Amor

Um conto erótico de Pedro
Categoria: Heterossexual
Contém 4642 palavras
Data: 27/05/2026 20:40:26
Última revisão: 28/05/2026 10:14:08

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Pedro chupava aqueles peitos que para ele tinha sabor de pêra como da primeira vez que os provou. Ele ainda lembra do gosto, do cheiro, do toque suave e de como se retesaram ao encontro de sua língua e ao roçar de sua barba. Os cabelos castanhos e compridos se emaranhavam aos seus dedos misturados ao suor dos corpos quentes que se acoplavam. Aquele corpo claro e aquele belo par de tetas com suas auréolas rosadas como duas flores a hipnotizá-lo. Ela cavalgava Pedro em um ritmo cadenciado, seus grandes lábios melados pelo prazer da situação abocanhavam o pau de Pedro quase que pela base. Os pentelhos de Pedro aparados mas que já cresciam criavam uma sensação única de prazer ao roçar em sua florzinha totalmente depilada.

As mãos de Pedro seguravam firme os quadris dela, quase como que se direcionassem o movimento de vai e vem, enquanto as mãos dela apoiadas no peito de Pedro brincavam displicentemente com seus mamilos e seu piercing o deixando em ponto de explodir dentro daquele oásis de calor e delicia, que massageava seu membro em movimentos ritmados cada vez mais deliciosos.

A grutinha dela começou a se contrair ritmadamente massageando o pau babão de Pedro que já havia melado toda aquela greta e, que de tesão, já estava encharcada por si. Ela joga a cabeça para trás e começa a gemer de prazer. Pedro arqueia o corpo e solta um som quase como um urro de animal. Ambos se olham por um instante, eles sabem que atingiram seus ápices. Eles reviram os olhos de prazer quase como em uma convulsão. Ela crava as unhas no peito de Pedro que aperta firme suas nádegas. O tesão de ambos já não é mais controlável. Pedro respira fundo e prende a respiração tentando prolongar seu prazer até o limite do limite do que se pode chegar e… “aaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!”

Ao mesmo tempo em que o pau de Pedro começa a pulsar, aquela deliciosa pepeca começa a se contrair freneticamente, aumentando ainda mais o prazer e o tesão de Pedro que goza em jorros. Ela gemer alto enquanto se contorce toda sobre Pedro. Seu corpo se estremece, suas pernas tremem e…

Plaft!

Ela dá um tapa no rosto de Pedro, que sorri tomado pelo êxtase, em seguida lhe beija a boca com doçura. Pedro ama esses contrastes de dor e carinho, assim como ama aquela mulher forte e ao mesmo tempo doce como uma pêra.

Antes dela se jogar na cama ao lado de Pedro, ambos se olham e riem como crianças que acabaram de ganhar um presente.

Vamos para o banho!? Pedro pula da cama a puxando pela mão.

No banho ela comenta:

- Nossa amor, como você estava faminto hoje!? Parecia que iria me devorar com a língua!

- E você nem gostou, né?! Comentou Pedro com um sorrisinho safado.

Pedro sempre foi bom nas preliminares. Ele gosta de deixar seu par muito excitado antes de partir para a penetração. Ele quer ver o desejo crescer no rosto do outro até que ele não queria outra coisa senão ser devorado com gosto. E foi isso que aconteceu mais uma vez naquele dia, quando Pedro a chupou deliciando-se naquela gruta de prazer e mel, a fazendo delirar.

Porém nesses últimos dias Pedro realmente andava mais fogoso com sua mulher. Isso era resultado de umas trocas virtuais que ele estava tendo com outros caras pela internet. Desde sempre Pedro teve contato com pornografia na web, mas o que o fascina são as reações das pessoas, os comentários nos vídeos, os perfis, as fotos e vídeos reais que elas compartilham de forma amadora em seus perfis, escondendo seus rostos e exibidos suas ‘vergonhas’ sem nenhum pudor. Pedro era uma dessas pessoas. Sempre teve perfis em sites porno, sempre gostou de se exibir, com discrição de rosto, nem tanto de suas partes, e principalmente, sempre gostou de fetiches variados.

Para Pedro estar presente no universo virtual da putaria, ter contato através dele com outras pessoas e até mesmo interações virtuais não são consideradas traição. Já para sua mulher ele não sabe, e por isso esse seu lado fica reservado de seu casamento. Quem conhece esse seu lado geralmente sabe que Pedro é um cara casado, ele não faz questão de esconder muita coisa. Até porque depois de mostrar tudo no site, vai esconder logo isso pra que, né?!

Mas em resumo, Pedro vinha trocando ideias, fotos, áudios, chamadas, emails e mensagens excitantes com alguns carinhas nos últimos dias. São fases que vem e vão na vida de Pedro, e isso o estava deixando faminto por sexo.

*

Mais cedo, naquele mesmo dia, Pedro saiu do escritório e foi direto para seu treino. Ele havia mudado de horário, pela manhã estava ficando difícil nessa época. A academia estava movimentada, fim de tarde, então Pedro optou por um cardio ao invés de pegar pesado nos aparelhos. Uma das TVs, logo a que ficava em frente à esteira de Pedro, estava sintonizada no canal CNBC, um canal que passa notícias do mercado financeiro. “Que conveniente!”, pensou Pedro enquanto sorria discretamente e caminhava. “Será que ele assiste a esse canal?”, “Já pensou se o entrevistado é ele e eu nem sei!?” Um dos caras com quem Pedro falou pela web atua no mercado financeiro e, embora tenha uma vaga ideia de como ele é, nunca viu seu rosto.

Os pensamentos de Pedro voaram longe. Pedro começou a lembrar de algumas coisas que falaram, de algumas coisas que o carinha escreveu, e começou a divagar. Aquele cara era diferente. Com os outros era logo: ‘Manda foto da pica’, ‘Filma gozando e me manda’, ‘Tem foto do cuzinho?’. Isso é bom. Mas com ele não foi assim. Longe disso. Eles trocaram uma ideia muito legal. Parecia mais uma amizade estranha. Um amigo na frente do qual Pedro podia ficar nu de corpo e alma. E, embora até aquele momento, não tenham trocado nudes, Pedro sentia um certo tesão por ele.

Logo teve que voltar a realidade e pensar no imposto de renda, que ele ainda não havia declarado e que precisava ver com o contador, de modo a evitar uma queda em plena esteira.

*

21 de setembro de 2019, nove da manhã, Tatuapé, São Paulo. Geralmente seguro de si, Pedro está ansioso, suas mão suadas denunciam seu nervosismo. O perfume de flores chegava suave a suas narinas trazido pelo ar fresco da manhã ensolarada de primavera que entrava pelas grandes portas abertas à sua frente. Fazia tempo que ele não se via tão bem aprumado e em frente a tantas pessoas.

À sua frente sua mãe chorava emocionada junto a seu pai, sua irmã, cunhado e sobrinha. Ao seu lado os padrinhos, do outro lado as madrinhas e em frente a família dela igualmente emocionada.

Começa a tocar a marcha nupcial no órgão da igreja. A noiva aparece na porta acompanhada pelo pai. O coração de Pedro dispara ao ver aquela silhueta. Parece que vai saltar pra fora da caixa do peito. “Meus deus, Pedro, segura a onda!”.

Após os votos e a tradicional chuva de arroz na saída do matrimônio, Pedro e ela receberam os convidados no salão de uma tradicional associação italiana na Mooca, onde os pais dela eram ativos associados há anos. Receberam os cumprimentos, ela jogou o buquê, dançaram a valsa, fizeram fotos, brindaram, almoçaram e comeram os doces. Ambos com um sorriso solar estampado no rosto. Quem presenciou disse que era a coisa mais linda de ser ver, um casal tão apaixonado.

Lá pelo meio da tarde Pedro e ela, agora sua esposa, saíram à francesa, entraram no carro e foram diretamente para a casa que ambos haviam comprado e reformado para viverem juntos. Era uma casa antiga, pé direito alto, espaçosa na medida certa, cada um com seu espaço de trabalho: um escritório confortável para ela, ao lado da sala de estar, e uma edícula aos fundos, que Pedro reformou ele mesmo, ao estilo ‘irmãos a obra’, e transformou em sua ‘garagem de adolescente dos anos 80’.

Mal o portão da garagem havia baixado e as carícias mais quentes já começaram ali mesmo. Eles haviam combinado de não transar na casa até o dia do casamento, e conseguiram cumprir, de modo que aquele era o dia de inaugurar cada cantinho daquele espaço só deles. Ambos não se viam a 3 dias, outro combinado. Ela foi passar esse tempo em um hotel fazenda e no último dia teve seu dia de noiva com as madrinhas. Pedro resolveu sair com os amigos, curtir um pouco, últimos dias de solteiro, sabe como é. Mas não rolou nada para ele. Não teve vontade. Sempre que olhava para alguém imediatamente seu pensamento o levava para ela. Não por culpa ou possível remorso posterior a algo que viesse fazer, mas porque seu coração disparava toda vez que ele lembrava dela.

Da garagem entraram na sala já tentando remover as roupas, sem muito cuidado ou preocupação, o desejo entre ambos sempre foi maior do que alguns botões arrancados no calor do tesão.

Pedro a beijava com desejo como se tivesse fome e sede de algo que ele nunca havia provado, a agarrou e a colocou no sofá, rasgou a frente do vestido e deixou seus peitos a mostra, ela já estava com os olhos brilhantes como duas safiras de fogo. Olharam-se por um segundo e Pedro logo dedicou-se a mamar aqueles peitos maravilhosos que ele tanto adorava. “Que tesão!” “Eu adoro esse cheiro que ela tem!”. Chupou, lambeu, mordiscou. Enquanto isso ela mordia seu lábio inferior ao mesmo tempo que agarrava com força os cabelos de Pedro forçando sua boca contra seu peito. Pedro volta a beijá-la com muito tesão. A essa altura seu pau já estava estralando por dentro da calça.

Por um momento ambos param, ela tenta tirar a camisa de Pedro, que se ergue e a ajuda. O piercing de Pedro enrosca, o que provoca certa dor e ao mesmo tempo aumenta seu tesão. Pedro quase vê estrelas, alí mesmo, às 4 da tarde!

Pedro a toma pelos braços e a conduz até a cozinha, a encosta no balcão e inicia novamente a beijá-la. Ela retribui com o mesmo tesão. Línguas que se entrelaçam num mar de saliva e desejo. Pedro a vira e com uma mão empurra suas costas fazendo com que ela se debruce sobre o balcão. Com a outra mão ergue o vestido e todos aqueles forros. “Pra que tudo isso!?” Pensava Pedro. Pedro abaixou-se, afastou as pernas dela, sentou-se no chão e com um rápido movimento rasgou a meia calça e a calcinha branca de renda que ela usava expondo aquele buraquinho marrom claro e aquela grutinha que já estava toda inchadinha e começando a ficar molhada.

Ele sabia que atrás só poderia admirar, ela não curtia nada no cuzinho, nem toque, nada, então ele respeitava. Pedro é um cara safado mas estava apaixonado e os limites do outro, quando muito bem estabelecidos, e esse é o caso, é coisa que ele não discute, respeita e pronto.

Então começou a explorar aquela florzinha com os dedos, coletando o mel e trazendo a sua boca. “Que delícia!” E voltava os dedos babados aquela gretinha, misturando os dois líquidos. Ela gemia e contraía levemente todo o conjunto. “Que tesão!” Pedro aproximou o rosto daquela flor rosada, puxou o ar profundamente, enchendo seus pulmões com aquele aroma enlouquecedor que dali se exalava. Esticou a língua e tocou aqueles lábios delicadamente. Ela estremeceu e contraiu ao mesmo tempo em que soltou um gemido. Aquele era o sinal de que Pedro estava no caminho certo.

Pedro demorou-se matando sua sede naquele oásis. Sua língua o penetrava, sua boca o chupava, cada dobrinha, cada detalhe, cada pequena fresta em que a ponta de sua língua pudesse ser enfiada de modo a explorar o prazer dela. E ela gemia. Suas mãos agarravam tão firmemente a pedra do balcão quase como se pudessem amassá-la, moldá-la à sua forma.

Por fim Pedro levantou-se, a virou e beijaram-se novamente. Gostos, cheiros, líquidos e tesão, tudo misturado, tudo junto, um só, uma só carne como dito mais cedo no altar. Pedro ajudou ela a se livrar do restante da roupa e, por um instante, admirou aquele corpo como se fosse a primeira vez, demoradamente. Ela se aproximou de Pedro e olhando fixamente em seus olhos começou a alisar seu pau por cima da roupa. “Caralho, que tesão!” Pedro solta um gemido aspirado. Seu pau já havia babado toda sua cueca branca.

Ela remove seu cinto, ele desabotoa a calça e logo já está sem sapatos e meias. Segue apenas de cueca. Os dois alí em pé, ela com o braço em volta do pescoço dele, ele com as duas mão agarrando aquela bunda deliciosa. Com a outra mão ela adentra pelo elástico da cueca. A mão delicada porém firme encontra a cabeça melada do pau de Pedro. As pontas dos dedos começam a explorar aquela pele babada que recobre a glande. Pedro revira os olhos e joga a cabeça para trás. Ela agarra os cabelos de Pedro pela nuca e puxa. Sua boca começa a lamber e a mordiscar os mamilos de Pedro. Com os dentes ela puxa seu piercing.

- Caralho! Pedro puxa o ar aspirando entre os dentes.

- Tá gostoso, amor?

- Muito! Tá muito tesão!

- Quer que eu pare!

- Não, não pára não, continua!

- Aqui não!

Imediatamente ela larga os cabelos de Pedro, tira a mão de sua cueca e parte em direção ao quarto. Pedro fica ali, paralisado pelo tesão observando aqueles quadris indo em direção a cama dos dois. Sem demora ele arranca a cueca e parte em direção a ela.

No quarto ambos se beijam novamente à beira da cama quando ela o empurra. Pedro cai de costas sobre a cama. Pau duraço, babando, apontando para o teto. Ela não se demora a montar em Pedro, sua posição favorita, encaixa sua grutinha molhada no pau babão de Pedro, que já estava latejando, inclina-se e o beija ao mesmo tempo que acaricia seus mamilos. As mão de Pedro em suas ancas brancas, os quadris de Pedro iniciando o movimento de vai e vem, deslizando seu pau naquela flor de imenso prazer. Ela se ergue e toma o controle da situação, acelera os movimentos de sua virilha conta a de Pedro, pele com pele, tudo liso, melado, deslizando, contrações vaginais, tudo isso enquanto ela acaricia os próprios peitos. Pedro leva as mãos até eles. Ele adora o toque de seda daquela pele clara e macia.

Ela apóia suas mãos para trás e cavalga mais intensamente jogando seus cabelos. Pedro intensifica seus movimentos e aperta levemente os bicos dos peitos dela. Ela geme de tesão. Em um determinado momento a respiração dela começa a ficar mais intensa, sua greta começa a ficar mais molhada, ela aumenta o ritmo freneticamente e começam as contrações ao redor do pau de Pedro, que também vai ao delírio. Seu pau estava sendo massageado intensamente ao mesmo tempo que deslizava, ele começa a sentir aquela pressão entre a base do pau e o cu, “Caralho, não vou conseguir segurar mais!” Ela começa a gritar e a tremer toda. Pedro começa a pulsar dentro dela. A sensação é intensa e estonteante. Por um breve momento Pedro não sente suas pernas, ouve um som agudo em seu ouvido e aquele clarão nos olhos.

- Ahhhhhhhhhhhhhhh! Caralho!

Ela, em êxtase, desacopla-se de Pedro e deita-se em seu peito. Ambos olham para o teto com sorrisos fartos. “Ainda bem que eu trabalhei bem na acústica dessa casa”, pensou Pedro.

*

2017, último ano de Pedro na faculdade, ele estava para se formar. O estágio já se encaminhava para uma vaga CLT, mas ele tinha dúvidas se queria ou não continuar naquela empresa. Ano complicado para tomar decisões desse tipo, mercado da construção civil em crise e mesmo assim ele estava se saindo muito bem.

Era fim de tarde e seus amigos o convidaram para dar uma volta, ‘Sextou!’ disseram. E lá vão eles para mais uma noite na Vila Mariana.

Seus amigos escolheram um bar focado em sertanejo e pop. Segundo eles era um lugar perfeito porque lá a mulherada já ia ‘na intenção’. Pedro pediu um chopp e ficou curtindo a música, sertanejo não é muito a sua praia, mas ele se diverte com o que for. Pode chamar Pedro para qualquer rolê, que chato ele nunca foi. Pelo contrário, ele adora descobrir e experimentar coisas novas. Ainda mais estando em São Paulo, a cidade que não dorme. Pedro tem 36, mas sua vibe não demonstra a idade. É festeiro, alegre, divertido, boa companhia e bom companheiro. Nas baladas da vida já salvou de roubada muito amigo bêbado. Seus amigos estão na faixa de no máximo 30, mas são cabeça boa, um pouco inconsequentes é verdade. ‘É fazendo merda que se aduba a vida!’ um deles repetia bêbado certa vez.

Nesse dia Pedro estava distraído, com a cabeça cheia, não estava muito presente, até que em um movimento de cabeça seus olhos focaram nela o trazendo imediatamente a realidade. “Ela!”

Há algumas semanas Pedro havia conhecido e conversado com uma garota em um barzinho em Pinheiros. Ela foi muito simpática e os dois evoluíram muito bem no papo, mas não passou disso, embora Pedro tenha ficado encantado por ela desde o momento em que a moça adentrou o recinto naquele dia. Pedro aproximou-se e ela o reconheceu imediatamente.

- Oi!

- Oi Pedro, tudo bem?

- Bem melhor agora!

Ambos sorriem e começam a conversar. Logo o papo fica mais interessante, mais fluido.

Ela pede mais um drink, Pedro bebe mais um chopp e a tira para dançar. Pedro gosta muito de dançar, aprendeu desde cedo, e pelo visto ela também. No roça-roça dos corpos, com o calor e a desinibição do álcool, foi inevitável Pedro não ficar excitado. O cheiro dela era muito bom! “Esse cheiro parece de fruta, mas que fruta!?” A música muda, ambos saem da pista e Pedro começa a falar ao pé do ouvido dela. Carícias em sua mão, toque sutis, no ombro, e um leve toque de seus lábios no pescoço dela que arrepiou sua pele branca e macia. Ela, em um rápido movimento, agarrou Pedro, o pressionou contra a parede e o beijou.

Pedro de início se assustou, mas aquilo estava tão bom e ele tinha desejado tanto que foi só entrar na onda, como acompanhar os passos de uma dança. As línguas se procuravam freneticamente, as bocas quase que se comiam. No canto escuro havia certa discrição, porém as coisas esquentaram muito rapidamente. A essa altura o pau de Pedro parecia explodir para fora da calça jeans. Ela parou de beijá-lo por um instante, olhou bem ele nos olhos e disse:

- Meu amor, você está bem animado já, não é!?

- É esse seu cheiro de fruta que está me deixando faminto!

- Então vamos encontrar um lugar mais reservado, só para nós dois?

Ela agarra Pedro pela mão e o puxa em direção a saída. Pedro mal tem tempo de pegar um cardápio para tentar dissimular o indisfarçável naquela sua calça justa. Ambos pagam suas contas. O tempo na fila do caixa foi suficiente para esfriar um pouco a situação e ajudar Pedro a sair na rua sem cometer o crime de atentado ao pudor.

Eles caminham em direção a um hotel nas proximidades, fazem o chek-in e sobem. Os amassos já começam no elevador. Ambos estavam famintos um do outro. Nem bem entraram no quarto e já estavam nus. Pedro nem lembra direito como tirou sua roupa tão rápido tamanho o foco naquela mulher a sua frente.

Há tempos Pedro não sentia aquilo. Um misto de desejo com vontade de morder, possuir, ser possuído, o coração disparado, ambos ofegantes, mãos, cabelos, bocas, corpos que se esfregam, se colam e se sentem mutuamente. Pedro não sabia o que fazer primeiro. Estava muito excitado! Então jogaram-se na cama. Pedro por cima. Suas mãos percorriam o corpo dela, beijava seu pescoço, seu colo, seus peitos… “Pêra!”, “Era cheiro de pêra!” Duas pêras deliciosas e suculentas que ali estavam à sua frente, com aqueles mamilos perfeitos e rosados que hipnotizaram Pedro tanto quanto aqueles olhos cintilantes que o miravam enquanto ele a admirava incrédulo. “Isso tudo só pra mim!?”

Pedo começa a passar a ponta da língua delicadamente na ponta de um mamilo enquanto que com os dedos acariciava o outro. Sua coxa peluda estava pressionada contra a virilha dela, que a essa altura já estava tesa e molhada, a fazendo se contorcer ainda mais. Ela pega a mão de Pedro e, levando até a boca, chupa seus dois dedos, indicador e do meio, com desejo, com tesão, enquanto geme e se contorce. O pau de Pedro, escuro e todo melado, friccionado contra aquela coxa branca e macia, está cada vez mais duro. Pedro a beija novamente para logo em sequência descer por aquela barriga macia, brincar com a língua naquele umbiguinho gostoso, penetrando aquele buraquinho como se buscasse algo, dando uma amostra do que aconteceria logo em seguida. Ela se contorce e agarra os cabelos de Pedro que finalmente chega até sua virilha.

Pedro parou um instante para admirar aquela rosa maravilhosa, aberta, cheirosa, suculenta, toda meladinha, aqueles lábios tais como pétalas, “Que tesão! Porra!”

Pedro aproximou a boca daquela gruta e puxou o ar, causando uma corrente fria e um arrepio no corpo dela, que se contraiu imediatamente e a fez se retorcer na cama. Então ele começa lentamente a beijar a florzinha dela, como se estivesse beijando algo muito delicado e precioso. A pele dela se arrepiou inteira. Logo em seguida, com a ponta da língua, começou a pincelar aquela obra de arte, como um pintor que pinta um quadro. Lambia como um cachorro lambe um bife suculento.

Pedro se demorou nessa adoração por uns bons minutos, chupando, lambendo, buscando cada cantinho escondido daquele lugar sagrado. Ela gemia e se contorcia ao passo que sua grutinha ficava cada vez mais úmida e suculenta, o que excitava Pedro ainda mais e o incentivava a continuar seu labor. Até que a língua de Pedro acaricia a uretra. Nesse momento ela puxa o ar rapidamente e tranca a respiração. Como se tivesse tomado um susto. Algumas pequenas gotas de líquido saem. Pedro pára e a olha. Ela fica espantada, e com as mãos ao peito olha para Pedro que sorri maliciosamente. Então ela retribui o sorriso e relaxa o corpo novamente.

Pedro a toma pela mão e a leva até o box do chuveiro. Ali ele começa a beijá-la contra a parede enquanto suas mãos percorrem seu corpo, uma acariciando seu mamilo, a outra buscando a uretra de tal forma a provocar novamente aquele efeito. Ela enlouquecida se entrega.

Pedro, desce beijando aquele corpo delicioso, senta-se no piso, em frente aquela gruta maravilhosa e volta a se dedicar ao cunilíngua, alternando entre o clitóris e a uretra. Com os dedos de uma mão ele abre aqueles lábios enquanto que com a outra se masturba deliciosamente. Ela está em êxtase. Suas mãos agarradas aos seus peitos e cabelos, geme, estremece, contorce o corpo. Até que em um determinado momento ela grita e jorra no peito de Pedro. “Uau, que delícia!” Aquele jato de mijo quente acerta Pedro com força e escorre até seu saco. “Que tesão!”.

Ela olha para baixo com um misto de prazer, surpresa e incredulidade. Pedro olha para cima com um sorriso de satisfação enquanto volta ao que estava fazendo.

A cena se repete mais algumas vezes até que Pedro, encharcado daquele banho dourado, percebe que ela está chegando ao ponto sem retorno. Ele também está no limiar. Pedro intensifica as carícias alternando linguadas e chupadas, ela cada vez mais molhada se retorce e geme alto, agarra a cabeça de Pedro e a força contra sua grutinha. Pedro agarra sua bunda macia com as duas mãos e tenta entrar naquela gruta deliciosa. Ambos estão cada vez mais no pico do tesão, até que ela começa a gritar. Imediatamente Pedro começa a gozar sem se tocar. Os jatos pintam o azulejo da parede do box e escorrem pelo chão, um, dois, três, até que ele perde a conta tomado pelo êxtase do momento. Ela, grudada na parede, sente suas pernas falharem. Pedro a segura. ambos riem aquele riso gostoso, aquele riso de gozada bem dada. Pedro sobre, dá um selinho em seus lábios e liga a ducha.

- Que água gelada!

- Calma, só regular! Ela ri.

Eles acariciam seus corpos e se preparam, pois haveria mais naquela que seria a primeira noite de muitas.

*

Pedro estava na república que ele seguia dividindo com seus parceiros quando toca o telefone. Era seu amigo da faculdade.

- Pedro, viado, que cê tá fazendo!?

- To por casa, porque!?

- Bóra em um barzinho novo que abriu em Pinheiros!

- Barzinho? É terça!

- Pô cadê aquele Pedrão, o cara que é parça pra tudo?

- Cara to cansado do trampo, estudando pras provas finais, não vai rolá.

- Mano, vamo, vai ser legal! Te pego de carro. Bóra!?

- Blz, passa daqui a meia hora que aguardo cê na portaria.

Pedro não estava animado com aquela ideia, mas como era de carro então ele topou. Ida e volta sem gastar ou se desgastar, só não encher muito a cara, e sim, nessa época Pedro bebia bem, e voltar pra casa tranquilo, que no outro dia seria suave na nave!

Chegando no local o bar ficava no térreo de um sobrado antigo, todo colorido, bem decorado, luz suave, plantas, mesinhas fora e dentro. Resolveram entrar.

Rafa, amigo de Pedro, era conhecido dos donos, um casal bem alternativo, mas alternativo estilo Pinheiros, nada de exageros, tipo hippie chic. Ele fazia cerveja artesanal por hobby e ela preparava empanadas, que serviam no bar. Ao fundo, do outro lado do balcão, uma coleção de vinis e uma vitrola ligada ao som ambiente, que tocava Jorge Bem. Pedro gostou.

Sentaram-se, pediram a cerveja da casa, era boa. O proprietário serviu em taças especiais e explicou sobre amargor, teor alcoólico, cereais maltados e não maltados, IBUs… Pedro apenas saboreava e viajava na música enquanto balançava a cabeça fingindo interesse no assunto. Rafa deu mais trela, eram conhecidos.

A noite foi passando, Pedro e Rafa conversando e rindo, o papo estava bom, porém ambos se controlando para não beber além da conta, um por estar dirigindo e o outro porque não queria estar de ressaca no dia seguinte. “Vai saber do que essa cerveja artesanal é capaz!?” Até que Rafa levanta e vai ao banheiro.

- Pedro, vou dar um mijão.

- Vai lá, daqui a pouco eu vou.

Pedro fica sozinho na mesa, divagando um pouco. Ele queria relaxar e não pensar em nada, difícil pra quem vive com a cabeça cheia, até que pela porta entra uma mulher acompanhada de uma amiga.

Pedro fica maravilhado com a visão que ele tem naquele instante. Alta, pele branca, mas daquelas que bronzeia fácil, braços finos e longilíneos, cabelos castanhos, lisos compridos, olhos claros e brilhantes como dois diamantes azuis e um sorriso encantador.

Elas param por um momento, olham ao redor, o bar está cheio. A mesa de Pedro e Rafa é para 4. Pedro levanta, olha para a moça, sorri e faz um sinal. A moça retribui o sorriso, toca o braço de sua amiga e ambas se dirigem à mesa de Pedro.

Naquele momento o coração de Pedro bateu mais rápido que o de um maratonista. A moça era uma deusa, linda, bela como uma estátua talhada em branco mármore italiano. Seu caminhar parecia em câmera lenta e o vestido esvoaçante se tramava em suas longas pernas. “Uma modelo!”

Ao chegar à mesa:

- Oi! Esses dois lugares estão vagos? Podemos sentar?

- Claro senhorita! Respondeu Pedro puxando a cadeira para que a moça pudesse se acomodar confortavelmente.

Na vitrola o disco dos Secos e Molhados começava os primeiros acordes e logo o vocal aparece ‘Leve, como leve pluma / Muito leve, leve pousa…’

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Comentários

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Parabéns Cinconoves!

Muito bem escrito.

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Que alegria e enorme incentivo receber seu comentário! Ainda mais eu que estou iniciando. <3

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Não conhecia a música achei o conto muito inteligente e interessante na sua forma parabéns.

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Fiquei até sem palavras recebendo seu comentário, a autora do desafio. Ainda mais você sendo uma autora experiente. Obrigado pelo incentivo.

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