Boa noite pessoal! Segue mais uma parte. A parte dois será postada na terça feira, dia 05 de maio por volta das 19:00h. Comentem, me digam o que estão achando, avaliem bem ou mal. Sempre atento as dicas e adicionando o que é possivel.
Os Dois Submissos Daquele Cara - Parte 1 de 2
Duas semanas depois, num sábado de manhã eu estava sentado na tampa de um vaso sanitário numa cabine no banheiro de um shopping. Era um encontro com dois amigos do Renan, estava um pouco tenso, uma vez que os dois eram igualmente bonitos, mas naquele momento… bem, eu estava olhando a rola babada do Renan. Fomos ao banheiro para eu levar a típica mijada na boca, mas como o shopping estava vazio Renan resolveu fuder minha garganta.
Grande, com algo em torno de vinte e um centímetros, cheia de veias e muito branca, com pele que cobre quase toda a glande. Os pentelhos castanhos claros que ele não aparava há meses naquela moite enorme e viril. O short jeans azul estava desabotoado, com o mar de pentelhos enormes escapando para todos os lados ao passo que a rola dura e babada me encarava. A camisa de botão azul branca estava levantada.
Renan puxou a pele revelando a cabeça rosada e enorme do pau dele, toda babada e com um pouco de sebo. O cheiro de rola subiu, aquele cheiro enorme que me deixava louco. O pau dele era grosso igual um frasco de desodorante.
Olhei para cima, Renan me olhava sério, o mesmo olhar que fazia antes de me foder até me arrombar todo. Ele estava com alguns botoes abertos, conseguia ver a divisória do peito grande e musculoso dele. Nesse instante sabia o que fazer, abri a boca e ele socou a rola fundo na minha garganta. Abri o máximo possível pois sempre que meus dentes arranhavam a rola dele o tapa na cara vinha quase que instantâneo.
Senti a rola foder minha garganta. Respirei fundo para não engasgar enquanto a rola dele fodia minha garganta igual fodia meu cu. A cada metida dele meu nariz ia na moite de pentelhos dele. Nem deu tempo de limpar o sebo ou a baba fedida do pau ele. Ele ansiava por foder minha garganta.
Aguentei alguns segundos enquanto ele segurava minha nuca com uma das mãos grossas dele e forçava a rola na minha garganta. Me concentrava para não engasgar ou arranhar o pau dele.
De repente Renan olhou para o lado e parou de socar, com a rola entalada na minha garganta. Ele virou para o lado para ouvir se alguém tinha entrado no banheiro – sim, não faz sentido olhar para ouvir. Logo ele mandou fazer silêncio, a rola ainda na minha garganta. Tentei sair mas ele me segurou forte, deixando a rola na minha boca. Pude ouvir que alguém estava mijando no mictório enquanto a rola entrava.
Estava sem respirar e quase engasgando. Ele segurava forte e não consegui sair. Olhava para ele e ele olhava para direção onde a pessoa mijava. Comecei a ficar sem ar, meus olhos lacrimejaram e engasguei na hora, fazendo um barulho bem audível de tosse misturado com saliva. Tirei a rola dele da minha boca respirando fundo. A pessoa que estava mijando parou, como se tivesse segurado o mijo. Renan segurou minha cabeça pela parte de traz e enfiou a rola novamente. Eu respirei fundo para não engasgar novamente. O olhar dele intimidador, o dedo indicador na frente dos lábios mandando fazer silêncio.
Segurei a respiração enquanto a rola dele estava inteira na minha boca. Meu nariz estava no meio dos pentelhos grossos e grandes dele. A pessoa voltou a mijar, ele olhava na direção de onde vinha o som. Eu com o rosto vermelho, a cabeça da rola dele na minha garganta, meus olhos lacrimejando.
A pessoa logo deu a descarga no mictório e saiu. Ele tirou a rola da minha boca comigo tossindo. Ele tentou se afastar mas cuspi a saliva nele.
- Que porra é essa? Te treinei esses meses e ainda está engasgando com a minha rola?
Logo começou a meter novamente. Respirei fundo, abri a boca e deixei a rola entrar enquanto me apoiava nas coxas dele. Ele meteu na minha boca alguns segundos até eu engasgar novamente. Nessa hora ele parou, tirando parcialmente a rola.
- Respira fundo, se recomponha – disse ele e, quando eu o fiz, ele voltou a meter a rola novamente. - Te deixei muito solto esses tempos, tá desacostumando a ter a garganta fodida.
Ele meteu na minha garganta mais umas cinco vezes, comigo aguentando a rola dele entrando e saindo. Meu pau inutilmente tentando ficar duro entre as pernas. Ele meteu um tempo até que parou, vendo que eu não estava mais aguentando. Tele tirou a rola passou a rola babada na minha bochecha, depois levou ela no meu nariz, passou a cabeça grande nos meu lábio inferior puxando ele para baixo. Meu rosto estava todo vermelho e algumas lágrimas resultantes do engasgo ainda caindo dos olhos.
- Isso – disse ele baixo. - Esse rostinho de quem acabou de levar rolada que eu gosto. Todo submisso – disse ele batendo a rola dura igual um pau na minha cara. - Essa carinha de quem quer mais rola mesmo sabendo que vai doer – a rola dele batia na minha cara ao ponto de até doer. Como aquela rola ficava dura daquele jeito?
Engoli fundo, meu pomo de adão subiu e desceu com a engolida seca. Senti um pouco de dor ao engolir.
- Agora abre a boquinha e toma meu mijo.
Abri a boca e o jato de mijo veio direto na minha boca de uma vez. Engoli o mais rápido que consegui. A urina dele estava mais forte que o normal, com gosto mais amargo e consistente. Engoli o mais rápido que consegui mas me deu ânsia de vômito novamente. Nesse momento com a boca cheia engasguei e cuspi mijo para todo lado. Pego se surpresa ele continuou mijando e o mijo molhou minha camisa, a bermuda que ele usada e a sandália.
- Que porra e essa!? - disse ele travando o mijo.
- Eu… não conse… - disse tossindo alto novamente. As tossidas foram altas e engasgadas. Estava com o rosto babado e na pressa sequei tudo na camisa do Renan. Achei que ele ia se assustar e me tirar, mas ele apenas olhou e deixou eu limpar.
Respirei fundo.
Olhei para cima.
- Que porra é essa? - perguntou ele me olhando de cima.
- Eu…
Ele deu um tapão na minha cara.
- Seis meses comigo e nessa frescura? Tá loco? – disse dando outro tapa forte no meu rosto.
- Mas…
Ele deu outro tapa, e depois outro. A mão pesada dele estalando no me rosto. Os tapas foram bem fortes e no ultimo quase cai do vaso. Ele nunca tinha me batido tão forte no meu rosto.
- Ainda me molhou todo com meu mijo – disse Renan olhando a camisa molhada.
Engoli seco e levantei. Saímos da cabine e fomos até a pia. Olhei para o espelho e meu rosto estava todo vermelho e meus olhos cheios de lágrimas resultantes do engasgo.
- Lava esse rosto – disse ele me olhando, logo apalpou o local onde havia dado os tapas. - Marcou um pouco! Não gosto de te marcar no rosto. Mas já foi.
Olhei no espelho, o rosto estava marcado do lado direito. Não ficou roxo mas estava levemente inchado. Porra, que vergonha! Nem liguei pro rosto latejando. E se alguém perceber.
Renan pegou novamente fazendo um carinho com a mão molhada. A mão fria na bochecha ardendo amenizou a ardência.
- Vamos trocar a sandália, caiu mijo nela. Me dê seu tênis.
- Mas estou de calça jeans – disse para ele.
- Problema seu – disse ele. - Rápido.
Fizemos a troca. Antes lavei a sandália para tirar o mijo dela. Joguei um pouco de sabão para não deixar cheiro. Depois calcei la molhada. Que nojo.
- Hoje o chulé fica bravo – disse o Renan ainda sério. - Sandália molhada da um chulé da porra.
- Estou mais preocupado com meu rosto marcado…
- Não começa – disse ele passando batendo a mão molhada na blusa. - Amanhã já sumiu.
- Sim, senhor – disse ainda sentindo a ardência no rosto.
Voltamos para a mesa. Os dois amigos do Renan estavam sentados bebendo e nos viu voltando. Ambos pareciam ter saído da academia, eles eram bem musculosos e bonitos. Um era loiro e com olhos castanhos, tão bonito quando Renan, ele se chama Isaque e o outro, com pele marrom claro, barba fechada e cabelo raspado, Júlio. Eles eram um casal, sendo Isaque um colega de trabalho do Renan.
- Eita, que demora – disse Isaque me olhando. Provavelmente viu meu rosto vermelho.
Depois que sentamos fiquei preocupado do meu rosto estar muito marcado. A ansiedade tomou conta de mim. Que ódio. Renan não podia me marcar. Além disso eu também estava recuperando o fôlego depois do Renan fuder minha garganta.
- Está tudo bem? - perguntou Júlio me observando.
- Acho que ele comeu algo que não fez bem – disse Renan, respondendo por mim. - Acabou vomitando um pouco.
Dei um gole no suco de laranja do Renan, a garganta doendo.
Conversamos um tempo com os amigos dele. Tentei ao máximo mostrar naturalidade, apesar de sentir o olhar intenso de Júlio em mim. Será que ele estava vendo a marca? Será que estava grande? O rosto ainda latejava.
Era a primeira vez, em seis meses, que conheci alguém do ciclo de amizades do Renan além do João e do Cláudio, que foram situações atípicas. Estava um pouco receoso. Renan parecia ter amigos como ele – bonitos, com condição financeira boa. Meio inseguro mandei mensagem para o Cláudio perguntando sobre esses amigos e se eles eram dominadores também. Cláudio respondeu rápido e disse que não, eram somente amigos do Renan.
- Sai do celular – mandou Renan me deixando um pouco constrangido. Guardei o celular e voltei para o suco. Minha garganta ainda doía a cada engolida.
O assunto deles era chato. Quando não falavam de trabalho o assunto era viagens – que raramente eu fazia – e academia… em dado momento Isaque quis saber sobre mim. Fiquei um pouco envergonhado de falar com o que trabalhava, visto que eles tinham empregos bem remunerados.
- Esse trabalha bastante – disse Renan falando de mim e pude sentir certa satisfação.
- Fez faculdade? - perguntou Júlio. - Eu comecei engenharia civil agora.
- Não, apenas estudo – disse para ele.
- Concurso? - questionou Isaque. - Acho que não consegue para a polícia sem curso superior.
- Ele não vai tentar para a polícia – disse Renan antes que eu pudesse responder.
- Por que não? - quis saber Isaque.
- Imagina ele policial, tá loco? - disse Renan dando um gole no suco. - Eu não ia dormir em paz. Prefiro ele quietinho dentro da loja onde ele trabalha, longe dos perigos do crime, de bandidos e gente mal-intencionada.
Achei aquilo engraçado.
- Olha só gente, todo preocupado – disse Isaque sorrindo. Ele era lindo. - Com o João não falava isso. Na verdade ele protegia a gente do João – terminou ele rindo. Júlio achou graça.
- Conheceu o João então – perguntei sentindo o celular vibrar. Devia ser Cláudio com mais fofocas sobre os amigos do Renan.
- Tivemos o desprazer de conhecer – disse Júlio olhando o celular. - Que cara insuportável.
Vi que Renan se mexeu um pouco desconfortável. Ele não gostava quando falavam mal do João. Mas sendo honesto, o João não ajudava.
- Sério – disse para ele dando um gole no suco. A engolida fez minha garganta doer novamente. - Eu acho o João um amor.
- Conhece o ex do seu ex e ainda gosta dele? – perguntou Isaque curioso. - Até onde sei Renan terminou com ele por sua causa e ele surtou.
- Ah, me poupem – disse Renan virando os olhos.
- E o que fazem juntos, o Renan fala tão pouco de vocês – disse Isaque me encarando com seus olhos penetrantes. - No trabalho ele é uma carranca séria e fria. Tem gente que tem até medo dele.
Renan deu uma risada.
- Vocês acham que eu sou um monstro, só pode – disse Renan. - Eu sou sério, só isso.
- Isso aí dá tapa na cara bandido – disse Isaque rindo. - Morrem de medo dele.
Olhei Renan de canto de olho.
- Não vou nem comentar esse tipo de coisa – disse Renan tomando seu suco.
- Vi ele rindo mais vezes nessa mesa hoje do que somando todos os anos que trabalho com ele – disse Isaque sorrindo, olhando para Renan, que ficou levemente constrangido. - E o diabo do seu namorado é bonito hein, olha que sorriso lindo esse Tenente tem – disse Isaque olhando Renan. E de fato o sorriso dele era lindo.
- Porra, que chatura vocês – disse Renan desviando o olhar um pouco sem graça.
- Respondendo a sua pergunta – disse para Isaque. - A gente vê série, gostamos de ler alguns livros, fico assistindo ele jogar videogame as vezes – e tipo, pensei mas não disse: ele me amarra, me bate, me fode em todos os cantos da casa, deixa outros homens me comerem, manda eu vestir o que visto, faz eu usar cinto de castidade, corta meu cabelo a cada quinze dias. Acabou de fuder minha garganta dentro de uma cabine do banheiro do shopping, além de me bater. Seria interessante dizer tudo isso.
- Sério, o bobão aqui detesta videogame – disse Isaque apontando Júlio.
- Troço sem graça – disse Júlio entediado. - Jogos caríssimos.
- Até acostumei sabe – disse para Júlio. - Ele joga um jogo, acho que é Final alguma coisa que você sobe em uma galinha amarela gigante e corre no deserto, achei bem diferente.
- Você lê um livro de uma mulher que fala na mente com um dragão – disse Renan emburrado.
- Ela fala com um dragão, não uma galinha grande – disse para ele.
Renan virou os olhos.
Júlio deu uma gargalhada.
- Ele tirou folga para jogar esse jogo quando lançou – disse Isaque rindo. Não entendi bem mas pude ver o Renan sem graça.
- Ele me fez ficar quase uma hora vendo ele voar com um carro ganhou porque zerou o jogo, mas eu também faço ele ler alguns livros – disse para Isaque. - O último foi Dom Casmurro.
- A gente brigou por conta dessa merda – disse Renan irritado. - Detestei o livro por causa disso.
- Ele chamou a Capitu de vagabunda – disse olhando com os olhos cerrados. - Fiquei puto.
- Viado escroto – disse Júlio com nojo. - Machista!
Isaque riu. Renan virou os olhos novamente.
- O que está lendo atualmente – perguntou Júlio.
- Acabando a Dança dos Dragões – disse para ele.
- Me fala o que achou, enfim alguém para comentar – disse olhando de lado para o namorado, que deu os ombros. - Esse aqui só lê coisas de redes sociais. Mas ele viu a série e ficou traumatizado com o final.
Foi bem interessante conhecer os amigos do Renan. Eles eram gente boa e o Isaque parecia gostar muito do Renan, que geralmente era sempre sério e hoje estava todo sorridente. Mas de acordo com o Isaque o motivo do Renan feliz e bem-humorado era eu. A vontade foi falar com Isaque que agora a pouco tinha o tapa mais forte que deu em mim nesses seis meses. Era a primeira vez que ele marcava meu rosto.
- Ei gente! - disse um outro rapaz chegando.
Meu estômago esfriou na hora.
Bonito, alto e alegre, Fernando sentou-se com a gente. Ele era um antigo submisso do Renan. Eu morria de ciúmes dele. Estava usando camiseta regata preta, short azul-claro e tênis. Ele era lindo. O rosto esculpido em mármore branco, com nariz e lábios finos, sobrancelhas pretas grossas e marcantes, margeando olhos muito verdes e bonitos. O cabelo preto e liso estava bagunçado e meio molhando, o que deixava ele ainda mais bonito.
- Fernando! Resolveu dar o ar da graça – disse Isaque aparentemente surpreso pelo repentino aparecimento dele.
- Sumido! - disse Renan sorrindo.
- Ora, ora, ora – disse ele me olhando. Os olhos verdes dele olhando para os meus como se vissem a minha alma. - Enfim estou conhecendo o Estressadinho.
Todos me olharam achando graça do apelido.
- Olá… - disse para ele sem um pingo da empolgação falsa dele.
- Estressadinho – disse Isaque rindo. - Gostei do apelido. Que fofo.
- Não chame ele assim – disse Renan.
Acho que não esperavam que o Fernando fosse aparecer. Pelo que entendi eles treinavam na mesma academia, era essa mesma, famosa, que o povo faz pegação no banheiro. Renan disse que não ia deixar eu treinar nela por conta disso. Caso não fosse possível outra academia poderia ir somente com ele.
Logo ele se sentou ao lado do Renan. Ele era um pouco afeminado no jeito de falar e agir. Ele foi conversar com o Renan para falar do treino que estava fazendo colocando a mão na coxa dele. Em vez de sentar de frente para a mesa sentou-se de lado na cadeira, de frente para Renan.
- Pegando vinte de cinco de cada lado no supino agora – disse ele falando rápido e gesticulando bastante, a voz meio estridente e meio fina. Isaque arqueou uma das sobrancelhas vendo como os dois conversavam. Eu fiquei sem jeito. - Devido aos ensaios fotográficos preciso ficar com um corpo sem muitos músculos definidos.
- Ta seguindo firme o treino então – disse Renan. Ele não tirou a mão de Fernando da coxa dele. - Meu amigo que montou o treino disse para voltar dentro de quinze dias. Vai fazer um preço bom para você.
- Ainda treina com ele? - perguntou Fernando.
- Não, mas vejo ele duas vezes por semana no jiu-jitsu – disse Renan.
- Vou criar coragem e começar a treinar com vocês – disse Isaque.
- Deveria ter aprendido alguma luta há muito tempo – disse Júlio irritado. - Diferente do Renan você não é Oficial e sempre está na ronda.
- Eu sempre estou na rua com eles – disse Renan aborrecido.
- E você estressadinho? – chamou Fernando me olhando. Renan estava no meio, entre mim e ele. Ele estava virado na cadeira, me olhando de frente. As mãos sugestivamente na perna do Renan de uma maneira bem provocativa.
- Não chame ele assim – disse Renan sério. - E tira a mão daí.
- Uhuuu – disse Fernando retirando a mão.
- Eu o quê? - perguntei ele um tanto irritado. Renan percebeu meu tom de voz e me olhou sério. Um aviso para não me estressar.
- Não tem medo de acontecer algo com o Renan na rua? Ele me disse que já fez muita coisa perigosa. Tem eu acho… umas duas semanas? - perguntou Fernando com ares de dúvidas, franzido a testa. - Aquele dia que encontramos no shopping, ele tava falando até de troca de tiros.
Aquilo me pegou de surpresa. Não fazia ideia que tinha acontecido isso. Evitei olhar Renan e peguei o celular, a mensagem de Cláudio estava lá. Mas troca de tiro, meu Deus! Renan nem falou comigo sobre isso. Fiquei puto na hora, mas respirei fundo olhando para o celular.
A mensagem de Cláudio dizia:
“Eles são amigos do Fernando, um ex submisso do Renan que é insuportável. Consegue ser pior que o João. Bicha arrombada do caralho.”
“Acabei de conhecer essa desgraça”, respondi a mensagem de Cláudio.
- Não fiquei sabendo – disse olhando o celular, respondendo Fernando. - Sinceramente não gosto muito de saber do serviço do Renan.
- Sério? - disse Fernando meio surpreso. - Eu gosto de saber tudo. Cada detalhe.
- Que bom pra você – disse olhando para ele, depois sorri.
Júlio e Isaque ficaram calados. Eles viram a forma que Fernando estava assumidamente provocando a total inação do Renan para colocar um basta.
- Eu se namorasse ele ficaria totalmente preocupado – disse Fernando cheio de si. - Imagina o Renan toma um tiro?
- Uma reação um tanto redundante eu diria… Mas, bem... me diga, o que você faria se ele tomasse um tiro? - perguntei genuinamente curioso.
Ele meio que ficou sem resposta.
- Absolutamente nada, talvez fosse até estressar ele com esse falatório todo – disse para ele. - Então, não tenho interesse de saber detalhes do trabalho do Renan por conta disso.
Na verdade Renan nunca quis me dizer nada sobre o serviço dele. Eu sempre respeitei isso. Mas tiroteio, que porra era essa? Pensei que Tenentes não fossem para a rua. Porra, ele não me conta uma coisa dessas e conta para o ex submisso dele. Naquela hora meu coração ardeu de raiva… ou de ciúmes.
Júlio e Isaque não mexiam, era como se tivessem ficado petrificados na mesa.
- Calma gato – disse ele levantando as mãos simulando que estava rendido.
Franzi a testa.
Renan ficou quieto sem intervir. Eu achava sinceramente, posso estar errado, que ele estava gostando daquilo. Ele observava somente.
- Gente vamos mudar de assunto – disse Júlio percebendo o climão. - E Fernando, deu né? - disse Júlio repreendendo Fernando.
- Ele ficou com ciúmes, era só brincadeira Estressadinho – disse Fernando dando os ombros. - É meu jeito, fiz o mesmo com o João quando tive desprazer de conhecê-lo. Eu e Renan somos só amigos, terminamos nosso namoro antes mesmo dele ficar com o João. Aparentemente largou o João pra ficar com você.
Namoro? Achei que era submisso, pensei.
- Se seguir o ciclo direitinho ele te larga quando o próximo aparecer não é, Rê? - perguntou Fernando. - Você vive largando os namorados quando um melhor aparece… se bem que esse de agora não tem nada de melhor comparado com o último.
- Chega Fernando! – disse Renan e bastou uma olhada para fazer Fernando se encolher.
Filho da puta! Minha vontade era de meter o murro na cara dele. Olhei para o Renan e ele pode ver no meu rosto o meu desagrado. Além de tudo era namoro mesmo, pensei, essa praga de Fernando não era somente submisso dele, era namorado. Aquilo me irritou mais ainda. Meu coração ardeu na mesma intensidade que meu estômago.
- Gosto de deixar o Rê sem jeito – disse Fernando um pouco sem graça, um sorriso maldoso no rosto. - Ele é tímido, apesar de ser uma pessoa cheia de poder.
Renan arqueou uma sobrancelha para ele.
- Ok, ok… vou ficar calado – disse Fernando com a voz fina e irritante.
Um silêncio chato se seguiu na mesa. Não era o que queria para um encontro com os amigos do Renan. Queria algo como foi com os meus amigos, não outro ex aparecendo e enchendo o saco. Um me jogou de um lado para o outro. O outro parece ressentido querendo me atacar e atacar o Renan.
- Você treina, Estressadinho? - perguntou Isaque tentando sair do clima chato.
O telefone tocou na mesa. Graças a Deus Cláudio ligou, Renan viu e não disse nada.
- Preciso atender – disse me levantando olhando o celular. - Vou aproveitar e me despedir de vocês, tenho alguns compromissos agora a tarde. Bom conhecer vocês, são bem legais. Vamos marcar num dia que eu posso beber.
- Vou pegar seu número para você me falar sobre o livro quando terminar – disse Júlio animado, aparentemente fingindo que não houve um climão criado pelo Fernando. - Pena que o Ventos dos Invernos não lançou até hoje.
- Tomara que o velho não morra antes disso – disse tentando ser simpático, mas meu rosto deixava claro a minha irritação. - Eu te ligo!
Júlio deu uma risada.
- Bom te conhecer Estressadinho, primeira vez que vejo o Renan colocando aliança no dedo de alguém – disse Isaque com um sorriso capcioso. - Acho que até que enfim alguém entrou no coração duro do Tenente. Alguns tentaram sem muito sucesso, hoje entendo o porquê.
Em outros momento ao menos teria sorrido com a provocação direta de Isaque, mas não olhei para Fernando para ver a reação dele. Ouvi ele dando uma risada sarcástica em resposta. Isaque por outro lado olhava ele sério e não parecia achar graça nenhuma.
- Espera um pouco – disse Renan, e aquilo saiu mais autoritário do que ele gostaria.
- Estou com pressa. Falamos depois... Rê – disse para ele.
O olhar de Renan primeiramente foi surpreso, depois frio e penetrante como sempre.
[…]
Estava chegando no metrô quando liguei para Cláudio, retornando sua ligação.
“Que cara chato, meu Deus”, desabafei com Cláudio.
“Ele é um porre. Bicha esquisita”.
“Renan não disse nada. O cara me provocando Cláudio, que ódio”.
“Como você reagiu?”
“Acho que trocamos umas farpas”.
“Se bem te conheço não deve ter se saído bem. Você é muito bonzinho. Já o Fernando sabe tirar alguém do sério. Ele me irritou tanto uma vez que quase dei um murro nele”, disse Cláudio.
“Ele basicamente ofendeu o Renan na frente de todos e ele não fez nada.”
“O que o Fernando disse?”.
Falei com Cláudio todo o ocorrido.
“Eu sumi depois de uma transa e você viu o que o Renan fez comigo. Coitado desse rapaz.”
“Eles eram namorados?”, perguntei Cláudio.
“Era um submisso dele até onde sei, mas como saiam juntos Renan falava que era namorado”.
“Entendi”.
“Que saco, queria tanto que fosse algo legal com os amigos do Renan”.
“Não liga para isso, Fernando é um cara amargurado. É lindo, muito bonito, mas é podre por dentro. Não consegue ficar sério com ninguém.”
“Renan ligando aqui Cláudio, vou atender, falamos depois”, disse desligando.
Pensei sinceramente se deveria atender. E se ele mandasse eu voltar para a mesa? Passei o cartão na roleta e desci a rampa que dava acesso à plataforma do metrô. Nesse tempo ainda via o celular tocar, mas não atendia. Sentei em um dos bancos enquanto esperava o metrô, Renan ligou novamente.
“Oi”, disse atendendo Renan.
“Não é assim que deve me atender”.
“Senhor…”, corrigi.
“Por que foi embora? Acabei de apresentar meus amigos” – disse Renan.
“E ficou deixando aquele viado escroto me provocar sem falar nada”.
“Volta aqui pra mesa, fala que atendeu o telefone e que vai esperar, vamos embora juntos!”.
“Eu não vou voltar, ainda mais com esse cara sem educação ai. O senhor deixou eu ser humilhado por esse cara e não disse nada. Igual foi com o João”.
“Eu disse para voltar AGORA!”
“Eu não vou voltar!”
“Não me faz raiva, é uma ordem”.
“Tchau!”
Logo desliguei a chamada e o telefone e fui embora.
[…]
Passei a tarde toda com o telefone desligado. Sabia que seria ruim para mim quando voltasse a falar com o Renan. Conhecia o dono que eu tinha. Renan ia ficar puto, mas eu estava com muita raiva e com muito ciúmes. Cara… a gente espera um dominador que vai proteger, defender, e não alguém que te deixa vulnerável na frente dos outros.
Liguei novamente o celular. Tinha apenas uma chamada do Renan. Como ele viu que desliguei o telefone ele não ligou mais. Liguei para ele.
“Boa tarde, senhor”, disse para ele quando ele atendeu.
“Boa tarde”, disse Renan. “Está mais calmo?”
“Estou sim, senhor.”
“Me desobedeceu, mais de uma vez e ainda na frente de conhecidos”, disse Renan, o tom de voz naquela calma e frieza que me dava medo.
“Seu ex me tratou mal na frente dos outros, não vi o senhor fazendo nada”, disse para Renan.
“Não confia em mim?”, questionou Renan.
“Confio”, disse.
“Não parece”, disse Renan. “Se arruma e desce para cá agora e se prepara para o seu castigo.”
“Não acho justo isso”.
“Não importa o que você acha”, disse Renan de forma direta e seca. “Independente dos problemas que eu tenho para resolver com o Fernando, você me deve obediência”.
“Eu…”
“Vem agora.”
“A vida do senhor é sempre caótica assim?” questionei ele irritado.
Ele não respondeu imediatamente.
“O Fernando é um submisso ressentido. Ele nunca dá certo com nenhum dominador e mesmo sendo bonito acaba sendo trocado ou deixado. Quando ele te viu ficou com muito ciúmes. Você tem tudo que ele sempre quis e isso mexeu com ele. A reação dele é essa agressividade na forma de agir, ele não tentou te atingir, tentou me atingir. Ele sabe que eu te amo e tentou me atingir através de você. Ele não entendeu que para ser submisso é necessário muito mais do que beleza. Ele precisa aprender o lugar dele, e pode ter certeza que vai pior para ele do que para você. Mas uma coisa não justifica a outra. Agora venha, estou te esperando”.
“Sim, senhor.”