O segredo que eu jamais deveria confessar

Um conto erótico de AnaSexFeliz
Categoria: Heterossexual
Contém 869 palavras
Data: 09/04/2026 20:09:06

Eu ainda me lembro do som do meu próprio coração naquela noite.

Era alto, apressado, quase tão indiscreto quanto os pensamentos que eu tentava esconder de mim mesma.

Saí de casa dizendo ao meu marido que precisava espairecer, respirar um pouco, colocar a cabeça no lugar.

Mas a verdade é que minha mente estava em chamas havia dias.

Cada mensagem dele tinha me deixado mais vulnerável, mais curiosa, mais tomada por uma fome que eu não sabia mais como controlar.

No carro, minhas mãos tremiam no volante.

Eu repetia para mim mesma que ainda podia desistir, que bastava dar meia-volta e voltar para a segurança da minha rotina.

Mas, no fundo, eu não queria segurança naquela noite.

Eu queria o desconhecido.

Queria o frio na barriga.

Queria sentir o perigo me atravessando.

Quando o vi me esperando, senti um arrepio subir pela pele.

Ele sorriu daquele jeito seguro, como quem sabia exatamente o efeito que causava em mim.

— Você veio... — ele disse, num tom baixo, quase rouco.

Só consegui sorrir, mordendo os lábios, enquanto um “ai...” escapou baixinho da minha respiração, mais por nervosismo do que por qualquer outra coisa.

Era como se meu corpo já estivesse respondendo antes mesmo do toque.

Subimos juntos, e cada passo parecia mais pesado de expectativa.

Eu podia ouvir a minha própria respiração e a dele, próxima, misturada à tensão do corredor silencioso.

Quando a porta se fechou, fiquei por um segundo encostada nela, tentando entender a intensidade do que estava fazendo.

Meu peito subia e descia rápido, e ele se aproximou devagar, sem quebrar o encanto.

— Relaxa... hoje é só para você sentir.

Aquelas palavras me fizeram soltar um suspiro longo, quase um gemido contido, como se toda a semana de desejo reprimido finalmente tivesse encontrado uma saída.

“Ui...”, deixei escapar, num reflexo involuntário, ao sentir a proximidade, o perfume, a presença.

O que me marcou não foi apenas a ousadia do encontro, mas o modo como me senti viva.

Cada olhar, cada pausa, cada som involuntário que escapava de nós dois transformava a noite em algo hipnótico.

Meus “ais” se misturavam aos suspiros dele, e aquilo me fazia perder ainda mais a noção de certo e errado.

Naquela noite, traí não apenas meu marido.

Traí a mulher contida que eu fingia ser havia anos.

E talvez tenha sido isso que mais me excitou:

descobrir o quanto o proibido pode incendiar a alma, o quanto um segredo pode continuar queimando na memória mesmo depois que a noite termina.

Até hoje, quando fecho os olhos, ainda consigo ouvir minha própria voz baixa, trêmula, rendida ao instante...

e sinto o mesmo arrepio me lembrar da mulher que fui capaz de ser.

Acordei antes dele.

A luz suave entrando pela janela parecia inocente demais para a tempestade que ainda existia dentro de mim.

Meu marido dormia ao meu lado, sereno, respirando fundo, sem imaginar que eu havia passado a noite inteira revivendo cada segundo daquilo que fiz.

Fiquei imóvel, olhando para o teto, sentindo um arrepio atravessar meu corpo ao lembrar do instante em que a porta do quarto se fechou atrás de mim.

Ainda parecia tão vivo.

O corredor silencioso.

O som dos nossos passos.

Minha respiração curta.

O calor subindo pela pele.

Levei a mão ao peito e senti meu coração acelerar só de lembrar.

“Meu Deus... o que foi que eu fiz?”, pensei.

Mas a pergunta vinha acompanhada de um sorriso involuntário, daqueles que nascem quando a memória toca exatamente no lugar onde o desejo ainda mora.

Na cozinha, enquanto preparava o café, ouvi a voz do meu marido:

— Dormiu bem?

Por um segundo, quase deixei a xícara escapar.

Respirei fundo e respondi com a voz mais normal que consegui:

— Dormi... melhor do que imaginava.

E era verdade.

Melhor porque, pela primeira vez em muito tempo, eu me senti viva de um jeito que já tinha esquecido.

A lembrança dele perto de mim, do jeito como me olhava como se quisesse decifrar cada pensamento escondido, fazia meu corpo inteiro responder de novo, como se a noite ainda não tivesse terminado.

Enquanto mexia o café, mordi os lábios lembrando do som da minha própria respiração falhando, dos suspiros que escapavam sem permissão, dos pequenos “ai...” que saíam de mim como confissão involuntária.

Até a voz dele ainda ecoava na minha cabeça, baixa e firme, dizendo exatamente o que eu precisava ouvir para me perder de vez.

Sentei à mesa diante do meu marido, ouvindo-o falar sobre coisas comuns do dia, mas minha mente estava em outro lugar.

Eu ainda estava naquele quarto, naquele segredo, naquela mulher em que me transformei.

A culpa deveria me esmagar.

E, de certa forma, esmagava.

Mas junto dela havia algo ainda mais forte:

a lembrança febril do quanto desejei cada segundo, do quanto me permiti sentir sem as amarras da rotina, do quanto fui intensa.

E isso me assustava.

Porque, ao olhar meu reflexo na colher do café, percebi que não era mais a mesma mulher que havia saído de casa na noite anterior.

Eu carregava um segredo.

Um fogo.

Uma memória quente demais para desaparecer.

E no fundo, o que mais me tirava o ar, era saber que uma parte de mim já ansiava pela próxima vez.

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Comentários

Foto de perfil de Dom Harper

Muito excitante, Ana.. ⭐⭐⭐

Por favor, continue escrevendo...

Também estou curioso para ver as fotos...

Quero conversar com voce...

Confere os meus relatos, comenta, me segue e faça contato domharper077@gmail.com

Beijo na raba😈😎

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Obrigada pelo comentário, enviei, aprecie com moderação, bjs

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Que tesao ,email sjmj7@yahoo.com.br, vou adorar fotos ou vídeos e comento prometo kkk bjuss

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Que delicia de conto, deu um tesão enorme, você deve ser muito gostosa, conte mais.

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ai... obrigada, deixe seu e-mail, vou e enviar minhas fotos, quem sabe, não vira encontro real.

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