O resto de maio foi de muito trabalho. Aquela semana no SPA dada a Carolina não foi uma boa idéia. Carolina havia virado, por exigência minha, minha secretária particular. Raoni e Ivete já haviam a conhecido mesmo que só de vista e ficaram loucos com a beleza da minha sub. Os contatos da feira deram muitos resultados. O bastante pra que meus investidores e eu ficássemos completamente afogados em trabalho. Quando ela voltou tinha bastante coisa acumulada. Competente como ela, rapidamente me envolveu em uma série de reuniões com todas as pautas sobre os clientes e/ou possíveis investidores.
Somado a isso, uma das meninas passou por um problema ao qual eu não iria ignorar. Adriana havia marcado um jantar entre nós. Só isso. Mas acabou adiando sem mais nem menos, não explicando o motivo daquilo mas senti algo em sua voz. Medo? Aflição? Sinceramente, não consegui desvendar. Ela só me pediu um tempo e dei o espaço que ela precisava mas sempre buscando informações dela com Camila. Foi assim durante todo o resto do mês. Ela distante, sem atender minhas ligações e Camila trazendo uns cacos de informação porque ela também havia sumido. Nesse ínterim, tive mais dois encontros com Juliana e logo falarei sobre eles. E também sobre Adriana.
Preciso falar sobre Adriana. Nós nunca tivemos oportunidade de estarmos sozinhos. Transo com Camila com uma certa frequência. As vezes sozinho, as vezes com Adriana, e Camila é ótima, mas... Cara, nossas transas são insanamente boas mas ela “morre” depois. Rs. O disjuntor da bichinha desarma e ela apaga por horas, o que me causa um grande prazer por poder fazê-la dormir saciada e uma grande dor por virar um fantasma na casa dela. E nesse vácuo de consciência, minha relação com Adriana floresceu. No começo ficávamos jogados onde quer que estivéssemos falando banalidades. Depois passamos a deixa-la dormir e íamos pra sala conversar sobre música e filmes. E fui descobrindo aos poucos quem ela realmente era.
Adriana era espirituosa. Acompanhava meu humor sacana. Ela falava da vida de um jeito que me excitava. Não do jeito que vocês estão pensando. Ela... Ela via cores que eu não costumava reparar. Como o laranja e roxo do ceu em um por do sol... Ou o gorgolhejar do mar após as ondas explodirem na areia... Ela... Me fazia ver as coisas em outra perspectiva e aquilo era bom. As noites de sexo com Camila e ela eram ferozes e eu adorava mas agora anseava por ver Mila ainda mais pela certeza de poder passar um tempo com adriana. Um bônus desses bate papo era sempre vê-la desfilando nua pelo apartamento. Suas pernas esguias e definidas e sua bundinha arrebitada eram uma obra de arte divina e não rara as vezes em que ela me pegava e ria. “sossega, garoto! Não tem um espaço que você já não tenha visitado aqui” ela dizia rindo. “é porque sempre fui o passageiro nos passeios e fico me perguntando quando vou ser o motorista” ela ria enquanto me olhava por cima do ombro.
Um dia, logo depois do sumiço dela, após desmaiamos Mila, estávamos na varanda fumando um quando ela se apoia na sacada e fica me olhando. Parecia avaliar cada contorno do meu rosto.
-- como tá essa vida de solteiro? – disse com um sorriso gostoso, me passando o Beck.
-- não posso reclamar. Já viu o naipe das mulheres que tenho? - respondi com um sorriso sacana.
-- não mas gostaria. Conheço duas e sei que você deu MUITA sorte! – a risada dela era afinada, parecia uma musiquinha.
Olhei pra ela um tempo, curioso. Ela ergueu as sombrancelhas rapidamente enquanto ria, aguardando minha reação. Fui até o quarto e peguei meu telefone. Mila ainda dormia nocauteada. Meus amigos, peço desculpas aqui. Eu sou jovem e imaturo e o que eu fiz não é lá de muito orgulho mas o fato é que fiz. Tinha um apreço muito grande pelas minhas conquistas. Fui até Adriana e mostrei as fotos. Nenhuma delas era algo pornografico mas eram minhas meninas: Jane, em uma das corridas dela; Carolina, no dia da feira. Ela estava linda e aquele dia foi bom de muitas formas; Camila, me abraçando na academia; Juliana... Demorei enquanto olhava a foto dela. Mais do que gostaria. Fechei tudo e joguei o telefone no sofá enquanto Adriana sorria.
-- você é estranho, garoto... – falou quando eu voltava pra varanda.
-- nossa, e nem precisa de um diploma pra perceber isso! – ri, jocoso.
-- é sério, gato... Primeiro que homem algum faria isso pra uma mulher que ele acabou de transar. E isso nem é o mais importante... – disse antes de dar um trago.
Ainda bem que eu era negão. Eu senti minha cara pegando fogo quando ela disse isso. E acabei respondendo com um sorriso amarelo. Aquilo, mais do que me desarmar, quebrou minha segurança e me senti um menino mais uma vez. Ela gargalhou. Ficou me olhando e se aproximou de mim o bastante pros nossos narizes quase se tocarem.
-- você é muito perigoso, Marcus. Maldito seja o homem que, mesmo com tanto poder, não se dá conta dele. – ela sussurrava enquanto olhava nos meus olhos com um sorriso enogmático.
Sentir o calor do corpo dela tão perto e seu olhar inquisitivo fez meu corpo esquentar e eu engolir em seco. Sentia meu membro começar a se animar mas ela riu e se afastou, roçando o nariz no meu.
-- vai ter uma exposicão minha no mês que vem. Leva sua gata. Quero vê-la de perto.
-- o que você tá pretendendo com isso? – engraçado é que eu não tinha medo. Eu tava curioso.
Terminamos de fumar o bem bolado pouco antes de Camila acordar. Eu tava sentado no sofá e Adriana apoiada na varanda. Camila deu a volta, nua, e sentou no meu colo virada pra Adriana. Aconchegou a buceta no meu pau, me deu um beijo no rosto e se voltou pra amiga.
-- o que ficaram fazendo durante meu sono de beleza? – disse enquanto se espreguiçava apertando meu pau sob si.
Eu e Adriana nos olhamos e rimos. Um riso cúmplice, como se tivéssemos um segredo. Camila ficou nos olhando e riu também mesmo sem entender.
-- desculpa, Mila, mas você é fraca e hoje eu tava com fome. Suguei toda a energia do gato. Não sobrou nada pra Milinha... – e riu.
Camila era muito desprendida das coisas. E das pessoas. Ela só riu.
-- poxinha, podiam ter me acordado pra eu quicar mais um pouco nesse pau... – disse enquanto alisava minha ferramente que já começava a acordar. – pelo menos foi bom pra voces sem mim? – disse emulando uma carinha triste.
Eu e Adriana rimos. Apertei a cintura dela com meu pau já quase duro enquanto adriana olhava pro meu membro quase totalmente pronto.
-- não... Não fizemos nada. Estávamos te esperando. – ela veio andando até nós e ajoelhou em nossa frente.
Cara, havia experimentado alguns ótimos boquetes com as meninas mas tinha algo diferente no de Adriana. Era... Perfeito. Parecia que ela sabia exatamente como tocar, onde tocar, onde apertar, qual força aplicar. Eu tinha que me segurar muito porque ela me levava ao gozo rápido. Sua língua subia da base até o cabresto, onde ela passava a língua de um lado pro outro fazendo meu pau dar solavancos. Segurava depois pela base iniciando uma punheta calma e forte enquanto colocava a cabeça da pica na boca e ficava fazendo sucção como se fosse uma mamadeira. Minha respiração ficava descompassada toda vez que ela fazia isso. Depois colocava o que dava na boca, molhando meu pau todo da sua saliva a ponto dele brilhar. Nessa hora, Camila já tava sentada no meu abdômen. Eu apertava os bicos dos seus seios firmes enquanto ela incentivava Adriana a continuar enquanto rebolava e deixava os líquidos de sua bucetinha, vermelha ainda da sessão anterior, escorrerem pela minha barriga. Adriana para o boquete e puxa Camila, beijando-a na boca e a ajudando a encaixar meu pau naquela entrada melada. Camila senta de costas pra mim, e como sempre, impõe seu próprio ritmo. Mas hoje Adriana tinha outros planos.
Adriana deu a volta no sofá, ficando nas minhas costas. Seus bracos cruzaram meu pescoço e sua unha arranhava gentilmente meu peito e ocasionalmente o mamilos. Ela se inclina, colando a boca em minha orelha. Sinto meu corpo se arrepiar ao sentir sua respiração quente em minha pele enquanto camila rebolava deliciosamente no meu pau. Ela nos olhava por cima do ombro tentando forçar meu olhar a ficar preso nela. Ela rocou a ponta do nariz na minha orelha antes de mordê-la. Aquilo descompassava minha respiração.
-- olha pra mim, gato – sussurrou enquanto puxava gentilmente meu queixo em sua direção. E eu olhei, esquecendo da Camila.
Aqueles olhos lindos e profundos, com os cantos espremidos em um sorriso malicioso. Era diferente de Camila, que de certa forma impunha sua vontade. O olhar de Adriana me convidava a me perder.
-- eu quero que foda ela. Foda ela como você tem vontade de fazer comigo. Come ela com força pra que ela durma de novo até amanhã e nos deixe sozinhos pelo resto da noite... – se afastou após roçar o nariz no meu e me roubar um beijo.
Adriana se desvencilhou de mim, dando a volta novamente no sofá e sentando ao meu lado, de pernas abertas e se masturbando delicadamente. Eu não conseguia tirar os olhos dela. Aquele corpo maravilhoso parecia irradiar calor e me chamar. Minhas mãos logo começaram a explorar o corpo de Camila. Uma apertando sua cintura com força suficiente pra marcá-la e outra puxando os cabelos dela, a fazendo arquear as costas e empinar aquela rabo lindo e gostoso. E comecei a socar para o alto. Firme. Forte. Arrancando gemidos altos e sentindo o corpo de Camila estremecer e perder o controle. Ela arfava alto enquanto Adriana continuava a me olhar enquanto tinha dois dedos dentro de si.
-- MARCUS, O QUE VOCÊ TÁ FA-FAZENDO?!! PORRA!!! SEU PAU... AHHHHH... TÁ BATENDO BEM NO PONTO!!!!!!!!! – Camila gritava dentro do AP.
Continuei metendo e olhei para Adriana.
-- ajoelha e lambe a buceta dela e meu pau.
Adriana mordeu os lábios e rapidamente tomou posição. Comecei a socar com força batendo na bunda branquinha de Camila enquanto sentia a língua de Adriana passear pelo meu saco e pela base do meu pau. Camila gemia palavras desconexas e tentava rebolar enquanto eu empurrava meu pau até o fundo. Camila começa a gozar completamente entregue e tresloucada de tesão.
-- AAHHHHH CARALHOOOOOOOOOO!!!!!
Eu continuei socando sem piedade e Adriana largou o clitoris começou a sugar e dar leves mordiscadas em seu mamilo. Camila quase desfaleceu mas seu orgasmo era impedido de terminar e antes que pudesse relaxar, ela apertou as pernas e gemeu alto, gozando de novo. A ergui com meu pau enterrado até o fundo da minha branquinha.
-- deita com a cabeça pra cá, Adriana. – ordenei e fui prontamente atendido.
Coloquei Camila toda mole em cima de Adriana, que entendendo o que eu faria, recebeu de bom grado a buceta melada da amiga no rosto. Enquanto ela lambia o mel da gruta e das coxas, eu me ajoelhei e comecei a fuder o cuzinho de Camila com a língua. Ela reagia recebendo nossos beijos e chupadas, rebolando timidamente, e recebendo todo o carinho rendida, de olhos fechados. Após uns bons minutos penetrando o cuzinho dela com a lingua, me posicionei e coloquei a cabeça do pau na entrada do cuzinho. Camila ao senti-lo abre o olho e rapidamente olha pra trás.
-- devagar, Marcus, senão eu não vou aguentar...
Eu beijei as costas dela e me curvei até próximo de seu ouvido.
-- hoje o ritmo é meu. Hoje você quebra. Hoje eu te faco desmaiar de tanto gozar, minha branquinha... – senti seu corpo estremecer. E nesse momento, começo a forçar a entrada daquele cuzinho apertado.
Camila já estava acostumada ao meu pau mas não entrando daquela forma. Ele parecia maior e mais duro. Assim que a cabeça entrou ela gozou molhando a boca e o rosto de Adriana que não parou de chupá-la. O anel relaxou e eu forcei, empurrando tudo e fazendo ela urrar, dividida entre a dor e o prazer. Adriana revezava lambendo Camila e lambendo meu saco. O corpo de Camila já estava mole em cima da amiga e vendo aquele cuzinho já acostumado, comecei a entrar e sair. Tirava quase todo, deixando somente a cabeça e empurrava de novo. Camila apenas gemia e rebolava. Comecei a acelerar os movimentos, a puxando pelo cabelo e batendo em sua bunda já bem marcada dos meus tapas.
-- VAI, FILHO DA PUTA!!! ME COME!!! TU QUER ACABAR COMIGO?! ENTÃO ME FODE, PORRA!!!!! – berra Camila recém desperta.
Eu socava com força até o fundo enquanto os gemidos dela se confundiam com os berros até que, não aguentando mais ela começou a arfar, denunciando um novo gozo. Eu rapidamente a puxei, erguendo seu corpo e colando as costas dela ao meu peito. Sem que ela esperasse, eu peguei seu pescoço com uma das mãos e a enforquei. Ela mal tinha força pra resistir e aquilo pareceu assustar Adriana que se levantou na hora. Antes que ela tentasse me deter, eu dei uma estocada forte e soltei o pescoço de Camila. O gozo, que já seria forte veio em uma onda gigante e incontrolável. Camila se debatia como louca molhando minhas coxas e todo o chão perto dela. Senti seu corpo cedendo e ela desmaiando de cansaço. Adriana ainda nos olhava assustada.
Terminado com Camila, a peguei no colo e a coloquei de volta na cama. Dormindo daquele jeito era impossível dizer o quanto aquela pequenina cavalgava bem uma rola. Parecia um anjo. Saí do quarto e vi Adriana sentada no sofá. Parecia tentar entender o que tinha acontecido. Passei por ela e a peguei pela mão. Por um momento ela ofereceu resistência mas ao me olhar nos olhos, cedeu. Fomos pro chuveiro. A ajudei a se banhar e depois me banhei e ficamos curtindo a água quente.
-- assustei você? – disse quebrando o gelo daquele momento.
-- sim. Mas não pelo que você acha. – Adriana me olhava enquanto deixava a água escorrer por seu belo corpo.
-- então esclareça. – ordenei.
Adriana ainda me olhou por um tempo antes de começar a falar.
-- Camila sempre pareceu te dominar, você sempre pareceu bastante submisso a ela. Ela sempre ditou nosso ritmo e você parecia satisfeito no seu papel. Muito satisfeito, diga-se de passagem... – ela riu. E eu também – mas hoje... Foi a primeira vez que te vi tão... – parecia buscar a palavra.
-- seguro? – sugeri.
-- não. Você é seguro de si. Sabe de suas capacidades. Não se põe em dúvida. A vontade! Nunca te vi tão a vontade! – exclamou quase gritando eureka – parece que esse de hoje é o verdadeiro você.
-- e isso é um problema pra você? – aquilo me pegou tão desprevenido que me senti culpado.
-- não... É só que... Seus olhos... – ela disse se aproximando.
Nossos corpos ficando bem perto um do outro. Ela me olhava nos olhos. Senti sua mão percorrer meu peito até chegar ao meu rosto, onde acariciou.
-- seus olhos dizem algo diferente... – disse pouco antes de me beijar.
Foi um beijo lento. Sua boca tinha um sabor adocicado de uva e chocolate. Nossas línguas se tocavam languidamente, com carinho. Minhas mãos passeavam por seu corpo firme com diligência e esmero. A ponta dos meus dedos acompanhavam a curva de sua bunda, subindo pelas costas, enquanto a outra buscava seu rosto de forma afetuosa. Mesmo embaixo da água quente, senti seu corpo arrepiar. Meu membro pulsava, rijo, ansioso por colocar pra fora aquilo que não conseguiu com Camila. As maos pequenas de Adriana desceram pelo meu peito com toques suaves, arranharam levemente meu abdômen, devolvendo o arrepio que lhe causava, e chegou em meu pau. Ela começou a massageá-lo lentamente. E repente ela para, desliga o chuveiro e me leva de volta pra sala me puxando pela mão. Ela me coloca sentado mais uma vez no sofá e vem por cima de mim, sentando em mim, fazendo sua bucetinha engolir cada pedaço meu enquanto me olhava.
-- só dessa vez que seja... Me mostra. Me mostra quem você é de verdade... – ela sussurrava enquanto me olhava.
Era a primeira vez que eu transava sozinho com Adriana. Com Camila sempre era muito intenso mas no final parecíamos espectadores interativos de uma bela peça teatral. Mas ali, sozinho com ela, alguma coisa em mim se agitou. Alguma coisa que estava anestesiada ou adormecida. Eu admirava aquela mulher. E como ela era linda. Toquei seu rosto de forma afetuosa e ela curvou a cabeça a deitar só rê minha mão, enquanto beijava a palma.
-- por favor... Só dessa vez... – dizia.
Eu a puxei pra mim, enlaçando sua cintura e lhe dando um beijo apaixonado. Sentia meu coração disparado enquanto sentia seus bracos dando a volta gentilmente no meu pescoço. Começamos a nos mover como se nossos corpos se reconhecessem de anos. Era um movimento fluido, carinhoso. Não havia pressa. Apesar do ato sexual em si, apenas regozijávamos da presença um do outro, sabendo que estávamos ali. Sem divagações, sem preocupações. Não houve pressa ou mudança de posição ou intensidade. Até o momento em que nós derramamos juntos no corpo um do outro. Deixei que nossa respiração normalizasse e a levei pro chão a deitando junto comigo.
-- então esse é você de verdade... Ou pelo menos era... – ela dizia enquanto uma lágrima escorria de um olho para o outro – existe tanta dor e tanto amor...
Adriana alisava meu rosto e eu sentia meus olhos arderem. Era a primeira vez desde que tudo tinha começado que me sentia tão vulnerável. E apesar de me sentir desconfortável por estar completamente exposto àquele olhar doce, eu sentia uma grande paz. Ela deitou em meu peito e conversamos por um bom tempo. Cobrei o desaparecimento dela. Cobrei mesmo, como um namorado. O que a fez rir. Ela me explicou que um grande amigo fora baleado e quase morreu e aquilo a fez se sentir pequena. A abracei apertado. Tudo que aquela mulher era , tudo que demonstrava... era o oposto de pequena e deixei isso claro a ela o que acha a dela. Ela me olhou com um sorriso bobo e me beijou quando terminei de falar.
Depois de horas de carinho e conversas, ela finalmente dormiu no calor dos meus braços. A peguei no colo e a pus na cama junto de Camila. Precisava ir embora mas antes de ir, comprei comida e deixei pras meninas pizzas que elas mais gostavam: pepperone pra Camila e tomate seco com rúcula para Adriana. Fui embora leve mas com a cabeça um pouco perturbada. E essa perturbação tinha nome, forma, cheiro e gosto: Adriana.
O mês desenvolveu tranquilamente. O único diferencial foi o fato de não conseguir acertar minha agenda com Camila e Adriana. Especificamente Adriana. A vez que transamos ainda estava gravada em minha memória e me pegava pensando naquilo mais do que devia. E meu sentimentos eram confusos. Eu sentia uma angústia muito grande mas não conseguia segurar um sorriso que brotava em meus lábios quando lembrava do sorriso dela. Jane e Carol notaram meu dilema. Enquanto Jane tentava tranquilizar meu coração, Carol fazia o que podia pra passar mais tempo comigo. Tinha Juliana.
Junho era o mês dela. Eu tinha algo em mente mas sabia que ela gostaria de comemorar com os amigos, mesmo assim, ao longo do mês fiz pequenas estripulias com ela. Em uma delas a levei pra tomar café da manhã em uma ilha. Ela usava um biquíni branco e saída de praia e eu somente uma sunga branca. Acho que foi o dia mais tenso. Vê-la de naqueles trajes e sua pele coberta de óleo brilhando devido ao sol me fez engolir em seco e ela notou e corou. Tomamos café no deck do veleiro de um amigo. Coloquei tudo que ela mais gostava, demos comida na boca um do outro. Ela chupou a ponta dos meus dedos em um determinado momento. Não foi apelativo mas teve um efeito bem forte. Faziam meses que não transava com Juliana e, ela estava uma delícia. Eu mal controlava minha ereção e isso ela pareceu não notar, felizmente.
-- Marcus, eu darei uma festa na casa de uma amiga. Eu gostaria que você fosse. – ela disse enquanto colocava um pedaço de melão na boca.
Eu sabia o que era. Sabia do que se tratava. Mas aquele jogo com ela era gostoso. E também, de certa forma, nos protegia do passado. Não era o caso nesse momento, mas eu não perderia a oportunidade de provocá-la.
-- hum... Uma festa privada. Alguma razão especial? – disse enquanto preparava um pouco de iogurte, mel e granola, mas não olhava pra ela apesar do sorriso crescendo nos meus lábios.
Juliana congelou. Me olhou confusa. Eu nunca esquecia o aniversário dela. Eu nunca a deixava sem presentes. Seu lábio tremeu e a vi engolindo em seco. Isso a deixou bastante confusa mas lembrei a ela da brincadeira quando lhe encarei com um sorriso nos lábios. Seus ombros relaxaram e ela sorriu, nervosa.
-- comemorarei meu aniversário. Foi um ano difícil. Fiz muita besteira mas talvez as coisas melhorem... – seu sorriso tinha bastante esperança.
-- então isso requer um presente. – disse enquanto sorria.
Nessa hora, não sei se por emoção ou reflexo, Juliana falou:
-- eu não quero presente, quero você. – enquanto se curvava pra pegar mais frutas. E congelou.
Fiquei um tempo olhando pra ela e ela se recusava a me olhar.
-- Juliana...- quando ia falar algo, ela me interrompeu.
-- por favor, Marcus, continue. E-eu sei que eventualmente isso tem que parar mas eu não tô pronta. Eu ainda não me sinto preparada pra encarar o que vem a seguir. Sendo bom ou ruim... – disse voltando ao seu lugar vagarosamente.
Eu a entendia. Era confortável manter aquela teatralidade. Vestindo aquelas roupas estavamos reavaliando toda nossa relação e vendo os buracos que deixamos crescer e que nos consumiram sem que ao menos percebessemos. Eu cruzei a mesa e toquei gentilmente a mão dela. Um toque um pouco mais demorado do que devia mas era isso que precisávamos naquele momento. Sorri pra ela.
-- eu não perderia isso por nada... – ela sorriu e continuamos tomando café.
Passamos um dia agradável e não vou me esquivar, vê-la se banhando de mar e de sol naquele biquíni quase me fez perder a trava e possuí-la ali mesmo. E ela soube. Ela viu. E se deliciou por saber que ainda mexia tanto comigo. Fomos embora após vermos o por do sol da ilha. Pegamos um Uber e ela cochilou todo o caminho aninhada em meus braços. Desci do carro e a levei até a porta de casa. Queria entrar, rasgar aquele biquíni e comê-la ainda na porta. Ela me deu um beijo no rosto, bem no cantinho dos lábios. Se afastou enquanto deslizava a mão sobre meu peito e me deu um lindo sorriso como há muito não via. Definitivamente, eu ainda amava e muito aquela mulher. Voltei pra casa de Raoni.
Eles estavam viajando e eu fiquei sozinho no AP, o que me deu silêncio pra pensar. Aquela fantasia que vivia com Juliana punha tudo o que vivemos antes em xeque. Eu a culpava e odiava pensar no que ela fez mas isso também foi culpa minha. Eu nunca conheci a Juliana. Ela era como uma deusa pra mim: sem falhas, inalcançável, perfeita. Eu não só a coloquei em um pedestal como fiz questão de mostra-la o que fiz. Eu simplesmente nunca procurei saber de seus problemas. Pensando bem, eu sequer amava aquela Juliana. Era uma relação completamente desigual. Muito diferente da que estávamos criando agora e por isso eu sabia o por quê dela não querer parar. Fui tomar um banho com isso na cabeça mas com o coração... Estranho.
Enquanto a água caia lavando o sal e o suor do dia, pensava agora que realmente havia algo errado. Eu não sabia o que era ainda mas a proximidade do acerto e final feliz com Juliana me davam certa aflição. Pensei ser por conta das meninas mas aquilo não me afetou. Elas sabiam que isso aconteceria em um momento ou outro mas alguma coisa... Eu sentia algo errado. Tentei deixar isso pra lá e me focar na euforia de estar próximo de voltar com Juliana. Sai do banho, me arrumei e fui comprar um presente pra minha ex futura... Futura ex... Ex... Ah, vocês entenderam. Ainda sim, tinha uma data muito significativa esse mês e, devido a tudo que vem acontecendo na minha vida, eu não podia não fazer nada.
Meu aniversário estava chegando. Eu estava empolgada mas não tanto pela comemoração. Foi um ano ruim. Perdi Marcus, quase perdi meu emprego, e perdi completamente o controle da minha vida. Em contrapartida, descobri uma nova amiga, consegui entrar na terapia e me entender um pouco mais, consegui retomar minha carreira e o mais importante: de alguma forma, graças ao meu bom deus, tenho uma outra chance com meu amor. Quer dizer... Se eu contasse pra alguém o que estamos fazendo, no mínimo as pessoas ririam.
Desde que começamos com esse teatro, eu me sinto mais perto e mais conectada com Marcus como nunca estive. Eu tenho visto um outro Big, um que eu nem sabia que existia. Ele se tornou um homem. Um homem muito melhor do que talvez eu mereça. Mas vejo em seus olhos toda dor e sofrimento que causei. Ele ainda é alguém em pedaços. Por outro lado, assim como eu, ele tem visto seus próprios erros( ou o que ele presume que sejam) e se ajustado e melhorado. É um arranjo frouxo, estapafúrdio, que beira o ridículo. Mas pela primeira vez desde que o trai e tentei me reaproximar, sinto que esse tem dado resultado. E pra mim, é o que importa.
Durante todo mês saímos pra diversos lugares. Alguns locais mais chiques outros mais simplórios mas no fim, o que me importava era a companhia dele. Jantamos na Casa Julieta de Serpa em um dia, no outro comiamos em algum food truck. Fomos em exposicoes de arte na qual Marcus me surpreendeu com um conhecimento que não sabia que possuía. Aquilo me deixou encantada. E muito molhada. Já não transava com ele há quase um ano. Aliás, nem com ele e nem com ninguém! E ver meu homem desabrochando e se revelando das mais diversas formas me deixava doida. Fomos ao cinema ver filmes bobos também. Ele se tornou alguém versátil, capaz de ler uma mulher e atender suas necessidades. Mas no dia dos namorados, a coisa desandou...
Eu estava apreensiva. E confusa. Não sabia se esperava algo dele ou se preferia que nada fizesse. Eu malhava e pensava no que ele poderia fazer e ria sozinha. Não queria nada mas “e se?”. E isso me dava uma esperança e uma espectativa que eu sabia que não deveria ter. Depois da academia, fui trabalhar normalmente. Pelo menos no trabalho, o dia foi tão corrido que mal tive tempo de pensar nele. O dia foi cansativo e estava me dirigindo ao meu carro, me arrastando de cansada. Pensei nele e no silencio dele durante o dia e aquilo me deu uma tristeza feliz. Talvez fosse melhor assim. Mantinha as espectativas no lugar certo. Mas quando me aproximo do carro, tenho uma linda surpresa. Ele. Vestindo uma calça de sarja creme e uma camisa branca. Ele sorriu assim que me viu e eu... Bem... Estava completamente bagunçada de um dia tremendamente cansativo. Tentei me arrumar rápido, ajeitando os cabelos e os óculos.
-- boa noite, Juliana... Já que estamos solteiros, pensei em nós divertirmos juntos essa noite. – disse enquanto me observava.
Eu cheguei a ficar esbaforida. Eu sei que ele percebeu porque senti meu rosto quente, senti meu sorriso se abrindo e meus olhos brilhando ao vê-lo ali, de pé, me esperando. Ajeitei alguns fios rebeldes atrás da orelha enquanto me aproximava, fazendo uma força descomunal pra não saltar no pescoço dele. Não sei se foi impressão minha mas ele também parecia feliz em me ver daquele jeito.
-- ma-mas... Eu acabei de sair do trabalho! Nem estou vestida para isso... – me olhei.
Eu estava bem comum para uma mulher trabalhadora. Estava de calça cigarrete preta e uma camiseta branca justa. Sem maquiagem e de óculos. Quando eu ergui a cabeça, a mão dele estava erguida pra mim, oferecida. Eu olhei pra ele e cautelosamente extendi minha mão pra ele. Aquele toque quente fez minha pele arrepiar. Ele gentilmente me rodopiou. Devagar. Podia sentir seus olhos sobre mim e me senti nua. E isso não foi ruim.
-- não posso dizer que você está linda... Você não está. Você É linda. E vamos apenas beber algo e escutar boa música... Desfrutar de boa companhia.
Eu só concordei. Deixamos meu carro no patio do meu centro de pesquisa e fomos na moto dele, uma Royal Einfield Bonneville. Sentei no banco e enlacei sua cintura, espremendo meu rosto em suas costas. Eu amo o cheiro dele. Principalmente quando ele tá usando o perfume favorito, Polo Red. Lembro de tantas vezes, no começo de namoro, dormir abraçada ao casaco favorito dele por conta do seu cheiro que ficava impregnado no casaco. Ele ligou aquela coisa barulhenta e eu delirava imaginando seus braços apertando meu corpo e sua boca descendo pelo meu pescoço. Sentia um calor absurdo no meu baixo ventre enquanto imaginava ele agora por cima de mim. Chegamos.
Era um pub mas um bem especial. Descemos na frente do Novotel Leme. Eu adorava aquele lugar! Sempre curti praia e a visão daquele bar na cobertura do hotel era de tirar o fôlego. Subimos até o bar que estava a meia luz. Eles comemoravam o dia dos namorados mas de forma irreverente. Era uma festa de solteiros. A música era um loungezinho baixo, dando espaço para conversas. Pegamos uma mesa próximo a janela e ficávamos de pé. Assim que nos acomodamos, chegou meu drinks favorito: muscle mule de frutas vermelhas e em seguida um chá pra ele. Curtimos a festa como se não houvesse amanhã. Conversamos, bebemos, rimos.
-- essa festa de solteiros é uma boa pra esquecermos que estamos sozinhos!! – disse a ele com um sorriso.
-- tem gente que é grande demais pra tá sozinho... – ele disse enquanto me olhava.
Peguei a mão dele enquanto o olhava.
-- tem gente que é do tamanho certo pra caber no coração...
-- Juliana, eu – eu o interrompi por que já não aguentava mais.
Dei a volta na mesa sem desfazer o toque de nossas maos. Marcus é alto mas o puxei o fazendo se curvar e beijei sua boca. Não aguentava mais de saudade. Mas foi um beijo completamente diferente de antes parecia outra pessoa. Não... Era a mesma pessoa mas aquele beijo tinha um peso, uma história muito diferente. Foi calmo, intenso, firme, saudoso, e mais uma infinidade de outros adjetivos. Minha outra mão largou a puxada e acariciava seus rosto. Nossas línguas não perderam a intimidade e nem a química: se acariciavam em um ritmo só nosso, sem força ou pressa. Senti sua outra mão me puxando pro seu corpo, grudando-nos. Seu corpo estava quente e aquele cheiro inebriante dele tava deixando meu tesão descontrolado. Eu queria. Queria muito. Mas estava com medo da reação dele.
Quando nos separamos, estávamos visivelmente excitados. Marcus respirava com dificuldade e eu me mantinha de pé segurada por ele e apoiada na mesa. Minhas pernas pareciam gelatina. Ficamos nos olhando com um desejo que ambos não víamos um no outro há bastante tempo.
-- Eu a-acho melhor irmos embora... – disse. Com a razão suplantando a emoção.
Ele nem discutiu. Me olhou por um tempo, pude ver, ele engolindo seco e assentiu. Fomos em direção ao elevador e descemos. Mesmo sabendo que aquele elevador era rápido, não foi o bastante prós nossos impulsos. A porta mal fechou e só escutei meu amor sussurrando “foda-se. Não aguento mais.” Em um ímpeto, Marcus me prensou contra o espelho do elevador, me dando um beijão de tirar o fôlego! Suas mãos grandes me puxaram pela bunda me tirando do chão. Enlacei sei pescoço com força, o puxando até mim, forçando ainda mais o beijo. A fricção desconrolada dos nossas lábios faziam quase minha boca doer. Ele apertava minha bunda com tanta força que sabia que ficariam marcadas no dia seguinte. Eu estava quase subindo nele quando ouvimos o sinal de chegada. Nós desvencilhamos a muito curto. Ela saiu na frente.
-- fica aqui. Eu já volto. - E correu até a recepção.
Foram os 5 minutos mais longos da minha vida. Eu suava, sentia minha bucetinha encharcada, minha cabeça zumbia, eu ria de nervoso. Tentei me arrumar o melhor que pude mas ele logo voltou. Tão rápido que o elevar pelo qual descemos ainda estava ali . Ele me puxou pelo braço e entramos novamente. No elevador e no corpo um do outro. Marcus mal parou de me beijar pra clicar no painel.as coisas esquentaram rápido com minha mão dentro da calça dele sentindo aquele volume saudoso e as mãos dele uma em meu peito por baixo da blusa e a outra apertando minha bunda. Fomos novamente interrompidos pela sinaleira quando chegamos no 16 andar. Nós desvencilhamos completamente bagunçados, indo cada um pra uma ponta uma casal de velhinhos entrou e nós cumprimentou. Respondemos e olhamos um para o outro e não conseguíamos mais esconder o tesão e a felicidade de estarmos nos braços um do outro.
Assim que a porta do elevador abriu, ele me puxou pela mão e corremos pelo corredor até o quarto. Passamos o cartão e assim que entramos ele o jogou em qualquer lugar. Ele tirava sua camisa enquanto desabotoada sua calça e eu quase caí enquanto tirava a calça e a camiseta que ficou presa na cabeça. Tirei o salto correndo e quando tirei a camisa, senti meu corpo ser suspenso no ar. Meus braços instintivamente enlacaram o pescoço dele e minha boca procurou a sua com voracidade. Ele espremeu meu corpo na parede, me fazendo sentir toda sua quentura e dureza enquanto nossos lábios e língua quase se machucavam. Minhas pernas o prenderam entre elas apertando aquele cilindro de carne e o fazendo deslizar na minha calcinha, bem em cima da minha buceta que nesse momento já estava tão molhada que parecia chorar.
De repente, ele passa os braços por dentro das minas pernas e me ergue, me assustando, mas entendi o que ele queria e gozei ali, sentindo a respiração quente dele em cima da minha bucetinha. Minhas pernas tensionaram e apertaram a cabeça dele que num ímpeto rasga minha calcinha e passa a língua com esmero, prolongando meu orgasmo. Ele sorve todo meu mel enquanto não parava de gemer. Suas mãos grandes apertavam minha coxa com força enquanto com as minhas eu beliscava meu mamilos e puxava sua cabeça ainda mais, quase querendo que ele entrasse em mim. Ele me lambia como se beijasse a minha boca e por vezes dava uma lambida forte no meu clitóris, não deixando meu orgasmo ceder. Eu ia desmaiar.
Não sei da onde tirei força pra puxar os cabelos dele e fazê-lo olhar pra mim. Caralho. Eu nunca tinha visto Marcus assim. Era diferente daquele monstro da casa. A cara dele era de um faminto. Seus olhos estavam brilhando um desejo quase malévolo. Sua boca inchada dos nossos beijos violentos e sua barba brilhante dos meus sucos. Sai de cima dele correndo e me pendurei em seu pescoço devorando sua boca e a experimentando com meu gosto. Troquei de lugar com ele e o coloquei de costas pra parede. Larguei sua boca e mordi seu peitoral. Queria dizer que fui degustando o momento devagar mas estava faminta. Larguei, puxei a cueca dele pra baixo e ele estava tão duro que bateu no meu queixo. Dei uma lambida olhei pra ele. Vi sua iris dilatar como um gato. Queria provocá-lo mas estava com muita saudade.
Espremi os lábios e fui pondo o que dava daquele monstro pra dentro. Tinha perdido o costume ou ele estava ainda maior. Fui dilatando a garganta, deixando ir o mais fundo que conseguia e mal consegui passar do meio. Tirei quando fiquei sem ar e olhei pra ele que respirava pesadamente. Comecei a marturba-lo e chupar aquele pau. Sentir o peso, o cheiro acre e almiscarado, o calor, me deixou mais excitada o que descontei no boquete. Chupava com força, com uma vontade que junta tive. A saliva escorria da minha boca, caindo nos meus seios. Eu tirava ele da boca e batia por todo meu rosto enquanto olhava o rosto dele se contorcer de prazer. A respiração dele começou a falhar e sabia que estava próximo ao orgasmo. Ele tentou tirar mas não deixei, chupei mais forte e mais rápido. Ele pôs a mão na minha cabeça e puxou. Aquele pau delicioso foi até minha garganta onde senti o jorro junto com o gemido gutural do meu homem. Jatos fartos e grossos descendo diretamente pro meu estomago. Pensei que ele ia esmorecer depois de uma gozada dessas mas me enganei.
Marcus me ergueu pelos cabelos e quando estava de pé, me puxou pela bunda. Ele me segurou firme com uma mão e guiou seu falo com uma mão pra minha entrada. Minha buceta já estava inchada do orgasmo avassalador de antes. Não houve preparação. Ele só posicionou e empurrou. O pau deslizou rápido pro fundo, tocando meu útero e fazendo pressão. Meu gemido alto foi abafado pelo beijo faminto de Marcus. Ele me segurava com uma mão e socava rápido e com força. Sentia um pouco de dor com suas estocadas mas O prazer era simplesmente surreal. Gemiamos na boca um do outro enquanto ele metia e eu rebolava. Meu corpo prensado na parede fria e meus seios ultra sensíveis roçando naquela pele quente me causaram mais um orgasmo explosivo. Eu gemia enquanto engasgava. Ele não parava, prolongando meu orgasmo. Quando o orgasmo cedeu, pulei de seu colo e levei pra cama.
Nem olhamos o quarto. O pus sentado na beira da cama e voltei a sentar em seu colo engolindo com minha bucetinha molhada e vermelha de uma vez. Eu sentava com força, enquanto ele apertava meus seios e mordia meus mamilos. Que boca gostosa. Ele chupava e mordia meu deixando louca. Eu apoiava nos ombros dele e sentava com força e velocidade. Eu sentia mais um orgasmo se aproximar e enlacei o pescoço dele com força. Ele, por sua vez, fez o mesmo com minha cintura, espremendo nossos corpos e empurrando o pau pra cima. Ele beijava meu queixo quando gozei. E que gozada. Senti molhar nossas coxas na hora. Minha buceta pulsava apertando aquele pau maravilhoso e ordenhando ele, tirando todo o leite que ele derramava dentro de mim. No momento do gozo ambos erramos. Deixamos que toda aquela energia e tensão se amainace e só aí nos encaramos.
Eu nunca havia fodido com Marcus. Sempre foi amor. Sempre foi carinho. Uma dança constante, sensual. Mas ainda sim algo mais romântico, mais lento. Era a primeira vez que nos entregávamos de maneira tão primal, tão animalesca. Nossa respiração ainda estava descompassada e eu ainda sentia o pau dele dentro de mim. Agora que acabou eu estava com medo do que viria depois. As outras não me afligiam mas... Não sabia o que fazer. Acho que ele percebeu. Levantou comigo ainda encaixada nele e foi ao banheiro. Ligou a água e colocou bem quente, do jeito que gosto. Me desvencilhou dele e ele fez algo tã gostoso que não lembro dele fazendo isso em momento algum. Ele me lavou inteira. Me deu uma banho enquanto me beijava vez ou outra. Ficamos um tempo ali, até que cansei. Desliguei o chuveiro e o levei pra cama onde deitamos um de frente pra o outro. Começamos a nos beijar com carinho e ele acabou dormindo. Me aconcheguei em seu corpo e dormimos juntos como há muito tempo não fazíamos.
Tudo aquilo parecia um sonho. Então vocês entendem minha confusão quando acordei nua e sozinha na cama do hotel. A luz entrava pela janela mostrando um quarto bonito mas bastante impessoal. Ainda sim, aquele cômodo viu um história bastante disfuncional começando a entrar nos eixos. Meu coração pulou uma batida quando meu cérebro tentou me sabotar criando teorias sobre ele ter ido embora e me deixado sozinha. Intestiguei o quarto a procura de uma prova dele e nada mas quando entrei no outro cômodo havia um lindo buquê de girassóis, minha flor favorita, e outro item que me fez rir muito: uma capivara de pelúcia com roupa de doutora. Um bilhete sobre sobre ela:
“ Feliz dia dos solteiros sim, sozinhos nunca. Com carinho do seu amigo, Marcus”
Ele ainda não saiu do papel. E isso me deixou estranhamente satisfeita. Aliás, ele havia preparado isso? Ele sabia que isso ia acontecer? Enfim... Pensei que nosso tempo ali estava acabando e fui tomar banho. Sentia a água molhando o meu rosto e contornando meu sorriso de mulher feliz e muito bem saciada. E as dores também. Sentia minha bucetinha arder pela força do dia anterior, minhas costas ardiam pela fricção com a parede, minha cintura e minha bunda tinham as marcas dos dedos de Marcus e isso me ser dar um grande sorriso de satisfação. Terminei meu banho quente e me preparava pra sair quando vi o recadinho surpresa dele: o canto do espelho escrito no vapor “rooftop – café”. Não foi nenhuma magia. Marcus me conhecia muito bem. Sabia que eu iria pro espelho mesmo com o banheiro cheio de vapor. Sorri e fiquei muito excitada em tomar café com ele depois de tudo. Me arrumei rápido com o que sobrou das minhas roupas e fui tomar café.
Ele estava em uma mesa próximo a piscina. Tinha uma xicarade café diante de si na mesa e lia uma revista científica.
Assim que o vi, me esgueirei por trás dele e o abracei pelo pescoço. Sua mão tocou meu braço gentilmente e não pude não o provocá-lo.
-- espero que sua noite tenha sido tão boa quanto a minha. – sussurro próximo ao seu ouvido. Meu nariz tocando sua orelha por um instante mas o bastante pra sentir o arrepio.
-- boa, não. – colocou a xícara na boca sorvendo um pouco do café. Aquilo me assustou e eu já ia largá-lo quando ele me segurou – algo entre maravilhosa e perfeita. – sorriu.
Me sentei em frente a ele enquanto ele fechava a revista. Ele ergueu a mão e pouco depois uma mesa foi posta com iogurte, mel, frutas, granola, suco de laranja/cenoura/beterraba, pão integral, ovos, café... Era uma mesa bem composta. Ele olhou pra mim.
-- coma. É tudo que você gosta. – ele pega uma torrada enquanto me observa.
Foram muitas horas na psicóloga pra aprender... Pra me entender, na verdade, que esse tipo de comportamento podia ser abusivo e tive certa dificuldade pra aceitar isso. Principalmente no trabalho. Mas o jeito que ele falou... Não. O jeito que ele ordenou que eu comesse. Fez meu coração acelerar. Porque apesar de hoje saber distinguir, o jeito dele de me proteger havia mudado e me deixava completamente mole. A forma imperativa era forte mas cheia de um cuidado que eu não via nas outras pessoas que falavam assim comigo. Ou era só eu querendo ver isso...
-- preciso trabalhar... Mas a verdade é que gostaria de voltar praquele quarto... – olhei de soslaio enquanto pegava o iogurte e as frutas.
Ele se ajeitou na cadeira mas eu vi um sorriso no canto dos seus lábios
-- Juliana, eu- - eu interrompi.
-- Marcus, só mais um pouco. Por favor... Só até depois do meu aniversário. – segurei sua mão por cima da mesa – já não é mais por necessidade. É puro capricho. Eu... Gostei de te conhecer de novo – sorri – e não quero falar sobre o passado. E como falta pouco pro meu aniversário e essa é uma conversa bem tensa, quero deixar pra depois. Tudo bem?
Marcus me encarou por uns segundos. Ele assentiu mas tinha algo nos olhos dele que não consegui decifrar. Terminamos de tomar o café falando amenidades como Marcus e Juliana, os dois amigos que se uniram depois de um esbarrão acidental em uma feira de tecnologia. E, naquele momento, isso bastava.
As próximas semanas foram uma loucura! A festa seria na mansão de Raquel no Itanhangá. Seriam dois ambientes: jardim e casa e bastante gente. Estava feliz de reunir todos mas muito mais por saber que Marcus iria por mim. Aliás, nessas semanas, cada folga que tivemos... Bem, as portas e minhas pernas foram abertas. Eu não conseguia mais me segurar e nem ele. Ele chegou até a dormir comigo uma noite mas foi embora assim que acordou. E finalmente, o meu grande dia.
Palavra do autor: esse mês em específico será dividido em 2 partes, uma delas contando somente sobre o que ocorreu na festa. No próximo conto tentarei contar o ponto de vista de 5 pessoas diferentes. Espero que me desculpem o hiato mas estou retomando o conto.