O Demônio e a Megera – Episódio 09 (chegando ao Rio de Janeiro)

Um conto erótico de Theodor e Aline
Categoria: Heterossexual
Contém 3952 palavras
Data: 14/05/2026 17:13:10
Última revisão: 14/05/2026 19:58:32

Após a inauguração da minha portinha dos fundos, confesso que fiquei um pouquinho dolorida, mas o incômodo passava como doce recordação da noite anterior. Acordamos fazendo um sexo delicioso de conchinha num ritmo bem mais suave e civilizado do que o da noite da inauguração.

Fomos nos encontrar com nosso casal preferido para um café da manhã a quatro. Ayanna, claro, não perdeu tempo.

- E aí, miga, como foi? Rolou a inauguração da portinha dos fundos da minha megerinha linda?

- Foi, miga. A inauguração foi um sucesso. Só fiquei um pouquinho dolorida, mas adorei.

- Uau, como eu queria estar lá para ver – exultou Ayanna.

- E eu que paguei o pato pela tara dela nessa inauguração – interveio Gabriel.

- Ele também comeu muito meu cuzinho ontem. Foi o jeito de sermos solidários aos nossos amigos.

- Ela chorou como uma bezerrinha dessa vez? – provocou André.

- Nada, mas fez um escândalo danado – respondeu Gabriel.

- Claro, amor, eu ficava muito excitada pensando na minha megerinha perdendo as preguinhas. Deve ter sido a coisa mais linda do mundo. Fico até molhada só de pensar na cena.

A coisa mais linda do mundo “eu perdendo minhas preguinhas”. Vai que tenha sido. Pelo menos eu adorei perdê-las. Cômico era estarmos falando sobre isso como se estivéssemos falando de um filme novo ao qual acabamos de assistir.

- Ay, o que eu mais valorizo em você é essa sua discrição – brincou Gabriel.

- Pena que não podemos beber para celebrar a ocasião. Daqui a pouco, terei que pegar estrada – lamentou o Demônio.

- Não esquenta, vamos poder brindar muito quando vocês forem ao Rio – lembrou Gabriel.

- Eu não vejo a hora – respondi.

- Estou pensando com cuidado nessa viagem, temeroso de você me deixar de lado para passar o dia inteiro lambendo a buceta da Ay – retrucou André fazendo todos rirem.

- Ah, amor, você sabe que sempre tem tempo para você. A Ay vai ser minha amante lésbica, mas você sempre será prioridade.

- Assim eu fico com ciúmes – reclamou Ay.

- Garotinha mimada! – provocou Gabriel.

- Tenho que ser mimada mesmo. Namoro com o homem mais bonito do Rio de Janeiro – respondeu Ay toda derretida.

- Sendo assim, acho que a viagem está bem alinhavada. Até lá, vai nos restar curtir a saudade – definiu André.

- Bota saudade nisso – lamentou Ay.

Como o que é bom dura pouco, a manhã passou rápido e logo tivemos que pegar a estrada, deixando os amigos para trás com a promessa de um breve reencontro.

De volta para casa, anunciamos aos coroas que estávamos oficialmente namorando. Minha mãe e tia Joana chegaram até a chorar de emoção. Finalmente, o arranjo delas ao estilo século XIX parecia ter alcançado êxito. Pelo menos, a gente não precisava esperar o casamento para trepar.

Ao contrário, nossas famílias eram bem tranquilas com isso e sempre dormíamos juntos nos finais de semana, ora na casa de uns, ora de outros. Só que tínhamos que ser discretos. Por isso, pelo menos uma vez por semana íamos a um motel e lá podíamos extravasar de verdade e fazer bastante barulho.

No sábado seguinte, teve até comemoração em família pela união do Demônio e da Megera. Fomos almoçar no clube, onde passamos o dia, e à noite teve jantarzinho na minha casa.

Teríamos que esperar quatro meses até a viagem para o Rio. Enquanto o tempo cozinhava nossas expectativas, eu e Ay trocávamos mensagens “apaixonadas”.

Quando chegou dezembro, André fez as contas e concluiu que tínhamos caixa para uma semana no Rio, mas nossos pais entraram em campo e acabamos combinando com nossos amigos para ficarmos duas. Iríamos na segunda semana de janeiro.

Combinamos de chegar na sexta-feira à noite, por volta das 20h e o lindo casal nos esperava no aeroporto. O primeiro abraço foi de Aynna, tão apertado que chegou a doer. Em mim e nela, diga-se de passagem. Se Ay tinha uma cara que era de pura felicidade, a satisfação de Gabriel era visível com nossa chegada.

Parece que quase quatro meses de distância não apagaram a sinergia que havia entre nós. Eles moravam num apartamento em Laranjeiras, nada demais, porém aconchegante. Mesmo à noite, a cidade é admirável. Eu e Gabriel nos encantávamos com toda aquela novidade.

- Megerinha linda, prepare-se que amanhã é dia de subir e descer morro. Vocês vão fazer o roteiro básico de todo turista com a gente: subir o Corcovado e o Pão de Açúcar. Aliás, um roteiro que eu só fiz uma vez, mesmo morando nessa cidade. Espero que vocês não tenham medo de altura. Nem de ficar altos, porque hoje, meus lindos, nós vamos é encher o pote para comemorar a chegada de vocês, mais aguardada do que a vinda de um messias – falou Ay.

- Mal viu a paixão da vida dela, já entrou no modo Cazuza – reagiu Gabriel, se dirigindo a André.

- Modo Cazuza? – perguntei, curiosa.

- Exagerado, amor – esclareceu André.

- E jogada aos seus pés para sempre, Megerinha. E do André, também. Pelo menos eu demonstro o que eu sinto. Pior são certas pessoas, que ficaram a semana inteira falando de vocês. Chegou até a comprar uma cama de casal para o quarto de vocês, e fica dizendo que eu é que sou emocionada.

- Claro, amor, você queria que eles dormissem no chão? É essa a sua noção de hospitalidade? Parece que bebe.

- Parece? – retruquei, levando todos às gargalhadas.

Dá para perceber que já nos divertíamos com o casal no caminho entre o aeroporto e nosso destino, com Ay tagarelando e Gabriel fazendo suas intervenções ácidas, que nos provocavam risadas.

Quando chegamos ao apartamento, Ay já foi nos puxando pelo braço para conhecermos nosso quarto. Havia só a cama de casal e uma cômoda, com penteadeira, que era suficiente para guardar nossas roupas e outros objetos.

- Se vocês quiserem tomar um banho, tem o banheiro social e o da nossa suíte. Podem escolher. Fiquem à vontade – falou Ayanna.

- Amor, eles não vão conseguir ficar à vontade se você não parar de dar instruções. Relaxa e vamos beber uma gelada. Você já está até suada de tanta ansiedade. Assim, quem mais está precisando de um banho é você – interveio Gabriel, já com dois latões de cerveja na mão.

- Deixa ela, Gabriel. Eu também estou emocionada de ver vocês - falei dando um abraço apertado em Ay.

- Liga não, miga, é que ele é um insensível, troglodita, homem das cavernas – protestou Ayanna.

- Eu, na verdade, vou querer tirar essa calça e colocar uma roupa mais leve – falou André.

- Fica à vontade, meu parça, a casa é toda sua – reagiu Gabriel.

Por não mais do que dois minutos, ficamos os três na sala, enquanto André se trocava. Em seguida, quando voltou, fui eu, que também estava de calça jeans.

Depois de bebermos algumas, fomos para um bar próximo, que ficava na praça, bem movimentado e animado. Bebemos cerveja, degustamos tira-gostos e já chegamos em casa depois da meia-noite. Ainda ficamos mais um tempo conversando na sala e fomos dormir de madrugada.

No dia seguinte, como combinado, fomos subir e descer morro, como disse a Ay. As visões panorâmicas da cidade são de tirar o fôlego.

Subimos o Corcovado de carro e andamos no bondinho do Pão de Açúcar. Uma rotina turística que nos consumiu boa parte do dia. Já quase perto do cair da tarde, Gabriel nos levou para passear de carro pela orla da Zona Sul, pegando do Leblon até o Leme, depois percorrendo a Enseada de Botafogo e o Aterro do Flamengo, que eu, particularmente, achei lindo de morrer, embora fosse tudo tão deslumbrante e cheio de energia naquela cidade. Decidimos ficar em casa à noite e fazer uma happy hour só nós quatro, porque o domingo seria dia de praia e bloco de carnaval.

Os meninos tomaram banho primeiro, porque teriam a incumbência de comprar cervejas, já que havíamos devorado todas na noite anterior. Razão pela qual ninguém se aventurou no álcool durante nosso city tour pela Cidade Maravilhosa, muito em solidariedade ao Gabriel, que estava ao volante. Depois que saíram, Ay me chamou para tomarmos banho juntas.

- Só tomo banho com você se prometer que vai me deixar chupar sua bucetinha – brinquei.

- Mas só se eu também puder lamber a sua – respondeu.

- Combinadas, então – respondi dando gargalhadas, mas a ideia de tomar banho com a Ay estava mexendo com algo mais dentro de mim que o meu humor. Aliás, a piada já estava ficando surrada demais para continuar sendo só uma piada.

O box não era muito espaçoso, mas cabia nós duas. Sem a menor cerimônia, Ay despiu a saia, a calcinha e a blusa, ficando completamente nua. Era ainda mais linda daquele jeito, com os seios de pequenos para médios bastante redondinhos e salientes, biquinhos pequenos e a bucetinha com os pelinhos bem aparadinhos. Mais tímida, tirei minha roupa e entrei no box quando a minha deusa já estava com o corpo molhado, recebendo a água fria do chuveiro.

- Vai, miga, entra enquanto eu me ensaboo – ordenou.

Foi uma sensação maravilhosa sentir a água gelada levando embora o suor do meu corpo, porque o calor estava demais. Enquanto isso, admirava o corpo perfeito da Ay. De costas, suas curvas eram perfeitas e aquele bumbum era inacreditavelmente bem desenhado. Foi exatamente o que ela disse do meu depois.

- Miga, ensaboa minhas costas, que depois eu ensaboo a sua? – pediu.

Fiz o que pediu. Percebi que Ay estava toda derretia com minhas mãos massageando suas costas e descendo até seu bumbum lindo. Depois, foi ela que retribuiu o carinho e confesso que fiquei excitada quando suas mãos chegaram na minha bunda e ainda ganhei um tapinha.

- Não resisti. Seu bumbum é muito lindo, megerinha, como tudo em você.

Quando se distraiu, retribuí o tapa. “Também não resisti a esse bumbum lindo”. Ela riu.

Enrolamo-nos na toalha e fomos para seu quarto. Lá, Ay colocou um vestidinho de alcinha de algodão sem manga, folgado e curtinho, de cor branca. Vestiu por baixo uma calcinha pequena da mesma cor e não colocou sutiã, deixando que seus mamilos marcassem o tecido discretamente.

- Assim você vai enlouquecer nossos homens, Ay.

- A ideia é essa mesma, Megerinha, para que depois eles nos comam com mais vontade, porque essa noite eu estou para o crime.

- Até eu estou excitada de te olhar com esse look.

- E eu, então, que sou obrigada a olhar para esse corpo de deusa completamente nu?

Eu nem tinha me dado conta de que não levei roupa para o quarto dela.

- Ih, miga, esqueci de trazer roupinha para vestir.

- Tudo bem, vamos juntas ao seu quarto, que vou ajudar você a escolher algo bem provocante. Eu quero ver os dois babando e tentando disfarçar de tanto tesão nas suas mulheres.

- Sinto que tenho uma amiga sádica. Fiquei até com medo – brinquei, mas o tom da conversa estava mexendo comigo de um jeito diferente, ainda mais depois daquela intimidade com a deusa no banho.

Ay escolheu para eu me vestir uma calcinha fio dental, um top folgadinho, sem sutiã e um shortinho desfiado curtinho, que mostrava um pedaço da popinha da minha bunda quando eu andava.

- Perfeita, amiga, se você mandar, eu me ajoelho e beijo seus pés. Vai ser linda e gostosa lá no inferno. E tudo isso para ir para a cozinha.

- Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!

Nossos donos não demoraram muito para retornar trazendo cervejas geladas e ingredientes para os tira-gostos. Pré-preparamos uns canapés, pasteizinhos de carne, queijo e camarão para fritar, além de um queijo que o Gabriel amava e nós fomos obrigados a compartilhar desse sentimento.

Aquele vestidinho da Ay marcava sugestivamente o seu corpo e chegava a ser discretamente transparente, dependendo da incidência da luz. Peguei André mais de uma vez admirando aquele espetáculo, mas, se até eu mesma me pegava secando minha amiga, ainda mais o coitado, que é homem. Mesmo assim, não sentia ciúme, mas uma coisa diferente, um desejo de intimidade com eles. Não era necessariamente sexual, eram sentimentos se misturando, mas cada um melhor do que o outro.

- Peguei bem o Gabriel olhando para a sua bunda na hora que você se abaixou na geladeira – provocou Ay.

- E o que você fez?

- Nada. Fingi que não vi. O que é bonito é para se admirar. Se eu olho, por que ele não pode olhar?

- Tarada. Também peguei o André olhando admirado para você. E não foi só uma vez.

- Uau, tô sentindo que vai rolar um swing hoje! – falou Ay com cara de safada.

- Eu ouvi isso, Ay. Vou te proibir de falar com a Megera. As duas juntas são péssima influência uma para a outra – provocou Gabriel, surpreendendo a namorada no flagrante. Como se Ayanna se importasse com isso.

- O que está pegando, que só vejo conversa na cozinha e a cerveja nada até agora? – reclamou André.

- Nada de importante, amor. Eu e a Ay estávamos combinando de fazer uma suruba com nossos donos – intervim, para tacar mais fogo na lenha.

- Então, vamos beber, que eu nunca fiz isso na vida e não acho que vá me sentir à vontade com o Gabriel pelado na minha frente se estiver sóbrio – respondeu André, levando todos às gargalhadas.

- A Ay pelada você não se importa, né, seu cachorro? – provoquei.

- É cachorro ou demônio? Vocês querem se decidir? – interveio Gabriel.

- Porra, Megera, a Ay não tem um pinto, né? – retrucou André.

Meu namorado estava bem à vontade com aquela brincadeira, que a gente só não sabia direito onde ficava a fronteira após a qual estava outra coisa, que talvez ninguém soubesse o que era. Eu perdi a virgindade aos 18 anos, havia quatro meses naquela época, mas eu nunca fui uma garotinha ingênua. Ao contrário, sempre fui bem informada e atualizada.

O que eu pensava daquelas interações ousadas entre nós? Que, aparentemente, todos estavam se divertindo e que o joguinho erótico da Ay poderia ser um aquecimento poderoso, eu só não sabia exatamente para que. Enquanto ninguém se aborrecesse, era deixar rolar, mas e se ninguém se aborrecesse nunca? Onde iríamos parar? E eu lá sabia?

Logo estávamos espalhados na sala, ocupando a mesa de jantar, o sofá, poltronas e até o chão. O clima de sedução e provocação deu lugar a uma conversa adorável sobre diversos assuntos. Começamos falando dos blocos de carnaval fora de hora, uma tradição que elevava a temperatura do verão carioca. Também havia as escolas de samba. Combinamos de conhecer uma ou mais na sexta ou no sábado seguinte. Ay disse que já havia desfilado duas vezes no Salgueiro. André perguntou se de rainha de bateria.

- Para chegar a rainha de bateria eu teria que nascer de novo.

- Mas você samba direitinho, amor. Mostra pra gente. Dava para ser passista – provocou Gabriel.

-Eu nunca dei nada para ser passista, amor. Eu só dou para você – respondeu Ay, sensualizando.

Aliás, era tudo que Ay precisava para apimentar ainda mais o ambiente com um show de exibicionismo que deixou todo mundo babando.

Pior que a deusa sambava muito mesmo.

- Vai, minha pretinha. Essa mulher é uma força da natureza – incentivava Gabriel, o vestido subindo sensual e perigosamente.

Saber que André estava vendo aquele espetáculo me fazia sentir uma excitação gostosa, tanto quanto pegar Gabriel me olhando com admiração e nossos olhares se sustentando de forma enigmática.

Aplaudimos de pé o show da passista Ayanna e o assunto mudou para política. Era ano de eleições presidenciais e o país vivia um momento perigoso de flerte com a ameaça de um retrocesso civilizatório talvez sem precedentes. Gabriel, com aquele jeito de playboy, era quem melhor discorria sobre o tema. A desenvoltura dele era tanta, que André me monitorava para ver se eu estava excitada por causa da minha sapiossexualidade. Eu sabia que ele estava fazendo isso e trocávamos olhares cúmplices. Aliás, nem era só por causa do show de Gabriel, que me deixou ainda mais apaixonada por ele, mas do nível elevado da conversa. Depois de muita resenha, resolvemos curtir um pouco de música, enquanto nos revezávamos na cozinha para buscar mais bebida e fritar ou assar os aperitivos.

Fiquei impressionada como nossos amigos amavam artistas como Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Alceu Valença, Caetano, Gil, Chico Buarque, Adriana Calcanhoto, Cartola, Cazuza, Oswaldo Montenegro e outros desse naipe. Isso só nos deixava cada vez mais apaixonados por Gabriel e Ayanna.

Vez ou outra, dançávamos alguma música. Ora eu e Ay, ora cada uma com seu namorado, ora uma com o namorado da outra. Estávamos felizes e à vontade naquela dinâmica, mas, ao mesmo tempo, aquela atmosfera carregava o peso das perguntas que se formavam no ar.

Já estávamos bem altinhas, eu e Ay, quando resolvemos enlouquecer nossos homens com uma sessão de funk.

- O André falou que ficou morrendo de tesão de ver nós duas dançando lá na boate do resort – contei para Ay, olhando para meu namorado com cara de safada, enquanto dançava com o corpo quase colado ao da deusa, com direito a reboladas até embaixo, que faziam as subidas do vestido de Ay formarem um quadro quase erótico, embora o meu shortinho também subisse e expusesse uma porção razoavelmente generosa, mas, sobretudo, sugestiva das minhas nádegas.

Gabriel e André apenas nos olhavam com cara de tarados, dando risadas do nosso exibicionismo. Ay fez um bailado sensual, levantando a barra do vestido na frente do André. Eu rebolei de costas para o Gabriel, recebendo como elogio um “que delícia”. Já era quase meia noite quando decidimos pedir uma pizza, pois os tira-gostos não eram suficientes para matar a fome.

Como sendo a mais fraca para bebida, deitei no colo da Ay no sofá e adormeci com suas mãos afagando meu cabelo, as vozes de André e Gabriel cada vez mais distantes. Percebi quando André me levou no colo para o quarto e tirou minha roupa, me deixando só de calcinha. Mas só fui acordar no dia seguinte de manhã. Estava sozinha na cama, mas o cheiro de café era sinal de que fui a primeira a dormir e a última a acordar.

Confesso que fiquei meio frustrada, depois de alimentar aquele fogo todo na buceta, por ter dormido sem ter dado nem pelo menos uma trepadinha com o Demônio. Decidi que não mais tentaria acompanhar aqueles pinguços na bebida ou perderia o melhor da festa, que era o pau do meu príncipe.

Levantei-me com certo esforço e coloquei uma camiseta regata do Demônio, mas ela mal cobria minha bunda com aquela calcinha fio dental. Que bobagem a minha. Ay já caminhava de um lado para o outro só de biquini, aquele corpinho escultural iluminando cada espaço da casa. Quando me viu, cara e ritmo de uma mistura de múmia com zumbi, foi aquela festa de sempre.

- Minha Megerinha acordou! Estava tão linda dormindo ontem no meu colinho, como se fosse meu bebezinho. Vem tomar café com a gente, meu amorzinho – falou, me abraçando.

- Péra, amor, vou tomar banho, vestir biquini...praia.

- Aninha, não tem pressa. A praia não vai fugir. Senta com a gente para tomarmos nosso café da manhã em família.

- Amor, me deixou na saudade ontem. Tive que bater um cinco contra um com minha mulher deitada do meu lado, inerte como um paralelepípedo vestido só com uma calcinha fio dental.

- Tadinho do demoniozinho. Se eu soubesse, tinha chamado você para ir para o nosso quarto. Com o fogo que eu estava ontem, teria dado conta dos dois – interveio Ayanna.

- Ainda bem que você não fez isso. Eu ia ficar muito puta de ser a única a ficar de fora da festa – resmunguei, enquanto me esfregava igual uma gata no cio no meu namorado.

Fomos para a praia de metrô e ficamos no posto 10, entre Ipanema e Leblon. Foi quando eu entendi o conceito de praia lotada.

Também, em pleno domingo de janeiro, o sol castigando o juízo da gente, não era de se esperar outra coisa. Como já era local, Gabriel conseguiu uma barraca e três cadeiras para nós.

E, como não podia ser diferente, nos dividíamos entre cervejas, mergulhos e muita conversa. Ficamos por cerca de duas a três horas curtindo aquela atmosfera gostosa e descontraída da praia. Nossa próxima parada era num bloco no Aterro do Flamengo. Tivemos que pegar o metrô e andar um bocado para chegar ao nosso destino, mas não sem antes termos parado para fazer um lanche rápido, que substituiu o almoço.

Depois do bloco, que estava muito divertido, ainda paramos no bar na praça para descansar. Estavam conosco um casal de amigos do Gabriel. Naquela brincadeira, já chegamos em casa à noite, exaustos, mas satisfeitos. Eu e André trocáramos olhares e carícias durante o dia que diziam tudo. Eu, particularmente, estava necessitada. Ay e Gabriel se trancaram no quarto. Tomei banho no banheiro social e saí com uma camisolinha curta e transparente, tipo embrulhada para presente. O Demônio me comeu com os olhos e me deu um beijo demorado, devorando minha boca e me deixando ao ponto de subir pelas paredes. Fui para o quarto, passei uns cremezinhos para deixar a pele bem macia para o meu dono.

André voltou para o quarto enrolado na toalha e me encontrou já peladinha na cama, com a buceta já toda meladinha de tanta necessidade. Quando tirou a toalha, não lhe dei tempo nem de pensar. Sentada na beira da cama, puxei-o pela cintura e caí de boca no seu pauzão, que já estava dando sinal de vida e rapidamente ficou no ponto dentro da minha boquinha sedenta.

- Caralho, Megera, que fome é essa? – provocou.

Não respondi. Continuei lambendo beijando, cheirando e engolindo aquela maravilha da natureza, acariciando suas coxas e suas bolas com as mãos, fazendo o Demônio até gemer. Para me deixar ainda mais excitada, dava para ouvir uma sinfonia de sons indecentes vindo do quarto ao lado.

- Tá ouvindo amor? – provoquei.

- Gabriel está arrancando o couro da Ay – respondeu.

- E você vai arrancar o meu, não vai? Sua namorada está necessitada – falei, olhando para cima e punhetando seu pau duro feito um tijolo.

Sua resposta foi me colocar de quatro e atolar seu pau sem misericórdia na minha bucetinha sedenta, me arrancando um gritinho abafado, seguido de gemidos que eu só conseguia controlar abafando o som com o travesseiro.

André estava muito excitado, porque me castigava sem dó e ainda dava tapas deliciosos no meu traseiro. Pare meu desespero, ainda me segurou pelo cabelo, o que me deixava desorientada.

- Aaaaaaaiiiii, aaamoooooooorrrr, assim você me deixa louca.

- Que nem você e a Ay nos deixaram loucos nos provocando daquele jeito? – rosnou.

- Você está me castigando? – respondi, a voz saindo trêmula de prazer.

- Bem que você merece, sua cadela depravada – provocou.

- Ai, amor, me castiga, eu quero, eu gosto, preciso ser castigada pelo meu dono e senhor. Castiga sua cadela depravada e exibicionista – respondi, a voz saindo mais alta que o planejado. André sabia que eu já estava em outro plano e aumentou a força das estocadas, me levando aos gritos, que repercutiram no quarto ao lado.

Gozei descontrolada com aquele tesão acumulado. André, que também já devia estar na mesma situação, não aguentou e teve muita dificuldade de não fazer uma barulheira danada, que se misturava com o som que vinha do outro quarto, o que deixava tudo mais excitante. Deitamos um pouco abraçados e nos beijando, mas eu sabia que um orgasmo só não bastaria. Aquela noite tinha que pagar a conta das expectativas alimentadas desde nossa chegada ao Rio.

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Foto de perfil genéricaTheodor e AlineContos: 9Seguidores: 18Seguindo: 45Mensagem O erotismo é uma forma de expressão.

Comentários

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Theodor e Aline,

Não preciso falar nada né!!

Show demais e aguardando ansiosamente o próximo capitulo que promete!!!

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