Amigo Pauzudo de Namorado meu, pra mim, é Homem! Cap. 1

Um conto erótico de Drjack66
Categoria: Heterossexual
Contém 5990 palavras
Data: 10/03/2026 12:20:31
Última revisão: 10/03/2026 16:28:41

A amizade dos três era dessas que parecem ter existido sempre. André e Jonas se conheciam desde os oito anos, quando dividiam o mesmo time de futebol de várzea e as mesmas vergonhas da infância. Cresceram juntos, aprenderam a andar de bicicleta na mesma rua, levaram bronca das mesmas mães e, mais tarde, aprenderam a beber juntos nos mesmos botecos. Entraram na faculdade em cursos diferentes, mas isso nunca afastou a amizade que construíram ao longo de duas décadas.

Quando André começou a namorar Ana, há três anos, a transição dela para o círculo dos dois poderia ter sido complicada. Mas Ana era diferente. Ela nunca esqueceu a primeira vez que viu Jonas. Foi num churrasco na laje do Seu Jorge, um domingo de sol daqueles que fazem a gente acreditar que a vida pode ser simples. André tinha a mão dela na dele, apresentando os amigos um por um, e ela já estava cansada de tantos nomes quando parou na frente dele. Jonas estava virado, colocando mais carvão na churrasqueira. Quando se endireitou e olhou para ela, Ana sentiu algo estranho – um choque rápido, como quando a gente encosta em algo com eletricidade estática. Ele era mais alto que André, o corpo definido mesmo debaixo da camiseta suja de carvão, e os olhos escuros tinham um brilho que ela aprenderia a reconhecer nos anos seguintes.

Ana era branca de um jeito que parecia leite, os cabelos escuros caindo pelos ombros, o rosto ainda com traços de menina – olhos grandes, boca cheia, um ar de inocência que contrastava com tudo o que vinha abaixo do pescoço. O corpo, porém, era todo mulher: peitos médios e empinados, cintura fina, barriga lisa, quadril largo. Mas o que realmente chamava atenção, o que fazia os homens perderem o rumo e as mulheres suspirarem com inveja, era a bunda. Ela era enorme, redonda, empinada, daquelas que parecem feitas de mármore mas balançam como água quando ela andava. Cada passo era um evento – a curva subia e descia, ocupando espaço, marcando qualquer roupa que ela vestisse. Calça jeans sumia a costura do meio, short então nem se falava, vestido colava como se tivesse sido feito sob medida para abraçar aquela forma. Quando ela usava legging, então, era um pecado: o tecido esticava ao máximo, desenhando cada detalhe, cada movimento, cada balanço. As celulites que ela tanto odiava mal apareciam, e quando apareciam, ninguém reparava – porque ninguém conseguia desviar o olhar daquela curva perfeita. As pernas compridas sustentavam tudo com elegância, mas eram apenas o suporte para a verdadeira estrela do corpo dela. No fim, Ana era isso: cara de anjo, corpo de pecado, uma morena de pele clara que mexia aquele rabo sem fazer esforço e causava estrago por onde passava.

— Essa é a Ana, mano — André apresentou, orgulhoso. — Minha namorada.

Jonas limpou a mão suja de carvão na bermuda antes de estendê-la.

— Finalmente vou conhecer a famosa. André só fala de você.

Ela sorriu, estendendo a mão.

— Fala bem ou mal?

— Só bem. Diz que você é a mulher mais linda do mundo.

André corou, dando um soco no ombro do amigo.

— Cala a boca, porra.

Ana riu, e naquele momento aconteceu. Jonas foi se despedir, e quando inclinou para um abraço, o cotovelo dele esbarrou no copo de cerveja que ela segurava. O líquido gelado desceu pelo vestido branco dela, marcando todos os lugares que não devia marcar.

— Porra, desculpa! — Jonas se desesperou, tentando limpar com as mãos sujas de carvão, o que só piorou a situação.

Ana olhou para o próprio corpo – o vestido branco agora transparente, colado na pele, marcando os peitos, a barriga, o início das coxas. Ela cruzou os braços na hora, mas já era tarde. Jonas tinha visto. Ele desviou o olhar rápido demais, o rosto vermelho, pedindo desculpas sem parar.

André riu, achando graça.

— Relaxa, cara. Ela tem outro em casa.

Ana conseguiu rir também, mas quando foi para o banheiro tentar se limpar, viu pelo espelho que Jonas a observava. Foi rápido, um segundo apenas, mas ela viu.

Nos meses seguintes, Jonas se tornou presença constante. No início, Ana estranhava – não estava acostumada com a intimidade que André tinha com o amigo. Mas aos poucos foi entendendo: eles eram irmãos de outra mãe, e se ela quisesse fazer parte da vida de André, teria que fazer parte da vida de Jonas também. Ela se esforçou. Aprendeu as piadas internas, as referências da infância, os códigos que só eles entendiam. E descobriu que Jonas era fácil de gostar – engraçado, leal, sempre pronto para ajudar. Quando André quebrou a perna num jogo de futebol, foi Jonas quem o levou ao hospital, quem ficou com ele na sala de espera, quem levou os dois em casa e ainda foi buscar a comida.

— Você é um anjo — ela disse, na porta, enquanto André mancava para dentro.

Jonas riu, encostado no batente.

— Anjo nada. Ele faria o mesmo.

Ela olhou para ele, para o jeito como a luz da rua iluminava o rosto cansado, e sentiu algo. Não era atração – ou não só. Era gratidão, admiração, um começo de afeto que não sabia nomear.

— Entra, toma uma cerveja pelo menos.

— Hoje não. Tô moído. Mas amanhã eu apareço.

Ele apareceu. E no dia seguinte também. E no outro. Até que a presença dele se tornou tão natural quanto a do próprio André.

Com o tempo, Ana aprendeu a conviver com os olhares. Não que Jonas fizesse algo explícito – nunca. Mas havia momentos. Quando ela usava shorts mais curto em dia de calor, os olhos dele demoravam um segundo a mais. Quando ela se curvava para pegar algo na geladeira, ele desviava o olhar rápido demais. Quando ela ria de alguma piada, ele acompanhava a curva da boca dela com uma atenção que parecia distraída mas não era. Ela começou a notar coisas nele também. O jeito como ele segurava o copo, os dedos longos envoltos no vidro. O som da voz dele quando chegava cansado do trabalho, mais grave, mais lento. O cheiro dele quando passava perto – sabonete, suor, um fundo de álcool gel que usava no trabalho. Ela notava e se odiava por notar. Amava André. Amava de verdade. O corpo dele, o cheiro dele, o jeito como ele a abraçava por trás enquanto ela fazia café. Os 15 centímetros dele, que sempre foram suficientes, sempre foram bons. Então por que notava Jonas?

O grupo no WhatsApp, batizado de "Os Três Patetas" por Ana, tinha a função de organizar a vida social e alimentar a zoeira constante. Naquele domingo, André estava no banheiro, e Ana mexia no celular deitada na cama, quando a notificação chegou. Jonas enviou uma foto. Ela abriu sem pensar. O mundo parou. Era uma foto no espelho. Ele devia ter tirado depois do banho, porque o cabelo estava molhado, pingando gotas que escorriam pelo peito nu ainda úmido. O corpo moreno brilhava, cada músculo definido, os ombros largos, o abdômen desenhado. E a mão – a mão direita – segurava o pênis, posicionado ao lado da coxa, num ângulo que mostrava tudo. Ela nunca tinha visto nada igual. Era tão desproporcional que pareceu mentira, um truque de perspectiva, uma ilusão de ótica. Mas não era. Era real. Grosso, com veias que subiam pela haste como rios num mapa, a cabeça rosada e lisa, perfeita, como se esculpida por alguém que sabia exatamente o que estava fazendo. O tempo desacelerou. Ana sentiu cada detalhe daquele momento – a textura do lençol sob seus dedos, o barulho da água do chuveiro no banheiro, o cheiro do café que André tinha feito mais cedo. Sentiu o próprio coração disparar, o sangue correndo quente pelas veias, um calor úmido se formando entre as pernas. Dois segundos. A mensagem foi apagada.

"CARALHO ERREI", Jonas escreveu na sequência. "MALS AÍ GALERA FOI MAL MESMO"

Ela continuou olhando para a tela, mesmo depois que a imagem sumiu. O quadrado cinza onde a foto tinha estado. As mensagens abaixo. O cursor piscando, esperando. A mão dela tremia. Ela colocou o celular no peito, sentindo as batidas do coração contra o aparelho. Respirou fundo. Tentou pensar em qualquer outra coisa – na lista de compras, no trabalho, no que ia fazer no jantar. A imagem não saía.

— Que foi? — a voz de André veio do banheiro, abafada pelo vapor.

Ela limpou a garganta, forçou a voz a sair normal.

— Nada. O Jonas mandando merda.

André riu de dentro do box.

— Esse filho da puta. O que ele mandou?

— Nada, uma foto errada. Já apagou.

— Ah, esse cara é um caso sério. Um dia ainda vai mandar foto do pau pra mãe sem querer.

Ela forçou um riso.

— Imagina.

Colocou o celular de lado, virado para baixo. Ficou olhando para o teto, tentando regular a respiração. A imagem ainda estava lá, gravada na memória como ferro em brasa. Quando André saiu do banho, enrolado na toalha, ela olhou para ele. Para o corpo que conhecia tão bem. Para as mãos que a tocavam toda noite. Para o sexo que a satisfazia. Ela sentiu culpa. Muita culpa. Mas a imagem não saía.

À noite, na cama, André a puxou para perto como de costume. O braço dele envolveu a cintura dela, a respiração quente no pescoço. A mão desceu, acariciou sua barriga, deslizou para a coxa. Ela respondeu. Virou-se, beijou-o. Sentiu o corpo dele contra o seu, o calor familiar. Ele a penetrou com seus 15 centímetros – o tamanho que ela sempre achou suficiente, ideal, perfeito. Ele se moveu dentro dela, lento no início, depois mais rápido. Ela gemeu, apertou os dedos nas costas dele, sentiu o prazer subindo. Mas quando fechou os olhos, viu a foto. Viu o pau de Jonas. Viu as veias. Viu a cabeça rosada. Ela gozou com um gemido alto, as unhas cravadas nas costas de André. Depois ficaram abraçados, a respiração ofegante.

— Hoje você estava diferente — André murmurou, beijando o ombro dela.

— Diferente como?

— Mais... intensa.

Ela não respondeu. Ficou olhando para o teto, sentindo o corpo ainda tremendo. A culpa veio depois, como sempre. Mas naquela noite, a culpa veio acompanhada de algo mais – uma curiosidade que ela sabia que não iria embora tão cedo.

Na manhã seguinte, o celular vibrou com uma mensagem privada dele.

"Ana, foi mal ontem. Tava conversando com uma mina, mandei no grupo sem querer. Desculpa mesmo."

Ela leu, respirou fundo. Os dedos pairaram sobre o teclado.

"Tranquilo, Jonas. Acontece. Apagou rápido, nem vi direito."

"Sério? Nem viu?"

"Vi por cima. Uma foto de espelho, né? Você sem camisa."

"É... sem camisa e sem mais nada."

"Ah, não reparei nisso. Tava ocupada fazendo outras coisas."

"Mentira. Tava com o celular na mão na hora, eu vi o 'visto'."

"Tava mexendo, não quer dizer que prestei atenção."

"Tá bom, rabuda. Vou acreditar."

"Rabuda? Você me chamou de rabuda, seu idiota?"

"Ué, é verdade. Você tem raba. Grande, por sinal. Sempre reparo quando você usa aquela legging preta."

Ela sentiu o rosto queimar. Ele reparava.

"Vai tomar no cu, Jonas. Não fala disso."

"Tá bom, não falo. Mas é verdade. E você não respondeu."

"Respondi o quê?"

"O que achou da foto. Já que viu por cima."

"Achei que você precisa de um psicólogo, mandar foto assim."

"Kkkkkkk pode ser. Mas fora isso, nada?"

"O que você quer que eu diga? Que é grande? Tá bom, é grande. Feliz?"

"Só grande?"

"É o que deu tempo de ver."

"Hum... entendi."

"Entendeu o quê?"

"Que você viu mais do que está falando. E que ficou curiosa."

"Não fiquei porra nenhuma. Para de ser louco."

"Tá bom, rabuda. Vou deixar quieto."

"E para de me chamar de rabuda!"

"Tchau, rabuda."

Ela guardou o celular, rindo apesar de si mesma. Mas o riso morreu rápido. Porque ele tinha razão. Ela tinha curiosidade. E isso a assustava.

Na quarta-feira, André a chamou para um cinema. Filme ruim, sala vazia, os dedos deles entrelaçados no apoio. Ana tentou se concentrar na tela, mas a mente vagava.

— Tá distante hoje — André comentou, beijando a mão dela.

— Cansada só. Semana puxada.

Ele aceitou, voltou a olhar para a tela. Ela observou o perfil dele – o nariz reto, a barba por fazer, os lábios que ela beijava toda noite. Sentiu amor. Amor verdadeiro. Mas quando fechou os olhos por um segundo, viu Jonas.

Em casa, na cama, ela tomou a iniciativa. Puxou André, beijou com mais vontade, guiou a mão dele para os lugares que gostava. Ele correspondeu, surpreso mas feliz. Enquanto ele a beijava, ela pensava. Pensava em como seria com outro. Com Jonas. Com aquele pau enorme dentro dela.

— Assim — ela sussurrou, guiando os movimentos dele. — Mais forte.

Ele obedeceu. Ela fechou os olhos e se deixou levar pela fantasia. Imaginou Jonas atrás dela, as mãos nos seus quadris, penetrando fundo. Imaginou a voz dele no ouvido, as palavras sujas, o ritmo. Gozou com um grito. Depois, abraçada a André, veio a culpa. Mas também veio a certeza de que não iria parar por ali.

A noite chegou com aquele calor típico de apartamento pequeno. Ana vestia um short jeans desfiado na barra, daqueles que marcavam cada curva da bunda quando ela se movia, e uma regata branca bem fina, sem sutiã por baixo – coisa de quem estava em casa e não esperava visita. Os mamilos desenhavam dois pontinhos escuros no tecido, e ela só percebeu quando Jonas entrou e seus olhos pousaram lá por um segundo a mais que o necessário.

— Desgraça de calor — ela reclamou, abrindo mais a janela da sala. Uma brisa morna entrou, balançando a cortina fina.

Jonas vinha carregando uma garrafa de vodka e duas pizzas. Parou na porta e olhou para ela da cabeça aos pés, rápido, quase disfarçado.

— Tá quente mesmo — ele concordou, desviando o olhar para a mesa. — Parece que até o concreto da cidade tá suando.

André já estava no sofá, controles de videogame na mão, mas largou tudo quando viu a vodka.

— Salvação! Bota gelar essa porra rápido. Tô com uma sede que não é brincadeira.

Ana pegou a garrafa e foi para a cozinha, sentindo os olhos dos dois nas costas – os de André, normais, carentes; os de Jonas, diferentes, mais densos. Ela abriu a geladeira, se curvou para colocar a garrafa no congelador e ouviu o silêncio atrás dela. Sabia exatamente o que ele estava vendo: o short esticado, a curva da bunda ocupando todo o espaço, a pele branca aparecendo onde o tecido subia. Ficou um segundo a mais ali, só para provocar, e se odiou por isso.

*Por que eu fiz isso?*

Quando voltou, os dois estavam na sala. Jonas sentou na ponta do sofá, perto da janela. André no meio, como sempre. Ana foi para o outro lado, encostando as pernas no namorado.

— Hoje tem jogo? — Jonas perguntou, apontando para a televisão.

— Tava vendo isso — André respondeu, pegando o controle. — Mas podemos ver um filme.

— Ou podemos jogar alguma coisa — Jonas sugeriu, o olhar escorrendo para Ana. — Verdade ou desafio. Faz tempo que não jogamos, desde aquela vez no ano passado.

Ana sentiu o estômago gelar. Mas também sentiu um calor diferente, lá no fundo.

— De novo? — ela tentou disfarçar, virando o rosto para a televisão. — A última vez você quase fez o André chorar.

— Tá com medo de perder, rabuda?

Ela o encarou. O apelido, vindo dele, tinha um peso diferente agora.

— Não me chama assim na frente do André. Você sabe que ele pega no meu pé com isso.

André riu, sem entender nada.

— Rabuda? Por que rabuda? Eu nunca ouvi ele te chamar assim.

Jonas inclinou o corpo para frente, os cotovelos apoiados nos joelhos, a camiseta preta esticando nos ombros. A luz fraca da sala desenhava sombras nos músculos do braço.

— Porque ela tem raba, cara. Olha isso — ele apontou para o lado de Ana, para a curva que ocupava metade do sofá. — Aquilo não é uma bunda, é uma obra de arte. Eu aposto que você passa metade do dia olhando pra ela.

André concordou, rindo, completamente alheio.

— É mesmo. Minha namorada é uma rabuda. Melhor raba da cidade. Quando ela passa na rua, os homens param.

Ana deu um tapa no braço dos dois.

— Seus idiotas. Vão os dois tomar no cu. Ficar falando de mim como se eu fosse um pedaço de carne.

— Ai, que amor — Jonas provocou, os olhos brilhando. — Até brava é linda. Fica brava que fica mais gostosa ainda.

André serviu a vodka. O primeiro copo desceu rápido, só para quebrar o gelo. O segundo veio com mais conversa, mais risadas. No terceiro, Ana já sentia a língua mais solta, os movimentos mais lentos, o corpo mais leve. A regata começava a incomodar, grudando na pele por causa do calor, mas ela não tirava.

O jogo começou leve, com perguntas bobas.

— André, verdade — Jonas começou, a voz já mais arrastada. — Qual a maior mentira que você já contou pra Ana?

André pensou, coçando a barba por fazer.

— Cara, difícil. Acho que foi sobre o Totó. Lembra, amor? Eu disse que adorava aquele cachorro, mas a verdade é que eu não suportava. Ele rosnava pra mim toda vez que eu chegava perto de você, uma vez ele comeu meu tênis novo, caralho. Tênis caro, que eu tinha comprado com meu primeiro salário. Passei um mês pagando aquela merda.

Ana riu alto.

— Seu filho da puta! O Totó te amava! Ele só rosnava porque sentia que você não gostava dele. Cachorro sente essas coisas.

— Sentia mesmo, porque eu não gostava. Mas nunca maltratei o bicho, só finjo que gostava até hoje. Quando você fala dele, eu ainda faço cara de tristeza.

Jonas gargalhou, batendo na coxa.

— Caralho, André. Você é um ator. Bebe por mentiroso.

André bebeu.

— Ana, verdade — Jonas continuou, o olhar fixo nela. — Qual amigo do André você menos gosta?

Ela pensou. O olhar dela encontrou o de Jonas por um segundo, rápido demais. Desviou.

— Aquele Renan, do escritório. Mala sem alça. Toda vez que a gente se encontra, ele passa meia hora falando de carro. Eu não aguento mais ouvir sobre potência de motor.

Jonas ergueu a sobrancelha.

— Só? Nenhum outro?

— Só — ela disse, mas a voz saiu estranha.

*Será que ele percebeu?*

Ele sorriu, um sorriso de canto que ela já conhecia.

— Hum. Entendi.

— Entendeu o quê?

— Nada. Deixa quieto.

A noite avançou. André foi ficando mais pesado, as respostas mais lentas, os olhos mais vidrados. Em determinado momento, ele simplesmente inclinou a cabeça para o lado, apoiou no ombro de Ana, e apagou. A respiração logo se tornou pesada, ritmada, um ronco leve saindo da boca entreaberta.

Ana sentiu o peso do corpo dele, o calor familiar. Por um momento, pensou em parar tudo ali, em levar André para a cama e esquecer o resto da noite. Mas Jonas estava ali, olhando para ela.

O silêncio caiu.

Jonas levantou devagar, foi até a cozinha e voltou com a garrafa. Serviu mais dois copos, cheios até a boca.

— Continuamos? — ele perguntou, a voz diferente. Mais baixa. Mais íntima. — Ou você quer ir dormir?

Ela deveria dizer não. Devia pegar um cobertor, cobrir André, e mandar Jonas embora com uma desculpa qualquer. Mas a vodka tinha dissolvido suas defesas, e a noite estava quente, e ele estava ali, tão perto.

— Bora — respondeu, mas a voz saiu hesitante, como quem ainda não tinha certeza se queria mesmo.

*O que eu tô fazendo?*

Ele sentou no chão, de frente para ela. Esticou as pernas, apoiou os cotovelos nos joelhos. Ficaram na mesma altura, os olhos se encontrando.

— Verdade ou desafio?

Ela pensou. Desafio era mais seguro, achava ela. Com verdade, ele podia perguntar qualquer coisa. Coisas sobre a foto, sobre o que ela sentiu, sobre o que imaginou quando viu.

— Desafio.

Ele sorriu, um sorriso lento que fez o coração dela disparar.

— Tira a regata.

Ela arregalou os olhos.

— O quê? Não. Isso é loucura. A gente não pode ficar fazendo isso.

— Pode beber se não quiser. É a regra do jogo.

Ela olhou para o copo. Estava cheio de vodka pura. Se bebesse mais um inteiro, ia passar mal. Ia apagar igual André.

— Você sabe que eu não posso beber mais. Já tô tonta.

— Então tira.

— Por que você quer ver?

— Porque desde que eu entrei aqui, não consigo parar de olhar pra esses peitos marcando o tecido. A regata é branca, dá pra ver tudo, os biquinhos, o formato. Fiquei o jogo inteiro distraído tentando não olhar.

Ela sentiu o rosto queimar.

— Isso é assédio, Jonas.

— É verdade ou desafio. Você escolheu desafio. Pode cumprir ou beber.

Ela o encarou. A vodka tinha soltado alguma coisa dentro dela, uma ousadia que não costumava ter.

— Se eu tirar, você tira a camisa?

— Claro. Regra é regra.

Ela respirou fundo. As mãos foram até a barra da regata. Puxou devagar, o tecido subindo pela barriga, pelos peitos, pela cabeça. O ar do ventilador atingiu a pele nua, os mamilos endureceram na hora, eriçados.

Ela jogou a regata para o lado e ficou só de short, os peitos à mostra, a pele arrepiada. A luz fraca da sala desenhava sombras no corpo dela.

*Pronto. Agora ele já viu.*

Os olhos dele percorreram. Devagar. Dos ombros aos seios, da cintura ao short. Ela viu o pomo de Adão dele subir e descer quando engoliu seco.

— Linda — ele sussurrou. — Muito linda. Sempre imaginei como seriam, mas ao vivo é diferente. São perfeitos.

— Sua vez — ela disse, tentando manter a voz firme.

Ele puxou a camiseta num movimento único, jogou para o lado. O peito nu apareceu – moreno, definido, os músculos marcados, os pelos escuros descendo até a barriga, formando uma trilha que sumia dentro da bermuda. A pele brilhava levemente, úmida do calor.

Ela desviou o olhar, mas já era tarde. Tinha visto.

*Ele é muito bonito.*

— Gostou? — ele provocou.

— Tá bom, você é bonito. Feliz?

— Feliz não. Satisfeito. Mas ainda quero mais.

— Mais o quê?

— Outro desafio. Tira o short.

Ela riu, nervosa.

— Você tá maluco? Não vou tirar o short. Já mostrei os peitos, já tá bom.

— Bebe então.

Ela olhou para o copo. Olhou para ele. Olhou para André dormindo. Pegou o copo e bebeu um gole longo, sentindo a vodka queimar a garganta.

— Passo.

Ele não reclamou. Apenas esperou, os olhos fixos nela.

— Sua vez — ela disse, a voz mais solta agora. A vodka começava a fazer efeito de verdade. — Desafio: tira a bermuda.

Ele levantou, desabotoou a bermuda devagar, provocando. Deixou cair no chão. Ficou de sunga. O volume ali era impossível de ignorar – grande, demarcado, uma presença que parecia querer escapar do tecido. A sunga preta esticava, mostrando o contorno.

Ela engoliu seco, mas sustentou o olhar.

*É igual a foto? Maior?*

— Bonito — ela disse, provocando de volta.

— Só bonito?

— É o que deu pra ver.

Ele sorriu.

— Quer ver mais?

— Não.

— Mentira. Você quer sim.

Ela não respondeu.

O jogo continuou. Mais algumas rodadas, mais alguns goles. A regata dela estava no chão, mas ela ainda sentia o calor. O short subia cada vez que ela se mexia, revelando a pele branca das coxas, o início da bunda quando ela virava de lado.

— Verdade ou desafio? — ele perguntou de novo.

Ela estava tonta. O corpo quente. A vontade crescendo.

— Desafio.

Ele a observou por um longo tempo.

— Tira o short.

Ela riu, nervosa.

— De novo? Já falei que não.

— Pode beber.

Ela olhou para o copo. Estava cheio de novo. Se bebesse mais, ia passar mal. Ia apagar igual André.

*Se eu tirar, não tem volta.*

— Se eu tirar o short, você tira a sunga?

— Claro. Regra é regra.

Ela respirou fundo. Levantou, as pernas trêmulas. Desabotoou o short devagar, puxou o zíper. O short desceu pelas pernas, caiu no chão. Ela ficou só de calcinha – uma calcinha preta simples, de algodão, que subia nos quadris e mal cobria a bunda.

Ele a observou, os olhos percorrendo cada centímetro.

— Linda. Muito linda. Agora tira a calcinha.

Ela hesitou.

— Jonas...

— É a regra. Você tirou o short, eu vou tirar a sunga. Mas você ainda tem a calcinha.

Ela enfiou os polegares na lateral da calcinha e puxou para baixo. O tecido deslizou pelas pernas, caiu no chão. Ela ficou nua na frente dele.

Pronto. Agora ele viu tudo.

Os olhos dele percorreram. Os peitos, a cintura, o quadril, a bunda enorme, as pernas compridas. Ela viu o peito dele subir e descer mais rápido.

— Perfeita — ele sussurrou. — Deus, Ana, você é perfeita. Sabia que eu imaginava? Desde a primeira vez que te vi, naquele churrasco, com aquele vestido branco molhado. Eu imaginava como seria te ver assim.

Ela sentiu o calor subir.

— Pronto. Agora você.

Ele puxou a sunga para baixo. O pau apareceu – enorme, grosso, ereto, apontando para ela. As veias marcadas, a cabeça rosada e lisa, brilhando com um pouco de líquido na ponta.

Ela prendeu a respiração.*É maior do que eu lembrava. Muito maior.*

Ficaram se olhando, nus, separados por alguns metros de chão e pelo corpo de André dormindo no sofá. O ventilador girava, trazendo um vento morno que fazia a pele dela arrepiar.

— Eu quero tanto tocar em você — ele disse, a voz rouca. — Quero passar a mão nessa bunda, apertar, morder. Quero sentir seu cheiro, seu gosto.

— Não pode — ela lembrou, mas a voz saiu fraca.

*Não pode, não pode...*

— Eu sei. Mas você pode... dançar. Você ainda não dançou.

Ela lembrou do desafio anterior.

— Dançar?

— Dança pra mim. Rebola. Quero ver essa bunda se mexendo. Quero ver você nua, rebolando.

Ela hesitou. Mas a vodka, o tesão, a noite – tudo empurrava.

*Dançar pelada na frente dele?*

Começou a dançar.

No início foram movimentos tímidos, os quadris descrevendo círculos pequenos, as mãos subindo pelo corpo sem realmente tocar. Mas ele estava olhando. Os olhos escuros fixos nela, acompanhando cada movimento, cada curva, cada balanço.

— Isso — ele sussurrou. — Assim mesmo.

Ela foi se soltando. Os círculos ficaram mais largos, a bunda começou a balançar de verdade. As mãos dela subiram pelos peitos, pelos cabelos, desceram pela barriga. Ela fechou os olhos de novo, deixando o ritmo tomar conta.

*Isso é tão errado. Por que é tão bom?*

Ela ouviu a respiração dele prender.

Foi ganhando confiança. Rebolou mais forte, a bunda enorme se movendo em ondas, as coxas se abrindo e fechando. Os peitos balançando junto com o movimento.

Ela abriu os olhos e viu ele. Estava vidrado. A mão dele, que descansava na coxa, apertou a própria perna com força, como quem se segura para não fazer besteira. Os nós dos dedos estavam brancos de tão apertados.

Ela gostou de ver. Gostou do poder.

Foi se aproximando sem perceber. Cada rebolada a trazia mais perto. Ela queria ver até onde ele aguentava. Queria testar o limite dele.

Quando ela estava a poucos centímetros, a bunda quase roçando no rosto dele, ele não resistiu. A mão subiu e deu um tapa forte.

O som estalou no ar, ecoando na sala silenciosa.

Ela gemeu — "Ahhnn!" — um gemido alto, involuntário, que saiu do fundo da garganta. O corpo inteiro respondeu, um arrepio subindo pela espinha.

— Não! — ela disse, afastando-se rápido, a respiração ofegante. — Você prometeu! Você falou que não ia tocar!

Ele levantou as mãos, em defesa, os olhos arregalados.

— Foi sem querer, você tava tão perto, eu não consegui me controlar...

— Sem querer, porra? Você prometeu! Colocou a mão no peito e prometeu!

— Tá bom, não foi sem querer. Mas você gemeu. Você gostou. Não adianta negar, eu ouvi.

Ela o encarou, o corpo ainda vibrando, os mamilos endurecidos, a pele arrepiada. Não podia negar. Tinha gostado. Muito.

— Não interessa se gostei — ela disse, mas a voz saiu mais fraca. — A gente não pode. Ele tá ali, Jonas. É o teu melhor amigo.

Ele a observou, os olhos escuros brilhando na penumbra.

— Eu sei quem ele é. Passei a vida inteira sabendo quem ele é. Mas isso não muda o que eu sinto quando olho pra você.

— O que você sente?

— Tesão. Muito tesão. Mas não é só isso. É vontade de estar perto, de provocar, de ver você rir.

Ela desviou o olhar.

— A gente não pode se tocar — ela disse, mais para si mesma do que para ele. — Se a gente se tocar, é traição. Não tem desculpa.

— Eu sei.

— Se a gente se tocar, não tem volta.

— Eu sei.

Ela ficou em silêncio por um tempo. Ele também.

— Mas a gente pode... — ela começou, e parou.

— Pode o quê?

Ela demorou a responder. A vergonha brigava com o tesão dentro dela.

— A gente pode... se olhar. Se provocar. Sem tocar.

Ele a encarou, confuso.

— Como?

— Se a gente se tocar, cada um no seu corpo... não é traição. A gente não tá se tocando. A gente só tá... se vendo.

Ele entendeu na hora. Os olhos dele brilharam.

— Você quer dizer a gente se masturbar junto? Um na frente do outro?

Ela corou, mas não desviou o olhar.

— Eu não tô dizendo nada. Tô só pensando alto. Se você quiser, claro.

Ele sorriu, um sorriso lento, cheio de segundas intenções.

— Então vem. Senta aqui na minha frente.

Ela sentou no chão, de frente para ele, as pernas abertas. Ele fez o mesmo.

— Começa — ele disse. — Quero ver.

Ela hesitou. A mão desceu, os dedos encontraram o clitóris inchado, molhado. Ela gemeu baixo quando tocou.

— Assim — ela disse, os dedos circulando. — Assim que eu gosto. Devagar no começo, pra ir esquentando.

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NOTA DO AUTOR:

PRA QUEM QUISER VER IMAGENS REALISTAS DESTE CONTO PODEM ME SEGUIR NO INSTA @dr.jakylk6 ou no laranjinha @drjack66

— Mostra — ele pediu, a voz trêmula. — Mostra como você faz quando pensa em mim. Quando lembra da foto.

Ela fechou os olhos por um segundo, imaginando.

— Penso em você. Penso nesse pau enorme. Penso em você atrás de mim, segurando minha cintura, enfiando tudo. Penso na sua mão na minha bunda, apertando, marcando.

— Porra, Ana...

— Penso em você gemendo meu nome. Penso em você gozando dentro de mim.

Ele gemeu, a mão envolvendo o pau, começando a se masturbar também.

— Queria tanto enfiar em você. Sentir essa boceta apertando meu pau. Sentir você apertando, contraindo.

— Ela apertaria. Ela tá louca por você. Toda molhada, pulsando, só de pensar.

— Mostra. Quero ver ela molhada.

Ela afastou os dedos por um segundo, mostrando a umidade brilhando, os lábios inchados, o clitóris aparecendo.

— Tá vendo? É por sua causa. Você que me deixou assim.

— Porra, que linda. Queria lamber você toda. Queria chupar esse grelo até você gozar na minha boca. Queria sentir seu gosto, misturado com o meu.

Ela gemeu — "Aaaahhh..." — os dedos voltando a se mover, mais rápidos agora.

— Fala mais.

— Queria chupar esses peitos. Morder de leve, puxar com os dentes. Queria ver eles balançando enquanto você senta em mim, quicando, gemendo.

— Jonas...

— Queria gozar em você. Quero ver minha porra escorrendo nessa bunda, nesses peitos, nessa cara linda. Quero ver você toda suja de mim.

Ela acelerou, o corpo tremendo, as pernas se abrindo mais.

— Tô perto. Tô muito perto.

— Também. Goza comigo. Goza olhando pra mim.

— Vai gozar em mim? Vai jorrar tudo?

— Vou. Quero ver você coberta. Quero ver você gozando enquanto eu gozo em você.

Ela gemeu alto, o corpo arqueando — "Aaaahhhhnnn!" Os jatos começaram a esguichar, quentes, fortes, atingindo o peito dele, a barriga, a mão que ainda se movia.

Ele gozou junto, e foi como se uma represa tivesse se rompido. O primeiro jato saiu com uma força absurda, atravessando o ar e atingindo o rosto dela com um impacto quente, escorrendo pelos olhos, pelo nariz, pela boca entreaberta. O segundo veio ainda mais forte, um jorro grosso e violento que espirrou no pescoço e escorreu pelos seios, formando poças brancas na pele. O terceiro pareceu não ter fim, jorrando em arcos que respingavam na barriga, nas coxas, nos quadris. E ainda veio mais, e mais, como se ele estivesse se esvaziando por completo, o sêmen escorrendo em fios grossos que cobriam cada pedaço do corpo dela, pingando dos seios, escorrendo pelo umbigo, formando verdadeiras poças no chão entre as pernas dela.

— Porra, Ana! — ele gritou baixo, o corpo todo tenso, as pernas trêmulas, a mão ainda se movendo enquanto o último jato, ainda grosso, ainda quente, escorria pela mão dele e respingava na coxa dela. — Porra, que delícia! Toma, tudo pra você!

Ela abriu os olhos. Viu o leite dele na pele dela. Viu o dela na pele dele. Tudo misturado. A visão do próprio corpo coberto, daquela quantidade toda, a fez tremer mais uma vez. *Nunca vi tanto. Nunca.*

O silêncio caiu.

A respiração ofegante dos dois enchia a sala.

Ela olhou para o próprio corpo. Para o dele. Para o sêmen escorrendo, grosso e branco, descendo lentamente pelos seus seios, pela barriga, formando pequenos rios na pele. Escorria das coxas, do umbigo, dos peitos. Tinha até escorrido para o chão, formando uma poça ao lado dela.

A vergonha desceu como um balde de água fria.

— Olha o que a gente fez — ela sussurrou, a voz mudando completamente. — Olha isso. Olha pra mim.

Ele também pareceu cair em si.

— Ana...

— Seu porra — ela cuspiu, os olhos se enchendo de lágrimas. — Sua porra respingou em mim. No meu rosto. Nos meus peitos. Olha isso. Tô toda suja. Parece que você despejou um balde.

— Foi sem querer, eu não...

— Sem querer? A gente acabou de se masturbar um na frente do outro enquanto meu namorado dormia ali. E você goza em mim desse jeito? Parece que nunca gozou na vida.

— Você também gozou em mim — ele lembrou, apontando para o próprio peito, onde o líquido dela ainda brilhava. — Olha, tá aqui. Você também queria. Você gozou primeiro.

— Porque você pediu! Porque você me provocou! Porque eu tava louca, bêbada, e você aproveitou! Você ficou aí, falando essas coisas, me deixando doida, me dando tapa, e agora isso? Olha a quantidade, Jonas. Tô irreconhecível.

Ela levantou, as pernas trêmulas, escorregando no próprio líquido que tinha pingado no chão. Pegou a camisola do chão e vestiu às pressas. O tecido grudou na pele suja, encharcando na hora.

— Ana, calma... a gente tava junto nisso. Você também queria. Você gemeu, você gozou, você falou putaria comigo. Você disse que pensava em mim.

— Queria, sim! Queria, e isso é o pior! Eu queria, e agora olha pra mim! Olha o que eu fiz! Olha essa sujeira! Eu tô noiva, Jonas. Eu vou casar com ele.

Ela apontou para a porta, a mão tremendo.

— Vai embora. Agora.

Ele levantou, vestiu a sunga, a bermuda. Pegou a camiseta do chão.

— Ana, a gente precisa conversar sobre isso. Não pode simplesmente...

— Pode sim. Vai embora, Jonas. Some. Se você disser mais uma palavra, eu grito. Eu conto tudo pro André agora mesmo. Acordo ele e conto.

Ele fechou a boca. Foi até a porta. Parou.

Ela virou as costas.

Ele saiu.

A porta fechou com um clique suave.

Ela ficou ali, parada no meio da sala, olhando para o corpo sujo, o sêmen secando na pele, formando uma crosta branca. Escorria dos seios, da barriga, das coxas. Tinha até nos cabelos.

Olhou para André, que dormia profundamente, alheio a tudo, o peito subindo e descendo num ritmo calmo.

As lágrimas vieram.

Ela correu para o banheiro, ligou o chuveiro, entrou vestida. A água quente escorreu, levando as marcas, mas não levando a vergonha. Ficou embaixo do chuveiro por muito tempo, as mãos no rosto, os soluços abafados pela água.

Quando saiu, vestiu um roupão. Foi até a sala. André continuava dormindo. Ela pegou um cobertor, cobriu ele com cuidado. Ajeitou o cabelo dele, que estava desgrenhado.

Subiu para o quarto.

Deitou na cama, olhando para o teto.

O corpo ainda tremia. A mente ainda via ele. Nu. Gozando. Olhando para ela. As palavras ainda ecoavam. E a imagem daquele jorro interminável, cobrindo cada pedaço dela, não saía.

Ela fechou os olhos.

Uma lágrima escorreu.

— O que eu fiz? — sussurrou para o escuro.

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Comentários

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Essa é muito boa, a mulher fica pelada na frente do amigo também pelado, do namorado, e não está traindo. Quer enganar a quem?

Vadia e rampeira é o que você é, e o amigo um talarico dos o infernos.

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