Sempre gostei da sensação de ser observada. Não exatamente admirada — embora também gostasse disso —, mas daquela tensão silenciosa que surgia quando percebia olhares demorados sobre mim. Aos 43 anos, morando numa cidade pequena do interior de São Paulo, havia aprendido a esconder esse lado atrás da rotina previsível: o casamento de vinte anos com Marcelo, as compras no mercado aos sábados, os almoços em família e o trabalho administrativo numa empresa de máquinas agrícolas.
Marcelo, aos 49, era um homem tranquilo. Bom marido, bom provedor, previsível em quase tudo. E talvez fosse justamente essa previsibilidade que começava a me sufocar.
Naquela semana de feriado prolongado de Corpus Christi, a cidade estava mais vazia do que o normal. Muitos funcionários haviam viajado, mas a empresa precisava manter um plantão mínimo. Aceitei trabalhar na quinta-feira. Disse ao meu marido que seria apenas meio período.
No fundo, eu queria outra coisa.
Meu chefe, Renato, tinha 65 anos e um jeito seguro que me deixava inquieta. Não era bonito no sentido óbvio, mas carregava aquela confiança madura. Havia meses que nós dois trocávamos olhares discretos pelos corredores, conversas prolongadas na copa e mensagens profissionais que terminavam com comentários pessoais demais para serem inocentes.
Na manhã do feriado, o escritório parecia abandonado. O silêncio dos corredores criava uma intimidade perigosa. Cheguei usando uma blusa leve demais para o inverno e uma saia justa que normalmente não teria coragem de vestir no trabalho.
Renato percebeu imediatamente.
— Achei que ninguém viria hoje — disse ele, parado à porta da minha sala.
Sorri sem levantar os olhos dos papéis.
— Talvez eu tenha vindo justamente por isso.
O comentário pairou no ar como faísca em gasolina.
Ao longo da manhã, encontrávamos desculpas para cruzar caminhos. Um relatório. Um café. Uma assinatura qualquer. Cada aproximação parecia alimentar algo que já estava fora de controle havia semanas.
Perto do almoço, Renato me chamou até a sala dele para revisar um contrato. Quando entrei, encontrei as persianas semicerradas e a porta apenas encostada.
A cidade inteira parecia distante.
Me sentei à frente dele, consciente da própria respiração. Renato falava sobre números e cláusulas, mas os olhos escapavam constantemente para minhas pernas. Percebi. E não desviei.
Havia algo naquela situação: o risco, o ambiente profissional, o fato de poderem ser descobertos a qualquer momento. O exibicionismo meu florescia exatamente ali, na possibilidade de alguém abrir aquela porta inesperadamente.
Renato levantou-se devagar e aproximou-se de minha cadeira.
— Você sabe o que está fazendo comigo faz tempo, não sabe?
Senti o corpo inteiro estremecer.
Pensou em Marcelo naquele instante. No marido provavelmente cochilando diante da televisão em casa, acreditando que a esposa estava apenas trabalhando num feriado tedioso.
E isso tornou tudo ainda mais intenso.
Ergui o rosto lentamente.
— Talvez eu saiba.
O beijo veio carregado de tensão reprimida. Não havia pressa, apenas desejo acumulado. O tipo de aproximação perigosa que transforma culpa em combustível.
Um barulho no corredor nos fez se afastar imediatamente. O coração disparado, a adrenalina queimando sob a pele.
Renato passou a mão pelo cabelo, nervoso.
— Isso é loucura.
Me levantei, caminhando até a porta da sala antes de olhar para trás.
— Talvez seja exatamente por isso que eu queira continuar.
Tranquei a porta da sala, voltei e pegando Ricardo pela mão o coloquei sentado, fiquei em pé na sua frente. Fui desabotoando lentamente minha blusa, tirando por completo, estava com um conjunto de calcinha e sutiã de renda branco. Fui descendo o zíper da saia, deixando-a cair ao chão.
Ele me olhava de cima até embaixo, me comendo somente com os olhos. Me ajoelhei e comecei a massagear sua pica por cima da calça e lentamente fui abrindo o zíper, abaixando a frente da cueca e colocando para fora. Comecei com beijinhos e lambidas, mas logo caí de boca em sua pica branca, com a cabeça bem redonda e rosada.
Ele de olhos fechados gemia, aproveitando minha boca em sua pica. Ao me levantar, soltei os feches do sutiã, deixando nus meus seios, com as auréulas grandes, escuras, os bicos duros e pontudos. Fui levando-os até encostar em sua boca, onde começou a chupar com uma vontade imensa.
O tesão tomava conta daquele lugar, tirei minha calcinha, me debrucei na mesa e empinei meu bumbum. Ricardo se desfez de suas roupas e me segurando pela cintura, começou a me penetrar. Sua pica não era grande, mas sabia utilizar muito bem. Naquela posição, ele podia ver meu cuzinho piscando de tesão com ele me fodendo.
Me virei e abri bem minhas pernas deitada sobre a mesa, e assim ele entrou inteiro, seus movimentos estavam me deixando louca, de uma forma que à tempos Marcelo não fazia. Meus seios balançavam, o barulho da minha buceta molhada sendo deflorada, não demorou muito para gozarmos. Foi uma explosão de sentimentos e vontades nesse momento.
Ele se sentou em sua cadeira, e abusando do momento, me sentei ainda nua em seu colo, deixando-o apreciar meu corpo nu por alguns momentos.
Nos trocamos e voltei para minha sala, sentindo sua porra correr entre minhas pernas.
Naquela tarde, quando voltei para casa, Marcelo me recebeu com um beijo distraído e perguntou como havia sido o plantão.
Respondi com naturalidade:
— Calmo demais.
Mas enquanto tirava os brincos diante do espelho do quarto, ainda conseguia sentir o peso daquela tarde maravilhosa — e percebi, com um arrepio lento, que minha vida estava mudando completamente.
