Os dias que se seguiram foram mergulhados em uma névoa de paranoia. Tudo parecia estranho, fora de esquadro. Eu evitava o olhar da minha mãe à mesa, sentindo um peso no peito, como se o crime estivesse tatuado na minha testa à espera de uma punição. No banho, a cena no box voltava como um assombro; eu fechava os olhos, minhas mãos buscavam o relevo do meu corpo tentando reviver o toque dela, mas a culpa vinha logo em seguida, fria e cortante, me fazendo parar no meio do caminho, frustrado e trêmulo.
Enquanto isso, meu celular não tinha paz. Samantha me bombardeava com mensagens que eu visualizava, mas não tinha coragem de responder.
"Enviei o dinheiro do conserto. Se precisar de mais alguma coisa, já sabe quem chamar... e não se preocupe com 'gorjetas' extras."
Logo abaixo, vinha o golpe de misericórdia: uma foto tirada de cima, do pescoço para baixo. Ela vestia apenas uma lingerie de renda preta, minúscula, que entrava na fenda da buceta de forma obscena. A legenda queimava meus olhos: "O Bruno mandou te dar um mimo a mais por ter ajudado ele com o chuveiro, mas acho que você não vai se importar se eu usar o dinheiro para comprar isso aqui, não é?"
O cinismo dela era insuportável. Ela usava o nome do marido, a confiança da minha família, como se fosse um brinquedo.
Alguns dias depois, o silêncio da casa parecia me dar uma trégua. Eu estava no meu quarto, debruçado sobre a mesa, tentando focar o barulho da máquina de tatuagem no couro sintético. A agulha perfurando a borracha era o único ritmo que me acalmava, até que a voz da minha mãe, Michele, veio do portão:
— Micael! Vou sair rapidinho para resolver uma coisa, você fica bem sozinho?
— Claro, mãe! — gritei de volta, sem desviar os olhos do desenho. — Vou continuar treinando aqui.
Ela tinha notado que eu andava mais ansioso, mais "na minha", e acho que sentia que me dar um pouco de espaço ajudaria. Mal sabia ela que estava abrindo a guarda. Poucos minutos depois, ouvi o estalo do portão novamente e o som de passos decididos subindo a varanda, corri até a sala pra ver o que tinha acontecido
— Já voltou? — perguntei, estranhando a rapidez. — Não demorou nem...
As palavras morreram na minha garganta. Na porta da sala, não era minha mãe. Era Samantha.
Ela sustentava um sorriso cínico, encostada no batente. O vestido de alça vermelho era simples, mas o caimento era cruel; o tecido fino desenhava cada curva, e a ausência de sutiã era óbvia pelo modo como o busto se movia livremente a cada respiração dela.
— Não demorei? — ela repetiu, a voz carregada de uma malícia suave. — Puxa, e eu achei que você nem estava mais me esperando, de tanto que me ignorou.
Ela entrou na casa sem pedir licença, invadindo meu refúgio com aquele cheiro de sândalo que eu ainda sentia nos meus dedos à noite.
— Sua mãe me ligou preocupada. Disse que você estava triste, meio introvertido... e me pediu para vir aqui te dar "uma força".
O pânico subiu pela minha espinha. A imagem dela ajoelhada no azulejo molhado, o gosto do pecado e o medo de ser pego colidiram na minha mente. Eu estava estático, a máquina de tatuagem ainda vibrando debilmente na minha mão, como um coração elétrico.
Samantha deu um passo à frente, diminuindo a distância até eu conseguir sentir o calor que emanava daquele vestido.
— Desculpa, tia... eu, sinceramente, não entendo o que aconteceu ali — disparei, as palavras se atropelando na minha garganta enquanto eu tentava manter o que restava da minha postura.
Samantha não respondeu de imediato. Em vez disso, ela esticou o braço para trás, alcançando a maçaneta. O som do trinco se encaixando na porta de casa ecoou como um veredito, isolando-nos do resto do mundo.
— Não gostou do agrado extra depois do serviço? — ela perguntou, dando um passo à frente. Sem esperar resposta, ela pegou minha mão e a guiou calmamente até a curva da sua cintura, onde o tecido vermelho do vestido era quente e fino contra a minha palma.
— Não... foi ótimo, mas... calma. Não é que eu achei ótimo — continuei gaguejando, sentindo meu rosto arder. Eu queria parecer firme, mas meu corpo me traía a cada toque dela.
Ela ignorou meus protestos e aproximou o rosto, parando a apenas dois centímetros da minha boca. O calor que emanava dela agora era sufocante, misturado ao cheiro doce da respiração dela.
— Você precisa pensar com calma... — ela sussurrou, antes de selar nossos lábios.
Foi um beijo profundo, exploratório, que parecia silenciar o caos na minha cabeça. Por um segundo, a vibração da máquina de tatuagem na minha mão foi substituída pela pulsação do meu próprio sangue. Era gostoso, quase acolhedor, mas o medo de estar fazendo algo imperdoável ainda latejava no fundo da minha mente.
— Calma, tia. É sério... vamos conversar antes — me afastei do beijo de maneira desesperada, o peito subindo e descendo com a respiração curta.
Ela me olhou por um instante, estudando minha resistência com uma paciência predatória. Então, mudou a tática. Sua expressão suavizou, tornando-se quase vulnerável.
— Micael... a tia é bonita?
— Sim, claro... muito bonita — respondi sem pensar, caindo na armadilha óbvia.
— Então? Eu não sou feia, e você mesmo confessou que adorou o que aconteceu no box. Eu sou apenas uma mulher pedindo um pouco de conforto para um homem...
Antes que eu pudesse formular qualquer argumento sobre moralidade ou família, ela se ajoelhou no chão do quarto, bem na minha frente. Suas mãos, ágeis e decididas, alcançaram o elástico do meu short de pano, baixando-o sem resistência.
— Seja meu homem só por hoje, Micael... a titia precisa tanto disso — ela continuou, usando uma voz de dengo, manhosa, que desarmou o último pilar da minha vontade.
Antes que eu pudesse falar de moralidade, ela se ajoelhou. Suas mãos, ágeis e experientes, baixaram meu short de pano. Eu estava sem cueca, e o ar fresco do quarto atingiu meu pênis, que já pulsava em resposta à presença dela.
— Eu fiquei imaginando esse monumento várias vezes — ela sussurrou, beijando a ponta da glande. O choque elétrico percorreu minha coluna, me fazendo arquear as costas.
Eu tentava respirar, mas o oxigênio parecia ter acabado. O tio Bruno ignorava aquela mulher; ela, que sempre parecia tão analítica, agora devorava cada centímetro de mim com uma fome que beirava o desespero.
— Seu pau é tão lindo e grande... — ela murmurava entre lambidas, batendo a língua contra a pele retinta e tensa. — O do Bruno tem espessura, mas nada se compara a isso aqui.
Eu não raciocinava mais. Os elogios sujos inflavam meu ego tanto quanto o sangue inflava meu membro. Segurei os ombros dela com força, os dedos afundando na pele macia enquanto eu olhava para baixo, vendo-a se entregar ao que eu tinha a oferecer.
Samantha abriu a boca e começou a me engolir. A sensação térmica — o calor úmido da boca contra o aperto da garganta — era algo que nenhum treino de academia ou desenho técnico poderia ter me preparado para sentir. Ela tirava a boca, revelando fios de saliva e olhos marejados de prazer, apenas para voltar a mergulhar com mais vontade.
A palavra "tia" morreu ali. Eu não era mais o sobrinho. Eu era o homem que ela desejava.
Puxei as tranças dela, forçando-a a me encarar.
— Eu só quero meter meu pau dentro de você — rosnei, a voz rouca de uma excitação que eu nem reconhecia.
Ela sorriu. Um sorriso de quem tinha vencido a guerra.
— Certo. Me fode gostoso.
Samantha levantou-se e, com um movimento fluido, despiu o vestido vermelho. Ela estava nua. O corpo de milf era uma obra de arte: peitos fartos com auréolas escuras e bicos rígidos, curvas que pareciam esculpidas para o encaixe e coxas grossas que prometiam me prender.
Ela se apoiou no sofá, oferecendo a bunda em um ângulo que desafiava meu autocontrole.
— É só colocar... minha buceta é sua — ela disse, a mão deslizando pelo clitóris.
Aproximei-me, o coração martelando contra as costelas. No nervosismo da estreia, eu não achava o caminho. Samantha soltou uma risada curta e excitada; ela virou a mão para trás, agarrou meu pau com firmeza e o guiou para a entrada do seu santuário.
Entrei lentamente. Senti a resistência inicial, o calor abrasador e a umidade que me envolvia como um abraço apertado.
— Tá me rasgando toda... que delícia! — ela arquejou, entregando-se ao prazer.
Segurei a cintura dela, sentindo a vibração de cada estocada. Eu era um iniciante, estocava lentamente, hipnotizado pela visão daquela bunda grande balançando com as batidas ritmadas.
— Vai, Micael! — Samantha reclamava gemendo, a voz abafada contra o sofá. — A tia aguenta, fode com mais força!
Eu não queria decepcioná-la. Acelerei as estocadas, dando golpes mais fortes e profundos dentro dela. O silêncio da casa tinha mudado drasticamente para o som visceral de carne batendo na carne, enquanto Samantha gemia palavras de afirmação entre dentes.
— Isso! — ela gritava. — Saudades de ser fudida assim!
Eu estava no meu limite, apertando a cintura dela com tanta força que meus nós dos dedos estavam brancos.
— Eu quero gozar — falei, a voz falhando, implorando para finalizar.
— Eu também, Micael! Goza dentro de mim, vamos gozar juntos! — Samantha gritava entre os suspiros finais.
Derramei tudo dentro dela, chegando ao meu limite físico e mental. As paredes da buceta dela me apertavam ainda mais, sugando meu pau em espasmos ritmados, mostrando que ela também estava tendo seu orgasmo. Nos afastamos cada um para o lado, respirando forte, exaustos. Eu pela inexperiência e adrenalina, e Samantha por ter transado com vontade depois de tanto tempo.
— Você é jovem mesmo... parece que ainda quer mais — Samantha disse, olhando para o meu pau que, mesmo após gozar, já começava a dar sinais de recuperação sob o olhar dela.
Nem tive tempo de responder. O estalo seco do portão ecoou pela casa, sinalizando que minha mãe tinha chegado. O pânico gélido substituiu o prazer instantaneamente. Samantha saltou do sofá com uma agilidade surpreendente, correndo para o banheiro segurando o vestido vermelho que estava jogado ao chão. Eu me apressava para vestir o short, sem me importar com meu pênis que já estava mole com o susto brutal.
— Oi, Mica! — Michele falou entrando na casa, a voz alegre. — Cadê a Samantha? Ela te ajudou a melhorar?
— Sim, mãe — ri de nervoso, limpando o suor da testa com a mão trêmula. — Ela me ajudou... até fazendo alguns exercícios físicos.
— Oi, irmã! — Samantha falou, aparecendo na porta do banheiro, com o vestido já no lugar, mas o rosto ainda corado. Ela correu e abraçou a irmã. — Falei que o Micael ficaria melhor.
Michele cheirou o ar, arqueando as sobrancelhas ao sentir o cheiro forte e característico do sexo recente que acabávamos de ter feito na sala.
— Acho que vou toma um banho. Tô acabada, tive que me esforçar o dobro hoje na academia — minha mãe continuou, olhando de relance para mim e depois para a irmã. — Pode ficar aí, Samantha.
— Não se preocupe, minha irmã querida. Vim aqui só animar meu sobrinho amado, já vou para casa — Samantha se despedia, fazendo um carinho cínico no meu rosto antes de sair.
As coisas pareciam ter sido acertadas, porém, Michele escondia um segredo daquela noite que faria essa história continuar por um longo tempo.
