05. Dia cinco (sábado) - Jonas
Na noite da sexta, a cabeça do coitado do Felipe estava latejando, ele passou um dia realmente ruim, mas no final a gente estava tirando foto do imóvel, imaginando sofá, prateleiras, a cozinha tinha a marcenaria, um tom bem meia boca de cinza azulado cobria os armários, medimos o tamanho do espaço onde ficará a geladeira, a máquina de lavar, vamos ter de trocar o fogão e o depurador de ar. Felipe disse que na varanda iria ter uma rede para ele se jogar no fim do dia, eu havia pensado em uma mesinha, mas a rede teve outro voto.
Marcelo passou um tempo ouvindo as filhas e os netos pelo telefone, me apresentou a eles, disse que eu era o tio Jonas, o famoso tio Jonas, o irmão mais velho, e me deu um beijo na bochecha, e eu fui abrir o notebook sobre o colo e começar a escrever, começar a falar sobre Lisboa. Mas estanquei. Não consegui. Fechei o arquivo e abri um novo, mais difícil e coloquei o nome. Prefácio - Bruno.
Eu ia começar por ali, pelo pior, pelo que me envergonha, contei como foi o período entre a primeira e a segunda surra. Arial tamanho 12, quatro páginas. Era como se depois de contar na tela, a coisa ficasse ainda maior, mas mais distante e se apequenasse, eu ali vendo o meu passado ir embora. Mas uma coisa era escrever, outra era ser lido, Marcelo se despede, não sei se ele se demorou ou eu que fui rápido, pedi uma opinião, ele diz que prefere crônicas ou clássicos, mas podia dizer se não era jornalístico, o sorriso dele se desfez no momento em que ele leu o título.
Assim que ele terminou, ligou para Felipe, queria que ele viesse nos ver e não quis dizer no que pensava, mas não deu sua opinião. Felipe entrou no quarto abatido e ele lhe entregou meu computador, Felipe leu e depois disse que estava ótimo, que eu deveria passar no terapeuta antes de publicar, mas o texto era muito bom, então entre os dois começou a discussão sobre o que era melhor pra mim, o que me faria me machucar menos, guardar ou expurgar o grande mal em livrarias pelo preço de dois almoços executivos.
Os dois discutiam como se eu não estivesse familiarizado com o assunto ou não tivesse qualquer interesse nele, mas vi isso na escola, eles me excluindo e chegando primeiro com o consenso deles, para só então eu modificar o que eles acham perfeito, depois no início de nossa vida adulta, até eu viajar para Lisboa, Marcelo ir poucos meses antes de mim para Belo Horizonte. Então eu interrompo os dois perguntando a Felipe se a dor de cabeça melhorou, ele responde que independentemente da decisão que eu tomasse ambos cuidariam de mim, ele veio até mim e começou a me despir e a se despir, disse que a gente ia domingo para um AirBNB, estava caro morar no hotel e aquela noite a gente ia dormir os três naquela cama, Marcelo diz que nenhum de nós era propriamente magro, também se aproximavam de mim e quando me alcançou colocou as duas mãos em meu rosto.
Marcelo me beijou. Beijou romântico, com a língua descobrindo meus dentes e depois se virou para Felipe e fez o mesmo, mas Lipe deu uma recuada, Celo perguntou porque ele estava tirando a roupa. Para dormir, ele não dormia de jeans.
Acabamos todos na cama, sentados, conversando sobre o desejo de Helena, eu ri e disse que isso não funcionava assim, eventualmente ele teria de fazer sexo com seu escolhido, ele disse que fez sexo gay um terceiro cara o beijou e fez um boquete nele. Marcelo pergunta a Felipe se ele emprestaria o cacete dele para eu ensinar a ele (Marcelo) como chupar uma piroca. Felipe imediatamente tira a cueca e seu cacete já estava meio duro e babão, ele se aproxima de Marcelo e o beija. Marcelo manda ele sentar apoiado na parede com as pernas abertas, eu digo para eles pararem com a brincadeira, Felipe diz que o único gay do quarto era eu e meu comportamento era extremamente conservador e preconceituoso. Marcelo diz que nós deveríamos comprar a ideia, afinal teremos de decidir entre três camas de solteiro ou uma King size.
Os dois se aproximam de mim, Marcelo tira a camiseta enquanto Felipe me beija, fazia anos que eu não beijava a três, Saint-Tropez, livro de memórias, me vejamos a mão de ambos dentro de minha cueca, Marcelo atrás e Felipe na frente, Felipe morde meu lábio e Marcelo lambe o pescoço dele, sinto tesão, são adultos, se tudo der errado continuo a viver sozinho como depois deles, como antes de Bruno, solto o freio de mão e tiro as mãos do volante, no dia seguinte veríamos.
Peço para Felipe sentar na cama com as pernas para fora. Digo que é coisa minha, gosto de sentar de frente e olhar nos olhos do cara que querem fazer boquete, gosto dessa posição porque é subserviente, mas posso ficar de pé e tudo se alterna, pegamos cabelos de Felipe e ele abre a boca e “morde” meu pau. Pergunto o que foi que deu nos dois me afastando um pouco. Felipe diz que não tem a menor ideia, que estava desinteressado da noiva, ela achava que era outra, mas foi depois da morte de Helena, porque ele lembrou que a gente tinha combinado de ficar em contato e de Marcelo e eu voltarmos para a cidade, mas quando o filho dele morreu…
Marcelo perguntou se podia deixar a luz do banheiro acesa e nós três nos deitarmos debaixo do edredom, Lipe disse que eu deveria ficar no meio, afinal havia sido eu que estava recosturando os rasgos que nós três fizemos. Ele se deitou e eu o abracei, Marcelo quis nos empurrar até deixar Felipe no meio, eu tirei minha cueca, o clima estava morto, mas eu queria deixar claro que estava dentro do bote furado com os dois. Marcelo falava que Cláudia era difícil (a ex de Felipe) mas… o professor diz que não estava arrependido, se ela queria isolamento era o que ela teria, ele quase não sobreviveu ao fim de Fabinho, mas o dever dele como pai dele e esposo dela era dar o que ela precisava, ele não conseguiu ser um bom amigo, mas nós dois estávamos vivos. A exaustão nos fez dormir. Acordamos quando Lipe acordou para mijar.
De cara lavada e bexiga vazia resolvi que eu não ia ficar sem uma boa leitada de macho mais meia hora que fosse, dois paus lindíssimos, e o de Marcelo era longo, grosso e apontava para baixo, eu tive só dois desses, estava louco para dar para ambos, mas eles queriam chupar pica e era isso o que eu ia fazer. Felipe sentou, eu mostrei como gosto de fazer só eu e o boy, e como gosto de sentar com o pé do garanhão bem embaixo do meu saco para ele brincar com minhas bolas, ou…
Comecei a chupar e a olhar para Felipe, Lipe me chamava de amor e mandou eu dar uma engolida e eu podia ir mais fundo, mas engasguei e ele se sentiu O pauzudo, era hora de Marcelo fazer o mesmo e Celo respirou fundo, eu disse que era como dançar quanto mais pensar na coreografia pior o forró, era mais de ouvir o pedido e fazer o que gosta, Marcelo lambeu e disse que era estranho, o gosto era bom, mas parecia o grelo de uma gigante, chupou a cabeça com força demais, Felipe mandou eu ficar de pé queria tentar, acabamos voltando para a cama, eu chupava Marcelo, que chupava Felipe que me chupava, um dos dois falou que amava chupar cu, foi Marcelo, Felipe disse que para o primeiro dia ia ficar no boquete. Foi delicioso, mas nenhum dos dois quis provar porra na primeira vez. Já depois de irmos à imobiliária e almoçar, teve outra, e aí engoliram. E gostaram.
06. Dia cinco (sábado) - Marcelo
Minha cabeça dava voltas, eu pensando no que estava acontecendo, acordo com os braços erguidos, sempre dormi assim e agora isso faz sentido, meu namorado dorme com a cabeça em minha axila e nosso namorado agarrado a ele, ambos com as mãos em mim. Sei que foi só um cochilo e provavelmente vamos dormir de forma a os braços de ninguém formigas. Mas Lipe muda de posição deixando a barriga pra sempre, ainda grogue Jonas muda para agarrar o urso amarelo e eu me sinto obrigado a agarrar meu galã e encostar meu pau mole naquela bunda dura. Durmo novamente.
É sabado, acordo com os dois me observando enquanto arrumam a mala, vamos partir amanhã depois do café, Felipe alugou uma casa por três semanas, eles riem do tamanho do meu pau, dizem que deve machucar o joelho quando ando, ou que tenho me transformado em elefante, mas a tromba estava no lugar errado, Felipe me prateleiras quer me chupar, eu o beijo, eu queria sexo anal. Felipe congela, pergunto se ele quis ser o primeiro a me comer ou se vai dar a vez a Jonas, os dois estavam de banho tomado e sentam perfumados ao meu lado, que vontade de bancar o louco e me jogar na putaria com eles, mas acho que é coisa de gente branca, tudo tem de ser descrito antes.
Jonas pergunta se estamos mesmo namorando, bem… eu havia mandado mensagem para minhas filhas e dito que eu reencontrei uma pessoa especial de antes de conhecer a mãe delas e elas ficaram felizes, disseram que estavam preocupadas comigo, que seria bom eu viver uma aventura. E eu queria viver isso, uma aventura nesse primeiro mês, mas eu queria algo sério, constante, mais permanente, eu fui casado por mais de vinte e cinco anos e eu achei a melhor coisa da minha vida. Digo que gostaria de ter vivido como Felipe também, o Don Juan, o conquistador de dezenas de histórias, eu queria ter sido Felipe também. Felipe disse que queria ter sido livre como a gente foi, descobrir outros lugares, pessoas com costumes diferentes, ter tido mais experiências, jonas diz que vivemos três vidas possíveis, um amor puro e vivido do começo até o fim, os mais diversos casos de amor, e por fim histórias fugazes com um amor doentio no fim, mas que ele foi feliz demais em algumas temporadas, por isso tem medo da felicidade, porque ela aprisiona quando quer, ela ilude quando quer, mas foi amado, amado por um monstro. Diz que foram três vidas que agora podemos amarrar as pontas, ele se encaixa em meu pescoço e diz que ele vai dar para Felipe e eu antes, queria mostrar o caminho, Felipe e ajuda a despir ele, depois Jonas se ajoelha e chupa Felipe e eu que nos beijamos, Felipe é muito gato, olho e vejo que estou apaixonado.
Do nada Jon se deita com a barriga para cima e os braços segurando as pernas arregalados por baixo dos joelhos, diz que sabe que ninguém precisa ensinar nós dois a chupar cu, Felipe e eu nos olhamos e revelamos entre bunda e piroca, brincar demais, a gente se divertir de verdade, Felipe babava para ver a sua saliva descer pelos testículos de Jonas e eu usar como lubrificante para foder aquele cuzinho lindo com a língua. Eu estava viciado demais em mamar a rola deles, fui despir Felipe, segurei seu caralho e o coloquei na boca, Felipe
queria muito foder. Novamente fui beijar Jonas, fundamental disse que minha boca tem meu gosto misturado a rabo e pau, a língua dele fez uma quantidade grande de saliva, sem lubrificante!
Interrompemos, eu poderia estar querendo muito, mas não ia machucar Jonas e não vagas querer um grilo na cabeça de Felipe, pensando que me feriu, que me machucou. Não. A gente vai ao mercado, comprar frutas, camisinhas, biscoito, lubrificante, água mineral. Depois uma pizza e voltamos para o hotel, mais calmos. Felipe diz que nunca mais vai usar roupas dentro de casa depois que nós fossemos para nosso apartamento.
Nosso apartamento… era isso mesmo, nosso apartamento. O telefone de Jonas toca, era seu editor elogiando o texto, dizendo que ele tinha de escrever, quando estivesse pronto, só quando o texto fosse para a revisão era que ele deveria pensar em publicar ou não, era intenso demais para deixar a oportunidade de entender o lado feio do amor, ele ouviu isso e disse que paralelo a isso estava pensando em que forma dar ao outro livro, o editor disse que ele se concentrasse apenas em uma tarefa por vez, era um virou, há pressa, mas não podia haver afobação.
Marcelo foi tirando a roupa e deixando dobrada na bancada que ficava na frente da cama, disse que iria tomar um banho demorado com seus dois namorados. Novamente Felipe toma a dessa diz que isso é lá fora, somos namorados, mas entre a gente nós tínhamos de dizer a verdade, e ele falou que era o marido, o homem e companheiro de Jonas e de mim, e que não sabia o que vinha pela frente, estava com medo e esperava que o medo passasse a medida que nossa relação criasse músculo, por enquanto era complicado se aceitar um homem bissexual em um relacionamento gay, mas saber que está nas mãos de dois homens… ele estava emocionado, já nu e disse foda-se o banho, queria foder com os dois homens de sua vida já.
Peguei Jonas pelo braço e ele é definido, mais que eu que tenho a barriga forte, quase trincando e meio redonda, mas ele disse que precisava ser de nós dois dois naquela noite. No fundo eu agradeci porque quando eu senti o pau de Felipe brincando em minha bunda, travei, queria, mas estava com medo. Felipe percebeu, disse em meu ouvido que apenas quando eu estivesse pronto, mas colocou a minha mão na bunda dele. Jonas de quatro eu chupando o cu dele, ele mandava eu cuspir no meinho e só depois chupar, mandava eu esfregar minha barba naquela pele do seu rabo, Felipe deu um tapa forte na bunda de Jonas e me beijou sorrindo, Jonas disse que malhava muito na academia, para os caras o cobiçarem, e agora tinha dois, estava de quatro como um cachorro queria ser tratado como um cachorro, dei um tapa no outro, lado de sua bunda.
Pedi para Felipe passar o gel e enfiar o dedo no cuzinho de nosso putinho, Jonas empinou bem o rabo enquanto eu encarava meu pau, porra, era dentro do homem que eu amava, um corpo saudável, forte, bonito e resistente, Felipe pergunta a Jonas se podia meter forte e fundo, porque o tesão estava… eu não queria ver isso, ainda tinha medo de pegar pesado no sexo com Jonas, pedi a Felipe pra me foder, elw perguntou se eu estava pronto, eu disse que se eu relaxar mais eu broxava, os dois riram, impressionante como Lipe mete a camisinha rápido. Ele mordeu meu pescoço enquanto seu dedo cheio de gel entrava em mim, Jonas rebolava para frente e para trás e piscava o rabinho, mandava eu soltar meu peso sobre ele e relaxar para Felipe não me machucar, Felipe disse para eu pôr na cabeça o quanto nós nos amamos. Entrou rápido e doloroso, incrivelmente gostoso, a dor existe, mas era desumano acreditar que eu poderia estar fazendo isso há tanto tempo, há tanto tempo que eu poderia ter dado para minha mulher, para ela sentir o que Felipe sentia perguntando se eu estava gostando. Jonas mandava eu não gozar ainda, adorei estar entre eles, acho que resisti o quanto pude. Minha porra vazou camisinha a fora.