A saga de Otávio 4 – Um, Dois, Três, Tudo de uma vez!

Um conto erótico de Xandão Sá
Categoria: Gay
Contém 5371 palavras
Data: 25/05/2026 18:46:38

No início de 1991, Otávio voltou das férias na casa dos pais carregando consigo, além de todas as guloseimas que encheram a bagagem, as lembranças que pareciam queimá-lo por dentro, mesmo tendo achado que poderia deixá-las em Fortaleza. O ano de 1990 tinha sido intenso e elas seguiram com ele. Então, voltar a capital era de alguma forma reencontrar-se com a diapasão de um desejo que lhe alucinava e lhe amedrontava no mesmo condão.

O hiato de descanso no interior até que o afastou temporariamente das aventuras vividas nos meses anteriores — primeiro com seu tio, depois com o tio e o noivo da prima, em seguida com o casal, com o qual voltou a se encontrar outras duas vezes, além de algumas incursões no universo da pegação nos banheiros públicos e nos cinemas do centro da cidade, que ele começou a experimentar, mais para observar e ver do que para fazer. Experiências que mostraram que era gigante a diferença entre as brincadeiras e jogos sexuais adolescentes, do jovem descobrindo o sexo com amigos e colegas, peripécias que agora pareciam inocentes diante de relações e desejos cada vez mais intensos como aquela tarde abafada no motel com Luís e Tatiana — episódios que haviam rompido qualquer ilusão de simplicidade e inocência sobre si mesmo. Ele havia entrado no mundo adulto de vez, com todas as possibilidades e responsabilidades que vinham junto.

Por outro lado, estar no interior e rever – reencontrar os amigos e colegas da adolescência trouxe um sentimento nostálgico do quanto era bom também aquele sexo limítrofe da aventura, da brincadeira, do jogo safado, mas com um quê de inocência. A maioria dos parceiros de aventuras juvenis agora se afirmavam exclusivamente heterossexuais, o simples fato de Tavinho mencionar as brincadeiras que eles haviam feito foram repelidas pelos mais machistas, mas alguns entenderam a insinuação, a sugestão ambígua de que o tesão de alguns anos atrás ainda rolava e isso rendeu a Otávio algumas sessões de putaria no açude, no passeio nas trilhas e outros locais onde ele e seus companheiros de adolescência costumavam “aprontar”. Foi um bom revival, sobretudo porque o fascínio dos broderes por seu pauzão continuava igual, uns para conseguir dar pra ele, outros pelo tesão de comer um cara que tinha o maior pau da região rsrsrs.

Quem via Otávio desembarcando na Rodoviária de Fortaleza não imaginava o turbilhão escondido por trás da expressão serena. Na superfície, Otávio ainda era o rapaz bonito, reservado e de sorriso fácil que as garotas notavam e os adultos elogiavam. Em casa, sua mãe falava frequentemente sobre seu futuro, sobre a faculdade, sobre encontrar “uma boa moça”. Na escola, entre corredores abafados e salas de aula barulhentas, ele mantinha a postura que esperavam dele. Mas, intimamente, sabia que havia algo mais profundo e impossível de negar: seu olhar buscava os rapazes com uma intensidade que o assustava.

No cursinho pré-vestibular, em meio às apostilas gastas e ao cheiro de café barato, conheceu Gabriel.

GABRIEL, 1

Gabriel era diferente dos outros. Tinha olhos atentos, um humor afiado e uma confiança tranquila que parecia desarmar Otávio. Sentavam-se próximos nas aulas de literatura e história, trocando comentários, risos contidos e, aos poucos, confidências. O contato começou de forma sutil — mãos se roçando ao pegar uma caneta, joelhos se encostando sob a mesa da cantina durante o intervalo, olhares demorados quando ninguém parecia notar. Como Otávio, Gabriel veio do interior para estudar na capital e se preparar para o vestibular. Levou pau na primeira tentativa e agora fazia cursinho para ampliar suas chances e se preparar melhor. Filho de pais médicos, mãe ginecologista e pai clínico geral, ele estava ali para cursar medicina e dar seguimento à tradição familiar. Uma vida que parecia já estar decidida por ele, ainda mais quando o pai é o principal médico da região, cogitado para se candidatar a prefeito. Na cadeia sucessória, ele assumiria a clínica e a clientela da família…

Certa tarde chuvosa, Gabriel o convidou para estudar em seu apartamento enquanto os pais viajavam. O pretexto eram equações e redações; a tensão, porém, nasceu muito antes de qualquer página ser aberta.

No quarto do pequeno apartamento, arejado pela brisa que soprava vindo da praia, ali na Monsenhor Tabosa, entre livros espalhados e o som da rua que vencia a barreira da janela, a proximidade ganhou outro peso. Gabriel falou menos que de costume. Otávio sentia o coração disparar a cada silêncio. Quando Gabriel subitamente tocou seu rosto, com hesitação quase imperceptível, Otávio não recuou.

O beijo veio carregado de descoberta e urgência, como se ambos tivessem guardado aquele impulso por tempo demais. Para Otávio, havia algo profundamente diferente: não era apenas desejo bruto, mas uma identificação emocional que o desestabilizava. Gabriel parecia compreendê-lo sem exigir explicações. A evolução dos beijos para as carícias íntimas veio naturalmente. Mãos que passeavam ávidas pelos corpos e iam desnudando a ambos. Camisas arrancadas pela cabeça, bermudas jogadas ao chão, quando se viram seminus, as cuecas mal conseguindo conter a violência das ereções, pararam para se olhar. Mediram forças escaneando cada centímetro de pele.

Otávio encantado com o corpo esculpido de Gabriel, parecia um ginasta, músculos do peitoral definidos com precisão milimétrica, cultivados com horas diárias de dedicação à academia, a barriga chapada, as pernas longas, torneadas por fibras musculares anatomicamente perfeitas, coxas que pareciam colunas gregas e um volume espremido pelo tecido da cueca boxer que pareciam a ponto de explodir.

Já Gabriel avaliava Otávio como quem contempla a presa antes do abate. Os olhos salivavam de desejo por aquele corpo naturalmente trabalhado, masculino no sentido mais tentador do termo. Otávo tinha corpo e aura de macha, panturrilhas fortes que dariam inveja a todos os seus amigos da academia, músculos delineados pela pele alva coberta de penugem clara, a trilha de pelos que desciam do umbigo em direção à cueca já não dava conta de segurar o obsceno monte que pulsava ali, a mancha de umidade se formando no tecido da cueca tipo sunga indicando o desejo mal contido.

Sem combinação prévia, avançaram em direção ao outro. O beijo dessa vez trouxe mais intensidade à urgência: fome do outro, vontade de se afundar no corpo do parceiro e devorar cada milímetro da carne desejada. As mãos, nervosas, removeram a peça de roupa que restava com desespero um tanto atabalhoado. Tão logo se livraram das cuecas, se apossaram do pau um do outro. Seguraram com firmeza o que queriam tomar para si. Otávio aproveitou a perplexidade deslumbrada de Gabriel com o tamanho de seu pau, ainda que fosse tão grosso quanto dele, e se ajoelhou. Antes que Gabi pudesse reagir, Tavinho abocanhou a cabeça da rola e degustou aquela ameixa rosa púrpura, túrgida, brilhosa, uma chapeleta sedosa e intumescida pedindo para ser saboreada e foi isso que ele fez, engoliu só a cabeça e mamou, como se fosse um mamilo gigante, mamou como um bezerro faminto engole o úbere da vaca.

Gabriel sentiu a voracidade de Otávio e entrou em êxtase. Afundou seus dedos nos cabelos sedosos de Tavinho e desfrutou da maciez molhada da boca do colega sugando sua rola para logo ser surpreendido com o avanço dos lábios de Tavinho buscando engolir seu pau inteiro. Não chegou lá, mas o vapor quente da respiração de Otávio fez cócegas em seus pentelhos. Otávio chupava seu pau como se fosse uma válvula quando encontra o pistão do motor. Foi e veio com a boca percorrendo cadê milímetro daquela tora de pica em ritmo sincopado. Como a rola era grande e grossa, não tanto quanto a sua, mas também uma pomba de tamanho colossal, engasgar-se naquela piroca era comum e Tavinho não era um chupador tão experiente assim. Por conta disso, engulhou e babou muita saliva e cuspe na mamada, o que acabou melando o saco de Gabriel, uma lambança deliciosa.

No mano a mano daquele embate, Gabriel puxou Otávio pelos ombros e se ajoelhou. Era sua vez de mostrar pro parceiro que também sabia mamar uma rola, que sua boca tinha a mesma ou, quem sabe, até maior fome de pica. A rola monumental de Tavinho convidava à adoração, era digna de ser admirada e Gab inicialmente contemplou cheirando e esfregando o pauzão em seu rosto. Era a primeira vez que ele encarava um parceiro com o pau maior que o dele e isso não só o desafiava como o instigava a experimentar novas configurações. Iniciou a chupada ainda numa atitude reverente, devagar, com cuidado, reconhecendo os limites e possibilidades. Avançou pouco a pouco com a boca buscando ver até onde conseguia engolir aquele cacetão mas logo ficou claro que pouco depois da metade já estava com a boca estufada, a cabeça da rola tocando o fundo de sua boca. Lembrou dos filmes pornôs e por alguns segundos se distraiu pensando em como poderia aprender com as atrizes dos vídeos que ele pegava na locadora a arte de engolir uma rola descomunal. O cheiro levemente suado da virilha de Otávio o fez voltar a realidade. Olhou para cima e encontrou o olhar de seu colega completamente fascinado. A troca de olhares selava uma parceria, ainda iriam se chupar muito, ali começava uma relação de troca que tinha tudo para durar muito.

Após alguns minutos dedicados a chupar aquele pau com gosto e tesão, Gabriel sentiu que Tavinho tava ficando com a rola cada vez mais dura, pulsante e ele não queria que gozassem logo, então soltou a pica do colega, se ergueu e o puxou pela mão gesticulando a posição em que Otávio deveria se deitar na apertada cama de solteiro (a mãe, por algum tipo de conservadorismo amalucado, se recusou a comprar cama de casal, mesmo Gabriel morando sozinho naquele quarto e sala em Fortaleza, ela bateu pé: homem solteiro dorme em cama de solteiro…), enquanto Gabriel deitava em sentido oposto. O meia nove iria sacramentar a primeira vez daqueles putos. Tavinho entendeu logo a ideia e ficou ávido aguardando Gabi se deitar para se acoplarem, mutuamente. Assim foi feito, sem demora procuraram a rola do parceiro e se dedicaram a extrair da mamada mútua tudo de tesão que pudessem desfrutar.

As coxas e bunda musculosa de Gabriel encorajaram Otávio a avançar no desfrute. Após chupar o pau do parceiro, desceu com a língua na direção do saco, desfrutou da lúdica e lubrica sensação de engolir as bolas de Gabs até que, movido por puro atrevimento, buscou com a língua o cuzinho arroxeado de Gabriel. O contato de seus lábios com as pregas do outro, fez ele suspirar fundo e gemer alto, largou até a rola de Otávio para sentir o paroxismo daquela sensação que lhe consumia de tesão, a língua rugosa e buliçosa colando em seu cuzinho como uma ventosa enquanto tentava abrir espaço entre suas carnes.

Já passava pela cabeça de Gabriel que Otávio queria lhe comer e ele admitiu que apesar do medo, se sentia desafiado a tentar mas, pouco experiente em ser passivo, estava dividido entre a vontade de correr o risco de ser arregaçado e um certo medo pelo mesmo risco, somado às memórias ruins das vezes que deu. Quem tirou seu cabaço foi um primo, mais velho, cujo pau médio e fino terminou lhe machucando muito, escapulia toda hora, o primo afobado e desajeitado lhe comeu como se fosse uma britadeira e aquela pica, mesmo não sendo grande, estava dura demais e de tanto entrar e sair, lhe deixou machucado a ponto de não querer dar de novo, mas o primo lhe levou na lábia e ele deu mais algumas vezes, sempre ficando dolorido até que decidiu fechar o brioco e não dar mais.

No meio dessa tensão, veio o alívio: Otávio indicou que não queria dar esse passo ainda, que estava gostoso demais eles se chupando e que queria gozar assim. Se ajeitaram de lado, mantendo a posição invertida e continuaram a mamar a piroca do outro como se não houvesse amanhã. Se fartaram de se chupar até que o sacão de Otávio começou a encolher e só a expectativa pela jatada de porra, levou Gabriel a escalar o tesão e ficar a ponto de gozar. Otávio anunciou, talvez pra dar a Gabriel a opção de não receber gala na boca mas ele engoliu ainda mais, o que fez Tavinho relaxar e se soltar. O gemido alto foi a senha e a boca de Gabriel foi se enchendo daquele leite cremoso meio acre, meio ácido que a rola de Otávio despejava aos jatos. Surpreendido com a quantidade, Gabriel viu que precisava engolir para não se engasgar ou sufocar com tanta porra e ao deglutir a primeira porção, explodiu na boca de Otávio. Assim. Sem aviso. A sensação da porra de Tavinho inundando sua boca e descendo pela sua garganta era o estímulo que Gabriel merecia para explodir em gozo.

Mamaram e se fartaram na porra um do outro até que, pouco a pouco, a respiração foi acalmando e a chupada voraz foi dando lugar a outra intensidade de sexo oral, levaram um bom tempo, se lambendo, beijando e mordiscando a rola um do outro, curtindo o pós gozo de uma forma inédita para os dois. Criava-se ali uma intimidade que seria sustentada no tempo em que a amizade durou e se aprofundou. A partir dali os encontros tornaram-se frequentes — tardes “de estudo”, escapadas após o cursinho, momentos roubados em que Otávio podia viver ao lado de Gabriel coisas que lhe davam sentido e tesão, mesmo que o mundo à sua volta condenasse.

E tudo ficaria pior porque crescia em volta deles uma nova doença. Os casos de AIDS começavam a ocupar a imprensa e junto com a proliferação da doença se espalhava também o preconceito e o estigma da suposta peste gay. Os momentos com Gabriel eram como cápsulas em que eles se isolavam do mundo. Naquela bolha de autoproteção cuidavam um do outro e se permitiam viver o prazer ainda que o medo e a incerteza rondassem suas vidas. Adotaram os cuidados que a medicina recomendava mesmo que tenham decidido apostar na confiança mútua para que gozar na boca continuasse rolando. Por mera intuição e um tanto de aposta na sorte, continuaram a se chupar e saborear a porra um do outro, mesmo que a sombra escura de pavor crescesse em volta deles. Sem precisar de muita conversa, de comum acordo, colocaram a relação na prateleira da amizade colorida. Não era romance, mas era especial. Não era amor, mas o afeto tinha força e importância para os dois. E assim seguiram pelos dias... Foram explorando outros caminhos, foderam o cu um do outro, com camisinha e muita lubrificação. Sentiram muito tesão em seu passivo para o outro tanto quanto ser ativo. Havia muito encaixe ali. Gabriel aprendeu a gozar dando o cu tanto quanto gozava comendo. Otávio se sentiu especial tanto comendo quando dando para Gabriel.

Gabriel trouxe a Otávio uma confiança e uma proteção que lhe deixava satisfeito, mas não lhe fechava os olhos para o mundo ao seu redor porque a vida é real e de viés. Outros homens e mulheres capturavam sua atenção e ele estava tranquilo porque sabia que Gabriel também estava na pista… Os dois seguiram abertos a outros parceiros e parceiras, enquanto pactuaram se proteger e jamais fazer sexo sem cuidado para que entre eles a bolha mágica da intimidade continuasse trazendo muito prazer e tesão.

Para engrossar o caldo, apareceu Marcelo.

MARCELO, 2

Professor de literatura e redação no cursinho pré-vestibular onde Otávio e Gabriel estudava, ainda que Gabriel não fosse seu aluno, pois só fazia as matérias que contavam mais peso para o curso de Medicina, Marcelo tinha pouco mais de trinta anos, era culto, elegante e possuía uma presença magnética. Sua voz grave ao falar de poesia, desejo e transgressão em autores como Álvares de Azevedo, Rimbaud ou Baudelaire despertava em Otávio sensações perigosas. Havia algo nos olhares discretos do professor — longos demais para serem casuais — que o deixava inquieto e atraído, ainda que essa ideia não fosse reconhecida com clareza por Otávio, era uma perturbação difusa. Por uma razão sem explicação, Otávio não falou sobre Marcelo para Gabriel. Seguiu jogando a troca de olhares como algo tão íntimo e pessoal que não dividiria com ninguém.

Tudo se intensificou quando Marcelo sugeriu ajudá-lo com interpretação textual para o vestibular. As aulas particulares começaram inocentes, na biblioteca vazia após o horário. Mas, aos poucos, as conversas saíram dos livros e tocaram medos, expectativas e segredos.

Marcelo parecia enxergar além da fachada de Otávio.

— Você vive tentando parecer algo que esperam — disse certa vez, fechando um livro devagar. — Mas não me parece feliz assim.

A frase ficou ecoando. Ia e voltava a mente de Otávio não como eco, mas como ressonância, algo profundo que tinha promovido reflexão. Convocava Tavinho a abrir as janelas que dão para dentro e olhar por entre elas.

Naquela noite, ao fim da aula, quando a escola estava quase deserta, o silêncio entre os dois tornou-se ainda mais denso. A tensão havia escalado e estava prestes a explodir. Marcelo aproximou-se com calma, como se desse a Otávio a chance de fugir. Mas ele não fugiu. O beijo não veio com a urgência que tinha rolado com Gabriel. Foi mais sofisticado. A boca de Marcelo convidou Otávio a experimentar camadas de sensações e sabores oferecidos por quem já percorria a trilha da sedução e do desejo há muito tempo, com artes e manhas. Os lábios de Marcelo acariciaram a boca de Tavinho, um roçar delicado e violentamente sedutor, preparando com sutileza para os atrevimentos que a língua safada apresentaria logo em seguida, oferecendo sabor e textura de fruta quando se morde e o caldo ameaça escorrer. O beijo de Marcelo trouxe algo parecido com o gosto agridoce de cajarana madura. Tinha acidez e doçura, era fresco e jovial mas experiente e elaborado.

Tavinho ficou tão seduzido pelo beijo de Marcelo lhe devorando que nem se deu conta que a mão do professor já avançava para dentro de suas calças, procurando com dedos impertinentes o contato do pau duro de Otávio. Marcelo percorreu o que pode da textura do cacete do seu aluno para dizer em confissão sem pudor:

- Essa rolona vai me lascar todo…

O tremor de Otávio ao ouvir isso, fez o próprio Marcelo se lembrar do tamanho do risco que estava correndo. Ele puxou Tavinho pela mão e foram para a fila de estantes mais ao fundo da biblioteca vazia. A atendente tinha ido embora mais cedo e deixado o professor Marcelo encarregado de fechar a sala. Uma coincidência muita bem-vinda, típica praticidade de um safado experiente a procura de dar o bote no seu aluno gostoso. O professor orientou Otávio a ficar de pé e prestar atenção a qualquer som que indicasse a chegada de alguém no salão da biblioteca, enquanto ele já se ajoelhava, terminando de abrir a calça de Tavinho, sacando sua rola e a engolindo com a determinação e rapidez de um ninja.

A boca de Marcelo conseguiu a proeza de engolir a rola de Otávio quase toda, o que rendeu um gemidão alto, forte, de muito tesão. Foi tamanha a reação de surpresa de Tavinho, que Marcelo tirou o pauzão da boca e chamou a atenção do parceiro:

- Olha a zoada, macho!!! Tu tá querendo que peguem a gente aqui?!

Otávio se preocupou tanto com o que Marcelo falou que a rola deu uma amolecida, mas a boca esperta de seu professor logo devolveu a dureza compatível com o tesão que ele estava sentindo. Um tesão que não vinha só da maciez úmida daquela mamada gulosa. Vinha de todos os enroscos e sentimentos que afloraram desde que se conheceram e Tavinho se viu desejado por aquele professor bonitão, inteligente, com sua mente provocadora e sensível.

Desfrutou daquela mamada por longos minutos até que se deu conta que Marcelo queria que ele gozasse mas ele não queria que a primeira vez dos dois se limitasse a encher a boca do professor de porra. Ele queria mais, queria também sentir o corpo do outro e foi por isso que ele puxou Marcelo pra cima, que no começo não entendeu direito o que Tavinho queria lhe puxando pra cima e quando entendeu, quis protestar:

- pera, Otávio, quero te ver gozar, a gente não tem muito tempo, outro dia eu gozo contigo…

Otávio riu internamente da menção de que haveria outras vezes, não ia ser lance de uma vez só, mas ele queria sentir o corpo do professor e não deu ouvidos ao protesto. Puxou Marcelo pra cima, lhe beijou, amassou seu pau por cima da calça, botou a rola pra fora, não era grande, era pequena na verdade, grossinha mas curta, só que Otavio achou aquela rola linda, e era. Retinha, roliça, cabeça bem roxa, compacta, um par de ovos igualmente roliços, Marcelo era um gostoso que parecia não ter noção disso, pois ficou subitamente encabulado. Tavinho se apressou a tirar qualquer pensamento errado da mente dele:

- porra, Marcelo, que pau lindo. Tava doido pra ver, agora tô doido pra chupar

E se abaixou e abocanhou a rola do professor sem que ele tivesse tempo de reagir. Seus dedos se enroscaram nos cabelos de Otávio demonstrando o quanto as sensações da boca de Otávio em seu pau, estava lhe deixando doido.

Tavinho, por sua vez, sem mais nenhum tipo de inibição, enquanto mamava a pica de Marcelo, abriu as bandas de sua bunda e começou a acariciar seu cuzinho. Marcelo ficou doido de tesão mas pediu a Otávio pra esperar outro momento pra consumar o ato:

- Tavinho, não tô preparado pra dar, não hoje, mas quero tua pomba lascando meu cu, tá? Outro dia…

Otávio respondeu engolindo ainda mais o pau de Marcelo enquanto juntava mais um dedo na missão de dedar o cu de seu professor. Marcelo ficou doido e “reclamou” demonstrando o quanto estava adorando tudo aquilo:

- ah, caralho, desse jeito gozo já já

A resposta de Otávio foi intensificar a chupada e nem se passaram 30 segundos quanto a rola de Marcelo retesou ainda mais, a cabeça pareceu ficar ainda maior e a pulsação da ejaculação começou pelo cuzinho piscando em volta dos dedos de Otávio e virou creme leitoso e ácido na boca de Tavinho. Uns seis ou sete jatos depois, a rola parou de pulsar, e Tavinho de boca cheia correu pra lixeira pra cuspir a porra de Marcelo fora. Ainda não tinha intimidade e confiança pra beber a porra do seu professor. Quando ele voltou pra junto de Marcelo, seu professor gostoso voltou a lhe chupar e lhe pediu apenas que avisasse quando fosse gozar.

Dois ou três minutos de muita mamada gulosa, Tavinho avisou:

- Vou gozar, professor.

Marcelo direcionou a rola de Otávio pra frente e continuou punhetando aquele pauzão que jorrava muita porra no chão da biblioteca. Uma gozada impressionante. O chão ficou bastante lambuzado de porra que Marcelo tratou de limpar usando um pano de chão que achou no depósito da biblioteca.

Recompostos, os dois se ajeitaram pra sair e ir embora, quando Marcelo puxou Otávio para um beijo de despedida. Um beijo saboroso que selava o início de uma nova história. Prometeram discrição e continuação. Ficou claro que aquele começo aventureiro não definia a intimidade que se criava e que havia espaço para explorarem juntos. E assim foi, passaram a marcar novos encontros e Otávio se viu dividido entre dois parceiros mas sem nenhum desejo de ter que escolher, afinal ele queria os dois, com suas diferenças e características tão atraentes para ele.

O envolvimento com Marcelo tinha uma natureza diferente da relação com Gabriel. Se com o colega havia descoberta e cumplicidade de dois jovens, com o professor havia intensidade, poder e o fascínio pela noção de densidade que poderia ser a relação com alguém mais velho, mais experiente, mais vivido. Por outro lado, cada encontro aprofundava em Otávio não apenas o prazer, mas também o medo: medo de ser descoberto, de ser julgado, de jamais conseguir conciliar desejo e sobrevivência social.

Dividido entre a leveza clandestina de Gabriel e o magnetismo arriscado de Marcelo, Otávio passou a viver como se existissem três versões de si mesmo: o filho exemplar, o jovem que ensaiava romances públicos com garotas para despistar suspeitas, e o homem nascente que, nas sombras, começava a aceitar a verdade sobre seus próprios desejos dividido entre dois parceiros.

No Brasil conservador do início dos anos 90, essa verdade parecia perigosa demais para ser dita em voz alta. Mas, em seu íntimo, Otávio já sabia: não importava quantas aparências sustentasse, não havia retorno possível para quem finalmente começava a reconhecer a própria essência. Nos meses seguintes, Otávio construiu para o mundo uma versão cuidadosamente ensaiada de si mesmo.

ALICE, 3

Alice surgiu como a peça perfeita para esse delicado teatro social. Inteligente, doce e dona de uma beleza serena, ela já observava Otávio havia algum tempo, lançando sorrisos discretos nos corredores e prolongando conversas após a aula. Quando ele decidiu corresponder, tudo aconteceu com uma naturalidade conveniente. Passeios de mãos dadas pela praça, idas ao cinema, tardes estudando na casa dela sob o olhar satisfeito dos pais — juntos, formavam o retrato ideal de um jovem casal promissor.

Para a sociedade ao redor, Otávio parecia exatamente o que se esperava dele: um rapaz educado, com futuro, namorando uma moça “de família”.

Alice, virgem e convicta de seus princípios, fazia questão de reafirmar seus planos de esperar pelo casamento. Para Otávio, isso era quase um presente cruelmente útil. O namoro oferecia afeto, companhia e, acima de tudo, proteção. Ao lado dela, ninguém suspeitaria dos desejos que ele escondia por outros corpos, em outras partes da cidade.

E esses desejos continuavam intensos.

Gabriel permanecia sendo a chama jovem, impulsiva, feita de cumplicidade e urgência. Além do quarto e sala onde Gabe morava, movidos pela aventura eles também se encontravam em lugares improvisados — uma sala vazia nos fundos do cursinho, o terraço de um prédio em construção onde estudavam às tardes, banheiros de bares discretos no centro da cidade. Havia algo eletrizante no risco, no medo de passos se aproximando, no silêncio tenso entre beijos roubados e respirações contidas. Com Gabriel, Otávio experimentava a sensação de liberdade juvenil, como se ambos desafiassem um mundo inteiro cada vez que se entregavam à própria vontade.

Marcelo, por outro lado, representava sofisticação e perigo. O professor o conduzia por espaços mais calculados, embora não menos proibidos: a sala dos professores depois do expediente, o carro estacionado em ruas desertas, uma antiga casa de praia de um amigo onde o som do mar parecia engolir segredos. Marcelo compreendia as contradições de Otávio de maneira quase desconcertante, e isso tornava tudo mais profundo. Não era apenas desejo — era o fascínio de ser visto por inteiro.

Durante algum tempo, Otávio conseguiu equilibrar esse triângulo invisível: a fachada perfeita com Alice, a paixão clandestina com Gabriel e a intensidade secreta com Marcelo.

Mas segredos raramente permanecem perfeitamente isolados.

Gabriel começou a perceber mudanças. O perfume diferente, as desculpas vagas, a maneira como Otávio desaparecia em certos horários. Marcelo, experiente, também notava o brilho particular que surgia quando Otávio mencionava o cursinho.

O inevitável aconteceu numa tarde abafada de sábado.

Marcelo havia convidado Otávio para a casa de praia emprestada, prometendo um refúgio longe dos olhares da cidade. O plano parecia simples: algumas horas de privacidade antes de Otávio inventar qualquer compromisso para Alice. O que ele não esperava era que Gabriel, desconfiado e movido por ciúme, decidisse segui-lo.

O confronto inicial foi carregado de tensão — acusações, surpresa, orgulho ferido. Otávio, pela primeira vez, viu seus dois mundos colidirem diante de si. A discussão foi ríspida. Gabriel acusou Otávio de mentir sobre Marcelo sem necessidade. Tavinho, na defensiva e um tanto chateado mas mais assustado que qualquer outro sentimento, respondeu que apenas omitiu e por não terem um compromisso sério, não tinha por que dizer.

Dito isso, veio o silêncio magoado. Os três se olhando naquela varanda ensolarada enquanto o mar jogava as ondas sobre as pedras num ir e vir contínuo. Marcelo, que assistiu o rápido bate boca como quem assiste uma partida de tênis, mas para a qual não foi convidado, superou o próprio desconforto e tomou a iniciativa de falar. Ele temia por sua situação. Se aquela tensão extrapolasse e virasse escândalo, o mais prejudicado poderia ser ele:

- Gabriel, desculpa, cara. Eu também não sabia de você, já te vi no Cursinho, inclusive com Otávio, achava que vocês eram só colegas, não sabia que vocês tinham algo. Entendo tua surpresa mas também entendo a posição de Otávio. Estamos no mesmo barco, cara. Somos três entendidos que não podem viver suas vidas com a mesma liberdade dos caretas. Acho que a gente não precisa fazer dessa situação, o fim do mundo.

- Desde quando tá rolando? – Gabriel se mantinha apegado à ideia de traição

Otávio deu de ombros e Marcelo respondeu:

- tem algumas semanas, acho que 2, 3 meses.

Novo silêncio. Gabriel parecia fazer as contas mentalmente. Otávio remexia os dedos nervoso, queria evaporar, sair dali. Marcelo esperava que um dos dois fizesse a ponte que os tiraria daquele constrangimento até que percebeu que sendo o mais velho, tinha a vocação natural para liderar e resolver o problema.

- Então, Gabriel, como é que a gente fica? Podemos esquecer tudo isso e seguir em frente?

Da algum modo, a atitude resolutiva de Marcelo abalou Gabriel. Sem fúria mas com alguma mágoa residual e um tanto de inibição com sua impulsividade, respondeu:

- sim, sim. Deixa pra lá. Nem sei porque é que eu vim aqui…

- Veio porque gosta de Otávio…

- Gosto… - Gabriel falou admitindo para si mesmo e sua sinceridade comoveu Otávio que caminhou em passos rápidos e decididos para abraçá-lo. No meio daquele abraço, Gabriel deixou as lágrimas virem ao rosto, que foram colhidas pelos delicados beijos que Tavinho dava em seu rosto. O coração estava um turbilhão. Como assim Gabriel gostava dele? Gostava como? Enquanto se beijavam, ouviram Marcelo anunciar sua partida:

- Vou deixar vocês à vontade.

- Não, fica!

Pediu Gabriel. Os três paralisados pela surpresa. O próprio Gabe parecia não saber direito porque tinha feito aquele pedido. Uma hesitação que durou um segundo e meio. Impulsivo, como sempre, Gabriel se desvencilhou do abraço de Otávio e foi na direção de Marcelo. Direto e reto. O puxou e o beijou. Marcelo hesitou um segundo antes de corresponder. Otávio levou alguns segundos a mais para sair do estupor e entender o que estava acontecendo. A visão de seus dois homens se beijando, um beijo furioso, tenso, mais embate que troca, acendeu seu tesão de tal jeito que a rola dura doeu, confinada dentro da calça. Antes que pudesse libertar seu pau e começar a se aliviar, Gabriel desfez o beijo em Marcelo e o puxou pela mão, foram na direção de Otávio e começaram um beijo a três. Se embolaram de vez. Um enrosco alucinado, sôfrego, Marcelo tremia entre a incredulidade e a luxúria. Tudo parecia tão louco. E era. E ele queria. E foi ele que chamou os dois para saírem daquela varanda e irem pro quarto. E foram. E treparam. Muito. Todo mundo deu e comeu, chupou e foi chupado. Gastaram todas as camisinhas que tinham. Exauriram-se de prazer. Devoraram-se de forma tórrida. Firmaram um novo pacto. Sem dizer nada. Os três. Em vez de ruptura imediata como a chegada abrupta de Gabriel havia anunciado, algo mais complexo emergiu.

Gabriel, impulsivo; Marcelo, sólido; Otávio, dividido entre ambos.

Naquele cenário isolado, cercado pelo som insistente das ondas e pela sensação de que o mundo exterior estava distante demais para julgá-los, rivalidade e desejo se confundiram. Verdades vieram à tona, máscaras caíram, e o que antes parecia impossível transformou-se em uma experiência que alteraria para sempre a percepção de Otávio sobre si mesmo. Não era apenas sobre prazer, mas sobre o colapso de compartimentos que ele havia passado tanto tempo tentando manter separados.

Depois daquela tarde, nada voltou a ser simples. Alice continuava sendo sua imagem pública, seu porto seguro social. Gabriel seguia representando aventura, juventude e emoção. Marcelo permanecia como profundidade, risco e autoconhecimento.

Otávio, porém, já não podia fingir para si mesmo que vivia vidas separadas. Pela primeira vez, começava a entender que sua felicidade não estava em escolher uma única face, mas em reconhecer a complexidade — por mais perigosa que fosse — de tudo aquilo que realmente desejava.

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Foto de perfil de Xandão SáXandão SáContos: 54Seguidores: 229Seguindo: 133Mensagem Um cara maduro, de bem com a vida, que gosta muito de literatura erótica e já viu e viveu muita coisa para dividir com o mundo.

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