Começando de Verdade

Um conto erótico de Lore <3
Categoria: Lésbicas
Contém 4200 palavras
Data: 01/05/2026 17:58:17
Assuntos: Lésbicas

Foram trinta e cinco dias totais de internação… Trinta e cinco dias que pareceram uma vida inteira. Dom já respirava bem, permanecia estável e sem desconforto, o que por si só já era uma vitória imensa. O que ainda nos prendia ali era o ganho de peso, que oscilava demais. Ele ia para o peito, começava a mamar e dormia. O cansaço vencia antes de qualquer progresso real.

Tentamos por uma semana inteira fazer a transição com todo cuidado, mas chegou um momento em que a manipulação precisou ser suspensa. Foi muito frustrante e extremamente angustiante não poder pegá-lo no colo depois de estarmos acostumadas com aquele contato gostoso.

Retomamos na semana seguinte e, finalmente, ele engatou. Passou a mamar bem e, aos poucos, fomos conseguindo ajustar tudo. Dom recebeu alta com 1,890 kg, ainda abaixo do ideal, mas seguro e estável. Sabíamos que ele ainda exigiria atenção constante, acompanhamento de perto e muito cuidado com cada detalhe da rotina.

Não dá para prever com exatidão o tempo do processo. Cada prematuro responde de um jeito, porém, pelos cálculos do pediatra, a alta viria entre quarenta e quarenta e cinco dias. Veio antes porque não havia mais perigo e também porque Júlia já estava à beira de um surto.

O dia da alta foi um misto de alívio e medo. Alívio por finalmente sair daquele ambiente que, apesar de necessário, nos consumia aos poucos. Medo porque, pela primeira vez, não teríamos uma equipe inteira por perto a cada sinal diferente. Era só a gente, com orientações, horários, recomendações e uma responsabilidade imensa nas mãos, afinal se tratava de uma vida, e da vida de nosso filho.

Ainda assim, quando colocamos Dom no bebê-conforto e atravessamos a porta do hospital, eu tive a sensação clara de que estávamos finalmente começando de verdade.

— Quaaase que a gente comemora o primeiro mês dele em casa — Comentei com Juh, que estava no banco de trás.

— Por pouco mesmo — Ela disse, em um tom feliz.

Eu não sei nem explicar o que aqueles dias fizeram comigo. Foi como viver em estado de alerta o tempo inteiro, sem nunca desligar de verdade. Mesmo quando eu fechava os olhos para dormir, minha cabeça continuava lá, ouvindo monitor, revendo número e antecipando problemas que poderiam nem existir. A gente aprendeu mais do que nunca a comemorar o mínimo. Um grama a mais, um episódio a menos, uma noite sem intercorrência... Coisas que, fora dali, ninguém nem imagina o peso que realmente têm.

E, ao mesmo tempo, tinha o cansaço, que não era só físico, mas também mental e principalmente emocional… Houve dias em que eu só queria desabar, porém lutava para fazer justamente o contrário. Era o meu momento de fazer piada sem graça, de zoar com meus filhos e de distrair minha esposa com o papo mais furado que pudesse existir. Eu sentia a necessidade de estar bem para eles quando nem eu mesma estava. De segurar o medo para não deixar que ele assumisse o controle e tomasse conta de nós.

Foram dias de muita incerteza, porque por mais estável que ele estivesse, sempre existia aquele “e se”. Sempre existia a possibilidade de alguma coisa mudar de repente. E isso desgasta qualquer um de um jeito visceral.

Ir para casa não apagava nada disso, não resolvia tudo e a gente sabia que ainda viria uma fase delicada, cheia de cuidado e de atenção redobrada. Contudo, ainda assim, era uma vitória. Era a prova de que a gente tinha passado por aquilo. De que Dom estava conseguindo e nós também. Parecia que, enfim, a vida estava começando a andar pra frente de novo!

Quando chegamos, desci do carro e, sem dar tempo de qualquer pensamento passar pela minha cabeça, puxei Juh pela mão, encostei suas costas no carro e a beijei. Foi um beijo cheio de tudo o que ficou entalado naqueles dias. Ela sorriu no meio dele e fez eu me derreter, sorrindo junto.

Me afastei um pouquinho, só para olhar para ela, e colei nossas testas.

— Ele está dormindo? — Perguntei.

— Tá, assim que entrou no carro dormiu — Júlia respondeu, enquanto eu pegava o bebê-conforto pela alça.

Olhei para Dom. Ele estava toooodo quietinho, e eu respirei fundo, não sentindo nada além de paz no meu coração.

— Quem está em casa mesmo? — Júlia me perguntou.

— Minha mãe e a sua, com uma mesa de comida e outra de chá, eu imagino — Brinquei, e nós rimos.

Entramos e fomos recebidas pelas nossas mães. Elas se aproximaram com cuidado e foram direto até Dom. Ficaram olhando por um tempo, observando cada detalhe: o rostinho, o tamanho, a forma fofa como ele dormia. Minha mãe passou a mão de leve na cabeça dele e Dona Jacira ficou ao lado, acompanhando tudo de pertinho, toda encantada.

A mesa já estava pronta. Sentamos para tomar café juntas e conversamos um pouco enquanto Dom continuava dormindo no bebê-conforto. Depois de um tempo, Júlia levantou para acordá-lo. Como ainda não sabia expressar fome e dormia muito, não dava para esperar por um chorinho ou qualquer demonstração de desconforto. Era necessário interromper o sono para garantir a alimentação do nosso pequeno.

Ela o pegou com todo o cuidado e começou a despertá-lo aos poucos, respeitando o tempo dele, para conseguir colocá-lo no peito e fazer com que mamasse.

— Oi, neném... Olha as vovós aqui... Você está em casa, Ninho! — Falei com ele, que me olhava fixamente.

— Daqui a pouco seus irmãos chegam, tá? — Juh disse, enquanto passava o dedo levemente no cabelo dele.

— Ele é a sua cara mesmo, Juh — Minha mãe falou, toda boba.

— Eu disse, não foi? Um gatinho! — Exclamei.

E ali, com tanta gente para dar atenção ao mini querido, ele ficou todo amostrado, mexendo os braços e as pernas para as vovós analisarem as habilidades dele.

Coloquei todas as recomendações, horários de suplementação e o esquema de vacinação com um ímã na geladeira e fui tomar banho. Quando saí, estavam todos no quarto de Dom porque havia uma troca de fralda para fazer.

— Deve ser o xixi mais lindo do mundo para vocês estarem assim de plateia — Brinquei, e elas riram.

— Júlia não me deixou nem trocar o menino — Minha sogra falou.

— Vão ter muitas ainda, essa é a primeira em casa — Juh respondeu, rindo.

Tivemos um dia muito agradável e foi extraordinário viver o ordinário pela primeira vez com ele. Ter nosso bebezinho ali pertinho, com seu chorinho de vez em quando, mamando, fazendo troca de fraldas, sendo paparicado pelas avós e tudo isso de grudinho com o amor da minha vida.

Pedi para Júlia não ficar subindo e descendo escada o tempo inteiro, e combinamos que ela ficaria mais no andar de cima, porque lá tinha tudo de que precisaria e era onde o quarto de Dom ficava.

Mais ou menos uma hora após o almoço, recebi uma ligação do colégio avisando que Kaique estava com febre. Cheguei lá rapidinho e ele estava com um semblante triste, ao lado de Milena, porque eu pedi que ela fosse liberada junto.

— Que foi, amor? — Questionei.

Kaká recostou a cabeça na minha cintura, visivelmente chateado.

Assinei o que era preciso enquanto conversava com os colegas de Júlia, que perguntaram sobre ela e o neném, e depois fomos para o carro.

— Mãe, ele está triste porque acha que não vai poder carregar Dom — Mih falou.

— Ahhhh, é por isso esse biquinho então — Respondi, desmanchando com o dedo.

— Só porque ele veio pra casa hoje — Ele resmungou, bravo, e jogou a cabeça contra o banco.

— É gripe que está vindo? Se for a sua garganta, você vai se recuperar e logo estará coladinho em seu irmão... Sem pressa, ele já está em casa e nós vamos cuidar direitinho para que Dom não volte tão cedo a um hospital... É pelo bem dele, amor — Falei, fazendo carinho no cabelo dele.

— Não, é infecção urinária — Meu filho respondeu.

E eu tive uma crise de riso.

Eu não conseguia explicar para eles o porquê, apenas me desmanchei de dar risada e até chorei pela inocência deles em achar que isso seria um impedimento.

— Não tem problema, não, Kaká... Pode carregar seu irmãozinho... Infecção urinária não é contagiante... — Comentei quando pude.

— Ah, é... Não é vírus... — Mih completou.

— Foi a senhora que falou que se tivesse febre e não sei o quê — Ele disse, inconformado com a minha risada.

— Então não me expressei bem, lindo. Quis dizer que, se a gente ficar dodói com algo que seja transmissível, iremos nos resguardar para não atingir Dom, que tem o sistema imunológico de uma formiguinha — Completei, e ele permaneceu sério.

— Tá bravo com a mamãe, é? — Milena perguntou, já zoando a situação e apertando as bochechas dele.

— Vou cuidar direitinho de meu filho pra ele ficar bom logo, né, nego? — Perguntei, e ele balançou positivamente a cabeça.

— Mãe, meu braço está doendo por causa da vacina da gripe. Acredito que tenho que ficar em casa amanhã para descansar ele — Milena tentou, com um rostinho convencido.

— Pooooxa, nem vai poder carregar Dom hoje então — Disse-lhe, entrando na onda, e os dois riram.

— Naaaaaaaaaaao, vai ser minha fisioterapia — Ela rebateu, sabiamente.

Antes de entrarmos, reforcei um combinado que já tínhamos feito: respeitar o sono do maninho e, sempre que chegassem da rua, banho primeiro. Os dois assentiram, um pouco sem paciência, porque era algo que já estava bem batidinho.

Mas é aquilo, né... Se tem aviso, tem história. Até porque eu conheço meu gado!

Eles entraram na pontinha do pé e, assim que viram Juh no sofá, esqueceram todo o combinado e foram correndo até ela.

— Mamãe!!! — Mih a chamou alto e deixou a mochila cair no chão.

— Cadê Dom, mamãe?? — Kaká quis saber.

— Dormindo — Juh respondeu, enquanto os abraçava.

— E os combinados, hein? — Perguntei, olhando para os três, afinal era para Júlia estar na parte de cima da casa.

— O que você está sentindo, amor? — Juh questionou Kaká, enquanto ria para mim.

— A mamãe ficou rindo de mim! — Kaique me dedurou, deixando o biquinho retornar à boca.

E novamente eu desmanchei com os dedos.

— X9... — Brinquei.

— Ele está com infecção urinária — Mih respondeu.

— E achou que não ia poder carregar o irmãozinho dele, não foi, príncipe? — Perguntei e dei um beijinho nele.

— E a senhora ficou rindo — Ele respondeu, cruzando os braços.

— Foi... Desculpa! — Pedi, mesmo ainda achando engraçado.

— Você desculpa a mamãe?? Dá um beijinho nela... — Juh sugeriu, e ele obedeceu.

Eu o abracei e enchi o pescoço dele de beijos.

— Agora... Banho pra nós! — Exclamei, e eles foram apressados.

— Daqui a pouco Dom acorda porque vou dar mamá para ele — Juh os informou.

Me aproximei da gatinha e ela se enrroscou nos meus braços.

— Então você ficou rindo de Kaká? Coitado, amor... — Júlia disse.

— E você, não era para estar lá em cima? — Perguntei, mudando de assunto.

— Não sabia que você iria voltar tão rápido — Ela respondeu, com a cara mais lavada do mundo.

— Ahhh, é? — Perguntei, rindo e enchendo o pescoço dela de beijinhos.

— Minha mãe está preocupada e prestativa... Isso é ótimo, é fofo... Mas, ao mesmo tempo, ela fica enchendo a minha cabeça de coisa, com vários palpites e... Ai, não sei... Me sinto culpada por estar impaciente com isso — Juh desabafou.

— O que você quer fazer? Quer conversar com ela e falar sobre o seu incômodo? — Perguntei.

— Eu entendo que a experiência conta muito, porém queria aprender um pouco só com a nossa realidade... Tem coisas que ela sugere que eu não concordo também — Júlia disse.

— Tipo o quê? — Eu quis saber.

— Que o meu leite pode estar fraco e não alimentando Dom — Ela respondeu e ergueu a cabeça para olhar para mim.

— Isso a gente sabe que não. Você está produzindo bem, ele está mamando direitinho... Se houvesse algum problema em relação à alimentação, nem em casa estaríamos — Falei, fazendo carinho no rosto dela.

— Eu tentei explicar, mas não sei se houve efeito — Júlia disse.

— Tá... Vamos organizar agora tudo o que nós pensamos a respeito dos cuidados com nosso filhote daqui para frente — Propus.

— Quero tentar a amamentação exclusiva de início — Júlia falou.

— Huuuuum, ok... Mas se ficar muito puxado a gente pode pensar na mamadeira como opção? Pelo menos de madrugada, porque ele vai exigir bastante de ti... — Pedi.

— Tenho medo da confusão de bico, amor — Juh explicou.

— Tudo bem então, apenas peito. Mentalmente anotado — Falei em um tom bem-humorado e ganhei um selinho.

— Sobre chupeta, eu penso o mesmo, também não quero por enquanto — Ela disse.

— Certo, continue — Falei.

Eu estava amando saber a posição dela sobre essas pequenas coisinhas.

— Sem telas, zero telas, telas em hipótese alguma até os dois anos — Disse, e ela riu do meu tom, também assentindo.

— O que você acha de cama compartilhada? — Júlia me perguntou.

— Que é uma armadilha gostosa de cair — Respondi, rindo.

— Porque é bom estar com eles e depois fica missão impossível tirar, não é? — Juh questionou, rindo, e eu confirmei.

— A gente pode montar aquele berço móvel lá no quarto, para ele ficar bem do seu ladinho — Sugeri, e minha ideia foi aceita.

— Açúcar só com dois anos também, não é? — Juh me perguntou.

— Nós já estamos na introdução alimentar? — Brinquei e depois confirmei.

— E se a gente morder a língua em qualquer uma dessas coisas, tudo bem! — Juh exclamou, satisfeita.

— Exatamente, amor! — Concordei com ela.

Achei extremamente importante ter essa conversa. Quando Milena nasceu, e até mesmo antes disso, muitas decisões foram tiradas de mim, o que acabou tornando minha experiência no puerpério muito difícil. Por isso, eu entendia perfeitamente aquele desconforto. Além disso, acredito que estar alinhada com minha parceira é fundamental nas tomadas de decisão, tanto para apoiá-la quanto, se necessário, defendê-la.

— Se sente mais segura com nossos combinados? — Perguntei.

— Hunrum... — Júlia confirmou e foi virando o corpo.

Ela estava com um sorrisinho que eu conheço e começou a se aproximar ainda mais. Segurou meu rosto enquanto eu me perdia naquele olhar e, nesse momento, o nosso despertador pessoal tocou... Dom começou a chorar e fomos até o quarto. Minha mãe já estava com ele nos braços e vinha ao nosso encontro.

— Prooonto, seu delivery chegou — Brinquei enquanto Júlia o pegava.

Fui preparar a medicação de Kaique e, quando retornei para o quarto, os dois estavam sentados na cama auxiliar, balançando as pernas incontrolavelmente.

— Mamãe, não enche tanto a barriga dele porque senão ele vai dormir e a gente não vai conseguir carregar — Mih reclamou.

— A barriguinha dele é bem pequenininha, enche muito rápido — Júlia respondeu, rindo.

— Aí depois cês trocam a fralda dele porque sai rapidinho também — Zoei.

— Não, a senhora faz essa parte, mãe — Milena brincou de volta.

— Ah, amor... O braço de Mih está doendo da vacina, ela não vai poder carregar Dom hoje não — Instiguei.

— Já passou!!! — Ela se apressou em devolver.

— Toma, lindão — Falei, colocando o remédio na boquinha do meu filhote.

Que, aparentemente, seguia bravo comigo.

Pouco depois, Dom terminou de mamar e Júlia o colocou no colo de Milena, que o pegou com todo cuidado. Ela ficou séria no início, concentrada em sustentar o irmão direitinho, olhando para ele sem desviar os olhos. Passava a mão devagar na perna dele, no bracinho, no cabelo ralinho, observando cada movimento como se estivesse estudando tudo.

Dom começou a se mexer bastante. Esticava as pernas, apertava os dedinhos deles dois, virava o rosto de um lado para o outro e fazia aqueles movimentos desordenados e desengonçados. Cada mexidinha arrancava uma reação dela.

Kaique ficou ao lado, completamente derretido. Conversou com o irmãozinho sem parar, perguntou se ele lembrava dele, contou que falou dele para todos os amigos e pediu insistentemente para que ele não dormisse. Também fazia carinho na barriga e segurava a mãozinha dele sempre que conseguia.

Milena ria de tudo e chamava a atenção de Kaique quando ele se empolgava demais. Pedia calma, dizia para não falar alto e lembrava que Dom era pequeno. Mesmo assim, ela mesma não parava de falar com ele.

Os dois disputavam quem ele estava olhando. Se Dom mexia a cabeça para um lado, um dizia que era para ele. Se mexia para o outro, o outro respondia na mesma hora. Juh e eu assistíamos àquele espetáculo apaixonadas por ver nossos três filhos juntos novamente e agora em casa.

Quando chegou a vez de Kaique, ele pegou Dom no colo todo animado e continuou conversando com o irmão, mostrando um chocalho colorido e chamando a atenção dele de todo jeito. Milena acompanhava tudo ao lado, pronta para ajudar se fosse necessário.

No meio da interação, Dom começou a ficar bem vermelhinho. Se encolheu, fez força e, segundos depois, chorou alto. Kaká levou um susto na mesma hora. Arregalou os olhos, endureceu o corpo e me olhou sem saber o que fazer, claramente assustado.

— Calma, filho, é só a fralda... Certeza! — Juh disse.

Peguei Dom do colo dele e vi que Kaique já estava com a carinha toda mexida, quase chorando também.

— Não foi nada que você fez não, amor, é que bebês se expressam assim mesmo — Tentei, enquanto já seguia com Dom para o banho.

Ele se acalmou rapidinho, mamou um pouco novamente, relaxou no colo de Juh e acabou dormindo. Kaique se aproximou devagar para olhar, ainda sério, tentando se certificar de que o irmão estava bem.

— Tomou susto? — Perguntei.

— Foi, ele chorou altão — Ele me respondeu e voltou a deitar com a cabeça no colo de Júlia.

Júlia foi tomar banho enquanto eu colocava o bercinho junto à cama com meus ajudantes. Foi extremamente prático e rápido. Depois desci com eles para jantar. Dom permaneceu acordado o tempo inteiro no meu colo, quietinho, olhando em volta e mexendo os braços de vez em quando.

Os dois ficaram entretidos tentando chamar a atenção dele. Milena fazia caretas, cantava baixinho e mostrava brinquedos. Kaique conversava sem parar, perguntava se ele estava gostando de ficar acordado à noite e dizia que aquele era o horário mais legal porque era quando todos estavam finalmente em casa.

Jantei com uma mão só entre uma garfada e outra, porque Dom não queria saber de ficar deitado. Minha mãe e Dona Jacira se revezavam puxando assunto com ele, como se ele fosse responder a qualquer momento. Quando terminei e já estava prestes a levar o jantar de Juh para cima, ela me chamou.

— Deixa ele um pouquinho aqui com a gente — Minha sogra pediu, erguendo os braços.

Eu sorri e passei o nenequinho para a vovó.

Subi com a bandeja, mas quando cheguei no quarto Juh ainda não estava ali. Fui até o banheiro para ver se tinha acontecido alguma coisa. Ela estava sem roupa, apenas com uma toalha ao redor do pescoço, e virou de frente para mim.

— Quase nem dá para ver minha cicatriz, olha — Juh me mostrou, e eu cheguei a agachar para conferir.

— É, bem fininha — Falei, tocando ainda com cuidado.

Quando levantei, ela cruzou os braços atrás da minha nuca e me abraçou.

— Cadê Dom? — Juh quis saber.

— Lá embaixo, gatinha... — Respondi, acariciando o cabelo dela.

Passei a mão nas costas nuas dela, subindo e descendo.

— Amor, eu sei que externamente você está vendo tudo sequinho e tal, mas não esqueça que tem apenas um mês e alguns dias que você passou por uma cirurgia. Dentro de você, há camadas tentando se restaurar. Seu corpo está em recuperação. Não fica subindo e descendo esca... — Eu ia dizendo e ela me calou, pondo um dedinho nos meus lábios.

— Me dá um beijinho? — Juh me interrompeu, pedindo toda manhosa.

Eu só conseguia pensar que precisava de muita força e sabedoria para conduzir aquela situação, porque a minha vontade era facilitar tudo e esquecer qualquer bom senso... Eu queria mesmo era ser fraca e ignorante!

Beijei ela de forma rápida, porém Júlia aprofundou na mesma hora. Segurou meu rosto com firmeza e encaixou a boca na minha de um jeito que quase me fez perder a linha do raciocínio.

— Mulher... Cê tá louca, é? — Perguntei, rindo.

Ela fingiu que não me escutou e me puxou novamente para um beijo.

Dessa vez, me prensou mais contra ela, deslizando as mãos pela minha nuca. A boca dela vinha decidida, quente, insistente. E eu ainda procurava manter alguma lucidez.

— Amor... — Tentei novamente.

— Me pegue direito, sem medo, por favor! — Júlia falou enquanto colocava minhas mãos em sua cintura.

Obedeci.

Segurei a cintura dela com firmeza e a trouxe para mais perto. Beijei do jeito que ela queria, sem cuidado excessivo, sem freio, deixando a mão correr pela bunda e apertando o corpo dela contra o meu. Júlia correspondeu na mesma intensidade, me beijando entre sorrisos e pequenas mordidas que só pioravam a situação.

Por alguns segundos, esqueci completamente de qualquer palavra sensata que eu mesma tinha dito minutos antes. Só retomei a consciência quando percebi que, se continuasse, não ia parar tão cedo e me afastei rindo, ainda sem ar.

— O seu jantar está servido, mas não sou eu, não — Brinquei e deitei pegando fogo dos pés à cabeça.

— Amor, se esses quarenta dias passarem e você vier com esse papo de restauração... Aiai! — Júlia abriu a porta depois de um tempo só para dizer isso.

— Que muié safada, meu Deus... Quer quebrar o resguardo e ainda está brava porque eu estou sendo sensata — Brinquei.

Juh não respondeu, mas deu para ouvir ela rindo.

A noite foi normal. Nem tranquila, nem agitada. Dom dormiu por períodos um pouco maiores do que vinha dormindo durante o dia, o que ajudou bastante, mas toda vez que acordava era chorando no volume máximo, como se precisasse compensar o tempo quietinho. Entre mamadas, trocas de fralda e pequenas tentativas de voltar a dormir, as horas foram passando.

Em uma dessas vezes, despertei com o choro dele e percebi que Júlia não estava na cama.

— Amor? — A chamei, pensando que estava no banheiro, mas ninguém respondeu.

Levantei e, quando abri a porta do quarto, vi Kaique no colo de Juh no sofá. Desci até eles e Kaká precisou sair do colo da mamãe para que ela pegasse Dom. Contudo, ele ficou com uma carinha de choro que me deu muita dó.

— O meu colinho serve? — Perguntei, e ele veio facinho, me agarrou.

Sentei com ele e fiquei fazendo carinho no cabelo, depois mergulhei no pescocinho para encher de beijo.

— Ele estava com febre de novo, amor — Juh me informou.

— Mas já passou — Kaká respondeu.

— Você está com ciúme, não é, filho? — Questionei para confirmar o que eu desconfiei o dia inteiro.

Ele só acenou positivamente com a cabeça.

— Obrigada por me contar a verdade, amor, foi muito corajoso da sua parte... Ciúme não faz ninguém ser ruim. Só mostra que você ama e está acostumado com sua família e tem medo de perder espaço... — Falei baixinho.

Ele ficou quieto, me ouvindo.

Juh ajeitou Dom no peito e esticou a mão livre até a perna de Kaká.

— Você nunca vai perder o seu lugar aqui, filho. Nunca. Nem Milena, nem você. O amor aqui só aumentou — Ela disse.

— No momento vocês só têm necessidades diferentes, com direcionamento de atenção também diferentes. Entende? — Perguntei.

— Eu amo meu irmão, mas... Não sei, não controlo... — Kaique falou e enfiou o rosto em mim.

— Você vai ser uma das pessoas preferidas dele do mundo inteiro. Já parou para pensar nisso? — Perguntei.

Ele ergueu novamente o rosto e deu um sorrisinho.

— Porque eu sou seu irmão mais velho — Kaká disse baixinho, encostando um dedo no pezinho de Dom.

— Porque você é Kaique! — Exclamei, fazendo cócegas nele, que se contorceu e entregou o sorrisão característico dele.

Com o clima bem mais ameno, ficamos mais um tempo ali na sala até Dom terminar de mamar e voltar a pegar no sono. Kaique já estava tranquilo outra vez, encostado em mim, fazendo carinho distraído na mantinha do irmão.

Quando tudo acalmou de vez, subimos para aproveitar o restinho da madrugada. Levei Dom para o quarto, ajeitamos o berço ao lado da cama e organizei o que poderia precisar nas próximas horas. Juh foi ao banheiro enquanto eu acompanhei Kaká até o quarto dele. Parei na porta e olhei para meu filho, que já se enfiava debaixo do cobertor.

— Quer que eu durma com você hoje? — Perguntei.

Ele negou na mesma hora com a cabeça.

— Não... Quero que a senhora ajude a mamãe a cuidar das necessidades do meu irmãozinho — Respondeu com a maior seriedade do mundo.

Eu sorri, me aproximei e beijei a testa dele.

— Você é um menino incrível, sabia? — Falei.

— Eu sei — Ele respondeu, se achando, e eu ri.

Apaguei a luz, deixei a porta entreaberta e voltei para o quarto. Júlia já estava deitada e Dom seguia dormindo quietinho no berço.

Deitei ao lado dela em uma conchinha e beijei seu pescoço.

— Peguei direito agora? — Sussurrei no ouvido dela.

Juh virou rindo para mim, segurou no meu rosto e me deu um selinho.

— Aconteceram tantas coisas hoje que eu nem lembrava mais disso — Ela falou enquanto se ajeitava em meus braços.

— Bora dormir uns segundinhos porque daqui a pouco ele acorda de novo — Disse-lhe.

— Traz Brad amanhã? Estou com saudade... — Juh me pediu, toda dengosa e eu confirmei já fechando os olhos.

Nosso cão estava na casa do meu irmão.

E é a última coisa que eu me lembro, porque apagamos completamente.

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Foto de perfil de Lore Lore Contos: 177Seguidores: 52Seguindo: 5Mensagem Bem-vindos(as) ao meu cantinho especial, onde compartilho minha história de amor real e intensa! ❤️‍🔥

Comentários

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Pensei muito se deveria ou não escrever o desabafo aqui. como diz sua esposa: não me analisa, lore.

Sei que você é psiquiatra e involuntariamente nosso profissional é acionado mesmo sem querer. Mas não me analisa, pfvr.

1) Mais uma vez te peço PERDÃO, acho que vai além do que pedir um simples desculpa.

2) Em nenhum momento eu quis invadir sua privacidade, ou ser íntima de vocês. Mesmo tentando um contato com vocês foram daqui em redes sociais e etc...

3) Eu verdadeiramente me senti à vontade em comentar nas suas publicações, pq me senti próxima de vocês. Esse é maior erro do fã. Porque vocês não me conhecem e eu o mesmo.

4) em vários capítulos me vi em situações com vocês (principalmente os de dores), chorei, sorri, gargalhei, sentir raiva e inclusive me indignei com os comentários desnecessários daqui.

5) acho que acabei me sentindo a vontade de comentar e ser quem eu sou (na pura e sincera inocência do que senti). Confesso que não esperava esse freio/balde de água fria, pq de todo meu coração eu não falei no literal de ir na sua cidade e de fato conhecer vocês. Falei como uma brincadeira, e não dei a entender isso.

6) Por fim, vou esperar minha chateação e tristeza passar e quem sabe no futuro comentar de forma mais clara e comedida os próximos relatos.

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🗣️ KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Todas as vezes que leio que somos sábias, nos imagino assim: 🧙🏽‍♀️🧙🏻‍♀️ 😂😂😂😂😂😂

A verdade é que nós aprendemos com o tempo a dar valor ao diálogo. Nós conversamos muito sobre tudo e conhecemos uns aos outros, então acaba facilitando muitas coisas 🥰

O ciúme de Kaká foi fichinha perto do que estamos vivendo com Dom atualmente, e olha que o gurizinho ainda está dentro da barriguinha de Júlia... Socorro, Deus! 🥲 😂😂😂😂😂

Novamente muito obrigada pelo seu carinho com a gente. Somos grata por encontrar tanta gente boa por aqui. Beijão!!! 😘❤️

PS: Eu não tenho rede social pública :)

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Vocês duas são verdadeiras guerreiras, enfrentaram muitos desafios até chegarem ao momento de levar o Dom para casa. E não só vocês, mas o próprio Dom também, que, mesmo sendo tão pequenininho, já mostrou ter uma força enorme.

Fico encantada com a Mih e o Kaique; eles são incríveis! Pelo que sei, acho que têm algumas diferenças, assim como você e a Juh. Você e a Mih parecem ser mais racionais, enquanto a Juh e o Kaique são mais emocionais. Claro, isso não é uma regra absoluta, mas é o que percebo nos seus textos. Para mim, isso é muito importante; funciona bem para mim e para o Beto. Ele é mais emocional e eu sou mais racional, e juntos nós nos equilibramos, assim como vocês.

Acho que já mencionei isso antes, mas vou repetir: um dos melhores aspectos da história de vocês é a forma como conversam. É lindo ver como conseguem resolver tudo, por mais complicado que seja, com uma boa conversa.

Muito bom, como sempre, Lore!

Parabéns, minha amiga querida! 🤗❤️

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Dom foi gigante desde o primeiro segundo de vida. Tão pequeno por fora e enorme por dentro. Ensinou força para todo mundo ao redor dele sem nem precisar dizer uma palavra. ❤️

Na minha visão, os três são muito parecidos, porém depende... 😂😂😂😂

Acho que Kaká e Mih transitam bastante entre essas versões dependendo do momento, porque Milena é muito emocional também. E, em relação a irmãos, ela sempre quis muitos, então a chegada de Kaká e Dom representa momentos de realização para ela. Eu sempre digo que ela nasceu para ser irmã, porque o cuidado e a atenção que dedica são surreais. É algo muito natural nela, quase instintivo. Um dos muitos traços lindos que minha fia tem 😍

Já Kaká é mais dengoso mesmo, não tem para onde fugir... Adora um colinho, um carinho mais físico, e percebo uma leve dificuldade em lidar com grandes mudanças, até quando são coisas que ele deseja muito. Mas, quando consegue se abrir sobre o que está incomodando, o panorama muda rápido... E, imediatamente, ele esquece o problema 😂😂😂😂🤷🏽‍♀️

No geral, acho bonito perceber como os dois têm muitas camadas. Cada um com seu jeitinho, suas sensibilidades e formas próprias de amar... Como você disse, essas diferenças nos equilibram como família!

Legal você falar sobre isso, porque foi um ponto que comentei com Juh enquanto escrevia. A semelhança quando ela comentou sobre se sentir culpada pelo incômodo com os palpites de minha sogra, e Kaká ficou envergonhado por não saber explicar o ciúme do irmão, justamente por amá-lo muito. Acho interessante como, às vezes, sentimentos difíceis vêm misturados ao amor: A culpa que pode nascer do desejo de ser justa com todos, e o ciúme muitas vezes aparece por medo de perder espaço, atenção ou um vínculo importante.

Comunicação é vida! Evita muito problema e, nesse caso, serviu para nós duas termos uma direção em comum do que pretendíamos para o futuro do caçulinha. Mordemos a língua em quase todos os combinados, mas tudo bem 😂😂😂😂😂😂

Muito obrigada por seguir acompanhando, minha amiga! Beijão, estou com saudade!!! 😘❤️😘❤️

Misericórdia, me empolguei no comentário 👀✍🏽

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Eu acho que a diferenças sim, entre todos, até porque não tem como ser igual. Acho que as diferenças entre Kaique e Mih não são gritantes, provavelmente eu ache Mih mais razão por ela ser mulher, geralmente mulher amadurece mais cedo e mais rápido. As diferenças entre você e a Juh já são bem gritantes, porém vocês se encaixam perfeitamente. Assim como os meninos e o mais importante é que a um equilibro e vocês se dão muito bem. Na verdade vocês são lindos juntos. ❤️

O amor é o sentimento mais bonito que existe, mas junto dele veem outros sentimentos que não são muito legais, como ciúmes, insegurança, medo, e alguns outros, se a gente não souber lidar com isso, esses sentimentos acabam atrapalhando e muito. Porém vocês sabem lidar com isso muito bem, e dá melhor forma possível, conversando e principalmente explicando as coisas de uma forma perfeita para os mais novos.

É quase impossível manter esses combinados aí, eu te entendo. Kkkk

Mas o importante é que vocês mantém isso sempre, uma boa conversa.

Por nada amore! ❤️

Estou com saudades de você também, minha vida anda meio corrida, mas prometo aparecer sempre que der. 🤗😘

Amo ler o que você escreve, fique sempre a vontade para se empolgar. rsrs

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Exato... Eu até que gosto dessas nossas diferenças e de perceber como nós lidamos com elas.

Gosto de pensar que o amor é lindo e delicado. Ele exige maturidade de nós para lidar com os desafios que aparecem no meio da jornada, mas, se houver diálogo, respeito e clareza, todos os obstáculos podem se tornar parte do nosso crescimento como pessoa.

A nossa vida está bem corrida também. Na verdade, eu nem sei como estou conseguindo postar aínda 😂😂😂😂😂

Então te entendo, minha amiga. Apareça quando der e a gente vai se falando para não morrermos de saudade! 😘❤️😂

Amo ler tudo que você escreve, amo ter você aqui, amo você! 🥰🥰🥰🥰🥰🥰

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Meu nenenzaaaao ❤️

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❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️😘

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😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘❤️

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Minha Famozinha preferida! 📸🤗😘

❤️❤️❤️❤️❤️❤️😘😘😘

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Minha Rainha Favoritaaaaaa 👑❤️🥰

😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘

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Você que é antenada sobre vôlei e é uma fonte confiável, é verdade que a Sofya está voltando para o praia?

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Simmm, Voloch cravou q ela está confirmada no praia!

O Osasco fez uma grande movimentação também, e ainda fechou com Stysiak 😲

O salário de Brait provavelmente era babado 😂😂😂

Sinto q os times estão montando um Megazord para 2026/2027 e o Minas vai contar com o poder da amizade 😂

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Pelo menos o Minas vai ser campeão de novo esse ano. Kkkk

Eu gosto muito da Sofya, estou muito feliz com essa notícia.

O Minas com certeza vai contratar bem, ainda mais com as saídas que já estão confirmadas.

Mas a Brait merecia ganhar muito bem, além de ótima libero, ele deu a vida ali no Osasco.

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Você confia mais nesse meu time do q eu, Jú 😂😂😂

O Minas vem com Luzia e Basso, o passe desse time, mds... 😬

Simmm, muitos anos de dedicação e ótima líbero mesmo. Gosto muito dela ❤️

Viu q o Cone perdeu? A final da Champions será Turca!

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É que eu não confio no meu time Juh. Kkkkkkkkk

O Praia está no lucro só de ir na final, o time é bem fraco.

Vi não menina, eu estou por fora da champions. Essa final eu quero ver, vai pegar fogo. Kkkkk

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Estou zeeeero confiante no Minas 🙃

Muitoooo 🔥

E eu n faço ideia de quem leva 😁 😂😂😂

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Tenho certeza que o Minas leva, 3x0 fácil, ainda mais que a Fingall vai jogar. Kkkkk

A única esperança do praia é se a Caffrey estiver em um dos melhores dias dela.

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DEUS TE OUÇA E FAÇA ACONTECER 😂

3×2, n sei pra quem, mas espero q para o Minas 🙏🏻

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Jú, você quer saber se é menino ou menina? 🙂

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3x2 seria incrível para a gente ver, e que vença o melhor.

Quero, mas se não poder contar, eu vou entender. Na verdade não perguntei porque eu não sabia se você poderia contar, ou não. rsrs

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Eu quero muito um jogão emocionante 😍

É menino de novo 💙😂

Claro q posso contar pra ti, minha diva, eu só n sabia se você queria esse "spoiler" 😂😂😂

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Vou tentar melhorar da ressaca antes do jogo começar. rsrs

Dormi com o celular na mão conversando com vocês. Kkkkk

Claro que eu queria, até porque vai demorar a chegar nessa parte da história. Obrigada por compartilhar. 🤗❤️😘

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O Praia n quer me ver feliz hoje 😭

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(Muito menos o Minas)

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Tem muito jogo ainda, tudo pode acontecer Juh acho que não vai ser fácil assim não.

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Vai ser 3×0 😮‍💨😮‍💨😮‍💨

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Depois do 14x10 contra o flamengo, eu só acredito que ganhou quando o fizer o ponto final.

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Socorro 👀😂😂😂😂😂

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🙂‍↔️

Kkkkkkkkkkk

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Parabéns pelo título, Jú!!! 🏐🥇

O Praia atropelou 🚜

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Sabe quando você só acredita vendo e mesmo vendo você não acredita? É tipo o que estou passando agora.

Obrigada Juh! 🤗

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Kkkkkkkkk, comemora q é teu! 🥇

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Vou comemorar mais tarde, estou aqui vendo futebol feminino, estou tensa. Kkkkkk

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Eu só assisto o futebol feminino da seleção 😂

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Eu vejo os da champions feminina, do campeonato inglês e alguns da liga americana. No momento estou vendo Barcelona X Bayer, é semi final da champions. rsrs

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Só mais uma coisa, um jogo só na final é muito injusto na minha opinião, o time que faz a melhor campanha não tem vantagem alguma.

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Eu n gosto de final única por isso 🥴

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Tinha que ser como nas quartas e semi, três jogos e o da melhor campanha fazendo dois em casa.

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Sim, eu n vejo necessidade desse jogo ser em SP, sendo q os dois times são mineiros 😂😂😂

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O problema foi q o Minas bateu com a quadra nas bolas do Praia, amor... Se não fosse isso, o Minas levava fácil 😐 ❤️😂😂😂

Ano que vem elas ganham, gatinha 💙🥇

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Continue, mais tarde tem Flamengo 🙃

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Todo remendado e contra o Vasco 😂😂😂😂

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A sorte que é contra o Vasco. Kkkkk

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O Vasco vem em uma crescente com Renato Gaúcho e é clássico... Tem tudo para dar errado 😂😂😂😂😂

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Acho que dá flamengo fácil, mesmo com o time remendado. Kkkk

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🥴

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Vou parar de dar palpites. 🤐

Kkkkkkkkkkk

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Meus bichinhos sofreram hoje 😂😂😂😂🤦🏽‍♀️

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O Beto me ligou a pouco, estava todo feliz porque o Praia ganhou e o São Paulo estava ganhando, foi olhar agora e o São Paulo levou o empate aos 51 do segundo tempo. Kkkkk

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Os meninos não gostam do Bahia, estavam secando, mas nada que eles torceram hoje funcionou bem 😂😂😂😂😂😂

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Putz, hoje eles não deram sorte mesmo. rsrs

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Epa, você disse que ia ser Minas 3×0 😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂

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Kkkkkklkkkkkkk verdade, mas dessa vez pode por fé, ou não. Kkkkkkk

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Eu preciso muito dessa vitória para levantar o ânimo da casa 😂😂😂😂

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Vai dar certo, tenha fé. 🙏🏻

Kkkkkkkkk

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Dom está tirando todos os confetes azuis do gramado, porque azul é do Minas 😂😂😂😂😂😂😂😂

(Estou incentivando, porque pelo menos está limpando 🙌🏽😮‍💨)

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🗣️Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

(Errada você não está. Kkkkk)

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Ela estava ansiosa para te dizer que amanhã tem chá revelação, porém mimiu 😂😂😂😂😂

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Tadinha. rsrs

Eu estou com dificuldade de ler e escrever. 🍺

As vezes as letras parecem formiguinhas na tela do meu celular. Kkkkkkkk

Juro que amanhã com calma leio e repondo sua resposta ao meu comentário, no momento, não me sinto bem para fazer isso. Kkkkk

Amo vocês. ❤️

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Tranquilo, gaaata, beba e aproveite por mim também 🍻😂😂😂😂

Também te amamos!!! ❤️

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Acho melhor eu parar e ir dormir, já passei dos limites hoje. Kkkkkk

❤️❤️❤️❤️❤️😍😘

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😂😂😂😂😂

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Tô só o pó da rabiola. 🫩

Kkkkkkkkkkk

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Rebaaaate 🍻 😂😂😂😂

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Já fiz isso, dez minutos depois que comentei, agora já estou vendo formiguinha de novo. Kkkkkkkkkkkk

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Esse fim de semana eu ó 👎🏽

Nem uma gota 🥺 😂😂😂😂

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Sinto muito. 🥹

Eu bebi todas e vou beber mais um cadim hoje, amanhã eu paro. Kkkkkk

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Amanhã eu vou tomar umas, mas com o pé no freio porque segunda-feira é logo ali 🥵 😂😂😂

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Amanhã so vou ficar na água e no suquinho. Kkkkkkk

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👀🙂🙈

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