Quando o amor incomoda - 32

Um conto erótico de mrpr2
Categoria: Gay
Contém 1649 palavras
Data: 23/04/2026 20:19:16

Na sala de estar da casa de Gustavo, iluminada apenas por abajures quentes que lançam sombras douradas sobre os móveis de madeira escura e os sofás macios. O ar está carregado de uma energia mais agradável que a alguns momentos atrás, como se a casa inteira soubesse dos desejos que se moviam entre suas paredes.

Eduardo entra com passos decididos, os olhos brilhando de fome acumulada. Sem dizer uma palavra, ele envolve a cintura de Manu com os braços fortes e a suspende no ar como se ela não pesasse nada. Manu solta um suspiro surpreso que rapidamente se transforma em um gemido baixo quando os lábios dele tomam os dela num beijo profundo, possessivo, quase devorador. As línguas se enroscam com tesão. As mãos de Eduardo apertam as coxas dela contra seu quadril, deixando claro o quanto está duro por baixo da calça.

— Olha, eu até faria companhia a vocês… — Murmura Eduardo contra a boca de Manu, a voz rouca, carregada de tesão — mas estou louco de saudades da minha namorada. Bom jantar.

Eduardo não espera resposta. Ainda com Manu agarrada ao seu corpo, ele a carrega pelo corredor em direção ao seu quarto, os corpos colados, as respirações aceleradas. A porta se fecha atrás deles com um clique seco, e o som abafado de risadas misturadas com beijos molhados ecoa por alguns segundos.

Na cozinha, o ambiente é mais quente e acolhedor, com o cheiro de comida caseira no ar e a luz amarelada das lâmpadas sobre a mesa. Gustavo e Luiz Felipe entram juntos. Mirian e Jorge recebem Luiz Felipe com sorrisos largos e abraços sinceros, felizes com a presença do rapaz. Enquanto Mirian prepara um prato generoso, Luiz Felipe se senta ao lado de Gustavo. Seu corpo está tenso, as mãos levemente trêmulas sobre a mesa. Mesmo já tendo estado ali tantas vezes, esta é a primeira vez que se senta como namorado de Gustavo, ainda que seja um “quase segredo”. Seus olhares se cruzam por um segundo, o desejo reprimido brilha nos olhos de Luiz Felipe, misturado com um nervosismo excitante que faz seu coração bater mais forte.

Enquanto isso, na estrada quase na saída da cidade, dentro do motel, Gurizão vibra com luzes neon vermelhas e rosadas refletindo nas janelas. Dentro de um dos quartos, Gurizão e Marilda se entregam sem pudor ao desejo. O ar-condicionado velho ronrona baixo, mas não consegue combater o calor que já toma conta do ambiente. O cheiro de perfume masculino e o perfume doce de Marilda se mistura no ar como um afrodisíaco pesado.

Gurizão está deitado de costas na cama king size, o corpo largo e musculoso. A camiseta dele foi jogada no chão há minutos. Marilda, completamente nua agora, sobe nele devagar, os joelhos afundando no colchão dos dois lados dos quadris dele. Seus seios pesados balançam livres enquanto ela se posiciona, a boceta já molhada e quente roçando contra o pau grosso, rosado e latejante de Gurizão. Ela olha para ele de cima, olhos semicerrados de desejo, lábio inferior preso entre os dentes. Um sorriso safado se abre devagar.

— Tá louco por isso, né, safado?

Sussurra a loba, com a voz sedutora, quase um gemido.

Sem esperar resposta, Marilda desce sobre ele com um movimento lento e profundo. Os dois soltam um gemido longo ao mesmo tempo quando ele a preenche por inteiro. Ela joga a cabeça para trás, os cabelos longos caindo nas costas, e começa a cavalgar. Devagar no início, rebolando os quadris em círculos largos, sentindo cada centímetro dele duro, firme, jovem dentro dela. Os seios sobem e descem hipnoticamente. Gurizão agarra a cintura dela com as duas mãos grandes, dedos afundando na carne macia, guiando o ritmo. Seus quadris sobem para encontrar cada descida dela, estocadas cada vez mais fortes, mais fundas.

O quarto enche-se de sons molhados: o estalar da pele suada se chocando, o barulho obsceno da boceta dela engolindo o pau de Gurizão, os gemidos roucos de Gurizão misturados com os suspiros agudos e entrecortados de Marilda. Ela se inclina para frente, apoiando as mãos no peito dele, unhas arranhando levemente a pele clara do rapaz. Os rostos ficam próximos. Ele captura um mamilo endurecido de tesão de Marilda com a boca, chupando forte enquanto ela acelera o ritmo, quicando agora com urgência, o clitóris roçando contra o corpo dele a cada descida.

— Mais forte… me fode mais forte.

Marilda pede, quase uma ordem, a voz falhando de prazer.

Gurizão rosna, vira os dois de repente, colocando Marilda de quatro na cama. Ele entra nela por trás com uma estocada única e profunda que faz ela gritar de prazer. As mãos dele seguram firme os quadris, puxando-a contra si enquanto mete sem piedade. O som dos corpos batendo ecoa alto no quarto. Marilda agarra os lençóis, rosto enterrado no travesseiro, bunda empinada recebendo cada investida. O suor escorre pelas costas dela. Gurizão se inclina, uma mão deslizando por baixo para esfregar o clitóris inchado dela enquanto continua metendo, cada vez mais rápido, mais bruto, até os dois chegarem juntos ao gozo. Gurizão gozando fundo dentro da patroa com um gemido animalesco, Marilda tremendo inteira, boceta pulsando ao redor dele num orgasmo que a deixa mole e ofegante.

Eles caem na cama embolados, respirando pesado, corpos ainda conectados, com o neon vermelho piscando sobre a pele suada.

Longe dali, em casa, Rogério está deitado na cama, com uma dor de cabeça latejante e o gosto amargo de corno na boca, imaginando onde estava e o que sua mulher, Marilda está fazendo longe de casa a noite sem lhe comunicar.

No quarto de Milena, a iluminação é intencionalmente sedutora: luzes LED rosadas e roxas criam um clima íntimo e provocante. Ela está diante da câmera, vestindo apenas uma lingerie transparente que mal cobre os mamilos endurecidos. Com movimentos lentos e deliberados, ela explora o próprio corpo, deslizando as mãos pelos seios, descendo pela barriga até entre as coxas, usando os produtos da sua loja virtual de sexshop. O olhar direto para a lente é puro fogo: um misto de empoderamento e tesão genuíno. Ela morde o lábio inferior enquanto geme baixinho, sabendo que seu público está assistindo, sentindo o mesmo calor que ela provoca. Cada gesto é calculado para atiçar, para vender desejo, tanto para a publicidade de sua loja virtual, quanto para o seu canal 18+.

Na casa de Romário, a sala está escura, iluminada apenas pela luz tremulante da TV. Luiza e Pamela estão sentadas no sofá, mas o “quarteto” planejado nunca se formou já que o primo de Romário não apareceu. O clima entre Pamela e Romário esquenta rapidamente: olhares carregados, mãos que se tocam “sem querer” na coxa, respirações mais pesadas. Quando Pamela se inclina e beija Romário com fome, a língua dele invadindo sua boca enquanto a mão desliza por baixo da blusa dela, Luiza percebe que sobrou. Com um sorriso meio decepcionado, meio compreensivo, ela decide ir embora, deixando os dois se perderem no sofá, corpos se apertando, roupas começando a ser tiradas.

Do lado de fora, sob a luz prateada da lua cheia, a noite quente de Serra Verde envolve Brian e Miguel como um abraço úmido. Brian, percebendo o namorado chateado, resolveu animá-lo do jeito mais romântico possível naquela cidade pequena. Os dois caminham lado a lado, dedos entrelaçados, até a sorveteria. São os últimos clientes. O dono fecha as portas logo depois que eles saem, sorvetes na mão. O doce frio derretendo na língua de Miguel vai suavizando seu humor. Brian fala baixo, a voz carinhosa, fazendo o namorado rir. O clima entre eles é leve, mas carregado de uma ternura que facilmente pode virar desejo.

De repente, Luiza aparece no caminho. Seus olhos brilham ao reconhecer os dois, especialmente Brian. Ela puxa assunto com um sorriso malicioso, o corpo levemente inclinado na direção dele, tocando o braço de Brian “sem querer” enquanto fala da noite em que os rapazes se mudaram. As segundas intenções são óbvias no tom da voz e no jeito como morde o lábio. Miguel sente o ciúme subir quente pelo peito, o corpo ficando tenso ao lado do namorado.

De volta à casa de Gustavo, o jantar termina. O ar na sala parece mais denso. Gustavo olha para Luiz Felipe com um brilho predatório nos olhos e chama o namorado para o quarto com um gesto discreto da cabeça. Luiz Felipe hesita por um segundo, o coração disparado de medo de um possível flagra de Eduardo ou dos pais. Mas o desejo vence. Assim que a porta do quarto se fecha atrás deles, o nervosismo desaparece.

Gustavo mal tem tempo de respirar. O tesão toma conta completamente. Luiz Felipe empurra GUSTAVO contra a porta com o corpo, beijando-o com fome voraz, as mãos já deslizando por baixo da camisa do namorado, sentindo a pele quente e os músculos tensos. Gustavo geme contra a boca do namorado, as mãos apertando a bunda de Luiz Felipe, puxando-o mais para perto até sentir a ereção dura roçando contra a sua. Não há conversa. Não há palavras. Apenas bocas se devorando, roupas sendo tiradas às pressas, corpos colidindo com urgência.

Luiz Felipe joga Gustavo na cama, sobe em cima dele e desce beijando o peito, a barriga, até chegar ao pau duro que lateja por atenção. Ele o toma na boca com vontade, chupando fundo enquanto Gustavo agarra seus cabelos encaracolados, os quadris se movendo instintivamente. Os gemidos abafados enchem o quarto. Minutos depois, Luiz Felipe vira Gustavo de bruços, abre suas pernas lubrifica com um creme de pele e entra nele devagar no começo, depois com estocadas profundas e ritmadas, os corpos quentes se chocando, as mãos entrelaçadas, os sussurros roucos de “mais forte” e “não para” ecoando entre beijos molhados e respirações entrecortadas. O tesão é intenso, urgente, quase desesperado. O medo do flagra só torna tudo mais intenso na noite quente de Serra Verde.

Autor: Mrpr2

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Comentários

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ESSE FLAGRA LOGO LOGO VAI ACONTECER. SERIA MUITO MELHOR CONTAR TUDO ANTES. SERIA MAIS HONESTO.

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