O Presente de Aniversário

Um conto erótico de Nikolov
Categoria: Heterossexual
Contém 3002 palavras
Data: 26/04/2026 00:28:56

Se arrependimento matasse eu teria morrido depois de ter tido aquela conversa com minha filha.

O maior problema foi que ela entendeu que eu era um pai liberal e que tudo aquilo que se referisse a sexo estava liberado.

O que aconteceu foi que, se eu já me incomodava com ela desfilando com roupas íntimas na minha frente e muitas vezes até nua, entrar na sala com a intenção de assistir televisão e vê-la nua, estendida no sofá e tocando sua bucetinha me deixava estarrecido.

Abismado sim. Preocupado demais, porém, isso não impediu que eu me surpreendesse pensando em minha filha quando estava sozinho na minha cama. Até que chegou o dia em que comecei a me tocar e gozei batendo uma punheta enquanto imaginava que era eu a tocar sua xoxota.

Além disso, ela resolveu agir de forma a me provocar e muitas vezes cheguei a ter a impressão de que a intenção dela era me seduzir. Exemplo disso foi que aquele beijinho costumeiro na face, cada vez mais, estava se aproximando de minha boca e os abraços que antes eram inocentes passaram ter outra conotação, com seu corpo se esfregando no meu enquanto ela mantinha um sorriso malicioso em seus lábios, enquanto eu corria para o banheiro do meu quarto para aliviar o meu tesão.

E quando eu pensei que a situação estava ficando insuportável, ela deu um jeito de piorar e Petra começou a ser uma presença tão constante em minha casa que muitas vezes dava a impressão de ser um novo membro da família.

Se saber que Tina e sua namorada estavam fechadas no quarto já era constrangedor, imagine ouvir os gemidos de prazeres que elas não faziam nenhuma questão de abafar e, para piorar, isso deixou de me irritar e comecei a ficar excitado quando os ouvia.

Então chegou o momento crucial naquele imbróglio. Era uma sexta-feira e, ao chegar em casa depois de um dia extenuante de trabalho, me deparei com inúmeras malas e sacolas esparramadas na minha sala e, antes que eu pudesse perguntar o que estava acontecendo, Tina falou enquanto descia as escadas:

– Papai, precisamos ter uma conversa séria.

Essa é uma frase que, por si só, já assusta. Mas quando vem acompanhada da situação que tinha a minha frente, fiquei realmente preocupado. Sabendo que uma intimação de uma conversa partindo de sua filha única é uma ordem inquestionável, fui até o sofá com certa dificuldade em desviar das coisas esparramadas no chão.

Não tive a oportunidade de perguntar o que se passava, pois mal me sentei e a Tina já começou a falar:

– Papai, aconteceu uma coisa muito séria.

– Eu já estava desconfiado disso mesmo! – Falei olhando desconfiado para as malas. – Do que se trata?

– São os pais da Petra, papai. Eles viram ela e eu nos beijando no quarto dela e deu o maior rolo.

– Imagino. Eu não conheço os pais dela, mas dá para ter uma ideia.

– Então. Só que eles são uns pais de merda e expulsaram a Petra de casa.

– Expulsaram? Como assim?

– Oras papai. Expulsaram. Mandaram embora. Disseram que a Petra não é mais filha deles. Essas coisas.

– E?

– E ela não tem para onde ir. Então ela vai ficar aqui até os pais dela mudarem de ideia.

– Ah! Ficar aqui. Morando nessa casa. E onde ela vai dormir?

– No meu quarto, lógico! Onde mais poderia ser?

– No seu quarto. Olha minha filha. Não sei se isso é uma boa ideia.

– Não é. Eu sei disso. Mas o que eu poderia fazer?

– Não sei, Tina. Ela não tem nenhum parente morando na cidade?

– Ter tem, papai. Mas é muito longe. De que jeito ela vai para o colégio? O ano está quase terminando e não dá para pensar em uma transferência agora.

Ouvido a Tina, fiquei satisfeito que pelo menos ela estava pensando racionalmente, pois pelo que eu entendi, sua intenção não era que Petra ficasse morando em nossa casa para sempre e sua justificativa com relação aos estudos era muito pertinente.

Por outro lado, tudo aquilo podia ser uma manobra muito bem orquestrada pelas duas garotas. Ao colocar a questão de uma forma onde o que estava em jogo eram os estudos de Petra, eu era colocado em uma situação em que, se ficasse contra, assumiria o papel de vilão da história.

Mesmo assim, achei que era melhor exercer o papel de cabeça da família e dar a última palavra, então falei:

– Muito bem. Vou pensar a respeito e depois te informo o que decidir.

– Como assim, papai? Pensar em mais o que? O que isso significa?

– Significa que essas malas vão ficar onde estão até que eu decida.

– Você não pode fazer isso, papai! Onde já se viu isso? Você está dizendo que não vai aceitar que a Petra tenha um lugar para ficar? Vai jogar ela na rua?

Lá estava a resposta às minhas dúvidas e esse tipo de chantagem emocional se encaixava muito bem em um segundo ato no teatrinho que as duas tinham montado. Mesmo assim, fui firme sem ser definitivo:

– Não disse que vou expulsar sua amiga dessa casa, Tina. O que estou dizendo é que precisamos ver a situação por vários ângulos e depois decidir.

– Isso não é justo! Não acredito que você vai fazer isso com a minha amiga

– Menos Tina. Não estou fazendo nada. Só disse que vou pensar no assunto. Está muito cedo para fazer drama. E pode parar com essas lágrimas que estamos diante de uma situação muito séria.

– Então tá bom, papai. Mas pense com carinho viu? Não seja tão severo com minha amiga.

– Tudo bem, minha filha. Agora eu vou subir, tomar um banho, enquanto você providencia alguma coisa para comer. Depois da janta nos reunimos e conversamos a respeito dessa situação.

Para deixar claro que Tina esperava resolver a situação na primeira conversa, ela se levantou e subiu as escadas pisando duro e sem olhar para trás. Eu a segui e entrei no meu quarto, fechando a porta atrás de mim, já sabendo que no fim da história teria que aceitar o que minha filha estava me pedindo.

Durante as duas horas seguintes o comportamento de Tina e Petra serviram para comprovar que eu estava certo, pois as duas garotas agiam como se quisessem provar que a permanência da amiga de minha filha em nossa casa era algo que traria benefícios. Houve momentos em que tive que me controlar para não rir diante de tanta cortesia da parte delas que faziam de tudo para me deixar à vontade.

Quando me levantei da mesa já sabia que logo seria cobrado sobre a minha decisão e, antes que a Tina perguntasse, falei sem olhar para elas:

– Tudo bem, Tina. A Petra pode ficar aqui em casa até o final do ano. Mas depois que as aulas se encerrarem, resolvam a situação dela.

A hora escolhida para dar a resposta foi estudada por mim que não queria me ver diante de uma grande comemoração, pois enquanto falava já ia me dirigindo ao meu quarto e, quando subia a escada, falei para as duas que estavam coladas no chão sem saber o que fazer:

– E arrumem essa bagunça. Tirem essas malas da sala.

Durante o resto da noite fiquei assistindo TV no meu quarto enquanto ouvia as duas subindo e descendo a escada para transportar a parafernália de Petra.

Em menos de uma semana eu já estava arrependido da minha decisão. Se eu já sofria com o comportamento de Tina que vivia mostrando seu corpo para mim, o problema estava duplicado, pois agora eram duas mulheres lindas exibindo seus corpos a todo instante e, para piorar, Petra parecia ter algum motivo para não usar calcinha, pois quando não a via andando do corredor para o quarto que dividia com Tina totalmente nua, era comum mostrar sua buceta quando usava saia, ou mesmo um de seus shorts largos que permitia ter uma visão daquela maravilha quando ela se sentava de pernas aberta sem se importar com o que estava sendo mostrado.

E as coisas ficavam ainda pior quando eu resolvia assistir televisão na sala e elas se sentavam, cada uma de um lado, e ficavam conversando e fazendo movimentos onde seus seios se espremiam contra meu corpo ou suas coxas se esfregassem nas minhas. E depois, era difícil a noite em que eu não ficava acordado até tarde enquanto ouvia a sinfonia de sons provocados pelos prazeres que elas proporcionavam uma à outra.

E eu agora tinha duas musas para imaginar enquanto tinha meus prazeres solitários.

Cerca de um mês depois de ter acolhido Petra sob o meu teto, já estávamos na metade do mês de novembro e chegou o dia de meu aniversário. De manhã, antes de sair para o serviço, comentei com Tina sobre nossa rotina nesses dias, pois era costume que, tanto no meu aniversário como no dela, a gente saísse jantar em um restaurante e, para não parecer mal-educado, dessa vez estendi o convite à Petra.

Qual não foi minha surpresa quando minha filha se negou falando:

– Melhor não, papai. Olha, se você fizer questão, a gente pode sair para jantar na sexta-feira. Só você e eu. Mas hoje eu tenho uma coisa muito importante para fazer e não vai dar.

Uma boa notícia e uma notícia ruim. Ao dizer que seríamos só nós dois naquele jantar tradicional, Tina me deu motivo para ficar feliz com ela por se preocupar em ter um dia só nosso. A ruim foi a de que, pela primeira vez em anos, o nosso jantar de aniversário não seria no dia exato dele, pois esse era um costume que sempre foi observado tanto no meu aniversário como no dela.

Triste, engoli em seco sabendo que agora a minha querida Valentina não era mais só minha. Eu sempre soube que um dia teria que aceitar que ela dividisse o amor dela com alguém, só não esperava que esse alguém fosse outra mulher.

Tudo isso pesou no meu comportamento durante o expediente e cheguei a ser grosseiro com colegas de trabalho sem nenhum motivo justificável e aceitei os cumprimentos pela data com uma frieza que causou espanto entre meus companheiros.

Quando cheguei em casa depois de um dia cansativo, mais pelo meu estado de espírito do que por motivos profissionais, estranhei a encontrar a casa às escuras e me lembrei que Tina dizia que tinha uma coisa muito importante para fazer e quase chorei ao saber que, depois do dia que tive, ainda iria passar o resto dele em total solidão. Desanimado, abri a porta da sala e estendi a mão para ligar a luz da sala e, ao fazer isso, a sala explodiu não apenas em iluminação, mas também em alegria:

– FELIZ ANIVERSÁRIO, PAPAI! – Gritaram Tina e Petra a uma só voz.

Quando olhei para elas, tive que dar um soco no peito para garantir que meu coração não parasse de bater e descobri que estava errado, pois o ritmo estava tão acelerado que achei que ia escapar pela minha boca.

Antes que conseguisse me recuperar, fui atacado pelas duas que disputavam o direito de me abraçar primeiro. Lógico que dei um jeito de favorecer Tina e Pietra pareceu notar e, para minha satisfação, aceitou esse fato com um brilho nos olhos enquanto minha filha se pendurava no meu pescoço e dava beijinhos rápidos em meus lábios até que, lembrando-se da amiga, afastou-se e falou:

– Agora é a vez da Petra. Vem querida. Vem dar os parabéns para o papai Niko.

A loira se aproximou com um sorriso nos lábios, me abraçou e falou ao meu ouvido:

– Parabéns e felicidade para você em todos os dias da sua vida. Só que a Tina e eu vamos fazer com que hoje seja o melhor da sua vida.

E antes que eu pudesse responder, Petra encostou sua boca na minha e começou a me beijar. Assustado, fiquei imóvel, mas quando aquela língua macia forçou passagem para dentro da minha boca, perdi completamente o controle e a abracei com força enquanto dava passagem para que ela explorasse minha boca do jeito que quisesse.

Quando nos separamos, olhei para minha filha fazendo um movimento do rosto como se fosse um pedido de desculpa por ter acabado de beijar sua namorada e vi que ela fazia parte daquilo e olhava para mim com um sorriso em seu lindo rosto.

Tudo isso, mais o susto que tive quando acendi a luz, fez com que eu ficasse sem saber o que fazer, pois as roupas que elas escolheram para me receber eram, no mínimo, um convite ao pecado.

Tina usava um baby-doll totalmente transparente, embora não precisasse, uma vez que não havia como fechá-lo na frente, havendo apenas um laço na altura dos seios e depois se abria mostrando seu corpinho delicioso, me assustando quando pensei que ela não usava calcinha, descobrindo depois que usava, se é que dá para chamar aquilo de calcinha, pois não passava de um pequeno triângulo cobrindo sua xoxota ligado a tiras que só serviam para mantê-lo naquela posição.

Se Tina estava provocante. Petra era um convite ao pecado. A loira estava vestida com uma camisola de um tom rosa muito claro. O comprimento da roupa era normal indo até a altura de seus joelhos, o que não aliviava em nada o meu desespero, pois o tecido era totalmente transparente e ela não usava nada por baixo dela.

Enquanto eu tentava me controlar, as duas me levaram para o meio da sala e Tina avisou:

– Hoje a Petra e eu vamos controlar a sua noite. Já está tudo programado. Primeiro você vai tomar um banho, depois vamos jantar e em seguida festejar…

– Não Tina. Primeiro é o presente. Você se esqueceu? – Interveio Petra.

– Mas o presente não é durante os festejos? – Perguntou minha filha demonstrando que havia uma falha no planejamento delas.

Petra inclinou a cabeça para o lado e ficou pensativa até que anuiu:

– Verdade. Assim fica melhor porque vai ser surpresa.

Dizendo isso, cada uma delas segurou uma de minhas mãos e me puxaram para a escada e depois até o quarto quando começaram a me despir e reclamei:

– Podem parar. As duas. Eu ainda dou conta de tomar banho sozinho.

– Ah papai! Não seja um chato. Assim você estraga a brincadeira.

– Deixa Tina. Não força não. Melhor deixar o papi Nico fazer do jeito que quiser. Afinal, ele é o aniversariante e é quem manda hoje.

– Tá bom então. Mas que você é chato é, viu senhor Nelson.

Fiquei assustado, pois quando Tina só se dirigia a mim usando o tratamento de senhor quando estava chateada e, se usasse o meu prenome então, o melhor era sair de perto. Só que, ao olhar para ela, vi que se tratava de uma brincadeira e ela estava rindo de mim.

Enquanto eu entrava no banheiro, Tina voltou a falar, dessa vez usando um tom de voz que indicava que o que dizia era uma ordem que não podia ser descumprida:

– Quando você sair do banho, vista a roupa que vamos deixar sobre a cama. Nem se atreva a me desobedecer.

Quando sair do banheiro depois de um banho demorado por causa do tempo que dever para tentar controlar o meu tesão, estava preocupado conte o tipo de roupa que elas tinham preparado para mim. Entretanto, fiquei surpreso ao ver que se tratava de uma Bermuda nova, mas não havia nenhuma camisa. Vesti a bermuda sem cueca porque não havia nenhuma sobre a cama e, como notei que elas estavam descalças, não usei chinelos e desci para ir me encontrar com elas que aguardavam sentadas no sofá de uma forma comportada, fato que estranhei porque não era comum.

Ao me verem descendo a escada, se levantaram e, a exemplo do que fizeram antes, pegaram em minhas mãos e me levaram para a mesa onde havia um jantar pronto para ser degustado e, para minha surpresa, era um de meus pratos preferidos. Filé a parmegiana, arroz e salada de tomate e alface. O ambiente ficou descontraído, principalmente depois que Tina, de uma forma educada, o que não era seu costume, pediu autorização para beber vinho, o que concordei por não querer estragar a festa preparada por elas.

Depois do jantar, um pequeno bolo foi cortado, com a tradicional música e algumas fotos. Então veio a surpresa maior, com Tina anunciando:

– Agora, vamos aos presentes. Papai, a bermuda foi um presente da Petra e eu comprei uma sandália nova pra você. Mas o presente principal não é nenhum desses. Ela vai explicar.

– É o seguinte, Niko. – Falou Petra usando meu apelido, o que já estava se tornando um costume. – Nós temos três possibilidades. Cada uma delas está escrito em um desses cartões. Você vai escolher ou prefere sortear?

– Eu prefiro o sorteio. – Respondi entrando na brincadeira delas.

– Então é o seguinte. As três possibilidades são: Primeira – Você vai dormir comigo hoje. Segunda – Você vai dormir com a Tina e tirar a virgindade dela. E a terceira, você vai poder dormir com as duas. Como você optou pelo sorteio, aqui estão, escolha um deles.

Isso me deixou preocupado e eu sabia que estava numa sinuca de bico. Eu dormir com minha filha era algo muito errado. Dormir com as duas então era mais errado ainda. E dormir com a Petra, o que seria o menos ruim, também causaria problema, pois a Tina não ia ficar feliz com isso. Esses problemas fizeram com que eu me sentisse aliviado por ter optado pelo sorteio.

Isso tudo porque eu sabia que, por mais errado que fosse, não tinha mais como fugir. Naquela noite eu ia foder uma das duas. Ou talvez até as duas. Pensando nisso, fui até a Petra que segurava os três cartões na mão e, como sempre faço ao fazer uma escolha entre possibilidades ímpar, segurei a que estava no meio.

Já envolvido naquele clima de pura sacanagem, virei o cartão lentamente para dar suspense ao fato e quando olhei, arregalei os olhos e as encarei.

– Vamos logo, papai. Mostre pra gente o que está escrito.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive Nikolov a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários