"Ex-corno" Parte 6

Da série "Ex-Corno"
Um conto erótico de João
Categoria: Heterossexual
Contém 1738 palavras
Data: 10/04/2026 17:45:01

A dinâmica de casa parecia normal, mas o clima sempre estava tenso ao menos para mim e sobretudo nos dias em que Ana see arrumava para sair e eu sabia que ela transaria com alguém, eu não perguntava e ela também não me dizia nada, se quer que horas voltaria como eu pedi, mas talvez por culpa ou para dizer que ela ainda me pertencia, ela arrumava a casa, deixava comida pronta, dizia que me ama e essas coisas que faz toda mulher.

no início ela voltava com tesão e transavamos, mas sem trazer outros nomes, marcas e nada para a nossa cama, cheguei a pensar que de alguma forma aquela dinâmica poderia funcionar, mas as noites ficaram longas e eu mal via ela retornar, quando acordava para trabalhar ela ainda dormia e tinhas dias que eu chegava e ela não estava em casa. É estranho você olhar para alguém que amou tanto e sentir que perdeu ou está perdendo alguma coisa que não é sua.

Ela ao menos dessa vez respeitou meus limites e até tentou fazer com quem eu e Danilo nos reaproximassemos, eu acho que ela imaginou que era só ciúmes dele, e não percebeu o abismo que estava sendo criado entre a gente.

– Amor, sábado é aniversário do Danilo e ele chamou a gente para comemorar com ele, vamos?

– Pode ir, vocês vão se divertir sem mim de qualquer maneira, vou ir para o estádio, faz tempo que não assisto um jogo

– Poxa amor, não fala assim, você é parte disso tudo

– Qual parte?

– A que eu amo

– Pode ir, sério, vou ficar de boa

– Queria tanto que você fosse - disse ela melosa

– Ana, eu não quero, você tem uma vida fora daqui e eu respeito isso e não quero fazer parte

– Mas vamos como casal, prometo que seremos só nós dois

– Ana, não promete o que você não vai cumprir

Eu ia começar uma briga e jogar na cara dela a situação das férias, mas pareceu injusto já que jurei deixar aquele para trás, mas sempre voltava na minha cabeça, tudo voltava e a sensação era de que eu ia explodir.

– Aí amor, sério ? Isso de novo

Levantei para discutir e me deu uma tontura, meu peito acelerou e comecei a suar.

– Amor? João ? Você tá bem ?

Comecei a contar de um a dez e respirar fundo, era uma crise de pânico, já tive outras e sabia como lidar, Ana percebeu e me trouxe água e fez carinho na minha cabeça. Logo fui melhorando

– Desculpa amor, não devia ter te pedido isso

– Você pode ir Ana, eu preciso me distrair e vou ao estádio

Ela me olhou com certas desconfiança, mas não insistiu, sábado eu não vi ela sair para o aniversário, ela deixou um bilhete dizendo para eu ligar vaso acontecesse alguma coisa.

Sai para beber em um bar que faz muito tempo que não ia, sentei sozinho num lugar triste, e olhei o celular. Tinha mensagens do Danilo me convidando para ir e me chamando sócio, apaguei a mensagem e voltei a beber, na mesa da frente tinham 4 amigas comemorando alguma coisa.

Uma delas veio até mim, era uma ruiva não natural com piercing no canto da boca e braço tatuado, linda!

– Oi

– Oi - respondi

– Minhas amigas fizeram uma aposta do porque esta aqui sozinho

– E qual a teoria de vocês?

– Fernanda apostou em chifre, Agatha a japinha disse que é fim do casamento, Luiza tem certeza que morreu alguém e eu acho que é liberdade - Ela disse rindo .

– Fernanda, Agatha, Luiza e?

– Debora

– Duas de vocês acertaram, mas a história é mais complexa do que as opções

– Humm… espera

Do nada estavam as 4 sentadas na minha mesa, e eu não faço ideia de como isso aconteceu.

– Agora pode começar a contar

– Bom…

Desabafei e contei tudo, até detalhes e elas ficaram me olhando em total silêncio, as vezes faziam caras e bocas assustadas ou sem entender.

– E é isso…

Começaram as perguntas uma atropelando a outra e fui respondendo varias até Debora perguntar algo que eu vinha pensando faz tempo.

– Porque aceitou tudo isso?

– Por amor e medo de perder ela, fui burro eu sei, mas sinto que é tarde demais.

– Mas você não ama mais ela?

– Eu sempre vou amar ela, mas perdi o encanto, a vontade de estar junto, hoje eu prefiro estar com vocês que acabei de conhecer do que com ela, e juro, é a primeira vez que isso acontece

– Talvez não seja tarde se vocês conversarem

– Eu já disse tudo que tinha para dizer e ultrapassei meus limites, a verdade é que não tem justificativa para ainda estar com ela.

– Não é verdade - respondeu Debby

– Isso se chama dependência afetiva, sabe aquela pessoas principalmente mulheres que aceitam traições, que apanham e não terminam ? Ninguém entende porque ainda estão juntos, mas o problema é muito maior, é quase uma doença, tem que ter muita terapia para sair dessa, você devia fazer.

– Tá aí, talvez eu devesse, eu conto e ninguém acredita.

– As pessoas são cruéis, de fora é muito fácil, é só larga ela e vai embora,as tem uma vida inteira um ao lado do outro, não é simples.

– Quem é você ? - Eu perguntei

– Debby ué

– É real ou eu bebi tanto e tô imaginando 4 mulheres lindas na minha mesa e uma delas é o mestre Splinter?

– Um raro?

– Um rato bem bonito

Todas começaram a gargalhar e elas me colocaram num grupo chamado “ex-cornas”, Débora então acrescentou ao nome “Ex-cornas/o". Agora eu já tinha apelido, era Jão, Ana nem percebeu que eu estava mais feliz e saindo mais. Ia a cinema, teatro e bares, num desses dias Agatha me chamou no canto.

– Debby te quer

– Ela vai querer um corno otário?

– Ela te acha incrível, nós achamos, e ela sofreu muito, sabe?

– Não sei, o que rolou?

– O ex dela era abusivo, ela nunca contou, mas acho que batia nela

– Por isso aquela aula no bar ?

– Pois é

– Mas eu estou meio inseguro, ela é incrível e eu ?

– Você é incrível Jão, não deixa que as atitudes da sua esposa te defina.

Fiquei pensando naquela informação, e decidi convidar a Debby para sair, ela aceitou, levei ela em um restaurante. Debby apareceu com vestido rasgado mostrando a perna, toda de branco e o cabelo trançado, estava linda, uma deusa nórdica, Freya, Lagherta teria inveja e eu uma ereção.

– Senhorita - falei puxando a cadeira

Conversamos e rimos muito durante o jantar, e me ofereci para levar ela em casa e segui o endereço que ela me deu, mas quando cheguei era um hotel.

– Você mora aqui ?

– Não, você é lento né ?

– Ah… entendi, você só vai dormir.

Ela me deu soco no braço e sorrimos, levei ela para o quarto, o melhor quarto, a melhor garota. Ela tirou o vestido deixando cair, estava pelada.

– Safada, você veio ao encontro sem calcinha ?

– E toda melada

Agarrei ela que pulou com as pernas na minha cintura, deitei na cama e fui beijando do pescoço, passando pelos bicos do peito com piercing, umbigo também tinha, mas a buceta não, a buceta tinha uma pequena listra de pelo pintada de da cor do cabelo dela, passei a lamber devagar e ela puxava meus cabelo, até sentir tuas coxas apertarem minha cabeça.

Subi com o pau duro que nem pedra

– Posso?

– Pode - disse ela mordendo o lábio e arqueando o corpo

Enfiei devagar querendo sentir aquela buceta apertada e molhadinha e não queria sair de dentro dela nunca, o tempo podia parar e minha pica pulsava como se fosse explodir, ela me encarava com tesão no rosto e eu sentia uma corrente de prazer percorrer meu corpo e meu saco formigar.

– Me fode

– É o que eu quero desde o dia que te vi pela primeira vez

– Vai me deixar maluca, me come

Estoquei com vontade e enforquei ela e senti me apertar mais.

– Goza no meu pau

Ela agarrou meu pescoço e me trouxe para perto gozando e gemendo no meu ouvido, uma sensação que eu não quero esquecer nunca. Virei ela de costas e abri a bunda dela olhando.

– Nossa, você é muito gostosa

– Não fica me provocando e me come

Pincelei o pau da entrada do cu até a buceta e entrei arrancando suspiro gostoso dela. Depois de um tempo metendo ela me mandou deitar e sentou na minha pica, subindo e descendo, rebolando

– Eu vou gozar, sai que eu vou gozar, levanta ... Ahhhh

Gozei dentro dela sentindo as pernas bambas e fiquei esperando adrenalina baixar.

– Temos que comprar pílula do dia seguinte - Eu disse envergonhado

– Não precisa, não posso engravidar

– Por isso não saiu né ?

– Adoro sentir porra dentro

– Engraçado, e eu adoro gozar dentro

Ficamos conversando muito na banheira, e se divertindo como bons e velhos amigos, era inacreditável como eu estava feliz desde que conheci elas, não só a Debby, e como essas saídas criou na gente uma aproximação. Eu estava apaixonado, é um fato. Talvez agora eu entenda a Ana com o Danilo. Ana? Esqueci até que ela existia.

Depois desse dia estava estabelecido meu relacionamento com a Debby, PA, Pau amigo, ela não queria um novo relacionamento sério por causa do passado com o ex tóxico.

Cheguei em casa era quase meio dia e Ana tinha feito o almoço.

– Oi fiquei preocupada, você não me respondeu onde estava

Olhei o celular e tinha mensagens e ligações

– Eu bebi demais e esqueci

– Bebeu?

– E como foi o aniversário - cortei o assunto

– Foi bom, trouxe bolo para você

– Vou comer depois do almoço, agora preciso de um banho

– Quer companhia ?

– Não, você já tomou banho, eu volto rápido

Do box eu vi a Ana cheirando minhas roupas, e pegando meu celular, eu troquei a senha faz meses e ela pude ver ela irritada. Eu sorri não por vingança, mas por perceber que não me incomodou o ciúmes dela. Desci para o almoço e ela visivelmente irritada. Pensei em tentar amenizar, mas só pensava em Debby.

– Amor, você quer me contar alguma coisa ?

– Não Ana assim como não quero saber nada

Ela entendeu, mas não aceitou tão bem...

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Foto de perfil genéricaEspectador Contos: 92Seguidores: 115Seguindo: 6Mensagem Tendo a fixar na realidade.

Comentários

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Algun pauzudo para comer minha esposa. brunomoraes4678@gmail.com

Mando foto da bucetinha dela.

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Gostei muito do caminho q o conto vem tomando, até q enfim o corno está começando a se valer do casamento liberal, vejo aí longe um belo casal se formando, o ex corno e a Debby se esbaldando e a puta safada da esposa em casa remoendo a perda do marido

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Tem que se organizar na cronologia dos fatos, no aniversário tu sai conhece a meninas, depois tem grupo, saídas junto delas até a noite com a Debby. No dia seguinte você chega em casa e pergunta sobre o aniversário do Danilo? Tu voltou no tempo? Se organiza aí que melhora o conto.

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Eu também fiquei em dúvida, mas entendi.

No dia do aniversário, ele não perguntou nada.

Tempos depois, ele com Debby, aí ele voltou tarde e a Ana perguntou onde estava e se ele bebeu.

Aí ele aproveitou pra desconversar e perguntar do aniversário.

O "ex-corno" foi inteligente nessa.

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Furo de cronologia mesmo Carlos.

"– Oi fiquei preocupada, você não me respondeu onde estava

Olhei o celular e tinha mensagens e ligações

– Eu bebi demais e esqueci

– Bebeu?

– E como foi o aniversário - cortei o assunto

– Foi bom, trouxe bolo para você"

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Acha que foi furo por causa da frase dela:

"- Foi bom, trouxe bolo para você"

?

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Sim, ele fez muita coisa para um único dia e não ter comido um bolo de aniversário no domingo.

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Se a gente forçar um pouco, pode ser ela tentando ironizar a pergunta do marido. Ou então, ela realmente quis dizer isso, já que ela parece ser meia aérea das coisas. Algo como:

"Foi bom, trouxe bolo para você. Lembra?"

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Será que teremos um fiozinho de esperança do corno dar a volta por cima? Perfeito pra mim seria continuar tratá-la com total indiferença, como se nem esposa fosse e depois largar essa vadia!!!

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Sim. Queria isso também. Ele simplesmente não ligando mais pra Ana, vivendo a vida, voltando pra casa, não sentindo mais nada.

O apice pra mim seria ele voltar pra casa, pegar Danilo fodendo Ana e não sentir nada. Em vez disso, ele ficaria fazendo as coisas normalmente enquanto Ana tentava trepar. Tipo, indo tomar banho, ai depois vai na cozinha e diz: "gente, só beber uma água, não quero atrapalhar". Aí dava um sorriso sarcástico kkkkk

Ana ver o marido seguindo em frente é a maior derrota que ele poderá ter.

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Dá pra fazer melhor, carlão...

João chegando em casa no telefone e escuta os gemidos da porta. E ele entra, como se fosse um fato corriqueiro, totalmente sem importância. Ele entra e fecha porta, rindo de alguma idiotice que a Debby fala no telefone. E a Ana vê. E percebe ele completamente absorto no telefone, sem ao menos ligar pro que tá acontecendo no sofá da sala.

Ele tira os sapatos falando alguma abobrinha com Debby e Ana falando pro Danilo fazer mais forte, o que o cabra faz mas o clima dela já foi pro caralho e nesse momento, vem o golpe final.

João olha pra ela. Direto nos olhos. E da uma picadinha enquanto ri e fala com Debby. Aquela piscada que você da quando passa por conhecidos, pessoas que você já viu mas são essencialmente estranhos. E pronto! Acabei de matar a Ana com um sorriso

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HAHAHAHAHA essa foi melhor ainda, amigo. A piscadinha seria de matar kkkk

Espero que o Espectador não se chateei com nossas viajadas.

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Eu tenho acompanhado em silêncio algumas séries e essa tem me quebrado em alguns momentos. O cara avisou que eles estavam desconectados. A amiga mostrou o que ele tava sofrendo e ali ela entendeu. Aí na viagem o cara vai atrás dela e ela vai dar pro cara. Pra mim, acabou ali. Passou disso é só vingança

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Essa da viagem foi de lascar. Uma completa falta de respeito. Mesmo que ela ainda quisesse o Danilo, não poderia ser naquele momento, que seria apenas do casal. Porém, ela parece tão desconectada do mundo que nunca vai entender realmente quando perdeu o marido. Aposto que não saberá lidar com as consequencias e ainda se achará injustiçada.

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O marido tinha fechado com ela! Ele impôs os limites dele e ela simplesmente ignorou e ainda se acha certa.

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Durante a ligação ainda mandaria um “Adorei a noite de ontem’ 🤣🤣🤣

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Não porque ia parecer vingança. É pra ser indiferença mesmo... Tornar alguém um desconhecido é verdadeiramente matá-la dentro de si. A vingança ainda alimentaria o ego dela. A indiferença não tem resposta.

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Eu tô achando esse conto muito gostoso de ler.

Dito isso, eu nunca imaginaria que o "ex-corno" viria de um grupo de zap. Taí... me surpreendeu kkkk

O corno foi por um caminho peculiar para começar a superar Ana. Terapia seria a melhor opção. Debby parece ser um furacão e trouxe um pouco de auto estima e segurança por nosso "ex-corno".

Ana começou a sentir a diferença e acho que, no fim das contas, ela quem mais vai perder nessa história toda. Porém, foi ela quem começou a quebrar as regras, né? Agora vai ter que aguentar as consequências.

Nota 10 e três estrelas.

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O jogo está virando !!!

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