As tatuagens do garçom

Um conto erótico de Jota Prata
Categoria: Gay
Contém 1694 palavras
Data: 06/06/2026 01:24:58
Última revisão: 08/06/2026 13:55:38

Péssimo. É a melhor forma de descrever a sensação de estar em um local completamente fora da própria zona de conforto num momento de vulnerabilidade emocional.

Tudo bem, admito que a primeira fase do luto pós-término já tinha passado e eu começava a querer me abrir para o mundo e para as possibilidades que ele tinha para mim, mas a festa de formatura da minha irmã na companhia dos meus pais não era a situação ideal para isso, eu nem falava de vida amorosa com a minha família. Toda a situação só me deixava sufocado.

Meu plano para essa noite era tentar manter um sorriso amigável toda vez que chegassem perto de mim. Eu não estava nos meus melhores dias, mas também não queria ser um estraga-prazeres para minha irmã. Se não falassem do meu ex, não teria problema.

De vinte em vinte minutos, para ter um respiro, eu inventava uma desculpa para sair da mesa e tomar um ar. Foi numa dessas que o conheci.

Eu já o tinha sacado, na verdade. Era um rapaz bonito demais para passar batido. Ele já tinha servido nossa mesa umas três vezes; peguei um copo em todas. Na última vez em que ele passou oferecendo cerveja, uma cabeça de serpente escapou sutilmente pela manga comprida da camisa preta de botão, quase adentrando o espaço da mão. Também reparei nas unhas pintadas de preto — para combinar com o uniforme de garçom, talvez? Trocamos olhares rapidamente nessa hora, mas só descobri que ele se chamava Diego quando marquei um dez do lado de fora.

Eu fui para um canto mais isolado, onde não precisaria ficar sorrindo o tempo todo. Estava meio vazio, já que a maioria dos convidados aproveitava a pista de dança ou tirava fotos na parte mais decorada do jardim. O garçom estava lá também, dando uma escapada do trabalho para fumar.

Elogiei a tatuagem da serpente, e ele foi rápido ao puxar a manga para me mostrar que não havia apenas uma arte grande, e sim várias pequenas que decoravam a extensão de todo seu antebraço.

“Bonitas”, comentei brevemente. “Tem mais?”

Ele deu mais uma tragada no cigarro antes de me responder:

“Tem sim, mas não dá pra te mostrar agora.”

Franzi a testa.

“Por quê?”

Ele riu. Coçou o cabelo bem-aparado (acho que era máquina 2) e deu mais um trago, sem responder. Então insisti:

“Que é? É no pau?” Nós dois rimos. É claro que eu não agiria todo saidinho desse jeito se não sentisse que o rapaz estava receptivo às minhas investidas.

“Não é no pau, não. É na coxa”, respondeu ele, finalmente.

Ele pôs a mão sobre a coxa esquerda, coberta pela calça preta de linho.

“Agora você me deixou curioso.”

Diego apertou os olhos, a boca rosinha se arqueou num sorriso de lado.

“Quer ver mesmo?”

Ele deu outra tragada. Soprava a fumaça para o alto toda vez, deixando o pescoço à mostra quando levantava a cabeça; o maxilar definido formava uma seta para cima. Ele olhou para a frente de novo, na minha direção. Era gato. Tinha rosto de homem, mas uma energia jovial. Eu daria a ele uns 24 anos. Devíamos ter uma idade próxima, mas não sei se ele estava tão perto dos 30 como eu.

“Só se você quiser me mostrar”, comentei entre um sorriso e outro.

Diego pareceu entender a mensagem, porque nessa hora ele escaneou os arredores rapidamente, meio escaldado, se levantou e andou até a parte de trás de um dos arbustos, me chamando. Fui calado, mas curioso.

“Segura pra mim, por favor?”, pediu ele ao me entregar o cigarro, que já estava nas últimas. “Pode fumar se quiser.”

Dei uma tragada enquanto o garçom desafivelava o cinto rapidamente para desabotoar a calça. Eu já estava interessado nele, mas vê-lo nessa situação me deixou com um tesão absurdo. Meu pênis quase sufocou dentro da minha roupa, mas não fiz nada, apenas o observei se despindo pra mim.

Confesso que, quando a calça dele desceu até o tornozelo, a última coisa em que prestei atenção foi a tatuagem. O rapaz tinha um corpo alto e esguio, e suas coxas eram levemente torneadas. Tudo que eu conseguia pensar era em como eu adoraria estar entre elas.

“Nossa…” O comentário saiu involuntariamente.

Tentei manter os olhos na tatuagem da âncora gigante na coxa dele, mas eles corriam até a cueca de modo automático. O volume chamava atenção, mesmo que estivesse guardado com jeitinho para baixo (dava para visualizar tudo pelo relevo).

“Gostou?”, perguntou Diego, seguido de uma risada que me disse tudo que eu precisava saber.

Ele segurou minha mão e a levou até a âncora, mas depois foi subindo até que eu estivesse em contato com seu pênis, que pulsava sob o tecido fino. Joguei a guimba do cigarro, que agora já estava apagado, por ali mesmo e puxei o rapaz para um beijo. Foi eletrizante, bruto, delicioso... Não sei se por estarmos ambos cheios de tesão ou por eu não saber o que era sentir a língua de outro homem dançar com a minha desde que meu ex terminou comigo. O fato é que, enquanto me beijava, ele me segurava com força e pressionava o volume entre meus dedos, e eu tentava puxá-lo para o mais perto que conseguisse. Encostamos na parede e ele fez mais pressão contra meu corpo. Senti cada relevo de sua silhueta, e isso só me deixava com mais vontade de tê-lo inteiro em mim.

Não perdi tempo, logo enfiei a mão dentro da cueca dele e massageei o pênis, sentindo as veias que latejavam quentes e os pentelhos aparados. Diego passou a beijar meu pescoço em resposta. Seus lábios subiram para meu ouvido e ele sussurrou:

“Me chupa.”

Não falei mais nada. Dei um último beijo nele antes de me abaixar e passear pela sua pelve. Nesse momento, tive certeza de que ele seria meu, pelo menos por aquela noite.

O pênis foi entrando, se acomodando na minha língua, e o safado me encarava sorrindo. Ele pressionou a pelve contra meu rosto quando já se encontrava em maior parte dentro da minha boca. Encostei meu nariz nos pentelhos e meu queixo no saco quente dele.

“Ssssssss”, parecia o prenúncio de um gemido alto do garçom.

Ele arfou, abafando o som o máximo que pôde, quando sua glande bateu na minha garganta. Lágrimas involuntárias escorreram no meu rosto e eu me afastei para respirar. Um fio de saliva ia dos meus lábios até a cabeça do pau dele. Dei uma fungada rápida, respirando fundo para recuperar o fôlego.

“Que foi, não aguenta?”, provocou ele.

Mas eu era teimoso.

“Ah, eu aguento, sim.”

Ri da gracinha. Tê-lo em toda sua imponência na minha frente enquanto eu, de joelhos, o saboreava, me deixou confiante de que eu engoliria tudo.

Ele sorria de um jeito sacana. Segurou o pênis, batendo-o de leve no meu rosto, e depois passei a língua em toda sua extensão até chegar nas bolas.

“Isso…”

Abocanhei uma e em seguida a outra, e ele se masturbando devagar enquanto isso. Então abaixei a cueca até o meio da coxa dele e o segurei pelas nádegas com as duas mãos para que eu pudesse engolir a pica inteira de uma vez. Diego também deu uma força segurando a minha nuca. Eu ia para frente e para trás, deixando-o completamente lubrificado. Suas pernas deram uma vacilada breve quando aumentei a velocidade do vaivém, e ele deixou escapar um gemido mais alto.

“Deixa eu gozar na tua boca?”, pediu.

Ele me encarou com aquele olhar safado que todo cara faz quando quer te comer dos jeitos mais brutos possíveis. Apenas assenti com a cabeça.

“Seu puto”, ele disse baixinho só para eu ouvir.

A respiração de Diego ficou mais ofegante conforme a intensidade das estocadas aumentava. Seus grunhidos tentavam sair no ritmo repetitivo em que a glande batia na minha garganta e o saco me golpeava o queixo. Minha boca acumulava uma mistura de saliva e baba de pica, e eu me engasgava, tentando respirar com aquele monumento atrapalhando a passagem livre do ar.

Mesmo assim, mantive os olhos lacrimejantes abertos em sua direção. Eu queria vê-lo se derreter em mim.

Diego fechou os olhos com força e jogou a cabeça para trás, seguido de um gemido mais demorado. Se apoiou com a mão esquerda na parede e, com a direita, segurava minha cabeça. Ele estava se esforçando para não fazer muito barulho, mas ainda assim consegui ouvir o “hmmmm” seguido da respiração pesada quando ele parou, latejando desesperadamente na minha garganta.

Nas minhas mãos, as nádegas dele se contraíram num espasmo até vir o primeiro jato quente, amargo e grudento, que engoli na hora. Seu corpo relaxou, e dessa vez ele não conseguiu abafar o gemido de alívio ao despejar outro jato. E mais outro, e mais outro… Ao todo acho que foram uns seis goela abaixo. Quando ele já tinha terminado, eu me levantei. Tenho certeza de que parecia uma boneca arrombada, fungando e sentindo minha cara toda babada, mas mesmo assim ele me beijou com força uma última vez.

Rimos da travessura.

O garçom foi rápido para se vestir; em poucos segundos nem parecia que tinha acabado de se derramar em porra na minha garganta. Acho que é nisso que pensam quando se referem a eficiência no trabalho: não deixar um boquetinho rápido no meio do expediente tirar a gente do eixo.

“Gostei de você”, disse ele ao afivelar o cinto.

“Também”, respondi, tentando manter meus lábios um pouco dormentes sob controle.

E voltamos para a festa.

“Tava chorando?”, perguntou minha irmã. “Tá com o rosto vermelho.”

“Eu, não…” Talvez devesse ter dito que estava.

Dei uma passada no banheiro para jogar uma água no rosto e melhorar a cara involuntária de boquete. Meu pau ainda estava duro, pedindo atenção, então bati uma rapidinho dentro da cabine. Quando saí me deparei com Diego. Demos uma risada rápida e trocamos telefone. Ele passou a mão pela minha bunda, me puxando para perto, e disse que queria me encontrar de novo, dessa vez para comer meu cu. Nem preciso dizer que concordei. Eu também tinha que mostrar as minhas tatuagens para ele.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 15 estrelas.
Incentive Jota Prata a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.
Foto de perfil de Jota PrataJota PrataContos: 2Seguidores: 3Seguindo: 0Mensagem Gosto de escrever contos eróticos gays. Também posto no Wattpad. https://www.wattpad.com/user/JotaPrataEscreve

Comentários