O dia estava completamente nublado naquele interior. Manuela já estava de pé em seu quarto, naquele frio quase congelante. Encontrava-se completamente nua diante do espelho, contemplando a própria nudez. Os pelos estavam arrepiados e os mamilos rígidos, o que poderia ser consequência do frio intenso ou da excitação que sentia naquele momento.
Ela passava a mão pelo pescoço, descendo lentamente até os seios volumosos, sentindo a maciez da própria pele. Seus dedos demoraram-se ali, percorrendo as curvas com calma, até encontrarem os mamilos sensíveis, que passaram a acariciar com delicadeza. Com a outra mão, desceu pela barriga magra, sentindo o leve arrepio que o próprio toque provocava, até alcançar o meio das pernas, onde os tufos negros de pelos contrastavam com a pele clara. Abriu os lábios com cuidado, como quem tenta enxergar além da sombra dos pelos escuros que os envolviam, movida por uma curiosidade íntima e silenciosa, e pois a tocar.Mordeu os lábios e sentiu o tesão subir. Aumentou mais a siririca, com dedos frenéticos, sem parar de tocar o clitóris. Em seguida, enfiou os dedos pra dentro da buceta, tomando cuidado pra não enfiar demais, com medo de perder a virgindade com aquela siririca.
Ao chegar perto do gozo, ela foi interrompida com a voz da mãe ecoando pela casa.
— Filha, vem tomar seu café da manhã!
Ela se assustou e correu pra vestir uma roupa e desceu pra tomar café. Com a mão ainda melada de buceta, ela pegou no pão, pôs a manteiga e comeu.
— Hoje tem missa.
— Ah, mãe, eu não quero.
— Ora, não tem querer. Missa é coisa séria. E o Padre Amaro quer você lá pra poder fazer confissão.
Manuela viu que não tinha escolha. Não era porque ela não gostava da missa, mas sim porque as missas sempre eram chatas e cheias de tédio, como aquela pequena casa onde ela vivia, no meio do mato cheio de tédio.
Depois do café da manhã Manuela decidiu ver o seu melhor amigo, alias é o único amigo que ela tem.
Por causa da solidão, ela passou a encontrar conforto na presença dos animais. O pequeno jumento, Celestino, era seu maior confidente. No estábulo simples, Manuela sentava ao lado dele, acariciando seu pelo áspero enquanto desabafava sobre o dia.
— Oi, Celestino. Senti saudade. Ainda bem que você sempre está aqui para me ouvir. Você gosta de mim também, não gosta?
O animal balançava as orelhas e soltava um leve som, como se respondesse. Para Manuela, aquilo bastava.
— Ah, Celestino, ainda bem que eu tenho você. Mainha quer que eu vá à igreja confessar com o padre. Eu até gosto de rezar antes de dormir, mas a missa é tão parada… a gente fica sentado esperando o “amém” pra ir embora. E tem mais uma coisa. Desde aquele dia em que o Padre Amaro me apalpou a minha bunda, eu não me sinto bem perto dele. No começo pensei que fosse sem querer, mas aconteceu de novo. Aquele padre é pervertido… Ah, desculpa, Celestino. Vivo enchendo você com meus problemas. Vamos falar de você agora. Está com fome? Quer um pouco de capim?
Manuela adorava acariciar o jumento com sua delicada mão. O jumento parecia gostar, pois não se movia, como se fosse uma estátua de mármore. Aquelas carícias deixavam o membro do jumento duro e ereto. O seu membro era bastante grosso. Quando Manuela viu aquilo, ficou admirada, nunca tinha visto um membro tão grosso e grande em sua vida.
— Nossa, que coisa grande... é o seu membro! Seu membro ficou grande...
Manuela deitou no feno e dali ficou olhando com atenção aquele membro. Sentiu algo no corpo, algo que ela não soube como descrever ou explicar com palavras. Apenas queria olhar aquilo. Sua vontade era poder tocar, poder sentir aquele membro em sua mão, sentir a pele daquele bicho. Mas sua ética e moral falaram mais alto, e ela tentou dormir para esquecer daquilo.
Quando acordou, viu o jumento próximo dela, com aquele membro grande próximo de sua cara. Tentou escapar, fugir. Mas a tentação foi grande. E por um impulso, pegou aquele membro. Sentiu aquele membro em sua mão; era algo bom e parecia delicioso. Foi então que ela enfiou aquele membro em sua boca, começando a chupar. O membro era tão grande que nem cabia em sua boca. Depois, em um desespero, saiu correndo do estábulo, envergonhada daquilo que tinha feito.
Prometendo a si mesma que nunca mais faria aquilo.