A vitória de Samuel - Penúltimo Cap.

Um conto erótico de ThiThe
Categoria: Heterossexual
Contém 2522 palavras
Data: 16/03/2026 22:43:44

A luz do sol, cortante e impiedosa, penetrava pelas frestas das persianas blackout. Pintava uma linha brilhante no rosto de Samuel, que jazia estirado de costas, um braço cobrindo os olhos. A outra mão envolvia possessivamente o quadril nu de Natália, os dedos cravando-se na pele macia mesmo em sono profundo.

Ela acordou primeiro, o peso e o calor desconhecidos como uma marca. Seu corpo era um catálogo de dores — uma dor agradável entre as coxas, uma leve ardência nos seios pelo uso bruto dele, a viscosidade persistente na pele onde ele a havia marcado. Permaneceu imóvel, ouvindo seus roncos roucos e assobiados. O quarto ainda cheirava a ele, a sexo e cerveja velha, um aroma que impregnara seus lençóis caros.

Um pavor lento e crescente começou a se desenrolar em seu estômago. 'Até onde eu cheguei?' A clareza da noite anterior parecia um sonho. Ali, sob a luz forte da manhã, a realidade era um homem pequeno, peludo e roncando em sua cama king-size, os calcanhares rachados raspando no algodão egípcio. Ela havia dispensado a governanta por uma semana. Teria que lavar os lençóis sozinha. O pensamento era absurdo, humilhante.

A mão dele apertou seu quadril. Seus roncos falharam, depois cessaram. Ele estava acordado. Não tirou o braço dos olhos.

— Água— grunhiu, a voz rouca de sono.

Natália deslizou da cama, o ar frio arrepiando sua pele nua. Caminhou até a cozinha, encheu um copo com água filtrada da torneira e voltou. Ele se apoiou no cotovelo, pegou o copo sem dizer uma palavra e o esvaziou. Seus olhinhos, inchados de sono, examinaram seu corpo enquanto ela permanecia ali, exposta.

— Vem cá — disse ele, colocando o copo de lado. Ele já estava meio duro, o pênis grosso e arroxeado à luz da manhã, emergindo do ninho de pelos escuros contra a coxa pálida e peluda. Era uma coisa monstruosa e fascinante. — Banho. Me ajuda a lavar.

O banheiro privativo era um templo de mármore e cromo. Samuel estava de pé sob o chuveiro de teto, a água escorrendo por seus ombros arredondados, sua barriga enorme, a juba de pelos nas costas. Natália entrou logo atrás, a água quente um choque. Ele se virou, de costas para o jato, e se encostou na parede, com as mãos apoiadas no mármore.

— Cuida disso — disse ele, acenando com a cabeça para o pênis agora completamente ereto.

Sua respiração se misturou ao vapor. Ela se ajoelhou no chão do chuveiro, a água grudando seus cabelos no couro cabeludo. O cheiro dele era mais forte ali, almiscarado e primitivo, misturado com o aroma fresco do sabonete de bergamota. Ela o pegou nas mãos primeiro, sentindo o peso denso e as veias salientes, o calor firme como ferro. Ela ergueu o olhar, encontrando o dele. Sua expressão era de pura e presunçosa posse.

Ela se inclinou para a frente, os lábios entreabertos. O primeiro contato da glande larga e lisa contra sua língua lhe causou um arrepio. Salgado. Amargo. Ele. Ela abriu mais a boca, acolhendo-o, centímetro por centímetro, num gesto quase impossível. Sua mandíbula doeu imediatamente com o alongamento. Ele gemeu, um som profundo e satisfeito que vibrou em sua boca.

— Isso, minha advogadazinha boqueteira — suspirou ele, os quadris dando um pequeno impulso involuntário.

Natália estabeleceu um ritmo, movendo a cabeça para cima e para baixo, usando a língua para pressionar a veia grossa na parte inferior. Sua própria excitação era uma pulsação insistente entre as pernas, ignorada, mas inegável. A água caía sobre os dois enquanto ela o satisfazia, os sons de sua sucção e seus grunhidos ecoando no azulejo. Ela se concentrou na sensação — a pele macia, o jeito como o pênis dele se contraía quando ela passava a língua na ponta, o líquido pré-ejaculatório salgado que escorria para suas papilas gustativas. Ela era o aparelho dele, seu brinquedo vivo e respirando, e a degradação era uma fornalha em seu âmago.

Ele gozou de repente, com um grito gutural, as mãos se fechando em punhos em seus cabelos molhados. A onda quente e amarga atingiu o fundo de sua garganta. Ela engoliu convulsivamente, sentindo cada pulsação, até que ele amoleceu e deslizou de seus lábios, exausto.

*

Depois, enrolado em toalhas, Samuel entrou na sala de estar como um rei conquistador retornando para inspecionar seu reino saqueado. Ele largou a toalha no chão e desabou no enorme sofá, nu, ligando a televisão em um volume ensurdecedor.

Natália, vestida com um roupão de seda, estava parada na porta da cozinha, observando o caos se desenrolar. Uma lata de cerveja da noite anterior estava sobre a mesa de centro de vidro, deixando uma marca. Suas roupas descartadas formavam um rastro desde o quarto. A ordem imaculada de sua vida já estava se desfazendo.

— Tô com fome — anunciou ele, sem desviar o olhar da tela. — Faz uns ovos. E bacon. Muito bacon.

Ela foi para a cozinha, a submissão familiar a acalmando. Cozinhou, o aroma rico de bacon frito preenchendo o ar. Quando disse que estava pronto e ele podia se servir, ele não o aceitou.

— Coloca aí na mesa — disse ele, apontando para a mesa de jantar. — E me serve.

Ela encheu o prato de comida e depois o colocou na mesa. Ele finalmente se levantou e sentou-se à cabeceira. Olhou para ela, um sorriso lento e irônico se espalhando.

— Essa roupa tá muito elegante pra uma empregada. Vai trocar. Põe um top e uma calcinha. Quero ver você andando assim pela minha casa.

As bochechas de Natália queimaram. Ela assentiu, muda, e foi para o quarto. Ela escolheu um bralette de renda e uma tanga transparente combinando, as roupas frágeis pareciam mais obscenas do que nudez. Quando ela voltou, os olhos dele escureceram de luxúria. Ela serviu o café dele.

Golpe!

A mão dele acertou a curva de sua bunda quando ela se inclinou sobre a mesa. A dor foi brilhante, chocante. Ela ofegou.

— Isso — ele riu. — Toda vez que você fizer algo pra mim, leva um tapa. Pra não esquecer de quem manda.

Cada ida dela para pegar mais café, ketchup ou torrada, lhe rendia outro tapa forte. A bunda dela ficou quente, depois ardente, um mapa pulsante e rosado de sua posse. Quando ele terminou de comer, ela estava ofegante, os mamilos duros marcando a renda, a umidade encharcando o tecido fino da calcinha.

— Agora — disse ele, empurrando o prato e recostando-se na cadeira. Apontou para o sofá. — Vem cá. Quero ouvir essa buceta chamando por mim.

Ela caminhou até o sofá, sentindo cada passo. Ele agarrou seu pulso, puxando-a para baixo, sobre seu colo, com a bunda ardendo empinada. Ele puxou a calcinha para o lado, seus dedos encontrando sua umidade encharcada imediatamente.

— Já tá toda melada, amor? — rosnou ele, deslizando dois dedos grossos dentro dela.

Ele a estimulou com a mão por um minuto, depois a virou de costas sobre as almofadas do sofá. Posicionou-se entre suas pernas abertas, sem penetrá-la ainda. Levantou a mão.

ESTALO!

O tapa atingiu sua coxa interna, perto do seu centro. Ela gritou.

— Geme alto — ordenou ele, com a voz grave e rouca. — Quero que os vizinhos ouçam. Ouçam quem você é de verdade.

Ele deu um tapa na outra coxa dela. Ela gritou, a dor se misturando a um prazer agudo e chocante. Ele fez de novo. E de novo. Entre os golpes, ele esfregava a palma áspera na carne quente, fazendo-a soluçar. Finalmente, ele alinhou o pênis e a penetrou com uma estocada brutal.

Natália gemeu, arqueando as costas. O alongamento era imenso, glorioso. Ele impôs um ritmo implacável, cada penetração profunda pontuada por outro tapa forte em sua bunda ou coxa. Ele agarrou um punhado de seus longos cabelos escuros, puxando sua cabeça para trás, expondo sua garganta.

— Geme! — ele rugiu, penetrando-a com força. — Deixa todo mundo ouvir!

Ela obedeceu, seus gritos aumentando em tom e volume, ecoando pelos tetos altos. Imaginou a elegante senhora idosa do apartamento 12B interrompendo seu estudo de piano, o jovem banqueiro de investimentos do 10C abaixando seu diário financeiro, todos ouvindo seus sons animalescos, sabendo o que acontecia no impecável apartamento 9A. A vergonha era uma onda crescente, e ela a cavalgou, seu orgasmo detonando com uma força que a cegou, suas paredes internas se contraindo ao redor de seu pênis penetrante em espasmos rítmicos e ordenhantes. Ele a seguiu com um rugido, ejaculando fundo em seu calor intenso.

*

Horas depois, eles jaziam entrelaçados no sofá, cobertos de suor. A mão de Samuel acariciava distraidamente sua bunda avermelhada. Após um longo silêncio, ele falou, sua voz casual, conversacional.

— Da próxima vez — disse ele, seu dedo traçando um caminho mais para baixo, circulando o orifício apertado e proibido entre suas nádegas. — Vou comer esse seu cuzinho lindo.

Natália congelou. Uma onda de puro pânico a atravessou.

— Não — ela respirou. — Samuel, não. Eu nunca... nunca fiz isso.

— Tudo tem uma primeira vez — murmurou ele, o dedo pressionando suavemente, com insistência. Ela apertou instintivamente. — É só relaxar. — Ele se moveu, inclinando-se para baixo. Antes que ela pudesse protestar, sentiu o toque quente e úmido da língua dele contra seu orifício mais íntimo.

Ela soltou um suspiro, um som de puro choque. Ele a lambeu ali, lenta e profundamente, uma carícia suja e íntima que enviou faíscas impossíveis por seus nervos. Seu protesto morreu na garganta, substituído por um gemido fraco. Ele a lubrificou com sua saliva e, ainda úmido da transa, posicionou a cabeça larga e lisa do seu pênis na entrada estreita dela.

Ele não penetrou. Apenas pressionou ali, uma pressão constante e tentadora.

— Imagina — sussurrou ele, esfregando a ponta contra ela, esticando-a de forma impossível. — Imagina se seus pais, estivessem aqui agora. Se eles vissem você, a perfeita Natália, implorando pra levar rola no cu do pobre Samuel.

A imagem queimou sua mente. O rosto chocado e decepcionado de seus pais. Sua própria degradação, completa. A pressão aumentou. Uma ardência aguda e intensa a invadiu.

— Por favor — ela se ouviu implorar, com a voz embargada. — Por favor, Samuel.

Ele deu uma risada sombria e triunfante, e aplicou mais pressão, abrindo-a um pouco mais, torturando-a com a promessa de uma possessão completa e brutal. que fazia seu estômago se contrair com um medo primitivo. Sua respiração estava quente em seu pescoço.

— Não — ela sussurrou novamente, mas mais fraco, um apelo agora, não uma recusa.

Ele se esfregou contra ela, o movimento leve, mas devastador, esticando os nervos sensíveis. Uma ardência aguda e intensa a atingiu, fazendo-a arfar.

— Você tá recusando com a boca — ele murmurou, sua voz um murmúrio baixo e rouco em seu ouvido. — Mas essa buceta tá escorrendo, Naty. Tá encharcando minhas bolas. Seu corpo tá gritando sim.

Ele estava certo. Ela estava repugnantemente molhada, sua própria excitação lubrificando o pênis dele onde pressionava sua entrada, misturando-se com a saliva que ele havia depositado ali. A prova humilhante de sua necessidade era uma verdade física que ela não podia negar. 'Estou quebrada. Estou verdadeiramente quebrada'. O pensamento deveria tê-la horrorizado. Em vez disso, enviou outra onda traiçoeira de calor líquido entre suas pernas.

— Relaxa — ele a acalmou, sua mão deslizando do quadril para a parte inferior da barriga, pressionando. — Solta tudo pra mim. É seu dono pedindo.

Sua outra mão subiu, os dedos se enroscando em seus longos cabelos úmidos, puxando o suficiente para arquear suas costas, expondo-a ainda mais. A posição vulnerável, a completa entrega do controle, mexeu com ela. A resistência frenética em sua mente começou a desmoronar, substituída por uma curiosidade sombria e turbulenta. Como é a sensação? Ser levada para lá? Por ele?

Ela forçou um suspiro, tentando fazer seus músculos relaxarem. Era como tentar relaxar contra uma faca.

— É… é muito grande — ela respirou, uma lágrima de frustração e medo escapando do canto do olho.

— Vai caber — ele disse, com absoluta certeza na voz. — Você foi feita pra caber. Pra aguentar.

Ele moveu os quadris, aplicando uma pressão mais firme e inexorável. A queimação se intensificou, um ponto de dor intensa que começou a se espalhar, irradiando por toda a sua pélvis. Ela gritou, um som curto e agudo.

— Shhh — ele a acalmou, paradoxalmente gentil. Ele estava ofegante agora, o esforço de sua contenção evidente no tremor de suas coxas contra as dela. — Vai… vai doer só no começo. Depois você vai gemer que nem uma putinha.

As palavras grosseiras, a promessa vulgar, foram a chave final. Seu corpo parecia entender a linguagem melhor do que qualquer poesia. Ela sentiu sua resistência interna ceder, não de uma vez, mas em uma rendição lenta e submissa. O anel ardente de músculo se esticou, se tensionou e então — com um estalo suave e úmido de sensação que não era totalmente dor nem prazer — cedeu.

A glande larga do seu pênis a penetrou.

O mundo de Natália se dissolveu em pura e chocante sensação. Foi uma invasão tão completa, tão íntima, que parecia que ele estava penetrando em sua própria alma. O alongamento era monumental, inimaginável. Doía, uma plenitude profunda e lancinante que lhe roubava o ar dos pulmões. Ela soluçou, agarrando as almofadas do sofá com os dedos.

— Isso… — Samuel gemeu, um som de puro triunfo masculino. Ele se manteve ali, penetrando logo além da ponta, deixando-a se acostumar com a grossura impossível. — Tá vendo? Cabendo. Todo seu…

Ele não esperou muito. Com um grunhido, avançou mais um pouco.

A dor atingiu o ápice, uma sensação aguda e dilacerante que fez estrelas explodirem atrás de suas pálpebras. Mas por baixo disso, entrelaçada nas próprias fibras da dor, havia algo mais. Uma plenitude profunda e chocante. Uma sensação de estar sendo preenchida, reivindicada, em um lugar que ninguém jamais havia tocado. Era degradante. Era aterrorizante. Era a coisa mais real que ela já havia sentido.

— Mais… — ela se ouviu gemer, a palavra arrancada de seus lábios.

Ele obedeceu, penetrando mais fundo, agora mais devagar, num avanço implacável e conquistador. Ela sentia cada saliência, cada veia de seu grosso membro enquanto ele abria caminho dentro dela. A fricção era intensa, um deslizar áspero e ardente que roçava nervos que ela nem sabia que existiam. Seu corpo resistia, contraindo-se instintivamente ao redor da invasão, o que só tornava as sensações mais agudas.

Ele estava na metade do caminho quando a dor começou a se transformar. Não desapareceu, mas se tornou difusa, dissolvendo-se numa pressão estranha e avassaladora que beirava o prazer. A sensação de estar tão completamente preenchida, tão dominada dessa forma tão tabu, desencadeou uma avalanche psicológica. Era isso. A barreira final. Ele estava tomando tudo.

— Agora… olha — Samuel ofegou, a voz tensa pelo esforço de se controlar. Ele virou levemente a cabeça dela, forçando seu olhar para o espelho de corpo inteiro encostado na parede oposta da sala de estar.

A visão era devastadora. Seu próprio reflexo: uma mulher linda e bem-sucedida, vestindo lingerie cara e rasgada, curvada sobre o sofá, o rosto contorcido numa máscara de prazer agonizante. E atrás dela, ele — um homem pequeno, peludo e feio, com a barriga enorme pressionada contra sua bunda avermelhada, o pênis grosso e monstruoso enterrado até o fundo em seu orifício apertado e proibido. O contraste visual era obsceno. Era a verdade deles, capturada em vidro.

Continua...

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