Agosto. O dito mês do desgosto. Sempre fiz pouco caso disso até ser acertado dos todas as agruras que esse mês poderia presentear uma pessoa. Além de um mês completamente arrastado e longo, foi de muito sofrimento. Não digo nem tanto por mim mas principalmente, pelas pessoas que me cercam. Do meu melhor amigo até Carol. Muitas pessoas foram impactadas, com intensidades diferentes mas levei algum tipo de sofrimento a todas elas. Mas vamos começar por mim, a quem nesse momento julgo menos importante.
Tive que voltar com Raoni algumas vezes na delegacia. A polícia tinha uma grande dificuldade de entender que eu era um empresario do ramo da tecnologia e em ascensão. Tentaram pegar inconsistências e que nunca haviam. Era tedioso mas não preocupante. A coisa começou a degringolar quando houve uma súbita mudança na condução da investigação. Entrou um senhor mais velho. O clássico policial carioca: barrigudo, cabelo ralo e grisalho e um bigode vistoso também grisalho mas de pontas amareladas. Tinha um olhar meio psicótico e gritava o tempo todo, o que me irritava profundamente. E isso era só a ponta da lança.
O cara que foi parar lá embaixo da sacada, era Fabio Schmidt. Demorei a sacar quem era. Não o via faziam anos. Foi por causa desse idiota que comecei a namorar Juliana. O imbecil que a socou no rosto. Eu ri quando falaram quem ele era e Raoni me repreendeu antes que o delegado visse. De alguma forma, a investigação tomou outro rumo. Eles tratavamaté então como tentativa de homicídio por legítima defesa e uso desproporcional da força. Mas agora... A coisa virou e passou a ser considerado uma tentativa de homicídio duplamente qualificado, por futilidade e emboscada. Nem Raoni entendeu o que se passava e eu possivelmente teria sido preso se o tal Gean não tivesse chegado a tempo de intervir. Ele chegou, causando um tremelique no velho gordo. Disse que não poderia prender-me pois eu estava colaborando e era réu primário. Sai de lá com a sensação de estarem armando pra mim, o que Gean confirmou mas não se demorou, subiu logo em uma Indian Scoutbobber preta e logo sumiu entre os carros.
O outro problema: meu caso chegou a imprensae o sensacionalismo comeu solto. Felizmente, as meninas não foram envolvidas. As manchetes davam conta de que eu era um homem violento com historico de violência. Passei a receber ameacas diariamente. Por conta disso, meu sócios romperam comigo. Era previsível. Associar a marca a um possível assassino era a receita pra tudo ir mal. Ainda sim, não puderam se aproveitar do meu produto. Fiz um contrato bem amarrado e eles não poderiam explorar aquilo pelos próximos anos. Carol foi demitida. Descobriram que ela havia me alertado sbre a manobra deles. Nós encontramos para que eu pudesse me despedir dela adequadamente mas fomos fotografados juntos e também ganhei a fama de promíscuo. Ela me ligou chorando e aquilo doeu muito mais que a surra. Tentei acalma-la, falei com Raoni em uma das idas ao advogado. Gean estava presente e escutou tudo enquanto lia os relatórios. Ele e Raoni desenvolveram uma amizade interessante. Parece que Gean era um dos melhores criminalistas do país e logo Raoni começou a ser tutorado por ele. Enfim... Eu contava ao meu amigo sobre Carol. Quando terminei, Gean, sem nos olhar comentou algo.
-- essa pessoa é realmente importante pra você? Você atesta a competência dela?
Olhei pra ele tentando avaliá-lo mas a calma dele me era familiar. Era a mesma que eu tinha quando lidava com algo ao qual eu dominava. Um mini sorriso nasceu brevemente no canto dos meus lábios antes de responder.
-- eu atesto. Carolina sempre foi grande demais para a função que desempenhava. A quantidade de cursos e conhecimento dela garantiriam facilmente um cargo de secretária executiva, senão mais. – eu disse, sinceramente orgukhoso.
Gean me olhou por alguns minutos e fez uma anotação sem mais nada a dizer. Fiquei esperando alguma reação ou comentário mas, não tendo feito mais nada, apenas olhei pra Raoni confuso. Ficamos ainda um tempo mas logo Gean se foi e Raoni seguiu logo depois. Minha vida tava um turbilhão e meu irmão não soltava a minha mão. Sabia que ele e Ivete também estavam balançados mas ele não se abria e eu esquecia sempre de perguntar. E sempre me sentia egoísta depois.
Eu me afastei de Juliana e Adriana quase que imediatamente. E de Raoni e Ivete também. A propagação daquela reportagem sensacionalista me pôs em foco como um alvo. Não quis por em risco as pessoas que amava e me mudei para um Flat pequeno mas aconchegante no centro da cidade. Procurava não sair e me afogar no trabalho para esquecer aquele período trevoso e nefasto pelo qual passava minha vida. As meninas não aceitaram. Era óbvio não posso dizer que não fiquei feliz por isso mas fiquei bem preocupado. Elas vinham me visitar juntas e, apesar de não transarmos, aquilo era um alívio pra minha cabeça e meu coração. Ainda sim, em um dos encontros ambas pareciam inquietas.
-- o que tá acontecendo? Vocês não estão normais... – disse enquanto nos servia de mais vinho.
Elas se entreolharam e Adriana ia começar a falar quando Juliana segurou sua mão, a fazendo se calar. Elas se olharam e Adriana assentiu, como se conversassem telepaticamente. Ju respirou fundo e virou pra mim.
-- Marcus, não aguentamos ficar sem fazer nada. E você sabia que isso ia acontecer. Aliás, nem precisei de muito. Meu pai quando soube me ligou sem acreditar nas reportagens. Pedi que ele acionasse os contatos dele e me passou o e-mail de uma pessoa especializada em segurança digital e- interrompi, já cansado.
-- qual a dificuldade de vocês em ficarem quietas?! Falei pra não se meterem!!!! – falei, mais exaltado e duro do que gostaria de admitir. – NÃO. SE METAM. NESSA MERDA!!!!
Meu sangue fervia elas se punham em risco e em uma evidência que eu não queria. Enquanto fizessem parecer que foi uma briga, elas não seriam citadas ou procuradas. A posição de Juliana me deu ódio. Ódio esse que foi suprimido de maneira imediata.
*SLAP*
A mãozinha dela cortou o ar com grande velocidade acertando em cheio meu rosto, fazendo minha cabeça virar. Eu havia esquecido que ela fizeram boxe e pela potência do tapa, não perdeu o jeito. Eu olhei pra elas indignado. Adriana sustentava um olhar duro e Juliana tinha os olhos marejados de tristeza.
-- seu idiota!!! Idiota idiota idiota!!! Você quer proteger a gente e como acha que a gente se sente sem poder fazer nada por você?!!!! Como você acha que a gente se sente escutando um monte de mentira sobre o cara que a gente ama?!!! Você nos tira a única coisa que a gente não para de pensar!!! A gente só quer te salvar!!!!!!!! – ela dizia enquanto as lágrimas rolavam.
Adriana pôs a mão em seu ombro e se aproximou. Me olhando com uma dureza que me deixou desconcertado.
-- nós somos livres. Você não manda na gente e a gente não vai ficar quieta vendo o homem que a gente ama ser arrastado pra um mar de lama ao qual ele não pertence. Você vai aceitar a ajuda. Porque é a única coisa que você pode fazer.
Eu fiquei verdadeiramente constrangido. A gente como homem, tem um instinto protetor muito aguçado e isso, as vezes,atrapalha quem nos oferta ajuda. A minha negativa constante e minha imposição do afastamento delas, foi um puta ato de egoísmo e eu merecia aquele esporro. Eu sofria com a possibilidade delas serem massacradas como eu estava sendo. Mas não percebi que me afundando sozinho nesse caso, também as fazia sofrer. Me amaldicoei. Por não ter percebido a dor que causava e por novamente me sentir um menino bobo. Baixei a cabeça pensando na merda que fiz e quando ergui novamente o olhar, encarei as duas e peguei em suas mãos.
-- meus amores, me desculpem. Eu imagino a dor que sentiria se alguma de vocês passasse por isso. Busquei tanto protegê-las que não vi o quanto minha decisão causou sofrimento a vocês. – elas e olharam e sorriram. – e então, minhas defensoras da lei... O que descobriram?
Elas riram em um breve momento de descontração. E Ju, limpando os olhos, continuou o que havia começado.
-- então... Essa pessoa ficou de fazer a análise das filmagens as obtidas e as do monitoramento interno. Ela pediu um tempo mas disse que me envia tudo até o fim do mês.
Ela me olhava com espectativa mas eu não era bom nessas coisas. Não sabia o que sairia dali.
-- o que acha que veremos? Eu não sei o que esperarComo Fábio e Daniel entraram na festa.
-- Raquel liberou a entrada. Ela era a dona da casa – resmunguei.
-- eu sei que você não gosta dela, amor. E eu também não depois do que ela tentou fazer com Adriana. Mas não pode ter sido. Eu mesmo entreguei a lista na portaria. – dizia enquanto alisava meu rosto.
Ela ter me chamado de amor depois de tanto tempo fez meu coração acelerar. Eu tenho certeza que sorri de forma idiota porque ela riu olhando minha cara de bobo. Adriana via aquilo tudo sem falar nada, visivelmente incomodada. Apontei pra ela com os olhos e Ju e tendeu na hora. Ela se afastou e eu estendi a mão pra Adriana, a chamando. Ela me deu a mão e, rapidamente, a puxei pra mim, a abraçando forte. Ela riu e a tensao aliviou.
-- e você, meu amor? O que fez? – disse alisando suas costas sob o olhar atento e... Excitado? De Juliana.
-- Gean...é o advogado de um grande amigo. Eu pedi ajuda pra ele e já sei de tudo que está acontecendo. Felipe me alertou que fariam uma caça as bruxas com você. Você só não tá preso porque Gean e Raoni são muito bons. Aquele delegado que foi designado pro seu caso... Delegado Peixoto. Envolvido com política e com gente graúda. Seja lá quem esses dois eram, eram filhos ou netos de pessoas importantes.
Puxei Juliana mais uma vez paramos meus braços e fiquei com as duas ali. Entendi o que estavam fazendo e o que iriam fazer. Era gostoso ter as duas ali. Sabia que em algum momento aquilo poderia se tornar um pesadelo mas enquanto isso, ia aproveitando dessa paz.
A noite transcorreu numa boa. Bebemos, conversamos, rimos... e nos declaravamos. Mesmo que silenciosamente. Fiquei as observando e ambas estavam visivelmente nervosas. Pareciam ter algo a dizer mas estavam tensas, se entreolhando de tempos em tempos. Acusei a percepcao do golpe e perguntei olhando pras duas.
-- vocês tem algo mais a me contar, não é?
Elas se entre olharam de olhos arregalados e um sorriso nervoso nasceu nos lábios de Juliana. Adriana riu também mas relaxada, aquele sorriso que eu aprendi a amar e que rachava meu coração ao meio.
-- Marcus, nada aconteceu... Mas eu quero. Eu... Esse mês... A Adriana... A gente tem... Proximidade... – ela falava de maneira desconexa e gesticulava muito. – nós duas... Você...
Adriana fez um carinho no queixo dela que a tranquilizou e tomou as rédeas da situação explanando o que Juliana tentava dizer e explodindo minha cabeça.
-- eu e a Ju... A gente se aproximou. Demais. Queremos lhe falar que vamos dormir juntas... Ela tá curiosa e eu tô muito afim de experimentar do seu vício... – ela falava comigo mas elas se entreolharam com um olhar cúmplice e um desejo muito mal escondido.
Eu ri. Primeiro de nervoso por pensar que poderia perder as duas pela minha indecisao.Mas depois fiquei feliz. É estranho. Você sabe que ama verdadeiramente alguém quando tudo o que mais importa é a felicidade daquela pessoa. Eu já tinha causado dor e humilhação demais a Ju e sabia que ela não havia feito nada. Não por ter ensinado alguma lição ou consciência do medo que incuti nela depois daqueles meses de terror. Eu sabia porque voltei a confiar nela e isso também me aliviou. Respirei fundo olhando pra elas.
-- vocês são solteiras, meninas. Não me devem qualquer explicação ou satisfação... – disse mas depois notei que aquelas palavras podiam soar pior do que eu queria e foi justamente o que aconteceu.
Ambas recuaram os corpos repentinamente como se eu as houvesse empurrado. Se olharam tensas e visivelmente constrangidas. Juliana olhava para o chão e podia ver seu rosto vermelho e seus olhos querendo marejar. Já Adriana me olhava com um misto de raiva e tristeza, com uma decepção profunda. Ela se aproximou de Juliana e a abraçou, fazendo minha baixinha se tremer toda. Ela não se desvencilhou do abraço e ainda pôs as mãos sobre os braços de Adriana. E eu ri.
-- perdão, meus amores, não foi isso que quis dizer... – andei até Juliana e Adriana. Ergui o queixinho de juh e lhe dei um beijo suave nos lábios. Depois olhei pra Adriana e, por um momento, exitei. Mas Juh já sabia o que se passava e da mesma forma que lutaria por ela, também lutaria por Adriana. Então também a beijei – eu amo vocês duas.
Elas ficaram me olhando e foi a primeira vez que falamos abertamente sobre isso. Não queria fazer isso em meio aquele turbilhão mas não esperava que elas fossem se curtir e Juliana quisesse experimentar, afinal, até onde sabia, nunca havia tido interesse.
-- mas não menti. Nesse momento, na vida de vocês... vocês estão livres... Primeiro, porque seria injusto com você, minha baixinha. Você me permitiu me despedir das pessoas que me tornaram uma pessoa melhor... Pra você... – olhei pra Adriana e ela olhava pro lado meio envergonhada. A puxei pelo queixo e a encarei – ... E pra você. Eu não quero ser um empecilho em uma experiência pra vocês, seja lá qual for a experiência. E segundo e mais importante, pelo menos pra mim. Eu tô praticamente alheio ao que acontece com vocês duas. Se vocês estão aqui é porque já estão prontas e eu agradeço e aprecio o cuidado comigo... Principalmente você, Ju. Obrigado.
Elas me abraçaram não final. Adriana sorria e Juliana chorava mas o sentimento era o mesmo. Eu naosabia o que existia ali: se era só vontade, curiosidade... Se existia a possibilidade de ser algo mais... Pra mim, não importava. Tudo o que realmente eu zelava e torcia, era pra felicidade de ambas. Mesmo que essa felicidade não me envolvesse. Ficamos um tempo abraçados.
Juliana estava abraçada comigo e de mão dada com Adriana enquanto a encarava. Adriana agarrou-se a mim mas sem tirar os olhos de Juliana. As mãos de ambas subindo com um toque sutil pelos braços, um toque quente e quase elétrico, fazendo os pelos de ambas se arrepiarem. As mãos chegam ao rosto, acalentando de forma terna, gentil. Ela se curvam e, se tirar os olhos uma da outra, se beijam. E eu me afasto, as pegando de surpresa.
-- não, não!! Rápido demais!! – me afasto até o sofá – o que tá acontecendo aqui?
Elas me olham surpresas mas também com um sorriso. Ambas. Se é difícil lidar com Juliana a quem sempre amei, imagina com Juliana e Adriana, a quem eu aceitei estar apaixonado. Sentei no sofá enquanto elas se aproximavam.
-- amor, eu não sou boba. Eu sei que dentre as mulheres que você sai, a Adriana mexeu com você, e tudo bem. Tive tempo pra conversar, nos acalmar, falar sobre você. Eu... Não quero nada entre a gente. Não mais. Dúvidas, medos... Desejos. Ou a gente partilha tudo ou isso – aponta prós três – não vai fazer sentido.
Respirei fundo. Meu corpo já reagindo aquela loucura.
-- quero. Quero muito isso que você insinuou. Mas não agora. Não até essa loucura terminar.
Elas sorriram, me beijaram e se jogaram no meu colo. Ficamos com umas brincadeiras gostosas. Elas já me beijavam de língua enquanto eu apertava o corpo da outra. Apertavam meu pau enquanto me mordiam eu alisava suas bucetas molhadas enquanto elas fingiam que não queriam. Foi terrivelmente excitante mas tinha planos pra isso e não queria que fosse assim. Encerrei a brincadeira, deixando as meninas com um lindo muxoxo. As acompanhava até a saída do flat quando o problema apareceu.
Uma quantidade de repórteres e pessoas que nunca vi na vida estavam na portaria e, assim que me viram, partiram pra cima de mim me chamando de bandido de assassino. Ato contínuo, puxei as duas pra tras de mim enquanto vociferavam os maiores absurdos. Eu estava indignado porque não sabia como aquilo tinha tomado tal proporção. Me incomodava mas dava pra aguentar. Eu fui maltratado e humilhado boa parte da vida e pra proteger as duas, eu não ligava de ter que escutar algumas baboseiras de um povo esquisito. Mas não contava com minhas princesas guerreiras. Elas seguraram o quanto puderam até que explodiram e começaram a xingar de volta e uma gritaria se formou com alguns caras querendo crescer pra cima delas até que, em uma cena digna de Chaves, quando todos pararam, uma voz solitária de um dos homens que gritavam com as meninas surgiu
-- tem gente que contrata seguranca e ele contrata put- - ele não terminou.
Era incrível como minha agilidade não era condizente com o meu tamanho e como isso pegava as pessoas desprevenidas. Em dois passos eu estava cara a cara com ele, sem encostá-lo, apenas o encarando. Eu sentia minha cara pegando fogo e meus olhos deviam estar injetados. O cara engoliu em seco e não conseguiu andar pra trás porque tinha gente atrapalhando ele.
-- eu não vou reagir aos seus xingamentos. Se você se referir a qualquer uma delas novamente dessa forma, eu juro por Deus, eu vou preso mas será por matar um filho da puta de boca grande na porrada. Então... Fala mais uma vez o que elas são. – eu não gritava. Meu tom de voz era baixo, quase convidativo.
Pude ver uma gota fria de suor escorrer-lhe pela testa. Um sorriso amarelo mas presunçoso começou a brotar na face do homem. Era um homem corpulento, de camisa suada e calça maior do que as pernas. Tinha um bigode que os pelos entravam na boca e se misturavam com o nariz e uma cabeça de cabelos ralos mas aínda sim oleosos. Aqueles olhinhos de porco me miraram e ele se emperrigou ao olhar pro lado e ver ser pequeno grupo.
-- e tu vai fazer o que na frente dessa gente toda, seu macaco? – eu falou baixo, me provocando.
Eu dei mais um passo pra frente ficando ainda maior que ele, que se encolheu. As meninas vieram pro meu lado tentando me afastar dele mas eu sorri pra ele. Um sorriso louco e predatório, assustador. Ele deu um passo atrás mas esbarrou no muro de pessoas e voltou a mim, me encarando assustado.
-- você vem pra minha porta me chamar de assassino. – eu ergui minha mão colocando na frente da cabeça dele e apertando com força – imagina o quanto de pressão que ia precisar pra explodir sua cabeça de porco...
Ele foi pra trás e caiu sentado, assustado. Quando levantou, saiu esbarrando no povo, abrindo caminho na força e derrubando as pessoas. Uma mulher cairia próximo a mim mas a segurei, evitando que se machucasse. Ela me olhou sem jeito mas agradeceu e depois olhou prós lados e continuou o protesto mas sem empolgação alguma. As meninas me tiraram dali e me fizeram voltar pro AP. Elas mesmo chamaram um carro de aplicativo e foram embora meio escondidas. O que não sabíamos é que aquele circo foi propositalmente armado e estávamos sendo gravados o tempo todo.
Depois disso, as coisas se complicaram bastante. Eu apareci na tv como um atacante do homem-porco. Diziam que eu era violento e que devia estar preso. Infelizmente, essa tv é bastante influente e, apesar de religiosa, profundamente envolvida com política. Principalmente a política do atraso. E calma que ainda piora. Raoni e Gean me obrigaram a não sair mais do apartamento e não receber mais visitas e ninguém além deles. Eu faria o que eles mandaram mas recebi duas visitas: uma foi Carolina, que passou como assistente jurídico de Gean e chegou a mim.
Quando a campainha tocou, eu me assustei e quando abri a porta, me assustei ainda mais. Ela agarrou meu pescoço e me deu um beijo de tirar o fôlego. Meu corpo correspondeu antes que eu conseguisse raciocinar o que estava acontecendo. Meus braços enlacaram a cintura dela a puxando para dentro. Fechei a porta com o pé e pressionei seu corpo contra a porta enquanto nossas línguas lutavam incansavelmente em nossas bocas. Quando estávamos quase sem ar, ela descolou nossos lábios e pude vê-la mais uma vez. E como era bonita aquela mulher. Seu cabelo sempre perfeito, as bochechas ruborizadas do beijo, seus olhos límpidos e dóceis. Vestia um terninho azul escuro de alfaiataria e saia que valorizava suas longas pernas e nos pés um scarpin também azul escuro.
-- eu sei que nosso contrato acabou mas eu te quero uma última vez. Sem jogos, sem brincadeiras. Uma última e memorável vez.
Concordei completamente dominado por aquela mulher. Ela tirou a roupa rápido, assim como eu. Estava com uma cinta liga rosa de seda e renda. Os seios sustentados por um soutien meia taca, as meias brancas presas as coxas. Ela saltou em cima de mim e enlaçou minha cintura. A carreguei assim mesmo para o quarto enquanto apertava sua bunda e voltamos a nos beijar querendo-nos nos devorar. A joguei na cama e beijei e mordia todo seu corpo. Começando pelo queixo, passando por aquele pescoço sexy, mordendo o ombro, apertando os seios ainda dentro do sutien, aquela barriga linda e retinha, parando no umbigo dela( área que estranhamente lhe dava muito tesão), cheguei naquele púbis lisinho e pressionei sua buceta que já estava encharcada por cima da calcinha.
Carol gemia com vontade. Conforme minha língua passeava pelo seu abdômen e seu púbis, eu via suas mãos apertarem o lençol de algodão branco com força. Seu corpo arqueava, buscando ainda mais meu toque. Passei o braço por baixo da sua cintura e mordia sua buceta por cima da calcinha, arrancando um gemido longo. Daqueles que eu gosto. E ela sabia. Arranquei a calcinha deslizando por aquele belo par de pernas e me lancei sobre ela, encaixando meu pau naquela gruta quente e molhada. Entrei em um golpe só e o grito dela só não foi ouvido por todo o prédio porque a beijei no mesmo momento. Comecei o vai-e-vem com força, tapando a boca dela com a minha enquanto a cama de carvalho ranger. O quarto, pequeno e minimalista, mesmo com ar condicionado, estava quente. Meu corpo começava a suar e o dela também. Com força e jeito, a puxei sobre mim, deixando-a de joelhos sobre o meu colo. Ela rebolava e sentava com força enquanto eu não me segurava e socava meu pau pra cima. Sentia suas unhas bem feitas se enterrarem em meus ombros enquanto voltavamos a nos beijar e ela gemia. Eu puxava sua cabeça pelo coque e mordia seu pescoco enquanto ela acelerava seus movimentos indicando que gozaria. Acelerei os meus e senti sua buceta me apertando forte e seu líquido escorrendo pelo meu membro até o meu saco. A tirei de cima de mim e a coloquei deitada de bruços sobre meus travesseiros.
Mordia e chupei de sua nuca até os pés, dando uma boa chupada em sua buceta e em seu cuzinho, arrancando gemidos. Ela pôs a mão pra trás forçando ainda mais minha boca em seus buracos.
-- que saudade!!! Que saudade!!! Me fode, meu senhor!!! Me marca uma última vez!!!
Ela pressiona o rosto no travesseiro gritando e gozando enquanto chupo seu clitóris e depois a penetrei com a língua. Com seu corpo mole, apontei meu pau pro seu cuzinho e fui entrando sem muito preparo. Quando ela foi gritar, dei-lhe um tapa estalado na bunda.
-- aguenta, putinha. Você pediu e eu tô te dando. Aguenta. – e forcei, entrando tudo, até meu púbis bater em sua bunda.
Eu socava com tudo, do jeito que ela gostava. A puxava pelos cabelos fazendo seu lindo e esguio corpo se curvar. Puxava até deixar somente a cabeça e empurrava com tudo. Ela gemia alto e sentia seus músculos retesarem. Apertava sua cintura com força e dava tapa na bunda e nas pernas. Enquanto ela rebolava e gemia mais. Quando sua respiração começou a falhar e o gozo a chegar, eu tirei o pau de dentro dela de supetão, via o delicioso estrago que fazia naquela linda bundinha. Os montes vermelhos e tão quentes que pareciam brasas, as coxas marcadas elos meus dedos como se fossem chicotes, as lindas preguinhas laceadas e completamente escancaradas, piscavam pedindo mais e me chamando.
Sentei na borda da cama e a chamei. A fiz sentar de costas pra mim o que fez sem questionar, pegou meu pau com iniciativa que não era permitida antes e o guiou até aquela bundinha deliciosa. Ergui suas pernas e pus seus pés sobre meus joelhos.
-- rebola, putinha. Devagar. E não goza.
Carol olhou por cima do ombro com aqueles olhos cintilando de desejo e assentiu quase tremula. Quando ela começou a rebolar, passei a mão pela sua cintura e comecei a provocar seu clitóris. Eu sentia seu cuzinho apertando meu pau e o rebolado se intensificando. Eu mordia suas costas e puxava seus cabelos.
-- que falta eu vou sentir de punir essa putinha gostosa!!! Mas se é a última vez, eu quero que seja inesquecível.
Eu puxei o corpo dela colando suas costas no meu peito. Comecei a esfregar seu clitóris mais forte e socar o pau com força em seu cuzinho apertado. Com a outra mão, eu batia em seu rosto. Acelerei os movimentos e ela gemia e rebolava descompassadamente.
-- ISSO, MARCUS!!!! UMA ULTIMA VEZ!!!! ME FAZ ESQUECER QUEM EU SOU!!! ME FAZ GOZAR PRA EU NUNCA ESQUECER VOCÊ!!! ME MARCA E ME QUEIMA PRA EU SEMPRE SENTIR FALTA DESSA ROLA!!! EU-... VOU... GOZAR..!!! NÃO AGUENTO MAIS!!!
Aquelas palavras mexeram comigo. Meus dedos entravam fundo em sua boceta e quando saiam, eu contornava o desenho dos labios até chegar no clitóris e acaricia-lo rápido. Sua respiração começou a ficar entre cortada e, ao contrário de todas as outras vezes, eu puxei sei queixo carinhosamente e a beijei. E o mundo dela se desfez.
Engraçado como as coisas mais simples podem ter um poder avassalador se colocadas no momento correto. Até esse momento, os gozos de Carol sempre foram comigo no controle. Apesar do carinho, havia muito da submissão dela. Mas esse, que seria o último, eu queria que ela lembrasse do que fomos de que mesmo a destruindo, eu também a admirava, zelava e gostava dela. Parece que essa confusão teve resultado.
Suas pernas se apertaram e ela passou a chupar minha língua com vontade enquanto sentia minhas coxas se molharem. O ar preso em seus pulmões e a mão trêmula em minha nuca mostravam o estado de gozo prolongado que ela atingira. Depois de um tempo, seu corpo começou a ceder, ficando mole em cima de mim. Eu a coloquei na cama e coloquei meu pau dentro dela de novo e fizemos um papai e mamãe até que eu enchesse seu rabinho com meu gozo. Deitei ao lado dela e ela se encaixou no meu peito.
-- Eu acho que não quero nunca mais ver você fora de um ambiente de trabalho. – ela disse de súbito.
-- me descul- -ela olhou pra mim e colocou o dedo nos meus labios.
-- você foi a melhor pessoa que passou na minha vida. Você não me julgou pelos meus gostos. Nunca me tratou como puta. Nunca me diminuiu em nada... Você nunca mentiu sobre isso e nunca disse que seria pra sempre mas de certa forma eu quis. Quis que fosse. Porque você era meu dono mas me escutava. As vezes, até o que eu não queria falar... -ela sorriu- porque você é esse tipo de homem. Você não presta pra ser amante ou casual. Você entrega tudo... Você nos vicia em tudo. E agora me diz que não podemos mais... Eu não vou aguentar te ver sozinho e não querer ser sua.
Eu a abracei forte e não disse mais nada. Transamos ainda duas vezes antes que ela se arrumasse. Ela estava na frente do espelho quando me viu largado na cama e sorriu.
-- ah, obrigado pelo novo emprego. Estou indo bem. Acredito que possa me desenvolver muito lá. – pegando algo na bolsa e jogando na cama. Um envelope pardo – eu vim por isso. Eles vão tentar derrubar sua patente. Já passei essas coisas pro Gean Mas você precisava saber que será atacado por todos os lados.
Conversamos mais um pouco, agora vestidos e mais sérios. Ela me alertou e eu precisava me preparar pro que viria.
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Depois daquele dia no flat de Marcus, evitávamos visitá-lo. Passamos a fazer vídeo chamadas demoradas e cheias de carinho. Dos três. Eu ainda me acostumava com isso... Pensava se isso era sustentável a longo prazo. Era inegável que meu Marcus estava completamente apaixonado por ela. O jeito que ele demorava ao olhá-la, o jeito que seus olhos demonstravam um carinho, um querer bem. E não vou mentir, aquilo apertava meus coração. Me excitava mas me dava um medo tremendo. Não por perder ele pra Adriana mas de estar me perdendo em meio a eles. Eu sabia dos meus sentimentos pelo Marcus e justamente por isso, estava confusa, apesar de empolgada, por essa coisa que vinha crescendo entre mim e Adriana. Marcus já havia nos dito para aproveitar mas depois disso, tudo empacou. Eu empaquei.
Eu estava em meus devaneios e nem vi quando Adriana chegou, colocando a mão delicadamente em meu ombro e apoiando o queixo no outro.
-- tá pensando nele não é? – ela falou me tirando do devaneio.
-- tô. Mas também em você. E em mim... – disse olhando prós meus pés.
-- uma surpresa pelos seus pensamentos! – ela disse com aquele sorriso que tinha um efeito novo sobre mim.
--posso falar abertamente? – disse séria.
Adriana sentou-se na minha frente no sofá e se posicionou melhor. Sentou-se naquela posição infantil parecida com a flotus mas ainda sim ereta, demonstrando preocupação. Ela assentiu como se estivesse pronta e eu comecei.
-- sabe, Adriana, tudo isso começou com um baita erro meu.eu o perdi e então veio a proposta absurda: passar o ano com outras mulheres, me fazer sofrer como eu o fiz sofrer. – ela se assustou mas logo emendei – não era essa a intenção. Ele só não me queria perto naquele momento mas eu aceitei. Aceitei por que queria ser punida. Aceitei porque nada ensina mais uma pessoa do que sofrer a dor que causou.
Eu não percebi mas meus olhos estavam cheios de água.
-- e na minha ânsia, eu quase o destruí. De novo. Eu... Eu comecei a me excitar com o cheiro dele depois de voltar de uma saída com uma delas. E o fato dele não me tocar tava me deixando louca. Até então eu não sabia que ele tinha virado o homem que é hoje. Eu só queria ele. Queria ele dentro de mim. Queria que ele me contasse como foi com as outras pra que eu gozasse como louca. E nessa minha loucura, eu corrompi a melhor memória que ele tinha de nós dois. E ele se ficou acabando com dias meninas na minha frente. Não me deixando tocá-lo.
Eu respirava fundo relembrando vividamente aquele dia.
-- ele destruiu as duas. Ele fez com elas coisas que nunca havia feito comigo. Mas eu aguentaria! Eu aguento tudo dele. Por ele e pra ele... Mas uma coisa naquele dia me magoou de verdade... Uma das meninas... Camila... Ela exercia um poder sobre ele que achei que só eu tivesse. Ele não conseguia desgrudar os olhos dela e ela ditava o ritmo dele. Ele ficou completamente submisso... Embora eu tenha ficado me tocando até quase me ferir, aquilo doeu mais do que tudo. E depois ele, mais uma vez, foi embora.
As lágrimas rolavam pelo meu rosto.
-- depois de muito tempo, conseguimos nos reconectar. Sinto que minha ligação com ele hoje é mais forte do que nunca! Mas então você apareceu... Você rachou o coração que era só meu...
Adriana se mexeu visivelmente desconfortável no sofá. Ela alisou a nuca e já ia se levantando.
-- mas... Você também tá rachando o meu porque cada dia que passa eu quero estar mais junto de você!! E eu não sei se serei capaz de dividir esse sentimento como o Marcus e você fazem!!! Tenho medo de tudo isso terminar mal pra nós três e perdê-los!!!
Eu chorava e nem sentia. Só me dei conta disso quando Adriana ajoelhou na minha frente e beijou cada um dos meus olhos. Beijou meu nariz. E me deu um selinho.
-- não viva o futuro. Viva o aqui. O agora. O futuro a Deus pertence, o passado não pode ser mudado mas o hoje... O hoje é tudo que temos... O hoje é nossa oportunidade... Por isso se chama presente. – ela dizia sussurrando. E me beijou. Um beijo quente, terno, acolhedor.
Minhas mãos puxaram seu rosto mais pra mim enquanto eu escorregava do sofá até também ficar de joelhos. Nosso beijo tinha o gosto salgado das minhas lágrimas mas foi uma das coisas mais gostosas que já experimentei na vida. Os lábios de Adriana eram macios, suaves, dotados de uma docilidade que nem mesmo Marcus já teve comigo. As mãos dela começaram a descer pelas minhas costas e ela apertou seu corpo contra o meu. Nossos peitos esmagados um no outro. Nossa pele apenas separada pelo moletom que eu vestia e pelo vestido de algodão que ela usava. Ainda sim, podia sentir nossos corpos quentes.
Sabe a expressão “roupas caíram no chão” ? Foi exatamente como aconteceu ela largou meus lábios e foi descendo gentilmente beijando e fazendo círculos suaves com a ponta da língua. QDeixo e pescoço e no momento seguinte minha camisetinha e meu moletozinho da Adidas estavam no sofá. Meus mamilos estavam tão duros e rijos que doiam e sentir o toque cálido e gentil de Adriana diretamente no meu mamilos, fez percorrer um choque por todo meu corpo. Eu abri a boca, puxando o ar de súbito, excitada, quase arfando. Ela beijou meu colo enquanto suas mãos massageavam gentilmente os meus seios. Recostei-me no sofá enquanto sua boca beijava meu mamilos duro, me arrancando um gemido. Só lembro deles duros dessa forma em duas ocasiões: a primeira vez com Marcus e a segunda primeira vez com Marcus. A boca quente e macia estava úmida e sentir aquele delicioso friozinho fez meu corpo inteiro se arrepiar. Sua língua serpenteava ao redor do bico duro e vez por outro ela dava um chupão levemente mais forte. Minha respiração já estava entrecortada e eu gemia manhosa. Ela aproveitou meu corpo inclinado e tirou carinhosamente minha calça. Me senti envergonhada por um minuto mas Adriana deu um lindo sorriso quando me viu e me beijou de novo. Dessa vez, um beijo mais pegado, mais tesudo, mas não menos carinhoso. Ela voltou a beijar meu corpo, passando pelo queixo, pescoço, dando mais um pouco de atenção aos aos meus seios, que ela lambia e mordia, beija ou e lambeu fazendo círculos minha barriga e quando chegou na minha buceta, já completamente encharcada, saltou, beijando minhas pernas e meus pés, e chupando meus dedinhos, o que me deu um tesão completamente novo e diferente. Tão forte que quase gozei quando ela fez isso. Então ela subiu e eu experimentaria pela primeira vez o toque de uma mulher.
Antes do toque o ar quente exalado de sua boca e suas narinas me acertou em cheio. Gemi e rebolei inconscientemente. Adriana beijava a parte interna das minhas coxas, alternando beijos lambidas e mordidinhas e de repente para. Eu prendi a respiração porque sabia que vinha o mergulho. E foi maravilhoso. Primeiro senti a ponta de seu nariz sorvendo meu perfume e aquilo me arrancou um gemido baixo e manhoso. Depois foi a língua dela, exploratória mas cuidadosa. Gulosa mas jeitosa. Firme mais carinhosa. Ela lambia meus lábios e me chupava como se beijasse minha boca. Eu ainda escondia meu corpo quando, sem perceber, levei uma de minhas mãos até sua cabeça, pressionando delicadamente contra meu sexo, avida por mais. Eu rebolava timidamente e gemia de maneira contida, parecendo segurar uma grande explosão, que veio quando ela subiu sua língua e tocou meu clitóris dando uma lambida longa . Eu não aguentei. Senti as famigeradas borboletas no estômago, senti meu abdômen se contraindo ferozmente, senti meus lábios secos, mas acima de tudo, senti o carinho que ela devorava a mim naquele momento. E gozei, gozei e como gozei.
Eu ainda estava recuperando a respiração no chão acarpetado quando ela se deitou do meu lado, acariciando meu abdômen, me vendo recuperar o fôlego com um sorriso no rosto. Eu senti meu rosto corar enquanto ela me olhava. Aquilo tinha sido ótimo. Foi diferente de tudo que jahavia experimentado. Mesmo com Marcus. Marcus... Pensar nele naquele momento me deixou apreensiva e Adriana pareceu notar.
-- pensei que você tivesse curtido... – disse provocadora, ciente da boa impressão que deixou.
-- eu... Pensei no Marcus e- ela me puxou e me beijou. Me fazendo ficar de frente pra ela, que ainda estava vestida.
-- esse momento é nosso. Só nosso. O big sabe disso. Ele entende e arrisco dizer que gostou, até... Então... – ela fica novamente de joelhos e tira o vestido, ficando só de calcinha – eu quero só ser sua hoje. Sem Marcus, sem outros caras. Só nós duas. – e ela me beija novamente.
Minhas mãos começam a percorrer timidamente aquele corpo de esguio e feminino. Minhas mãos tocam sua pele com curiosidade e também com medo. Sinto seu corpo quente e sua pele se arrepiando ao meu toque. Seus seios, menores que os meus, encaixados em meu peito. Desci as mãos dedilhando aquele corpo como um instrumento raro, único. Toquei sua bunda e minha buceta novamente se encharcou. Era durinha, pequena se comparada a minha mas perfeita no corpo dela. Talvez por impulso mas certamente com toque de inexperiência, eu a puxei pela bunda como Marcus costumava fazer comigo. Encaixei minhas mãos bem na sobrinha e puxei para cima. Ela arfou e descolou a boca com um sorriso nem um pouco inocente.
-- calma, Juh... Hoje é dia de amorzinho... – disse Adriana com as mãos segurando meu rosto.
Girei sobre o corpo dela, ficando por cima. Ela deu uma gostosa gargalhada e eu ri junto. Abaixei pra beijá-la novamente enquanto estava sentada em suas pernas. Fiz o que ela fez comigo. Desci beijando seu queixo e seu pescoço. Minha língua dançava nervosamente sobre a pele negra dela. Adriana tinha um gosto maravilhoso de canela. Desci beijando seu colo e logo estava em seus seios. Pareciam peras com bicos apontando para o céu. Primeiro eu os beijei, arrancando um gemido e um sorriso de Adriana. Depois suguei com um pouco mais de força, fazendo seu corpo se arquear levemente e ela gemer no meio de um sorriso. Comecei a brincar com o outro, beliscando o mamilos e logo alternava entre um e outro. Era lindo as reações dela. Minha buceta estava tão molhada e eu estava tão excitada que nem percebi quando comecei a me esfregar nas pernas dela, deixando-as meladas. Desci sai de suas pernas e fui beijar e lamber o caminho que criei nelas. Desci e cheguei nos dedos. Quando ia fazer o que ela fez comigo, ela teve uma crise de riso e se virou, ficando com aquela bundinha tão bonita pra cima.
-- aí não, Juh!!! Tenho cócegas terríveis nos pés!! – disse enquanto ria.
Subi lambendo e mordendo suas coxas por trás e ela me olhava por cima dos ombros. Até chegar em sua grutinha tão molhada quanto a minha. Quando tirei sua calcinha, aquele fio de mel se formou e se negava a se desfazer. Puxei e abri carinhosamente sua bunda. A buceta brilhava de tão molhada e eu caí de boca como uma cadela faminta e fiz como ela. Lambi cada veio daquele mel saboroso, beijei cada pedacinho daqueles lábios que pareciam inchadinhos. Beijei como se fosse a boca dela. Com fome, com um tesão recém descoberto, com curiosidade. Ela pôs uma mão pra trás, pressionando minha cabeça assim como eu fiz porém, quando ela fez isso, criou um outro fato que a fez gozar na hora. Quando ela me pressionou, a ponta do meu nariz se esfregou naquelas preguinhas, a levando a um gemido alto e um gozo explosivo. Dessa vez ela se deitou comigo ofegante e com um riso no rosto.
Fiquei olhando pra ela. Foi... Muito... Bom! Quer dizer, eu sou tarada no pau do meu negão e não sei se teria coragem de fazer isso com outra mulher além dela. Mas foi bom demais. É um carinho diferente. É uma intimidade diferente. Eu não precisei guia-la e nem ela a mim. E foi excitante também o desenrolar. Nossa... Foi demais. Ainda sim, eu pensava no marcus.. o que ele iria pensar de nós... De mim... Antes que Adriana se virasse pra mim, nossos telefones tocaram ao mesmo tempo. O nome no visor me deixou apreensiva então me levantei e fui para a cozinha atender, enquanto minha mais nova paixaose dirigia ao fundos da casa, nua, andando como um gato. Ela era sensual até sem querer. Finalmente atendi.
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Felipe havia me ligado. O próprio. O Big Boss. Nesse tempo com Fernando e Vivian, tive poucas interação com ele mesmo ele se mostrando muito solicito. Por um tempo, achei que ele soubesse quem eu sou de verdade mas acabei me acostumando e entendendo que ele e Duda gostam de ajudar. Tem poder para tal e uma grande vontade. Isso é uma combinação que muda destinos. Eu me afastava da Juh enquanto a olhava nua pela casa. Linda. Leve. Como Nandinho quando descobriu os polegares. Sorri ante a lembrança do nosso querido neném fazendo joinha, até que Felipe me puxa de volta.
-- Adriana, vocês se meteram em algo muito grande. Um dos caras que o grandão mandou pro hospital é sobrinho de um pastor famoso e muito influente. Por isso tem aparecido com frequência na tv. O pastor é do o do canal!!
Eu sabia quem era e temi por isso. Isso explicava como, de uma hora pra outra, o caso de marcustinha virado e como agora, um homem que defendeu duas mulheres, parecia um maníaco descontrolado. Esse homem fez fortuna com a teoria da prosperidade e era bem pouco conhecido apesar de ser dono de uma rede de tv. Era o pastor das celebridades. Principalmente aquelas com culpa no cartório e que queriam se sair bem perante a opinião pública.
-- Felipe, por favor... Ele... Eles! Eles são importantes pra mim! Você precisa me ajudar! – eu disse entre o medo e o desespero.
-- calma. Gean é bastante competente e tenho outros meios mas você precisa controlar seu garoto. Aquela cena na frente do apart hotel dele não ficou nada bem...
-- ele estava nos defendendo!!! – eu acabei falando tao alto que chamou atenção da Juh.
-- Adriana, agora não se trata do que é certo e errado. Se trata de quem detém a narrativa e quanto mais munição ele der, vai ser pior. Se acalma, controla ele e eu vou ver o que faço. – e desligou.
Ainda fiquei de pé olhando o celular e senti os braços da Juh envolverem meu corpo pelas costas ainda nu e sua cabeça se aconchegando no meu ombro. Seu corpo estava trêmulo. E ela fungava.
-- eu sei quem foi a culpada... Marcus tentou me avisar milhares de vezes... A Raquel tentou me drogar e acabou drogando uma amiga... Não temos como provar que foi ela!!!
O cerco se apertava ao redor de Marcus e a gente não sabia o que fazer. Eu ainda tinha uma carta na manga mas usá-la... Cobraria um alto preço.