Fazia dois dias desde aquela loucura no meu quarto. Dois dias em que Pedro e eu não tocamos no assunto com ninguém, e minha madrasta e eu mal nos olhávamos nos olhos durante o dia. Eram apenas olhares rápidos, tímidos, carregados de segredo. Um sorriso discreto no corredor, um rubor quando nossos dedos se roçavam ao passar a salada na mesa. Meu pai continuava o mesmo: chegava exausto do trabalho, jantava, assistia ao jornal e dormia como pedra. Nada havia mudado para ela. E eu sabia que o desejo ainda queimava.
Naquela noite de terça, Pedro não viria. Mandei mensagem dizendo que estava cansada. Fiquei no meu quarto até quase uma da manhã, inquieta, molhada só de lembrar dos dedos dela em mim. Decidi que era minha vez de surpreendê-la.
A casa estava em silêncio. Subi as escadas devagar, descalça, vestindo apenas uma camisola fina de algodão que mal cobria minhas coxas. A porta do quarto principal estava entreaberta — meu pai sempre esquecia de fechar direito. Entrei sem fazer barulho.
A luz fraca do abajur de cabeceira iluminava a cena: meu pai deitado de costas, respirando pesado, completamente apagado depois de um dia exaustivo. Ao lado dele, minha madrasta de lado, de costas para ele, olhos fechados, mas o corpo não parecia relaxado. A respiração dela era leve, irregular. Eu sabia que ela estava acordada.
Fechei a porta devagar, girando a chave com um clique quase inaudível. Me aproximei da cama pelo lado dela. Meu coração martelava no peito. Sem dizer uma palavra, levantei a camisola e subi no colchão com cuidado. Ela sentiu o movimento. Abriu os olhos devagar.
Antes que pudesse reagir, eu me inclinei e pressionei um dos meus seios contra sua boca. O mamilo duro roçou aqueles lábios macios e quentes. Esfreguei devagar, sentindo o ar quente da respiração dela contra minha pele sensível.
Ela abriu os olhos completamente, assustada. Virou a cabeça rápido para o lado, vendo meu pai dormindo a menos de meio metro. O pânico durou só um segundo. Depois sua expressão mudou — os olhos escureceram de desejo. Ela abriu a boca e envolveu meu mamilo com os lábios, sugando com fome. A língua quente circulou, lambeu, depois os dentes morderam de leve. Uma onda de tesão me atravessou inteira.
— Shhh… — sussurrei quase sem som, acariciando o cabelo dela.
Suas mãos subiram por baixo da minha camisola, apertando minha cintura, descendo para minha bunda. Ela massageava com força, puxando meu corpo para mais perto. Eu me deitei ao lado dela, de frente, e nos beijamos pela primeira vez desde aquela noite — um beijo profundo, molhado, urgente, tentando abafar os gemidos.
Enquanto nos beijávamos, ela desceu uma das mãos entre minhas pernas e encontrou minha boceta já encharcada. Dois dedos entraram fácil, curvando-se para dentro. Eu tremia. Para retribuir, enfiei a mão no short dela e comecei a esfregar seu clitóris inchado.
O risco de meu pai acordar tornava tudo mais intenso. Nossos movimentos eram lentos, controlados, mas carregados de urgência.
Eu me posicionei melhor e levantei uma perna dela, encaixando minha coxa entre as suas. Pressionei minha boceta molhada contra a pele quente e macia da coxa dela, começando a me mover devagar, esfregando meu clitóris inchado para cima e para baixo. Ela fez o mesmo, abrindo mais as pernas, buscando fricção. Nossas bocetas molhadas deslizavam uma contra a pele da outra, misturando nossos fluidos, o som baixinho e obsceno quase imperceptível sob a respiração pesada do meu pai.
Não bastava. Eu subi um pouco mais, pressionando meus seios contra os dela. Nossos mamilos se roçavam enquanto eu movia o quadril, esfregando minha boceta diretamente contra a barriga macia e quente dela. Ela gemeu baixinho contra minha boca e retribuiu, virando o corpo o suficiente para que sua boceta deslizasse contra a parte interna da minha coxa, molhando minha pele enquanto se movia em círculos lentos e firmes.
O prazer era insano. Eu sentia cada dobra molhada dela contra mim, o clitóris roçando minha pele, o calor subindo rápido. Nossos corpos suados se moviam em sincronia silenciosa, pressionando, esfregando, buscando mais contato.
Ela gozou primeiro — o corpo inteiro tensionou, os dedos cravados na minha bunda, boceta pulsando contra minha coxa enquanto mordia meu ombro para não gemer alto. O orgasmo dela me levou junto. Eu me esfreguei mais forte contra sua barriga, clitóris latejando, e gozei com violência, tremendo inteira, mordendo o lábio até sentir gosto de sangue.
Ficamos abraçadas por longos minutos, respirando com dificuldade, tentando recuperar o controle. Meu pai continuou dormindo, alheio a tudo.
Ela acariciou meu rosto com ternura e sussurrou no meu ouvido, voz rouca:
— Você é perigosa… mas eu não quero que pare.
Eu sorri, ainda com a perna entre as dela, sentindo o calor úmido que deixamos uma na outra.
— Da próxima vez, vou querer mais tempo.
Saí da cama com cuidado, ajeitei a camisola e voltei para o meu quarto, pernas fracas e coração acelerado. O segredo entre nós agora era ainda maior. E eu já sabia que não ia demorar para quebrarmos mais regras.