Eu estava na frente do computador digitando um e-mail quando meu celular tocou. Olhei para a tela: DDD 19 — ou seja, algum lugar do interior, lá pras bandas de Campinas ou Piracicaba. Deslizei o dedo, atendi e levei o telefone ao ouvido.
— Olá, tudo bem? Falo com o Sr. Schröder? — perguntou uma voz feminina.
— Sim, com quem eu falo? — respondi.
— Meu nome é Cláudia Shyfer Santos — respondeu ela. — Sou gerente de projetos na Kenbolt. Estamos começando um projeto de Lean Management e eu gostaria de te convidar para uma reunião. Queremos avaliar se o senhor poderia nos ajudar com sua expertise.
Fiquei encarando a tela.
— Lean Management? É exatamente a minha área — respondi, já rabiscando uma anotação no bloco. A voz da Cláudia era calma e profissional, mas tinha um tom envolvente, quase melódico, que me deixou curioso na hora.
— Vou te enviar os detalhes e a localização por e-mail, Sr. Schröder. Adoraríamos recebê-lo aqui já depois de amanhã — ela se despediu.
Mal desliguei e já joguei o nome na busca. Kenbolt. O site era impressionante: uma fornecedora automotiva de médio porte focada em produção sustentável. E lá estava ela: Cláudia Santos da Silva. O perfil no LinkedIn mostrava uma mulher de uns 30 e poucos anos, com um olhar atento e um currículo impecável. Tudo parecia sério, quase perfeito demais para uma ligação do nada.
Fechei o laptop e fui para a cozinha, onde a Fernanda estava passando um café. O cheiro de pão de queijo tomava conta do ar.
— Fernanda? Foi uma ligação de uma empresa chamada Kenbolt — eu disse, encostando no batente da porta. — Querem que eu participe de um projeto perto de Campinas. Lean Management. A gerente parece ser muito competente.
Fernanda parou o que estava fazendo e me olhou, curiosa.
— No interior? Quer dizer que você teria que dirigir até lá?
— Pois é. Eu queria aceitar o convite e conhecer a fábrica. Mas seria um dia inteiro lá, e eu provavelmente teria que pernoitar para começar cedo no dia seguinte. O que você acha?
Fernanda colocou a xícara na mesa e se virou para mim. Ela mal chegava ao meu peito, mas a energia dela preenchia a cozinha. Um sorriso largo surgiu em seu rosto, fazendo seus olhos brilharem.
— Lean Management? Mas isso é a sua cara, amor! — disse ela, pondo as mãos pequenas nos meus antebraços. Meu porte atlético perto da estatura dela sempre parecia exagerado, mas era ela quem sempre me botava para cima com sua alegria. — Se a gerente parece competente, não perde tempo. O interior vai te fazer bem, sair um pouco desse caos de São Paulo.
— Eu teria que ficar uma noite por lá — ponderei. — Perto de Piracicaba. A fábrica fica num lugar bem isolado.
— Pode ir — ela piscou para mim. — Quinze anos de casamento sobrevivem a uma noite separados. Além do mais... mudar de ares renova o espírito. Eu arrumo sua mala hoje à noite.
Dois dias depois, eu estava na estrada. O horizonte de São Paulo ia sumindo no retrovisor enquanto eu pegava a Rodovia dos Bandeirantes. Era uma daquelas manhãs radiantes, em que o calor já oscila sobre o asfalto antes mesmo de sair da cidade.
Eu tinha falado com a Cláudia rapidinho no dia anterior para ajustar os detalhes. A voz dela ao telefone tinha sido novamente muito agradável — profissional, mas com uma calidez que a gente raramente encontra na indústria.
Ao deixar os subúrbios para trás, a paisagem mudou. O cinza infinito dos prédios deu lugar aos canaviais verde-escuros e às colinas suaves do interior. O ar ficou mais seco, o céu mais amplo. Após quase duas horas de viagem, surgiu a placa: Kenbolt – Unidade Industrial.
Entrei em uma estrada particular cercada por eucaliptos altos. No fim da alameda, um prédio de vidro moderno que nem parecia uma fábrica. Estacionei, dei uma ajeitada na camisa — meus ombros, como sempre, tensionavam o tecido — e desci.
De longe, vi uma mulher parada na entrada principal. Usava uma calça de alfaiataria escura e uma blusa branca, com o cabelo bem preso. Quando me viu, acenou. Senti na hora o calor seco do interior. Enquanto colocava o paletó no braço, vi que ela vinha na minha direção.
Cláudia era o oposto da Fernanda. Onde minha esposa era clarinha e mais cheinha, Cláudia era magra, alta, com a pele cor de mel que parecia brilhar sob o sol. A blusa branca estava justa, realçando uma silhueta esportiva e muito feminina.
— Sr. Schröder — disse ela, aproximando-se com passos firmes. O sorriso era profissional, mas os lábios carnudos davam ao rosto um toque suave, quase sensual, que contrastava com o visual executivo. — Que bom que o senhor veio. Bem-vindo a Piracicaba.
Estendi a mão. Meu aperto foi firme, mas a mão dela era surpreendentemente quente e cheia de energia.
— A viagem foi tranquila, Sra. Santos. A Bandeirantes ajudou hoje.
— Por favor, me chame de Cláudia. Aqui na Kenbolt preferimos algo mais direto — respondeu, olhando nos meus olhos.
— Então, eu sou o Benjamin.
Ela mal precisou inclinar a cabeça para me encarar — uma sensação estranha para mim, já que sou bem mais alto que a maioria das mulheres. Ela apontou para o prédio.
— Temos muito o que conversar. Esta fábrica é o nosso maior desafio em termos de eficiência. Mas sinto que você é o homem certo para o trabalho.
Enquanto caminhávamos, notei como ela se movia — uma elegância que parecia fora de lugar ali. Por um momento, a imagem da Fernanda rindo na cozinha me veio à cabeça. Um estranho pressentimento me invadiu. Aquilo não seria um trabalho de consultoria comum.
Entramos na linha de montagem. O barulho das parafusadeiras e o estalo das esteiras tomaram conta. O ar ali era bem mais quente, com cheiro de óleo e metal. Cláudia ia na frente. Seus movimentos sobre o salto eram seguros, como uma leoa no seu território. Cada vez que parava para apontar um detalhe, a blusa branca esticava em suas costas. Eu me peguei desviando o olhar dos planos de produção para a curva dos quadris dela.
— Eu sou um profissional, droga — me repreendi. Mas a eletricidade entre nós era palpável, mais forte que o zumbido das máquinas.
Na estação de montagem final, ela parou de repente e virou tão rápido que quase a atropelei. Meu corpo pairava sobre o dela e, por um instante, ficamos tão próximos que senti o perfume dela — sândalo e algo exótico que não combinava nada com a fábrica.
Ela olhou para cima. Seus olhos escuros fixaram os meus e um sorriso quase imperceptível surgiu. Ela parecia estar gostando da minha confusão.
— Benjamin — disse suavemente, a voz atravessando o barulho sem esforço. — Você está focado nos tempos de ciclo... ou tem algo mais prendendo sua atenção?
Senti o rosto esquentar. Naquele momento, tive certeza: ela não só lia meus pensamentos, como brincava com eles. A aliança dourada no dedo dela brilhou quando ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha — um lembrete da realidade que não teve chance contra o frio na barriga que eu sentia.
— A... a ergonomia deste posto não parece ideal — gaguejei, tentando focar em um robô qualquer.
Ela deu uma risada baixa e rouca.
— Claro. A ergonomia. Venha, vamos ao meu escritório. Lá é mais silencioso e podemos olhar os números reais.
O zumbido do ar-condicionado era o único som quando a porta pesada se fechou. A sala era moderna, minimalista, com vista para os pátios empoeirados. Cláudia não foi para a mesa; encostou as costas na borda dela com os braços cruzados. A luz do sol desenhava listras douradas em sua pele escura. Sentei na cadeira à frente dela.
— Sabe, Benjamin — começou ela, a voz agora um sussurro que parecia físico no ar gelado. — Ouvi falar muito de você. Não só sobre seus sucessos com Lean.
Senti meus músculos tensarem. Meus 1,90 m pareciam estranhamente expostos.
— Ah é? De quem?
— Da Ana — respondeu ela, simplesmente.
O nome me atingiu como um soco. Ana. Isso fazia anos — outro projeto, outra cidade, uma história que eu tinha enterrado bem fundo. Cláudia observava minha reação. Ela sabia. Sabia de tudo.
Lentamente, ela passou a mão pelo cabelo e inclinou a cabeça, expondo a curva do pescoço. O gesto foi deliberado, feminino ao extremo. Minha boca secou.
— A Ana foi bem... comunicativa sobre suas qualidades especiais — continuou ela, dando um passo na minha direção. — Ela disse que você é um homem que termina o que começa. Não importa quão complicado fique.
Engoli em seco. A imagem da Fernanda brilhou na minha mente por um segundo, mas sumiu sob a presença eletrizante dessa mulher a centímetros de mim.
— O que você quer de mim de verdade, Cláudia? — perguntei, com a voz mais rouca do que pretendia.
— Quero que você coloque esta fábrica em ordem. E quero ver se a Ana tinha razão.
A vibração no meu bolso me arrancou do transe. Fernanda. A tela brilhou com o rosto dela sorrindo.
— Desculpe, é minha esposa — disse, com a voz embargada.
Ela apenas assentiu com um sorriso cúmplice.
— Oi, amor — atendi, tentando parecer normal, mas meu coração martelava.
— Oi, querido! Chegou bem? Como é a fábrica? E essa Cláudia? — A voz da Fernanda era puro carinho. O contraste era doloroso.
— Sim, tudo certo. A viagem foi boa... a fábrica é impressionante — respondi, forçando-me a desviar o olhar da Cláudia. Impossível.
Enquanto eu falava, Cláudia se virou de costas. Foi até a janela e fingiu conferir o estacionamento. Na calça justa, a silhueta dela era provocante.
— E você vai dormir aí? Já tem hotel? — Fernanda continuou.
— Vou... vou ficar sim. A Cláudia está me ajudando com a papelada agora — eu disse, enquanto meus olhos percorriam as curvas dela. Eu estava totalmente entregue.
De repente, Cláudia virou a cabeça e me pegou no flagra encarando seu bumbum. Ela não se importou; o sorriso dela aumentou. Era triunfo puro.
— Tudo bem, amor. Já estou com saudade! Me liga mais tarde, tá? Te amo, beijo!
— Beijo... até mais tarde — consegui dizer e desliguei. O celular pareceu pesar uma tonelada.
Cláudia se virou, cruzando os braços abaixo dos seios.
— Sua esposa parece te amar muito — disse suavemente. O olhar dela desceu pelo meu corpo e subiu de volta. — Mas sinto que seus pensamentos estão em outro lugar agora.
A tensão virou provocação aberta. Cláudia pegou a bolsa, apagou a luz e fez sinal para eu segui-la.
— O hotel fica a dez minutos daqui. Lá tem um lounge tranquilo. Podemos discutir os planos sem o olhar curioso dos funcionários.
Dirigi meu SUV, com ela no banco do passageiro. O ar fresco da noite entrava pelas janelas, mas o clima lá dentro estava sufocante de tensão. De repente, senti um toque. Cláudia colocou a mão na minha coxa. A pele dela era quente e, mesmo sobre o tecido, era excitante. Quase congelei, mas mantive o carro na pista. Ela olhava sorrindo pela janela, enquanto seus dedos subiam lentamente.
— Você parece tão tenso, Benjamin — sussurrou. — Um homem do seu porte deveria saber lidar com um pouco de... pressão.
Então ela foi além. Seus dedos deslizaram até o meio. Ela espalmou a mão sobre o meu membro já meio duro e a deixou lá. Eu sentia cada curva da mão dela. Minha respiração ficou curta. A lembrança da Fernanda e dos 15 anos de casamento parecia um sonho distante. Cláudia se virou para mim com o sorriso de quem sabe exatamente o poder que tem.
Entrei no estacionamento do hotel.
— Chegamos — consegui dizer.
Ela não tirou a mão. Olhou no fundo dos meus olhos.
— Chegamos? Ou estamos apenas começando?
O zumbido do motor no escuro era o único som. A luz dos postes criava sombras fortes no rosto dela. Sem desviar o olhar, ela abriu o botão de cima da minha calça e deslizou os dedos para dentro.
Prendi a respiração. Meus nós dos dedos ficaram brancos no volante. Quando a pele dela tocou a minha, um choque percorreu meu corpo. Cláudia sorriu enquanto começava a me massagear com movimentos lentos.
— Imaginei que você não fosse tão indiferente — sussurrou. — A Ana não exagerou.
Fechei os olhos. Na minha cabeça, o riso da Fernanda lutava contra o desejo ardente que a Cláudia despertava. Cada movimento dela era preciso. Ela se inclinou, o perfume nublando meus sentidos.
— Vamos ficar aqui no carro? Ou você quer me seguir até o quarto e me mostrar se tem tanta resistência assim no meu "projeto especial"?
Minha resistência derreteu. Desliguei o motor. O silêncio foi ensurdecedor.
O caminho pelo lobby pareceu uma caminhada sobre brasas. Tentei disfarçar a excitação na calça, mas era impossível. Cláudia caminhava ao meu lado imperturbável, o som seco dos saltos ecoando no mármore. Chegamos ao terceiro andar. Diante da porta, Cláudia pegou o cartão da minha mão.
— Deixa comigo.
A porta abriu. Mal entramos, ela a bateu e passou a trava. Na penumbra do quarto, ela jogou a bolsa e pressionou seus seios firmes contra o meu peito.
— Aqui estamos. Sem números agora. Só nós dois.
Ela deslizou as mãos pelo meu peito até o cós da calça. Eu estava tão duro que chegava a doer. Ela se ajoelhou na minha frente, sem desviar o olhar. A aliança brilhou uma última vez antes de ela abrir o zíper e libertar meu pau.
Coloquei as mãos na cabeça dela, sentindo o cabelo denso. Quando ela me envolveu com a boca, soltei um gemido profundo. O controle profissional tinha ido para o ralo. Depois de um momento, ela se levantou, os olhos faiscando. Ela me beijou com fome.
Comecei a abrir os botões da blusa dela. Ela não usava sutiã. Beijei seus seios enquanto ela sussurrava meu nome. Me ajoelhei e baixei a calça dela. Beijei seu sexo, provando, enquanto ela cravava as unhas no meu cabelo.
Levantei-a nos braços e deitei-a na cama. Comecei pelos pés, subindo com beijos pelas pernas até chegar novamente ao seu centro. Cláudia se retorcia.
Eu estava entre as pernas dela, sentindo o sabor do seu prazer. Cada gemido dela me impulsionava. Chupei seu clitóris enquanto ela se debatia. De repente, ela me puxou pelos ombros, o olhar sombrio de desejo.
— Chega de preliminares. Quero te sentir dentro de mim agora. Me fode com força. Mostra que você é o homem de quem a Ana falou.
Levantei-me, o corpo tenso. Entrei nela com uma estocada forte. Ela soltou um grito — dor e êxtase misturados. A força do meu corpo era quase demais para ela.
— Benjamin... me xinga. Em alemão. Eu quero ouvir o que você é de verdade — ela pediu, ofegante.
Segurei o pescoço dela, não para machucar, mas para mostrar quem estava no comando. Senti o pulso dela disparado sob meus dedos.
— Du willst es also so? (Você quer assim, então?) — encostei meus lábios no ouvido dela, deixando o hálito quente causar arrepios. — Du bist eine dreckige, kleine Hure, Claudia. Du hast mich hierher gelockt, damit ich dich wie ein Tier durchficke, richtig? (Você é uma putinha suja, Cláudia. Você me atraiu até aqui para eu te foder como um animal, certo?)
— Sim... — ela gemeu, cravando as unhas nos meus antebraços.
A pressão dentro de mim se tornou insuportável. Senti que ia perder o controle. Fui o mais fundo que pude, e ela gemeu:
— Ai, ai, para, tá doendo.
Tirei meu pau e o primeiro jato de esperma saiu descontrolado, sujando minhas mãos e a pele dela. Praguejei, tentando segurar o resto. Cláudia olhou para as minhas mãos sujas.
— Você gozou? — perguntou, rouca.
— Quase... mal consegui segurar.
Um sorriso triunfante surgiu nela. Ela engatinhou e levou meus dedos à boca, lambendo o esperma devagar, encarando-me.
— Isso foi só o começo — sussurrou, pondo a mão de novo no meu membro.
— Me dá uns minutos — ofeguei, caindo ao lado dela. O cheiro dela era viciante. Inclinei-me e lambi o suor entre seus seios. O Sr. Schröder controlado tinha morrido. Eu me sentia um predador. Vi uma linha de pelinhos logo acima do seu sexo, e aquilo me deixou louco de novo. Levantei e fiquei na frente da cama.
— Vai — ordenei. — me mostra esse rabo.
Ela ficou de quatro, rebolando de forma provocante. Dei um tapa forte na nádega dela. O estalo ecoou. Cláudia deu um solavanco e gemeu alto:
— Isso! Vem, me pega! Me dá um filho!
Aquilo foi um choque. A traição definitiva contra a Fernanda, mas não tinha mais volta. Segurei os quadris dela e a tomei com força bruta. O remorso que senti anos atrás com a Ana não apareceu. Senti poder.
— Isso, sente-me! — rosnei, puxando o cabelo dela.
Cláudia adorava a brutalidade.
— Me enche! Quero sua porra dentro de mim... quero um filho seu, seu safado! Me goza toda! Filho da puta!
A ideia de engravidar essa estranha enquanto minha esposa me esperava era o ápice da adrenalina. Isso me deu tanto tesão que quase perdi meu juízo.
— Você vai ter... vai ter tudo! — disse. Peguei-a pelo pescoço e estaquei com uma força enorme. Cláudia gemeu alto. Tirei meu pau da buceta dela e deitei de costas.
— Vem. Senta no meu pau. JETZT BIST DU MEINE GEILE SCHLAMPE! (Agora você é minha puta safada!)
— Sim...sou sua puta — ela repetiu com reverência. A gerente séria tinha sumido.
Ela cavalgou loucamente, os seios balançando.
— Me xinga mais em alemão — ela gemeu.
— Meine geile Hure, meine Nutte, ich pump dich mit meinem Sperma voll, ich schwängere deine kleine Fotze. (Minha puta safada, minha cachorra, vou encher você com o meu esperma, vou engravidar sua bucetinha.)
— Ahhh, sim, me engravida! Me dá um filho! — Ela ficou maluca só de ouvir eu falar essa putaria.
Segurei sua cintura, bombeando meu esperma no fundo dela até ficar vazio. Ela tremia violentamente, cravando as unhas em mim. Quando ela rolou para o lado, vi que pressionava a mão contra o sexo para manter tudo dentro de si.
Apoiei-me nos cotovelos.
— Você planejou tudo isso, não foi? Você quer mesmo engravidar de um estranho.
Cláudia sorriu.
— Sim. Desde que a Ana falou de você... não parei de pensar. Estudei suas fotos, seu porte. Eu sabia que precisava te trazer aqui.
— E o seu marido? E minha esposa?
Ela deu uma risadinha.
— Você não entende, Benjamin. Eu tenho um casamento feliz. Meu marido me ama e eu o amo. Mas às vezes uma vida perfeita precisa de um pulo de loucura. Ele vai pensar que o filho é dele. E nós? Nós temos esse segredo. E uma fábrica que precisa de eficiência.
Olhei para a mão dela, ainda segurando tudo lá dentro. Eu tinha ido a Piracicaba para melhorar processos, mas acabei virando parte de um plano que ia muito além de qualquer consultoria.