Capítulo sete - O precipício
Quarta-feira, 14 de Março de 2007
“Mas, se não conseguem controlar-se, devem casar-se, pois é melhor casar-se do que ficar ardendo de desejo.” (1 Coríntios 7:9)
Meu mano Coríntios eu queria, de verdade, mas acho que não vai dar para esperar até o casamento não. Estou uma pilha. Troquei a colcha da minha cama, tomei um banho, vesti uma bermuda nova jeans e uma camisa lisa preta, passei até o perfume. Agora estou andando pela casa com meu coração querendo sair pela boca. “O que você tem na cabeça Jonas, se o Pastor chega em casa antes?” Vou está ferrado, esse e outros pensamentos malucos me ocorrem, mas antes que eu possa pensar em desistir a campainha toca me dando um baita susto.
Olho pelo olho mágico do portão nem sei por que, Isaac está com uma bermuda preta de jogar bola e uma camiseta também preta, seus braços e ombros amostra o deixam tão másculo e gostoso — o meu Deus estou ferrado — abro o portão e assim que meus olhos encontraram os dele Isaac abre um sorriso de admiração. O puxo para dentro com rapidez para que ninguém o veja entrando.
— Calma, a rua está vazia — diz rindo de mim.
— Isaac, eu pensei melhor e acho que não é uma boa ideia, o Pastor pode chegar e — ele ignora minha crise me puxando para um beijo — Isaac.
— Jonas, relaxa — ele me quebra quando fala meu nome, não consigo resistir e passo meus braços em volta do seu pescoço.
Depois de três beijos já estou mais calmo e com muito tesão. Vamos direto para o meu quarto. Ele também está cheiroso, mas me sinto bobo por ter me arrumado todo e ele está tão casual. Isaac diferente de mim não é virgem, para ele não é grande coisa transar no meio da tarde e até queria pensar assim também, só que não consigo, não sendo minha primeira vez e ainda mais por ser com ele.
O Senhor Perfeitinho não ganhou esse apelido só pelo seu jeito metido, a verdade é que Isaac é mesmo perfeito para mim, o fato de ser mais alto, seus cachinhos pretos, sua boca carnuda e macia, sua barba rala que faz cócegas quando ele beija meu pescoço, seu corpo magro, mas definido do jeito que eu gosto, enfim até seus olhos castanhos cor de mel me atissão.
Fecho a porta do quarto. Ele já conhece muito bem esse espaço da casa, afinal foi ele quem colocou as prateleiras nas paredes e montou meu guarda roupas, então ao invés de perder tempo olhando minha “decoração” ele vem e me abraça por trás, beijando minha nuca — estou toda arrepiado, isso é muito bom — posso sentir sua ereção na minha bunda, o tecido fininho da sua bermuda não tem como disfarçar.
— O que foi? — Ele pergunta percebendo que estou um pouco tenso — não quer?
— Eu quero — droga, não quero parecer fragil com ele, mas é que estou realmente pilhado.
— O Pastor não vai chegar agora relaxa — ele diz parecendo sincero — você quer que eu vá embora?
— Não — realmente não quero — é que para você isso pode não ser muita coisa, mas para mim é meio que tudo sabe.
— Não entendi — não posso culpá-lo, não fui claro mesmo.
— Eu sou virgem Isaac.
— Jonas, olha para mim, eu não estou aqui só para tirar sua virgindade, estou aqui porque eu quero muito fazer isso com você — Isaac aperta seu membro avantajado na bermuda de tecido fino evidenciando o formato da sua peça.
— Sou um bobo, me arrumei todo e você tá aí todo casual.
Me arrependo das palavras no momento em que elas saem da minha boca. Ele me vira para que fiquemos de frente um para o outro. Seus olhos amendoados me encaram por um segundo e ele sorri, mas dessa vez não parece que está rindo de mim. Ele é tão lindo de perto, é difícil até de respirar com ele assim tão perto.
— Jonas tirar sua virgindade vai ser uma honra para mim — sua voz é séria, mas tenho medo dele está me zoando, ele parecendo ler minha mente continua — tô falando sério, eu tomei banho depois que cheguei da farmácia e sabe porque eu demorei?
— Não.
— Porque eu estava aparando tudo lá embaixo para ficar gostosinho para você — droga agora tô envergonhado.
— Seu idiota — digo e ele rir.
— Eu não me arrumei porque eu falei para minha mãe que estava indo jogar um racha com os amigos do colégio, ou você queria que eu falasse que estava vindo tirar a virgindade do meu namorado? — Diz rindo, detesto esse lado debochado dele.
— Eu não sou seu namorado — digo o repreendendo.
— Então você transa com ficante? — Ele sabe como me provocar.
— Quer saber, não vou transar com você — digo tentando soar o mais convincente possível.
— Tá bom — ele diz balançando a cabeça e então o sacana tira a camiseta de uma vez — tá calor aqui né?
Não tinha visto ele sem camisa ainda, minha nossa, meu coração esqueceu até como que bate, os pelos escuros de seu peito são raros e lindos, as curvas de seu corpo são esculpidas, ele não nasceu, foi desenhado por Deus. Com a camiseta no ombro Isaac é o cara mais sexy com quem já estive sozinho. Seus olhos seguem os meus e não tem nem como negar, estou secando seu corpo. Ele aproveita que baixei a guarda e volta a me beijar.
— Você está lindo, está cheiroso e vou te dizer, me deixou mais duro ainda de saber que você se arrumou todinho assim para ficar comigo — ele conseguiu, me desarmou totalmente de novo.
— Isaac, você vai ser gentil comigo? — Pergunto com um pouco de medo e tesão.
— Sempre — sua resposta relaxa meu corpo de uma forma quase sobrenatural, nosso beijo ficou até melhor depois disso.
Ele retira minha camisa com calma, minha respiração está um pouco acelerada, mas estou estranhamente confortável com seu toque. O contato pele a pele é indescritível, coisa de outro mundo. Minha cama é pequena, porém bem confortável. Me deito com ele vindo por cima de mim, Isaac tem uma pegada boa, suas mãos me seguram com firmeza e autoridade. Aqui e agora ele se afirma como meu dono e eu quero ser, é seguro embaixo dele, pelo menos é isso que sinto tendo seu peso sobre mim e sua boca na minha.
— Tem certeza que está pronto?
— Tenho.
— Me fala quando quiser parar beleza? — Não conhecia ainda esse lado carinhoso dele, meu peito sobe e desce arfando de timidez e desejo, só faço que sim com a cabeça e ele volta a me beijar.
Isaac desce beijando meu pescoço, depois meu ombro e então alcança meu mamilo esquerdo. Não fazia ideia de que tinha tanto prazer nesse ponto do meu corpo, porém, foi só sentir sua boca chupando meu peito que uma corrente elétrica percorreu meu corpo fazendo meus dedos do pé se curvarem e um gemido tímido e cheio de luxúria escapar por entre meus lábios. Percebendo que gostei sua língua começa a brincar com o bico do meu peito.
Minha mão esquerda agarrou seus cachos enquanto a outra arranha suas costas de leve. Fecho meus olhos e sou transportado para o céu, estou entre nuvens com meu corpo em chamas de tanto prazer e desejo por ele. Meu pau nunca esteve tão duro, indo para o outro mamilo, Isaac usa as pontas dos dedos para varrer meu peito até embaixo. Quase me falta ar quando sua mão agarra meu membro por cima da calça.
Puxo ele para voltar a beijar minha boca. Estou ficando cada vez mais solto, para mostrar a ele que estou curtindo o troço de lugar ficando parcialmente por cima dele, minha mão livre uso para desbravar seu peito. O beijo vai esquentando à medida que minha mão se aproxima de sua ereção. Além do pau do Gutinho, meu primeiro até então único namoradinho, essa é minha segunda experiência com o pau de outro cara.
— Pode pegar — Isaac quase chega a pedir quando percebe minha pausa.
Faço o que ele me pediu, só que quero ser ousado, só para ele não ficar se achando depois e me chamar de tímido inexperiente — não que eu não seja, mas não vou dar esse gostinho para ele — com a ponta os dedos deslizo direto para dentro do sua bermuda. Um sorriso enorme e malicioso se abre na sua boca. primeiro sinto seus pentelhos, mais um pouco alcançou seu membro, minha nossa! É tão grosso que minha mão não consegue fechar segurando.
— Mas leve Filho do Pastor — odeio sentir tanto prazer quando ele me chama assim — não é para apertar com tanta força.
— É muito grande — acabou deixando escapar meu espanto e ele riu satisfeito.
— Você gostou?
— Não sei, é grande e bom de pegar — ele está adorando minha falta de conhecimento.
Com um movimento ele saca a bermuda com a cueca e revela em minha mão um pau de quase vinte centímetros e tão grosso que meus dedos quase nem se encontram. É a primeira vez que seguro um pau, eu já tinha pegado no do Deric, mas nunca diretamente, o mais perto que tinha chegado era pela cueca. A sensação é boa, sei lá, é gostoso bater uma para ele.
— Devagar, assim — ele vai me ensinando com a voz rouca dele no meu ouvido — perfeito assim.
— Isaac, faz aquilo com os dedos de novo — estou quase pegando fogo de vergonha, mesmo assim peço.
Ele atende meu pedido sem fazer nenhuma de suas gracinhas — agradeço a ele mentalmente — os dedos dele entram mais fáceis dessa vez, deve ser por mim está mais relaxado. Estamos nos beijando, comigo punhetando ele e seus dedos me fodendo, tirando um leve desconforto não consigo pensar em nada melhor para mim agora.
Aos poucos a vergonha vai passando e já nem me importo de gemer no nosso beijo. Isaac segura minha mão e me pede para parar, ele não quer gozar ainda. Levantamos da cama para tirarmos o resto das nossas roupas, ele fica lindo pelado, o pau enorme dele é reto e cheio de veias e agora não consigo mais tirar as mãos dele, sentir seu peso é muito excitante. Ele está adorando e eu também, porém quando vejo ele tirando camisinha e uma pasta que parece muito com embalagem de pasta de dente, mas acredito que seja lubrificante me dá um pouco de frio na barriga.
— Deita de lado, vai doer menos — sinto um pouco de ciúmes por ele já ter feito isso com outra pessoa, mas isso não me tira a vontade de fazer com ele — vai doer um pouco, mas depois que eu estiver dentro a gente deixa um pouco para você se acostumar e vai doer menos eu prometo.
— Tá bom — estou um pouco assustado, afinal ele é enorme, mas tudo em mim deseja ele e também confio no Isaac.
— Se não aguentar falar que paro na mesma hora tá bom?
— Certo.
Deitado atrás de mim ele beija meu ombro sendo muito carinhoso. Fecho meus olhos quando sinto a pressão no meu cuzinho virgem. A dor é muito forte, porém não quero desistir ainda, então aperto o travesseiro com força e travo a boca para segurar meus gemidos. Ele é super paciente, sem pressa vai colocando todo o seu membro duro dentro de mim, seus dedos me prepararam para isso, mas seu pau é maior e mais grosso.
— Tá doendo?
— Tá, mas ainda dá para aguentar — falo com a voz meio chorosa.
— Cê quiser a gente para — diz todo preocupado comigo.
— Eu, aguento — falei sendo corajoso e ele sorriu.
— Tô todo dentro de você agora — diz no meu ouvido me fazendo arrepiar inteiro — você é tão apertadinho Jonas.
— Isaac, me chama daquele outro jeito — peço morrendo de vergonha.
— Como?
— Você sabe — vou explodir de tanta vergonha.
— Ah, você é tão apertadinho filho do Pastor — apertei seu pau dentro de mim em resposta — caralho, que safadinho esse filho do Pastor.
Ele falando sacanagem para mim é irresistível, devagar Isaac começa um movimento de vai e vem, estou perdendo minha virgindade com ele, isso é algo que nunca pensei que aconteceria, ainda mais debaixo do teto do Pastor. Sonhei com esse momento na faculdade ou até depois dela, sei lá, mas nunca assim e nunca com alguém como Isaac.
— Ai Isaac, tá doendo — digo quase chorando.
— Aguenta por favor, você é o filho do pastor tem que ser forte e dar o exemplo — filho da mãe, ele sabe como mexer comigo.
Tá doendo muito, mas não posso falar que esteja ruim, ele me ta me tratando tão bem, indo devagar para não me machucar mais e quando me pede para aguentar não posso dizer não. Ele me come com tanto amor, não estou perdendo minha virgindade transando, estamos fazendo amor — eu sei que não entendo nada disso, mas não tem como isso não ser amor.
— Que delícia, você é muito apertado e quentinho.
— Ai, ai Isaac.
— Cê quer parar? — Ele me pergunta, mas eu sinto na sua voz que ele não quer parar então aguento mais um pouco.
Com o tempo a dor começa a diminuir, mas não passa, ele mete mais um pouco e então tira de dentro de mim também bem devagar para que eu sinta menos dor possível. Me sinto mal por não ter aguentado, tipo eu tinha que ter dado mais prazer a ele, mas sou tão inexperiente, não devo me comparar às outras experiências dele.
— Desculpa — digo escondendo o rosto no travesseiro.
— Ei ei, para com isso, foi perfeito para mim — diz puxando meu rosto e me beijando — é muito grosso e é sua primeira vez, na próxima eu vou comprar um relaxante muscular e vou te estimular mais, devia ter pensando nisso para você ter curtido mais.
— Eu curti, foi perfeito para mim também, porque foi com você — me permito dizer e vejo seus olhos brilhando.
— Tem uma coisa que a gente ainda pode fazer — ele diz segurando meu pau e depois levando minha mão até o dele.
Tiro a camisinha dele e começo a masturbar ele também. Gozo primeiro pois ter a mão dele em mim é a melhor sensação do mundo, ele goza logo em seguida, é tanta porra que sai de dentro do pau dele que fico hipinotizado, cada jato quente de seu leite atingindo seu peito, ele urra baixinho.
Nem sei por quanto tempo ficamos na minha cama, só sei que cada beijo que damos me deixa um pouco mais perto do precipício que vai ser namorar com Isaac. Só tem uma parte minha que não está me dizendo para correr dele , meu coração já pertence a esse atribulado. Com todos o Isaac banca o Senhor Perfeito, mas comigo não, comigo ele se mostra como realmente é, vulnerável, mas também atrevido e leve.
— Isaac, não vai mudar comigo agora que conseguiu me levar para cama vai?
— Por que isso agora? — Recebo um beijo na testa enquanto meu peito repousa em seu peito.
— Não sei, só que acho que estamos indo muito rapido, estou um pouco assustado, não era meu plano perder a virgindade antes de sair de casa e nem posso sonhar em me assumir por causa do Pastor.
— Calma, não precisamos mudar nada, podemos continuar namorando escondido.
— Isaac, você não era virgem né? — Me doi fazer essa pergunta, mas sinto que se não fizer vou surtar.
— Não — ele diz pensativo — eu perdi minha virgindade a uns dois anos com uma amiga.
— Vai me dizer quem é? — Meio que acho que foi a Raabi.
— Ela não iria querer que as pessoas soubessem — agora acho mesmo que foi ela.
— Tudo bem, mas você só dormiu com ela?
— Quer saber se já transei com outro homem? — Ele me pergunta me pegando meio desprevenido — já, mas só uma vez e não conheço o cara, ele era casado e foi um lance de curiosidade e sem importância.
Não sei o que pensar, dentro de mim arde de ciúmes, mas não posso pensar dessa forma e nem me maldizer, só que meio que doi um pouco não ter sido seu primeiro assim como ele foi o meu. Queria que sua resposta fosse não, mas fico feliz por sua honestidade pelo menos.
— Olha para mim — ele ergue meu queijo para que nossos olhos se encontrem — para mim não importa a ordem, só o significado, para mim o que a gente acabou de fazer é o que vou lembrar pro resto da vida.
— Por que você não é sempre assim? — Digo me sentindo bobo e apaixonado.
— Você gosta quando te provoco — diz me beijando.
— Idota — retrucou, mas o beijo de novo.
É um pouco assustador gostar dele tanto assim, mas eu não tenho mais como fingir que não estou gostando dele. Ouvimos um barulho no portão e isso meio que me tira do meu transe — droga o Pastor chegou mais cedo — entro em pânico e fico meio segundo paralizado na cama, por sorte Isaac levanta de um pulo e começa a vestir sua roupa com agilidade. Meio sem saber o que fazer, apenas o sigo.
— Jonas? — Escuto o Pastor me chamar da garagem.
— Estou em casa — gritei de volta sem saber o que dizer.
O Senhor Perfeitinho vem a tona e ele pensando rápido corre comigo até a cozinha e pega um copo com água bem a tempo do Pastor e da minha madrasta entrarem e me verem segurando a garrafa e ele com o copo na mão.
— Oi Pastor, tudo bem com o senhor?
— Oi Isaac — ele responde mantendo uma pose de simpatia, mas sei bem o que se passa em sua cabeça.
Preciso formular uma desculpa, mas o medo me paraliza e não sei o que dizer, não tenho como sair dessa, foi uma vida curta, porém não foi tão ruim, pelo menos pulde perder a virgindade com alguém bonito e gentil, que cuidou de mim no breve momento. Então fui feliz, pelo menos um pouco.
— Passei para saber se o Jonas vai ensaiar hoje e também para tomar um pouco de água, estava treinando com uns amigos do colegio — diz justificando sua roupa e o suor.
— Hoje ele não vai poder, porque vou precisar dele em casa — o Pastor responde e meu corpo se enrijece, quebre uma regra, mesmo com a desculpa bem feita do Isaac ainda sim tinha cometido um erro.
— Tudo bem, vou indo então, obrigado pela água Jonas.
— De nada.
Minha madrasta leva Isaac até a porta, meu primeiro impulso é correr, mas sei que se eu correr vai ser pior. Meu medo dele é tanto que me encolho esperando que ele não me bata. O Pastor nunca levantou a mão para mim, mas também nunca precisou, seus gritos e castigos já são bem severos.
— Desculpa Pastor — me adianto, mas isso só o irrita ainda mais.
— Você sabe que não quero ninguém nessa casa quando não estamos, não sabe! — Sua voz é poderosa e eu me encolhi ainda mais.
— Você passa a mão na cabeça dele toda vez — não sei como essa mulher tem coragem de se dizer cristã tendo tanta maldade no coração.
— Não se mete — O Pastor rosna para ela.
— Pai me desculpa — falo de novo e então aconteceu.
Sinto meu rosto arde, ele acabou de me dar um tapa. O dia mais feliz da minha vida foi arruinado, tudo que vou me lembrar é que levei um tapa na cara, se ele soubesse o que acabei de fazer no meu quarto teria sido pior, sem dúvida. Ele ensaia tirar o sinto e me esforço para permanecer no lugar.
— Quem se nega a castigar seu filho não o ama; quem o ama não hesita em discipliná-lo. Provérbios 13:24 — diz minha madrasta assistindo com satisfação.
— Vai pro seu quarto, não quero ouvir um pio seu Jonas, e dá proxima vez que eu chegar em casa e tiver alguém aqui sem minha permissão você vai sentir o sinto no seu couro, entendeu?
— Sim senhor.
Corro para o meu quarto, estou em pânico, completamente zonzo com o que acabou de acontecer, ele nunca tinha me batido, parecia até que ele sabia de algo, eu sabia que não podia vacilar, eu brinquei com fogo e me queimei, as lágrimas caem do meu rosto, mas o medo dele vir aqui e me bater mais é tanto que enfio a cara no travesseiro para evitar de ser ouvido. O cheiro do Isaac na minha cama só faz me sentir ainda mais culpado e assustado, continuar com Isaac vai ser muito perigoso, mas depois de hoje é difícil imaginar minha rotina sem ele. Parece que cheguei ao abismo, a dúvida agora é se me jogo dele ou se ainda consigo dar meia volta.
