Eu nunca imaginei que uma viagem de trabalho pudesse mexer tanto comigo.
Aos 43 anos, casada havia mais de duas décadas com Marcelo, minha vida seguia previsível demais naquela pequena cidade do interior de São Paulo. Os dias eram iguais: trabalho no escritório da prefeitura, mercado no fim da tarde, jantares silenciosos diante da televisão.
Marcelo era um homem bom.
Mas havia anos não me olhava de verdade.
Quando soube que precisaria viajar para Campinas para acompanhar treinamento importante, Senti algo próximo de liberdade. Seriam apenas dois dias fora hospedada num hotel moderno, longe dos olhos curiosos da cidade.
O problema — ou talvez a tentação — era Roberto.
Um amigo do setor.
Negro, alto, forte, elegante, 28 anos, dono de uma presença que parecia ocupar qualquer ambiente. Roberto tinha um jeito seguro de falar, uma voz calma e um olhar atento que frequentemente me deixava desconcertada.
Eu percebia.
E tinha quase certeza de que ele também.
Durante a viagem, passaram horas juntos dentro do carro, atravessando estradas cercadas por plantações e céu cinzento. Conversamos sobre trabalho no começo, depois sobre casamento, sonhos abandonados e arrependimentos silenciosos.
Eu me vi rindo como há muito tempo não ria.
Sentindo-se viva.
Naquela noite, após a apresentação do treinamento, Roberto sugeriu jantar no restaurante do hotel. Aceitei, embora soubesse que já estava entrando em território perigoso.
Usava um vestido preto simples, mas que marcava discretamente minhas curvas. Quando desci do elevador, encontrei Roberto esperando no saguão, percebi imediatamente o jeito como ele me observou.
Demorado demais para ser apenas educação.
O jantar foi leve, cheio de olhares silenciosos e pequenas provocações escondidas nas conversas. Sentia o calor subir pelo corpo cada vez que Roberto se inclinava na minha direção ou deixava escapar elogios quase inocentes.
Quase.
Mais tarde, no elevador vazio, o silêncio entre nós ficou pesado.
Eu conseguia ouvir a própria respiração.
Roberto estava próximo o bastante para que eu sentisse seu perfume amadeirado misturado ao calor do corpo.
Quando o elevador parou no meu andar, hesitei antes de sair.
E percebi algo que me assustou:
parte de mim queria ser impedida.
Queria atravessar uma linha da qual talvez nunca conseguisse voltar.
Mas naquele instante, as portas se abriram para o corredor silencioso do hotel.
Permanecemos imóveis por alguns segundos que pareceram eternos.
Sabendo exatamente o que nós desejávamos.
E sabendo também o risco que aquilo carregava.
O corredor do hotel parecia silencioso demais.
Permaneci parada diante das portas abertas do elevador, sentindo o ar frio do ambiente contrastar com o calor que tomava meu corpo. Roberto continuava atrás de mim, próximo o bastante para que percebesse sua respiração calma.
Nenhum dos dois se movia.
Era como se ambos esperassem que o outro tomasse a decisão.
Então finalmente sai do elevador.
Mas caminhei devagar.
Sabendo que ele viria atrás.
O som discreto dos passos de Roberto no carpete fez meu coração acelerar. Ao chegar diante da porta do quarto, procurei o cartão magnético dentro da bolsa com dedos trêmulos demais.
— Nervosa? — ele perguntou em voz baixa.
Soltei uma pequena risada, tentando esconder o próprio desconcerto.
— Talvez cansada.
Roberto se aproximou apenas o suficiente para me deixar ainda mais consciente da presença dele.
— Acho que não é só isso.
Ergui os olhos.
O olhar entre nós dois durou tempo demais.
Abri a porta rapidamente, quase como fuga.
— Boa noite, Roberto.
Por um instante, achei que ele diria algo. Ou que pisaria para dentro do quarto sem pedir permissão.
Mas ele apenas sorriu de leve.
— Boa noite, Mara.
Fechei a porta e fiquei imóvel no escuro.
O coração batendo forte.
Sentindo uma mistura perigosa de alívio… e frustração.
Ao colocar a mão em minha calcinha, estava toda molhada, devido ao tesão do momento vivido.
Na manhã seguinte, tentei agir normalmente durante o treinamento. Porém agora tudo havia mudado. Cada gesto de Roberto parecia carregado de intenção. Cada olhar demorava um pouco além do necessário.
Percebia todos.
No almoço, eu cruzei as pernas distraidamente sob a mesa e notei Roberto interromper a própria fala por um segundo a me observar. Pequeno detalhe. Quase invisível.
Mas suficiente.
Aquilo despertava em mim algo esquecido havia muitos anos: a sensação de ser desejada.
Na volta ao hotel, começou a chover forte.
Roberto estacionou diante da entrada principal, mas a chuva era tão intensa que precisaríamos correr até a recepção.
— Espera um pouco — falei, observando a tempestade no para-brisa.
— Tá com medo da chuva?
Eu sorri.
— Não exatamente.
Roberto virou o rosto lentamente para mim.
O silêncio dentro do carro ficou quente.
Íntimo.
Protegido do mundo pela chuva pesada escorrendo pelos vidros.
— Você sabe que está brincando comigo desde ontem, não sabe? — ele perguntou calmamente.
Senti a respiração falhar.
— Talvez você esteja imaginando coisas.
Ele inclinou levemente a cabeça, analisando-a.
— Talvez.
Mas o jeito como dizia aquilo deixava claro que não acreditava na própria resposta.
Lá fora, trovões cortavam o céu sobre a cidade.
Dentro do carro, porém, o perigo parecia muito maior.
Porque eu já não sabia se ainda queria evitar o que estava acontecendo entre nós.
E fechando os olhos, me inclinei um pouco em sua direção, onde um beijo ardente e muito desejado se iniciou. Parecíamos jovens, se entregando ao primeiro amor, dentro do carro. A mão dele passando em meu corpo, fazia uma corrente de eletricidade subir pelas minhas costas, atingindo minha cabeça como o raio que caia lá fora.
Não aguentamos mais e saímos mesmo debaixo da chuva, molhados, entramos no elevador e nossas bocas não conseguiam se separar. O corredor até a porta do quarto parecia infinito. Quando entramos e fechamos a porta, começamos a tirar nossas roupas e rapidinhos estávamos os dois ali, nus, agarrados em um beijo ardente e demorado, suas mãos passavam pelo meu corpo inteiro.
Foi quando agarrei sua pica, grande, grossa. Minhas mãos eram pequenas diante de tudo aquilo. Roberto abaixou um pouco sua cabeça e começou a chupar meus seios, as auréulas grandes e escuras, os bicos durinhos de tesão, sentiam sua língua passar por eles, fazendo meu corpo arrepiar.
Me abaixei sedenta e comecei a chupar aquele monstro, estava me entregando a perdição. O sentimento de culpa por trair Marcelo, não tinha espaço naquele momento, ali só existia o prazer de ser desejada, de me entregar aquele rapaz.
Fomos para o quarto e me posicionei de quatro na beira da cama, Roberto me segurou pela cintura e meteu forte. Eu gemia baixinho, mas a vontade era de gritar alto. Sua pica grande e grossa parecia rasgar toda vez que entrava e saia, mas a dor se transformava em tesão e me entreguei de todas as formas naquela noite chuvosa.
Cansados, adormecemos juntos nus na cama do quarto. Ao acordar pela manhã, estava abraçada por ele, como a tempos não acordava com Marcelo.
Ele também acordou e fomos tomar um banho, pois era o último dia do treinamento, e no chuveiro mais uma vez ele me possuiu, com a água caindo sobre nossos corpos.
No fim da tarde, após acabar o treinamento, pegamos nossas coisas e voltamos para nossa cidade, mas antes de chegar em casa, resolvemos passar em um motel próximo, onde fudemos deliciosamente.
Ele me deixou na porta de casa, e ao entrar, Marcelo assistia televisão, nos cumprimentamos e fui para o quarto desfazer a mala, com a lembrança da bucetinha ardendo que Roberto havia deixado.
Após esse episódio, Roberto e eu sempre damos um jeito de nos encontrar para matar nossos dejesos.
