O cravo e a Rosa

Um conto erótico de Hero
Categoria: Heterossexual
Contém 2405 palavras
Data: 13/05/2026 23:46:07

O Cravo e a Rosa

— Sofia, como tu virou mulher de um caipira? Me conta direito como foi que aconteceu! Na boa, Sofia, tu tá uma pessoa incrível, mais bonita por dentro do que nunca... Amiga, que homem é esse que te fez mudar tanto e ficar essa pessoa maravilhosa?

Sorri e apertei a mão de Mariana, minha melhor amiga, enquanto a gente ficava sentada na varanda da minha casa, vendo o sol se pôr.

— Então Mariana, vou te contar tudo direitinho, do jeito que aconteceu. Tu vai ver que aparência não significa nada, viu? Tudo começou bem assim.

Era uma sexta-feira, dia quente, há uns anos atrás. Eu ainda era casada com o Alexandre, aquele ridículo, que só pensava em si mesmo, morava no centro da cidade, tinha carro novo, roupas caras, tudo do bom e do melhor, mas por dentro eu sentia que faltava alguma coisa. Completávamos dez anos de casado e eu tinha preparado tudo pra noite ser especial. Fui na loja e comprei um conjunto de lingerie preta, bem rendada, com uma calcinha fininha que parecia que não tinha nada no corpo. — Essa calcinha vai deixar ele doido, kkk. É exatamente o que eu quero, kkk.

No salão, caprichava em tudo: cabelo arrumado, maquiagem forte, e uma depilação que até doeu um pouco, mas eu achei que valia a pena. Tirei tudo, até bem atrás, deixei a pele lisinha, sem nenhum fio. Aquilo era segredo meu, eu ia dar de presente só pra ele. Comprei também quatro cuecas da Nike, bem caras, e três garrafas de vinho importado, tudo pago com dinheiro que eu juntei escondida, economizando mês a mês.

Quando voltei pro estacionamento, vi uma fumaça preta saindo de baixo do capô do meu carro. Fiquei possessa da vida. Liguei pro Xande umas vinte vezes até ele atender, e ele falou frio, sem nem se importar: disse pra eu resolver sozinha e desligou na minha cara. Foi aí que lembrei do Augusto, meu primeiro marido, que mesmo separado sempre ajudava. Em pouco tempo ele já tinha mandado um guincho me buscar.

Quem desceu do caminhão velho e todo amassado era Rogério, conhecido por Roger. Um homem grande, enorme, brutamontes, dava nojo só de olhar. Tinha barba que parecia que nunca via tesoura, pele escura de tanto pegar sol, cabelo desarrumado, camiseta de pano grosso toda suja de graxa e rasgada, bermuda de brim encardida e botas que deviam ter anos de uso. Era o tipo de gente que eu sempre passava longe na rua, achava que não tinha educação nem nada. Ele apertou a mão do Augusto forte e me olhou de longe com um sorriso que logo me deu raiva.

Entrar na cabine foi o pior. No chão tinha um monte de bitucas de cigarros nojentos, ainda fedendo fumaça e gordura velha. — Que nojo que ódio! — falei alto, passando vários lenços de papel no banco antes de encostar meu pé. — Que lugar horrível! Não acredito que vim parar numa pocilga dessas, pareço uma princesa jogada no lixo!

Ele ligou o motor e fez um barulhão que parecia trovão. Quando virou o rosto pra mim, veio um cheiro forte de suor azedo misturado com fumo barato e terra úmida.

— Tu devia tomar um banho e usar um perfume direito, né? Que fedor é esse, seu ogro nojento? Tu não tem educação não?

— Não acredito que tu falou isso pra ele.

— Falei sim, kkk.

— E o que tu fez, lavou o pé ontem?

— KKK, fiquei com tanta raiva que ele não deu a mínima pra mim. kkk.

Ele deu uma risada de deboche, me olhando da cabeça aos pés com ar de quem já sabia tudo sobre mim.

— Educação eu tenho sim, minha senhora. Diferente de certas pessoas que acha que dinheiro compra tudo. Mas uma coisa eu te digo: esse jeito de senhora cheia de manias não vai durar muito não. A vida ensina, e ensina rápido.

— Com certeza não vou ter contato com esse tipo de gentinha! — respondi virando o rosto com desprezo. — Seu ignorante estúpido!

— Que ele disse?

— Não falou nada.

— Eu era cega, ele é um homem delicado, protetor.

— Ele é bonitão agora?

— Meu Deus, é um homem incrível, lindo demais, gostoso kkk.

— E na hora, ele é um homem rústico ou um cavalheiro?

— Cavalheiro não quero mais, é um garanhão, malvado, me domina.

— Te domina? kk.

— Ué, eu não era uma pedra, ou era kk.

— Tá e como foi, ele fez de tudo contigo?

— Tudo e mais um pouco.

— Gente simples tem coração que gente fina nunca vai conhecer — respondeu ele, acendendo outro cigarro e jogando a fumaça na minha cara de propósito. — Esse caipira aqui conhece caminhos que a senhora nunca imaginou que existia. Pode esperar: um dia tu vai pedir pra eu te guiar por cada um deles.

A estrada era de terra, cheia de buracos. Num solavanco mais forte, eu quase bati a cabeça e segurei firme pra não cair — sem querer, minha mão apertou bem forte bem no meio das suas pernas, sentindo logo o volume grande e duro que tinha ali. Ele sorriu aberto, gostando da minha vergonha.

— Viu só? Já começou a gostar do que é meu, mesmo sem querer. Segura firme, senhora, porque daqui a pouco tu vai segurar muito mais forte ainda.

Chegamos na chácara, cercada de mato alto, galinhas ciscando e cachorros que abanavam o rabo ao ver ele chegar. Ao descer, escorreguei num barro e caí direto nos braços dele. Ele me segurou sem jeito, apertando meu corpo contra o seu, todo calor e força bruta, e eu senti vontade de vomitar só de estar tão perto.

— Sofia, como tu conseguiu ficar naquele lugar, hein? — perguntou Mariana, olhando surpresa.

— É amiga, eu fui obrigada a ficar lá no começo, mas espera que vou te contar tudo. Quando cheguei vi que era tudo muito simples, nada do que eu estava acostumada. O pior é que o Alexandre, aquele ridículo, tinha acabado de me ligar avisando que não ia voltar mais aquele dia, que negócios tinham atrasado e só chegava quarta-feira. Desligou sem nem perguntar como eu tava. A estrada era ruim demais pra pegar ônibus, não tinha carro pra me levar embora, não tinha onde ir. Não tive escolha, tive que ficar ali até o dia seguinte, achando que ia ser o pior tempo da minha vida.

Na oficina conheci o Felipe, o Lipe, filho dele, de vinte e cinco anos. Moreno, corpo forte, conversa calma e educado, diferente do pai.

— Sempre ouvi falar da senhora — ele disse, me dando uma cerveja gelada. — Diziam que a senhora achava tudo da roça coisa de pouco valor.

— E hoje o que tu acha? — perguntei, já mais calma.

— Hoje vejo que a senhora só precisava enxergar direito — respondeu ele, piscando pro pai.

Parte 2 – O Que Mudou Tudo

Mariana, amiga, eu nem queria falar com ele, mas a casa principal era o único lugar arrumado pra esperar. Quando entrei, me surpreendi completamente: era grande, tudo arrumado, limpo, móveis de madeira boa, cheiro de café e flor do campo. Roger tava na cozinha bebendo água numa caneca de alumínio gasta.

— Me desculpa pelo que falei antes — eu disse, abaixando a cabeça, ainda com nojo só de olhar pra ele. — Eu tava estressada, o carro quebrou, meu marido, o Alexandre, aquele ridículo, me deixou na mão e acabei jogando tudo em cima de ti. Chamei tu de ignorante, estúpido, falei que tu era um homem grande que dava nojo só de olhar...

Ele virou devagar, com aquele mesmo sorriso de deboche que já começava a mexe comigo de outro jeito.

— Desculpas aceitas, senhora. Mas eu já tinha percebido tudo. Tu guardou um tesouro há muito tempo, deixou tudo limpinho, lisinho, zerado, esperando um homem que não dava valor pra nada. E essa calcinha rendada que tu usa aí... feita pra deixar qualquer um doido, pena que escolheu o homem errado pra presentear.

Sentei do lado e contei tudo, sem vergonha: o dinheiro que juntei escondido, os planos, como eu tinha me preparado pra ser só dele.

— Ele não liga pra nada disso porque ele não sabe o que é ter coisa rara — Roger chegou mais perto, e pela primeira vez eu não senti nojo, só uma força boa que vinha dele. — Agora, esse caipira aqui sabe dar valor no que é bom.

Num impulso que eu mesma não entendi, joguei os braços no pescoço dele e beijei. Foi um beijo forte, sem jeito, onde ele tomou conta de tudo, segurando minha cintura como se já fosse dono de mim. De repente, aquele homem que eu achava feio e sujo parecia o homem mais seguro do mundo.

— Sabia que esse dia ia chegar — ele murmurou, mordendo leve meu lábio. — Tanta pose de dama escondendo uma mulher cheia de vontade. Hoje eu vou matar toda essa vontade.

Entreguei a caixa com as cuecas que eram pro Alexandre. Ele abriu e sorriu.

— Caras, bonitas, feitas pra corpo forte... escolheu direitinho. Vou usar elas, mas só depois de aproveitar tudo o que tu preparou.

Me virou de costas, apertou o corpo dele no meu e logo eu senti o tamanho e a dureza do desejo dele marcando na minha pele. Levantou meu vestido devagar, passou a mão áspera nas minhas costas até chegar bem atrás, sentindo o tecido fininho da calcinha.

— Que coisinha mais bonita… fina, rendada, quase não existe… — ele riu baixo, os olhos brilhando de desejo. — — Essa calcinha realmente ia deixar qualquer homem doido, kkk. Mas hoje quem vai aproveitar sou eu, e é exatamente o que eu quero, kkk.

Puxou o tecido com força e rasgou tudo, jogou longe.

— Espera, é grande demais... — murmurei, sentindo o volume enorme entre suas pernas.

— Grande mesmo, minha flor. Tamanho certo pra encaixar em cada cantinho teu, até naquele que tu mantinha fechado a sete chaves. Vai doer no começo, mas depois tu vai pedir mais.

Me levou pro quarto, simples mas bem arrumado. Tirou cada peça da minha roupa, tirou de mim também toda a arrogância e manias que eu tinha. Quando vi ele nu, forte, pele queimada e cheio de pelo, tudo mudou na minha cabeça: não era mais o homem do caminhão que eu tinha raiva, era força pura.

Ajoelhei na frente dele e comecei a chupar com toda a vontade que eu guardava há anos. O cheiro dele, de terra, trabalho e suor, era o melhor perfume que eu já senti.

— Chupa bem, senhora. Faz direito, como se eu fosse o único dono teu — ele disse, passando a mão nos meus cabelos forte mas com carinho.

Depois me deitou na cama, beijou cada pedaço do meu corpo, lambeu e tocou meu ponto mais sensível até eu tremer toda e gemer alto sem vergonha. Me virou de quatro, abriu bem minhas pernas e olhou demorado pro meu corpo limpo e fechado.

— Zerado, coisa fina que caiu na mão de quem sabe usar. Hoje tu deixa de ser dama da cidade pra ser só minha.

Entrou devagar, abrindo caminho onde ninguém tinha pisado antes. Doeu um pouco no começo, uma dor boa de sentir, mas logo virou um prazer forte que eu nunca tinha sentido antes. Ele encaixou tudo, me preenchendo por completo, num ritmo firme e sem parar.

— Todo esse orgulho que tu tinha, essas manias de senhora... agora tá tudo dobrado e entregue pra mim — ele falava baixinho enquanto mexia devagar.

Quando chegamos juntos num grito só, senti o leite dele quente escorrer dentro de mim, selando ali o começo de tudo.

Lipe apareceu na porta pouco depois, sorrindo feliz.

— Fico muito contente por vocês dois. Sempre soube que o pai ia achar alguém que combinasse com ele.

Parte 3 – Minha Vida Hoje

Mariana, amiga, o que começou como raiva e desprezo virou o amor mais verdadeiro que existe. Uma semana depois, quando o Alexandre, aquele ridículo, voltou, conversei com ele calma e firme. Falei que nosso tempo tinha passado, que eu tinha achado o que faltava na minha vida, e pedi a separação. Ele aceitou sem falar muito, porque ele também sabia que a gente já não era mais nada além de morar na mesma casa.

Poucos dias depois, tranquei a porta da minha vida antiga e me mudei de vez pra chácara. Os vizinhos começaram a me chamar de senhora caipira — e eu achava graça. Mantive meu jeito elegante, gosto por coisas bem feitas, mas aprendi a gostar da vida do campo: andar descalça na terra, ajudar na horta, acordar com canto de passarinho, tomar café na beira do rio. Virei uma pessoa muito melhor, mais leve, mais feliz, como tu mesma falou.

— Até pão caseiro tu está fazendo, kkk — brincou Mariana, olhando para a janela onde eu tinha deixado os pães esfriando.

— Não só pão, faço compotas, doces, cucas que ele adora, faço qualquer tipo de comida, aprendi tudo com ele.

— Não posso acreditar, incrível como tu mudou! Parabéns, parabéns, tu está demais!

Sorri e balancei a cabeça, brincando de volta:

— Humm então tu me via uma dondoca né? kkk.

Mariana deu risada e ficou com vergonha:

— Desculpa, mas era isso mesmo que eu via em você antes.

— Tudo bem, deixa eu contar o resto de tudo pra tu entender direito.

Nossa vida a dois é perfeita até hoje. Roger continua o mesmo homem rústico, de pouca palavra e jeito bruto com quem vem de fora — aquele mesmo homem grande que eu achei nojento só de olhar — mas comigo ele é doce, carinhoso e atencioso como ninguém. Na cama a gente se entende como ninguém: sempre tem novidade, brincadeira, vontade nova. Ele sempre lembra da minha primeira impressão e das minhas manias antigas, brincando que foi exatamente isso que fez ele querer me conquistar.

Dois meses depois descobri que tava grávida. Quando contei pra ele, Roger me abraçou forte, os olhos cheios de lágrima, e Lipe pulou de alegria, já tratando o neném como se fosse filho dele.

— Vai ser menino — disse ele passando a mão na minha barriga. — vamos chamar ele de Henrique.

Hoje, o Henrique corre livre pelos campos da chácara, com a mesma pele queimada de sol igual o pai e o sorriso bonito que herdou de mim.

— Viu só amiga? — finalizei olhando nos olhos dela. — Eu fui obrigada a ficar naquele lugar, achando que era o pior castigo do mundo. Mas foi lá que eu descobri que aparência não significa nada, encontrei o love da minha vida, e me transformei nessa pessoa que tu elogia tanto.

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