A festa da faculdade de TI tava lotada pra caral ho. O salão da universidade cheirava a cerveja barata, suor misturado com perfume doce e aquele cheiro de cigarro eletrônico que todo mundo usava pra disfarçar. As luzes piscavam no ritmo de uma música eletrônica qualquer que eu nem ligava, mas eu tinha meu fone no ouvido esquerdo tocando Raimundos baixo, só pra manter o clima. Eu tinha chegado direto do treino, ainda com a regata larga do time por cima do top, short jeans rasgado colado nas coxas suad as do dia quente e All Star surrados batendo no chão sujo. Meu cabelo preto curto tava bagunç ado como sempre, algumas mechas grudadas na testa por causa do suor que não tinha saído direito no banho rápido que tomei antes de vir. Meu corpo de 1,80 m tava quente, latejando do treino inteiro e eu me sentia no controle total ali no meio daquela galera de nerds.
As meninas e eu estávamos na mesa de sinuca no canto mais iluminado. Lara ria alto enquanto encaçapava uma bola listrada e Mari fingia concentrada mas ficava vermelha toda vez que alguém olhava pra gente. Eu me apoiei na borda da mesa, taco na mão, sentindo o peso dele na palma e o jeito que minha regata marcava os peitos quando eu me inclinava pra mirar. O tecido fino grudava na pele ainda um pouco úmida e eu sabia que chamava atenção, mas eu curtia. Era poder. Era eu mandando no jogo mesmo fora da quadra.
— Ei, Rafa, você vai jogar ou só ficar posando pra foto? — zoou a Lara, dando uma cotovelada leve no meu braço.
Eu ri alto, aquele riso extrovertido que sai do fundo da garganta e faz as pessoas virarem a cabeça.
— Tô posando sim, mas é pra ganhar. Olha essa tacada, sua safada.Mirei, senti o taco deslizar entre meus dedos e acertei em cheio.
A bola branca bateu com força e duas listradas caíram no buraco. As meninas gritaram e eu levantei o taco como se tivesse marcado ponto no campeonato. O calor da festa subia pelas minhas pernas, o short jeans roçando na pele sensível das coxas e eu sentia um friozinho bom na barriga. Tava solteira, tava no clima e o rock no fone me deixava ainda mais ligada. Pensei rápido nas minhas últimas saídas com caras que tentavam me controlar e sacudi a cabeça. Nada disso hoje. Hoje eu só queria zoar e talvez encontrar alguém que entendesse meu jeito.Foi aí que ele apareceu.
O garoto veio do meio da multidão, magrelo, uns 1,72 m no máximo, cabelo castanho bagunçado caindo nos óculos finos de grau. Usava uma camiseta preta de alguma banda indie que eu não conhecia e calça jeans simples. Ele parou a uns dois metros da mesa de sinuca, olhando pra mim como se tivesse visto um fantasma. Eu notei na hora o jeito que ele engolia em seco, as bochechas ficando vermelhas devagar. Ele deu um passo à frente, depois outro, como se estivesse reunindo coragem. As meninas pararam de falar e me olharam de lado, sorrindo cúmplices.Ele parou bem na minha frente, perto o suficiente pra eu sentir o cheiro leve de sabonete e nervoso dele. Olhou pra cima, porque eu era bem mais alta, e gaguejou.
— Você joga volei né? Sua altura é… impressionante.
A voz dele saiu baixa, quase sumindo no barulho da festa. Ele olhou direto pros meus peitos marcando na regata, depois desviou rápido pro chão, o rosto pegando fogo. Eu vi o pau dele marcando na calça jeans, um volume discreto mas óbvio pra quem sabia onde olhar. Meu estômago deu um salto gostoso. Poder. Tesão puro de ver alguém se intimidar com minha presença. Eu sorri devagar, sentindo o calor subir pelo meu corpo inteiro, as coxas apertando uma contra a outra sem eu querer.Ele ficou ali parado mais um segundo, olhos arregalados atrás dos óculos, depois pareceu se dar conta do que tinha feito. Recuou um passo rápido, murmurando baixinho.
— Desculpa, eu sou idiota.
Virou como se fosse fugir pro meio da multidão. Meu coração acelerou. Não. Ele não ia escapar assim. Eu senti aquela faísca imediata, o mesmo fogo que eu sentia quando bloqueava uma bola impossível no treino. Dei dois passos largos, taco ainda na mão, e segurei o braço dele de leve, só o suficiente pra ele parar.
— Calma, nerd, não foge não… eu mordo, mas você vai gostar.
Minha voz saiu alta, engraçada, com aquele tom extrovertido que eu uso pra zoar as meninas no time. Ele parou no lugar, o braço tremendo um pouco sob meus dedos. Eu soltei devagar, mas fiquei perto, olhando pra baixo pra ele. O cheiro dele era bom, limpo, misturado com o calor da festa. Meu corpo ainda suad a do treino anterior parecia pulsar mais forte agora. Senti os mamilos endurecendo contra o tecido da regata e um calor molhado se formando entre as pernas. Ele era exatamente o tipo que eu imaginava quando pensava em alguém que me deixasse mandar.
— Eu… eu só quis dizer que você parece forte no volei. Vi você no ginásio uma vez — ele tentou explicar, voz ainda gaguejando, mas agora com um sorrisinho tímido.
Eu ri alto de novo, jogando a cabeça pra trás. O rock no fone parecia acompanhar o ritmo do meu peito.
— Forte? Eu sou foda pra caral ho no volei. E você? O que um nerd como você faz numa festa dessas? Jogando D&D no celular ou só olhando as meninas altas?
As meninas atrás de mim riram baixinho. Lara piscou pra mim como quem diz “vai fundo” e Mari ficou vermelha, mas olhando curiosa. Eu me inclinei um pouco pra frente, deixando minha altura intimidar ele de propósito. Meu short jeans subiu um pouco nas coxas e eu vi o olhar dele descer rapidinho antes de voltar pros meus olhos. O volume na calça dele ficou mais evidente. Meu tesão subiu junto. Eu gostava disso. Gostava de ver ele se derretendo sem eu nem ter feito nada ainda.Ele respirou fundo, ajustou os óculos com a mão trêmula.
— Eu estudo TI aqui. Theo. Meu nome é Theo. E sim, eu jogo D&D as vezes. Mas hoje vim porque… sei lá, tava entediado em casa.
— Theo — repeti o nome devagar, saboreando. — Bonito nome pra um baixinho intimidado. Eu sou Rafa. Rafaela pra quem quer formalidade, mas todo mundo me chama de Rafa. E olha, eu gosto de mulher também, mas hoje só tô afim de ver esse seu rostinho vermelho.
Falei a parte da bissexualidade natural, sem peso, só pra ele saber que eu era livre. Ele corou ainda mais, mas não fugiu. Em vez disso, ficou olhando pra mim como se eu fosse a coisa mais interessante da festa. Senti um aperto gostoso na barriga, aquele friozinho de conquista. Meu corpo inteiro reagiu — suor novo escorrendo pela nuca, coxas apertando, uma vontade louca de mandar ele sentar no chão ali mesmo só pra ver a reação.
A gente ficou ali conversando mais um pouco. Eu zoava ele sobre a camiseta de anime, ele me perguntava sobre volei com aquela voz tímida que me deixava molhada. Lara e Mari se afastaram um pouco pra dar espaço, mas eu via elas olhando de canto de olho. O calor da festa parecia maior agora, as luzes piscando no rosto dele, o rock no meu fone batendo no ritmo do meu coração acelerado. Eu sentia o poder crescendo dentro de mim. Ele tinha tomado a iniciativa, tinha se aproximado, mas eu vi o recuo, o medo gostoso nos olhos dele. E eu avancei. Porque era assim que eu gostava. Eu mandava no jogo.Enquanto ele falava algo sobre um jogo de computador, eu me aproximei mais um passo, meu corpo quase encostando no dele. Senti o calor que saía da pele dele misturado com o meu. Meu short jeans roçou na perna dele e eu sorri ao ver ele prender a respiração.
— Sabe, Theo, você parece o tipo que obedece bem quando alguém manda — falei baixinho, só pra ele ouvir. — E eu adoro mandar.
Ele não respondeu com palavras, mas o jeito que olhou pra mim disse tudo. A faísca tinha acontecido. Forte. Quente. Eu já imaginava ele de joelhos no meu apê, óculos embaçados, esperando eu mandar. Meu corpo inteiro vibrou com a ideia. Suor escorrendo devagar entre os seios, o latejar gostoso entre as pernas, o rock ainda tocando no fone como trilha sonora perfeita.A noite tava só começando, mas eu já sabia. Esse nerd ia virar meu brinquedinho. E ele ia adorar cada segundo.