Era domingo à noite, e o apartamento de Jhonny e Andressa ainda ecoava os resquícios da intensidade do dia, o ar carregado de um misto de sal marinho e suor seco. Eles haviam se recolhido cedo, exaustos após o turbilhão emocional e físico com Suzana e o dia excitante na praia, corpos afundando nos lençóis macios. Mas o telefone tocou por volta das 22h, quebrando o silêncio, o toque insistente cortando o ar como um alarme indesejado.
Andressa atendeu, enquanto ia ao banheiro, escovar os dentes, e voltou com seu rosto desmoronando, olhos azuis se enchendo de lágrimas. Era Cintia, a voz embargada do outro lado da linha, soluços entrecortados ecoando pelo viva-voz. O pai dela havia morrido. Andressa ficou arrasada, as lágrimas escorrendo pelo rosto enquanto ouvia os detalhes, o peito apertando como se o luto fosse seu. O pai de Cintia era um senhor muito gentil e inteligente, com quem ela já tivera algumas boas conversas nas poucas vezes que visitara Cintia em sua casa, risadas compartilhadas sobre livros e histórias antigas. Ele se chamava Gerson, tinha 65 anos e, como Cintia explicou entre soluços, enfrentava um enfisema grave há anos e não resistira, o corpo finalmente cedendo à doença. Cintia era muito reservada, apesar de ser espontânea e doidinha – uma contradição que a tornava ainda mais única, camadas de alegria escondendo profundezas de vulnerabilidade. Andressa prometeu ir para a cidade dela assim que possível, a voz trêmula de emoção: "Eu tô indo, amiga… aguenta firme, te amo."
Jhonny, ao lado dela, agora na cama, segurou sua mão, tentando confortá-la, o polegar traçando círculos suaves na pele macia: "Posso pedir home office ou folga pelas horas extras do projeto das últimas semanas. Mas só no trabalho vou conseguir confirmar, ta tarde. Eu vejo isso amanhã de manhã, amor." Cintia desligou a ligação rapidamente, dizendo que só ligara para avisar a amiga, a voz falhando no adeus. Ela também mencionou que avisara Suzana, mas que ela não poderia ir, por ainda estar se acertando com Christopher, o drama recente pesando como uma âncora. Andressa acabou indo dormir muito chorosa, o corpo tremendo contra o de Jhonny, que a abraçou forte, braços envolvendo-a como um escudo, o peito dele úmido com as lágrimas dela. Até ele ficou com os olhos marejados, pensando na dor de sua amada esposa e na amiga Cintia, que sempre fora como uma força da natureza, mas agora parecia tão vulnerável, o riso habitual substituído por soluços.
No dia seguinte, ainda pela madrugada, Andressa pegou o ônibus para a cidade de Cintia, que saiu às 6h, o céu escuro dando lugar a um amanhecer cinzento, malas leves carregadas de pressa e emoção. Da rodoviária, Jhonny partiu para o trabalho, o coração pesado, mas determinado, o trânsito matinal um borrão ao redor. Lá, conseguiu dois dias de folga, mas precisaria organizar alguns arquivos antes de partir, o chefe assentindo com compreensão. Ele não conseguiria chegar para o velório, infelizmente – marcado para as 13h, o tempo conspirando contra. Assim que soube, ligou para Andressa, que o tranquilizou, voz baixa e reconfortante: "Fica calmo, amor. Eu tô aqui com ela, e a Cintia entende. Te espero." Enquanto isso, Cintia enviou uma mensagem para Jhonny, agradecendo as mensagens de amizade e conforto, texto simples mas carregado: "Obrigada por tudo, Jhonny. Você se tornou um amigo tão querido e especial… eu te amo, viu?" Ele ficou tocado, respondendo com palavras de apoio, o peito aquecendo com a gratidão.
Andressa ligou mais tarde, atualizando, voz suave mas triste: "Tô cuidando dela, amor. A Cintia tá muito abatida… ela era apegada demais ao pai. A irmã dela tá aqui também, ajudando. Apesar de abatida e triste, tá lidando melhor com o luto." - Jhonny ficou surpreso, franzindo a testa: "Irmã? Eu não sabia que a Cintia tinha irmã." Andressa riu baixinho, apesar da tristeza, um som reconfortante: "Pois é, nem todo mundo sabe. Mas ela é ótima."
Por fim, após a ligação com Andressa, ele recebeu uma mensagem de Suzana. Em casa, Jhonny leu com calma e refletiu bastante, o peito apertado com as palavras dela, o texto longo e sincero ecoando na mente. Ele almoçou algo rápido – um sanduíche apressado na cozinha, migalhas caindo na mesa – e partiu por volta das 15h, dirigindo com o GPS guiando o caminho, estradas se desenrolando como fitas cinzentas. Por volta das 19h, enfim chegou na casa de Cintia, uma residência modesta mas acolhedora em uma rua tranquila de Criciúma, luzes quentes brilhando nas janelas.
Foi a irmã de Cintia quem abriu a porta: uma ruiva tão linda quanto Cintia, mas com cabelos curtos, acima dos ombros, e levemente mais escuros, caindo em ondas suaves. Mesma cor de olhos verdes penetrantes, mas com ainda mais sardas salpicando o rosto pálido, como constelações. Além disso, ela era menor até que Suzana, tendo cerca de 1,62m de altura. Mas, apesar disso, era bem mais gostosa que Cintia – seios um pouco maiores que os já fartos de Cintia, quadril um pouco largo e um bumbum semelhante ao de Suzana, curvas suaves e convidativas. Uma branquinha sensacional, vestida com simplicidade – camiseta solta e calça jeans justa –, mas exalando um ar de confiança quieta, perfume sutil floral pairando no ar.
Andressa logo chegou por trás dela e correu para abraçar Jhonny, o corpo se moldando ao dele em um abraço apertado, lágrimas de alívio misturadas: "Que saudade, amor!" Por fim, apresentaram um ao outro. "Essa é a Anna Letícia, mais conhecida como Leti. Irmã mais velha da Cintia." Leti sorriu, estendendo a mão, voz suave e acolhedora: "Prazer, Jhonny. Ouvi falar muito de você." Ela era três anos mais velha que Cintia, mas Jhonny não acreditava que ela parecesse mais velha – na verdade, parecia mais jovem, com uma energia vibrante e olhos que brilhavam com inteligência. Ele a cumprimentou com um abraço e um beijo no rosto rápido, sentindo a pele macia e o cheiro frutado e especiado que invadiu seus sentidos. "Onde tá a Cintia?" ele perguntou. Andressa respondeu: "No quarto, aos fundos.” - Antes que o levassem lá, Jhonny diz: - “Mas espera, tem uma surpresa." Ele chamou, e Suzana apareceu com ele, carregando sua mesma bolsa que levara para a casa deles no sábado, olhos castanhos ainda vermelhos. Andressa ficou sem entender, os olhos arregalados: "Su? O que você tá fazendo aqui?" Suzana sorriu, mas com um ar cansado: "Depois eu explico."
Eles foram ver Cintia. Ela estava deitada em sua cama, virada pra parede, em posição fetal, o soluço baixo ecoando no quarto simples, paredes decoradas com fotos antigas e livros empilhados. Jhonny a chamou suavemente: "Cintia?" Ela olhou e deu um leve sorriso, os olhos vermelhos de tanto chorar, rosto sardento marcado pelo luto. Ao se levantar, cara amassada de quem acordara há não muito tempo, viu além de Jhonny, Suzana. Abriu os braços, e eles foram até ela, a abraçando e dando beijos em seu rosto, toques reconfortantes misturados a lágrimas compartilhadas. "Como você tá, amiga?" Suzana perguntou, afagando seus cabelos ruivos. Cintia respondeu, a voz fraca: "Tô bem… apesar de tudo. Só com muita saudade." Ela disse que queria muito que seu pai tivesse conhecido Jhonny e pudesse ter conhecido Suzana melhor, pois ela o vira apenas duas vezes: "Ele ia adorar vocês."
Os quatro conversaram até quase 21h, compartilhando memórias e oferecendo conforto, o ar pesado mas reconfortante pela presença mútua, risadas suaves misturadas a lágrimas ao lembrar histórias do pai de Cintia. Jhonny decidiu tomar um banho para se refrescar da viagem, o corpo ainda tenso da estrada. Andressa foi junto, fechando a porta do banheiro pequeno, o vapor começando a subir. Durante o banho, com a água quente caindo, Andressa perguntou: "E a Su? O que rolou?" Ele respondeu: "Ela fala depois, não deu detalhes pra mim, mas parece que não se acertou totalmente com o Chris." Andressa franziu a testa, apreensiva: "Ai, amor, isso me preocupa." Jhonny a puxou para perto, corpos nus colados sob o jato: "Relaxa e torce pelo melhor." Ela sorriu e o beijou, o beijo se prolongando por um momento, línguas se tocando com ternura. O banho foi rápido, mas Jhonny aproveitou para ensaboar sua esposinha, as mãos deslizando pela pele macia dela, traçando curvas com espuma. Ela fez o mesmo com ele, rindo baixinho, mas ficaram nisso apenas, respeitando o momento de luto, toques carinhosos sem escalar para mais.
Saindo, logo Suzana entrou para o banho. Após comerem o jantar feito pela Leti – uma refeição simples mas reconfortante, com sopa quente e pães frescos, vapor subindo dos pratos –, foram avisados que dormiriam no quarto de Cintia. Cintia dormia em uma cama de casal, e em baixo tinha outro colchão em uma gaveta, quase um beliche, prático e acolhedor. Jhonny e Andressa dormiriam no colchão de baixo, e Suzana com Cintia, no dela. Anna Letícia dormiria no quarto dela, o arranjo simples mas funcional.
Após todos se recolherem, eles fecharam a porta e Cintia perguntou enfim, a voz baixa no quarto escuro: "Su, por que você mudou de ideia e veio? Tá tudo bem com o Chris?" Suzana começou a chorar, as lágrimas escorrendo, voz embargada: "Ele impôs uma condição que eu não quero aceitar: parar de ver vocês e o Jhonny." Ela explicou, a voz embargada, soluços interrompendo as palavras: "Eu aleguei que posso parar de me exibir, até de beijá-las. Admito que pra uma mulher casada, não é certo beijar as amigas na boca e outras coisas que a gente faz. Eu aceitaria parar com isso. Mas não posso riscá-las do meu coração, como se não existissem. Daí acabamos brigando de novo. Então, aproveitei que a Cintia precisava de mim e pedi pra vir com o Jhonny. Antes de sair, eu disse pra ele que era ‘mulher dele’ e de mais ninguém. Pedi que ele entendesse isso, mas que não vou abaixar a cabeça pra tudo que ele desejar." Ela contou que pediu para ele refletir enquanto viajava para consolar Cintia. "Eu disse que o amo acima de qualquer homem ou mulher no mundo, mas que ele tem que me aceitar como sou: uma mulher forte, sensual e com boas doses de safadeza. Que isso sempre alimentou nossa relação. Que não o traio há anos e que só depende dele se continuamos juntos ou não. Eu só quero a sinceridade dele, do coração. E disse que respeitaria o que decidisse." - Ele perguntou se ela se comportaria na viagem. - "Eu não respondi na hora, mas pelo WhatsApp disse que ele não seria enganado. Nunca mais. E prometi que o amo."
As meninas choraram e a abraçaram, braços se entrelaçando em um emaranhado de consolo, lágrimas quentes se misturando. Jhonny também se aproximou e abraçou Suzana, murmurando: "Vai dar certo, Su. Ele vai refletir e, se te amar mesmo, vai te escolher." Suzana disse, desanimada: "Acho que meu casamento já era." Cintia lamentou e chorou copiosamente, antes de finalizar: "Se ele deixar essa mulata escapar, é um idiota. Vocês são lindas, trabalhadoras… mulheres gostosas e mais que especiais." - Cintia terminou então, inesperadamente, enquanto falava, puxando Suzana para um beijo na boca – um beijo quente, misturado às lágrimas das duas, línguas se tocando com urgência salgada. Ao final, Suzana disse, ofegante: "Não tô com cabeça pra isso agora, mas… obrigada pelo beijo." E deu mais um selinho nela, lábios macios se unindo brevemente. Andressa chegou e deu um selinho em cada também, dizendo: "Meninas, precisamos dormir e descansar." Então, chamou Jhonny, que foi e abraçou as meninas. Durante o abraço, ele deu um gostoso beijo em Andressa. Mas, antes de soltá-las, foi Cintia que deu em Jhonny também um selinho rápido, e Suzana fez o mesmo. Apesar disso, não se via malícia nas duas – era mais dor e um pedido de carinho e atenção, toques suaves como bálsamo. Ele deu mais um abraço, agora individualmente em cada, se abraçando apertado, mas apenas com vários beijos no rosto, o calor dos corpos reconfortante. Por fim, Jhonny se deitou com Andressa, e Suzana com Cintia. Cintia agradeceu demais a presença deles ali, chorando novamente: "Vocês são tudo pra mim agora." Isso fez as outras meninas chorarem também. Mas, agora, havia lágrimas de alegria misturadas à dor, o quarto escuro envolto em um silêncio solidário.
Jhonny acordou no meio da madrugada, o quarto escuro e silencioso, exceto por um barulho abafado – um gemido baixo, quase sussurrado. Logo uma mão cobriu sua boca. Era Andressa, pedindo silêncio: "Shh, amor… escuta." Os gemidos prosseguiram, vindos da cama de cima, suaves mas intensos. Suzana e Cintia estavam transando ou no mínimo uma masturbando a outra enquanto se beijavam, pois o barulho de beijos era alto, úmido e urgente, línguas se entrelaçando, gemidos abafados ecoando no escuro. Jhonny levou sua mão à boceta de Andressa – estava molhada demais, escorregadia de excitação, lábios rosados inchados sob o tecido fino da roupa de dormir. Ela usava uma roupa de dormir folgada, sem calcinha, o calor úmido convidando o toque. Ele não se aguentou, a puxou para perto e começou a beijá-la, os lábios se fundindo em um beijo faminto, línguas dançando com urgência silenciosa. Logo ela mesma sacou sua rola, dura e latejante, e encaixou em sua boceta, chegando o short pro lado, o pau grosso invadindo devagar o calor apertado. Logo estavam Suzana e Cintia gemendo na cama de cima, e Jhonny e Andressa na de baixo, os movimentos discretos mas intensos, estocadas lentas e profundas, boceta pulsando ao redor do eixo veioso, gemidos abafados contra travesseiros para não acordar Leti. Não se ouvia palavras, apenas gemidos e um leve ranger da madeira no chão, o ar carregado de um tesão coletivo e silencioso. Jhonny e Andressa nem chegaram a mudar de posição – ficaram daquela forma, ele estocando devagar, sentindo a umidade dela o envolver, quadris rebolando sutilmente, até gozarem juntos, ofegantes, tentando não fazer muito barulho, porra quente enchendo-a em pulsos suaves enquanto a boceta contraía em espasmos de orgasmo. Ao menos, não mais que as duas na cama de cima. Seus gemidos haviam diminuído, possivelmente haviam também terminado, o quarto voltando ao silêncio. O cheiro de sexo no ar era forte, mas a relação daqueles quatro também se fortalecia, laços tecidos na vulnerabilidade da noite.
Jhonny terminou enchendo Andressa de beijos, prometendo, voz rouca no escuro: "Vou cuidar de você enquanto tiver vida, minha loirinha." Andressa correspondeu com um beijo terno e um abraço apertado: "Você é tudo o que eu mais quero, amor." Ele disse: "Jamais te proibiria de ver suas melhores amigas." Ela sorriu e agradeceu: "Eu sei que errei muito, mas não vou repetir esses erros. Te amo e te respeito mais do que nunca." Ela lhe deu um suave beijo, e então adormeceram, um nos braços do outro, o calor reconfortante dissipando as sombras do luto.