“Minhas ambições são dez. Dez corações de uma vez, pra eu poder me apaixonar. Dez vezes a cada dia. Setenta a cada semana. Trezentas a cada mês.” Quando Otávio ouviu Marina Lima cantando Corações a Mil, de Gilberto Gil, sentiu uma identificação imediata. Era assim que ele se sentia nos últimos tempos, se “apaixonando” a cada instante, e sem distinção: todo rapaz e moça que cruzava seu caminho acendia seu desejo, incendiava seu tesão, e isso começou após a aventura na praia com Tio Zeca e Caio. Abriu-se ali a Caixa de Pandora do desejo… e a bissexualidade de Caio que lhe mostrou um caminho possível. Caio. O noivo da prima. O hetero que dava o cu para o próprio sogro...
Depois que passou a empolgação pela transa da praia, Tavinho se sentiu mal num primeiro momento. Não conseguia olhar para a prima e para a tia sem sentir um desconforto que lhe ruborizava o rosto. Vermelho vergonha. Estava complicado ficar ali no Pecém. As mãos suavam, o estômago dava saltos. Embrulho. Desconforto. Aflição para voltar logo a Fortaleza. O tio e o genro agindo naturalmente. Ele, não. Incomodado. Envergonhado. Culpado.
Ficou umas semanas sem ir a casa dos tios. Sumiu. Ausência percebida e reclamada. A tia mandou recado pelas irmãs, perguntando por ele, até que ela não se aguentou e ligou:
- O que houve, meu filho, que você sumiu? – reclamou a tia ao telefone.
Desculpas balbuciadas. A tia notando que tinha algo incomodando o sobrinho, mas nem de longe capaz de imaginar o real motivo. A ingenuidade dela ampliando o mal-estar dele. Tavinho arrumou coragem e foi. Com alívio descobriu que tio Zeca e Caio tinham ido ao jogo no Castelão. Se é que tinham ido mesmo. Aqueles dois…
A tia o tratou com o carinho de sempre. A prima apareceu, conversou alguns minutos e foi pro quarto com as irmãs de Tavinho. Conversas de mulherzinha. A tia passou um café. Serviu bolo. Insistiu na pergunta sobre a mudança de comportamento dele. Tava preocupada. Otávio respirou fundo e alegou que não estava acostumado com tanta gente, se sentiu deslocado, pediu desculpas se causou algum problema com seu comportamento. A tia logo se apressou em dizer que tava tudo bem, que tinha ficado preocupado com ele, que não tinha por que se desculpar e mudou de assunto. Perguntou quando ia ao interior. Queria que ele trouxesse umas coisas de lá, da feira. Mais relaxado, conseguiu conversar à vontade.
Dias depois, após a aula, foi com uns colegas de cursinho dar um rolé num Shopping recém-inaugurado no centro da cidade. Antes de lanchar, foi ao banheiro, sozinho, ninguém quis ir. Ao entrar, notou uma movimentação estranha. Com surpresa, percebeu o jogo. Havia caça e sedução ali. Homens olhando para o pau dos outros. Manjando rola. Se excitou e arriscou exibir o seu. Sucesso imediato. Os caras ficaram loucos no pauzão dele. Moscas em cima de pão doce. Um coroa quis pegar. Não deixou. Nem ele nem ninguém. Só deixava olhar, pegar não. O funcionário da limpeza chegou, a pegação se desfez. Entrou numa cabine. Esperou o tesão abaixar, a rola voltar a um tamanho que não chamasse tanto a atenção. Entendeu que voltaria ali. Que ficaria ligado em banheiros públicos. Era ali que homens procuravam sexo anônimo. Uma proteção para quem precisava esconder sua sexualidade.
Mais alguns dias, um dos amigos da vizinhança chamou para ir a praia com a turma da rua. Por timidez pensou em recusar, mas o novo Otávio queria arriscar, aventurar, conhecer o mundo, se abrir pra ele. Topou. Iam em dois carros. 9 rapazes. Entre eles, dois irmãos que, muitos anos depois, fariam parte de sua vida de uma maneira íntima e profunda. Ali, naquele dia e nos próximos anos, seriam só amigos. Duda, o mais novo e Guga, dois anos mais velho, o único que já fazia faculdade da turma. Educação Física na UNIFOR. O mais novo faria vestibular pra mesma faculdade que Otávio no final do ano. Entrariam juntos pra Adm. na UECE. Seriam colegas, se tornariam grandes amigos. Tavinho já tinha tesão nos dois desde aquela época, mas só revelaria isso vinte anos mais tarde. Tesão que aflorou quando viu o volume das sungas de ambos. Desejou aqueles paus… mas naquela época ainda era um matuto bobo, não sabia chegar num cara e queixar…
Na praia, notou um casal um pouco mais velho olhando intensamente pra ele. Achou deliciosamente estranho e excitante ser paquerado pela mulher e pelo homem ao mesmo tempo. Não conhecido aquele jogo. Ficou encantado. O melhor dos mundos. Foi ao mar e o casal o seguiu discretamente. Maré baixa, Praia do Futuro cheia de piscininhas, como chamavam as poças d’água na vazante da maré. Escolheu uma mais vazia e sentou-se nela. Água morna, sangue quente de tesão, mãos geladas de medo e ansiedade. O casal se sentou perto e sem demora puxou papo. Introduções… quem era, de onde veio, onde morava, o que fazia. Souberam de si e do outro num papo aparentemente ameno. Simulação despretensiosa enquanto os olhos diziam outra coisa. A mulher chegou mais perto. 28 anos de estonteante beleza morena. Corpo bem cuidado. Seios pequenos, bundinha empinada. A mão delicada, unhas feitas, vermelho escarlate, tocou seu braço. Carícia leve. Insinuante:
- Vamos lá pra casa?
- Não posso. Estou com meus amigos. Tenho que voltar com eles.
- Pode ser depois… a gente marca num lugar pra se conhecer, conversar…
Enquanto ela, Tati (Tatiana, depois nos apresentamos) falava, Otávio se dividia entre olhar para os dois. Ela seduzindo e ele, Luís Cláudio, cúmplice de uma forma indefinível. Trazia um sorriso enigmático no rosto e deixava transparecer que gostava de ver sua mulher dando em cima de outro homem. Tavinho, apesar do medo e da ansiedade trazida pela falta de experiência, estava a determinado a sair do casulo. Ir pro mundo. Aventurar. Conhecer. Experimentar.
- Pode ser… ah, gente, tô nervoso, nunca fiz isso…
- Tudo tem seu começo – Assinalou Luis Cláudio com seu sorriso enigmático ganhando o reforço sedutor do toque de seu pé que ele tocou “sem querer” demoradamente na perna de Otávio. Eles eram loucos, pensou o jovem. Dois doidos querendo comê-lo ali mesmo, na praia, na frente de todo mundo. E ele estava gostando de toda essa atenção. Tinha algo de excitante em ser desejado de forma tão aberta. Otávio decidiu se abrir para a experiência, mas quis entender mais claramente qual era a deles.
- Que é que cês querem de mim?
- A gente quer curtir você, cara…
A resposta de Tati deixou Tavinho ainda mais na dúvida:
- A gente?... vocês dois?
- Sim, nós dois. A gente te curtiu e eu saquei que você curte…
Luiz escancarou que também tava a fim de Otávio.
- Nunca fiz…
- Já disse, tudo tem uma primeira vez…
Tavinho arriscou:
- Quero.
- A gente também!
- Vou falar pros meus amigos que resolvi ir embora mais cedo…
- A gente te espera no estacionamento. Melhor a gente não sair juntos.
- Melhor.
O casal se levantou, se ajeitou e saiu. O volume da sunga dele mostrava que o tesão pelo que ia rolar era grande. Literalmente. Otávio também se excitou. Teve que esperar uns minutinhos para rola abaixar. Quando tudo se “acalmou” foi até seus amigos falar que tava indo embora. Deu como desculpa que o excesso de sol tinha dado dor de cabeça. Os amigos tentaram fazer ele mudar de ideia. Estranharam.
- Tá doido, Tavinho? – brincou Robério
- Você vai como? – perguntou Duda
- De ônibus. Daqui pro Terminal do Papicu e de lá pra casa. Tem estresse não.
João Pedro se ofereceu pra levar ele em casa.
- Precisa não.
Apontou pra mesa e continuou:
- O caranguejo de vocês acabou de chegar, curte tua praia, JP, tô de boa. A gente se fala mais tarde.
Pelos olhares, Tavinho notou que alguns amigos ficaram desconfiados. Perceberam que havia algo a mais, mas não insistiram. Deixaram ele ir. No estacionamento, um Kadett prata piscou a luz, era o carro do casal. Nervoso, olhando pros lados, Tavinho se aproximou. Entrou ligeiro e assustado como um rato em fuga. Sorte que o carro tinha película escura nos vidros e ar-condicionado, um luxo não muito comum naquela época. Isso o acalmou. Luís rodou alguns quilômetros e entrou num motel nas imediações da Pontes Vieira. A ansiedade explodiu no peito de Tavinho. Se alguém visse ele entrando num motel com um casal. O que iriam dizer. Tudo era medo e tensão. Aventura. E era tesão também. A mulher na portaria viu ele sentado atrás e avisou com voz de tédio que seria cobrado um adicional pelo hóspede extra. Cara de quem estava acostumada a ver de tudo naquela portaria.
Luis dirigiu até achar o quarto, entrou na vaga, saiu do carro para baixar a porta da garagem enquanto Tati pegava Otávio pela mão e puxava para o quarto. Subiram a escada em espiral. Ela abriu a porta. O cheiro de material de limpeza e a decoração cafona não trouxeram nenhum estímulo capaz de acalmar Tavinho. O nervosismo continuava. Tati fez o convite irresistível:
- Vambora tomar banho
Otavio vacilou, mas Tati não deu tempo pra ele ficar bestando. Puxou pela mão e no banheiro arrancou sua roupa. Bermuda foi pro chão junto com a sunga. O olhar dela disse tudo, com um sorriso malicioso:
- Imaginava que fosse grande, mas o que é isso, Otávio…?!!!!
Já foi se apossando da rolona. O pau continuou crescendo na mão dela. Contraste. Dedos delicados envolvendo o pau grande. Engrossando. Chibata que seria sucesso tantas vezes, mas Tavinho ainda não tinha plena consciência do que tinha. Sociedade fálica. Pau grande é poder. Fascínio. Os dois se apertaram no box do banheiro. Tatit regulou a água. Uma cascata de água fresca caiu sobre eles. Ela o puxou para um beijo. Os bicos dos seios lhe alcançaram antes. Durinhos. Sentiu o cheiro de perfume que seu cabelo exalava. Lábios macios envolveram os seus. Gosto de batom, caipirinha e algo a mais indecifrável. A língua atrevida invadiu sua boca. Tati beijava com fome. O pau de Tavinho ficou duro de vez. Apertado entre seu ventre e o dela. Envolvido pelo beijo tomou susto com a chegada de Luís. Músculos duros, carnes firmes, lhe abraçando por trás. Beijos em sua nuca. A rola dele se esfregando em sua bunda. Tavinho, ensanduichado, sentiu nervoso. Por um segundo quis sair daquele aperto. Não teve tempo. A boca de Luís afundou em seu cangote. Mais beijos, sempre delicados, arrepiavam seu pescoço. Mãos que passeavam pelo seu corpo. Ser tocado por ele deu coragem de explorar mais o corpo dela. Sentiu aqueles peitinhos pontiagudos nas mãos. A curva da bunda. Tati gemeu. Segurou a cabeça dela pelos cabelos. Beijou com fúria enquanto sua mão reencontrava a buceta dela, raspadinha, totalmente depilada. Deslizou o dedo pela racha, sentiu a mucosa, os lábios vaginais. Cheios de uma umidade morna. Ela gemia ainda mais forte. Luís puxou a cabeça de Otávio para trás. O beijou. Outra qualidade de beijo. Mais voraz, menos macio, mais intenso. Sua boca tinha gosto de menta. Se abandonou a voracidade daquele macho quando sentiu a boca macia da mulher envolvendo a cabeça da sua pica. Paraíso. Um homem e uma mulher ocupados em lhe dar prazer. Se sentiu tão desejado como nunca antes. Queria mais nada na vida. Ficaram assim por bons minutos. Luís interrompeu a longa sessão de beijos e chamou:
- Bora pra cama.
Se enxugaram desajeitadamente e caíram na cama. Embolados. Otávio meteu a boca na xota de Tati. Quis curtir a experiência de lamber uma buceta raspada. Pela primeira vez. Diferente, mais gostosa sem pelos. Ao mesmo tempo, Luís caiu de boca em seu pau. Boca maior, engoliu bem mais e melhor que a esposa. O jeito de segurar seu pau também era diferente. Tinha firmeza sem deixar de ser suave. Tati procurou o pau do marido e fechou o ciclo. Todo mundo chupando e sendo chupado. O quarto se encheu de gemidos e barulhos de lambidas e mamadas. O jeito que Luís lhe chupava deu vontade de Tavinho retribuir no pau dele. Com um breve no toque no rosto do marido, propôs a troca. Giraram os corpos e Tati passou a chupar Otávio que chupava Luís que chupava a esposa.
Quando Tavinho segurou o pau de Luís veio uma curiosa constatação: era a primeira vez que ele chuparia outro homem na frente de uma mulher. Tamanha liberalidade era uma forma de assumir sua bissexualidade. Deixar de esconder das mulheres que ele também sentia tesão em homens. E era um belo pau. Levemente torto pra esquerda, um pau moreno de tamanho normal pra grande e grossinho. A cabeça arredondada parecia uma ameixa, entre o roxo e o púrpura, pedia pra ser abocanhada e foi o que Tavinho fez. Segurou a rola com firmeza e enquanto sentia a língua de Tati brincar com suas bolas, beijou a cabeça da pica de Luís, deu umas lambidas para sentir o gosto e, sem aviso, engoliu o pau do cara. Tentou levar até o fundo da garganta mas não deu conta, engasgou, faltou experiência onde sobrava empolgação. Era um pau acima da média. Convidava ao desafio. Tavinho mamou com gosto. Luís percebeu e deixou a buceta da esposa de lado para desfrutar do boquete. Tati também notou porque a rolona de Otávio começou a soltar mais lubrificação. O garotão tava morrendo de tesão em mamar o marido dela.
Putinha safada que era, a esposa se levantou, foi até o frigobar e pegou um envelope de camisinha. Voltou pra cama, pegou uma embalagem e abriu. Com dificuldade, encapou o pirocão de Otávio. A camisinha inteiramente desenrolada não cobriu a pica toda. Tati admirou-se mais uma vez e sua buceta ficou ainda mais encharcada. Ia ter aquela pauzão pra ela. Otávio, deitado, com a cabeça virada pro lado mamando Luís, não viu mas sentiu quando Tati aprumou seu pau e começou a sentar nele. bucetinha apertada. A viscosidade ajudou a descer até ela ficar empalada no seu pauzão. A quentura da buceta fez Tavinho dividir sua atenção entre dois estímulos: a rola dura e macia de Luís que fodia sua boca, as bolas dele batendo em seu queixo, e a buceta úmida e morna de Tati que envolvia seu pau. Um pensamento clareou a mente: sua vida seria dividida entre aqueles dois mundos…
O casal não estava ali pra filosofar, era dois putos experimentados. Luís girou o corpo e ficou de cócoras sobre o rosto de Otávio: a demanda não deixava dúvidas e Tavinho se permitiu mais uma novidade: chupar cu de homem. Com um tanto de receio e um pouco de nojinho, meteu a boca e se surpreendeu com a viscosidade enrugada das pregas. Era diferente de chupar uma buceta mas era gostoso também, talvez até mais. Pegou gosto e começou a tentar meter a língua naquele cuzinho sedento. Tavinho sabia que em algum momento aquela bunda ia agasalhar sua piroca, então tratou de antecipar o prazer de comer aquele rabo, provando ele com a boca. Luís respondeu ao entusiasmo de Tavinho, gemendo e rebolando a bunda:´
- Porra, cara, que cunete gostoso. Delícia. Saboreia meu cuzinho seu puto, mete a língua nele…
A esposa vendo o tesão do marido acelerou a cavalgada na rola de Otávio e não demorou a gozar sentada na rolona. Tavinho sentiu os espasmos de sua buceta. Ela gemia alto, respirada forte, tremia, como se estivesse levando choque. De tanto gozar desacoplou da pica e caiu pro lado. Luís puxou Otávio pela mão. Ficou de quatro oferecendo o rabo, pedindo pica. Tavinho aproveitou que o cuzinho do marido já estava lambuzado de cuspe e sua rola bastante melada pela lubrificação da esposa e mandou ver. Encaixou a cabeça da rola no cuzinho de Luís e deu aquela empurrada. As pregas resistiram um pouco mas foram cedendo e a cabeça da chibata foi abrindo caminho no meio daquela bunda musculosa e peludinha. Luís gemeu mais alto que a esposa. Ele era mais verbal que ela:
- Porra, Otávio, teu cacetão tá me lascando. Vai, macho, fode meu cu, arromba o rabo de outro macho, vai…
Tavinho lhe deu o que ele pedia. Afundo a rola até o talo. Alargou aquele cu como se fosse ficar pra sempre dentro dele. Luís sentiu a pressão e foi se deitando na cama, mas manteve a bunda empinada. Seu gesto encorajou Otávio a tomar as rédeas daquela foda. Cavalgou a bunda de Luís como um macho deve meter rola em outra. Variou nas socadas, usou força, pressão e delicadeza em porções generosas. Desfrutou daquele cu como se pertencesse a ele. Possuiu. Posse. Tomou conta. Luís sentiu e desfrutou também. Rebolou a bunda procurando a chibata de Otávio. Tati encorajou, já recuperada da gozada e começando a bater uma siririca:
- Vai, Lu, abre esse cuzinho pra levar rola, vai, meu amor. Dá esse cu como você gosta, seu viadinho. Come meu homem, Otávio, faz dele seu putinho que ele adora.
Otávio martelava aquele rabo com decisão. Ia meter rola naquele cu até gozar. Luís abriu as pernas se oferecendo mais à enrabada. Queria pica e tava levando. Pedia:
- Me come, Otávio. Fode meu cu, macho.
Tavinho parou de repente, tirou o pau, ignorou um leve sinal de sujeira na camisinha, que ele limpou rapidamente no lençol enquanto mandava Luis mudar de posição:
- Deita de costas, quero meter de frango assado.
Luís obedeceu dócil. Ele mesmo ergueu as pernas pra Tavinho ter acesso ao seu cuzinho esfomeado. A rola voltou a caverna mágica. Otávio se debruçou sobre Luís e o beijou. Voltou a socar. Golpes longos. A rolona afundando completamente no rabo do casado. Ele gemia e reclamava choroso mas feliz:
- Tu tá me lascando, macho, tá arrombando meu cu, porra…
Otávio pegou a cadência e socou, socou, socou até que Luís gozou sem avisar. Sentiu as golfadas de porra dele. A rola ejaculando espremida entre seus ventres. Tavinho tirou o pau de dentro de Luís arrancou a camisinha e montou no peito, 30 segundos de punheta e explodiu em porra. Rosto, pescoço, peito. Luís ficou banhado em gala. Muito leite de macho lavando seu corpo. Tavinho caiu pro lado, morto. Tati atracou-se com o marido e se beijaram com furor, bocas, línguas e muita porra naquele chupão. Otávio, relaxado, olhava, admirado, como o casal se entendia bem. Ah se ele arrumasse uma namorada como Tati. Ia ser o homem mais feliz do mundo…
Relaxados, ficaram conversando embolados na cama e Otávio pode fazer todas as perguntas que pipocavam dentro dele, tentando entender a dinâmica do casal. Como Tati e Luís se conheceram, mas, mais importante, como se abriram um pro outro, na verdade, como ele abriu pra esposa que curtia homens também e como ela integrou isso à vida sexual do casal. Foram muitas as surpresas:
- Ela me pegou chupando o pau de um amigo nosso, numa festa. Eu tava bêbado, relaxei demais com a vigilância e vacilei, eu e Bruno demos um perdido e fomos pro estacionamento, a gente já se pegava fazia um tempão, os dois malucos de cachaça, achando que ninguém tava vendo. Só que Tatiana já estava desconfiada e nos seguiu, aí, fudeu, me pegou ajoelhado mamando a rola de Bruno…
Otávio olhou para Tati a procura da reação dela que deu um sorriso cúmplice e tomou a palavra:
- Claro que fiquei louca de ódio quando vi aquela cena. Imagina, Otávio, descobrir uma traição assim, da pior forma, foi horrível, só queria gritar e bater nele. Enfim, fiz um escândalo, o pau quebrou, fomos embora, arrumei minhas coisas e fui pra casa da minha mãe, ficamos separados quase um ano. Luís ficou me rondando, implorando pra voltar, pra que eu o perdoasse, que ia se tratar, que nunca mais ia fazer, mas eu sabia que era mentira… o que eu vi ele fazendo com Bruno não deixava dúvidas, na minha cabeça eu tinha casado com um baitola, ele tinha me enganado todo esse tempo… precisei de um tempo pra entender que era mais que isso, que ele era bissexual. Enfim, depois de alguns meses fazendo terapia, aceitei conversar com ele e aos poucos fui me abrindo, fui entendendo… a gente foi se acertando, entrando em acordo… e aí rolou…
- Rolou? Como assim?
- Assim mesmo, a gente terminou ficando com outro cara. A gente tava numa casa de swing no Meireles, uma amiga tinha falado e eu desafiei Luis a me levar lá e aí apareceu esse cara, a gente se envolveu e eu descobri que me dava um tesão louco ver meu amor ser comido, chupar uma rola, dividir ela comigo…
A maneira como Tati terminou seu desabafo rindo maliciosamente convenceu Otávio que aquele acordo funcionava bem pros dois. A maneira como rolou entre eles ali desde a paquera na praia até o motel certificava essa percepção.
- Então já tem um tempo que vocês fazem isso…?
- Três anos – se apressou a falar Luís – mas temos nossos acordos, a gente só fica com outro cara se estivermos os dois juntos, não tem essa de ficar com outro homem sem um dos dois estar presente. E a gente só curte ménage masculino. A gente não fica com outra mulher nem faz troca de casal.
Otávio estava impressionado com a organização da coisa. Parecia até um protocolo… mas não teve muito tempo pra pensar. Tati já estava no fogo de novo e começou a mexer no seu pau enquanto Luís estava falando. Ela se mantinha fascinada pelo tamanho do pau dele, que fazia um baita contraste com a mão pequena e delicada dela:
- Tavinho, é o maior pau que eu já vi na vida. Não que eu tenha visto muito, mas, pelas razões que você já sabe, vi mais rola que qualquer das mulheres que conheço e mesmo tendo visto pau de todo jeito e tamanho, nunca vi nada parecido com o teu. Tava até com medo de não aguentar, mas tava com tanto tesão que o que ardeu não se compara ao tesão que senti.
Assim que falou isso, Tati se curvou sobre as coxas de Otávio e começou a chupar o pau dele que terminou de ficar duro de novo. Luís se juntou a ela e ficaram se deliciando com a rola de Tavinho, alternando chupadas e lambidas com beijos recheados pela rolona suculenta de Otávio. Depois de alguns minutos nessa putaria gostosa, que Otávio desfrutava retribuindo batendo punheta em Luís com uma mão e tocando uma siririca em Tati com a outra. Ela tava completamente encharcada e tomou a iniciativa de partir para outra sessão de foda:
- Lu, me passa uma camisinha aí.
Novamente, foi aquela dificuldade para encapar o pau de Otávio e dessa vez Tati quis ser comida de quatro. Otávio até imaginou que ela queria levar no cuzinho mas ela nem deu chance dele ter ideia, já direcionou a piroca pra sua buceta e gemeu enquanto a rolona de Tavinho afundava em seu priquito.
- porra, meu priquito tá todo ardido mas quero mais dessa rola, vai, Tavinho, me fode seu puto…
Otávio segurou a moreninha pelas ancas e martelou aquela buceta enquanto sentia as más intenções de Luís se colocando atrás dele, beijando sua nuca, alisando sua bunda. Ele nem viu em que momento Luís encapou seu pau, já sentiu foi ele passando cuspe em seu cu e alojando a cabeça da rola que começou a empurrar as pregas de Tavinho cada vez que ele metia e voltava da buceta de Tati. Depois de um tempinho nesse sarro, a rola de Luís foi achando caminho e entrando no rabo de Tavinho que empinou a bunda e levou ela para trás pra receber a rola dura de Luís em seu cu. Seu pau era tão grande que ele conseguia fazer isso sem tirar de dentro de Tati. Com o tempo foram encontrando ritmo e Otávio foi escalando em tesão. Fuder uma xoxota quentinha enquanto uma rola dura socava seu rabo o levou a um paroxismo de prazer que deixou claro que não ia demorar a gozar. Quando sentiu a onda do orgasmo chegando, avisou pros parceiros:
- Gente, eu vou gozar…
Luís cravou o quadril de Tavinho e afundou seu pau até o talo no rabo dele, enquanto Tati empurrada sua buceta pra trás envolvendo completamente seu cacete. Resultado: Tavinho explodiu em gozo. Uma gozada tão forte que teve que ser amparado pelo casal, enquanto era ensanduichado por eles. Quando começou a acalmar, Luís lhe empurrou delicadamente pro lado, arrancou a camisinha e enfiou a pica na buceta de Tati. Dois minutos depois, o casal gozava aos berros. Parecia que, depois dessa gozada, enfim estavam saciados…
Algum tempo depois, foram tomar banho, Luís pediu a conta enquanto se vestiam e mais um tempinho estavam deixando Otávio em casa. Ele pediu pra parar na esquina. Quis evitar que alguém visse e depois enchesse ele de perguntas invasivas do tipo “tava com quem? De quem é esse carro? Etc…” Mesmo assim, não evitou que suas irmãs perguntassem por que ele voltou sem os amigos com quem tinha ido a praia. Desconversou como pode e se pôs a pensar: levar uma vida dupla ia lhe custar administrar segredos e enfrentar perguntas embaraçosas. Algo inevitável já que ele curtia mais os homens que as mulheres, mas, pela família que tinha, pela cabeça que possuía e pelo contexto em que vivia, ia ter que manter as aparências e se relacionar com mulheres, ainda que, mesmo lhe dando tesão, não eram o que ele mais desejava. Tavinho estava se dando conta que viver seu prazer com liberdade não era tão livre assim…
