Quando o amor incomoda - 36

Um conto erótico de mrpr2
Categoria: Gay
Contém 1303 palavras
Data: 05/05/2026 21:22:35

A atmosfera dentro do Tobas Bar era densa, quase palpável. Luzes neon vermelhas e azuis pulsavam no ritmo da música sertaneja misturada com pagode, refletindo no suor que já brilhava nos corpos. O ar cheirava a cerveja gelada, perfume e tesão reprimido. Corpos se roçavam na pista de dança, risadas altas cortavam o ar.

Eduardo, com o rosto vermelho de raiva e os punhos cerrados, dava um passo à frente em direção a Marcelo, ignorando completamente o aviso de Manu. Seus olhos flamejavam de ódio e desprezo.

De repente, braços fortes e tatuados envolveram a cintura de Marcelo por trás, puxando-o com firmeza contra um peito largo e quente. Um hálito quente, com cheiro de menta, roçou a orelha brilhante do rapaz, onde o brinco de strass reluzia.

— Não me esperou porque? Vergonha de mim? — A voz grave e possessiva de George vibrou contra a pele de Marcelo, carregada de tesão e ameaça sutil.

Marcelo virou-se lentamente, os olhos encontrando os castanhos intensos do namorado. Um sorriso safado e apaixonado abriu-se em seu rosto.

— Vergonha do meu negão? Nunca.

Sem hesitar, Marcelo segurou o rosto de George com as duas mãos e o beijou com fome. O beijo foi intenso, molhado, quase violento de desejo. George curvou o corpo do namorado para trás, dominando o beijo, a língua invadindo com possessividade enquanto uma das mãos grandes descia e apertava a bunda de Marcelo com força, puxando-o mais contra o volume evidente entre suas pernas. O gemido baixo que escapou de Marcelo foi abafado pela boca de George.

Quando se separaram, um fio de saliva ainda os conectava. George, ofegante, lambeu os próprios lábios grossos e carnudos, olhando para o namorado como se quisesse devorá-lo ali mesmo.

— Vou pegar umas cervejas rapidinho. — Ele deu um tapa forte e sonoro na bunda de Marcelo, fazendo o rapaz morder o lábio. — Se comporta, hem?

Antes de sair, George lançou um olhar assassino para Eduardo — queixo erguido, peito inflado, a corrente dourada grossa brilhando no peitoral tatuado. O recado era claro: Eu vi. E não tenho medo de você.

George caminhou até o balcão alisando o braço tatuado, malhado, veias saltadas, músculos pulsando. A pulseira de ouro tilintava a cada movimento. Gustavo, atrás do balcão, ergueu uma sobrancelha.

— Você voltou mesmo com esse cara, amigo?

Marcelo riu alto, sem nenhuma vergonha, o corpo ainda vibrando do beijo.

— Aí migo… sabe que o George tem um borogodo que mexe comigo, né?

Gustavo abriu as mãos paralelas, medindo um tamanho impressionante no ar, e fez uma cara de espanto exagerada. Marcelo caiu na gargalhada, jogando a cabeça para trás.

Eduardo tremia de raiva do outro lado, olhos em chamas, maxilar travado.

— Se acalma, acabou de se recuperar de uma confusão, se continuar arrumando briga aqui vamos acabar sendo expulsos do melhor, quase único point dessa cidade.

Aconselha Manu.

Eduardo nem responde apenas seca o copo cheio de serveja em um único gole e se levanta para pegar outra cerveja.

Marilda chega em casa desconfiada, mas relaxa ao não encontrar seu marido Rogério.

Gurizão chega no Tobasbar. Rogério pergunta a Luiza por Pamela que coincidentemente aparece na porta acompanhanda de Milena com os olhos cravados em Eduardo e já vai direto ao rapaz.

— E aí, beleza? Não te conheço. Novo aqui na cidade?

Pergunta Eduardo a George.

George sorriu de canto, perigoso, flexionando discretamente o bíceps ao apoiar o braço no balcão.

— Conhece sim, Eduardo. Talvez não esteja me reconhecendo… Eu mudei um pouquinho desde que você me batia na escola e me chamava de viadinho.

O silêncio caiu pesado. George continuou, voz baixa e carregada:

— Sou eu. O gordinho de óculos. Meu pai viajava muito… Treinei pra caralho, perdi a gordura, ganhei isso tudo aqui. — Ele se exibiu sem vergonha, tensionando o peitoral e os braços, músculos muito maiores que os de Eduardo. — Se lembra agora?

Eduardo engoliu em seco, mas sustentou o olhar.

— Que bom pra você. Parece que o bullying te fez bem.

George aproximou o rosto, voz virando um rosnado baixo e ameaçador:

— De uma forma distorcida, sim. Vocês foram cruéis pra porra com aquele menino. Mas agora eu quero ver qual hetero filha da puta que vai me zoar… ou ao meu namorado ali. — Seus olhos brilharam com fúria contida. — Estou louco pra tatuar minha mão na cara de uns homofóbicos hoje. Tá ligado?

A tensão era cortante. O garçom chegou com mais cervejas. Eduardo abriu a boca para responder quando Milena encostou o corpo inteiro nele por trás, esfregando os seios nas costas dele e encoxando descaradamente.

— Uma cerveja pra mim também — pediu ela ao garçom, voz manhosa, mão descendo pelo braço de Eduardo.

Ele se virou bruscamente:

— Se afasta, Milena. Você já fez estrago suficiente na minha vida.

Ela fez cara de inocente, olhos grandes e falsos, um sorriso safado dançando nos lábios.

— Não sei do que você está falando...

Eduardo pegou as cervejas e saiu. Milena ficou olhando, mordendo o lábio inferior com desejo predatório.

George volta para a mesa de Gustavo e Marcelo com as cervejas.

Romário vai de encontro a Pamela e a chama para dançar, os dois brilham na pista de dança com muita ginga, Molejo, sensualidade e paços de dança dignos de profissionais.

Em seguida Eduardo volta para sua mesa encarando a mesa ao lado onde seu irmão se diverte com as histórias de Marcelo, mais pela forma como o rapaz se espressa do que pelas histórias propriamente. Mas Eduardo tem seus próprios problemas para se concentrar já que Manu não está nem um pouco feliz de ter visto Eduardo e Mila próximos no bar. Eduardo tenta explicar mas quanto mais explicava parecia que piorava.

Enquanto isso Luiza chama Gurizão para dançar e o loiro surpreende muitos ao mostrar que também tem a senha do samba inclusive sua própria parceira Luiza, encantada não somente com o Molejo e a desenvoltura do rapaz mas ao sentir mais próximo aqueles músculos e peitoral que tanto observava no dia a dia, mas desde a seção de fotos ao ver finalmente aquele monumento praticamente despido só de sunga seu desejo só alimenta.

Gurizão havia deixado sua regata em casa e tinha pego uma camisa de botão sem abotoar totalmente aberta branca com desenhos de folhas verdes e com sua bermuda de tectel e a cada contado deixava seu membro mais duro , nem parecia que havia acabado de transar com Marilda no motel.

Manu e Eduardo voltam a discutir, Gustavo mais uma vez intervém e Eduardo vai para fora do tobas bar esfriar a cabeça. Milena percebe e vai atrás do seu ex. Enquanto Gustavo conversa com Manu, tentando acalma lá recebe uma mensagem de Luiz Felipe. Gustavo responde dizendo que está no Tobas bar, minutos depois nova mensagem de Luiz Felipe dizendo para Gustavo ir até a porta do bar que ele tem uma surpresa.

Gustavo ia recusar sair e pedir para Luiz Felipe entrar, mas Manu diz para o amigo ir, prometendo que ficaria bem, Gustavo pede para Marcelo cuidar de Manu e sai.

Gustavo na porta do Tobas bar procura por Luiz Felipe, mas não o vê. Então um carro pisca os faróis e buzina. Gustavo vai até o carro e ao descer o vidro vê Luiz Felipe na direção e entra sorrindo no carro que sai em seguida.

Eduardo vê o irmão entrar em um carro desconhecido, tenta chamar o irmão, mas sem sucesso. Milena se aproxima e sugere seguir o carro. Eduardo diz que não tem como.

Milena joga a chave da sua moto em Eduardo e diz.

— Vamos. Agora. Ou vamos perder ele.

Eduardo hesitou, mas o desespero falou mais alto. Subiu na moto. Milena agarrou sua cintura por trás, colando o corpo inteiro nele, seios pressionados contra suas costas, mãos descendo perigosamente pela coxa enquanto a moto acelerava noite adentro, perseguindo o carro desconhecido.

Autor Mrpr2

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Comentários

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NOSSA, PRÓXIMO CAPÍTULO VAI DAR MUITA MERDA. RSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS ANSIOSO AQUI.MANUELA E MILENA E EDUARDO GUSTAVO E LUIZ FELIPE, NADA DISSO VAI PRESTAR. RSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS O BARRACO VAI DESCER. VAMOS VER O QUE VAI SOBRAR DE CADA UM.

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