SOB O MESMO TETO - Capítulo 4 – Desabafo

Da série Sob o Mesmo Teto
Um conto erótico de ViviK
Categoria: Heterossexual
Contém 4224 palavras
Data: 03/04/2026 21:54:06
Última revisão: 04/04/2026 00:00:52

O dia no escritório tinha sido longo. Reuniões, prazos, um chefe que não parava de mandar e-mail. Quando olhei no relógio, já passava das quatro. Arrumei minhas coisas, desliguei o computador e fui para o carro.

O trânsito estava um caos. Véspera de feriado, todo mundo pegando estrada, indo para o litoral, para o interior. E pra piorar os semáforos pareciam programados para atrasar a vida de quem ficava. E eu ficava. Mais um feriado sem viajar, sem planejar nada. O dinheiro que entrava mal dava para as contas da casa, e o que sobrava – quando sobrava – ia para alguma emergência. Eu não ganho mal, mas gasto tudo nas contas da casa, e ultimamente as contas só aumentavam.

Enquanto o sinal fechava pela terceira vez no mesmo cruzamento, vi uma família num SUV lotado de bagagem, as crianças brincando no banco de trás. Senti um aperto no peito. Não era inveja. Era uma tristeza surda, daquelas que a gente aprende a engolir.

Estacionei na garagem exatamente às 16h45. Abri a porta, esperando estar sozinha. Léo só chegaria depois das 20h – às vezes mais tarde, às vezes depois da meia-noite, cheio de bebida sem dar satisfação. Erick tinha avisado que iria viajar, tinha algum compromisso em alguma cidade do interior.

Quando entrei, ouvi barulho na cozinha. Era Lúcia:

— Lúcia? Achei que você já tivesse ido embora.

Ela apareceu na porta, com a pia cheia de louça lavada – pratos, panelas, talheres. Estava secando e guardando. Calça jeans, blusa preta simples, cabelo preso – já tinha trocado de roupa, mas ainda estava ali.

— Dona Viviane, tô quase terminando. A senhora não merece chegar do trabalho e ver bagunça.

— Lúcia, não precisa. Você vai chegar muito tarde em casa.

— É rapidinho. Eu resolvi dar uma geral mais caprichada pra você passar o feriado, vai que quisesse receber visitas e fosse usar essa louça bonita que você tem que só fica guardada.

Lúcia era uma benção, nem sei o que eu faria sem ela. Se eu havia ficado preocupada quando a mãe a mandou em seu lugar, isso passou muito rápido. Enquanto a cafeteira trabalhava, tirei os sapatos, larguei a bolsa, me espreguicei. Lúcia terminou a louça, secou as mãos, e veio para a mesa. Servi o café, e ela se sentou de frente para mim, os olhos verdes brilhando.

— A senhora tá diferente — ela disse. — Mais cansada? Ou mais pensativa?

— As duas coisas.

Ela esperou. Gostei disso nela – sabia a hora de falar e a hora de calar.

— Encontrei com a Patrícia e a Renata no sábado, quando fui ao shopping — soltei.

Lúcia arregalou os olhos.

— Nossa, Vivi. E como foi?

Contei tudo. O almoço, a ida à casa dela, os quadros do book, o vinho Malbec, as confissões.

Nesse momento ela comentou que a Renata frequentava bastante a casa.

— Ela ficava muito à vontade com a Paty. Ela fazia massagem, daquelas que parecem bem relaxantes. Chegou a perguntar se eu queria algumas vezes, mas eu sempre corrida com o trabalho.

Quando cheguei na parte em que Patrícia disse que negava fogo e muitas vezes usava o sexo como moeda de troca, Lúcia balançou a cabeça.

— Sempre soube. Minha mãe contava umas coisas… Patrícia era complicada. Ela sempre desconfiou de todo mundo. Até de mim.

— Pois é. Ela achava que você tinha um caso com o Erick.

Lúcia riu, mas foi um riso amargo.

— Doente. Eu não tinha tentado nada não, Vivi, não ainda. Mas depois de tanta besteira que eu escutava, aí você já sabe. Mas nunca rolou nada. Ele nunca me deu moral. E olha que eu me insinuei, viu? Não sou sonsa. Mas ele é diferente. Respeitoso. Quase um santo.

— Quase?

— Quase porque santo não sente tesão. Ele sente, sim. Eu já vi o olho dele brilhando. Só que ele segura. Tem medo de errar. Medo de se envolver. Depois de tudo que a Patrícia fez… Tanto que nos dias que eu ia ele não ficava mais em casa.

Fiquei em silêncio, pensando.

— Você acha que ele vai ficar assim para sempre? — perguntei.

— Não sei. Uma hora não tem mais como segurar. Mas não me parece ser isso que está te incomodando né? Você parece tão mal hoje.

Respirei fundo. Lúcia era direta e perceptiva demais.

— É sobre o Léo — comecei, baixando a voz.

Ela se inclinou.

— O Léo? O que ele fez?

— Bem, talvez seja mais o que ele não faz.

A frase saiu amarga. Lúcia esperou.

— A gente está junto há anos. Ele é um bom homem. Não briga, não grita, não se endivida. Mas também não me ajuda em casa. Sim, tenho você, mas o resto sou eu que resolvo. Se eu não fizer nada não tem janta, não tem café, almoço, não tem compras do mercado, não tem nada, nem uma encomenda de uma pizza que seja. E quantas vezes ele já jantou fora e nem me avisou.

— Nossa — Lúcia fez uma careta.

— Já o Erick, desde que chegou, lava a louça, mantém as coisas limpas, arrumou o computador, pagou uma conta de luz assim que chegou que nem deu tempo de dizer que não precisava… Já nos primeiros dias, quando cheguei em casa o portão estava funcionando e fazia dias que estava quebrado, o quintal limpo, grama aparada. Se oferece pra tudo. Deixa claro que se precisar algo é só pedir. Sei que por um lado quer compensar a estadia, mas quantas vezes algum parente do Léo ficou aqui em casa semanas e achava que eu tinha que fazer tudo.

— É, bem o jeito do Erick mesmo, quando eu ia arrastar um móvel para limpar ele já corria ajudar, sempre prestativo.

— Pois é, não é que eu quisesse comparar, isso eu acabava deixando pra lá, mas as coisas se acumulam.

— Mas e na intimidade? — Perguntou me dando um alívio para facilitar falar o que eu queria.

— Então, na cama… é quase sempre a mesma coisa. Muitas vezes ele chega tão tarde que eu já estou dormindo. Em geral é bem rápido, mecânico. Ele nem se preocupa se eu gozei, ele termina vira de lado e dorme. Várias vezes eu preparei tudo para que algo ocorresse e ele negou fogo. É muito raro quando a coisa esquenta mesmo, mas sempre por iniciativa minha. Eu tinha desistido de tentar, deixava assim mesmo, esperando ele decidir fazer algo. Recentemente que tivemos algo mais intenso, mas acho que você sabe o que eu estava pensando.

Lúcia deu um sorriso malicioso.

— Sei, sim. A senhora não precisa desenhar.

— E tem também a questão dos filhos, sabe? Ele não pode ter. Não tem chances. Os médicos foram claros. E eu sempre quis ser mãe. A gente tentou, fez exames, mas ele foi perdendo a esperança. E eu também, aos poucos. Hoje a gente nem fala mais nisso.

— E adoção?

— Ele não quer. Deu várias desculpas, mas diz que é burocrático demais.

Eu acabei me emocionando, quase não contive as lágrimas. Lúcia apertou minha mão.

— Sinto muito, Vivi. De verdade.

— E não é só isso. Eu não viajo mais. A vida se resume a trabalho. Nem minha família eu consigo visitar direito – eles moram em outra cidade, e sempre falta dinheiro ou tempo. Léo não liga se eu for sozinha, mas ele nunca vai junto. Não acompanha. E a família dele… Deus me livre.

— Por quê? — Lúcia perguntou.

— Tem um primo dele que vive dando em cima de mim. Descaradamente. Em churrasco, em aniversário, ele sempre dá um jeito de ficar perto, de tocar, de falar besteira. E o Léo não faz nada. Finje que não vê. Ou finge que não é nada. Já falei com ele, ele disse que sou eu que estou imaginando coisas.

— Nossa, Vivi. Que situação.

— E o pior é que a gente não tem mais conversa. Ele chega, come, toma banho, dorme. Quando fala, é sobre trabalho ou sobre dinheiro. Não pergunta como foi meu dia, não me chama pra sair. Parece que sou uma mobília da casa.

Lúcia balançou a cabeça.

— A senhora é tão bonita, Vivi. Sempre achei estranho uma mulher tão linda como a senhora com um homem como ele.

— Como assim?

— Não leva a mal, mas o Léo não é lá muito atraente. Sempre achei que vocês formavam um par meio… desproporcional. Como a senhora conheceu ele?

Fui responder, mas o interfone tocou. Olhei no visor. Cabelo loiro platinado, unhas vermelhas, um sorrisão.

Renata.

— Vivi! Tô aqui embaixo! Sobe?

Ri, abri a porta. Lúcia me olhou curiosa.

— É a Renata.

Renata chegou e já me abraçou apertado, toda perfumada. Quando viu Lúcia na mesa, sorriu.

— Olá!!! Que ótima surpresa!

Lúcia se levantou para cumprimentar, mas Renata sempre expansiva foi abraçar a Lúcia também.

— Fazia tempo que não a via, não foi mais lá na Paty!

Renata já se jogou no sofá da sala, sendo da casa como ela é... E chamou para que ficássemos mais à vontade.

— Venham pra cá! Estão fofocando o quê? Posso me meter?

— Tô justamente perguntando pra Vivi como ela conheceu o Léo — Lúcia disse.

Renata riu, uma risada alta.

— Essa história eu sei! A gente estudava junto na faculdade, né, Vivi? O Léo vivia no nosso grupo de amigas. Sempre arrumado, boa conversa, educado. A gente até brincava…

— Brincava o quê? — Lúcia perguntou.

Renata me olhou, pedindo licença. Eu assenti.

— A gente brincava que ele podia ser gay. Porque ele nunca dava em cima de ninguém, ficava só na conversa, no papo. Andava sempre impecável, cheiroso, mas não tomava iniciativa. A gente achava que ele era um dos nossos, sabe? Uma amiga gay.

— E aí, como vocês ficaram juntos? — Lúcia insistiu, olhando para mim.

— Foi ele que veio atrás. Um dia, do nada, me chamou pra sair. Eu estranhei, mas aceitei. A gente foi ao cinema, depois jantar. Ele foi super cavalheiro. Aí começamos a sair sempre. No começo era bom. Depois…

— Depois a rotina matou — Renata completou. — Sei bem como é.

— Pois é — confirmei. — A rotina matou. E enterrou.

Lúcia serviu mais café para todo mundo. Ficamos as três na mesa, a noite caindo lá fora, a luz da cozinha deixando tudo mais aconchegante.

— E como está o Léo agora? — Renata perguntou. — Ele ainda viaja muito?

— Viaja. Some. Às vezes chega em casa 1h da manhã, cheio de bebida, sem dar satisfação. Eu pergunto onde ele estava, ele desconversa. Fala que foi happy hour, que o trânsito estava ruim.

— Você acha que ele está traindo? — Lúcia perguntou.

— Não sei. E não sou de ficar procurando. Aprendi que é melhor não saber. Se eu procurar e achar, o que eu faço? Separo? Não tenho coragem. Finjo que não vi? Vivo com aquilo na cabeça? Então é melhor não saber.

Renata assentiu.

— Entendo. Mas então… você está infeliz.

— Estou — confessei, pela primeira vez em voz alta para as duas.

O silêncio se alongou. Lúcia olhou para Renata, Renata olhou para mim.

— E o Erick? — Renata perguntou, sem saber que ele estava morando ali. — Ele ficou com a Patrícia ainda?

Meu coração deu um pulo. Lúcia ficou em silêncio, esperando minha resposta.

— Estão separados, sim. Ele está num lugar temporário, não sei bem onde. Não falamos muito disso.

— Pena. Ele é um homem tão bonito, tão educado. Qualquer mulher ficaria fascinada.

— Pois é — respondi, seca, mudando de assunto. — E você, Renata, como estão as coisas? Aquele cara do Tinder?

Lúcia me olhou com cumplicidade, sabendo que eu não estava contando tudo. Renata sorriu, os olhos brilhando.

— Ah, amiga. Deixei ele de lado. Tô conhecendo outro. Esse promete.

— Conte mais.

Lúcia olhou a hora e interrompeu:

— Espera que eu quero saber, mas vou pedir pra minha mãe pegar as crianças na escola.

Lúcia fez uma ligação rápida, eu estava empolgada para escutar a Renata contar sobre o encontro.

Ela começou a falar, animada. Contou do encontro, do beijo, do jeito que ele olhava para ela. Depois, já mais solta, foi entrando nos detalhes mais picantes, do jeito desbocado só dela:

— Aí migas, ja começou quente no beijo que ele me deu quando foi me buscar, enquanto desciamos no elevador, já achei que a gente ficaria por ali mesmo. Ele me levou pra praia, mas não era qualquer praia, não aquela cheia de gente, não. Ele conhece um lugar mais isolado, depois de uma trilha. A gente levou uma canga, um vinho. O sol já estava baixando, o vento batendo… Ele não perdeu muito tempo não e já começou a me beijar, devagar, e a mão dele já foi descendo. Eu estava de biquíni, ele tirou a parte de cima com os dentes, sabe? Meu mamilo ficou durinho na hora, gelado do vento. Aí ele desceu a mão por dentro do biquíni, começou a me dedar ali mesmo, na areia. Eu com os seios de fora. Os dedos dele entrando na minha buceta, uma delícia. Eu já tava quase gozando, o pau dele duro encostando na minha coxa, aí ele parou, safado. Tirou a mão, me olhou com um sorrisinho. Eu xinguei ele, claro. Aí ele me virou de bruços na canga, puxou meu biquíni pro lado. Ajoelhou atrás de mim, os joelhos na areia, meus cotovelos enterrando na areia também. Ele enfiou o pau inteiro na minha buceta, que estava toda melada, me comeu por trás, como se eu fosse uma cadelinha, em um cenário paradisíaco, com o barulho do mar.

Eu olhei pro lado, vi um casal caminhando lá longe, quase perdido. Em vez de ter medo, aquilo me deu um tesão danado. Imagina se eles resolvessem se aproximar, se vissem a gente ali, pelados, ele me comendo na areia? Meu coração disparou, mas foi de excitação, não de medo. Eu queria que vissem. Queria que soubessem o que a gente tava fazendo.

Ele deu uma pegada forte no meu cabelo, me chamou de safada, me deu uns tapas na bunda falando que eu tava é querendo ser pega no "flagra". Nessa hora gozei gostoso. mas ele segurou. Sentiu que eu ia gozar de novo e parou, tirou o pau e me puxou pro mar.... Pra gente terminar lá, antes que o casal chegasse mais perto.

A gente entrou na água pelados, a excitação era grande. A água batia na altura do meu peito, ele me virou de frente, me pegou no colo como se não fosse nada e enfiou de novo. O casal já estava mais próximo. E ele metendo devagar, com as ondas balançando a gente. Que sensação incrível! Parecia que eu estava flutuando. Até que ele gozou dentro de mim, bem fundo, eu acabei gozando junto, me siricando e quando tirou, a camisinha saiu boiando. O casal havia acabado de passar próximo, não tinha como não saber o que estava acontecendo. Eles pararam. Olharam disfarçadamente, Deram meia-volta. Com certeza viram nossas roupas na areia pois estavam muito perto.

A gente ficou ali, rindo abraçados, só de olho no que ia acontecer. Se eles levassem a roupa? Aí ia ser foda. Ele riu, falou: se levar, a gente espera a noite depois vai até o carro pelado. Mas pra esperar eu vou ter que te comer de novo e ai vai ter que ser sem camisinha já que não dá pra ir pra areia. Brinquei: vai que eles resolvem fazer igual e ri!

Migas, tem homem que sabe o que faz. Esse sabe. Pau bom da porra.

Ela ria, e eu e Lúcia riamos junto, Lúcia com os olhos brilhando e eu, por dentro, estava a mil. Na minha cabeça, troquei os personagens. Era eu e Erick naquela praia. Eu imaginava cada cena, me imaginava nua, imaginava como seria o Erick de sunga. Tentei imaginar o Léo fazendo algo assim, mas sabia que jamais aconteceria algo assim com ele, pois eu já tivesse dado umas indiretas e até insinuado lugares parecidos. Mas ele nunca topou. Nunca.

A conversa se estendeu por mais uma hora. Falamos de homens, de trabalho, de vida. Lúcia contou das dificuldades com o marido caminhoneiro, mas que ele voltaria esse fim de semana para passar com a família e que eles iriam viajar. Renata falou das duas separações e de como ela levava a vida muito mais livre e descontraída agora, que estava melhor sozinha podendo sair com quem quisesse, quando quisesse. E eu desabafei mais do que pretendia – sobre a falta de viagens, sobre o primo do Léo que dava em cima de mim, sobre a sensação de estar presa numa vida que não era mais minha.

Quando Lúcia olhou no relógio e disse que precisava ir, já era quase 20h:

— Nossa, Olha a hora, a conversa tá ótima, mas tenho que ir, ainda preciso arrumar as coisas pra viajar amanhã cedo!

Renata levantou do sofá e deu um abraço e um beijo no rosto da Lúcia, com uma intimidade que parecia que eram melhores amigas desde a infância. Abracei a Lúcia com força, eu a via como amiga, confidente.

Sentamos novamente, Renata ainda ficou mais alguns minutos, viu como eu estava:

— Relaxa um pouco, vem cá. — E me puxou para colocar a cabeça no colo dela. Meio desajeitada, sem esperar esse movimento brusco, eu cedi, precisava dessa atenção. Ela começou a passar a mão de leve nos meus cabelos. Quase sussurrando ela diz:

— Miga, a vida passa rápido. Não dá pra ficar sofrendo em silêncio. Não dá pra engolir tudo e fingir que nada está acontecendo. Já passei por isso. Só se vive uma vez...

Eu estava de olhos fechados, sem pensar em nada naquele momento, eu só aproveitava aquelas mãos suaves deslizando pelos meus cabelos, agradando minha nuca. Ela ainda falava mais alguma coisa, mas eu só conseguia prestar atenção nos carinhos que eu estava recebendo e acabei cochilando. Não sei quanto tempo passou. Ela me deu um selinho e brincou sussurrando:

— Acorda bela adormecida, eu preciso ir.

Fiquei sem graça. Mas ela estava radiante como sempre.

— Qualquer coisa, me liga — Renata disse. — E não sofre sozinha, não.

Me deu um grande abraço, quase como se tentasse me pegar no colo.

— Obrigada — respondi.

Ela me deu um selinho, era como um sinal de cumplicidade, ou assim eu vi.

Fiquei ali, encostada na porta, ouvindo o carro se afastar... Pensativa...

A casa ficou em silêncio.

Olhei o relógio: 21h15. Havia esquecido da janta. Mandei uma mensagem para Léo:

"Amor, que acha de jantarmos fora hoje? Ou prefere que eu peça algo?"

Quase meia hora sem resposta, decidi ligar. Não atendeu. Pouco depois respondeu:

"Ainda no escritório. Mais tarde eu vejo."

Mais tarde. Sempre mais tarde. Sabia que não iríamos fazer nada, então só mandei um:

"Está bem, deixarei alguma coisa pronta"

Sabia que ele ia vir com a história de sempre que jantou qualquer coisa por lá. Eu estava com fome e sabia que ele não voltaria cedo. Preparei uma coisa rápida: uma lasanha congelada que estava no freezer. Botei no forno, esperei esquentar, comi sozinha na mesa da cozinha, sem vontade, só para matar a fome. O gosto era sem graça, igual à minha noite.

Lavei a louça. Arrumei a cozinha. Subi, tomei um banho. O desabafo havia feito bem, decidi ignorar tudo isso mais uma vez. E como eu ainda estava pensando em como a Renata fez aquele amor selvagem na praia, resolvi ficar pronta para quando o Léo chegasse. Coloquei uma camisola de seda vinho, bem curta, que marcava os seios e deixava os bicos à mostra – sem sutiã, claro. A calcinha era de renda preta, fio dental, quase invisível por trás. Passei creme no corpo, perfume no pescoço, nos pulsos. Fiquei um tempo na cama esperando, depois decidi pegar o notebook para contar tudo isso para vocês, foi me deixando mais excitada relembrar tudo.

O relógio marcava 22h30. Nada do Léo. Guardei a comida no micro-ondas. Apaguei a luz do quarto, deixei a do corredor acesa. Mandei outro WhatsApp. Nenhuma resposta, como sempre. Não sou de insistir. Desisti de esperar.

Deitei, tentando dormir. O sono não vinha. Virava de um lado, virava do outro. Pensava em tudo o que havia conversado com Lúcia e Renata. Eu estava infeliz, meu fogo se apagou.

O relógio marcava 23h30. Nada. Meia-noite. Nada.

A última vez que olhei no celular, era 0h15. Depois disso, o sono levou.

Acordei com o barulho do portão. Léo entrou com a camisa desabotoada, o cabelo bagunçado, um cheiro de bebida que atravessava a sala. Largou a pasta no chão, nem olhou para mim. Ouvi o barulho do chuveiro. Perguntei se ele queria que esquentasse a janta. Respondeu que já havia jantado. Quando ele saiu do chuveiro, apenas com uma samba-canção, me posicionei de forma sedutora, de costas como se para pegar algo, mas ele passou reto, nem me abraçou. Foi direto para a cama e deitou. Deitei ao lado e de conchinha encaixei meu bumbum no pau dele, dei uma reboladinha, mas não deu sinal de vida. Estava como sempre. Demorei a dormir pensando na vida, ou na tristeza dessa vida. Dormi.

Hoje pela manhã, Léo saiu cedo, sem dizer nada. Fiquei sozinha o dia todo, aproveitei para colocar algumas coisas em dia do trabalho, totalmente desanimada. Mais um feriado sozinha. Renata mandou uma mensagem de "feliz dia do arco-íris" – eu só sabia da Sexta-Feira Santa. Fiquei imaginando a Lúcia indo pra praia com a família. O Erick viajando para algum lugar.

A tarde foi longa. O silêncio da casa ecoava em cada cômodo. Eu me peguei várias vezes olhando para a porta da sala onde Erick costumava ficar, imaginando como seria se ele estivesse ali. Seus olhos castanhos, suas mãos segurando o café, o jeito educado de agradecer. Na minha cabeça, eu repetia as palavras de Renata: " Ele enfiou o pau inteiro na minha buceta, que estava toda melada, me comeu por trás, como se eu fosse uma cadelinha, em um cenário paradisíaco, com o barulho do mar." – e me imaginava no lugar dela.

Meu Whats estava sem novidades, todo mundo curtindo algum lugar e eu sozinha. Única mensagem que tinha era do chefe fazendo alguma cobrança qualquer no grupo do trabalho, provavelmente no meio de alguma viagem, mas pra dizer que não para de trabalhar. Já conheço bem o tipo.

Pensei em disfarçar e mandar uma mensagem pro Erick, pensei em viajar, pensei em tanta coisa. Mas decidi voltar a escrever.

Olhei para o relógio. Léo não dava notícias. O celular dele estava desligado, ou ele simplesmente ignorava. Não era a primeira vez, nem seria a última. Eu continuava de camisola, da mesma forma que fui dormir na noite anterior.

Deitei no sofá, fechei os olhos, e deixei a imaginação correr solta. Na minha mente, Erick voltou de viagem. Imaginei como se ele tivesse me surpreendido quando eu estava de camisola, na sala. Torcia pra que isso acontecesse. Ele vinha até mim, passava a mão no meu cabelo, dizia que eu estava linda. E eu não recuava. Imaginei ele me convidando pra ir pra praia, pra fugir de tudo, naquele momento.

Na minha cabeça, a gente já estava lá. O sol baixando, o vento batendo, a areia fria debaixo dos pés. Ele me puxava pelo braço, me virava de frente para o mar, e começava a me beijar por trás, o pescoço, a nuca. A mão dele descia pela minha barriga, entrava por dentro da minha calcinha. Eu sentia os dedos dele me tocando, me abrindo, me preparando. Meu corpo já respondia ali no sofá, as pernas se abrindo sozinhas, a mão descendo sem que eu mandasse.

Continuei imaginando. Ele mexia na calcinha, tirava devagar. A gente na areia, ele atrás de mim, os joelhos enterrados, meu cotovelo apoiado na canga. Ele entrava em mim devagar, e eu sentia cada centímetro, cada movimento. O pau dele preenchendo minha buceta, me deixando toda aberta, toda molhada.

Minha mão dentro da calcinha, os dedos deslizando, o clitóris latejando. Eu me tocava no ritmo da imaginação, no ritmo que eu queria que ele me comesse. Forte, devagar, forte de novo. Mordi o lábio, comecei a gemer alto, não ligava pra nada, a respiração já estava pesada, o corpo todo tenso, os dedos mais rápidos, mais fundo.

Na minha mente, ele me virava de bruços na areia, me puxava pelo cabelo, me chamava de safada. Eu gemia baixo, como se o barulho do mar pudesse cobrir o som. Gozei pensando no nome dele. Erick. Sussurrei o nome dele algumas vezes. O corpo todo contraiu, as pernas tremeram, a mão ficou molhada, e eu fiquei ali ofegante, os olhos ainda fechados, o coração batendo forte.

Dessa vez não senti culpa, me justifiquei que era só imaginação.

Fiquei mais um tempo de olhos fechados, a mão ainda entre as pernas, a respiração voltando ao normal. O cansaço veio. O sono veio.

Dormi ali mesmo, no sofá, com a mão ainda encostada na minha buceta, os dedos ainda molhados, o cheiro de desejo no ar.

Acordei com o barulho do portão. Léo chegando. Nem olhei no relógio. Ele entrou, passou por mim como se eu fosse um móvel, subiu as escadas. Eu fingi que estava dormindo. Porque era mais fácil do que lidar com qualquer outra situação.

Enquanto ele fazia bagunça na cozinha, fui tomar um banho e deitei. Dormi rapidamente, estava cansada. Acordei só pra usar o computador rapidamente, lembrei que deixei aberto na sala, ele roncava alto.

Fico agora pensando como vão reagir a tudo isso, e o que irão sugerir para minhas próximas ações. Isso já me deixa um pouco excitada. Mas agora voltarei a dormir pois o final de semana promete ser longo.

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Comentários

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Ainda acredito que ela deve se abrir com o marido, tem uma conversa franca, expondo todos os seus problemas: que ele não lhe dá mais atenção, que não tem horários pra ficar em casa com ela, das necessidades sexuais dela, aqui inclui ausência de sexo, e que precisa mudar, pois ela não esta se sentindo bem, e se essa conversa não render frutos, ela dá um ultimato, que vai seguir a vida dela, que vai viver, pois não é só mais um objeto dentro de casa, mas sim um ser humano, carente, insatisfeito sexualmente e afetivamente. Agora outro ponto ela se acomodou e tá confiando demais, existe a possibilidade desse marido ter outra pessoa, homem ou mulher, talvez seja hora de observar os sinais.

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Ela sendo uma pessoa de caráter entendo eu que realmente deve tomar essa atitude que você falou para que no futuro haja arrependimento por parte dela de não ter tentando melhorar seu relacionamemto com o marido, fora o fato de ter a sua imagem afetada com isso. portanto uma conversa se faz necessária sim.

Agora o marido além de uma prensa por parte dela, precisa de uma vigilância maior, pois tem alguma coisa errada com ele.

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Vivi, seu conto desperta um tesão muito grande a cada parte que lemos. Parabéns pela forma como relata! Real ou fictício, uma coisa é certa: Tudo isso povoa sua mente e você pode sim já ter vivido ou estar vivendo esse momento de dúvidas e/ou necessidades/desejos.

Não costumo me envolver em discussões nos comentários aqui na CDC, mas uma coisa foi bem pontuada aqui, em especial, pelas meninas (Suelen e Tati): Isso aqui é um site de contos eróticos. Quem vem aqui procura algo para sentir tesão com a leitura, aprender algo, compartilhar experiências e, até mesmo, ficar com alguém.

Em virtude disso não tem espaço aqui para críticas ou agressões verbais sobre comportamentos de pessoas casadas. O ser humano é previsível, as necessidades e desejos (principalmente sexuais) são instintivos e precisam ser plenamente saciados por ambos do casal. Lembrando ainda que, quase sempre, as críticas são mais sobre quem critica do que quem está sendo criticado.

O casamento é algo muito sério e deve ser respeitado. Porém, o casamento não deve ser visto como uma transação de compra de um produto que você usa quando é novo, atraente ou recente e depois fica esquecido num canto qualquer. Muito mais do que companheirismo nas coisas do dia a dia, a busca pelo pleno prazer deve ser constante e incessante.

A mulher deve receber a mesma pegada forte do início; a atenção deve ser redobrada para ela gozar imaginando sempre que o pau do marido é o único da face da terra e se perder não haverá outro e ela será infeliz para sempre; a criatividade não pode dar lugar a rotina e algo crucial: nunca negar fogo nem ignorar os sinais de tesão e desejo que ela dá.

Nessa história que estamos acompanhando, a Vivi passa por alguns momentos que, pelo visto estão sendo ignorados por alguns leitores. Primeiro ela se sente atraída pelo amigo e sente culpa por esse sentimento. Daí ela tenta justificar sua culpa enaltecendo o marido como homem bom para tentar se convencer de que ele não merece ser traído.

Com o passar do tempo, a atração aumenta diante da ausência do carinho e atenção para coisas básicas e essenciais que o marido não faz.

Até que chega o momento em que ela se desprende da culpa e percebe que esta seja do marido por ignorá-la repetidas vezes (por atitudes que sugerem, inclusive, que ele tenha um(a) amante ou que curte ser corno manso e não tem coragem de assumir).

Existem muitos casos em que o homem se descobre gay ou sente tesão, prazer e desejo em ser Cuckold e não tem coragem em ter uma conversa aberta com a mulher. Aí, começam a desenvolver comportamentos para que a iniciativa parta dela. Até porque, qual o homem que deixa a mulher em casa com o amigo, a sós por longos períodos (viajando, chegando tarde bêbado, descomposto, não atendendo ao telefone quando ela liga...) e, quando chega não dá a atenção que ela espera?

Ainda tem a questão do filho que pesa muito nesses momentos.

Existem especialistas que dizem que as mudanças de hábitos revelam que os conceitos de lealdade, dignidade, honestidade, cumplicidade e respeito entre o casal são ampliados na medida em que ambos concordam que haja relacionamento sexual com outras pessoas fora do casamento apenas para suprir a falta de sexo.

Pessoal, olhar a história contada por apenas um ângulo não nos permite julgar ou definir o que ela deva ou não fazer. Até porque, ela está no olho do furacão, absorvida por esses desejos, perdida diante de tantas turbulências, com o tesão exalando da pele. A carência leva a pessoa a se conectar com algo ou alguém que, naquele momento a faz pensar que suprirá suas necessidades.

Chamar o marido para uma conversa pode realmente ser a medida mais "acertada" aos olhos da moral e dos bons costumes, mas, cada caso é único e também deve ser respeitado. Antes de qualquer atitude, Vivi, pare, pense e projete mais de um possível resultado para cada uma das possíveis decisões que você possa tomar. Ainda que as coisas não saiam como o esperado, você estará preparada para assumir o preço da sua decisão.

Em qualquer caso, pela experiência que tenho de inúmeros atendimentos de direito de família no escritório, oriento-lhe que, se for abrir o jogo com o marido, introduza o tema de forma gradativa, perguntando o que ele acha sobre o relacionamento aberto consentido... diga que você viu em um post em que uma psicóloga fala que isso está acontecendo muito entre casais... que muitas mulheres comentam... coisas assim. Deixe-o a vontade para falar, se abrir e vá introduzindo o assunto com calma. Evite uma conversa direta, incisiva. No fim, o resultado pode ser melhor do que o esperado.

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Bom...eu não quero polemizar...mas...

1) até o tesão pelo amigo do marido, ela sentia o que está sentindo pelo marido??? Uma pergunta simples e honesta.

2) como foi descrito...a cena de sexo entre ela e o marido, não parece de um cara idiota e nojentao que tem medo de tocar na própria esposa...ela teve uma atitude assertiva sobre o que queria e teve a compreensão e a atitude do marido...e, olha que engraçado, ele se surpreendeu com o que fizeram e pelo desempenho de AMBOS...será que a culpa do sexo sem graça é apenas do marido??? Pq foi só ela pensar no outro que o sexo foi ótimo...palavras dela...

3) ele chega cansado do trabalho e já quer dormir x ele não ajuda em casa, com as coisas que precisam ser feitas, com lavar prato, arrumar a mesa e etc...há algo não batendo aí...

Mas não seria melhor conversar, falar que está sobrecarregada, pedir compreensão e etc...

Sem fazer polêmica, mas tô escrevendo sobre algo a respeito...como coisas não ditas...compreensões erradas de situações e etc podem causar num relacionamento...acho que esse aspecto sempre precisa existir...

Tô falando tudo isso comprando a história de que é uma história real e a autora está realmente com dúvida...comprei essa ideia...então, não se trata de um conto erótico, mas do relacionamento dela,. Algo muito mais importante do que sentir tesão lendo a respeito.

E por último, as motivações que fazem um leitor de um conto são diferentes entre as pessoas (graças a deus). Eu gosto de histórias com sexo...de personagens e situações realistas...em que saia do óbvio e do clichê...sentir prazer por sentir, é muito melhor e mais rápido ir no x vide...os. nos temos gostos deficientes é normal.. vc poder se expressar por meio de opiniões é sagrado...por exemplo...eu acho contos de incesto uma merda e tá na moda hj em dia...eu nem p ler coisas como femdom ou scat (mas tem seu público)...eu fujo do clichê pauzudo alienígena x corno punheteiro....kkk...ou seja, 94 por cento do site...qd surge algo que pode ser um pouco diferente, ou bem escrito, como o do lael (por exemplo), me forço a ler.

Realmente vc tem razão...sentir tesão por ver homens humilhados, traídos e etc traz tesão para alguns...e talvez isso diz muito mais de quem lê e se excita....nisso concordamos cem porcento...

Acho que é isso...acho que foi uma resposta tranquila, textao TB...não tem motivo p incomodar, ser censurado e etc...a autora pediu nossa opinião...não pode sair censurando quem tem uma opinião que ela não concorde...seja real ou não a história.

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Rachei o bico aqui com vc dizendo que comprou a ideia. Vem cá, ô. Eu DUVIDO que ela tinha o mesmo tesão pelo Léo do que sentiu pelo Erick, meu anjo, nem tem como. A relação com o Léo dá a entender que é "normal". E no último conto não ficou claro como ela acabou casando com ele.

Mas olha só, esse trem que cê falou da cena dela e do Léo, na realidade ela ta idealizando, nem sei se foi assim que aconteceu, mas na IMAGINAÇÃO dela, com certeza foi. Veja que no primeiro capítulo o Léo chegou pra jantar, no segundo "quando chegou a noite" e ainda falou "ta louca hoje". veja que no capitulo 3 ele chegou cedo em casa e chegou antes que ela. sim, eu concordo que parece que faltou algo. Até por não estarmos vendo um conto por dia, como um diário. Mas pensa num trem assim, já pensou como ela ficou depois de ter dado o cuzinho pro marido? Mulher fica muito sensível depois disso. O esperado era ele preparar um café na cama pra ela, qualquer coisa, convidar pra jantar, sei lá. Depois de um cuzinho é sempre bom tratar muito bem pra ter mais. Se eu libero eu espero atenção, muita atenção, uai.

Também acho uma merda esses scat, incesto, humilhação.

mas dar opinião e sugerir algo é diferente de julgar.

Eu to toda excitada com esse conto e quero incentivar ela a dar pro Erick pois fico imaginando como ela vai contar isso pra gente.

Pelo que entendi desde o primeiro dia, ela queria ajuda pra conquistar o Erick e é isso que eu quero fazer, pois é o que me da tesão. Se é real ou não (acho que é real), eu não to preocupada, mas considerando uma situação real, eu quero ajudar a fazer as coisas pra ela ter prazer. Eu fico imaginando aqui se o Erick acabaria cedendo, a preocupação com a amizade e tudo o mais.

Tá tudo me parecendo real demais e isso me excita muito, as dúvidas dela. Mas eu não quero julgar, quero que ela curta, aproveite. Deixa as consequências pra se for pega. Se acabar o casamento, paciência, relacionamento assim não é legal não.

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E só p tirar a possível surpresa do próximo conto (talvez)...kkk.

Reparem que ela deixou o laptop aberto e disse que ficou escrevendo a história e etc ...e se o marido ler ou, pior, já ter visto antes os desejos dela pelo o amigo e está sofrendo com isso?

Pq realmente é estranho a mudança do cara...do nada passou a ser alcoólatra e adúltero??? Já que ela pede opinião...da uma olhada nisso mulher....kkkk...comprei mesmo a ideia de que é real e está no presente...kkk

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Meu anjo, que comentário maravilhoso! Cê falou tudo e mais um pouco, mas acertou na mosca, sô. Os sinais estão todos lá. Também acho que o Léo apronta alguma. Não me contive aqui quando você falou dessa de que o Léo ficar fora de casa com o Erick lá, essa parte a visão masculina pegou mais, eu não me ative a isso. Só sei que a Vivi é uma mulher carente com marido que devia estar mais presente. O que você falou desse sexo fora de casa é verdade. E saber se ela conversou com o marido já ou não é uma boa. Trazer essa conversa que alguns disseram de relacionamento aberto não me parece bom, mas pedir alguém puxar uma conversa dessas em alguma festinha num momento que ela não esteja perto, pode ser uma boa ideia. Mas o que eu sei é: mulher sozinha com homem bonito dentro de casa, uma hora o bicho pega. Se o Léo não se ligar, vai perder.

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meu entendimento de vida. Ela deveria ter uma conversa franca e definitiva com o marido e depois disso tomar qualquer atitude que melhor lhe conviesse, mesmo que fosse sair com outros homens, mas pelo menos teria a consciência de que esgotou o assunto com o marido e dessa firma ele de nada poderia reclamar. Porém ela também precisa testar esse marido que ou pode realmente ser gay ou então um corno manso enrrustido que vai adorar saber que é corno e a partir daí tratar a esposa como uma rainha

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Essa é uma boa ideia, uai! Diz como ela pode falar com o marido, ela já pediu ajuda.

Se fosse o Léo, o que queria que ela fizesse, uai?

E se fosse o Erick?

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Suelen isso na minha opinião é simples, basta ela ser verdadeira, falar de suas necessidades e de suas angústias para ele e ver lógico qual vai ser a reação dele. Tenho 30 anos de casado, somos liberais e tudo nosso sempre foi resolvido na conversa franca e honesta.

Pensa bem, se ela não tem condições de se abrir com ele pode ser um sinal de que essa relação já esteja no final.

pelo menos ela vai ter a mente tranquila por ter tentado.

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Bom...agora tudo está fechado...

O gostosão disponível, a esposa com desejo reprimido e o marido que do nada deixa de ser um cara bom, leal e etc, pra ser um merda...

Tudo bate...e no final a culpa será do marido, claro!!

Só não transforme ele num corno punheteiro...por favor...kkkk

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Cuidado manfi, tu falar o que é mostrado no conto está errado. Kkkkk

Ela fica indignada com o que a amiga fez com o Erick e quer fazer pior com o dela, vai entender.

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Tem base ele virar um corno punheteiro? Uai, só se for não saber as oportunidades que a vida dá, ou por preferir. Olha essa Renata, duvido que se chamar ela não topa alguma coisa mais quente. Ela dá todos os sinais, sô. Se duvidar até a Lúcia é capaz de entrar, embora ache mais difícil.

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Vivi, amiga, para de sofrer. Eu sou como a Renata, mas sem as separações, porque não precisa largar ninguém pra ser feliz. Tem mais é que aproveitar, uai! O Léo já não te dá atenção, não viaja com você, quase não te come direito, e ainda deixa primo dar em cima? Então aproveita o que o Erick oferece, nem que seja na imaginação igual você fez agora. Ficar se lamentando não vai trazer o tesão de volta. Se joga, mulher! Continua cuidando do maridinho, que ele nem percebe, e vai atrás do que te faz falta. A vida é curta e o pau amigo não vai cair do céu. Beijo e tô do lado de cá torcendo pra esse trem dar certo e você sentar logo no Erick de verdade. 😈 E se algo der errado, estamos aqui pra te ajudar. Não pense demais, siga os conselhos da Renata! To doida aqui pra achar uma piscina ou uma praia. Meu TZAO ta a mil! Obrigada por compartilhar tudo isso!

Saia mais com a Renata que sua vida vai ficar mais fácil. Convida a Lúcia. O Erick também não é o único pau do mundo.

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Batido!!! Marido que não dá atenção e o gostosão sempre atencioso, provavelmente, nos próximos capítulos ele terá um pau enorme e a ausência do marido justificará a traição!!!

Separar nunca é opção, quer viver, se sentir viva, mas sempre com o marido ao lado!!!

Torço pra que seja diferente dos 99% de contos de traição daqui!

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Uai, por que será que é assim, hein? A vida real não é conto de fadas, não. Marido que some, que não dá atenção, que deixa a mulher se sentir sozinha mesmo dormindo do lado… aí chega o boy gostosão atencioso, educado, que arruma o portão quebrado sem ninguém pedir. A vida é assim mesmo, meu anjo. Separação não é opção pra todo mundo, e a mulher quer é se sentir viva, amada, desejada, mulher quer PAU na hora que tá com vontade. Se o marido não faz, alguém vai fazer. Isso não é desculpa, é fato. E o pau do Erick ser maior que o do Léo já é esperado, senão a Paty teria reclamado. 😂Eu adoraria que meu marido soubesse o tanto de PAU que eu levo por fora. Eu sei que ele também tem as fugas dele, aliás foi por isso que me soltei. Acha que não passa pela cabeça conversar sobre isso? Relacionamento aberto, quando funciona é a melhor coisa que tem. Arreda esse trem dai e vamos que pensar em ajudar a VIVI a curtir mais a vida.

Contribui com ela ai meu anjo, se coloca ai no lugar do Erick e pensa no que queria que ela fizesse. Mas lembre que na vida real, a masculidade frágil faz com que 99% das vezes o marido se separe se descobrir a traição, mesmo que, na maioria das vezes eles aprontem muito mais.

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Vida triste, um enganando o outro!!! Caralho, se não posso confiar na esposa vou confiar em quem?

Acredito que por isso estou solteiro!!!

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Suelen, agora que vi em outro comentário que você tem um casamento liberal!!! Daí tudo certo, combinado não sai caro e é muito mais honesto que ficar os 2 se enganando num casamento perfeito!!!

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Aqui já vi que é realmente um conto fictício.

3 primeiros contos o Léo é um bom esposo e agora ele já não é mais.

Um momento a casa é térreo, tem jardim e portão, um pouco depois já é um prédio com elevador.

Vou acompanhar o desfecho do conto, mas tudo leva a crer que haverá realmente uma traição ou não, sendo enfatizado que o Erick é muito respeitoso pode ser que não traia a confiança do amigo.

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Tem base isso que cê tá falando não, meu anjo. Me deu uma gastura aqui. Cê tá lendo conto erótico ou fazendo auditoria de imóvel? Não seja intojado. Mulher não sai falando mal do marido à toa, não. A gente aguenta calada anos, minimiza, tem esperança, tem medo de julgamento. Quando finalmente fala, é porque o copo transbordou. A Vivi já deu sinais. Ela começou contando aqui por algum motivo. Léo some, não ajuda, sexo mecânico, nega fogo, primo assedia e ele finge que não vê. Isso não apareceu do nada, foi acumulando. Então para de fiscalizar, pica a mula e vai gozar, sô. Se for esperar coerência arquitetônica em conto de putaria, cê vai passar raiva. Eu hein. 😂 Cê queria o quê? Que ela desse o endereço da casa dela, o nome real, o zapzap? Cê é doido. Se põe aí no lugar do Erick e dá sugestões que todo mundo ganha mais.

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