, mas os vidros laterais já estavam completamente embaçados pelo calor que emanava de dentro do veículo.
Ao meu lado, Alan era uma muralha de silêncio opressiva. O cara tinha facilmente mais de cem quilos de músculo puro e uma envergadura que roubava todo o oxigênio do banco traseiro. Ele girava uma boina de lã escura entre os dedos calejados, o maxilar quadrado travado, olhando fixamente para a traseira do carro à frente. O cheiro de perfume amadeirado caro misturado com o tabaco da roupa dele impregnava o ar condicionado. Era uma atmosfera pesada, carregada. O motorista na frente dirigia como um robô, sem ousar olhar para o retrovisor.
Eu estava com o ego mordido. horas antes, eu estava limpando o suor do Yohan do meu próprio corpo, lidando com a frustração de um sexo cheio de culpa e choro de escritório. E agora, eu estava me sentindo intimidado pelo tamanho de um desconhecido. Decidi quebrar aquela pose de gângster de cinema dele com o meu pior defeito: a ironia ácida.
— você está com essa boina de Peaky Blinders para esconder a calvície, Alan? — soltei, cruzando as pernas e dando um sorriso de canto, medindo o cara de cima a baixo.
Vamos ver se essa montanha russa de músculo tem sangue nas veias ou se é só fachada. — pensei, sentindo meu estômago dar um nó de adrenalina.
Alan não piscou. Ele virou o rosto lentamente na minha direção. Na penumbra do carro, os olhos dele brilharam com uma faísca perigosa, mas os lábios dele se curvaram em um meio sorriso arrogante.
— A boina é para os negócios, Daniel. Mas se você continuar com essa boca afiada, eu vou ter que usar a minha mão para calar você antes do próximo semáforo — a voz dele veio de um lugar muito fundo, um barítono rústico que vibrou direto no meu peito.
Ele esticou o braço colossal e abriu o compartimento central do carro, puxando uma garrafa de uísque puro malte e dois copos pesados de vidro. Derramou o líquido âmbar e me estendeu um dos copos. Nossos dedos se roçaram na entrega. Puta que pariu. Parecia que eu tinha tocado em um fio de alta tensão. A pele dele era quente, áspera. Meu pau deu uma pulsação violenta dentro da cueca, respondendo instantaneamente ao magnetismo daquele coroa de cinquenta e quatro anos.
Demos um gole longo em silêncio. O álcool desceu rasgando, esquentando o sangue. O trânsito continuava parado. O ambiente ficou claustrofóbico, o ar condicionado não vencia o calor que nossos corpos começavam a produzir.
— Você está tenso, surfista — Alan murmurou, deixando o copo de lado.
Antes que eu pudesse responder, ele se moveu. O banco traseiro afundou com o peso dele. Alan deslizou para perto, colando o corpo massivo dele no meu flanco. Antes que a minha mente calculasse uma defesa, as duas mãos gigantescas dele pousaram direto nos meus ombros.
Os dedos dele apertaram os meus músculos com uma força absurda, esmagando a tensão do meu trapézio. Soltei um gemido curto, rouco, que tentei engolir virando o resto do uísque.
— Relaxa a porra dos ombros... — ele sussurrou perto do meu ouvido. O hálito quente de álcool dele roçou na minha pele, me fazendo arrepiar até a raiz do cabelo. — Eu sinto o cheiro do seu tesão daqui, Daniel. Você marra pose de dono de agência, mas está louco para ser desmontado.
Filho da puta... ele sabe. — pensei, o coração martelando no peito enquanto a minha cabeça caía para trás, encostando no peitoral largo dele.
As mãos calejadas do Alan desceram pelo meu pescoço, ignorando qualquer protocolo. Com a agressividade de quem comanda a porra toda, ele segurou o nó da minha gravata e puxou, desfazendo-a com um único golpe. Os dedos grossos dele desceram rasgando os botões da minha camisa social branca. O tecido esticou, os botões voaram pelo carpete do carro, expondo o meu peitoral claro e o abdômen perfeitamente trincado.
Alan cravou as mãos direto na minha pele, apertando os meus músculos com força, maltratando o meu peito enquanto a boca dele descia para o meu pescoço, cheirando e mordendo a minha jugular como um animal faminto. Minha braguilha parecia que ia estourar. O exibicionismo de estar fazendo aquilo com o motorista na frente me deixou completamente ninfomaníaco.
— Segue direto para a cobertura — Alan rosnou para o motorista, a voz trêmula de testosterona. — E não ouse olhar para trás se quiser continuar com o emprego.
Ponto de Vista (POV): Alan
A fechadura eletrônica da cobertura estalou e eu empurrei o Daniel para dentro com brutalidade. A luz vermelha e densa do quarto inundou os nossos corpos suados. Eu estava em surto interno. Olhar para aquele surfista de trinta e cinco anos com a camisa toda rasgada, os olhos verdes escuros brilhando de luxúria, ativou o meu pior monstro.
Desde que o Murilo me quebrou e me deixou ninfomaníaco, o sexo para mim era uma droga de alívio de estresse. Eu precisava dominar para não lembrar que eu tinha sido a cadela submissa daquele magro tatuado no passado.
Joguei o Daniel na cama de colunas de ferro preto. Avancei para cima dele feito um bicho, arrancando o resto das roupas dele e despindo a minha camisa social cinza, exibindo o meu peitoral massivo coberto de pelos grossos e escuros. O Daniel bufou, os olhos dele focando no meu corpo. Ele tentou me puxar para um beijo lento, meigo, colando os lábios nos meus com uma delicadeza que quase me fez desarmar.
Não... carinho não! Essa porra não é romance, é descarrego! — minha mente gritou em pânico, o trauma do Murilo rejeitando qualquer afeto.
Afastei o rosto dele com violência. Puxei as algemas de couro presas na cabeceira de ferro e travei os pulsos do Daniel em um estalo seco.
— Agora você é meu, surfista. Vamos ver se você sustenta essa marra todo amarrado — coloquei o o pau pra fora, latejando de veias, duro como um cano de ferro.
O Daniel ficou totalmente esticado na cama, nu, exibindo aquela rola monumental de vinte centímetros, grossa e latejante. A visão me deixou alucinado. Desci a boca direto naquele pau, abocanhando até o talo, engolindo a masculinidade dele com uma gulosice doentia que o Murilo tinha me ensinado. O Daniel deu um urro que ecoou no teto alto, as algemas de ferro tilintando enquanto ele tentava erguer os quadris.
Rasguei o pacote de camisinha com os dentes, enfiei no pau dele e joguei lubrificante no meu próprio cu sem nenhuma delicadeza. Subi no colo do Daniel e mirei a rola dele na minha entrada. Desci de uma vez só.
— Ah, porra! — o grito rasgou a minha garganta.
O pau do Daniel era grosso pra caralho, entrou rasgando o meu cu, me fazendo ver estrelas. Comecei a cavalgar com ódio, os meus cabelos voando, o meu suor pingando direto no abdômen trincado dele. Mas aqui veio a surpresa, o Daniel não era um ativo indefeso. Mesmo algemado, ele tensionou os braços musculosos, travou os ombros na cama e começou a dar violentas estocadas de quadril para cima, ditando o ritmo da foda de baixo para cima, me arrombando com mais força a cada subida.
O tesão virou uma guerra de alfas. Eu saí de cima do pau dele, com o cu ardendo e babado, peguei a chave e soltei as algemas dele. Eu queria que ele ficasse de joelhos para chupar o meu pau, queria continuar mandando.
Mas o Daniel foi mais rápido. Assim que os pulsos ficaram livres, ele me segurou pelos quadris com as mãos de surfista e me jogou de costas no colchão com uma força descomunal. Ele me virou de bruços, puxou as minhas pernas robustas para cima dos ombros dele e me travou na posição de frango assado.
— Você achou que ia mandar em mim? — o Daniel rosnou no meu ouvido, a voz carregada de ódio e tesão. — Quem vai rasgar esse seu rabo sou eu!
Sem camisinha, sem lubrificante novo, ele mirou a cabeça do pau de vinte centímetros direto no meu cu necessitado e socou até o talo de uma vez só.
— PUTA QUE PARIU, DANIEL! FODE! FODE O MEU CU, CARALHO! — eu urrei com a cara enterrada no travesseiro, o meu rabo engolindo aquela tora viva.
Ele começou a bombar com uma selvageria que eu nunca tinha sentido. Era o ritmo doentio de Ninfomaníaca. O som da carne batendo era violento. Ele me puxava pelos pelos do peito por trás, me esmagando contra o colchão enquanto a rola dele entrava e saía, destruindo as minhas estruturas.
O prazer foi tão violento, tão mecânico e visceral, que o meu cu contraiu em um espasmo brutal na rola dele. Sem que ninguém tocasse no meu pau, eu entrei em convulsão e disparei vários jatos grossos de porra direto no meu peito e no lençol. O Daniel sentiu o meu cu apertar, deu três estocadas finais profundas e urrou, descarregando a porra dele toda dentro do meu rabo, o corpo dele tremendo de exaustão em cima de mim.
Ponto de Vista (POV): Daniel
O sexo tinha sido um espetáculo de brutalidade, mas assim que a porra saiu do meu pau Eu estava ofegante, deitado em cima do peito cabeludo do Alan, sentindo o cheiro de suor e porra misturados, esperando aquele momento de relaxamento. Eu queria curtir o pós-sexo, o travesseiro de pelos dele.
Mas o Alan surtou.
Dá para ver nos olhos dele o pânico psicológico de quem sentiu que perdeu o controle. A pose de gângster dele tinha sido pulverizada. Ele me empurrou de cima dele com uma força bruta, quase me jogando para fora da cama.
— Levanta. Acabou essa porra. Vamos pro banheiro agora — ele rosnou, a cara fechada com um ódio que parecia direcionado a ele mesmo. O olhar dele estava opaco, frio, no mais puro estilo mecânico de Ninfomaníaca.
Ele me puxou pelo braço até o box de mármore do banheiro. Ligou o chuveiro no gelado. A água fria bateu nos nossos corpos sujos de sêmen, nos fazendo arrepiarem inteiros. Eu achei que ele ia me lavar, mas o monstro do vício dele estava falando mais alto. O Alan não queria carinho; ele queria anestesiar a mente para esquecer que tinha sido dominado na cama.
Ele se virou de costas para mim sob a água fria, escorou as duas mãos gigantescas no mármore da parede e empinou a bunda grande, que já estava vermelha e dilatada.
— Me fode de novo, Daniel. Enfia essa porra em mim logo e cala a boca. Anda!
Meu ego de trinta e seis anos ferveu. Esse coroa quer me usar de brinquedo mecânico? Vou destruir o resto de dignidade dele. — pensei, o tesão voltando com força total pela humilhação da cena.
Ajoelhei-me no chão molhado do box. Sem nenhuma preliminar de romance, enfiei a minha língua com tudo no cu dele, fazendo um beijo grego violento, babando aquele rabo todo aberto enquanto ele batia uma punheta rápida no pau. O Alan soltava gemidos graves, o eco batendo no vidro do box.
Levantei-me de uma vez. Peguei meu pau ereto e enfiei direto no cu dele, sem camisinha, aproveitando a umidade da água e da foda anterior. O pau entrou liso, direto no miolo do rabo dele. Segurei o pescoço dele por trás com a mão esquerda e comecei a dar estocadas rápidas, secas, machucando o cu do coroa na parede do banheiro.
O sexo ali foi puro cinema pornô: agressivo, barulhento, sem nenhum pingo de amor. Era testosterona pura escorrendo pelo ralo.
— Goza na minha boca, caralho! — ele gritou, virando o rosto de lado, a boca aberta e a língua para fora.
Tirei o meu pau de dentro do cu dele com um estalo úmido. O Alan desabou de joelhos no chão do box, na minha frente, com os olhos vermelhos fixos no meu pau. Comecei a descascar uma punheta violenta na cara dele, o suor e a água lavando o meu corpo trincado. Dei um urro de animal e disparei cinco jatos quentes e grossos de porra direto na boca, nos olhos e nas bochechas do Alan. Ele engoliu metade da minha porra sem piscar, a gulosice dele aceitando a humilhação total.
O banho terminou em um silêncio congelante. Mal nos olhamos. Nos secamos e vestimos as roupas amarrotadas.
Alan pegou o celular dele com a cara totalmente trancada, a muralha de Berlim erguida de novo. O rosto dele era uma máscara de gelo.
— O Uber está esperando lá embaixo na portaria. Pode ir embora — ele disse, a voz mecânica, sem olhar nos meus olhos.
Não houve abraço, não houve beijo, não houve troca de telefones. Eu fui descartado como um pedaço de carne que serviu apenas para aliviar o estresse de um mafioso doente.
Entrei no Uber às três da madrugada com o ego sangrando, o pau meio dormente e uma obsessão doentia nascendo no meu peito. Aquele coroa tinha me quebrado no meio.
Cheguei no meu apartamento, peguei o celular e, com os dedos trêmulos de adrenalina, mandei a mensagem para o Yohan cancelando o treino da manhã. Deitei na cama às cinco da madrugada, olhando para o teto, sabendo que a partir daquela noite, a minha vida e a minha mente pertenciam ao segredo sujo daquele magnata submisso.