Quando cheguei em casa depois da minha Desconfiança, encontrei a Mara estirada no sofá da sala, profundamente adormecida. Ela estava de short e top, o cabelo ainda úmido, cheirando a seu shampoo de flores do campo. Um cenário de aparente normalidade que me causou um nó na garganta. Meus olhos, quase por vontade própria, foram puxados para a janela que dava para o quintal. O barracão do Jegão estava escuro e silencioso. Ele devia estar na borracharia, como sempre no fim da tarde.
Foi quando meu olhar cruzou com o varal de roupas, estendido no espaço de serviço ao lado da cozinha. Pendurada, balançando levemente na brisa, estava uma das calcinhas de renda preta da Mara. Estava molhada, mas não do jeito uniforme de uma peça lavada. Parecia ter sido enxaguada às pressas, com algumas áreas ainda mais escuras. O coração deu um salto dentro do meu peito. A memória do que eu tinha visto pela fresta do barracão de manhã cedo voltou com força total: a peça de roupa clara, jogada no chão de cimento. A forma, a cor... parecia a mesma.
Um gelo percorreu minha espinha, do cóccix até a nuca. O sangue pareceu parar de circular por um instante. A conversa do Messenger, a calcinha no barracão, a calcinha molhada no varal... As peças se encaixavam de uma forma que não deixava mais espaço para desculpas ou negações. A raiva inicial começou a se transformar em algo mais frio e calculista: uma necessidade doentia de provas. Eu precisava ver com meus próprios olhos.
À noite, a Mara, com um ar despreocupado, anunciou:
— Amor, vou lá no barracão do Jegão assistir a um filme de luta. Ele baixou aquele novo do UFC, a gente vai ver na TV dele.
Ela usava um shortinho curto e um top de alcinha, um visual "casual" que agora me parecia uma armação.
— Tá bom — respondi, tentando manter a voz neutra. — Não demora.
Assim que ela saiu, fiquei à espreita. Da janela do quarto, podia ver a luz azulada da TV dele piscando pelas frestas das tábuas do barracão. O som estava altíssimo. Mas não era o som de golpes, gritos de lutadores ou narração esportiva. Era o estampido de tiros, explosões, gritos de guerra. Era um filme de ação, de guerra. Nada a ver com UFC.
Meu coração acelerou. Era a deixa. Saí de casa em silêncio e me aproximei do barracão. A porta de madeira estava trancada por dentro. Bati, primeiro de leve, depois com mais força.
— Mara! Jegão! — chamei.
Nenhuma resposta. Apenas as explosões do filme. Prestei atenção. Por baixo do ruído dos canhões e metralhadoras, consegui discernir outros sons: um rangido ritmado e agudo, de molas de cama velha sendo forçadas. E, mais sutil, um gemido feminino, abafado, que não vinha dos alto-falantes da TV. Era real.
"Será que é o filme? Alguns filmes de guerra têm cenas de sexo...", tentei me enganar, mas a lógica era frágil demais. A porta trancada, o som alto para abafar outros ruídos, o horário... Era flagrante.
Minha mente simplesmente desligou da realidade naqueles segundos, e foi arrastada para um filme em looping, obsceno e agonizante, projetado nos meus próprios pensamentos. Era impossível não imaginar. A porta trancada do barracão não era mais um obstáculo; meu cérebro a arrombava, me forçando a ser um espectador involuntário da cena que, com toda certeza, tinha acontecido ali.
A primeira imagem que veio, nítida e cruel, foi a dela de joelhos no chão áspero do barracão. A Mara, minha esposa, com aqueles lábios que beijei todas as manhãs, envolvendo a cabeça roxa e inchada do pau do Jegão. O pau que eu nunca vi, mas que o apelido dele e a conversa da amiga anunciavam como uma arma. Imaginava a expressão de concentração e tesão no rosto dela, os olhos fechados, a garganta trabalhando enquanto tentava engolir aquela grossura que, na minha mente, era monstruosa. Ela se acabando naquela pica, babando nela, como se fosse a coisa mais preciosa do mundo.
Da boca, meu pensamento saltou, com uma violência que me fez encolher o estômago, para o cuzinho dela. O meu lugar. Aquele lugar apertado, quente, que ela deixava só para mim nas nossas noites mais fogosas, e que eu adorava conquistar, devagar, com muito lubrificante e carinho. Na minha cabeça, agora, o Jegão não tinha paciência para carinho. Eu o via, com aquelas mãos grandes e sujas de graxa, segurando seus quadris com força, enterrando a pica enorme dele de uma vez naquela entrada estreita. Imaginava o gemido de dor e prazer que ela soltaria, o corpo arqueando, e ele começando a meter, arregaçando com força brutal, o som úmido e ofensivo da carne batendo contra carne. Ela com certeza ia querer sentir uma pica maior que a minha lá dentro. A ideia dela desejar aquela invasão, aquela dor que eu sempre tentei evitar, era um vinagre na ferida.
A cena mudou de ângulo. Agora ela estava deitada de costas na cama improvisada dele, com as pernas bem abertas, uma mão se esfregando freneticamente no clitóris, do jeito que ela adora para gozar. Era a posição que ela pedia quando queria um orgasmo intenso. Só que, no meu devaneio, não era meu corpo sobre o dela. Era o Jegão, a sombra enorme dele bloqueando a luz fraca, massacrando-a com estocadas profundas e curtas, enquanto segurava seus tornozelos, forçando-a a se abrir ainda mais. Eu via o rosto dela contorcido de êxtase, os seios balançando, e ela apertando o pau dele por dentro enquanto chegava ao clímax, gemendo o nome dele, não o meu.
E, por fim, a imagem mais humilhante: ela por cima. Cavalgando ele, seus quadris arredondados subindo e descendo com uma habilidade que parecia recém-descoberta, seus seios na cara dele. Até que, num ímpeto, ela se levantava, a pica dele saindo de dentro dela, e ela, de pé na cama, se masturbava rapidamente até gozar, os jatos de seu próprio prazer caindo no rosto satisfeito dele, que olhava para ela como se ela fosse a maior conquista do mundo.
Cada detalhe era uma facada. Cada som imaginado, um eco na minha cabeça. Cada cheiro fictício, uma náusea real. Era um turbilhão de pornografia mental personalizada, feita sob medida para destruir o que restava da minha autoestima e do meu casamento.
Até que, com um esforço físico quase doloroso, como se emergisse de um mergulho muito profundo, eu voltei a mim. O som da voz dela ao telefone ainda vinha do quarto. O cheiro do jantar queimado um pouco na cozinha invadiu minhas narinas, substituindo o odor fantasma de sexo suado. Eu estava de pé, na penumbra da cozinha, as mãos frias e trêmulas, o coração batendo como um tambor de guerra.
Os devaneios tinham sido tão vívidos que, por um instante, a realidade pareceu sem cor. Mas ela estava ali, mais dura e mais cruel do que qualquer imaginação. A traição não era mais uma suspeita ou uma cena hipotética. Era um fato. E o filme na minha mente era apenas um reflexo pálido da realidade que ela estava vivendo, bem ali, atrás daquelas paredes finas.
Voltei para casa com um peso de chumbo no peito. Deitei na cama, no escuro, e fingi dormir quando, muito mais tarde, ouvi a porta da frente se abrir. Ela entrou no quarto às cegas, e imediatamente um cheiro forte invadiu o ar. Era um odor denso, doce e salgado ao mesmo tempo, inconfundível: suor, sexo e o aroma metálico e característico de porra. O cheiro era tão intenso que parecia grudar nas paredes.
Ela tirou a roupa rapidamente e saiu do quarto em direção ao banheiro. Meu corpo estava tenso como uma corda de violino. Assim que a porta do banheiro se fechou, saí da cama em completo silêncio, deslizando pelos pés descalços no piso frio.
A porta do banheiro não estava totalmente fechada. Um filete de luz escapava por uma fresta. Encostei o rosto, olhando com cuidado. A Mara estava de pé, de costas para a porta, sob o jorro do chuveiro. Mas ela não estava se ensaboando. Estava de pernas abertas, ligeiramente agachada, com uma mão apoiada na parede do box. O jato de água batia em suas costas e escorria, mas minha atenção foi para entre suas pernas. Da sua buceta, que ela mantinha completamente raspada (um detalhe que eu adorava), saía um fluxo contínuo de um líquido branco-acinzentado, viscoso, que se misturava à água e escorria pelo ralo. Não era urina. A consistência, a cor, o modo como descia... era sêmen. Ela estava tentando limpar-se, tirar dele, naquele banho apressado da madrugada.
Fiquei paralisado. A visão foi um soco no estômago que me tirou o ar. Voltei para a cama num estado de choque, fingindo dormir quando ela voltou, limpa, com cheiro de sabonete, e se deitou ao meu lado. A proximidade dela, agora, me dava náusea.
A semana seguinte foi um inferno silencioso. Eu andava pela casa como um fantasma, observando cada movimento dela, cada olhar perdido, cada pequeno sorriso no celular. A desconfiança tinha se transformado em certeza, e a certeza em um veneno que corroía tudo por dentro.
No sábado, aproveitei a desculpa de um pneu furado para ir até a borracharia. Precisava ver a cara dele. Chegando lá, só encontrei um rapaz muito magro, conhecido por todos como Espiga, que ajudava o Jegão nos serviços mais leves.
— Onde tá o Jegão? — perguntei, tentando soar casual.
— Aí, seu Edu, ele saiu correndo pra farmácia. Disse que já volta — respondeu o Espiga, dando uma tragada num cigarro.
— Farmácia? Tá passando mal?
— Não sei não — o Espiga deu uma risada malandra. — Falou que ia comprar um teste de gravidez. Tá comendo uma tal de 'Cavala' esses tempos, acho que o jegue vai ter um potro, kkkkk!
Eu forcei uma risada junto, mas foi um som seco e vazio que saiu da minha garganta. Cavala. O mesmo apelido da conversa do Messenger.
— Que horas ele volta? — insisti, disfarçando a urgência.
— Ah, hoje ele nem deve voltar mais aqui não, deve fechar direto no buteco. Só amanhã.
Paguei pelo conserto do pneu e voltei para casa, mas não entrei. Estacionei o carro na rua de trás e entrei silenciosamente pelo portão dos fundos, que rangeu levemente. Ao me aproximar da porta da cozinha, ouvi vozes vindo do quarto. A Mara estava ao telefone, falando alto o suficiente para que eu ouvisse.
— … Pois é, amiga, por pouco eu não tava grávida. Fiquei em choque quando atrasei.
Era a voz dela, misturada a um riso nervoso. Ela devia estar falando com a Verônica, sua amiga mais próxima.
Uma pausa. Eu me encostei na parede, o coração batendo forte.
— Mas você tem tanta vontade de ser mãe, Mara! Por que o espanto? — ouvi a voz abafada da amiga saindo do viva-voz.
— Você tá louca, Vé? — a Mara riu de novo, mas era uma risada tensa. — Ele é louco pra ser pai. Mas eu não posso. Cê não vê a minha situação?
As palavras ecoaram na minha cabeça. "Ele é louco pra ser pai." Meu sangue pareceu congelar. Ele. Não "o Edu". Ele. A pronome não se referia a mim. Referia-se ao Jegão. Ela estava falando do Jegão. Ela atrasou a menstruação, achou que podia estar grávida dele, e isso a deixou em choque... não por medo de uma gravidez, mas por medo de que não fosse minha.
E a "minha situação" que ela mencionou? Era estar casada comigo. Eu era o obstáculo, a complicação.
Fiquei parado na cozinha escura, ouvindo o resto da conversa se perder em murmúrios. A última peça do quebra-cabeça não só se encaixava, como esmagava qualquer fragmento de dúvida que ainda pudesse existir. A traição não era só física. Era emocional. Ela considerava a vida, um filho, com aquele homem. E eu, seu marido, era apenas "a situação" a ser contornada.
Continua...
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