02 – Diferentes Formas de Amar – Quando o Prazer Fala Mais Alto – 1ª Parte

Um conto erótico de Senhora do Lago
Categoria: Heterossexual
Contém 5794 palavras
Data: 09/04/2026 18:35:16

Olá a todos. Aqui estou eu com uma nova história.

Antes quero agradecer aos milhares de leitores, porém, dizer que achei muito estranho a falta de comentários. São muitas leituras e parece que menos de meia dúzia entendeu que no título do conto anterior havia uma pergunta embutida, pois eu queria saber a opinião se uma situação como a que foi descrita é considerado incesto ou não. Ninguém se manifestou a respeito e os poucos comentários que foram feitos, em nenhum deles, o assunto é abordado.

Um especial agradecimento ao SAMAS que, muito gentilmente, apontou algumas falhas na redação das duas partes do conto anterior e, melhor que isso, apresentou a sugestão de como corrigir e/ou melhorar. Essa sim é uma forma gentil de colaborar. Muito obrigada, querido.

Então vamos ao conto. Este foi me contado por Felipe, um cliente que muito esporadicamente contratava meus serviços e, quando o fazia, mostrava uma gentileza e uma ternura tão gostosa de sentir que me fez desejar que ele fosse mais assíduo. Seu ponto forte é que ele gostava de conversar e, entre uma transa e outra, sempre dividia a sabedoria da qual era portador comigo até que um dia, uma conversa sobre variados tipos de relacionamentos fez com que ele me contasse a sua história.

Felipe é um homem de quarenta e cinco anos, bem conservado para a idade e com um corpo que não condiz com sua idade, o que ele me explicou ser motivado pelo fato de suas constantes caminhadas e os exercícios em uma academia duas vezes por semana. Seu rosto é comum e sempre e um pouco tímido, mas seus olhos azuis escuros, algo que só dá para notar quando se está muito perto dele. Bom, eu disse que ele é terno e gentil, porém, em sua sabedoria, sabe exatamente quais são os momentos em que a gentileza tem que ser deixada de lado e dar lugar a uma pegada mais forte. Na minha lista de preferências, ele está entre os dez melhores clientes que já tive.

Dessa vez, vou contar a história sob o ponto de vista dele, relatando na primeira pessoa como se fosse ele a contar e procurando ser fiel a tudo o que me foi revelado. Então, vamos à história de Felipe.

[]

Meu nome é Felipe e essa história começou quando terminei a faculdade de Ciências Contábeis e fui trabalhar em uma financeira no setor de Análise de Balanços, um serviço de execução solo e a opinião de terceiros só entrava quando meu chefe avaliava os pareceres que eu fazia após horas estudando números, extraindo índices e, através desses dados, projetando a situação econômica e financeira para o futuro das empresas analisadas.

Até esse dia, no final da década de oitenta, começo da de noventa, minha vida era normal. Tão normal que poderia ser classificada de uma vidinha chata. Fui criado em uma pequena cidade do interior, namorei e transei como qualquer adolescente da minha idade e, aos dezoito anos, fui enviado por meus pais para morar com um tio em São Paulo e frequentar a faculdade, onde no primeiro ano quase me compliquei por causa das novidades que a cidade grande me proporcionava. Isso quer dizer que, em vez de transar com uma ou duas garotas durante um ano, minha média aumentou para pelo menos uma diferente a cada mês.

Houve um dia em que, na frente da faculdade, tinha um grupo de ciganos que, para ganhar uns trocados, estavam lendo as mãos dos alunos e um de meus colegas me desafiou a deixar que uma delas fizesse o mesmo comigo. A mulher olhou para minha mão e depois, me encarando nos olhos, disse:

– O moço é um felizardo. Vai ser amado por duas mulheres.

Ri da previsão de futuro dela e puxei minha mão, mas ela a segurou firmemente e, sem desviar os olhos, avisou:

– Se o moço não souber cuidar bem disso, vai sofrer muito e causar sofrimento nas duas.

Naquele momento aqueles olhos negros pareciam brilhar mais que o comum. Era como se quisessem me atrair para o túnel escuro que eles aparentavam ser e eu, assustado, puxei a mão com força e me afastei da cigana.

Durante mais de três anos, a lembrança daquela previsão voltava à minha mente, mas eu sempre a esquecia e segui com minha vida em frente.

No segundo ano apareceu uma aluna nova. Transferida de outra faculdade, ela assistia todas as aulas na minha classe, exceto duas que, por motivo de diferença da grade, ela já tinha eliminado na faculdade onde fez o primeiro ano e, nesses horários, um ela assistia a uma aula junto à turma do primeiro ano e na outra ela ficava livre.

Seu nome era Gina, uma garota cuja estatura e o tamanho diminuto de seus seios lhe davam uma aparência de magra e infantil. Seus olhos verdes atrás dos óculos grandes e os cabelos loiros sempre presos em um rabo de cavalo colaboravam ainda mais para isso. Eu a achava sem atrativos, não me aproximei dela e quando ela tentava fazer isso eu mantinha o diálogo aberto por ela pelo menor tempo possível e me afastava e esse distanciamento que eu impus a ela foi fácil por causa da timidez dela.

Em todas as salas de aulas de qualquer faculdade, é normal que grupos diferentes sejam formados, não os grupos que se reúnem para estudos, mas sim uma divisão por tipo de comportamento e normalmente são três: o grupo da bagunça, cujos alunos parecem se encontrarem em uma eterna festa, os que vão para obter um diploma de curso superior, mantém suas notas na média e não se destacam muito e os que querem realmente aprender alguma coisa, que normalmente são compostos por pessoas extrovertidas e no qual sempre se juntam os nerds, se houver algum.

Eu pertencia àquele grupo que pertence aos que querem um diploma. Nem sei se dá para chamá-lo de grupo, pois são alunos que não interagem entre si e com nenhum dos outros grupos, embora muitas vezes transitem por um ou por outro.

Foi nesse embalo que eu, sem sentir, fui sendo arrastado para o grupo dos tímidos e quando menos esperava já fazia parte do grupo de trabalho liderado por Gina, se é que ela conseguia liderar alguma coisa com sua timidez, mas se justificava porque as outras duas meninas que completavam o grupo eram tão tímidas como ela, o que me promoveu ao orador oficial da turma, ficando encarregado de fazer as apresentações diante da classe.

Aos poucos fui observando que Gina enganava muito bem sobre sua aparência. Como quase sempre nos reuníamos na casa dela para encerrar algum trabalho, pude vê-la sem aquela roupa que ela usava para mascarar sua verdadeira aparência. Seus cabelos, quando soltos, lhe davam uma aparência diferente, onde os cabelos loiros caiam sobre suas costas e emolduravam um rosto delicado e muito bonito e o fato de ela sorrir era a cereja do bolo, pois seus sorrisos eram repletos de sinceridade e mostravam seus dentes pequenos, brancos e perfeitos. A roupa também colaborou, pois em vez das calça jeans largas e camisetas idem que ela usava para ir à escola, pude apreciar a beleza de suas pernas longas e roliças, sua barriga lisa e os seios... Bem, os seios eram realmente pequenos, porém, admirar aqueles mamilos duros marcando o top que ela usava para escondê-los era algo que me seduzia.

Com meu interesse despertado para aquela beleza, comecei a investir em uma aproximação maior com Gina que parecia feliz com isso, aceitando meus avanços e até facilitando, como, por exemplo, em uma tarde quente que ficamos sozinhos, pois Luiza alegou um compromisso e foi embora antes de mim e a Emily, a outra componente do grupo nem apareceu, terminamos o trabalho e ela, alegando ainda restar tempo de sobra para aproveitar o sol e entrarmos na piscina da casa dela. Diante da possibilidade de ver aquele corpo que já tinha aprendido a admirar usando apenas um biquini, mas não estando preparado para isso, recusei dizendo:

– Seria ótimo, mas não estou com roupa de banho.

– Isso não é problema. Eu tenho um primo que mora no interior e sempre deixa alguma coisa para trás quando vai embora. Vejamos se você está com sorte e ele esqueceu sua roupa de banho aqui. Espere um pouco.

Gina foi para a parte íntima de sua casa e retornou com uma sunga que servia em mim com uma perfeição que me deixou desconfiado, principalmente que ele tinha a aparência de nunca ter sido usado até aquele dia. Ela me levou para a área onde ficava a piscina e me mostrou um quartinho usado como despensa e falou que eu podia usá-lo para trocar de roupa, voltando a desaparecer dentro da casa. Obedeci e alguns minutos depois estava em pá ao lado da piscina quando ouvi a voz dela atrás de mim:

– Você vai entrar na água ou vai ficar aí só olhando?

Virei para responder, mas a resposta que eu tinha para dar ficou presa na minha garganta. Diante de mim estava Gina com todo o esplendor de uma jovem mulher bonita e altamente desejável. Ela não usava biquini, mas um maiô de uma única peça que delineava seu corpo com perfeição e poderia até ser considerado comportado se não fosse tão cavado embaixo, com a parte que descia pelo seu quadril ser composto por uma faixa de tecido que ia se estreitando em demasia, ao ponto de cobrir a xoxota dela com precisão, pois um milímetro que se deslocasse para qualquer um dos lados já seria possível ver os grandes lábios de uma buceta inchada e mostrando seu desenho de forma nítida em virtude da forma como aderia ao corpo dela.

Ao ver meus olhos deslizarem pelo seu corpo e parar exatamente naquele ponto, Gina ficou vermelha de timidez e, quando voltei a encarar seus olhos, notei que, apesar do rubor em suas faces, ela sorria olhando para mim. Brincando, falei:

– Nossa Gina! Assim você me mata! Você está linda demais!

– Deixa de ser mentiroso, Felipe. Você nunca olha para mim! Nem você nem ninguém!

– Engano seu. É você que não nota.

– Pare com isso! Você está me deixando com vergonha. Vou vestir um short.

– Por favor, não faça isso! E pare de ser tímida desse jeito. Esse é o seu problema, se não fosse por isso, já tinha notado que eu te admiro muito.

– Mentiroso!

– Acredite em mim, Gina. Estou falando a verdade. O que posso fazer para te provar.

– Nada. Só pare com isso senão eu vou para dentro de casa.

– Não faça isso. Prometo que não vou falar mais nada.

Depois disso, entramos na água e ficamos nadando e, sem que nos déssemos conta, fomos nos aproximando e já nos tocávamos sem nenhuma intenção, até que, em um momento que ficamos frente a frente, meus olhos foram capturados pelos dela que exibiam um brilho diferente e a respiração de Gina estava alterada a ponto de eu poder ouvir o ar sibilando ao ser sugado para seus pulmões.

Diante daquele quadro, não pude resistir e nossos rostos foram se aproximando até que nossas bocas se colassem, com ela permanecendo estática, porém, quando minha língua conseguiu vencer a resistência dos lábios dela e invadiram sua boca, foi como se houvesse um botão que desligasse sua timidez. Seus braços envolveram minha nuca me prendendo naquela deliciosa prisão enquanto se corpo se colou ao meu e começou a se movimentar como se apenas o contato não bastasse e ela precisasse sentir o contato de nossas peles em movimento.

Sem desfazer o beijo, soltei o laço do maiô em sua nuca que caiu ficando preso em sua cintura e senti a rigidez de seus mamilos de encontro ao meu peito. Meu pau, que já estava duro, vibrou ao encontro da pélvis dela que, sentindo o efeito que causava em mim, gemeu e se espremeu ainda mais contra mim em uma tentativa de fazer com que nossos corpos se fundissem em um único.

Desse ponto em frente não sei direito o que aconteceu, pois minha mente foi toldada pela explosão do que ocorre quando o desejo se transforma em prazer. Como se o tempo começasse a passar em câmara lenta, ela pegou minha mão e me levou para a margem da piscina e saímos da água indo em direção a uma esteira. Gina já estava totalmente nua nesse momento e nem sei dizer em que momento ela se livrou do maiô que nesse momento boiava na água e o fato de meu pau já estar para fora da sunga também era outro mistério.

Foi lindo e mágico ao mesmo tempo. Éramos duas pessoas proporcionando prazeres um ao outro com leveza e carinho, onde a preocupação de não causar dor, mas apenas prazer, estava presente. Lembro de ter chupado a buceta dela até sentir seu corpo retorcendo sobre mim e depois ser impedido de penetrar aquela xoxota.

Em nossa conversa depois da foda, concordamos que, apesar de não ser a minha primeira vez e ela confessar que também não foi a dela, houve algo de inédito naquela transa, pois conseguimos unir o prazer carnal a algo que para ambos foi lúdico.

Saí da casa de Gina naquele dia feliz pelo prazer que tive e com a certeza que isso voltaria a acontecer, pois um encaixe perfeito como o que tivemos não é algo que não se queira repetir. Mas para mim, com uma mente ainda precisando ser lapidada, tinha sido apenas isso, uma foda.

Nunca perguntei para Gina se para ela era a mesma coisa, mesmo porque, fui enredado pela teia de sua personalidade firme que, mesmo sendo uma mulher tímida, sabia o que queria e, mais ainda, como conseguir. A forma como Luiza e Emily me olharam na faculdade no dia era uma confissão. Foi outra coisa que nunca foi dito, mas ficou claro para mim que a ausência das duas não foi uma coincidência e que tudo aquilo fez parte de um plano que me levou a ser enredado em um plano pré estabelecido e me dei conta que eu tinha sido a caça, embora tenha posado de caçador.

A partir daquele dia, Gina se tornou presença constante na minha vida. Eu nunca a pedi em namoro, mas ela estava sempre ao meu lado cumprindo esse papel de uma forma tão sutil que eu me sentia feliz por estar sendo cuidado, motivado e sempre levado a fazer mais.

O resultado disso foi que um namoro jamais oficializado se transformou em um noivado e o casamento se realizou quando estávamos terminando o terceiro ano da faculdade e o quarto e último passou voando. Logo estávamos prontos para entrar no mercado de trabalho.

Encontrei emprego em uma Financeira e não tive dificuldades em ganhar a confiança de meus superiores e, ao final do segundo ano de emprego já ocupava um cargo de confiança com um salário que, somando ao de Gina que trabalhava em um grande banco, nos dava uma vida confortável.

Nossa vida sexual era plenamente satisfatória e a tendência era melhorar, pois Gina era um poço de surpresa quando se tratava em criar situações que aumentassem nossos desejos e prazeres. Não vou contar todos, porém, tem um que merece destaque. Foi um ano depois de casados que, olhando a fatura do nosso cartão de crédito, havia uma compra que eu não fiz e me pareceu muito estranho e, quando comentei isso com ela, a resposta não foi direta, coisa que não era comum nela que disse:

– Ah! Foi algo que eu comprei para mim e você não precisa saber o que é?

– Como assim, não preciso. Quer dizer que eu pago e fico no escuro?

– Você não paga a fatura sozinho, meu amor. E não se preocupe, não é nada que você não vai aprovar mais tarde.

Dois dias depois, estávamos deitados sobre a cama totalmente nus depois de uma transa em que ela não estimulou nenhuma fantasia, o que era raro. Mas antes que eu pudesse comentar sobre isso, ela retirou um objeto da gaveta do criado mudo e, mostrando para mim, falou:

– Tem uma coisa que não fizemos ainda. Só que eu tenho medo. Então, li a respeito e achei um jeito de vencer esse medo. Você sabe o que é isso?

Em sua mão tinha um objeto que eu não soube na hora para o que servia, mas Gina, com a paciência de uma professora primária, explicou que se tratava de um plug anal e que servia para ela treinar seu cuzinho para poder fazer anal comigo e, me entregando um objeto e um creme, se virou de bruços e falou:

– Coloque em mim. Hoje eu vou dormir com ele para ir me acostumando e, no dia em que estiver confortável, você vai foder o meu rabinho porque eu sei que você está doido para fazer isso.

Era verdade. Eu já tinha pedido várias vezes para fazermos sexo anal, mas ela sempre se recusava alegando ter medo de doer muito. Ao ver minha amada disposta àquele sacrifício, meu pau ficou duro e tivemos que adiar a experiência, pois a virei com violência, pulei sobre ela e fodi a sua buceta com a sede que sempre tinha.

Depois da foda, ela fez questão que eu introduzisse o plug no seu cuzinho, o que fiz com carinho e ela, entre caretas e bocas, acabou confessando que doeu só no começo e que estava gostoso e nos preparamos para dormir, mas o ruído da respiração alterada de Gina deixava claro que ela, apesar de ter acabado de transar, ainda estava com tesão.

Peguei no sono antes dela e, não sei quanto tempo depois, fui acordado com uma deliciosa sensação de ter uma língua lambendo meu pau que já estava duro. Logo a boca deliciosa de Gina estava envolvendo meu pau e, quando gemi, ela parou e falou:

– Desculpe querido. Eu te acordei porque não aguento mais.

– O que você não aguenta mais?

– Esse negócio no meu cu está me deixando louca.

– Se está incomodando, por que você não tirou?

– Seu tolo. Foi você que colocou, então é você que tem que tirar. E não se faça de besta que você sabe muito bem o que eu quis dizer com ‘não aguentar mais’.

– Entendi sim. Que está te incomodando.

– Não seu idiota. Quer dizer que eu quero mais. E quero agora. Anda, vem logo?

– Você... quer dizer que...

– Isso mesmo. Anda logo.

Sem pensar duas vezes e com o pau ainda mais duro, se é que isso era possível, comecei a me movimentar e Gina, imediatamente, ficou de quatro sobre a cama e olhando para mim com aquela sua respiração alterada que funcionava como uma espécie de alarme que avisava todas as vezes que ela ficava com tesão. Fui para trás dela e retirei com delicadeza o plug anal de seu cuzinho, enfiei um dedo para testar e vi que ainda estava bem lubrificado. Passei então o creme na cabeça do meu pau e sem mais nenhuma preparação forcei a cabeça para dentro dela.

Ela reclamou de dor e eu parei e quando senti que ela estava mais confortável, forcei e meu pau entrou até a metade e ela deu um gritinho de dor, fazendo com que eu recuasse e tive que aguentar a reclamação dela que, entre me chamar de tolo, disse que não era para eu me importar com a reação dela. Então começamos tudo novamente, com a introdução da cabeça, um período de espera e depois reconquistando o espaço perdido com a minha reação à dor dela.

Ficamos imóveis e eu muito preocupado em não machucar minha amada, só não recuando novamente porque a respiração dela era tão ruidosa que me deixava com a certeza que ela estava sentindo muito prazer com aquela invasão. Como eu não me movimentei mais, foi ela que deu um tranco com seu corpo para trás engolindo todo o meu pau e soltando um grito de dor enquanto deixava sua cabeça cair sobre o colchão, ficando ainda mais exposta. Preocupado, apesar do prazer, falei:

– Desculpe, meu amor. Já vou tirar.

– Não... Se você tirar eu juro que te mato. Fode meu cu, anda.

Aquele pedido feito com a voz alterada por um isto de dor e prazer destruiu qualquer senso de cuidado que eu poderia sentir por Gina naquele momento e, segurando sua cintura, comecei a mover o corpo lentamente até que ela, começando a rebolar sua bunda, falou em voz alta:

– Ai amor. É tão gostoso. Fode mais forte, querido. Fode esse cuzinho que você sempre quis.

Como um animal desesperado, fodi aquele cu até que, sem conseguir resistir mais, gozei no fundo dele e Gina, ao sentir minha porra espirrando no fundo dele, ficou imóveis por dois segundos e depois seu corpo começou a tremer enquanto ela gritava que estava gozando.

Assim que Gina ficou imóvel, curvei meu corpo sobre o dela e fui me virando levando o corpo dela comigo até ficarmos deitados de ladinho, com meu pau ainda no interior daquele cuzinho e logo comecei a sentir a contração que ela fazia com os músculos de seu cu massageando meu pau e brinquei com ela:

– O que foi isso agora? Cuidado hein! Se você continuar com isso eu vou te foder de novo.

– Aleluia! Demorou!

Dizendo isso, ela levantou a perna para me dar liberdade de movimentos e comecei a castigar seu cuzinho novamente até gozarmos mais uma vez e, quando finalmente conseguiu falar, Gina disse com voz divertida:

– Quem diria. Perdi a virgindade do meu cu e logo na primeira vez foram duas seguidas. Você é meu macho para sempre, meu amor.

Assim era a Gina. Continuava a se portar como uma mulher comportada e nunca vencia sua timidez, porém, quando estava na cama comigo, ela se transformava em qualquer coisa quer queria ou que sentisse que eu precisava. Eu tinha em minha cama, no mesmo corpo, uma mulher recatada e tímida, uma puta, uma vadia ninfomaníaca e tudo o mais que um homem pode querer.

Isso contribuía para que nossa vida familiar, pois fui arrastado por ela para o convívio de sua família que eram pessoas que eu aprendi a admirar e era difícil o final de semana que não passávamos juntos e isso, apesar de ser algo que eu gostava muito, provocou o que foi o único atrito que tivemos ao longo de mais de dois anos de casamento.

Foi logo depois de nosso primeiro sexo anal e Gina estava mais carinhosa do que nunca depois disso ter acontecido e, em um domingo em que estávamos na casa dos pais dela e havia parentes que raramente apareciam por lá, que um primo, vendo o chamego dela comigo e sendo muito sem noção, comentou:

– Eita Gina. Quem te vê assim com seu marido nunca vai se lembrar do tempo em que você curtia mulheres.

Foi como se o tempo congelasse. Todos se calaram e os pais do indiscreto rapaz olhavam para ele como se tivessem no olhar o poder de transportá-lo para algum lugar longe dali. Ao perceber o clima e a gravidade daquele comentário, conhecendo Gina como eu conhecia, comecei a contagem regressiva de sete, pois um tempinho já tinha passado.

No cinco seu rosto estava totalmente vermelho e os punhos fechados e no dois seus olhos se fecharam com força, o que me deu certeza que a contagem estava certa, pois quando cheguei no zero, ela explodiu:

– Seu idiota, filho da puta. O que é que você tem nessa sua cabeça de merda. Por acaso eu te devo alguma satisfação seu fofoqueiro de merda. Invejoso sem noção que não consegue foder nem uma galinha.

E não parou por aí. É impossível eu me lembrar de tudo o que ela falou para o primo, inclusive, acho que aprendi uma ou dois palavrões que não conhecia ainda. Que visse Gina falando enquanto apontava os dedos para o rapaz que certamente procurava algum buraco para se enfiar, jamais associaria ela à minha doce, ingênua e tímida esposa. E foi com a mesma raiva que ela agarrou minhas mãos e falou:

– Vem comigo. Vamos embora daqui que o ar está irrespirável pela presença desse enorme monte de merda.

E quem era eu para tentar argumentar ao contrário? Só tive tempo de dar um adeusinho abanando as mãos para os meus sogros e logo estávamos no carro onde eu tentei esclarecer a situação:

– O que foi aquilo? Você pode me explicar?

– Posso. Mas não agora. Não hoje.

– Mas...

– EU JÁ FALEI QUE HOJE NÃO, FELIPE.

Com os ouvidos doendo por causa daqueles gritos dentro do carro fechado, foquei no trânsito e não abri mais a boca e, ainda naquela noite, pensei em voltar no assunto, mas aí me lembrei de ter ouvido, em algum momento as palavras ‘não hoje’ e decidi dar o tempo e o espaço que Gina precisava e fiquei vendo televisão na sala. E eu nem me lembrava mais como manusear o controle remoto da TV da sala de tanto tempo que ela não era usada, pois dos cômodos de casa, os que eram usados com frequência eram a cozinha, o banheiro e nosso quarto, os demais a gente visitava de vez enquanto para ver se estava tudo em ordem.

Foi na quarta-feira a noite, quando me preparava para dormir tomando cuidado para não cutucar a fera sem querer, chateado porque meu time tinha acabado de levar uma surra, que ela se virou para mim e falou com uma voz que mais parecia a de um bando de anjos cantando aleluia. Esqueci até o vexame daquele time de verde que tinha acabado de perder o título da Libertadores para o Boca Juniors nos pênaltis, e em casa, e me preparei para ouvir o que ela tinha a dizer:

– Você está com raiva de mim?

– Eu? Com raiva de você? Imagine! Você é que não quer saber de conversa desde domingo.

– Você sabe do que eu estou falando. É sobre o que aquele energúmeno do meu primo disse.

Bom. Eu não sabia o que significava a palavra energúmeno, mas também achei que não era hora de perguntar e respondi:

– Para te dizer a verdade, estou boiando. Até agora não entendi aquilo.

– Você é terrível mesmo, não é? Você quer ouvir da minha boca o que ele disse.

– Quem? Eu? O que te faz pensar nisso?

– Aras Felipe. Quem não te conhece é que te compra. Mas tudo bem. O babaca disse na sua frente e na frente de todo mundo que eu sou lésbica.

– Isso nunca me passou pela cabeça. Mesmo porque, as lésbicas não gostam das mesmas coisas que você adora. Não. Não foi isso que ele disse. O que eu ouvi ele dizer foi algo a respeito de você curtir mulheres.

– Ele é um idiota.

– Isso eu sei. Mas o que me deixou curioso foi sua reação. Quem reage desse jeito a uma acusação dessas é porque se sente culpada.

– Não é isso. Foi só uma coisa que aconteceu quando eu ainda estava no ginasial e era muito nova. Estava eu e a Emily falando sobre garotos e ela perguntou se eu já tinha beijando na boca. Eu disse que não e ela revelou que também nunca tinha feito isso. Então nós resolvemos experimentar uma na outra e, você sabe, começa em um beijo, depois toques pelo corpo e quando eu estava chupando os peitinhos dela nós fomos vistas por aquele pulha que colocou a boca grande dele no trombone e todos ficaram sabendo. Não fosse minha mãe que amaciou o meu pai, eu ia ficar de castigo por toda a eternidade e o nome da Emily jamais poderia ser pronunciado dentro de casa.

Fiquei olhando para ela que, com um sorriso tímido, fez uma pergunta que amenizou o clima no quarto:

– Felipe, me diz uma coisa. Por que é que os pais, nessas horas, sempre a culpa é da outra pessoa. Eu era tão culpada quanto a Emily, mas para o velho parecia que eu fui obrigada a fazer aquilo por ela.

– Ah! Acho que os pais são assim mesmos.

– É. Deve ser. Então foi isso. Eu nunca mais repeti essa experiência. Acredite em mim.

– Acredito. Mas só tem uma coisa que eu fiquei curioso nessa história toda.

– E o que foi?

– Você gostou?

– Gostei do que, homem?

– De beijar, tocar e chupar os seios da Emily?

Levei um tapa estalado e doído no braço enquanto Gina falava em voz alta:

– Seu devasso insensível! Isso é coisa para se perguntar quando eu acabei de confessar para você um grande pecado meu?

– Seria se eu achasse um pecado. Para mim é só manifestação de desejo entre duas garotas. Isso é mais normal do que você imagina.

– Lá vem você com sua conversa macia. Pode parar.

– Pois eu acho que você gostou sim.

– E por que esse grande conhecedor do ser humano, que me obrigou a praticamente agarrar ele na piscina da minha casa porque não via o quanto eu o queria, está pensando isso agora?

– Você não precisa lembrar daquilo. Todas as vezes que você quer sair de uma situação difícil, você desenterra esse osso. Eu acho que você gostou porque isso é normal. E você não é de entrar em situações que não te agrade. Se beijou mais de uma vez é porque gostou sim.

– Está bom, seu chato. Eu gostei sim. Mas juro que isso nunca mais se repetiu.

– Está vendo só? Eu fiquei três dias de castigo por causa de uma coisa que eu não tinha nada a ver. Isso não é justo.

– É verdade. Não é justo.

– E o que é que você vai fazer a esse respeito?

– Eu já fiz, seu bobo. Levanta a minha camisola.

Gina estava deitada de lado e quando levantei sua camisola e descobri a sua bunda, vi o brilho do cabo do plug enfiado em seu cuzinho em um convite que eu não podia recusar. A safada já tinha armado o clima para me acalmar caso eu surtasse com sua revelação, mas como eu encarei com naturalidade, ela resolveu me premiar do mesmo jeito.

Nosso casamento prosseguiu em harmonia com ambos procurando criar situações que apimentasse nossas transas que iam de transar no meio do mato, dentro do mar ou qualquer lugar que um de nós achasse exótico. Mas ficávamos apenas no campo da imaginação e nunca, durante esses devaneios, incluímos outra pessoa nesses sonhos.

Tudo mudou quando, faltando cerca de quatro meses para completarmos três anos de casamento, aconteceu algo no meu emprego que abalou os alicerces dos sentimentos que nutria por Gina.

No meu emprego foi contratada uma nova funcionária. Seu nome era Silvana, uma morena de cabelos pretos e lisos, aparados na altura do pescoço, cobrindo suas orelhas e parte de sua face, lhe dando um ar de mistério. Seus olhos eram negros assim como os cabelos e seu corpo exuberante logo atraiu a atenção de todos que começaram a dar em cima dela. Como eu era o único que a via como uma colega de serviço e não um pedaço de carne, ela se aproximou de mim e começamos uma amizade.

Isso fazia com que eu fosse sempre procurado por ela quando encontrava alguma dificuldade e eu, pacientemente, a orientava da melhor forma possível, o que começou a provocar inveja nos meus colegas.

Um mês depois de sua contratação, aconteceu um problema. Um senhor que estava para se aposentar, cansado de dar indiretas para a garota que o evitava com gentileza, porém, era de se notar que ela estava muito incomodada com isso. Cansado de não ter resultado em suas investidas, o idiota resolveu radicalizar a acuou na copa e, quando ela mais uma vez pediu para ele que a deixasse em paz, ele disparou:

– Por que você não quer sair comigo? Você acha que eu não posso te dar o que o Felipe te dá? Posso sim. Posso te dar até mais.

– Do que é que o senhor está falando?

– Oras garota. Não se faça de inocente. Todo mundo já notou que o Felipe está fodendo a sua buceta gostosa. Para de fazer cu doce, vai.

Por uma dessas coincidências da vida, nesse justo momento eu me aproximava da copa e ao meu lado ia um colega que tinha o mesmo tempo de serviço que eu e entramos no recinto no momento exato em que o estalo de uma bofetada soou. Descontrolando-se com o comentário infame do homem, ela perdeu a compostura e o agrediu de uma foram muito merecida.

A reação dele que tentou revidar o golpe foi impedida pelo meu amigo que, segurando seu braço, o imobilizou torcendo para trás e saiu com ele da copa enquanto Silvana estava em um estado catatônico, com os olhos vidrados e já vertendo lágrimas. Quando me aproximei dela, sua reação me pegou de surpresa, pois ela se pendurou no meu pescoço, encostou o rosto no meu peito e começou a chorar descontroladamente, com seu corpo sendo sacudido por seus soluços.

Com muito custo, eu tentava consolar a garota falando baixo ao seu ouvido e passando a mão em seus cabelos sedosos e, quando ela finalmente se controlou, levantou a cabeça e olhou dentro dos meus olhos.

Nossos rostos estava a menos de dez centímetros um do outro e seus lindos olhos negros pareciam emitir raios que me atingiam, enquanto sua respiração ia ficando mais agitada e, naquele exato momento, descobri que a paz e a harmonia do meu casamento estavam correndo um risco muito grave. Pois, sem que eu me esforçasse para isso, uma voz de passado ecoou na minha cabeça:

“O moço é um felizardo. Vai ser amado por duas mulheres”.

[]

Nesse ponto, Felipe parou sua narrativa, porque estava na hora de ele ir embora. Não porque a hora de duração do programa tinha acabado, porque não é assim que eu trabalho, e explico.

Eu nunca faço mais de um programa em um dia. Aliás, o normal é fazer um ou dois por semana, pois o valor que eu cobro, permite que eu não fique condicionada a um tempo previsto e isso fica sempre a critério do cliente.

As excessos ficam por conta de ser convidada para eventos especiais, como viagens, festas regadas a sexo ou casais e, também nesses casos, nunca imponho um tempo, apenas altero o preço para mais.

Por falar em eventos especiais, existe um que me adora levar para pescar em uma casa que construiu na beira de um rio. Eu fico impressionada com a preocupação daquele homem em levar tantas coisas para serem usadas em pescarias e, até hoje, eu nunca o vi atirando um anzol na água e a única coisa que ele faz é molhar a minhoca dele. Mas não nas águas do rio.

Em encontros futuros, o Felipe me contou a continuação dessa história. Logo estarei publicando.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 3 estrelas.
Incentive Senhora do Lago a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.
Foto de perfil genéricaSenhora do LagoContos: 18Seguidores: 36Seguindo: 0Mensagem Escrevo fantasias.

Comentários