Três Dias, Três Paus, Três Decisões - Parte 8 (Final)

Um conto erótico de Mark da Nanda
Categoria: Heterossexual
Contém 3024 palavras
Data: 29/05/2026 16:05:54

Breno quis saber mais detalhes de como ela faria agora, como contaria para seus pais, como faria com a faculdade. Mas Ynara não quis conversar mais. Disse apenas que eles conversariam novamente. Antes de sair, Ynara parou na porta e disse quase num sussurro:

- Mesmo que você me odeie pelo resto da vida… eu ainda te amo. E se esse filho for seu, vai ser a única coisa boa que eu consegui salvar de tudo o que vivemos.

Quando a porta se fechou, Breno ficou imóvel no meio da sala, sentindo que sua vida acabara de se complicar de forma irreversível.

[CONTINUANDO]

Os meses seguintes causaram um verdadeiro turbilhão na vida de todos, marcado por longos silêncios, mensagens frias e uma tensão que já transbordava para a família de ambos.

Ynara entrou no quarto mês de gravidez. A barriga já não era mais discreta, começando a aparecer sob as roupas largas. Ela continuava a terapia com Soninha, ajudava em casa e tentava manter a faculdade, mas a exaustão emocional e física era visível.

Foi numa das consultas de pré-natal que Ynara, acompanhada de Breno, descobriu estar grávida de trigêmeos. Ynara quase desmaiou na maca. Breno, que estava presente, empalideceu. Três corações batendo. Três vidas. A notícia que deveria ser de alegria tornou-se um novo terremoto.

Seus pais, que inicialmente ficaram chocados com a gravidez, mas já a vinham aceitando, ficaram emocionados e muito... muito assustados. O pai, mais reservado, perguntou certa vez:

- E o Breno? Vai assumir?

- Ele ainda está processando, pai. - Respondeu Ynara, sem coragem de contar toda a verdade: - Mas ele vai assumir, sim. Breno é um homem honrado.

- Você ainda não nos explicou sobre esse rompimento de vocês, filha... – Ele insistiu, olhando no fundo dos olhos dela: - Por que não nos conta o que aconteceu? Ele te traiu, foi isso?

- Pai... só... – Ynara tremeu, pois a verdade seria dura demais para seus pais: - Só aconteceu. Mas ainda tenho fé que a gente vai se entender.

Breno, por sua vez, vivia num estado de alerta constante. A academia ajudava a descarregar a tensão, mas não parecia ser suficiente. Ele tinha conseguido a promoção no trabalho, mas pouco se importava. À noite, ficava olhando o teto do quarto, imaginando cenários. Às vezes via uma criança com seus traços. Outras vezes, via um menino com dreads ou pele mais escura. O medo o consumia.

Eles se encontravam esporadicamente, quase sempre em lugares públicos. Breno acompanhava algumas consultas médicas importantes, mas mantinha distância emocional.

Uma noite, após uma conversa tensa num jantar na casa dos pais de Ynara, Seu Valdir, o pai dela, um homem endurecido pelas batalhas da vida, de poucas palavras e muitos princípios, não conseguiu dormir. Ele não conseguia entender, muito menos aceitar a frieza com que Breno vinha tratando sua filha. Isso o incomodava bastante.

Dois dias depois, sem avisar Ynara, ou mesmo sua esposa, Seu Valdir apareceu no prédio de apartamento de Breno no final da tarde e lá ficou esperando até ele chegar do trabalho. Quando Breno chegou, já foi recebido por ele com o semblante carregado:

- Precisamos conversar, rapaz.

Breno o deixou entrar, tenso, imaginando que Ynara pudesse ter tido algum problema:

- Aconteceu algo com a Ynara, Seu Valdir?

- Aconteceu. Ela está grávida de você e parece que você não quer assumi-la.

Breno se surpreendeu. Ele sabia a verdade. E pelo tom de Seu Valdir, nem ele, nem sua esposa, sabiam. Breno tentou ganhar tempo, imaginando o que falar para Seu Valdir sem expor Ynara. Ofereceu café, mas Seu Valdir recusou, indo direto ao assunto:

- O que está acontecendo de verdade entre você e minha filha? Você vai assumir esse filho ou vai continuar tratando a Naná como se ela fosse uma qualquer?

Breno tentou despistar, voz controlada:

- Seu Valdir, eu vou assumir minha responsabilidade. O menino vai ter meu nome, vou estar presente. Mas o que aconteceu entre mim e Ynara… é complicado. Não é fácil perdoar certas coisas.

Valdir estreitou os olhos:

- Complicado como? Que coisas? Do que você está falando? Ela te traiu, foi isso? Ou foi você que a traiu? Por que ninguém fala comigo?

Breno ficou em silêncio. Não queria sujar a imagem dela para o pai:

- Não é tão simples assim falar de certos assuntos... Eu acho que o senhor deveria conversar com ela.

- Covarde! - Cuspiu Seu Valdir, levantando-se: - Você prometeu um futuro para a minha filha e agora a abandona feito um moleque. E tem a cara de pau de dizer que “vai assumir sua responsabilidade”? Se você não ama mais minha filha, tenha a hombridade de dizer na cara dela e sumir de vez. Mas não fique nesse joguinho de merda, fazendo ela sofrer todo dia.

Breno engoliu em seco, mas não rebateu com a verdade. Valdir saiu batendo a porta, deixando Breno com um peso ainda maior no peito.

Ynara descobriu a conversa dias depois e ficou furiosa com o pai. Discutiu. Brigou. Quase passou mal, mas não teve coragem de revelar a verdade. Essa, se ela pudesse, levaria para o túmulo. Talvez com o exame de DNA provando que os bebês era de Breno, isso o convencesse a lhe dar outra chance. Talvez...

No ultrassom do quinto mês, a médica ficou em silêncio por longos segundos antes de falar com Ynara e Breno:

- Bom... Já sabemos que são três. E estão bem saudáveis. Querem saber o sexo?

Eles concordaram e a médica revelou: dois meninos e uma menina. Um pesadelo disfarçado de sonho; ou seria um sonho disfarçado de pesadelo. Enfim, qualquer que fosse a resposta, eram vidas que dependeriam deles no futuro.

A gravidez de alto risco exigiu repouso relativo, mais consultas e muito mais dinheiro. Breno aumentou sua contribuição sem reclamar, mas a tensão entre eles não diminuía.

O exame de DNA fetal não invasivo foi feito na 12ª semana. Os resultados demoraram mais que o previsto por causa da gestação múltipla. Quando chegaram, Breno e Ynara marcaram de abrir juntos na sala do apartamento dele. Ynara tremia. Breno estava sério, quase sem respirar.

O laudo era claro, frio e devastador:

“Bebê 1 (Menino A): Probabilidade de paternidade 99,999% com pai indicado.”

“Bebê 2 (Menino B): Inconclusivo / Baixa compatibilidade com pai indicado.”

“Bebê 3 (Menina C): Inconclusivo / Baixa compatibilidade com pai indicado.”

O relatório técnico explicava: o Bebê 1 fora concebido entre 7 e 10 dias antes do festival. Os outros dois, com margem de erro, foram concebidos durante ou logo após o festival, e se não eram de Breno, então havia uma alta probabilidade de serem de Dogão, ou de Ruan, ou de ambos, oriundos de uma fertilização heteropaterna (dois pais diferentes no mesmo ciclo).

Ynara leu e releu, o rosto perdendo toda a cor. Depois desabou em um choro convulsivo, quase ficando sem ar.

Breno ficou em um silêncio absoluto por quase dois minutos. Então disse sem rir, zombar, apenas observando a realidade fria:

- Um é meu; dois não. Se você não ficou com mais ninguém no festival ou depois dele, então só podem ser dos dois, ou de um deles. - Ele olhou para Ynara com um pouco de pena: - Você chegou a ficar com o Santiago também ou mais alguém?

- Não, Breno. Claro que não! Eu só fiquei com... – Ela suspirou profundamente: - Você sabe... os dois.

- Bem... Então... Parabéns, Ynara! Você conseguiu a proeza de talvez ter engravidado de três pais diferentes numa tacada só. Vai acabar entrando para o Guinness assim.

- Breno… por favor… - Soluçou ela: - Eu … Ah, meu Deus! Como vou falar isso para os meus pais?

Ele se levantou, andando pela sala como um animal enjaulado, pensando, tentando encontrar uma resposta. Antes que ele pudesse imaginar algo, Ynara se ajoelhou, desesperada, segurando as pernas dele:

- Assume os três, Breno! Por favor! Ninguém precisa saber. A gente cria eles como seus. Eu faço qualquer coisa! Eu juro que vou te honrar. Nunca mais farei nada sem a sua aprovação. Mas…

Breno arregalou os olhos com a proposta e cuidadosamente se soltou dela, afastando-se. Então, olhando para ela sem saber se agora tinha pena ou repulsa:

- Assumir os três!? E se os dois puxarem pra eles, Ynara? E se nascerem com a pele bem escura, cabelo pixaim, traços que não são meus? O que a gente vai dizer para as pessoas? “Ah, foi um milagre da natureza”... – Disse Breno, sarcasticamente: - Todo mundo vai saber que você me traiu... Todos! Meus amigos, minha família, seus pais… Todo mundo vai saber que você meteu um chifre na minha cabeça. Eu... Eu não tenho estrutura pra isso, não.

Ynara chorava tanto que mal conseguia falar:

- Eles serão irmãos. Mesmo que não sejam todos seus biologicamente, podem ser seus filhos. Pai é quem cria. Eles... Eles são meus filhos, mas podem ser nosso. Nosso! Por favor, não me abandona agora…

Os olhos de Breno chegaram a marejar com a triste sina daquela que ele ainda amava de alguma forma. Mas a voz saiu dura:

- Desculpa... Mas eu vou assumir o que é meu. O meu filho vai ter o meu sobrenome, minha presença, meu amor. Os outros dois… eu posso até dar um agrado vez ou outra, porque sou homem e eles serão irmãos do meu filho, mas não vou fingir que são meus. Não vou olhar pra eles todo dia e lembrar que você deu pra aqueles dois enquanto eu tava apagado. Isso não!

Ynara se recostou no sofá e olhou para o lado, devastada, abraçando a própria barriga com os três corações batendo dentro dela:

- Então você vai ter coragem de me deixar criar dois filhos sozinha? Vai deixar eu me humilhar publicamente?

- Você se humilhou sozinha no dia em que deixou eles te foderem e pior, sem camisinha. - Respondeu Breno, voz embargada: - Agora aguenta as consequências. Eu é que não vou me humilhar ainda mais por você.

Ele a ajudou a se levantar, mas não a abraçou. Chamou um Uber e pagou a corrida para ela. Quando Ynara saiu, carregando a maior dor da sua vida, Breno fechou a porta, encostou nela e deslizou até o chão.

Pela primeira vez em meses, chorou alto, sem controle, sentindo-se um lixo por ter deixado Ynara ir daquele jeito. Um filho era seu. Dois eram filhos da mais humilhante traição possível. Mas essa cruz, ela teria que carregar sozinha.

Ynara chegou em casa completamente destruída. A barriga de quase sete meses já era pesada, mas nada se comparava ao peso que carregava no peito. Entrou tentando passar despercebida, mas o pai a interceptou na sala:

- Senta aqui. Agora.

A mãe, Dona Lúcia, já estava com a Bíblia aberta sobre a mesa. Os dois queriam explicações sobre o que estava acontecendo entre ela e Breno. Ynara resistiu por quase meia hora. Chorou, desviou, disse que era complicado. Até que não aguentou mais e desabou. E contou tudo. A traição, os dois homens, as drogas, a deslealdade enquanto Breno passava mal e enfim, o DNA revelando que apenas um dos trigêmeos era dele. Contou chorando convulsivamente, sem filtro algum.

Dona Lúcia ficou lívida. Levantou-se devagar, apontando o dedo trêmulo para a filha:

- Você se entregou como uma prostituta… enquanto seu namorado estava desmaiado? E os filhos não são dele?

- Um deles é, mãe. Os outros, eu ainda não sei de quem...

Dona Lúcia pegou a pequena Bíblia e olhou para o teto de sua casa:

- Meu Deus, perdoa essa filha perdida! Eu... Eu não vou mais te ajudar, Ynara. Isso aí na sua barriga não é bênção, é o filho do próprio inimigo. Eu não vou criar filho da devassidão nesta casa.

- Mãe… por favor… - Ynara soluçou.

- Não me chame mais de mãe. Nunca mais!

Dona Lúcia saiu da sala e se trancou no quarto com uma batida seca da porta. Seu Valdir ficou em silêncio por um longo tempo, o rosto vermelho, as veias do pescoço saltadas. Quando falou, a voz saiu baixa e cortante:

- Eu vou te ajudar... Mas com uma condição: você vai me dar o nome completo desses dois desgraçados. Vou atrás deles, nem que seja na Justiça. Eles vão ter que ajudar na criação desses bebês.

Ynara, no fundo do poço, concordou no desespero. Disse os nomes. Deu até o apelido “Dogão” e a cidade onde eles disseram que moravam. Mas naquela mesma noite, sozinha no quarto, ainda ouvindo sua mãe praguejar no quarto ao lado, algo quebrou dentro dela de vez. E se somente ficasse com o bebê de Breno, livrando-se dos demais? Será que ele ainda a aceitaria? Será que isso evitaria uma vida inteira de humilhação pela frente?

No dia seguinte, Ynara ligou para uma amiga que havia abortado no passado. Contou superficialmente seu problema e pediu sua ajuda. A amiga lhe passou todos os detalhes, nomes, contato, tudo de uma clínica clandestina. Ela, sem avisar ninguém, juntou todo o dinheiro que tinha guardado, pouco menos de R$ 5.000,00 e pegou um ônibus para uma cidade vizinha, onde procurou a tal clínica.

Seu pedido era claro. Queria se livrar de dois dos três bebês. Levou todos os exames e explicou que queria ficar apenas com o “Bebê 1”. O médico disse que isso era praticamente impossível. Mas o dinheiro que ela jogou sobre a mesa tornou o impossível, possível.

O procedimento foi feito de forma precária e contra todos os prognósticos possíveis. Ela já tinha sete meses, fora do prazo e ainda queria manter um deles. A enfermeira que ajudaria no aborto avisou que era arriscado. Ynara disse que nada mais importava. A última lembrança de Ynara era de uma voz contando atédias depois, Ynara acordou num hospital público com febre alta, hemorragia, ligada a fios e canos. Os médicos lutavam para salvar sua vida, terminando uma curetagem de emergência para retirar o terceiro bebê. Entretanto, o dano já estava feito. Ynara perderia para sempre a possibilidade de ser mãe.

Seus pais foram chamados. Dona Lúcia chegou, olhou para a filha na UTI e saiu chorando, mas não conseguiu ficar. Seu Valdir ficou. Sentado ao lado da cama com o rosto entristecido:

- Sua mãe não pode ficar. Ela diz que você atravessou todos os limites possíveis da salvação. Diz que você matou três inocentes. Eu… Eu não sei mais o que pensar, filha.

Breno recebeu uma ligação de Seu Valdir nessa mesma noite, contando sobre o estado de Ynara. Após desligar, Breno ficou em silêncio por quase um minuto. Uma chaga nova abrindo-se em seu peito. Depois respondeu para si mesmo, com uma voz que não parecia sua:

- Ela matou meu filho... Mas isso não vai ficar assim. Eu vou denunciar. Vou denunciar a clínica e ela. Eles vão ter que pagar...

Dias depois, a polícia foi à clínica clandestina. Fecharam o local. Várias pessoas foram presas, inclusive outras mães prestes a passar pelo mesmo procedimento que quase matou Ynara. Ela, inclusive, ainda internada, recebeu a visita de uma delegada. Ynara confessou tudo e foi indiciada por aborto consumado, por três vezes.

Ynara saiu do hospital após 11 dias, fraca, pálida, com cicatrizes internas que nunca cicatrizariam. A mãe não quis mais ela em casa. E Seu Valdir concordou com ela, dessa vez. Ynara foi morar com uma tia distante. O pai ainda a visitaria várias vezes e a ajudaria financeiramente até ela conseguir se manter sozinha. Mas a relação entre eles nunca mais seria a mesma.

Breno depôs na delegacia e depois em juízo. Contou toda a história desde o festival sem poupar nenhum detalhe. Mostrou as mensagens antigas, o laudo do DNA comprovando a existência dos trigêmeos, dos quais ele era pai de um. Não demonstrou raiva no tribunal. Apenas cansaço. Apenas alguma esperança de que a justiça pudesse ser feita:

- Eu ia assumir o que era meu. Mas ela escolheu matar todos eles. Todos.

Ynara, magra, destruída, mal tinha forças para se defender. Chorava o tempo todo. Seu advogado tentou alegar desespero emocional e pressão familiar. Não adiantou muito. Em seu depoimento, apenas uma resposta deu:

- Tentei manter apenas aquele do homem que amo. Lamento que todos tenham morrido.

A sentença saiu branda por causa do contexto. As lágrimas de Ynara acabaram comovendo a promotora de justiça que sugeriu prestação de serviços à comunidade e acompanhamento psicológico obrigatório, que foram acatadas pelo juiz da comarca.

O estrago social foi irreparável. A pequena cidade inteira sabia. Ynara passou a ser conhecida como a “moça que matou os trigêmeos do festival.”

Breno, magoado, nunca mais procurou Ynara.

Ynara, envergonhada, nunca mais procurou Breno.

Seis meses depois do julgamento, Breno recebeu uma mensagem de Ynara:

“Eu perdi tudo. Você, meus pais, minha dignidade. Só queria te pedir perdão uma última vez. Espero que um dia você consiga ser feliz.”

Breno leu e não respondeu. Chorou e bloqueou o número. Por fim, deletou a conversa e todos os sonhos que um dia teve em vida com Ynara.

Breno também se mudou de cidade. Conheceu Amanda, uma mulher mais calma e serena, simples e carinhosa, com quem decidiu compartilhar o presente e o futuro. Ele nunca quis falar de seu passado e ela nunca o cobrou.

Ynara viveu com a tia por um tempo. Depois alugou um quarto pequeno na periferia. Mudou muito, emagreceu, envelheceu, entristeceu. Começou a trabalhar com crianças carentes e, embora nunca mais pudesse engravidar, aquele contato trouxe algum alento a sua vida.

Ela, às vezes, acorda tarde da noite, suando frio. Senti leves chutes em sua barriga dos três bebês que nunca nasceram. Talvez seja impressão, talvez seja uma forma de nunca esquecer. Fato é que chora em silêncio sempre que isso acontece e reza pela alma daqueles que não soube amar em seu desespero.

O desespero, aliás, a levou ao fundo do poço. E no fundo do poço, ela descobriu que algumas escolhas não têm volta. A ferida do Festival Som das Raízes nunca cicatrizou. Virou uma marca profunda que os Ynara e Breno carregariam pelo resto de suas vidas, cada um à sua maneira.

Fim.

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS E OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.

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Foto de perfil de Mark da NandaMark da NandaContos: 363Seguidores: 724Seguindo: 17Mensagem Apenas alguém fascinado pela arte literária e apaixonado pela vida, suas possibilidades e surpresas. Liberal ou não, seja bem vindo. Comentários? Tragam! Mas o respeito deverá pautar sempre a conduta de todos, leitores, autores, comentaristas e visitantes. Forte abraço.

Comentários

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Mark, você está careca de saber que eu adoro as suas histórias, certo?

Entretanto, o contexto de traição que você está impingindo as protagonistas está fazendo com que eu fique desapontada com os finais das histórias. O conto Uma Puta Dama foi assim e esse agora, mais ainda. Você as está colocando as protagonistas em uma situação extrema e impossível de ser perdoada. Por mais que a Ynara tivesse errado (e errou feio), ela não merecia o fim que teve. Me desculpe a sinceridade.

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Id@,

Concordo com vc que Mark esta pesando a mão no conteto de traição, mas me permita discordar um pouco sobre Ynara, dentro da minha visão e entendimento.

Agora sabendo desse fim tragico, noto que se revisitarmos o conto desde o começo, os comportamentos de Breno e Ynara são gritantemente diferentes. Breno sofre, tem duvidas, se pergunta, se questiona mas ele toca a vida. Passa a cuidar do corpo, começ aulas de boxe, até promovido no trabalho ele foi.

Com Ynara, vemos uma pessoa adoecer gradativamente, entrar em depressão, emagracer, disosta a qualquer tipo de submissão para ela conseguir ter a vida que ela mesmo jogou fora de volta.

Não sei pq mas essa partezinha para mim foi onde ela chegou no ponto sem volta da sua doença mental:

"Eles são meus filhos, mas podem ser nosso. Nosso! Por favor, não me abandona agora…"

Enfim, esse foi um dos pontos que enxerguei nesse conto.

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O final do conto foi surpreendente e muito triste, mas mostra mais uma vez o quanto Inara foi irresponsável e sem escrúpulos desde o festival, tendo feito o que fez sem pensar ou sopesar todas as implicações de seus atos, e mesmo tendo sido promíscua durante o festival ela continuou agindo como inocente colocando a culpa na bebida e nas drogas. Porém em uma das sessões com a terapeuta confessou que gostou do que fez e que se o Breno não a tivesse flagrado depois da noite de putaria com os dois desconhecidos, ela não diria absolutamente nada para o namorado, agora corno, e para fechar o conto com chave de ouro ela ainda se permite fazer um aborto absurdo e inescrupuloso.

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Muito bom este desfecho. O Breno esteve muito bem.

Mark podia aproveitar para acabar o Clair de Lune, desculpa o abuso

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Concordo. Essa saga clair de lune é a melhor junto com a própria história do casal. Seria muito legal a continuação

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No fundo mesmo ela não queria o Breno. Ela queria virar puta, queria puxar ele para um lance liberal, ela não queria dar, queria distribuir. Ela mesma assumiu para a terapeuta isso, que ela havia gostado e não sabia se aguentaria ficar sem.

Por fim, Breno mantendo a coerência do personagem que sempre foi, do início ao fim, fez o papel de homem ao assumir o filho e ainda foi voluntarioso em ajudar ela a achar os outros pais.

Uma orgia sem pensar dela, se colocou ela e o namorado em risco sem camisinha, com a burrada feita sobrou a ela isso mesmo, a amargura, tristeza, isolamento e desprezo.

Talvez ela não fosse má pessoa, mas provou que as pessoas são castigadas ou beneficiadas por suas escolhas.

Uma boa história, gostei, sem enrolação. Só acho que poderia ter tido mais sexo, mas entendi que a ideia era um drama erótico

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Surpeendente o caminho que essa historia seguiu além de extremamente triste para todas as partes. O sexo é uma coisa maravilhosa e todos devemos e merecemos ter momentos maravilhosos de sexo, mas tem de se ter muita responsabilidade para não transformar algo tão gostoso em algo tão devastador.

3 estrelas novamente querido Mark e obrigado por mais essa lição

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Como eu disse, (tikim de um, tikim de outros), assim foi concebido a gravidez, kkkkkk

Brincadeiras a parte, caraca de final foda, eu imaginava ynara passando uns perrengues na vida, mas perder os três filhos e ainda por cima por iniciativa dela, foi de cair o cu da bunda, mas infelizmente ela pagou por suas escolhas, caro pra caralho, mas pagou

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Breno foi covarde, devia ter ficado com Ynara ,mesmo que os 2 filhos não fossem seus. Ela errou no festival, sim,mas ele devia ter perdoado

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O Breno é um sujeito decente mas não é otário porra. Imagina ele correndo branca Ynara morena, todos branco aí nasce um bebê negro do cabelo pixaim, como ele vai explicar essa porra? Explica aí SAMAS

É foda Mané

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E daí? Homem de Verdade não liga pra isso. Ela mesmo disse que Pai é quem cria. Quantos homens assumem uma mulher com filho de outros e registra o como seu.

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Assumir uma mulher com filho de outro não é o mesmo que assumir uma namorada grávida depois de ter te traído com outro. Imagina todo santo dia o cara acordar e ver 2 crianças e lembrar da sacanagem que ela fez com ele? Pra mim ele fez certo.

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Muito forte esse final, não esperava tanto. Excelente drama parabéns.

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Caaaaarai...

Esse final foi uma verdadeira voadora giratória triangular flamejante de baixo pra cima.

Nota 10 Mark.

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Três decisões, eram os três filhos! 😳😳

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Ele não colocou gravidez na descrição, nem considerei essa possibilidade.

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Parabéns autor. O q dizer? Triste final, mas q infelizmente já se desenhou ainda no festival. Sensacional o desenvolvimento da trama e surpreendente a finalização. Só os eleitos conseguem. Nota mil

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TRISTE FIM.

😡😡😡😡😡😡😡😡😡😡😡😡😡😡😡😡😡😡😡

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Isso aí, devemos pensar bem no q fazer. Traiu o namorado, perdeu o amor dele e de seus pais por luxúria e vaidade

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Pesado...emocionalmente pesadíssimo, mas valeu cada linha, cada lição!

Mark, sem palavras e algumas lagrimas.Obrigado!

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excelente drama, apesar de uma ficção muito grande ja que uma mulher apos fecundação e improvavel uma fecundação posterior

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Aí que tu se engana é algo muito raro de acontecer, mas não impossível

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na pesquisa no google e impossivel

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Sim, é possível engravidar duas vezes na mesma gestação, um fenômeno extremamente raro conhecido como superfetação. Isso ocorre quando a mulher libera um novo óvulo mesmo já estando grávida, e ele é fertilizado. Como resultado, os bebês são concebidos com semanas de diferença e nascem juntos.

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Mark, surpreendente!

Acertei sobre os trigêmeos, mas não esperava este fim trágico para todos! 😳😳

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