Após o banho rápido, Jhonny se arrumou devagar, vestindo uma camisa limpa e bermudas, o corpo ainda tenso com os eventos do dia. O cheiro de comida pairava no ar, e ele seguiu para a cozinha, onde o almoço já estava servido – arroz, feijão, carne grelhada e salada, um cardápio simples mas acolhedor preparado por Suzana. Todos estavam à mesa, conversando normalmente sobre o tempo e trivialidades, como se nada tivesse acontecido. Christopher contava uma piada boba sobre o trabalho: "E aí o cliente diz 'isso é o preço promocional ou é uma extorsão?'", e Andressa ria baixinho, ainda com o ar sonolento. Jhonny sentou-se, forçando um sorriso, mas o desconforto o consumia: "Eles agem como se eu não tivesse visto nada… mas eu vi tudo." Após alguns minutos, ele pigarreou, super sem graça: "Galera… sobre mais cedo, no banheiro… eu não quis invadir, foi um acidente total."
Christopher ergueu as sobrancelhas, sério mas compreensivo, e consolou: "Relaxa, Jhonny. A Su esqueceu de fechar a porta direito – a gente tinha acabado de acordar de uma soneca, e nessas horas, coisas assim podem acontecer. Sem drama, cara." Suzana assentiu, tentando relaxar o clima com um tom leve: "É verdade, Jhonny. Eu não tava fazendo nada que você não tenha feito ou visto na vida, né? Somos todos adultos e amigos aqui. Acidentes assim não viram briga ou coisa do tipo – imagina se a gente brigasse por bobagem?" Andressa, para aliviar o marido, acrescentou: "Pois é, a Su é tão desatenta… devia trancar a porta! Mas eu também sou, né? Já deixei portas abertas mil vezes." Todos gargalharam, o som ecoando na cozinha, menos Jhonny – ele esboçou um sorriso amarelo, os ombros rígidos, mais tenso que o normal: "É… sem problema então." O grupo percebeu, os risos morrendo devagar, e mudaram o assunto para a casa alugada.
"Ah, me contem mais sobre a cobertura! Como é o quarto principal?" perguntou Suzana, servindo mais arroz. Andressa descreveu os detalhes – a varanda com churrasqueira, a cozinha integrada é linda, a praia pertinho: "Tem espaço pra uma mesa grande, Su… dá pra fazer jantares como esse." Christopher opinou sobre o aluguel, sugerindo negociações: "Tenta baixar mais uns 100 reais, Jhonny… acho que você consegue." Mas o ambiente não melhorou; Jhonny respondia monossílabos, o garfo mexendo na comida sem apetite, o ciúme e as dúvidas do dia fervendo internamente: "Eles minimizam o flagra, mas e o resto? Andressa sem calcinha, os olhares…" Andressa percebeu, ficando aflita, os olhos dela piscando para ele com preocupação sutil, mas o almoço se arrastou longo e desconfortável.
Por fim, quando os pratos foram esvaziados, Jhonny se levantou: "Andi, vamos dar uma volta? No parque florestal aqui perto, pra espairecer." Antes que Suzana se oferecesse – "Ah, a gente pode ir junto, que tal?" –, ele completou, sério: "Só nós dois… precisamos conversar." O tom grave calou a mesa. Suzana desconversou rapidamente: "Tudo bem, então. Eu e o Chris vamos ficar – precisamos ver uma coisa no quintal, né, amor?" Christopher assentiu, e o casal se retirou para a sala, deixando Jhonny e Andressa sozinhos. Andressa estava com uma expressão aflita mas confusa, como se não entendesse ainda o que estava acontecendo, mas seguiu Jhonny para o carro deles.
No trajeto curto até o parque florestal, o silêncio pesava. Andressa tentava quebrar o gelo: "Amor, te amo tanto… você é incrível, sabia? Os sexos de hoje… foram gostosos, intensos, você me deixa louca." Mas Jhonny mal respondia, os olhos fixos na estrada: "Hum… que bom." Aos poucos, a ficha parecia cair para ela – os olhos começando a ficar levemente marejados, as mãos torcendo no colo. Eles estacionaram no parque, um local arborizado com trilhas e bancos, mas pela alta hora do sol da tarde, o ponto específico onde pararam estava praticamente deserto, só o som de pássaros e folhas ao vento.
Sentados em um banco isolado, Andressa tentou de novo: "Jhonny, meu amor… você é o homem da minha vida. Lembra como nosso sexo é perfeito? Eu adoro quando você me pega forte…" Mas ele quase ignorou, o tom firme mas controlado, visivelmente irritado: "Andi, precisamos ter uma conversa séria. Sobre hoje, durante a visita… você estava sem calcinha o dia todo, aqueles olhares de Christopher e do Edmundo. No quarto, a porta entreaberta, os sussurros – eles viram tudo, você aberta pra eles enquanto a gente transava. E depois, eles viram a gente transando no quarto, certo? Chris e Suzana. Mas que porra tá acontecendo?" Andressa desconversou no início: "Amor, que isso? Foi só um dia quente, o vestido subia… e a porta foi acidente. E como assim o Christopher e o Edmundo nos vir..."
Mas Jhonny foi incisivo, interrompendo ela: "Não, Andi! Eu vi os olhares, ouvi os sussurros. Me diz a porra da…" ele para, respira fundo e completa, se acalmando mais - "me fala verdade. Por favor." Por fim, ela desabou, chorando inicialmente baixinho mas logo chorava alto, as lágrimas escorrendo pelo rosto branquinho: "Eu te amo, Jhonny… nunca te traí. Nunca mais transei com outro homem desde que a gente começou a namorar. Isso tem que valer alguma coisa! Você é o homem da minha vida! É sério, não vivo sem você." Jhonny, a princípio, viu verdade e sinceridade em suas palavras, os olhos dela implorando, mas voltou a confrontá-la: "Então explica: deixar outros homens verem sua boceta na casa, verem você toda aberta fodendo comigo no quarto… e no nosso quarto, Suzana e Christopher nos vendo transar. Isso não é traição?"
Andressa relutou, tentando beijá-lo: "Foi só impressão sua, amor…" Mas Jhonny insistiu, ainda mais incisivo, e chorando mais forte, ela cedeu: "Tá bom… realmente, eu já deixei Christopher ver minha calcinha algumas vezes na sala, durante nossos lanches e jogos – ou acho que ele viu, não tenho certeza. E sim, na visita à casa, deixei ele e o coroa verem minha boceta em vários momentos, e no quarto… verem a gente transando, toda aberta. Aquilo me excitou demais, Jhonny. Eu e a Su, e uma outra amiga nossa, temos esse fetiche desde a faculdade – a gente deixava calcinha e até boceta aparecer em locais públicos, mas eu era solteira. Depois que comecei a namorar você, tentei parar, mas não resisti… é como uma dose de adrenalina." Ela prometeu: "Vou contar tudo em detalhes, se você me perdoar." Jhonny aceitou ouvir: "Eu prometo ouvir de mente aberta, mas não prometo te perdoar." Ela insistiu, mas acabou aceitando a condição, prometendo passar os panos limpos naquela noite, após o jantar.
Após tudo confirmado, Jhonny estava muito irritado, o rosto vermelho, não querendo continuar a conversa ali – mas também excitado, o pau latejando involuntariamente com as admissões, algo que não queria admitir: "Isso é traição? Ela não transou com ninguém, mas… caralho, isso me deixa louco de tesão e raiva ao mesmo tempo. Ela então é uma exibicionista?" Eles voltaram para o carro em silêncio, e no caminho, ele refletia: "Será que ela realmente não me traiu? Mas afinal, aquilo não foi traição?!"