O ar em Belo Horizonte já estava diferente há dias. O cheiro de festa, de cerveja, de gente animada. E quando o som dos tambores começou a ecoar pela Savassi, eu sabia: a bagunça tinha começado.
Eu e Ricardo estávamos prontos.
Eu tinha caprichado na fantasia: Diabinha.
Vestia um body vermelho de cetim brilhante, bem colado, mostrando cada curva do meu corpo, decote profundo que deixava meus seios quase à mostra. Asas pretas nas costas, um tridente na mão, e uma cabecinha com chifres dourados. Salto alto agulha, pernas à mostra, meia arrastão. Eu estava quente, eu estava provocante. Eu era o pecado em pessoa.
E ele... ah, a minha Boneca.
Ricardo se entregou de corpo e alma. Ele tinha se vestido de Mulher.
Usava um vestido curto, rodado, azul celeste, cheio de paetês que brilhavam sob os holofotes. Uma peruca loira longa, bem feminina, maquiagem pesada: olhos marcados, batom vermelho, blush nas bochechas. Calcinha de renda fio dental aparecendo por cima da saia, salto plataforma. Ele estava lindo. Ele estava delicioso.
— Eu tô meio nervoso, Luana... — ele sussurrou, ajeitando o vestido, a voz falhando, já meio alterada pela cerveja e pela caipirinha. — E se alguém perceber?
— Ninguém vai perceber nada, amor — eu respondi, passando a mão por baixo do vestido dele e apertando a bunda dele por cima da calcinha. — Aqui é Carnaval! Todo mundo se fantasia, todo mundo se solta. Você é uma gata hoje. A mais linda do bloco.
E entramos na multidão do Então Brilha.
Meu Deus, que coisa louca! Gente pra todo lado, trios elétricos tocando aquele som que faz o corpo tremer, gente dançando, se beijando, se apertando. O bloco é famoso mesmo, mistura de tudo: família, amigos, mas principalmente gente que veio pra curtir, pra ficar bêbado e pra comer alguém. Dava pra sentir o clima no ar: tinha muito homem olhando pra homem, muita mulher procurando aventura, muita putaria escondida na multidão.
Nós dançávamos colados. Eu rebolava no Ricardo, ele me abraçava por trás, nós bebíamos, ríamos, nos sentimos livres. Ele já estava bem bêbado, o olho dele brilhava, a perna dele tremia. Ele não escondia mais: ele queria ser notado. Ele queria ser comido.
— Patroa... — ele gemeu no meu ouvido, enquanto eu rebolava pra ele. — Olha lá... dois caras... eles tão olhando pra gente há dez minutos...
Eu olhei na direção que ele apontou.
E o meu tesão subiu.
Dois homens. Negros. Grandes. Fortes.
Eles também estavam fantasiados de Anjinhos. Mas que anjos... Eram dois gigantes.
Usavam sutiãs de penas brancas, calcinhas brancas, asas de anjo, mas o corpo era de dar medo. Braços grossos, peitos largos, pernas torneadas. Um deles era mais alto, careca, com um sorriso largo e safado. O outro era mais baixo, mas muito mais largo, com o peito peludo aparecendo, barba cerrada, olhos escuros que pareciam dois furacões.
Eles não tiravam os olhos da gente. Especificamente, eles olhavam pra mim, e comiam o Ricardo com os olhos.
— Eles são gostosos, né boneca? — eu sussurrei, apertando a mão dele. — Os anjinhos vieram pra nos salvar... ou pra nos comer.
— Eu quero... eu quero muito, patroa... — Ricardo sussurrou, ofegante, se apertando contra mim. — Eu quero levar pica hoje. Eu quero muito.
— Então vamos lá.
A música estava no auge, o som alto, todo mundo pulando. Eu puxei o Ricardo pela mão e fomos caminhando, rebolando, até chegar perto deles.
Os dois nos viram chegar e abriram um sorriso, se aproximando também, formando nosso próprio círculo no meio da multidão.
— Oi, gatinha! — gritou o mais alto, o careca, por cima do som. — Que diabinha mais gostosa! E essa amiga sua? Que mulherão!
Ricardo riu, todo bobo, se fazendo de tímido, passando a mão na peruca loira.
— Eu sou a Luana — eu gritei, chegando perto, sentindo o cheiro de perfume forte e cerveja deles. — E esse é a Rê! — Dei um nome feminino pra ele na hora, e ele amou, balançando a cabeça positivamente.
— Eu sou o Biel! — gritou o careca. — E esse grandão aqui é o Pipo!
O Pipo, o musculoso, não falou nada, só ficou olhando, com aquela cara de pau duro, olhando da minha cabeça aos pés, e depois cravando o olhar na "buceta" do Ricardo, que estava coberta pelo vestido, mas ele parecia ver através do tecido.
— Vocês dançam muito! — gritou o Biel, já colocando a mão na minha cintura, apertando com força, sem cerimônia. — Muito corpo bom!
— Dançamos sim! — eu respondi, me entregando ao toque dele, sentindo a mão grande dele descer e apertar minha bunda. — E nós viemos pra curtir muito hoje!
— Então curte com a gente! — o Biel gritou, e ao mesmo tempo, vi o Pipo se aproximar do Ricardo.
O Pipo pegou o Ricardo pela cintura. Ele era tão grande que o Ricardo parecia uma boneca nos braços dele. Ele puxou o meu marido para si, colando o corpo, e começou a rebolar com ele.
— Nossa... que bundinha gostosa, menina... — o Pipo falou, baixo, só pra nós ouvirmos, a voz grossa rosnando no ouvido do Ricardo. — Você veio de saia justa pra provocar, foi?
Ricardo ficou todo vermelho, mas não se afastou. Ele rebolou de volta, colocando a bunda dele pra trás, bem em cima da virilha do Pipo, e deu pra sentir: o pau do grandão estava duro, duro, apontando pra ele.
— Vai... vai com calma... — Ricardo fingiu, mas ele estava tremendo todo.
Enquanto isso, o Biel me pegou. Ele me virou de frente pra ele, me prensou contra o corpo forte dele, e começou a dançar colado. A mão dele entrou por baixo do meu body, apertou minha coxa, subiu, apertou minha buceta por cima da lycra.
— Nossa... você tá molhada, diabinha... — ele sussurrou, mordendo meu pescoço. — Gosta de nego grande, gosta?
— Gosto... gosto muito, amor... — eu gemia, sentindo o pau dele grosso esquentando minha perna. — Eu e minha amiga... nós viemos pra ser servidas hoje.
O Biel olhou pro Pipo e sorriu. O Pipo entendeu na hora.
— Então não vamos ficar aqui no meio da multidão não, princesas — o Biel falou, olhando pra mim e pro Ricardo. — Temos um canto aqui perto, um carro parado numa rua vazia... lá nós podemos brincar direito. Sem ninguém atrapalhar.
Eu olhei pro Ricardo. Ele estava com a cabeça apoiada no peito do Pipo, todo derretido, os olhos vidrados de tesão e bebida. Ele mal conseguia falar, só fez que sim com a cabeça, freneticamente.
— Bora — eu disse. — Leva nós.
Saímos do bloco, aos risos, cambaleando de bêbados e felizes. Os dois nos seguravam, cada um com a sua "presa". O Biel comigo, sentindo meu corpo, e o Pipo arrastando o Ricardo, com a mão dentro do vestido dele, apertando o rabo dele o tempo todo.
Chegamos numa rua escura, silenciosa, longe do som do trio. Uma Blazer preta estacionada. Mal as portas abriram, a putaria começou.
— Entra, putinha — o Pipo empurrou o Ricardo pra traseira do carro.
Eu e o Biel entramos no banco da frente, ou melhor, eu subi por cima dele no banco do motorista.
— Tira essa roupa, diabinha.... — Deixa eu ver esse corpo.
Eu abri o body rapidamente. Ele caiu. Eu fiquei nua em cima dele. Ele agarrou meus seios com aquelas mãos grandes, chupou meus mamilos com força, enquanto eu procurava a "ferramenta" dele.
MEU DEUS.
Era grossa. Preta. Veias saltadas. Ele era enorme.
— Toma... enfia tudo... — ele ordenou.
Eu encaixei e desci devagar. GLUP.
Ele me esticou todo, me encheu, me fez gemer alto dentro do carro fechado.
— ISSO! MONTAAAA! — ele gritou, segurando minha bunda e socando pra cima.
Ao meu lado, na traseira, a cena era de loucura.
O Pipo tinha derrubado o Ricardo no banco de trás. Ele tinha levantado o vestidinho azul, mostrando a calcinha de renda preta já toda molhada, e o pau do Ricardo duro, latejando.
— Olha só... uma bucetinha e um pintinho... — o Pipo ria, malvado. — O anjo vai usar os dois hoje, Rê...
Ele tirou a própria roupa. Eu olhei por cima do ombro e quase gozei na hora.
O Pipo era um monstro. Grosso como uma tora de árvore, comprido, roxo, pulsando.
— Pede, boneca... pede pro anjo te comer... — o Pipo provocou, batendo o pau na cara do Ricardo.
— Por favor... por favor me come, anjo... me enche de porra... — Ricardo chorava, todo maquiado borrado, babando de vontade.
O Pipo não esperou. Ele virou o Ricardo de bruços no banco, levantou a saia dele toda, e com a mão cheia de cuspe, preparou o rabo da minha Boneca.
— VAI ABRINDO, PUTA... VAI ABRINDO PRO NEGÃO...
PLOC!
Ele enterrou tudo de uma vez só no Ricardo.
— AAAAAHHHHHH GOOOOSTOSO!!! — Ricardo gritou, agarrando o banco, o corpo todo tremendo. — É GRANDE! É MUITO GRANDE!
— CALA A BOCA E RECEBE! — o Pipo rugou, começando a meter com força bruta. PLAM! PLAM! PLAM! O carro todo balançava.
Eu estava montada no Biel, cavalgando feito louca, sentindo aquele pau grosso me destruindo por dentro, enquanto via meu marido sendo arrombado pelo amigo dele na parte de trás. Os dois negros, fortes, dominando nós dois completamente.
— GOSTOSA! ESSA BUCETA É TÃO BOA QUANTO O CU DESSA PUTA AÍ! — gritava o Biel, socando fundo em mim.
— É SIM! É NOSSA! É NOSSA! — eu gritava, perdida no prazer.
— EU VOU GOZAR! VOU ENCHER ESSE CU! — gritou o Pipo, e bateu mais forte ainda.
— ENCHE! ENCHE A MINHA BONECA! — eu gritava.
— E EU VOU ENCHER ESSA BUCETA! — o Biel gritou, e me prendeu contra o peito dele.
Sentimos os dois dispararem ao mesmo tempo.
O Pipo encheu o Ricardo de porra, jatos quentes e fortes que fizeram meu marido gritar e gozar também sem ninguém tocar nele.
E o Biel encheu o meu útero, tanta porra que eu senti escorrer pra fora, molhando as bolas dele.
Ficamos ali, todos ofegantes, o carro cheio de cheiro de sexo e suor, o som do carnaval distante.
Os dois se vestiram, voltando a ser os "anjinhos" bonitinhos.
Eu e o Ricardo nos arrumamos como dava, ele com o vestido amassado, a maquiagem borrada, o rabo doendo e sorrindo feito bobo.
— Voltem pro bloco, princesas — o Biel disse, me dando um tapa gostoso na bunda. — A festa continua. E quando quiserem mais... é só chamar os anjos.
Nós voltamos para a rua, cambaleando, cheias de porra dentro de nós, felizes, livres.
O Carnaval de BH tinha sido bom demais dessa vez. E a minha Boneca... ela tinha encontrado o paraíso.