POV: Igor
O sol de domingo na Barra da Tijuca não perdoava. Passava das treze horas e o calor de mais de trinta graus fazia a piscina de borda infinita da mansão brilhar como um espelho. Marcelo tinha resolvido reunir a "nata" da família para um almoço de comemoração pelo contrato de Nova York. Estavam lá os pais dele — dois idosos arrogantes que cheiravam a naftalina e dinheiro antigo — e o irmão mais novo, um playboyzinho de condomínio que não saía do celular.
E quem estava no comando da churrasqueira importada a bafo, vestindo uma bermuda preta e uma camisa polo justa que quase rasgava nos meus ombros de um metro e noventa? Eu.
— Igor, meu rapaz, o ponto dessa picanha está uma obra-prima! — Marcelo gritou da mesa sob a marquise, erguendo sua taça de cerveja importada. Ele vestia uma bermuda de linho branca e uma camisa de botão florida, parecendo um boneco de posto perto do meu tamanho.
— Sai saindo, Dr. Marcelo. No ponto que o senhor gosta — respondi com a minha voz grave de sempre, cortando a carne com a faca de grife na tábua de madeira nobre.
Virei meus olhos devagar para o resto da mesa. E foi aí que o meu dia ficou interessante.
Helena estava sentada ao lado do marido. Ela usava um biquíni cortininha verde-água que destacava aquele corpo de modelo de 1,75m, coberta apenas por uma saída de praia de crochê totalmente transparente. Mas o que me fez dar um sorriso de canto de boca foi a forma como ela tentava se acomodar.
A cada cinco minutos, Helena mudava de posição na cadeira de fibra sintética da área externa. Ela apoiava o peso na coxa esquerda, depois jogava o corpo para a direita, com o rosto contraído numa careta discreta de desconforto. O cuzinho dela devia estar em carne viva depois do massacre que eu tinha imposto na madrugada de sexta no colchão duro do meu alojamento. A carne estreita daquela socialite rica ainda estava pagando o preço de ter recebido as minhas estocadas brutas até as bolas baterem na bunda.
— Helô, querida, o que foi? Você está inquieta — Marcelo perguntou, pousando a mão curta na coxa dela. — Está com alguma dor?
Helena deu um sobressalto de leve com o toque do marido, os olhos castanhos dela cruzando com os meus por cima da fumaça da churrasqueira por um segundo eterno.
— É... uma queimação, Marcelo. Acho que a academia da semana passada foi pesada demais. Estou com a musculatura da... da região lombar e dos glúteos travada — ela mentiu na cara limpa, a voz saindo um pouco trêmula. — Essas cadeiras de fibra são muito duras. Não estou conseguindo nem encostar direito.
— Ah, mas que cabeça a minha! — Marcelo levantou-se da mesa num pulo, cheio de solicitude, o perfeito projeto de marido prestimoso. — Essas cadeiras de design são lindas, mas não têm ergonomia nenhuma. Espera aí que eu vou buscar uma almofada lá no home theater. Aquelas de pluma de ganso bem macias. Igor!
— Fala, doutor.
— Leva mais um pouco de picanha ali para o meu pai enquanto eu subo. Cuida da Helena aqui para mim, não deixa ela passar calor! — ele riu, achando que estava fazendo a piada do ano, e correu em direção às portas de vidro da sala.
Fiquei sozinho na área externa com os velhos e o irmão dele, que continuavam distraídos conversando sobre a valorização dos imóveis em Miami. Peguei a travessa de prata com os cortes de carne e caminhei até a mesa. Servi o pai de Marcelo primeiro, recebendo apenas um aceno arrogante de cabeça.
Depois, dei a volta na mesa e parei exatamente atrás da cadeira de Helena.
Sob o pretexto de ajustar o ombrelone que fazia sombra na cadeira dela, inclinei meu corpo de um metro e noventa para a frente. O cheiro do bronzeador caro dela misturou-se com o suor da minha pele. Minha proximidade física fez a respiração dela travar na hora. Olhei de cima, vendo os faróis acesos dela marcando o biquíni verde-água e o tremor sutil nas suas pernas longas.
— A cadeira está dura, madame? — sussurrei bem perto do ouvido dela, a voz num tom que só ela conseguia captar. — Quer que eu pegue mais uma almofada ou o estrago que eu fiz no seu cuzinho na sexta-feira vai precisar de mais do que isso para sarar?
Helena engoliu em seco, as mãos compridas apertando a borda da mesa com tanta força que as unhas ficaram brancas. Pelo reflexo do vidro da mesa, vi a intimidade dela da frente pulsar, completamente excitada com a humilhação do risco de ser pega na frente da família inteira.
— Você é um demônio, Igor... — ela sussurrou de volta, sem virar a cabeça, mantendo o sorriso plástico para os sogros que olhavam para a piscina. — Está ardendo tanto... Cada vez que eu me mexo, parece que você ainda está dentro de mim.
— Se reclamar muito, de madrugada eu abro esse caminho de novo — respondi curto, dando um puxão sutil na alça da saída de praia dela antes de me afastar com a travessa vazia.
Dois minutos depois, Marcelo voltou correndo, trazendo duas almofadas imensas de veludo cinza, fofas como nuvens.
— Aqui, meu amor! O seu salvador chegou! — ele disse, orgulhoso, ajudando Helena a se levantar com todo o cuidado do mundo.
Ela ergueu o quadril devagar, soltando um suspiro sôfrego de alívio quando se sentou em cima da pluma de ganso. Marcelo ajeitou a almofada nas costas dela, sorrindo como um herói de comédia romântica.
— Melhorou, Helô? — ele perguntou, acariciando o ombro dela.
— Muito melhor, querido... Você sempre sabe como me aliviar — ela respondeu, os olhos cravados em mim do outro lado da área gourmet.
Voltei para a churrasqueira, pegando o garfo longo de metal. Marcelo sentou-se de volta no seu lugar, cortando a carne que eu tinha preparado, completamente alheio ao fato de que a esposa gostosa só precisava de um assento macio porque o mecânico ex-presidiário tinha destruído a bunda dela na base da brutalidade. O almoço de domingo da família rica continuou perfeito, regado a champanhe pago pelo corno e sustentado pelo tesão sujo que corria por baixo daquela mesa.
POV: Igor
O almoço de domingo se arrastou daquele jeito que só a elite sabe fazer: comendo pouco, bebendo muito e falando da vida dos outros. Depois que limpei a área da churrasqueira, Marcelo insistiu para que eu ficasse por perto, mantendo os copos de todos cheios e controlando o gelo dos baldes de champanhe.
Por volta das dezesseis horas, o álcool finalmente cobrou o preço do patriarca da família. O pai do Marcelo apagou na espreguiçadeira, com um chapéu de palha cobrindo o rosto. A mãe dele subiu para um dos quartos de hóspedes para fugir do mormaço, e o irmãozinho playboy deu uma desculpa qualquer sobre encontrar uns amigos no Posto 12 e sumiu com o carro dele.
Ficamos só nós três na área da piscina: eu, de pé perto da bancada gourmet; Marcelo, com os olhos meio pesados pela cerveja; e Helena, ainda afundada na almofada de plumas, bebendo um gim tônica atrás do outro.
— Rapaz... esse calor do Rio acaba com o homem — Marcelo resmungou, limpando o suor da testa com o guardanapo de pano. Ele olhou para a esposa e depois para mim. — Igor, faz um favor. Vai lá na adega interna e traz aquela garrafa de Limoncello que eu trouxe da Itália. Acho que um licor bem gelado vai dar uma acordada.
— Faço isso agora, Dr. Marcelo — respondi.
— Eu vou com você, Igor — Helena falou rápido, levantando-se da almofada com um leve sobressalto, segurando a saia de crochê transparente. — Quero pegar um pouco de gelo na máquina da cozinha e aproveitar para renovar o protetor solar. Esse mormaço queima.
— Excelente, querida. Traz um copo com bastante gelo para mim também — Marcelo murmurou, já recostando a cabeça no encosto da cadeira e fechando os olhos. O corno estava quase entregando os pontos para o cansaço.
Dei as costas e caminhei em direção às portas de correr de vidro que davam para a parte interna da mansão. Helena veio logo atrás. O som sutil dos chinelos dela arrastando no piso de mármore era o único barulho no corredor silencioso e gelado pelo ar-condicionado central.
Assim que passamos pela segunda porta, que isolava o corredor de serviço da área social, eu não esperei. Parei abruptamente e virei o meu corpo de um metro e noventa. Helena bateu direto no meu peito nu por baixo da polo aberta. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, segurei-a pela cintura com uma das mãos e a empurrei contra a parede de espelhos do hall.
O impacto sutil fez o vidro tremer. Helena soltou um arquejo, os olhos castanhos arregalados de susto e puro tesão.
— Você está muito corajosa hoje, não acha, madame? — sussurrei, prensando meu quadril contra o dela. Apolo justa desenhava meus músculos contra a pele dela. — Inventando desculpa de gelo só para vir atrás de mim com o marido dormindo ali fora?
— Eu não aguentava mais ver você parado ali do lado da brasa, Igor... — ela confessou, a voz saindo num fio, as mãos subindo para os meus ombros calejados. — Ficar sentada naquela almofada com a minha família me olhando, sentindo o meu corpo latejar por sua causa... Me deixou louca.
Deslizei minha mão direita por baixo da saída de praia de crochê, subindo pela coxa dela até encontrar a lateral do biquíni cortininha. Afastei o tecido verde-água sem a menor delicadeza. Enfiei um dos meus dedos grossos direto na intimidade dela da frente. Helena soltou um gemido agudo que morreu na minha boca quando a selei com um beijo brutal.
Ela estava ensopada. O calor da tarde e a humilhação do almoço tinham deixado a loira em ponto de bala. Meu dedo deslizava com facilidade na carne quente e apertada, arrancando dela espasmos sutos.
— Olha para ali — ordenei entre o beijo, puxando a cabeça dela pelo cabelo para que ela olhasse para o lado.
Através do grande espelho do hall, dava para ver perfeitamente o reflexo da área externa por cima da parede de vidro. Marcelo continuava exatamente na mesma posição, com a cabeça caída para o lado, roncando levemente sob a marquise, a menos de dez metros de onde a esposa gostosa estava sendo masturbada pelo mecânico ex-presidiário.
— O seu dono está ali fora, Helena — rosnei no ouvido dela, enquanto movia meus dedos com mais força dentro dela, fazendo o líquido escorrer pelos seus dedos da sandália. — Ele acha que você foi buscar gelo. Se ele abrir o olho agora e olhar para o espelho, ele vê o meu dedo sumindo dentro de você.
— Ahnn... Igor... para... ele pode acordar... — ela choramingou, mas em vez de recuar, ela empurrou o quadril com mais força contra a minha mão, os olhos fixos no reflexo do marido adormecido. — É tão errado... Ele é tão patético... Mais forte, por favor...
— Você quer que eu use o cuzinho de novo? — perguntei, roçando a minha outra mão pela bunda dela, apertando as nádegas que ainda estavam quentes do castigo. — Quer que eu termine de rasgar o que sobrou de sexta?
— Não... agora não dá tempo... ele vai acordar... — ela suplicou, tremendo inteira. Os músculos internos dela começaram a sugar o meu dedo de forma frenética. Ela estava chegando ao limite ali mesmo, de pé contra o espelho, olhando para o corno pelo reflexo. — Eu vou... eu vou gozar, Igor...
Apertei o clitóris dela com o polegar com força, acelerando o movimento interno. Helena travou as pernas na minha pantala, mordeu o próprio lábio até quase sangrar e teve um orgasmo silencioso e violento, o corpo inteiro tremendo contra a parede de espelhos enquanto derramava o seu mel na minha mão.
Retirei meus dedos devagar, limpando o excesso no próprio tecido da saída de praia dela. Helena desabou um pouco, o peito subindo e descendo, com o rosto colado no meu peito.
— Agora ajeita essa roupa — mandei, ajeitando a minha própria calça. — Vou pegar o licor. Pega a porra do gelo e volta lá para fora antes que o doutor sinta a sua falta.
Helena assentiu, com os olhos nublados de submissão, limpando uma lágrima de prazer do canto do olho. Ela ajeitou o biquíni, respirou fundo três vezes até recuperar a postura de modelo e caminhou em direção à cozinha.
Peguei a garrafa de Limoncello na adega e voltei para a piscina cinco minutos depois. Marcelo estava acordando, bocejando e esticando os braços curtos. Helena já estava sentada na sua almofada de plumas, com um copo de gelo na mão e a expressão mais inocente do mundo.
— Ah, Igor! Maravilha! — Marcelo sorriu, pegando a garrafa da minha mão. — Demoraram um pouco, achei que tinham se perdido.
— A máquina de gelo estava travada, querido. O Igor teve que me ajudar a soltar — Helena respondeu, servindo o licor na taça do marido com a mão perfeitamente firme. Ela olhou para mim por trás dos óculos escuros que havia acabado de colocar. — Mas, como sempre, ele resolveu o problema com muita... força física.
— Esse rapaz é uma máquina! — Marcelo riu, virando o copo de licor doce, sem ter a menor noção de que a esposa tinha acabado de gozar olhando para a cara dele de otário.
POV: Igor
O restinho do dia foi caindo e o céu da Barra da Tijuca ganhou aquele tom roxo de fim de tarde de domingo. Os pais do Marcelo acordaram das suas respectivas sonecas com aquela cara azeda de velho rico e resolveram ir embora. O motorista deles — um coitado que parecia estar ali há uns vinte anos aguentando arrogância — veio buscá-los na entrada da frente.
Fiquei na garagem ajudando a recolher as últimas bandejas de prata e os baldes de gelo que os garçons do buffet terceirizado tinham deixado empilhados na área de serviço. Quando terminei, Marcelo e Helena já tinham subido para a suíte principal.
Subi para o meu quarto nos fundos para tirar aquela camisa polo justa e tomar um banho para tirar o cheiro de carvão e do suor da patroa das minhas mãos. Quando saí do chuveiro, enrolado na minha toalha, ouvi o barulho de passos no corredor de serviço externo. Mas não eram os passos leves e sorrateiros de Helena. Era o andar apressado, tenso, marcado pelo sapatênis de salto interno.
Marcelo.
Puxei a calça de moletom cinza correndo e abri a porta do alojamento bem no momento em que ele ia bater. O playboy estava sem o paletó, com a camisa florida meio amassada e segurando o celular em uma das mãos com os olhos arregalados.
— Igor! Graças a Deus você está acordado, rapaz — ele disse, com a voz esganiçada pelo nervosismo. Ele olhou para dentro do meu quarto simples, mas estava focado demais no próprio problema para notar qualquer coisa. — Eu preciso da sua ajuda. Agora. Um negócio de extrema urgência.
— O que houve, Dr. Marcelo? Algum problema com os carros? — perguntei, mantendo a minha cara de pedra e os braços cruzados, ostentando o peito nu cheio de tatuagens que costumava fazer os caras recuarem na prisão.
— Não, não são os carros. É o pessoal de Nova York. O Sr. Davis acabou de me ligar do Copacabana Palace. Ele teve uma divergência com a diretoria lá nos Estados Unidos sobre uma das cláusulas de garantia que nós assinamos na sexta-feira. Se eu não apresentar um aditivo contratual revisado e assinado até às dez da noite no hotel deles, os caras podem congelar a primeira parcela do aporte de cinquenta milhões!
Olhei para o playboy. Ele estava suando frio, o lábio inferior tremendo. Dinheiro era a única coisa que dava vida para aquele sujeito, e a possibilidade de perder o controle o deixava em pânico.
— O senhor quer que eu prepare o SUV para ir até Copacabana? — perguntei.
— Não, pior! O meu computador do escritório da mansão travou na tela de atualização do sistema e eu preciso pegar o arquivo físico autenticado que ficou no cofre do meu escritório no centro da cidade, na Avenida Chile! Eu vou pegar um táxi executivo daqui para o Centro para ganhar tempo e ir editando o texto no tablet durante o trajeto. Mas eu preciso que você leve a Helena até o Copacabana Palace com os documentos complementares assim que o meu motoboy trouxer a via do cartório aqui na mansão. Você pode fazer isso?
— Claro, doutor. Serviço é serviço.
— Excelente, excelente! — Marcelo suspirou, aliviado, passando a mão pelo cabelo ralo. — A Helena já está se trocando. O motoboy deve chegar em trinta minutos. Assim que ele entregar o envelope na portaria, você pega a Helena, coloca ela no banco de trás da blindada e voa para Copacabana. Eu encontro vocês direto no lobby do hotel com o aditivo assinado. Salvando esse contrato, eu te dou outro bônus, Igor!
— Vai dar tudo certo, Dr. Marcelo. Pode ir tranquilo que eu cuido do transporte e da patroa — falei, mantendo um sorriso cínico bem guardado no canto dos lábios.
— Confio em você, meu rapaz. Você é a minha rocha nessa casa! — ele deu mais dois tapinhas rápidos no meu braço e saiu correndo pelo corredor em direção à garagem para pegar o táxi que já havia chamado pelo aplicativo.
Fiquei olhando ele sumir. "Minha rocha". O otário estava correndo para o Centro do Rio de Janeiro no domingo à noite, deixando a esposa modelo e o cofre da mansão sob a responsabilidade do cara que passou o final de semana inteiro usando a mulher dele de quatro.
Voltei para o quarto, vesti uma camiseta preta lisa que marcava meus braços e desci para a garagem interna. Preparei o enorme SUV blindado, liguei o motor e deixei o ar-condicionado no mínimo para congelar o interior de couro preto.
Vinte minutos depois, o interfone da guarita tocou. O motoboy tinha deixado o envelope. Peguei os papéis com o porteiro e voltei para o carro. Quando abri a porta do motorista, ouvi o som do elevador.
As portas de vidro se abriram e Helena saiu.
Ela tinha trocado o biquíni por um vestido de malha canelada cinza, extremamente justo, que ia até o meio das coxas. O tecido era fino e desenhava perfeitamente a curvatura da bunda que eu tinha massacrado horas antes. O cabelo loiro estava solto e ela usava óculos escuros, mesmo sendo noite, com uma bolsa de grife pendurada no ombro. Ela caminhava com aquele mesmo andar travado, as pernas um pouco separadas por causa da ardência no cuzinho.
Ela abriu a porta traseira do SUV e entrou, jogando a bolsa no banco de couro. Olhei para ela pelo retrovisor interno enquanto tirava o carro da garagem e cruzava os portões automáticos da mansão, pegando a direção da Autoestrada Lagoa-Barra.
O trânsito de domingo à noite estava calmo. O silêncio dentro do carro blindado era quebrado apenas pelo ronco sutil do motor V8 e pelo som do ar-condicionado.
— O Marcelo ligou... — Helena falou de repente, a voz rouca quebrando o silêncio. Ela tirou os óculos escuros e me encarou pelo espelho retrovisor. Os olhos castanhos dela estavam brilhando com aquela mesma faísca de perigo. — Disse que já pegou o documento no Centro e está a caminho da Zona Sul. Ele parecia desesperado.
— O seu marido só pensa em números, Helena — comentei, mantendo os olhos na pista escura, mudando de faixa com precisão. — Um homem que fica nervoso por causa de papel não sabe o que é problema de verdade.
— Ele me irrita... — ela confessou, jogando a cabeça para trás no encosto de couro. — Passou os vinte minutos antes de sair correndo pelo quarto, reclamando, suando. Um frouxo. Tudo o que eu conseguia pensar enquanto ele gritava no telefone era no frio daquele espelho da sala hoje à tarde... e nos seus dedos dentro de mim.
Sorri, apertando o volante de couro do SUV com mais força.
— Você está muito dependente do mecânico, madame. Se o doutor descobre que a felicidade que ele está pagando com aumento de salário vem da minha calça de moletom, o contrato de cinquenta milhões vai ser o menor dos problemas dele.
— Ele não vai descobrir, ele é cego — ela disse, e pelo espelho vi um sorriso malicioso surgir nos lábios pintados de gloss. — E mesmo que descobrisse... acho que ele não teria coragem de fazer nada contra você, Igor. Você o assusta. O seu tamanho, o seu passado... Ele se sente pequeno perto de você. E ele está certo. Ele é minúsculo.
Pegamos o túnel em direção a São Conrado. A iluminação amarelada das lâmpadas do túnel passava ritmicamente pelo interior do carro, criando um jogo de luz e sombra no rosto de Helena.
— Igor... — ela chamou, a voz um tom mais baixo, mais arrastada.
— Fala.
— Para o carro.
Olhei pelo retrovisor. Ela estava com as mãos na barra do vestido cinza, puxando o tecido para cima devagar, revelando as coxas longas e bronzeadas até a altura do quadril.
— Estamos no meio do caminho para Copacabana, Helena. O seu dono está esperando os papéis — falei, embora meu pé já tivesse aliviado a pressão no acelerador de forma inconsciente.
— O Marcelo disse que os gringos só assinam às dez. São nove e quinze. Nós temos tempo... E eu não vou conseguir chegar naquele hotel de luxo e olhar para a cara daqueles americanos com essa queimação entre as pernas sem resolver o meu problema primeiro. Para a porra do carro, Igor. É uma ordem da patroa.
Dei um riso curto, o sangue começando a ferver. A ousadia daquela socialite rica não tinha limites.
Logo após a saída do túnel, antes de pegar a subida da Avenida Niemeyer, avistei um recuo escuro no acostamento, cercado por uma mureta de pedra e a vegetação densa que cobria a encosta do morro, de frente para o mar negro da noite carioca. Um lugar deserto, sem iluminação pública próxima.
Puxei o volante, joguei o SUV blindado no recuo e apaguei os faróis. O carro ficou completamente camuflado na escuridão, com os vidros fumê com película anti-vandalismo garantindo que ninguém do lado de fora conseguisse ver um palmo do que acontecia lá dentro.
Desliguei o motor. O silêncio voltou, junto com o pulsar forte da minha masculinidade que já estava rasgando o zíper da calça de moletom.
Virei o meu corpo de um metro e noventa para trás, apoiando o braço no banco do carona, encarando a deusa de pernas abertas no banco traseiro da blindada paga pelo corno.
— Você pediu, Helena — falei, a voz saindo como o som de um motor regulado para matar. — Agora sustenta o comando.
POV: Igor
O clique da tranca das portas traseiras ecoou dentro do SUV blindado como o início de uma contagem regressiva. Não passei para o banco de trás com calma. Eu me joguei entre os bancos dianteiros, meu corpo de um metro e noventa ocupando quase todo o espaço do veículo de luxo. Helena já estava deitada de lado no imenso banco de couro preto, com o vestido canelada cinza totalmente puxado até o pescoço.
A luz fraca do painel do carro iluminava as curvas dela. Ela estava completamente nua por baixo do vestido, as pernas longas e bronzeadas abertas, os joelhos dobrados contra o peito, oferecendo-se sem qualquer pudor.
— Igor... rápido... o Marcelo fica me rastreando pelo aplicativo de carona da empresa, eu tive que desligar o GPS do meu celular fingindo que acabou a bateria — ela sussurrou, a respiração tão acelerada que o peito magro subia e descia como se ela tivesse corrido uma maratona.
— Então cala a boca e colabora — ordenei, segurando os dois tornozelos dela e empurrando as pernas dela para os lados, batendo os joelhos dela contra as portas blindadas do SUV.
Puxei minha calça de moletom para baixo. Minha masculinidade saltou, pulsando, completamente rígida e violenta na escuridão do carro. Helena olhou para o tamanho daquilo e soltou um gemido sôfrego, misturando o pavor com o tesão doentio que aquela situação causava.
Não usei preliminares. O tempo era curto e a audácia daquela socialite pedia um corretivo à altura. Apoiei minhas mãos pesadas no encosto do banco e mirei minha ponta direto no cuzinho dela, o canal estreito que já estava mole e castigado pelo massacre de domingo mais cedo.
Empurrei com força.
O SUV blindado balançou de leve sobre os amortecedores importados quando afundei metade do meu membro de uma vez só naquela carne quente. Helena soltou um grito agudo que bateu nos vidros escuros com película anti-vandalismo e morreu ali dentro. Ela arqueou o corpo, cravando as unhas compridas no couro do banco traseiro, as lágrimas de puro êxtase e dor vindo instantaneamente aos olhos.
— Ahhh! Igor... entra tudo... bota tudo! — ela delirava, com a boca aberta, os dentes batendo enquanto eu segurava o quadril dela e socava o resto.
Entrou tudo. Até o talo. Minhas bolas bateram com força contra as nádegas dela, fazendo aquele som estalado de carne com carne ecoar no espaço confinado do carro: tapa, tapa, tapa. O cheiro do couro caro misturou-se na hora com o cheiro do suor bruto e da intimidade da loira que já vertia líquido pela frente, ensopando o banco do carro do marido herdeiro.
Comecei a bombar num ritmo bruto, rápido, sem me importar com o espaço apertado. A cada estocada profunda, a cabeça de Helena batia de leve contra a porta lateral. Eu a tratava como uma posse, um pedaço de carne de luxo que o dinheiro do Marcelo comprava, mas que só a minha brutalidade conseguia domar.
— É bom ser arrombada no carro que o seu marido paga, Helena? — rosnei na cara dela, sentindo o aperto daquela carne me sugar com desespero. — Fala, sua puta! O Marcelo gastando milhões com segurança e quem está te rasgando no acostamento sou eu!
— É maravilhoso... ahnn... o Marcelo é um lixo... me quebra, Igor! Faz eu esquecer a cara daquele frouxo! — ela gritava, completamente perdida, jogando a cabeça para trás enquanto o meu membro entrava e saía do seu traseiro, laceando o que ainda restava de aperto.
O ritmo era frenético. O suor pingava do meu peito direto no colo dela. Olhei de relance pela janela lateral; lá fora, os faróis de alguns carros passavam rápido pela Autoestrada, a poucos metros de nós, completamente alheios ao fato de que a esposa de um dos maiores empresários do Rio estava de quatro no banco de trás, sendo preenchida até o limite pelo mecânico ex-presidiário.
A adrenalina do risco e o aperto do cuzinho dela me levaram ao limite em poucos minutos. Segurei as duas pernas dela juntas, esticando-as por cima do meu ombro, mudando o ângulo para um encaixe ainda mais profundo e doloroso. Helena começou a tremer por inteiro, os músculos internos dela tendo espasmos violentos enquanto ela entrava em um orgasmo anal duplo, chorando alto e arranhando o teto do SUV.
Senti a onda vir. Dei duas estocadas violentas, afundando até o osso, e descarreguei um jato maciço e quente bem no fundo do traseiro dela. Gozei roncando como um bicho, sentindo meu sêmen encher a gostosa até quase transbordar.
Ficamos ali por trinta segundos, arfando juntos no escuro. Retirei meu membro devagar, ouvindo o som sutil do ar escapando da carne dela. Helena desabou no banco, mole, com as pernas abertas e o sêmen grosso escorrendo pelo couro preto.
— Acabou o tempo. Se limpa — falei, puxando a minha calça de moletom para cima e voltando para o banco do motorista com a respiração ainda pesada.
Helena pegou alguns lenços umedecidos que mantinha na bolsa de grife e se limpou às pressas, gemendo de dor a cada toque na região que agora estava visivelmente inchada e vermelha. Ela puxou o vestido cinza para baixo, ajeitou o cabelo loiro no retrovisor com as mãos trêmulas e tentou recuperar a postura de madame.
Liguei o motor do SUV, acendi os faróis e joguei o carro de volta na pista da Niemeyer, acelerando em direção a Copacabana.
Às nove e quarenta e cinco cravados, parei o carro em frente à entrada monumental do Copacabana Palace. O manobrista do hotel de terno abriu a porta traseira. Helena desceu devagar, segurando a bolsa com elegância, embora o caminhar dela estivesse visivelmente mais travado e torto do que quando saímos da mansão. O cuzinho dela estava cheio do meu leite, e ela carregava aquilo para dentro do hotel mais luxuoso do Rio.
Marcelo já estava no lobby, de terno e gravata, segurando o tablet. Quando viu a esposa entrar, o rosto dele se iluminou. Ele correu até ela, segurando-a pela cintura.
— Helô! Meu amor, você conseguiu! Cadê o envelope? — ele perguntou, pegando os papéis da mão trêmula dela. Marcelo olhou para a esposa, notando o rosto corado e a respiração ainda um pouco incerta. — Nossa, querida, você parece... exausta. O trânsito estava tão ruim assim na Niemeyer?
Helena olhou para o marido de cima dos seus 1,75m, sentindo o sêmen do mecânico pulsar lá dentro enquanto falava com o corno de 3cm.
— O trânsito estava... tenso, querido. O Igor teve que fazer uma manobra bem... agressiva no acostamento para a gente não ficar preso — ela sorriu, aquele sorriso plástico perfeito, olhando de relance para mim através da porta de vidro do hotel. — Mas ele resolveu tudo com muita eficiência. Como sempre.
— Esse Igor é um herói! Eu amo esse rapaz! — Marcelo deu um tapinha no ombro da esposa, completamente radiante. — Vamos subir, os gringos já estão na mesa de reuniões. O bônus do Igor já está garantido!
Marcelo conduziu a esposa para o elevador, orgulhoso e cego na sua própria ignorância bilionária. Voltei para o SUV, liguei o som e dei partida de volta para a Barra da Tijuca, com um sorriso de canto de boca. Ser o mecânico daquela família era o melhor negócio do mundo.