A dinâmica de casa parecia normal, mas o clima sempre estava tenso ao menos para mim e sobretudo nos dias em que Ana see arrumava para sair e eu sabia que ela transaria com alguém, eu não perguntava e ela também não me dizia nada, se quer que horas voltaria como eu pedi, mas talvez por culpa ou para dizer que ela ainda me pertencia, ela arrumava a casa, deixava comida pronta, dizia que me ama e essas coisas que faz toda mulher.
no início ela voltava com tesão e transavamos, mas sem trazer outros nomes, marcas e nada para a nossa cama, cheguei a pensar que de alguma forma aquela dinâmica poderia funcionar, mas as noites ficaram longas e eu mal via ela retornar, quando acordava para trabalhar ela ainda dormia e tinhas dias que eu chegava e ela não estava em casa. É estranho você olhar para alguém que amou tanto e sentir que perdeu ou está perdendo alguma coisa que não é sua.
Ela ao menos dessa vez respeitou meus limites e até tentou fazer com quem eu e Danilo nos reaproximassemos, eu acho que ela imaginou que era só ciúmes dele, e não percebeu o abismo que estava sendo criado entre a gente.
– Amor, sábado é aniversário do Danilo e ele chamou a gente para comemorar com ele, vamos?
– Pode ir, vocês vão se divertir sem mim de qualquer maneira, vou ir para o estádio, faz tempo que não assisto um jogo
– Poxa amor, não fala assim, você é parte disso tudo
– Qual parte?
– A que eu amo
– Pode ir, sério, vou ficar de boa
– Queria tanto que você fosse - disse ela melosa
– Ana, eu não quero, você tem uma vida fora daqui e eu respeito isso e não quero fazer parte
– Mas vamos como casal, prometo que seremos só nós dois
– Ana, não promete o que você não vai cumprir
Eu ia começar uma briga e jogar na cara dela a situação das férias, mas pareceu injusto já que jurei deixar aquele para trás, mas sempre voltava na minha cabeça, tudo voltava e a sensação era de que eu ia explodir.
– Aí amor, sério ? Isso de novo
Levantei para discutir e me deu uma tontura, meu peito acelerou e comecei a suar.
– Amor? João ? Você tá bem ?
Comecei a contar de um a dez e respirar fundo, era uma crise de pânico, já tive outras e sabia como lidar, Ana percebeu e me trouxe água e fez carinho na minha cabeça. Logo fui melhorando
– Desculpa amor, não devia ter te pedido isso
– Você pode ir Ana, eu preciso me distrair e vou ao estádio
Ela me olhou com certas desconfiança, mas não insistiu, sábado eu não vi ela sair para o aniversário, ela deixou um bilhete dizendo para eu ligar vaso acontecesse alguma coisa.
Sai para beber em um bar que faz muito tempo que não ia, sentei sozinho num lugar triste, e olhei o celular. Tinha mensagens do Danilo me convidando para ir e me chamando sócio, apaguei a mensagem e voltei a beber, na mesa da frente tinham 4 amigas comemorando alguma coisa.
Uma delas veio até mim, era uma ruiva não natural com piercing no canto da boca e braço tatuado, linda!
– Oi
– Oi - respondi
– Minhas amigas fizeram uma aposta do porque esta aqui sozinho
– E qual a teoria de vocês?
– Fernanda apostou em chifre, Agatha a japinha disse que é fim do casamento, Luiza tem certeza que morreu alguém e eu acho que é liberdade - Ela disse rindo .
– Fernanda, Agatha, Luiza e?
– Debora
– Duas de vocês acertaram, mas a história é mais complexa do que as opções
– Humm… espera
Do nada estavam as 4 sentadas na minha mesa, e eu não faço ideia de como isso aconteceu.
– Agora pode começar a contar
– Bom…
Desabafei e contei tudo, até detalhes e elas ficaram me olhando em total silêncio, as vezes faziam caras e bocas assustadas ou sem entender.
– E é isso…
Começaram as perguntas uma atropelando a outra e fui respondendo varias até Debora perguntar algo que eu vinha pensando faz tempo.
– Porque aceitou tudo isso?
– Por amor e medo de perder ela, fui burro eu sei, mas sinto que é tarde demais.
– Mas você não ama mais ela?
– Eu sempre vou amar ela, mas perdi o encanto, a vontade de estar junto, hoje eu prefiro estar com vocês que acabei de conhecer do que com ela, e juro, é a primeira vez que isso acontece
– Talvez não seja tarde se vocês conversarem
– Eu já disse tudo que tinha para dizer e ultrapassei meus limites, a verdade é que não tem justificativa para ainda estar com ela.
– Não é verdade - respondeu Debby
– Isso se chama dependência afetiva, sabe aquela pessoas principalmente mulheres que aceitam traições, que apanham e não terminam ? Ninguém entende porque ainda estão juntos, mas o problema é muito maior, é quase uma doença, tem que ter muita terapia para sair dessa, você devia fazer.
– Tá aí, talvez eu devesse, eu conto e ninguém acredita.
– As pessoas são cruéis, de fora é muito fácil, é só larga ela e vai embora,as tem uma vida inteira um ao lado do outro, não é simples.
– Quem é você ? - Eu perguntei
– Debby ué
– É real ou eu bebi tanto e tô imaginando 4 mulheres lindas na minha mesa e uma delas é o mestre Splinter?
– Um raro?
– Um rato bem bonito
Todas começaram a gargalhar e elas me colocaram num grupo chamado “ex-cornas”, Débora então acrescentou ao nome “Ex-cornas/o". Agora eu já tinha apelido, era Jão, Ana nem percebeu que eu estava mais feliz e saindo mais. Ia a cinema, teatro e bares, num desses dias Agatha me chamou no canto.
– Debby te quer
– Ela vai querer um corno otário?
– Ela te acha incrível, nós achamos, e ela sofreu muito, sabe?
– Não sei, o que rolou?
– O ex dela era abusivo, ela nunca contou, mas acho que batia nela
– Por isso aquela aula no bar ?
– Pois é
– Mas eu estou meio inseguro, ela é incrível e eu ?
– Você é incrível Jão, não deixa que as atitudes da sua esposa te defina.
Fiquei pensando naquela informação, e decidi convidar a Debby para sair, ela aceitou, levei ela em um restaurante. Debby apareceu com vestido rasgado mostrando a perna, toda de branco e o cabelo trançado, estava linda, uma deusa nórdica, Freya, Lagherta teria inveja e eu uma ereção.
– Senhorita - falei puxando a cadeira
Conversamos e rimos muito durante o jantar, e me ofereci para levar ela em casa e segui o endereço que ela me deu, mas quando cheguei era um hotel.
– Você mora aqui ?
– Não, você é lento né ?
– Ah… entendi, você só vai dormir.
Ela me deu soco no braço e sorrimos, levei ela para o quarto, o melhor quarto, a melhor garota. Ela tirou o vestido deixando cair, estava pelada.
– Safada, você veio ao encontro sem calcinha ?
– E toda melada
Agarrei ela que pulou com as pernas na minha cintura, deitei na cama e fui beijando do pescoço, passando pelos bicos do peito com piercing, umbigo também tinha, mas a buceta não, a buceta tinha uma pequena listra de pelo pintada de da cor do cabelo dela, passei a lamber devagar e ela puxava meus cabelo, até sentir tuas coxas apertarem minha cabeça.
Subi com o pau duro que nem pedra
– Posso?
– Pode - disse ela mordendo o lábio e arqueando o corpo
Enfiei devagar querendo sentir aquela buceta apertada e molhadinha e não queria sair de dentro dela nunca, o tempo podia parar e minha pica pulsava como se fosse explodir, ela me encarava com tesão no rosto e eu sentia uma corrente de prazer percorrer meu corpo e meu saco formigar.
– Me fode
– É o que eu quero desde o dia que te vi pela primeira vez
– Vai me deixar maluca, me come
Estoquei com vontade e enforquei ela e senti me apertar mais.
– Goza no meu pau
Ela agarrou meu pescoço e me trouxe para perto gozando e gemendo no meu ouvido, uma sensação que eu não quero esquecer nunca. Virei ela de costas e abri a bunda dela olhando.
– Nossa, você é muito gostosa
– Não fica me provocando e me come
Pincelei o pau da entrada do cu até a buceta e entrei arrancando suspiro gostoso dela. Depois de um tempo metendo ela me mandou deitar e sentou na minha pica, subindo e descendo, rebolando
– Eu vou gozar, sai que eu vou gozar, levanta ... Ahhhh
Gozei dentro dela sentindo as pernas bambas e fiquei esperando adrenalina baixar.
– Temos que comprar pílula do dia seguinte - Eu disse envergonhado
– Não precisa, não posso engravidar
– Por isso não saiu né ?
– Adoro sentir porra dentro
– Engraçado, e eu adoro gozar dentro
Ficamos conversando muito na banheira, e se divertindo como bons e velhos amigos, era inacreditável como eu estava feliz desde que conheci elas, não só a Debby, e como essas saídas criou na gente uma aproximação. Eu estava apaixonado, é um fato. Talvez agora eu entenda a Ana com o Danilo. Ana? Esqueci até que ela existia.
Depois desse dia estava estabelecido meu relacionamento com a Debby, PA, Pau amigo, ela não queria um novo relacionamento sério por causa do passado com o ex tóxico.
Cheguei em casa era quase meio dia e Ana tinha feito o almoço.
– Oi fiquei preocupada, você não me respondeu onde estava
Olhei o celular e tinha mensagens e ligações
– Eu bebi demais e esqueci
– Bebeu?
– E como foi o aniversário - cortei o assunto
– Foi bom, trouxe bolo para você
– Vou comer depois do almoço, agora preciso de um banho
– Quer companhia ?
– Não, você já tomou banho, eu volto rápido
Do box eu vi a Ana cheirando minhas roupas, e pegando meu celular, eu troquei a senha faz meses e ela pude ver ela irritada. Eu sorri não por vingança, mas por perceber que não me incomodou o ciúmes dela. Desci para o almoço e ela visivelmente irritada. Pensei em tentar amenizar, mas só pensava em Debby.
– Amor, você quer me contar alguma coisa ?
– Não Ana assim como não quero saber nada
Ela entendeu, mas não aceitou tão bem...
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