Entre Toques e Desejos (Capítulo 10)

Um conto erótico de Hot♡
Categoria: Homossexual
Contém 1064 palavras
Data: 14/05/2026 07:36:51
Assuntos: Gay, Homossexual

“Confissões sob a Tempestade”

Lá fora, a cidade desaparecia atrás de uma cortina espessa de chuva cinzenta. Os trovões ribombavam entre os prédios altos, fazendo as janelas tremerem de leve, mas dentro do apartamento de Tiago, o mundo era outro. Quente, acolhedor, perfumado com vinho tinto, canela e o cheiro sutil da pele dos dois.

A luz dourada dos candeeiros de mesa criava pequenas ilhas de claridade suave, refletindo-se nas vidraças embaciadas pelo contraste entre o frio da tempestade e o calor interno. O som da chuva batendo ritmadamente contra o vidro era como uma trilha sonora perfeita para aquela noite.

Tiago e Seth estavam sentados no chão da sala, recostados contra o sofá, cercados por almofadas macias. Tinham acabado de preparar o jantar juntos — um ritual que já se tornara a parte mais querida do dia deles. A cumplicidade era tão grande que quase não precisavam de palavras na cozinha; bastava um olhar ou um toque rápido para que tudo fluísse naturalmente. Mas naquela noite, a chuva parecia convidar à intimidade mais profunda, àquelas conversas que o dia costuma silenciar.

Seth girou o copo de vinho devagar, observando o reflexo da chama da vela dançando no líquido rubro.

— Sabe... — começou ele, a voz baixa e tranquila —, eu nunca imaginei que me sentiria tão seguro com alguém. No meu mundo, tudo sempre girou em torno de performance: quem é mais forte, mais rápido, quem aguenta mais. Eu vivia competindo o tempo todo.

Ele pousou o copo na mesinha e virou o rosto para Tiago. O jovem estava relaxado, vestindo apenas um short de treino largo que escorregava levemente pelos quadris, deixando à mostra a pele clara, as coxas definidas e o volume suave entre as pernas.

— Contigo, eu não preciso correr. Não preciso provar nada. Sinto que finalmente cheguei ao lugar onde posso simplesmente ser.

Tiago sorriu, sentindo aquele calor conhecido se espalhar pelo peito. Ele estendeu a mão e deslizou os dedos pelo braço de Seth, sentindo a firmeza dos músculos sob a pele quente e lisa.

— Eu sinto exatamente o mesmo, Seth. Antes de você, eu passava a vida tentando me esconder atrás de uma imagem perfeita. A pele sempre depilada, os cuidados obsessivos... era tudo uma forma de compensar o que eu achava que eram falhas. Mas você olha pra mim e não vê defeitos. Você vê só o Tiago. E isso me desmonta de um jeito bom.

A conversa, embalada pelo vinho e pelo som constante da chuva, foi ganhando camadas mais íntimas. Eles já haviam explorado bastante os corpos um do outro, mas sempre havia novos territórios da imaginação para descobrir juntos.

Seth aproximou-se um pouco mais, os ombros se tocando.

— Me conta, Tiago... Quais são as suas fantasias? Aquelas que você ainda não me contou. Aquilo que passa pela sua cabeça quando você tá sozinho, se tocando, pensando em mim.

Tiago sentiu o rosto esquentar imediatamente. Ele olhou para o sofá atrás deles e depois para a mesa de jantar onde tinham comido pouco antes, imaginando as cenas.

— Eu imagino a gente em todo canto dessa casa — confessou, a voz reduzida a um sussurro rouco. — Imagino você me pegando bem aqui nesse sofá, enquanto a TV tá ligada no volume baixo e o resto do mundo nem desconfia do que tá acontecendo. Imagino você me deitando naquela mesa da cozinha, abrindo minhas pernas e me comendo como se eu fosse o prato principal de um banquete que nunca termina.

Seth soltou um som baixo de aprovação, os olhos escurecendo de desejo. Ele se inclinou ainda mais, até que seus lábios quase roçassem a orelha de Tiago.

— Eu adoro essa ideia. Qualquer lugar dessa nossa futura casa pode virar nosso santuário particular. Eu fantasio com a sua entrega total, Tiago. Com o jeito que sua pele fica vermelha onde eu aperto, com o jeito que você treme quando eu te seguro firme. Gosto de ver você vulnerável, rosado, completamente meu.

A mão de Seth subiu devagar até o pescoço de Tiago, os dedos acariciando a nuca com possessividade suave.

— Às vezes, no meio do treino ou no ginásio, eu fecho os olhos e lembro do seu cheiro. Imagino o contraste do meu pau entrando em você sem nada entre nós... só calor, só pele contra pele. É isso que me faz querer correr pra casa todo dia.

A tensão sexual no ar ficou densa, quase tão pesada quanto a umidade lá fora. Eles não tinham pressa. Havia um prazer imenso em construir lentamente a cena, em dizer em voz alta tudo o que desejavam, em ver o efeito que as palavras causavam no outro.

Tiago virou o rosto, olhando diretamente nos olhos de Seth.

— Eu quero que você me use, Seth. Quero sentir toda a sua força, toda essa juventude e energia. Quero que você marque cada centímetro dessa pele que você tanto elogia. Quero acordar amanhã com as marcas dos seus dedos, da sua boca, do seu corpo inteiro.

— Eu vou marcar — prometeu Seth, a voz grave e carregada de desejo. Ele se aproximou e tomou os lábios de Tiago num beijo profundo, que tinha gosto de vinho, canela e promessas sujas. — Vou te foder tão bem que você vai esquecer até o próprio nome.

Eles ficaram ali abraçados por um longo tempo, apenas ouvindo a tempestade aos poucos perder força. A chuva tinha cumprido seu papel: havia despido não só os corpos, mas também as almas. As confissões estavam feitas, as fantasias expostas.

O maravilhoso dia deles terminava com uma paz carregada de expectativa. Eles sabiam que os próximos momentos seriam a realização viva de tudo o que haviam sussurrado minutos antes. A chuva podia até parar, mas o desejo entre Tiago e Seth era uma tempestade que estava apenas começando a atingir sua força máxima.

Enquanto se levantavam para ir para o quarto, Seth parou em frente ao sofá, olhando para ele com um sorriso lento e cúmplice.

— Lembra do que você disse sobre o sofá? — perguntou, a voz baixa e provocante.

Tiago sentiu o coração disparar.

— Lembro...

Seth se aproximou por trás, encostando o corpo contra o dele e sussurrando no seu ouvido:

— Então se prepara. Porque amanhã esse sofá não vai servir só pra ver filme.

Com essa promessa pairando no ar, eles caminharam juntos para o quarto, deixando o eco dos trovões e das confissões ecoarem na sala agora escura e silenciosa.

Continua...

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