Aliás, aproximadamente um mês depois da festa de peão, tivemos a nossa primeira vez. Não vou dizer que foi mágica, porque não foi, mas foi muito boa, com muito carinho e cuidado da parte dele comigo. Prefiro não descrevê-la aqui, porque essa lembrança eu guardo num cantinho muito especial do meu coração e faço questão que essa lembrança seja somente minha e dele.
[CONTINUANDO]
Acredito que um ou dois meses depois da nossa primeira vez, numa noite em que ele fora me buscar na faculdade, dentro de seu carro, eu tive a primeira conversa mais difícil da minha vida:
- Ué! Fala então. Aconteceu alguma coisa? Eu fiz alguma coisa que você não gostou?
- Não, mor, não fez. É que... - Engoli a seco, temendo acabar com o meu namoro e suspirei: - Ai, meu Deus!
- Você já está me assustando, Nanda. Fala, caramba!
Eu já tinha começado e desistir agora não era mais uma opção. Se tinha uma coisa que eu já havia compreendido sobre o Mark, é que ele não era o tipo de homem que deixava ponta solta. Se havia algum problema, ele resolvia; alguma dúvida, ele esclarecia. Respirei fundo e, mesmo tremendo, comecei a falar:
- Sabe a festa de peão...
- A que aconteceu aqui agora pouco?
- É.
- O que tem?
- Aconteceu uma coisa e... eu não sei como te contar.
- Aconteceu o quê que eu não vi? A gente sempre esteve junto, a não ser quando você ia no banheiro... Alguém fez alguma coisa com você no banheiro, Nanda? Por que você não me falou lá? A gente teria procurado a segurança ou a polícia...
- Não, não! Não foi isso. - Pigarreei: - Lembra que você não pode ir na festa na quinta porque tinha um encontro do seu partido político?
- Lembro. O que tem isso a ver?
- Eu... pensei que você estivesse inventando uma desculpa... e fui na festa.
- Tá. - Ele afastou-se um pouco de mim, encarando-me agora em silêncio, com uma seriedade de dar medo: - E o que mais?
- Eu... fui com umas amigas. Só para beber, me divertir, nada demais.
- Tá. Isso eu posso aceitar.
Quando ele disse isso, interpretei que nada mais seria aceitável e fraquejei. Comecei a tremer, a suar frio e desviei o olhar dele. Foi pior:
- É melhor você me contar o que aconteceu, do que me deixar imaginando coisas, Nanda.
Respirei fundo, olhei para ele e baixei os meus olhos:
- Fica calmo, por favor. Eu... Eu vou explicar.
- Acho bom. - Disse ele, o olhar mais frio que um iceberg.
- Eu... Eu... - Respirei fundo e desatei a falar: - Então... Eu fui com umas amigas minhas, acho que você até as conhece, a Marisa e a Luciana, e... bem... Chegamos lá, pegamos uns drinks cada uma e ficamos andando de um lado para o outro, esperando o show começar...
- Paquerando... Entendi. - Ele me interrompeu, o olhar cada vez mais assustador.
- Não. Só passeando mesmo. Sem qualquer outra intenção. - Ele acenou positivamente com a cabeça e eu continuei: - Só que lá... acho que era na praça de alimentação... o Edson me viu e veio me atazanar.
- Edson é aquele cara que você namorou antes de mim?
- Nem sei se posso chamar aquilo de namoro, porque ele, diferente de você, nunca me pediu em namoro. Mas então... ele começou a me atazanar, querendo que eu ficasse com ele, me enchendo o saco e... e... ficou assim um tempão. Já tava chato pra caramba. Então a Luciana viu um amigo dela, o Artur, filho do Pedrão da agropecuária, acho que você conhece ele, não conhece?
- Nanda, para de dar volta. Vai direto ao ponto.
- Bem... O Artur e uns amigos dele espatifaram com o Edson. Colocaram ele para correr.
- Bateram nele?
- Não. Só espatifaram mesmo.
- Ok. E daí?
- Daí nós ficamos conversando, eu, ele, as minhas amigas e os amigos dele. Coisas bobas do dia a dia, da festa, sabe como é, né?
- Sei. Sei bem o papo furado que rola entre solteiros nessas festas. Eu era um até pouco tempo. Fazia muito disso.
- Credo, mor!
- Essa história está ficando bem estranha. Continua.
Fechei meus olhos e respirei fundo novamente, tentando encontrar as palavras certas para explicar algo que agora eu via como muito errado. Quando ia abrir a boca, ele se adiantou:
- Você ficou com esse Artur, é isso?
Surpresa, olhei para ele, e não respondi, apenas desviei o olhar e confirmei com um tímido movimento de cabeça. Ele, que até então estava sentado de lado no banco do carro do motorista, se ajeitou, encarando o volante à sua frente. Ficou em silêncio por algum tempo, demais para quem está ansiosa por perdão, talvez pouco para alguém que já tomou uma decisão. Então, ele deu partida no carro. Só então eu o encarei:
- O que você está fazendo?
- Te levando para casa.
- Mark, por favor, deixa eu explicar.
- Estou calmo. Calmíssimo! E vou te levar para casa para não perder a minha calma. Depois voltamos a conversar.
- Me desculpa. Não foi planejado. Só aconteceu.
Ele me olhou rapidamente e colocou o carro em movimento. Eu conhecia o trajeto de cor. Seriam minutos até a minha casa. Eu precisava fazer algo, falar algo, ou talvez o meu namoro recém iniciado estaria acabado. Mas não encontrei as palavras. Não encontrei nenhuma que fizesse sentido.
Ele estacionou em frente à minha casa. Eu já estava chorando quando ele falou:
- Desce, Nanda. A gente conversa depois que eu assimilar a pancada.
- Pelo amor de Deus! Eu juro que estou arrependida. Eu... Eu pensei que você estivesse mentindo, arrumando uma desculpa, me dado um bolo, sei lá... Cheguei até mesmo a pensar que você pudesse ter falado isso para ir sozinho.
- Nossa! Que legal, hein? Traduzindo em miúdos... Você desconfiou de mim e foi lá para arrumar um carinha, e conseguiu. - Vi ele morder franzir a testa e morder os lábios com força: - Que bom saber o que você pensa de mim.
- Mark, pelo amor de Deus! - Falei, segurando em seu braço: - Juro. Não pensei em ficar com ninguém. Até cheguei a imaginar que, se encontrasse você com outra, eu poderia te confrontar, mas... Eu fui uma idiota.
- Eu estava numa reunião partidária, Nanda. Eu te contei isso. Eu te expliquei que, sendo o presidente do partido, eu não poderia deixar de ir. Como eu poderia estar no recinto, se eu estava naquela merda de reunião? - Falou, erguendo o tom de voz.
- Eu fui uma burra. Eu sei. Desculpa.
Foi a primeira vez que vi o Mark bravo, os olhos vidrados, brilhando com lágrimas de ódio puro. Ele respirou profundamente, certamente para não me xingar e mandou eu descer novamente. Tentei resistir, abraçá-lo, mas ele me recusou, gentilmente, não me abraçando, nem me encarando. Foi então que eu tropecei na minha própria língua:
- Também a gente nem estava namorando ainda, Mark. Eu não te traí.
Ele me encarou surpreso e balançou negativamente a cabeça:
- Ahamm! Verdade. Só estávamos saindo há algum tempo, nada sério. Aliás, pelo visto, somente eu via isso com alguma seriedade. Desce, Nanda, ou a gente vai acabar discutindo de verdade, e eu não quero isso.
Desci e fui até o lado da porta dele, mas ele arrancou sem sequer olhar para o lado. Tentei ligar para ele nessa mesma noite, mas ele não me atendeu. Dormi chorando e assim acordei. Tentei ligar novamente, mas ele outra vez não me atendeu.
Passamos quase duas semanas sem nos encontrarmos. Tudo bem que dia os dois trabalhavam e à noite, eu estudava. Mas se ele quisesse ter me procurado na faculdade, ele teria conseguido, pois prestava assessoria para eles.
Minha mãe perguntava quase todo o dia o que havia acontecido entre a gente, mas eu não quis contar. Imagina! Se eu contasse para ela e ela para o meu pai, eles iria me crucificar com pregos em brasa. Ela era esperta. Certamente já intuía algo. Meu pai não falava nada, mas sempre me olhava de canto, julgando algo que ele não sabia o que era, mas, pela sua cara, eu já estava sumariamente condenada. Preferi sofrer sozinha, torcendo por um contato do Mark, nem que fosse para terminarmos de vez.
Lembro como se fosse hoje... Era um sábado à tarde quando ele me ligou, perguntando se poderíamos conversar. Concordei e combinamos de ele vir me buscar em casa.
Mark estacionou em frente de casa pouco antes das 20:00. Ele tocou a campainha e aguardou. Meus pais o convidaram para entrar, mas ele recusou, educadamente, mas com firmeza. Eu e ele nos cumprimentamos meio à distância, com um frio beijo na bochecha. Entramos no carro e ele arrancou.
Após alguns minutos, acariciei seu braço e falei, tentando quebrar aquela muralha de gelo que havia entre nós:
- Estava com saudade.
- Também.
- Onde você quer ir?
- Vamos comer algo. Estou com fome. A gente conversa depois.
Fomos até uma lanchonete e apesar de eu não estar exatamente com fome, comi um lanche bem pequenininho. O pior não era comer ou não comer, mas sim o silêncio que havia entre a gente. Eu não sabia o que dizer e ele não parecia disposto a conversar também. Assim que ele terminamos, ele pagou e saímos. Ele estacionou na praça da igreja matriz da nossa cidade e ficou em silêncio, olhando o volante por alguns segundos até que falou:
- Você me disse que ficou com o tal cara lá, o... o... Artur...
- Sim.
- Dançaram, beijaram, namoraram...
- É. Ficamos...
- Tá. Você está certa. A gente não estava namorando, não tínhamos nenhum compromisso ainda. Mas eu só...
- Para, Mark! Fui eu que errei. - Eu o interrompi: - Eu fui uma idiota. Nunca tive um namorado sério e não enxerguei que você queria criar algo de verdade comigo. Eu só quero o seu perdão. Uma chance! Vou fazer de tudo para merecer você. Eu prometo.
- Começa não me interrompendo, ok? - Ele falou seriamente e respirou, olhando para mim: - Estou disposto a esquecer isso e seguirmos em frente.
Abri um sorrisão que foi imediatamente coberto por lágrimas de alegria. Parece contraditório, mas foi assim. Então, segurei na mão dele e apertei, sendo correspondida:
- Só me responde mais uma coisa: aconteceu mais alguma coisa que você precise me contar? Porque eu quero nunca mais voltar nesse assunto ou descobrir por terceiros.
Chegamos a uma parte que eu realmente não esperava ter que enfrentar. Não, pelo menos, naquele momento. Como contar para ele que eu fui parar na casa do Artur, que a gente chegou a ficar praticamente pelados, que eu quase perdi minha virgindade lá? Eu até estava disposta a ser honesta, falar tudo, contar todos os detalhes, mas sabia que isso poderia ser demais para ele.
A providência divina resolveu me ajudar nesse momento e mandou uma repentina chuva que engrossou em pouco tempo. O som rítmico batendo no teto do carro do Marea acabou chamando a nossa atenção. Não que tenha demorado muito, mas foi o tempo suficiente para eu organizar a forma como contar a verdade para o Mark. Então, mesmo correndo todos os riscos, decidi revelar a verdade.
Ainda segurando em suas mãos, eu sorri. Não sei o que ele interpretou com o meu sorriso, mas ele veio na minha direção e me beijou. Aquele beijo era tudo o que eu não esperava há dias e decidi aproveitá-lo ao máximo antes de revelar tudo o que havia acontecido entre mim e Artur. Mas o Mark, rapidamente, me puxou para o seu colo e já não era mais a razão quem ditava as regras, e sim a nossa saudade.
Quando paramos de nos beijar por um instante, eu o encarei. Eu me sentia pequena, vulnerável, arrependida pra caramba. Acariciei o seu rosto, com uma vontade imensa de chorar e comecei a falar:
- Mark, eu queria...
Ele acariciou o meu rosto de volta e me deu um selinho:
- Impressionante como seus olhos ficam claros quando você chora. Estão quase verdes.
Antes que eu continuasse, ele me puxou novamente para outro beijo. Deixei acontecer. Se ele me queria, e eu o queria também, então eu seria dele, nem que fosse uma última vez. Puxei o meu vestido para cima, tirando-o pela cabeça, ficando apenas com uma minúscula calcinha preta de renda. Nossos corpos começaram a corresponder aos nossos desejos, esfregando-se como numa dança profana, mesmo ali, em frente à igreja. Senti o seu pau ficar estufar embaixo de mim, ficando duro, latejando de desejo:
- Desculpa… Eu fui uma idiota. - Murmurei contra a boca dele, a voz rouca, quase um soluço: - Não significou nada para mim. Juro.
Minhas mãos tremiam enquanto eu desabotoava os botões da camisa dele, logo sentindo os pelos do seu peito largo e forte nos meus dedos:
- Fiquei com medo que você não me quisesse mais.
Ele não respondia com palavras, mas com ação. Apertou um dos meus seios e me puxou contra sua boca, enquanto a outra mão espalmava a minha bunda, apertando forte, o dedo já invadindo o meu reguinho, me fazendo arrepiar toda.
Eu o empurrei levemente e comecei a desabotoar sua calça, procurando liberar seu pau para mim. Não queria preliminares, não queria nada a não ser ele dentro de mim. Ele pegou uma camisinha do porta-luvas do carro e a colocou, e eu me apossei dele, soltando um gemido longo quando me deixei ser penetrada, centímetro por centímetro, até o fundo.
Foi como um choque, rápido, inesperado. Meu corpo se arqueou e comecei a tremer sem controle, gemendo, enquanto chegava num orgasmo que nunca havia sentido antes com aquela intensidade. Minhas unhas se cravaram nos ombros dele por dentro da camisa aberta:
- Ai, Nanda! Calma, caralho. - Resmungou ele, quando o apertei ainda mais.
Encostei a minha cabeça na dele, tentando controlar a minha respiração. Eu o sentia todo dentro de mim, quente, fervendo. Mas eu o sentia de uma forma diferente. Parecia que ele me preenchia ainda mais, de um jeito que nunca havia antes:
- Passa para trás. Tem mais espaço lá. - Pediu.
Fui toda desengonçada para trás. Quando estava com metade do corpo já atravessado, ele me segurou pela bunda e enfiou a boca na minha vagina, dando uma lambida profunda. Gemi alto e só então me lembrei que estávamos num espaço público, mas a chuva era a nossa única testemunha naquele momento. Ele me soltou e me sentei no banco. Então, ele puxou os bancos dianteiros o máximo que pode para a frente e se juntou a mim.
Beijamo-nos novamente e ele, então, levantou minhas pernas, colocando-as em seu ombro e passando a me estocar com força, vontade e tesão. Ele ainda era meu, eu sentia em cada estocada, e faria de tudo para que continuasse assim.
O carro balançava ao sabor da nossa paixão. Eu, mesmo embaixo dele, tentava rebolar, pois queria sentir mais, mais movimento, mais sensações, mais, só mais! Eu sentia uma pulsação dentro de mim e não sabia se era dele ou minha. Um trovão explodiu lá fora e, por um segundo, a luz branca iluminou tudo: os vidros embaçados, a silhueta da igreja logo à frente, o crucifixo no campanário, única testemunha que parecia nos julgar. Até fiquei envergonhada por um instante, mas foi rápido, pois bastou ele cravar o pau dentro de mim, pressionando-o ao máximo, buscando as minhas entranhas, que essa ideia sumiu:
- Safada, filha da puta... Nem começamos a namorar direito e me traiu. - Disse ele, com a voz embargada.
- Nunca mais! - Gemi e depois gritei: - Ai, ai! NUNCA... MAIS! -
- É!? Nunca mais!? Por quê? Quer dizer então que me traiu mesmo, foi isso?
Maldito advogado que mesmo trepando não para de interpretar tudo ao seu redor. A verdade ainda não havia sido revelada, mas talvez pudesse ser, aos poucos, entre as estocadas que eu recebia:
- Não... Não... Sexo, não! Só beijos, amassos, passadas de mão na bunda...
- Safada!
- Sou... Sou... E no pau dele... E ele... ele me chupou.
Mark deu uma risada. Acho que ele imaginava que era brincadeira, um joguinho. Então, sem parar de me estocar, continuou:
- Ah, chupou!? Você não presta mesmo, Nanda! Vou ser obrigado a te dar uma surra de pica para você aprender.
- Vem! Faz! Eu quero! Tudo... muito... no fundo.
Ele passou a me estocar como um louco, parecendo mesmo querer descontar alguma raiva em mim. Eu suportei tudo, não porque doía, mas porque estava adorando ser fodida com aquela intensidade toda. Estava gostoso demais:
- Eu te amo tanto… me perdoa... - Sussurrei, mordendo o lábio dele, acelerando o ritmo.
Eu já não controlava mais meus quadris que giravam em círculos apertados, o clitóris procurando alguma parte dele para roçar a cada estocada. O suor escorria pelas costas dele, mas eu não me importava. Mark parecia um animal, grunhindo baixo, as mãos apertando minhas pernas, cintura, seios, tudo onde alcançava. Ele sempre indo mais fundo, sempre mais forte.
Foi então que ele me colocou de quatro, com os joelhos no assoalho do carro e me penetrou rapidamente. Gritei, sentindo uma onda tomar conta do meu corpo novamente. Uma ideia torta passou pela minha cabeça: se aquilo era uma punição, eu queria ser açoitada toda noite. Abri minha bunda para senti-lo ainda mais fundo, mas, ao contrário, senti um dedo entrando onde ninguém havia tocado antes:
- Mor... Eu nunca fiz aí.
- Delícia! Mais uma virgindade para eu tomar.
- Mas... Mas hoje?
Ele se aproximou de mim, colando a boca em meu ouvido e sussurrou:
- Melhor eu ser rápido, antes que alguém chegue antes de mim.
Gemi alto com a provocação dele, enquanto um arrepio tomava conta de meu corpo. Ele me empurrou sobre o banco do carro numa posição que fiquei meio torta. Então, ele enfiou a cara bem no meio da minha bunda, passando a me lamber, beijar e chupar a vagina como um louco:
- Aiiiiii! - Gemi, tremendo.
- Foi assim que ele fez?
- Foooooi! Ai! Não. Siiiiim! - Gritava, gemendo, totalmente perdida: - Não! Tá muito melhor assiiiim! Aiiiiiiiii!
Ele fez o que quis comigo pelo tempo que quis. Quando se satisfez, sentou-se no banco do carro e mandou:
- Vem. Senta de costas para mim. Deixa eu ver essa sua bunda gostosa, enquanto você quica no meu pau.
Mesmo meio mole, eu fui. Isso eu viria a descobrir que é um fetiche dele. O Mark adora essa posição, ama assistir eu cavalgando seu pau de costas. Sentei-me, encaixando o pau dele em minha buceta. Levantei um pouco e desci com força, sentindo ele bater lá no fundo, um choque de prazer me fez dar um grito, abafado apenas pelo temporal lá fora. O Marea inteiro começou a balançar novamente enquanto eu descia minha bunda no Mark. Eu inclinei a cabeça pra trás, antes batendo no topo no teto baixo. Comecei a rir até alcançar o ombro dele e me esfregar bem gostoso em seu colo, completamente entregue:
- Quer mesmo o meu cuzinho?
- Eu estava brincando. Não precisa ser hoje. Fica tranquila.
- Eu quero. Aproveita que estou louquinha, mor.
Não esperei ele responder e me inclinei para a frente, abrindo bem a minha bunda, exibindo o meu cu para ele. Levantei-me apenas o suficiente para ele sair da minha buceta. O Mark começou a brincar com o meu buraquinho, mas eu o cortei:
- Enfia logo, ou vou acabar desistindo.
- Assim!? Sem preparação, sem nada?
- Põe! Eu aguento.
Eu não tinha a menor noção do que estava falando. Eu só sabia que queria satisfazê-lo de todas as formas possíveis. Senti ele encostando a cabeça no meu cu, posicionando-o como uma estaca. Eu continuava segurando a minha bunda aberta, e fui liberando o meu peso aos poucos. Começou a doer e só então eu entendi o que ele quis dizer com “preparação”.
Tudo bem que o Mark não é o mais dotado dos homens, mas nem por isso é pequeno ou fino. Seu tamanho é do tamanho perfeito para satisfazer uma mulher em tudo, mas mesmo assim doeu pra caramba quando a cabeça entrou em mim:
- Ai! Caraaaaalhooooo... - Gemi.
- Calma! Fica parada e relaxa. Não tenha pressa. Já que você acostuma.
Mas quem consegue relaxar quando tem um negócio te rasgando? Eu, pelo menos, não. Pensei que se eu sentasse mais, por ser extremamente apertado, talvez ele gozasse rápido e aquele martírio terminaria. Mas que nada. Quando forcei, doeu mais ainda e comecei a chorar:
- Tá tudo bem, Nanda. Pode parar. A gente tenta outro dia, com mais calma.
- Não! Já tô fudida mesmo. Agora vou até o fim! - Falei, em meio às lágrimas.
Não sei quanto tempo passou, nem se fui eu ou ele que começou a se movimentar, mas logo eu já estava dando quicadinhas naquele pau gostoso, enquanto ele me guiava, segurando minha cintura, ao mesmo tempo em que também dava estocadas de baixo para cima em mim:
- Ai, cacete! Dói, mas é... diferente e... é gostoso. ISSO! Mais forte, Mark! Me fode inteirinha. - Pedi, com uma voz manhosa, safada, os olhos buscando os dele por sobre o meu ombro.
Ele obedeceu. Agarrou minha cintura com as duas mãos, com ainda mais força, e começou a me puxar e empurrar, fazendo seu pau atolar inteiro dentro de mim. Eu sentia tudo: o pau dele inchando, pulsando dentro de mim, enquanto o ouvia gemer e o banco do carro ranger. Um cheiro de sexo e suor misturado aos nossos perfumes tomou conta de tudo. Então, eu o senti, agarrando, puxando-me toda para sim e me abraçando, enquanto seu pau pulsava sem parar dentro de mim:
- Nanda… Porra! Caralho, Nanda. - Grunhiu, me apertando forte.
Eu me entreguei toda para ele, sentindo cada espasmo, cada sensação. Eu sentia o seu pau pulsar e comecei a contrair o meu cu contra ele, como se eu quisesse suga-lo até a última gota. E foi ali, sem esperar, que meu orgasmo veio de repente, como um raio, meu corpo tremendo, convulsionando, enquanto meu cu continuava ordenhando seu pau sem controle algum. Nós dois gemíamos, curtindo as sensações, enquanto eu cravava as unhas nas suas coxas, tentando me segurar em alguma coisa.
Ficamos assim, colados e ofegantes por um tempo, o pau dele ainda enterrado em mim, o último espasmo dele seguido de um gemido baixinho de satisfação. Amoleci de vez em seu colo e senti seu pau amolecer dentro de mim. Encostei a cabeça em seu ombro, ouvindo somente nossas respirações se acalmarem. Então, falei:
- Nunca mais vou fazer isso. - Murmurei, a voz rouca de prazer e alívio.
- Não gostou!? Poxa! Eu adorei.
- Não. Não tô falando de dar minha bunda para você. Estou falando da briga, de... você sabe, ter ficado com outro...
Mark beijou o meu pescoço, ainda dentro de mim, sentindo meu cu apertando o seu pau:
- Se brigarmos de novo, a gente volta pro Marea. Mas da próxima, vamos fazer num dia sem chuva. Quem sabe do lado de fora.
- Lá fora? Na frente da igreja? Cê tá louco!?
- Não aqui, né, Nanda! Mas ao ar livre, sim, por que não?
Fora do carro, a chuva continuava sobre a praça vazia. A igreja uma cúmplice silenciosa e inesperada. Dentro daquele carro, enquanto nos vestíamos, Mark começou a rir:
- O que foi?
- Você é uma filha da puta, né? Não sei de onde você tirou a brilhante ideia de fingir que o tal carinha lá, o... Artur, né? Então, não sei de onde você tirou a ideia de me insultar com ele, dizendo que ele te chupou.
Eu fiquei em silêncio, enquanto me vestia. Ele estranhou, claro. E insistiu:
- Foi só uma história, não foi?
Demorei ainda um pouco a encará-lo e quando o fiz, ele soube de imediato que não era só uma história. Ele se calou, me encarando, espantado. Então, desviou o olhar para a praça, mordeu o lábio com raiva, bateu no volante e disse:
- Me conta tudo agora! Quero saber de cada detalhe do que aconteceu naquela noite. Sem meias verdades, Fernanda, ou nunca mais olho na tua cara.
Então, eu contei. Cada passagem. Cada momento. Cada detalhe. Cada sensação. Enfim, tudo! Ele me ouviu em silêncio, sem interromper uma única vez sequer. Quando terminei de contar a parte em que eu chegava em casa e escondia a minha cabeça sob o travesseiro, envergonhada de mim mesma, eu já tinha novas lágrimas brotando de meus olhos.
Mark ficou em silêncio, olhando a chuva a nossa frente, o olhar longe, procurando algo que talvez nem ele mesmo soubesse:
- Por que não continuaram? Digo, se você estava excitada, gostando, e estava por tudo o que você acabou de me contar, por que não foram até o fim?
- Porque, no fundo, eu sabia que ele não era a pessoa certa. Ele... não era você.
O Mark me encarou e se aproximou de mim, o rosto a centímetros do meu, os olhos diretamente focados nos meus:
- Você o chupou?
- Não!
- O punhetou ou transou com ele?
- Não! Apenas apertei um pouco por cima das roupas. Mas transar... não. Eu perdi as minhas duas, três virgindades com você. Você sabe disso.
- A da frente, eu sei. A da boca e a de trás seriam discutíveis.
- Juro que nunca fiz nada além do que te contei com ninguém! - Parei por um instante, lembrando de algo: - Bem...
- Bem? Bem o quê!? Nanda, se tem algo para falar, fala!
Contei da minha rápida passagem com o Edson na praça, com todos os detalhes que eu lembrava. Ele me ouviu atentamente, os olhos levemente arregalados, para depois falar:
- Caramba! Que mulherzinha, hein?
- Safada, né!?
- Safada, eu não sei... Complicada, com certeza! - Ele falou e sorriu, sem tirar os olhos dos meus, mas logo balançou negativamente a cabeça: - Não acredito que estou fazendo isso!
Senti um arrepio de medo me percorrer a coluna:
- Se arrependeu, né, de me dar outra chance?
- Não é isso. Não acredito que beijei a boca de outro homem por tabela.
- Como assim?
- Ué!? Ele não beijou, lambeu, chupou a sua buceta? Por tabela, entendeu?
Comecei a rir e dei um tapa no braço dele, pulando novamente em seu colo:
- Tem mais alguma coisa que esteja me escondendo, Nanda?
- Não. Nada. Juro!
- Ok. Espero que, de agora em diante, seja só minha, né?
Sorri para ele e o beijei, sugando bem forte sua língua:
- Prometo! Nunca mais eu serei de outro porque já encontrei quem eu precisava para ser feliz.
Claro que vocês sabem que essa promessa não foi cumprida. Mas, desta vez, não foi por minha culpa, porque vocês também sabem que a iniciativa partiu dele. Enfim, é natural que promessas ou compromissos sejam feitos entre os parceiros de uma relação. Mas nada impede que eles sejam revistos com o tempo. A gente reviu, e reviu, e reviu... e hoje estamos bem resolvidos. Pelo menos, até a próxima aventura.
OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS E OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.
FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DA AUTORA, SOB AS PENAS DA LEI.
