Amor do passado, dor do presente. Parte 3

Um conto erótico de Guilherrme
Categoria: Heterossexual
Contém 2648 palavras
Data: 11/04/2026 21:09:36

Eu tava trancado no meu pequeno apartamento, o mesmo apartamento em que eu sonhava ter momentos com Fernanda, antes de enfim termos uma casa só nossa. O lugar, antes de tudo, era um lugar iluminado, quentinho. Agora o lugar tava escuro pra caralho, cortinas fechadas, só a luzinha fraca do abajur de canto acesa. Eu sentava no sofá, com o corpo curvado pra frente, as mãos tremendo enquanto apertava o celular. Chorava copiosamente, lágrimas caiam grossas, escorrendo sem parar, soluçando alto, e com o peito doendo como se alguém tivesse enfiado uma faca quente bem no meio e ficasse girando.

A cena não saía da minha cabeça. Fernanda e o Roger naquela cama enorme, na casa da Raquel. Os dois pelados, ela desacordada, com o seu corpo pequeno exposto – seios pequenos ,o corpo completamente caído e exposto na cama, a buceta lisinha que eu achava que era só minha… e ele do lado, pau mole descansando na coxa dela, com o braço jogado por cima da cintura como se fosse dono.

Eu via aquilo em looping, toda vez que fechava os olhos. O cheiro de sexo ainda parecia grudado nas minhas narinas. Meu estômago revirava, o coração apertava forte, dor física misturada com uma raiva que queimava por dentro.

“Por que isso aconteceu comigo, caralho? Por que ela fez isso?”, eu murmurava entre soluços, voz rouca de tanto chorar. As lágrimas molhavam a camiseta, pingavam no chão. Eu era o cara que tinha lutado pra caralho – orfanato, faculdade federal, tudo na raça – e agora tava aqui, destruído, por causa da mulher que eu amava mais que tudo.

O celular vibrou de novo no meu colo. Fernanda. Era a décima quinta ligação seguida. Tela acesa com o nome dela, aquela foto nossa na academia que eu ainda não tinha trocado. Eu ignorei. Desliguei o som, mas deixei vibrando. Não atendia. Não queria ouvir a voz dela. Não queria explicação nenhuma.

Raquel também tinha tentado. Mensagens e ligações mais cedo: “Gui, por favor, me atende.” Ignorei tudo. Naquele dia eu não queria falar com absolutamente ninguém. Nem com ela, que tinha virado amiga de todo mundo, nem com o Roger, o filho da puta que eu considerava colega desde o primeiro ano. Só queria sumir dentro daquela dor, deixar o choro levar tudo.

As lembranças vinham em flashes. A festa… a música eletrônica batendo forte, luzes piscando na piscina, o drink doce que a Raquel me ofereceu com aquele sorriso de lábios carnudos. O sono que bateu do nada. Fernanda me levando pro quarto de hóspedes, mãozinha pequena na minha cintura, dizendo “eu fico aqui cuidando de você, amor”. E depois… o nada.

Acordei sozinho. Abri portas. E encontrei eles. Pelados. Juntos. Meu peito doía mais só de lembrar. Eu me curvava no sofá, abraçando os joelhos, chorando mais alto. “Eu te amava tanto… você era meu tudo... Então, por que você destruiu a gente?”

O celular vibrou de novo. Novamente, Fernanda. Ignorei.

De repente, batidas fortes na porta do apartamento. Insistentes, desesperadas. Eu sabia que era ela. Levantei devagar, caminhei com as pernas fracas, olhos inchados e vermelhos, e com o rosto molhado de lágrimas. Arrastando os pés pelo chão frio, fui até a porta. Abri. Lá estava ela. Parecia completamente acabada, como eu. Olhos castanho-claros vermelhos de choro, pele clara pálida, shortinho marcando a coxa com a tatuagem que eu tanto gostava.

Ela avançou na hora, com os braços abertos, tentando me abraçar.

— Guilherme… amor, por favor, me escuta…

Eu estendi as mãos e a fiz se mover pra trás, ela ficou com os olhos arregalados de choque. Minha voz saiu rouca, cheia de nojo e dor.

— Sai de perto de mim, vagabunda.

Ela parou, levou a mão no mão no peito como se eu tivesse batido nela de verdade.

— Guilherme… me dá uma chance de explicar. Por favor. Eu juro que não sei o que aconteceu naquela festa…

Eu apontei o dedo na cara dela, tremendo inteiro.

— Você não passa de uma filha da puta. Só esperou eu me afastar um pouco, apagar naquele quarto, pra cair nos braços do safado do Roger. Na casa da Raquel, pelada com ele. Eu vi tudo, Fernanda. Tudo.

Ela balançou a cabeça rápido, lágrimas escorrendo sem parar.

— Não aconteceu nada, Guilherme! Eu juro pela minha vida. Eu fui pegar água e… eu não lembro direito, mas eu não fiz nada com ele. Eu te amo, caralho!

— Cala a boca! — eu gritei, com a voz ecoando no apartamento pequeno. — Vocês já estiveram juntos antes. Só estavam matando a vontade agora. Para de mentir na minha cara.

Ela me olhou horrorizada, boca aberta, olhos cheios de pavor.

— Do que você tá falando? Eu só conheci o Roger por sua causa, Guilherme. Eu nunca…

Eu peguei o celular, abri a foto que o número desconhecido tinha mandado dias atrás. A foto dela beijando o Roger. Mostrei bem na cara dela.

— Para com esse jogo, Fernanda. A foto mostra claramente os dois. Beijando. Ele foi o primeiro que te comeu, né? Foi isso que a mensagem disse.

Ela olhou a tela, confusa, depois horrorizada de novo, balançando a cabeça.

— Isso é um absurdo! Eu nunca… Guilherme, isso não faz sentido. Eu te conheci na faculdade, a gente começou a sair, virou amizade… como você pode acreditar nisso?

Eu não escutei. Liguei pro Roger na hora, no viva-voz, bem na frente dela. O celular chamou duas vezes e ele atendeu, voz sonolenta.

— Alô?

— Roger, seu desgraçado! Quanto ao que aconteceu ontem, depois você vai se ver comigo, mas agora me fala a verdade agora. Você e a Fernanda já tiveram um caso antes? Antes de eu namorar ela?

Do outro lado, silêncio de um segundo. Depois ele suspirou.

— Sim, Guilherme. A gente já transou no passado. Foi uma vez só, numa festa, antes de vocês ficarem juntos. Mas ficou no passado, cara. Eu te falei isso.

Fernanda gritou, com a voz quebrada de desespero:

— Seu mentiroso! Você tá mentindo, Roger! Eu nunca fiz nada com você!

Roger riu baixo, cansado, do outro lado da linha.

— Fernanda, para de fazer teatro e revela logo a verdade pro Guilherme. Quem sabe assim ele releva e vocês seguem em frente. Foi só sexo, porra. Não foi nada demais.

Eu desliguei na cara dele. Olhei pra ela, peito explodindo.

— Eu não vou relevar nada. Nada. Vai embora, Fernanda. Some da minha frente.

Ela ficou parada uns segundos, com as lágrimas caindo sem parar, ombros tremendo. Depois, sem dizer mais nada, foi até meu quarto, pegou algumas coisas dela que ainda estavam ali: uma blusa que ela deixava pra dormir, o nécessaire do banheiro, um par de tênis que usava quando a gente malhava junto. Movimentos mecânicos, como se o corpo dela estivesse no automático. Parou na porta, virou pra mim pela última vez.

— Eu tô profundamente magoada com você, Guilherme. Você não tentou acreditar em mim nem por um segundo. Depois de tudo que a gente viveu… você escolheu acreditar numa foto fake, e na palavra do Roger. Eu te amo. Mas agora…

Ela bateu a porta com força. O barulho ecoou pelo apartamento vazio, fazendo as paredes tremerem um pouco.

Eu voltei pro sofá, e me joguei ali como um peso morto. O peito doía mais que nunca, como se tivesse um buraco queimando no lugar do coração. As lágrimas voltaram, copiosas, quentes, molhando tudo.

Eu peguei o suéter cinza dela que ainda tava jogado no braço do sofá – o primeiro presente que ela me deu – e apertei contra o rosto, sentindo o cheiro dela misturado com o meu.

No fundo da gaveta da mesinha, a moeda velha que eu guardava desde o dia da chuva, anos atrás… aquela que uma menina loira tinha me dado quando eu era moleque, dizendo que dava sorte. Eu nem lembrava direito o nome dela, só a sensação vaga, o frio da chuva, o trevo que eu tinha dado em troca. Olhei pra moeda, e assim eu dizia.

— Essa moeda vai me dar sorte é? Por enquanto, não tô vendo sorte nenhuma!

O apartamento tava silencioso agora, só o som do meu choro. Meu coração tava completamente destruído. Em pedaços. E eu não sabia se um dia ia conseguir colar de novo.

Os dias depois daquela briga foram um borrão de dor. Eu mal saía do apartamento pequeno. Nada de república, nada de barulho de colega de quarto. Era só eu, o sofá velho, a cozinha apertada e o silêncio que doía mais que tudo. Eu passava as horas ali, olhando pro teto, com o peito ainda latejando da cena que não saía da cabeça: Fernanda e o Roger pelados naquela cama, na casa da Raquel.

Toda vez que fechava os olhos via o corpo pequeno dela exposto, e ele do lado. Meu estômago revirava. Eu chorava sozinho, naquele apartamento que mais parecia ficar grande demais diante de minha dor, e tudo que eu queria era desaparecer.

Porém, quem tinha realmente desaparecido, foi Fernanda. Não tinha mais ligações, não tinha mais um único sinal dela. Ela realmente não estava mais ali.

Até que, numa tarde chata de sábado, a campainha tocou. Eu tava deitado no sofá, com a camiseta amassada, a calça folgada, cabelo preto bagunçado. Levantei devagar, pés descalços no chão frio, e fui abrir. Era a Raquel.

Ela tava ali, linda pra caralho como sempre. Cabelos negros lisos escorregando até abaixo do ombro, olhos verdes brilhando com preocupação, lábios carnudos pintados de vermelho escuro. Vestido colado no corpo, maquiagem perfeita, e com aquele perfume doce invadindo o corredor.

Assim que eu abri a porta, ela não falou nada. Só avançou e me abraçou forte, apertando o corpo contra o meu.

— Guilherme… eu sinto muito — ela murmurou no meu ouvido, voz macia, quente. — Na minha festa ainda, que horrível o que aconteceu. Mas eu tô aqui pra você, ta?

Eu tava completamente arrasado. O peito ainda doía, os olhos ardiam de tanto chorar nos últimos dias. E, querendo ou não, eu tava carente pra porra. Fazia tempo que ninguém me tocava daquele jeito. Eu aceitei o abraço. Fechei os olhos, deixei ela me apertar, senti o calor do corpo dela contra o meu. As mãos dela subiam e desciam pelas minhas costas, devagar, como se quisesse acalmar uma criança. Eu suspirei fundo, pela primeira vez em dias sentindo um pouco de alívio no meio da bagunça.

Ela se afastou só o suficiente pra olhar nos meus olhos.

— Quero te fazer companhia hoje, conversar. Vamos?

Eu assenti, sem força pra negar. Fechei a porta. Raquel foi direto pra cozinha como se já conhecesse o lugar, pegou duas taças no armário, abriu a garrafa de vinho, que eu tinha guardado a meu pedido, e serviu. A gente sentou no sofá, lado a lado. Eu tomei o primeiro gole grande. O vinho desceu quente, ajudando a soltar a garganta.

E aí eu desabafei. Tudo. Contei pra ela como eu tinha sido dedicado pra caralho com a Fernanda. Como a gente malhava junto, como eu cuidava dela, como a gente transava com amor, como ela era o meu mundo. E como ela me devolveu com traição, pelada com o Roger na festa dela.

— Eu vi os dois, Raquel. Nus. Juntos. Depois de tudo que eu fiz por ela… — minha voz falhou, lágrimas voltando.

Raquel ouviu tudo em silêncio, olhos verdes fixos em mim, mão no meu joelho. Quando eu parei, ela suspirou.

— Eu entendo você, Guilherme. Já fui traída também. Doeu pra caralho. Foi por isso que eu não quis me aproximar tanto de você no começo… eu via como você olhava pra ela. Não queria me meter no meio de um casal. Mas agora… eu tô aqui. De verdade.

Eu olhei pra ela. Realmente olhei. Os cabelos negros deslizando no ombro, os lábios carnudos, o corpo que o vestido colado marcava perfeitamente. Ela parecia alguém legal. Alguém que tava ali, sem julgar, só ouvindo.

— Você sim parece ser alguém legal, Raquel — eu disse baixo, voz rouca.

O clima mudou. Ficou mais terno. A gente se aproximou no sofá. Os olhos dela brilharam. E de repente ela avançou. Sentou no meu colo, pernas abertas em volta da minha cintura, e me beijou. O beijo começou devagar, lábios carnudos contra os meus, língua entrando suave. Mas logo esquentou. Ficou urgente. As mãos dela no meu cabelo, puxando. Meu corpo respondeu, carência misturada com tesão acumulado. Eu segurei a cintura dela, apertando.

Ela se escorregou pra baixo, ajoelhando no chão entre as minhas pernas. Olhou pra cima com aqueles olhos verdes, sorriso safado. Abriu minha calça folgada, puxou pra baixo junto com a cueca. Meu pau já tava meio duro, latejando. Ela lambeu a cabeça devagar, depois engoliu inteiro, chupando deliciosamente. Boca quente, molhada, língua girando, subindo e descendo com vontade. Eu gemi, mão no cabelo negro dela, empurrando de leve.

— Porra, Raquel… assim…

Ela chupava como se quisesse me devorar. A boca se movendo no meu caralho e a saliva escorrendo, com aquele gostoso barulho molhado, com os olhos fixos nos meus. Meu pau latejava na boca dela, inchando mais.

Ela levantou, tirando o vestido devagar, revelando o corpo perfeito. Sem sutiã, seios firmes, mamilos duros. A calcinha preta minúscula marcava bem a sua cintura, podia ver o quanto ela ficava gostosa com aquilo. Desejei que ela a tirasse, e ela tirou também. A sua buceta estava lisinha, brilhando já.

Avançou de novo, subiu no sofá, jogou a xoxota quente contra a minha boca. Sentou na minha cara, rebolando devagar, esfregando a buceta molhada nos meus lábios.

— Chupa, Guilherme… come minha buceta — ela gemeu, voz rouca.

Eu segurei a bunda dela, e a minha língua se esfregava na xoxota molhada, entrando fundo, chupando o grelinho inchado. Ela rebolava forte, gemendo alto, cabelo negro caindo no rosto. Eu batia na bunda dela, tapas estalando, marcando a pele clara. Ela tremia, rebolando mais rápido.

— Isso… bate mais… eu tô gostando…

Logo eu não aguentei. Levantei ela, virei de quatro no sofá. Meti de uma vez, caralho duro entrando na buceta apertada e quente. Ela gritou de prazer. Eu metia forte, fundo, sentindo a bunda dela batendo contra mim. Depois de lado, deitado no sofá, perna dela pra cima, socando devagar mas fundo. A gente rolou pro chão, ela por cima, cavalgando meu pau com força, seios balançando, cabelo negro voando. Eu segurava os quadris dela, metendo de baixo.

— Goza dentro, Guilherme… me enche toda — ela pediu, voz entrecortada.

Eu gozei forte, enchendo ela, jatos quentes dentro da buceta. Ela gozou junto, corpo tremendo, unhas cravadas no meu peito.

A gente ficou ali, suados, ofegantes. Dormiu no chão mesmo, abraçados, nus.

No dia seguinte, acordei com o cheiro de café. Abri os olhos. Raquel tava completamente nua na cozinha, de costas pra mim, preparando o café da manhã. Corpo perfeito, bunda redonda, cabelo negro solto. Ela virou, sorriu, trouxe a caneca pra mim.

— Bom dia, amor.

A gente transou de novo ali mesmo, na bancada da cozinha. Depois no chuveiro. E mais algumas vezes nos dias seguintes.

Os dias passaram voando. Na faculdade não se falava de outra coisa: “Guilherme e Raquel juntos agora”. Todo mundo comentando. Eu e ela viramos o casal oficial. Logo, eu a pedi em namoro, em um jantar simples, bem difere do ambiente que ela era acostumada a frequentar com a família, mas ela parecia adorar. Nosso namoro seguiu firme, forte.

Ela me levava pra casa dela, pro casarão com piscina. A gente saía, malhava, transava pra caralho. Sexo intenso, safado, sem limite. Eu comia ela em todo canto, ela chupava meu pau com vontade, a gente gozava gritando.

Fernanda tinha trancado o curso por um tempo. Depois pediu transferência. Sumiu da faculdade. Eu não soube mais nada dela. Dois anos se passaram. Dois anos de namoro com a Raquel, sólido, cheio de planos. Eu havia esquecido a Fernanda, pelo menos era o que eu pensava. Eu tava com a Raquel. E tava bom.

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Comentários

Foto de perfil genérica

Muito cheiro de armação no ar… será que nosso protagonista foi enganado pela futura médica?

Muita coisa ainda a se explicar, até acredito que os três foram dopados, mas é a foto? Será fake? Ansioso pelos próximos capítulos!!

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