- Quer mesmo saber desde quando ele me come, que te traio, desde que ouvi as histórias do mundo liberal, na verdade eu queria, que você viesse comigo para esse mundo, então arranjei o encontro com a Sara, assim você gostando e topando eu poderia ter outros parceiros, não apenas o Jorge, e transar na sua frente, mas eu não contava que você não aceitasse ser corno. Mas quando vi Sara, com você, aquilo mexeu comigo, por isso eu quase interrompi tudo. O que senti naquele momento foi algo difícil de explicar, eu te amando fui pega de surpresa, e quase estraguei tudo. Tive que fazer um tremendo esforço para que as coisas continuassem. Depois veio o outro encontro, mas na verdade, foi mais uma forma de tentar te levar para esse mundo, então eu quis transar com ela para ver sua reação, e depois a cada noite que passávamos juntos, os três transando, mas eu queria isso para minha vida, só não contava que você realmente não aceitasse, e isso ficou bem claro na noite da casa de swing.
Lara, falou, falou, e falou, eu apenas a ouvi calmamente. Jorge, até que tentou acalma-la pois por vezes ela se alterava, mas ele podia ser um bom comedor, mas como alguém que tenta acalmar uma mulher furiosa, bem ele não teve sucesso.
Quando ela já cansada de tanto falar, felizmente ela não era uma mulher violenta, por isso agi dessa forma, fez menção de se levantar e sair da cozinha, fiz um sinal para ela aguardar, estendi a mão até o balcão pegando um envelope pardo, o entregando a ela que abriu rasgando desesperada. Quando leu a primeira linha, seus ombros caíram.
Continuando.
"Caros desculpem pela demora em publicar, meu trabalho hoje exigiu além do normal hoje, mas vamos ao conto".
- O que é isso Anderson?
- Isso mesmo, são os papeis do nossa separação, meu advogado preparou nosso divórcio.
Ela deu uma passada rápida pelas folhas, depois me olhou.
- A casa, você não vai deixar para mim?
- Claro que vou, mas somente metade dela, se quiser comprar minha parte ela será toda sua, todinha.
- Eu não tenho tanto dinheiro assim, para ficar com ela.
- Eu também não para comprar a sua parte.
Continuando a ler, ou só dando uma passada de olhos. Ao final me fez um pedido, uma proposta, sei lá como chamar.
- Eu assino, mas quero mais uma clausula.
- E qual seria ela? – Perguntei.
- Que tudo que conquistarmos de agora em diante e após a separação nenhum dos dois terá direito a nada.
Fiquei surpreso, com aquela clausula, mas concordei.
- Concordo, e posso perguntar porque isso?
- Você é um perdedor Anderson. Apesar de tudo o que disse sobre os encontros, eu e Jorge, e até das nossas noites com Sara, você vive seus dias no seu escritório fazendo não sei o que, que não conseguiu um trabalho desde que saiu do seu último emprego, e tenho certeza de que o dinheiro que vai ganhar com a venda dessa casa, em pouco tempo vai ficar sem nada e não te darei nenhum centavo que ganharei, pois, eu e Jorge temos conversado e temos nossos planos.
- Ora, ora, ora, quer dizer que vocês têm planos, bom saber. Mas me diz ai Jorge, você trabalha no que?
- Trabalho com investimentos e sou muito bom nisso, sabia?
Eu quase comecei a rir, mas preferi me segurar.
- Investimentos é, muito interessante, e já deve ter ganho muito dinheiro eu presumo?
- Sim, ganhei algum, sem querer me gabar.
- Então me responde uma coisa, se é bom no que faz e já que ganhou um dinheiro, porque você sempre aqui para transar com a Lara, porque não vão para um motel, fazem uma viagem, aproveitam fora daqui.
Como eu suspeitava ele não respondeu, apenas ficou me encarando, assim como Lara.
Pelo jeito dele, o único investimento que ele entendia era o de colocar aquele pau dele na buceta de alguma mulher.
- Está bem Lara, então vamos fazer assim, você redige exatamente o que quer nessa clausula e depois eu peço para meu advogado fazer, então eu trago para você, não melhor ainda, vamos nos encontrar no escritório dele e lá você assina os papeis mas não esquece de levar seu advogado, para não dizer depois que foi enganada por mim. Podemos combinar assim. Ou melhor ainda, você assina no dia da audiência perante o juiz, acho que assim será melhor para nós dois, concorda?
Ela me olhou muito séria, devia estar pensando no que eu estava aprontando, mas dessa vez eu não iria fazer nada, pois ela mesma já estava fazendo, e sem saber me ajudando.
- Se tiver algo errado meu advogado vai poder me dizer, e sendo na frete do juiz, já resolvemos tudo de uma vez por todas.
- Ok, então estamos esclarecidos, e foi bom o Jorge estar presente assim ele sabe que partiu de você essa clausula.
Me levantei, recolhendo o que tinha usado, fui até a pia lavei, sequei e os guardei no armário, e em seguido fui em direção ao meu escritório, pois agora que já tinha resolvido com Lara, sobre nosso divórcio, poderia me dedicar totalmente no restante do programa, e com certeza em poucos dias conseguiria finalizá-lo.
- Que vocês dois tenham mais uma ótima noite, só não precisa exagerar Lara, sei o que faz ou estejam fazendo, mas os vizinhos podem te ouvir e isso não vai pegar bem. Disse rindo e caminhando lento.
Como eu imaginava, foi uma noite de sábado e domingo durante o dia, de muito sexo entre os dois, onde so saiam para matar a fome e repor as energias, mas felizmente os gemidos e gritinhos de Lara, diminuíram, uma vez que ela percebeu que eu não estava me importando com o que faziam, em dado momento acabei por colocar meu fone de ouvido, e assim ouvindo uma boa música, minha concentração seria ainda maior, um habito que adquiri desde muito jovem, quando estudava para as provas ouvindo música, isso me ajudava na concentração.
Durante a semana nada de novo, apenas encaminhei os documentos para o advogado, para que ele desse andamento no divórcio, e meu trabalho no programa continuava, faltando muito pouco para finalizar.
Na quarta feira recebo uma mensagem, fiquei olhando o nome, por um momento quase não abro o celular para ler melhor mas acabei desbloqueando e lendo a mensagem.
“Oi gostosão, tudo bem? Quanto tempo não falamos”.
“Fiquei sabendo sobre você e Lara, bem, fiquei bastante chateada, pois não vamos mais poder brincar juntos, rsrsrs...”
“Mas falando sério, gostaria de conversar com você para que não pense que tenho algo a ver com o que rolou”.
“Me responde quando puder”.
Li e reli algumas vezes, e resolvi responder:
- “Oi Sara, eu estou bem, apesar de tudo, felizmente consegui perceber antes tudo o que estava para acontecer”.
- “Já resolvemos o problema, vamos nos separar como já deve saber”.
- “Nossas brincadeiras a três podem ter acabado realmente, mas .....”
- “Sobre nos encontrarmos, pode ser, não vejo problema, quero ouvir seu lado nessa história toda.”
Ela em segundos me respondeu, perguntando se poderia encontra-la na sexta feira a noite, para comer alguma coisa e podermos conversar. Eu confirmei que sim e que ela poderia escolher o lugar onde a encontraria e que era só me mandar o endereço, o que fez em seguida. Como eu estava finalizando o trabalho não dei muita atenção, e deixei o celular na mesa e continuei o que estava fazendo.
Na sexta à noite, saindo de casa me deparei com Lara, chegando com Jorge, sinal de mais uma noite/madrugada/final de semana de muita putaria entre os dois. Apenas os cumprimentei dizendo um oi e sai.
No carro coloquei no aplicativo o endereço e comecei a fazer o trajeto, só me dando conta do local quando estava quase chegando. Eu deveria ter sabido que não seria um encontro normal, não com a Sara. Ela havia marcado sim, só que não em um restaurante ou outro lugar comum, mas era em um motel, como sempre sem muitos rodeios, ela conseguiu me surpreender.
Ao chegar conversei na recepção e logo estava estacionando na garagem do quarto.
Entrando, ouvi música tocando, o quarto estava com a iluminação baixa, mas não muita, e na cama deitada apenas com roupas intimas e não para minha surpresa minúsculas, mas que deixavam o corpo de Sara, ainda mais lindo.
Me olhando pediu que me aproximasse mais da cama, fazendo sinal com o dedo indicador.
- Então gostou da surpresa?
- Gostar eu gostei, e muito, mas pensei que fossemos jantar em algum outro lugar.
- Você acha que eu iria perder tempo comendo, quando eu quero ser o prato principal.
Dei uma risada me sentando ao seu lado e dando um beijo em seus lábios.
- Vamos fazer o seguinte gostosão, você me come e depois a gente conversa um pouco, depois brinca mais um pouco e conversa novamente, e vamos fazendo isso até amanhã, o que você acha da ideia?
- Não é uma má ideia, sabe, até gostei muito dela. Disse já começando a tirar minha camisa e me deitando ao seu lado.
Realmente foi uma noite de muita conversa e muito sexo, só não sei dizer se o sexo era o intervalo, ou se a conversa é que era, mas com certeza aproveitei cada momento em que estava com aquela mulher, tanto que a comi de todas as formas e em todos os seus orifícios, afinal estava com saudades daquela diva, pois faziam semanas que não nos encontrávamos.
Já nossa conversa, serviu para esclarecer que, de certa forma Lara, usou a conversa com ela para envolve-la sem que soubesse daquele esquema para conseguir me levar a aceitar a ida para a casa de swing, e por tabela a transar na minha frente com Jorge.
Ao final de nosso encontro, resolvi encerrar aquele encontro entre nós com a notícia que tinha sido muito bom o tempo que passamos, e no sexo que tivemos em tantos momentos, até mesmo com a presença de Lara, mas que aquele tinha sido o nosso último, pois eu preferia seguir outro caminho, tentando encontrar alguém que fosse mais do estilo tranquilo, sem experiências como a que vivemos juntos, pois apesar de muito bom, eu preferia ter uma só pessoa para dividir a cama e quem sabe o futuro.
Ela concordou dizendo que aquele tipo de vida que ela e o marido levavam, não era para todos, mas que também apesar de ficar chateada, os momentos que tivemos foi ótimo, que eu era também um ótimo amante que a fez gozar muito e gostoso.
Ao final, tomamos um café juntos e depois sai a deixando por lá pois teria que se arrumar para voltar para a casa e para o marido dela.
Já sobre aquela manhã, tarde e noite de sábado mais o domingo, manhã e tarde, foi como o anterior para minha ex-esposa e seu amante. Eu só não os via por ficar trabalhando, mas quando o barulho deles me incomodava, o meu fone de ouvido me fazia ter a paz merecida. Não nego que saber que os dois estavam transando me excitava, da mesma forma que um filme pornô faz com qualquer homem.
Dias depois recebi o comunicado da data da audiência e informei a Lara, ela me olhou ainda, acredito, achando que era uma brincadeira, ela talvez pensasse que eu não iria adiante com aquilo, mas estava totalmente equivocada.
No dia marcado lá estávamos nós, eu com meu advogado e Lara com o dela. Foi algo rápido até, ela confirmou que a clausula constava nos documentos assinando, e eu de minha parte também.
Antes de sairmos da sala eu apenas quis fazer um alerta a ela.
- Lara, por todo o tempo que vivemos juntos, ainda tenho uma certo carinho por você, não mais amor, mas mesmo assim, tome cuidado com o Jorge, alguma coisa nele me soa estranho, não sei bem o que é, mas cuide-se.
Me olhando com desdém ela respondeu:
- Eu o conheço muito bem, não vai acontecer nada, fique tranquilo.
- Não sei, aquela conversa de quem trabalha com investimentos, não me convenceu.
- Olha só quem está falando, quem não tem nem emprego fixo. Mas fica tranquilo, sei me cuidar.
Apenas acenei afirmativamente e dei as costas recolhendo minhas vias dos papeis e conversando com meu advogado.
Como a audiência foi pela manhã, saindo do fórum fui direto para a empresa, a mesma para quem estava desenvolvendo o novo sistema. Na parte da tarde começaríamos realizar os testes e estava até nervoso. Claro que em casa tudo tinha saído da melhor forma possível, mas era um ambiente pequeno e controlado, minha preocupação séria com ele sendo utilizado por vários usuários ao mesmo tempo em diversos ambientes, apesar de ser dentro do mesmo prédio.
Chagando na empresa Clara, me aguardava, ansiosa também, para saber como o sistema iria se portar, como estávamos todos envolvidos sabíamos que pequenas falhas poderiam aparecer, mas, minha esperança era que isso não ocorresse, eu tinha sido minucioso demais para esperar ou aceitar que isso acontecesse.
Os dias seguintes foram ficando mais leves a medida que eles passavam e nada de anormal acontecia. O peso em meus ombros estava cada vez diminuindo mais. Praticamente eu estava na empresa todos os dias, era como se eu fosse um funcionário. Até o dia que Carlos, numa conversa informal, me indagou sobre isso. Respondi que somente iria deixar de ir quando tudo estivesse funcionando em toda a empresa e nas filiais, cem por cento ou bem perto disso, pois ainda queria estar por perto caso precisasse da minha presença. Ele ficou impressionado com minha dedicação e profissionalismo.
Durante aqueles dias, aproveitei para almoçar com Clara, praticamente todos os dias. Estávamos bem integrados, praticamente tudo que acontecia ou como funcionava no sistema ela sabia. Até sobre o que aconteceu entre eu e Lara, sobre nossa separação, e a última noite que tive com Sara, claro que sem os detalhes. Era, como já devo ter dito, muito bom estar ao lado dela, por sua inteligência, beleza, até que comecei a olhar para ela de uma forma mais atenta. Como disse ela teve um relacionamento e estava agora sozinha, e agora que estava desimpedido quem sabe poderíamos ter alguma coisa.
Num dos dias que provavelmente seria da última que eu seria necessário por ali, tomei a liberdade de convidá-la para um jantar de comemoração, pois tudo estava saindo como eu tinha previsto, sem problemas e funcionando perfeitamente. E devo dizer eu devia parte disso a ela, pois me ajudou muito durante todo o processo, sendo muito prestativa com o que eu precisava. Marcamos então para o sábado à noite onde eu a pegaria para sairmos e jantarmos.
No dia marcado eu estava tranquilo, pois nossa convivência nos últimos dias, quase que nos aproximou como se fossemos colegas da mesma empresa, apesar de eu estar prestando serviço.
Cheguei no endereço que ela havia me passado. Encaminhei uma mensagem dizendo que havia chegado. Ela me respondeu que aguardasse pois estava quase finalizando.
Poucos minutos depois ela saiu, e o que vi me deixou de queixo caído, sendo que tive que me recuperar rápido pois, para sair rápido do carro para abrir a porta para que ela entrasse.
- Senhorita, esta maravilhosa hoje! Queira embarcar em sua limusine, ou quase isso disse eu sorrindo mas ainda admirando aquela linda mulher.
- Obrigado senhor! Muita gentileza de sua parte, disse com um sorriso encantador.
Dei a volta, entrando e me preparando para sairmos.
- Você está maravilhosa Clara, ..... Me desculpe, eu já disse isso. E sorri para ela que me olhava.
- Obrigada Anderson! Mas então onde você vai me levar nessa sua limusine senhor?
Tive que alterar os planos ali mesmo, mas como sempre tenho um plano “B”, partimos para um local que eu gostava muito de ir, onde ela com aqueles trajes não ficaria deslocada. Era um local que fui algumas vezes, que servia uma ótima comida, e a carta de vinhos era surpreendente. Só esperava que ela gostasse de um bom vinho italiano, caso contrário não teria problemas, eles tinham ótimas opções de drinques sem álcool.
Fiquei tão surpreso com a beleza que acabei nem descrevendo os trajes que Carla, usava. Uma saia preta justa pouco acima dos joelhos com uma abertura atrás, que lembra uma empresária, uma camisa azul de mangas compridas, mas estavam dobradas. Ela calçava um sapato de salto alto, na cor preto. Ainda completando usava brincos e um colar dos mesmo material que os brincos. Um batom discreto nos lábios e uma maquiagem leve, para não encobrir sua beleza natural, como eu preferia. Ok, concordo que pode parecer simples, mas em Carla, com sua beleza, tudo lhe caia muito bem.
Foi uma noite muito gostosa, jantamos, conversamos, rimos muito, tomamos um ótimo vinho, ainda bem que ela gostava assim como eu. Foi tudo perfeito. Demos uma pequena volta pela cidade, e depois a levei para sua casa, pois estava ficando tarde.
Antes de descer ela disse que gostou muito da noite e que quem sabe poderíamos repetir novamente. Depois ela se aproximou de mim e me deu um selinho.
- Isso foi pelo seu comportamento, sei também que nós dois queremos, mas vamos com calma, acho que precisamos de mais um pouco de tempo, vamos deixar acontecer.
- Claro sem pressa, eu não desejaria nada além disso.
- Você é muito fofo Anderson, sabe, você tem futuro. – Disse sorrindo.
Ela desceu, e fui para minha nova casa, uma quitinete que tinha alugado, até conseguir comprar uma casa nova, pois o pagamento que receberia pela desenvolvimento e implantação do sistema começaria a ser feito na semana seguinte, depois de uma reunião com os diretores e dono da empresa.
E assim foi, na semana seguinte, durante a reunião, somente elogios pelo sistema que funcionava bem, em todos os setores e filiais da empresa, com praticamente zero problemas. Dado o desempenho do sistema, fui convidado a fornecer toda a assessoria necessária, atualizações, etc., o único problema, bem na verdade não era exatamente um problema, era o que eu já planejava a muito tempo, teria que abrir minha própria empresa, para que tudo fosse feito de forma organizada e profissional.
Coisa que concretizei o mais rápido possível, até já tinha uma ideia de onde montar a empresa, era um espaço não muito grande, mas para o começo seria ideal. Contratei uma pessoa para me ajudar e em poucos meses já éramos cinco pessoas trabalhando e procurando novas empresas para contratarem nossos serviços.
Meus programas com Clara estavam cada vez mais frequentes, pequenas viagens, e o que era melhor, os toques os beijos aconteciam com naturalidade, sem forçar, apenas deixando que nos conhecêssemos aos poucos. Até que um dia simplesmente aconteceu, sem planejamento, sem combinarmos antecipadamente.
Continua.....
ESSE TEXTO SE TRATA DE UMA FICÇÃO, QUALQUER SEMELHANÇA COM NOMES, SITUAÇÕES OU LOCAIS É MERAMENTE COINCIDIDENCIA.
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