Era mais uma quarta-feira normal, porém o despertador no meu celular não havia tocado. Eu, Eduarda, 36 anos, 1,70 de altura, com cabelos loiros longos e bem cuidados, olhos azuis, com um corpo curvilíneo, seios grandes com silicone proporcionais, cintura bem marcada, quadril largo, bunda grande e arredondada, bastante parecida com a atriz americana pornô Bridgette B (coisa que descobriria depois), me levantei e me dirigi rapidamente à cozinha. Meu marido Paulo estava terminando de colocar seu casaco devido ao frio que fazia no nosso bairro às 6:30 da manhã. Eu o beijo e digo:
— Amor, por que você não me acordou?
Ele retribui o beijo e diz:
— Você pode dormir até mais tarde, daqui a pouco as crianças acordam.
Eu então o beijo e ele sai para o seu trabalho. Paulo, 36 anos, 1,82, 92 kg, pele morena clara, olhos castanhos escuros, cabelos pretos e curtos, forte, um pouco acima do peso, sai pela porta para ir para sua empresa de transporte de material reciclável no centro de Belo Horizonte.
Me lembro de como e onde nós dois nos conhecemos. Eu tinha 10 anos e morava com meus pais, dois religiosos ultra conservadores, numa cidade pequena na região metropolitana de BH. Eu estudava na escola da cidade, um lugar pequeno e de poucos recursos, e Paulo veio de Três Marias, interior de MG, com seu pai e irmãos. Nós dois criamos uma amizade ali naquela escola. Ele me levava até a entrada da estrada de terra onde eu seguia até minha casa. Nós dois viramos melhores amigos e ele às vezes ia da casa dele, no centro da pequena cidade, até a área mais rural só para me encontrar. Porém nós dois tivemos um imprevisto: eu acabei me mudando para Belo Horizonte, para o bairro onde moramos. Nos reencontramos com 19 anos ambos. Ele vinha de Três Marias, onde acabou voltando quando fez 15 anos, e nós namoramos por dois anos, quando então nos casamos numa cerimônia linda, aos 21. Moramos com meus pais nesse primeiro momento depois do casamento. Meus pais então voltaram para a pequena cidade onde cresci e deixaram nossa casa para mim e Paulo. Nossa casa é ampla, com uma suíte com banheiro e closet, quatro quartos para nossos filhos, sala ampla, cozinha com a copa já integrada, banheiro social, área gourmet com churrasqueira, pia, bancada e mesa para refeições, lavanderia coberta, escritório, quintal espaçoso coberto em uma parte e uma parte gramada, um jardim na entrada da casa bem cuidado e, no fundo do quintal, há também um quarto improvisado onde antes usávamos para depósito, mas reformamos e fizemos de um quarto extra que está vazio.
Depois que meus pais deixaram a casa para nós, tivemos quatro filhos de 12,10,8 e 6 anos atualmente, O primeiro filho foi Júnior, e depois vieram Felipe, Gabriel e Júlia. Quando nós dois tivemos nosso segundo filho, Paulo abriu sua empresa e eu continuei trabalhando como vendedora numa loja de móveis e eletrodomésticos. Durante anos nós dois progredimos, com muito trabalho, esforço e fé. Passamos a frequentar a igreja no bairro vizinho. Eu e ele não perdíamos um culto, sempre ali presentes para ouvir os cultos dos pastores e a palavra de Deus. Aos poucos nos tornamos missionários. Então vieram Gabriel e Júlia há 6 anos.
Naquela manhã de quarta-feira, após meu marido sair, eu aproveitei para lavar as roupas do dia anterior, as coloquei na lavanderia e fui fazer um café. Minha rotina pela manhã era quase sempre a mesma: eu acordava às 6 horas, fazia o café para Paulo e depois ia adiantando o serviço doméstico até meus filhos se levantarem. Naquela manhã fiz misto para Júnior, pão com ovo para Felipe e Júlia e frutas para Gabriel. Eu sempre fazia o almoço deles e os arrumava para levá-los na escolaNaquela manhã fiz isso tudo e faxinei a casa, pois à tarde eu às vezes ia caminhar ou correr, mas o que mais fazia era ficar em casa. Nosso bairro era de classe média em Belo Horizonte, com ruas asfaltadas, árvores, um comércio local forte, a maioria de moradores, padaria, mercado, oficina, salão de beleza e outros comércios. Nele ficava localizada a igreja evangélica Nova Esperança, que eu e meu marido passamos a visitar e depois fomos convidados para nos tornarmos pastores após sairmos da igreja no bairro vizinho. E a escola onde nossos filhos estudavam. Eu nem tirava meu carro da garagem, pois sempre dava para ir até a igreja, a escola ou algum dos comércios andando.
Naquele início de tarde, eu terminei de vestir meus filhos, peguei suas mochilas e os sentei no quintal, num banco de madeira que Paulo construiu, e disse:
— Eu vou tomar banho.
Fui, tomei meu banho demorado e coloquei uma calça legging e uma blusa de treino que destaca meus seios, e um óculos escuros. Iniciei o caminho com Júlia e Gabriel segurando minhas mãos, que sempre estavam feitas e bem cuidadas, com Júnior e Felipe atrás de mim. Sempre dava uns olhares para ver se eles estavam colados em mim. Nossa rua era bem tranquila, não havia nenhum comércio ali, só casas residenciais e a igreja. A rua seguinte, que é separada por uma avenida de mão única, era mais movimentada, com os comércios e um prédio antigo. O fluxo de trânsito era maior. Eu e meus filhos atravessamos a avenida e seguimos.
Não consigo esquecer que na noite anterior, no culto dos jovens, a outra pastora Clara havia me recebido com um certo deboche por não ajudar ela no trabalho voluntário da igreja. Ela fez o que outras mulheres que também frequentam a igreja ou me conhecem do bairro dizem: que sou metida e me acho muito. Mas sei que isso é inveja. Meu jeito de vestir sempre elegante e sofisticada, e depois de colocar os silicone, esses comentários se tornaram comuns. Naquela noite eu vou junto com meu marido resolver essas divergências com a pastora Clara e seu marido, o pastor Renato.
Caminho pela rua onde há vários comércios, olho algumas vitrines, algumas pessoas me cumprimentam, outras me olham de cima a baixo. Meus filhos começam a discutir, então eu os peço para parar e eles me obedecem, até chegarmos no fim da rua onde havia outra avenida separando o bairro. Dessa vez não há movimento, nós atravessamos para a rua mais perigosa e desconhecida do bairro.
Na rua, logo de cara há um prédio residencial recém-inaugurado, são 6 blocos com 12 andares, garagem ampla e apartamentos modernos. Logo ao lado há um terreno baldio com grama alta, lixo espalhado, entulhos e focos de doença como dengue. No terreno ao lado há um terreno gigante que, na época que meu filho Felipe nasceu (e hoje tem 10 anos), foi adquirido para a construção de um supermercado famoso, mas as obras nunca começaram, e agora é um terreno invadido. Eu apresso o passo, pois a calçada em frente ao terreno está com o asfalto solto e esburacado. Dentro do terreno, que é grande, há uma grande concentração de casas construídas de madeira e poucas de tijolo, fios de ligação clandestinos de luz, água saindo de canos, cachorros soltos. Então vejo um homem de pé na entrada do terreno com um olhar sério. Ele me olhou de cima a baixo. Nesse momento uma das crianças deixa a lancheira cair no chão e eu me abaixo para pegar. Ouço:
— Que loira maravilhosa é essa? Bela vista, gostosa!
Ele claramente estava bêbado. Eu segui apressada até chegar no fim da rua onde, virando a esquina, eu dou de cara com a escola de meus filhos. Eu chego no portão que ainda está fechado. Lá então eu vejo Clara, 35 anos, 1,58 de altura, branca, loira com cabelos curtos, olhos verdes, seios médios, cintura fina, bunda média, corpo esguio. Ela está com seu sobrinho. Ela me olha e fala:
— Amiga, desculpa por ontem, mas você sabe, eu dou duro no “Mãos que Acolhem”, né?
Eu digo:
— Tudo bem.
O projeto Mãos que Acolhem é o trabalho voluntário que o pastor Renato, marido de Clara, criou há alguns anos atrás. Eles ajudavam as pessoas do bairro com distribuição de cestas básicas, reforço escolar, atendimento psicológico voluntário, oficinas de artesanato, cursos profissionalizantes, aulas de informática, recreação infantil, campanhas do agasalho e orientação para busca de emprego.
Porém, nos últimos anos, Clara assumiu sozinha o comando do projeto, e eu sei que ela tem uma implicância comigo, ainda mais depois de eu colocar silicone nos seios. Paulo nunca se envolveu com o projeto, pois sempre achou que não teve abertura para isso. Ali na frente daquele portão da escola nós duas estávamos nos olhando. Havia ali também uma disputa pela liderança na igreja. A escola abriu, eu entrei, bati papo com os outros pais, alguns professores e colaboradores e saí iniciando o percurso de volta. Entro na rua da invasão e, enquanto passo pelos muros do terreno, vejo na entrada o mesmo homem e agora ele se dirige a mim, bêbado e com as roupas sujas e rasgadas, dizendo:
— A loiraça gostosa voltou. Prazer, Tatu!
Tatu era negro, 1,90 de altura, olhos pretos, cabelo crespo, musculoso e atlético como se frequentasse academia todos os dias, as mãos calejadas, segurando uma garrafa de pinga e fedendo a cigarro. Ele se aproxima e, quando ele se aproxima de mim, no reflexo, minha mão que continha a aliança de casamento foi em direção à cara dele. O tapa ecoou pelo ambiente e eu disse:
— Sujo, imundo! Você tentou me agarrar, desculpa!
E saí correndo dali sem olhar para trás.
Eduarda chegou em casa e foi preparar os versículos que leria no culto de quinta-feira. Ela pensou: “Homem sujo, imundo, vindo me agarrar… deve ser mendigo ou bêbado”. Mas é errado julgar, ela orou ali e se desculpou com Deus.
Às 17 horas ela saiu para buscar seus filhos, mas dessa vez foi de carro por precaução. Mesmo de carro, ela chegava na escola em menos de cinco minutos. Seus filhos ficaram felizes dela buscá-los de carro. No caminho de volta, ela passou pela rua do terreno invadido e viu crianças correndo pela rua, brincando. No portão do prédio residencial, conversando ou o que parecia ser discutindo, com o segurança, estava Tatu. Ela sentiu seu corpo se arrepiar e não sabia o porquê.
Às 18 horas da noite, Paulo chegou. Ele diz a ela:
— Amor, você vai se arrumar para irmos na casa de Clara e Renato?
Ela responde:
— Sim, amor.
E foi tomar banho. Ela colocou um vestido midi que a deixava extremamente gostosa. Ela queria mostrar a Clara quem mandava e sabia que estava deslumbrante. Paulo colocou um terno bem bonito e ela arrumou seus filhos. Eles seguiram até a casa de Renato e Clara, que ficava na mesma rua, só que no final. Paulo fez questão de ir de carro pois estava frio. Enquanto iam da sua casa até a casa do outro casal de pastores, eles passam pela porta da igreja, de outras casas e da casa onde o projeto funciona. E lá no fim da rua está a casa de Renato e Clara. Paulo diz:
— Pelo amor de Deus, vida, sem indiretas por favor.
E ela diz:
— Eu sou uma dama, amor.
Eu e Paulo, junto com as crianças, tocamos a campainha. Renato, 36 anos, 1,83 de altura, branco, com cabelo liso preto, corpo atlético e forte, olhos castanhos, nos recebeu calorosamente. A casa do casal era uma construção simples, mas bem cuidada, típica do bairro: fachada pintada de branco com detalhes em azul, um pequeno jardim na frente com flores bem tratadas, uma varanda acolhedora com cadeiras de madeira e uma placa com o versículo “O Senhor é o meu pastor” na entrada. Dentro, a sala era aconchegante, com móveis modestos, muitos livros de estudo bíblico nas estantes, fotos de família nas paredes e um grande quadro com a cruz na parede principal, transmitindo simplicidade e fé.
Nós dois entramos. Então Clara aparece e diz:
— Crianças, vão brincar com meu sobrinho no quintal.
E ela diz:
— Nós quatro podemos conversar agora como pastores.
Eu digo:
— Sim.
Paulo então começa:
— Eu sei que a Clara tem estado à frente do projeto de voluntariado há alguns anos, mas o que aconteceu ontem é inaceitável. Nós temos que dar exemplos para os jovens que frequentam o culto, que é destinado a eles, não a senhoras que ficam trocando indiretas.
Renato concordou e disse:
— Concordo plenamente, Paulo. Como pastores, devemos manter a unidade e o bom testemunho, especialmente diante dos jovens. Não podemos permitir que desentendimentos pessoais atrapalhem o trabalho de Deus.
Clara diz:
— Depois que a Duda saiu do emprego, eu achei que ela poderia me ajudar, mas ela nunca veio me oferecer ajuda.
Eu, que odeio que me chamem de Duda, digo:
— Eu sempre quis te ajudar, mas você quer mandar em tudo.
E as duas trocam umas indiretas. Paulo diz:
— Eu já falei pessoalmente hoje cedo com a Clara, amor. Se você quiser, você vai ficar responsável pelo trabalho voluntário, não totalmente, mas por uma parte.
Eu então digo:
— Eu topo.
Clara diz:
— Ótimo. Amanhã te dou as instruções.
Eu saio dali junto com Paulo e as crianças e digo:
— Amor, agora você vai ver. Vamos ajudar muita gente. Com minha inteligência eu vou transformar o projeto em algo grandioso.
O casal chega em casa. Eduarda e Paulo põem as crianças para dormir, dão um beijo de boa-noite em cada um e apagam as luzes dos quartos. Assim que a casa fica em silêncio, Paulo se aproxima dela por trás, abraça sua cintura e sussurra em seu ouvido:
— Amor, estou com saudade de você… Vamos pro nosso quarto?
Eduarda aceita, mesmo sentindo um cansaço do dia. Eles entram no quarto, fecham a porta e começam a se beijar. Paulo tira o terno rapidamente enquanto ela desliza o vestido midi pelos ombros, revelando seu corpo curvilíneo, os seios grandes e firmes com silicone e a calcinha de renda. Ele a deita na cama, sobe em cima dela com urgência e abaixa a calça. Não houve muitas preliminares. Paulo penetrou-a com desejo, gemendo alto enquanto segurava seus quadris largos. Seus movimentos eram rápidos e intensos, entrando e saindo com força, apertando seus seios grandes com as mãos. Eduarda tentava acompanhar, sentindo um prazer inicial que começava a crescer, mas em menos de dois minutos Paulo acelerou ainda mais, tremeu inteiro e gozou dentro dela com um gemido abafado, ejaculando precocemente antes que ela conseguisse chegar perto do clímax.
Ele desabou sobre ela, ofegante e satisfeito. Eduarda ficou ali, ainda excitada e frustrada, sentindo o sêmen escorrendo entre suas pernas enquanto o desejo insatisfeito pulsava em seu corpo. Nos últimos anos, isso tinha se tornado cada vez mais comum: o marido terminava rápido demais, muitas vezes antes mesmo de ela se aquecer direito. Ela disfarçou a frustração com um sorriso, acariciou os cabelos dele e disse baixinho:
— Tudo bem, amor…
Mas por dentro sentia um vazio e uma insatisfação que só vinha crescendo.
A manhã seguinte chega. Eduarda acorda junto com o marido às seis da manhã. Faz o café dele, separa as roupas para lavar, lava o jardim e adianta o almoço. Após Paulo sair às sete da manhã, ela volta a dormir por meia hora — algo que não acontece muito. Depois, às oito horas, faz o café das crianças, acorda todos, ajuda nos deveres de casa e termina de arrumar as coisas e o almoço.
Nesse momento, Clara liga dizendo que, após ela deixar as crianças na escola, passe numa lanchonete para elas conversarem sobre o trabalho voluntário da semana.
Às onze horas, ela começa a arrumar as crianças para irem à escola. Ao meio-dia, dá o almoço para eles e, às 12:40, saem a pé pelo caminho do bairro até a escola. Eduarda vestiu um vestido justo, de tecido leve e com um decote moderado que marcava bem sua cintura fina, destacava seus seios grandes e firmes e realçava seu quadril largo e a bunda arredondada. O vestido deixava seu corpo curvilíneo em evidência, valorizando cada curva. Ela queria chamar a atenção só para si, especialmente porque iria encontrar Clara — uma forma silenciosa de mostrar quem era mais deslumbrante.
Eduarda seguiu o caminho habitual com as crianças. Ao chegar na rua da invasão, Tatu a cantou novamente. Ele soltou um assobio forte e disse em voz alta:
— A loiraça voltou… e está uma delícia!
Ela seguiu em frente com raiva, mas mantendo elegância e um ar superior, sem lhe dar atenção. Deixou as crianças na escola e foi encontrar Clara na lanchonete.
Clara disse:
— Eduarda, você vai ficar responsável por comprar os itens para a entrega das cestas básicas esse fim de semana, ok?
Ela concorda. Clara completa:
— Já fiz o Pix.
Eduarda saiu da lanchonete e passou o resto da tarde comprando os itens. Como ficou a tarde toda fora de casa, já era quase hora de buscar as crianças. Ela então passou novamente de frente à invasão.
Tatu a viu e soltou outra cantada pesada. Ela se virou e disse:
— Você é um babaca, mas Deus abençoe sua vida, senhor.
Ele a encarou com um olhar sujo e respondeu:
— Esse sujo imundo só vai sossegar quando a loira gostosa com esse ar de superioridade estiver pelada na minha frente.
Eduarda, irritada, retrucou:
— Cala a boca, seu animal tarado! Eu chamo a polícia!
Ele riu e disse:
— Vai ser ótimo, chama então.
Após pegar as crianças, ela passou novamente em frente à invasão. Tatu não estava lá. Eduarda seguiu aliviada. Já eram 17:40 e o céu começava a escurecer. Ao passar pelo terreno baldio, onde havia lixo espalhado, focos de dengue e alguns traficantes fumando, um deles pediu dinheiro. Ela parou por um instante e disse:
— Jovens, por que vocês não vão à igreja Nova Esperança? Lá vocês irão conhecer a palavra de Deus.
E citou um versículo para eles antes de seguir seu caminho.
Chegando em casa, ela contou a Paulo sobre as compras dos itens para as cestas básicas. Ele respondeu:
— Ótimo, amor. Você vai ao culto de quinta?
Ela disse:
— Amor, não. Tem uma amiga minha querendo me visitar.
Ele respondeu:
— Tudo bem.
E saiu para ir à igreja.
Eduarda se arrumou, colocou uma roupa confortável porém bonita e recebeu sua amiga Sara. As duas se sentaram na sala e começaram a falar sobre a vida, relembrando a época em que trabalhavam juntas como vendedoras. Eduarda desabafou sobre o sexo com o marido:
— Tem me frustrado tanto, Sara… Ele goza rapidinho e pronto. Diz que Deus vai abençoar e que vai voltar ao normal, mas isso já tem anos.
A amiga ouviu com atenção. Eduarda continuou:
— Eu acho que Deus tem outras coisas para se preocupar. Além disso, ele podia procurar um médico, né?
Sara concordou e contou:
— Meu marido também estava assim. Depois que fez o tratamento, voltou ao normal. Melhorou muito.
Elas continuaram batendo papo por um tempo. Então Sara sugeriu:
— Olha, testa uma coisa que minha psicóloga me recomendou: fica gata pra ele, bem arrumada, perfumada, e espera ele pelada na cama. Ele vai enlouquecer.
Eduarda sorriu e respondeu:
— Gostei.
Eduarda pôs os filhos para dormir e decidiu fazer o que a amiga Sara havia sugerido. Ela tomou um banho, perfumou-se, arrumou os cabelos e esperou Paulo completamente nua na cama.
Quando Paulo entrou no quarto, ficou surpreso e sussurrou:
— O que é isso? Pelada? Se um dos nossos filhos entrar aqui, você enlouqueceu!
Ela respondeu, sedutora:
— Era pra você, amor…
Ele falou rapidamente:
— Eduarda, a missionária Antônia está na sala te esperando para te entregar uma visão.
Eduarda se vestiu às pressas, desceu e encontrou a missionária. A mulher disse:
— Pastora Eduarda, eu não a conheço, mas posso te dizer uma coisa que eu vi assim que pus os olhos no pastor Paulo. O diabo quer entrar na sua mente, pastora. Toda vez que certos pensamentos aparecerem na sua mente, ore e expulse o diabo.
Eduarda perguntou, intrigada:
— Que tipo de pensamentos, irmã?
A missionária respondeu:
— É só isso que posso dizer. Se você der brecha, ele vai destruir tudo o que a senhora construiu.
Eduarda voltou para o quarto atônita. “Que tipo de pensamentos eram esses?”, pensava. Paulo chegou ao lado dela e disse:
— Eu vou orar por você, amor, como sempre faço. E a Clara adorou as coisas das cestas que você comprou. Ela só não vai poder entregar. Perguntou se você pode ir junto. Será no bairro mesmo, ali numa invasão que tem na rua onde inaugurou o prédio residencial.
Eduarda pensou imediatamente no lugar onde aquele homem a cantou nos últimos dois dias. Dormiu mal aquela noite .Mal sabia ela que aquele trabalho voluntário iria mudar sua vida