Notificação Extrajudicial

Um conto erótico de Ninfa Bela
Categoria: Heterossexual
Contém 3939 palavras
Data: 10/03/2026 11:22:25

Sr. Leonardo, deixe-me me apresentar, sou o Dr. Delgado Valente e venho por intermédio desta avisá-lo da vontade de sua esposa em desfazer o casamento de maneira amigável. Ela lamenta o sofrimento que lhe causou e pede para esclarecer que, ainda que ela tivesse, por um completo acaso do destino, tido alguma relação sexual fora do casamento, que o tivesse traído, como o senhor a acusa, isso seria por total e completo descuido do senhor com suas obrigações conjugais.

Aquele caso que o senhor alega tê-la flagrado em pleno ato de consumação carnal, o que certamente configuraria uma traição, ela pede para explicar formalmente e deixar registrado que o que aconteceu não é o que o senhor pensa que viu. Havia uma explicação, segundo ela diz, que justifica a presença do Sr. Pedro Mario Rocha, aquele moreno alto, 1,85, 80 quilos, musculoso, zelador do condomínio que vocês moram, pelado na cama do casal naquela tarde de verão. Como o senhor bem sabe sua esposa é terapeuta comportamental autodidata, e acontece que o referido senhor ao limpar a piscina da residência teve de súbito um mal sentimento, uma dor no coração, taquicardia, provavelmente causada pela forte depressão de que está sendo acometido desde que desfez o namoro de 3 semanas com a mulher por quem era declaradamente apaixonado e começou a trabalhar nesse condomínio. Ela afirma que o recebeu em sua residência com o mais puro sentimento samaritano e o acolheu na cama do casal para que ele pudesse, ao menos por alguns minutos, relembrar o relacionamento perdido. E que o fato dos dois estarem nus é totalmente irrelevante pois se tratava apenas de um estímulo didático à memória do marombado, digo, moribundo visando única e exclusivamente sua rápida recuperação.

Ela afirma que o senhor nunca compreendeu sua profissão nem a bondade de alma dela, a doação caridosa que ela faz às pessoas necessitadas, e que se sentiu muito magoada com as mentiras que o senhor insistentemente repetia dizendo frases vulgares como ‘sentava a bunda na pica grande e grossa do rapaz’, que o senhor assistiu o rapaz ‘despejar muita porra na boca dela’ e além de insinuar essas invencionices ainda ficar chamando-a de ‘piranha e putinha do condomínio’. Isso não é verdade, absolutamente inverídico, ela alega que só deu um chá para o rapaz se sentir melhor, nada além disso, e em retribuição ele serviu um leitinho quente para ela, que não é justo o senhor chama-la de piranha e putinha do condomínio, porque todas as coisas que ela faz são movidas apenas pela mais pura bondade de seu coração, e nunca cobrou nada por sua singela dedicação ao próximo. Ela esclarece também que não sabe dizer se o órgão sexual desse zelador é grande e grosso, como o senhor reclama, mas acredita que o senhor fala isso tendo apenas como referência o seu próprio órgão, que esse sim, ela afirma, é pequeno, fino, mole e feio, e ainda reafirma que é incapaz de oferecer prazer a qualquer mulher, sendo ela própria testemunha viva de muitos anos de tentativas frustradas.

Explicado e justificado esse caso do zelador Pedro Mário Rocha, que o senhor fez a maldade de mandar embora do condomínio, ela quer esclarecer, também, uma determinada situação em que o senhor, de súbito, adentrou a residência de forma sorrateira e silenciosa, e afirma que a viu nua no chão da cozinha sentada sobre o corpo do encanador ‘marido de aluguel’ que foi chamado para resolver um problema de encanamento que perdurava meses sem que o senhor tivesse a iniciativa de consertar. Ela afirma que, diante da acomodação do senhor face ao problema hidráulico, não teve outra alternativa senão chamar o tal ‘marido de aluguel’, e que este se deslocou até a residência especificamente para realizar os serviços normais de um ‘marido de aluguel’. Ela afirma que o senhor é um traumatizado por ter sido traído por todas as suas ex-namoradas e que por isso vê traição em tudo, mas que nessa situação especificamente não era esse o caso, estando o marido de aluguel fazendo apenas o serviço que o senhor não se propôs a realizar com o devido interesse, e que, se por acaso esse marido de aluguel teve que tirar sua camisa era por que estava muito calor naquele dia, fato que é facilmente comprovado pelo boletim meteorológico do dia, estando ela também, sua esposa, em roupas mínimas em virtude unicamente da excessiva temperatura já aludida. Além do mais ela se defende alegando que faz 3 anos que o senhor não vai ao oculista, contrariando a orientação de consultas anuais orientadas pelo seu médico, e que por isso o senhor não tinha condições de ver absolutamente nada, não viu as roupas que ela usava, e que aquilo que o senhor afirma que era a ‘pica grande do camarada’ era apenas a ferramenta do marido de aluguel, coisa completamente normal, que ela assegura que todo marido de aluguel tem, e que ele a usava para consertar um determinado vazamento num encanamento profundo que o senhor sequer conhecia. Afirma ainda que ele fez um excelente trabalho e por isso o senhor ficou enciumado, pelo trabalho do marido de aluguel ter sido feito com tamanha eficiência, coisa que o senhor nunca conseguiria, e continua explicando, até consegue entender o fato do senhor não ter realizado o serviço, pois pelos tantos anos de casamento, conhece bem a caixa de ferramentas do senhor e sabe que não consegue consertar nenhum vazamento, ainda que esteja pingando como era o caso, e que o senhor não possui nenhuma ferramenta que se assemelhe ao tamanho da ferramenta do marido de aluguel. Entretanto não o perdoa por ficar acusando-a injustamente, bastava ter explicado, à época, seus motivos que ela entenderia sua falta de iniciativa para resolver a questão. E por cima ainda diz que aqueles sons que o senhor alega que eram ‘gemidos extremos de prazer’ da sua esposa vinham do equipamento radiofônico do vizinho, não sabendo ela precisar qual estação o vizinho ouvia, não conseguindo, portanto, dar nenhum detalhe a esse respeito.

Ademais, Sr. Leonardo, ela se recorda também de outra acusação sem fundamento, quando num determinado baile de formatura de uma funcionária do senhor, completamente desconhecida da sua esposa, houve uma confusão no corredor de acesso ao banheiro ocasionando uma fila, até certo ponto desesperadora, para aqueles que esperavam ansiosos para utilizar os banheiros, apertados em suas necessidades, e que, naquele momento, acusá-la de ficar passivamente de costas na porta do banheiro enquanto ‘homens se revezavam atrás dela com seus paus duros, um após o outro’, é mais uma criação da sua mente pornográfica, que não conseguiu entender uma situação simples, em que alguém passou mal na festa por excesso de bebida e ocupou o banheiro por tempo demasiado longo, fazendo com que os homens da fila fossem bater violentamente na porta para que esse alguém a abrisse. Acontece que sua esposa também estava naquele momento com muita necessidade de usar aquelas acomodações, mas por obra de seu coração compassivo, quis proteger aquele convidado que estava passando mal e se posicionou na frente daqueles homens da fila e recebeu deles toda a violência que eles tinham dentro de si, segundo ela pareciam pauladas e boladas desferidas nas suas costas pelos mesmos, com ´único intuito de proteger aquele pobre necessitado que estava trancado em seu momento mais fragilizado, não deixando que os bárbaros atrapalhassem a recuperação do convalescente’. Unicamente isso, quase uma banalidade, mas um verdadeiro ato de altruísmo e coragem. E a mente poluída do senhor marido dela fica imaginando uma série de fatos que nunca ocorreram. Ela explica que o senhor faz isso porque não consome nenhuma bebida alcoólica e por isso não consegue se colocar na posição daquele que, repentinamente, é acometido da dificuldade de falar e se equilibrar ao mesmo tempo, necessitando de apenas alguns minutos para que o cérebro processe aquela situação e se reconfigure para voltar ao normal. Ela estava somente garantindo que aquele convidado tivesse esse tempo para se recuperar. Ela diz que o senhor deveria sentir vergonha de imaginar essas coisas dela, e se, por acaso, quando o convidado finalmente saiu do banheiro, ela adentrou o ambiente junto com aqueles 6 ou 7 homens, foi apenas em virtude da real necessidade que ela tinha de usar as instalações daquele banheiro, e a demora em sair comprova ainda mais que sua necessidade era extrema, se recusando, ela mesma, a ficar detalhando quais tarefas ela fez ali dentro e por quanto tempo, apenas informando, para que o senhor entenda melhor, que foi na frente, atrás e na boca, várias vezes, e que apenas isso justifica o tempo alongado ali dentro. Ainda completa dizendo que aquela gravação que o senhor fez da voz dela dizendo que ‘sem calcinha, sem fidelidade’ foi simplesmente uma provocação movida pela raiva que ela sentiu das acusações infundadas que o senhor fazia contra ela, e que naquele baile ela vestia calcinha sim, como sempre faz, e que se o senhor não viu é por causa, talvez, do modelo e do tom da cor de pele que a peça tinha, e provavelmente também em virtude da sua já explicada deficiência visual. Não, senhor, ela diz que não possui mais a peça que infelizmente se perdeu em alguma situação que foge à sua memória

Ela ainda gostaria de relatar que esse seu empenho em ficar caluniando sua nobre esposa a colocou diversas e diversas vezes em situações difíceis, complicadíssimas, sendo obrigada a se explicar a desconhecidos, tentando por incontáveis vezes mostrar a natureza suave, gentil, benevolente e acolhedora da sua personalidade. Isso porque o senhor repete para muitas pessoas que sua esposa é ‘uma vadia’ que o trai com qualquer um, e esse seu comportamento acaba por atrair para cima dela pessoas interessadas nessas características que, reafirmo, ela nunca possuiu, mas que, motivadas pela fala certeira do senhor, vão até ela e ficam insistindo em tentar conquista-la. Ela diz que, devido a sua natureza terapêutica e caridosa, nunca julgou esses homens em suas intenções, mas tratou de incentivá-los a conhecerem sua face mais generosa através de contatos frequentes oferecendo-lhes essa oportunidade de conhece-la por dentro e desfazerem essa imagem perversa que o senhor dissemina, usando as técnicas da sua especialidade profissional. Entretanto, em alguns casos, a demora é natural devido às características rudes e grosseiras desses homens, mesmo usando todo seu conhecimento profissional, nesses casos duríssimos só consegue sucesso após mostrar-se inteiramente por dentro e faze-los se conectarem completamente com a intimidade da sua personalidade (dela), e que isso não ocorre assim, instantaneamente, mas é um processo que leva tempo e vai aos poucos alargando o caminho conquistado. Essa é uma peculiaridade da espiritualidade da sua esposa que o senhor nunca manifestou interesse e desconhece completamente, mas é muito importante pra ela que ninguém, absolutamente ninguém, a julgue mal, seja na sua frente ou nas suas costas, e por isso ela se dedica tanto a esses casos, provocados inteiramente pelo senhor e que, e quando ela consegue, finalmente, convencer esses homens brutos da sua personalidade acolhedora, profunda, aconchegante, há uma euforia intensa uma explosão de alegria que jorra dentro da alma e de dentro pra fora deixando todos felizes e exaustos pela energia consumida durante a atividade, acontecendo em alguns casos uma crise de choro no final tamanha a emoção envolvida. Ela afirma que, se por acaso passa muitas horas nessas conversões, é por obra da sua língua venenosa e descontrolada que só fala mentiras, e que é óbvio que esse processo não poderia nunca ser realizado em qualquer lugar. Esclarece ainda que, se alguma vez, por absoluta falta de opção, essa conversão teve que que ser realizada em algum motel, fato que ela não confirma, mas que o senhor assegura possuir algumas fotos de alguém que se parece com ela, mas que, observe a condicionante, Sr. Leonardo, se isso por acaso teve de acontecer, ela assegura que não passaram de 10 ou 15 vezes, no máximo 20, segundo ela, reafirmando com contundência que não se recorda exatamente de ter acontecido ou não. Porém, se em algumas dessas vezes, ela ressalta novamente que não se recorda e, portanto, não confirma, a terapia consumiu a noite inteira foi por que o senhor não escolhe seus interlocutores e, na maioria dos casos, a demora faz parte do processo de introdução do desconhecido no âmago da sua esposa, apenas por isso. Sua esposa é uma profissional muito qualificada e antes que o senhor a questione, sim, ela diz que sim, em alguns casos foram necessários mais de uma intervenção, que eram casos difíceis que ensejaram um tratamento completo, detalha que eram amigos que o senhor possui com comportamento muito rígido e duro, verdadeiros cabeçudos, mas que nenhum durou mais de um ano, isso nunca! Contudo confessa que houve vezes de fazer tratamento simultâneos, e algumas vezes tratamento coletivos também, mas que é normal nesses casos a variação da terapia a ser aplicada. Ela faz questão de lembra-lo que é uma prerrogativa exclusiva da profissional que está em exercício a definição da terapia, não podendo o senhor questioná-la sem ter a devida habilitação.

Claro que é necessário, como o senhor deve estar aguardando, que ela exponha a verdade sobre a situação que ocorreu com seu irmão Paulo, vulgo Paulão, que durante alguns meses morou junto a vocês na mesma residência, caso em que o senhor a humilha diariamente dizendo que teve a coragem de traí-lo com seu próprio irmão, fato que jamais aconteceu. Como é do seu conhecimento seu irmão se separou da sua cunhada por infidelidade conjugal devidamente registrada por um excelente investigador, coincidentemente meu amigo e parceiro neste escritório, de nome Julio Gavião, codinome Cabeção, que teve o cuidado de catalogar em fotos e vídeos todas as situações em que seu irmão se relacionou fora do casamento, o que possibilitou que sua ex cunhada aproveitasse esse extenso material probatório e o reproduzisse em telão na festa de aniversário do mesmo, expondo o coitado a situação vexatória, mostrando-o nu em pelo a todos os convidados e, consequentemente, fez com que o casal se separasse. De forma ocorreu que seu irmão, repentinamente, viu-se envergonhado por ter sido apresentado nu em muitos ângulos para todos os amigos e familiares presentes nesta festa, nas mais diversas posições e com diversas mulheres que, uma após outra, eram consumidas pelo apetite sexual desmesurado do qual seu irmão é possuidor, e que, de repente, se viu abandonado, julgado e condenado pelos amigos e até rejeitado por parte da família. Obviamente Paulão considerou o único convite da sua bondosa esposa para morar com vocês enquanto ele precisasse, sem nenhum custo financeiro, apenas pelo prazer e satisfação que sua presença – marcante e robusta, ela ressalta - iria introduzir no lar e proporcionar uma companhia calorosa à sua esposa durante os longos dias em que ficava sozinha, sem ter ninguém com quem conversar. Veja, observe que sua esposa age apenas para ajudar quem tem alguma necessidade, pois seu irmão estava momentaneamente sem emprego e viu-se súbito despejado, sem lar e sem mulher, e sua esposa, como uma boa alma que é, prontamente abriu-lhe os braços e o coração e lhe ofereceu um abrigo agradável, quente e aconchegante para que o mesmo não tivesse que morar na rua. Fato! Mas o caso é que, coincidentemente, naquele período sua esposa passou por um problema grave de ordem médica/espiritual, que lhe acometia passar dias e noites deitada em completo devaneio, sudorese excessiva que nem a deixava usar roupas para lhe cobrir o corpo, estímulos involuntários dos músculos e membros, contrações e espasmos constantes, sentia as pernas fracas constantemente, respiração ofegante, gemidos incontroláveis e, inclusive, momentos incontroláveis em que expelia líquidos várias vezes ao dia, quase obrigando-a a usar fraldas geriátricas e, temendo que isso acontecesse durante a noite, na cama, junto ao senhor, o que a envergonharia muito, acabou optando por deixa-lo dormir sozinho, para que o senhor desfrutasse de uma perfeita noite de sono, o chamado sono dos inocentes, devidamente relaxante, para que no dia seguinte o senhor conseguisse desempenhar bem seu papel de empresário, com uma reputação a zelar, como se espera de alguém com o renome do senhor. Portanto não é justo que o senhor acredite que ela abandonava o leito para dormir na cama do seu irmão, ela ia na verdade para a sala, deitar-se desolada naquele sofazinho pequeno e duro de dois lugares incompatível com o poder aquisitivo do casal, sozinha, sentindo seu corpo pegar fogo e ao mesmo tempo tremendo de frio, aflita, e, se algumas vezes, o Paulão, movido pelo interesse ingênuo de agasalhar a cunhada, aquecer lhe o corpo e oferecer algo quente para ela ingerir, oferecia sua cama para a cunhada deleitar alguns minutos, obviamente sem esperar nada em troca dessa cunhada tão generosa, isso era apenas um gesto de retribuição entre cunhados. Como ela havia oferecido o calor do seu abrigo ao cunhado, recebendo-o de braços abertos em seu aconchego. Mas que ela, sabidamente advertida do extenso histórico de promiscuidade desregrada do cunhado Paulão, nas pouquíssimas situações em que se deitava na sua cama, nunca dormiu, isso ela jura pelo que há de mais sagrado, jura pela fidelidade dela. O senhor tem ciência das injúrias que desferiu sobre sua mulher. Ela jura por tudo que há que nunca dormiu na cama do seu irmão.

Certamente o senhor lhe deve muitas desculpas, Sr. Leonardo, certamente. E ainda mais, ela tem ciência que o senhor contratou o mesmo investigador para juntar provas contra ela, gastou uma pequena fortuna com isso e nunca obteve essas provas, como o senhor sabe. O senhor alega que ela descobriu ser seguida pelo investigador logo na primeira semana e este, repentinamente, parou de lhe apresentar provas, tendo entregue apenas algumas fotos em que alguém, ligeiramente parecido com ela, estava dentro de um carro saindo de um motel, ou dois, ou vários, o senhor não declara exatamente os detalhes, mas posso garantir que o Julio Gavião é o melhor investigador da cidade, jamais se deixaria ser descoberto nas suas campanas e, se fosse, jamais se entregaria aos carinhos de uma mulher, ainda que bonita, sensual e calorosa como a sua, jamais deixaria de entregar ao marido as provas definitivas das traições que tivesse descoberto. Agora, quando a mulher é fiel ao esposo as provas são impossíveis, Sr. Leonardo, muito embora o trabalho deva ser remunerado por que, de fato, ele a perseguia diariamente, fazendo de tudo para permanecer oculto, o Cabeção ficava indo e vindo atrás dela o dia inteiro, exaustivamente, sendo eu mesmo prova do cansaço que ele voltava para o escritório, ainda suado de tamanha dedicação, tendo que tomar complementos e vitaminas para dar conta da sua esposa, fiel até o último fio de cabelo, conforme está descrito no laudo que o senhor recebeu atestando a fidelidade cavalar da sua esposa. Contudo, empresário renomado como o senhor é, certamente tem clareza que todo esse trabalho tem um custo que deve ser arcado pelo contratante, conforme reza o contrato que eu mesmo confeccionei para esse renomado investigador. Reafirmo com exatidão e aposto qualquer quantia no alto nível de profissionalismo e rigidez moral exemplar deste meu sócio, um homem comprometido com seus casos, um trabalhador incansável dia e noite, independente de quantos buracos precise penetrar para conseguir seus intentos, sempre alcançou satisfação dos seus clientes e um renome que o senhor vai me desculpar o linguajar, mas que o classifica hoje como o ‘pica grossa’ da investigação.

Enfim, considerando o bondoso coração da sua esposa considero que haja grandes possibilidades de um acordo amigável para a separação. Digo-lhe também que meus honorários serão extremamente elevados pois sou um advogado especializado nesses casos de divórcio amigável, e quando escalam para divórcio judiciais sou mais especializado ainda. Peço-lhe que separe desde já um bom montante para arcar com meus custos, e caso o senhor pense em repartir os mesmo com sua esposa já adianto que ela está me pagando parceladamente tudo que cobrei dela, senhor Leonardo, com uma fidelidade britânica ela vem ao meu escritório todas as tardes depositar em meu favor, um fundo da poupança dela - como confidenciou - antes mesmo da definição dos fatos, se amigável ou litigioso. Para minha satisfação esse fundo vem caindo no meu colo diariamente. Porém, em dever do ofício, devo dizer-lhe que, apesar de todas as calúnias que o senhor desferiu contra a pessoa dela, ela ainda o ama perdidamente e me confidenciou que gostaria de continuar casada com o senhor, mas para isso o senhor teria que dedicar mais consideração à profissão da sua esposa, aceitar que ela é uma mulher boa, de alma honesta e coração transbordante, e isso deve ser compartilhado com os mais necessitados, fazendo também que o senhor interrompa definitivamente os xingamentos que desfere contra ela e a magoa profundamente.

Obs: Caso o senhor pense que aquelas imagens, que o senhor recebeu de fonte anônima, em que aparecessem o rosto da sua esposa acariciando um membro masculino, beijando e mordendo, chupando e engolindo, e ainda, um corpo parecido com o da sua esposa com esse referido membro inserido nos orifícios vaginais e anais da mulher da foto, ela esclarece que isso certamente é Inteligência Artificial, que nunca viu um membro grande como aquele e que, se tivesse visto, nunca que conseguiria acolhê-lo em sua vagina que conhece apenas o membro do senhor e ela ressalta mais uma vez que é pequeno, mole, fino e feio, e sendo também impossível recebe-lo atrás, visto que nem para o senhor, com o já descrito membro pequeno e fino, ela permitiu ou ofereceu tal parte, jamais tocada, sendo portanto, impossível tamanho desbronco em suas partes intimas e, em nenhuma hipótese, conseguiria se relacionar intimamente com alguém tão grande, nunca!

Isto posto, senhor Leonardo, aguardo um breve período de reposicionamento das suas intenções em relação às condições da separação de sua fiel esposa e, se dentro da minha larga experiência, puder lhe dar um conselho, eu digo, receba sua esposa de volta e cuide muito bem dela. É uma mulher muito boa, generosa, bonita, jovem, difícil de encontrar hoje em dia, completamente desinteressada na sua fortuna, possuidora do mais alto nível de altruísmo que um ser humano pode carregar, disposta aos mais altos sacrifícios para se dedicar à vida espiritual, mesmo nos ambientes mais carregados de energias terrenas, e ainda assim ela não sofre com seu desapego, muito ao contrário, o pratica com a determinação de ser a única atitude capaz de elevar a alma humana aos níveis celestiais. E, talvez, indo além da liberdade me dada, é preciso considerar que um jovem senhor, prestes a completar 50 anos, empresário, destacado entre seus pares, com uma carreira brilhante dentro da indústria nacional e internacional, talvez com pretensões políticas, porém dotado de atributos sexuais mínimos e irrelevantes, a companhia da sua esposa o engrandeça em seus círculos de amizades, o que aumentaria a estima que o senhor já é detentor, abriria caminhos para o senhor explorar em outros círculos não tão habituais para o senhor, como o político, talvez. Tenho absoluta certeza que a bela presença da sua esposa pode lhe abrir novos círculos de influência e assim o senhor se apoderar de novos desafios e responsabilidades sociais, muito destacadas e valorosas na imprensa, e uma esposa que possui caráter humanitários tão relevante, como o senhor tem, é de suma importância. Portanto, sinceramente, ainda que lhe fosse infiel, o que ressalto que não é, não foi, e jamais será o caso, mas ainda que ela lhe traísse todos os dias, mesmo que praticasse diariamente sexo casual sem nem conhecer os amantes, ainda assim, Sr. Leonardo, seria melhor comer doce com os amigos que merda sozinho. Reflita!

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Comentários

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O conto bem escrito mas impossível de engolir

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Ninfa , Vc escreve bem demais

Poderia fazer a defesa do marido

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Caraca que conto

Muito muito muito bom

Merecia 10 estrelas

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Que merda é isso, caramba isso dá ancia de vomito, que nojento repudiante

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Boa cachorrao.

O conto é diferente apenas isso .

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