Passei a adolescência com louvor e invicta, apesar de vários ameaços e muitas bolas na trave, isto é, gozadas nas coxas. Era meu limite. Eu não confiava nos homens desde que meu pai largou minha mãe. Ela ficou com três filhos e toda a despesa da casa. Nossa sorte é que meu irmão já trabalhava e ajudou muito nessa época. Com 16 anos, também comecei a trabalhar, e com 18 me formei no Colégio. Fiz cursinho e entrei numa Universidade Pública. Aí, a vida ficou louca.
O curso de Biologia é muito intenso e eu sou apaixonada por Genética. Pra melhorar, o Professor era gente fina, e dava quatro aulas de sexta-feira. Então, ele carregava as duas primeiras aulas com todo o material possível e liberava todos para as pesquisas depois do intervalo. A minha equipe rumava para o bar, para pesquisar os gatos da banda que tocava por lá.
Eu sou fascinada por MPB e ouvir boa música depois das aulas era fantástico.
Mais ainda eram os cabelos longos e os olhos verdes do baterista. Cada pancada dele no instrumento, me fazia babar embaixo e claro, ele percebeu.
O banheiro era nos fundos do bar e era preciso passar perto dele para chegar ao local. Eu ia pra lá até quando não tinha vontade nenhuma, só pra ver ele secando meus peitos, de frente, e a bunda, depois que passava, de acordo com o comentário de minhas amigas.
Eu dei corda, muita corda. Por dois meses, joguei charme, troquei olhares, fiz sinais e dei dicas. Eu estava decidida: ele seria o primeiro. E ele não teria chance nenhuma de escapar.
Porém, tínhamos um problema. Eu era moça de família e não tinha chances nenhuma de ficar vendo o final do show, que era por volta de uma hora da manhã, pois meu ônibus saia meia noite. Por uma hora, nossos encontros eram impossíveis. Acontece, e sempre acontece, que o destino é generoso e numa sexta-feira, o professor faltou. Fomos pro bar às dezenove horas e a banda chegou às vinte horas.
Pra melhorar, ele chegou mais cedo, veio de carro e foi direto:
- Não quero saber onde vc mora, mas se ficar até o final, te levo em casa.
Eu amei a audácia dele e só respondi uma coisa: sim.
Acho que foi o melhor show que vi da banda e o meu prêmio estava logo ali.
Após isso, ele foi ao banheiro, se trocou e me disse: vamos.
No carro, ele fez o interrogatório de praxe, nome, curso, endereço e tudo mais.
Quando falei onde morava, ele riu, pois morava três bairros pra frente e era caminho dele.
Liguei pra minha mãe e expliquei que iria demorar um pouco, mas uma amiga iria me levar de carro. Não poderia dar bandeira.
Fomos conversando feito loucos, sobre tudo e todos. Rimos muito e parecia que a gente se conhecia há séculos.
Ele foi uma bela surpresa e ao me deixar na porta de casa, me roubou beijos e carícias. No entanto, não foi além disso. Ele tinha algo planejado na cabeça e no dia seguinte, recebi uma mensagem para um passeio no domingo.
No dia marcado, ele me pegou perto de casa e disse que a gente iria pescar, mas com o tempo, percebi que teria que pegar em outra vara e vibrei com isso.
Fomos pra um lugar deserto e preparamos as varas. Eu não entendia nada daquilo, mas achei interessante, pois pescar é paciência e ele era especialista.
Lanchamos, bebemos sucos e ficamos nos tocando aqui e ali.
Parecia que ninguém iria aparecer por ali, nem os peixes, e a coisa esquentou.
Ulisses era o nome dele. Branco, um e oitenta, cabelos grandes e olhos verdes. Lindo e romântico.
Dominou totalmente a fêmea. Metódico, começou com beijos suaves, se aprofundou nas carícias e ganhou o pescoço. Eu estava entregue. Quando ele tocou o grelho grande, vibrou e sentiu que ele correspondeu.
Mamou meus seios com força, sem violência e concomitante com o toque na vulva, não tive outra opção e melei os dedos dele em abundância.
Ulisses teve que me segurar, pois o corpo se desligou da alma quando eu avisei: vou gozar de novo.
Eu estava gotejando pela vulva, quando aquela boca a encontrou. A relva fresca se tornou testemunha do encontro. Ele sugou todo meu gozo e tirou mais, bem mais.
Eu estava descontrolada, pois aquilo era novo e intenso e quando ele tirou o restante da roupa e encapou a pica com uma camisinha lubrificada, eu tive a certeza. É hoje!
O seu olhar parecia um painel luminoso e ele começou a cantar Djavan enquanto me penetrava.
Ah, gente, assim que o dia amanheceu, eu senti uma pequena dor e conheci meu primeiro Invasor.
Ele foi vigoroso e sedutor. Controlou a batida, empurrou devagar, abriu os caminhos. Minha buceta amou aquela pica. Seu olhar se iluminava quando eu gemia e o mundo parou pra ver nós dois.
Quando ele colocou tudo dentro, eu cruzei as pernas costas dele e implorei para aquilo não acabar.
Minha xaninha chorava emendando um gozo atrás do outro e só despertei quando dois imensos olhos verdes se arregalaram e o Dono deles anunciou:
- Vou gozar.
Não sei se foi por ser novidade pra mim, nem por ser intenso, mas aquela cena volta aos meus pensamentos, sempre que penso em alguma música.
A voz dele, aliada ao seu gozo, atraiu mais um meu.
Eu apertei ele forte e esperei ele encher toda a camisinha.
Não pescamos nenhum peixe, mas aquela vara tinha dona agora.