O Negão da Praça. (Degustação)
Eu estava andando pela rua, altas horas da madrugada. O que foi um erro, pois minha caminhada pela rua deserta estava mais sombria do que eu imaginava. Já era muito tarde quando eu saí da casa da minha melhor amiga, não é longe da minha casa, mas naquele horário, parecia que ficava a quilômetros de distância.
Em algum momento, eu decidi cortar caminho pela praça perto de casa. Um erro clássico, já que aquele lugar sempre me deixou com um pé atrás, com alguns postes queimados, cantos escuros demais, e um silêncio que dava arrepios.
— Está um pouco escuro aqui... Eu devia ter dado a volta pela praça mesmo, mas ela é tão grande... — Murmurei pra mim mesmo, apressando o passo.
Foi quando vi alguém se movendo na sombra de uma árvore enorme, um vulto que fez meu coração disparar.
— Quem está aí?
O vulto se aproximou devagar, e eu quase dei um passo pra trás, até que reconheci o rosto quando ele chegou perto o suficiente. Era meu vizinho, um cara alto e forte que eu sempre via pelo bairro. O pessoal falava bem dele, dizia que ele ajudava todo mundo. Mesmo assim, naquela escuridão, meu instinto tinha gritado “perigo” primeiro.
— Opa, e aí? — Ele esticou a mão, pousando-a em meu ombro, e eu soltei a respiração que nem sabia que estava prendendo.
— Ah, oii… — Respondi, forçando um sorriso. Ele era muuito maior que eu, e mesmo sabendo que era gente boa, meu corpo ainda levou um segundo pra relaxar. — É você… já te vi por aqui. Eu estava indo para casa, eu sou Guto alias.
Sorri, olhando para o rosto daquele marmanjo negro. Ele era totalmente o oposto de mim. Eu, branquelinho, baixinho, com um corpo mais magro e só uma "bundinha empinada" (segundo meus amigos), ali na minha frente tinha uma pilha de músculos que pareciam rígidos, mesmo debaixo das vestes.
Eu não sabia o nome dele, mas aquela presença já me deixava sem ar. Ele não tirou a mão esquerda do meu ombro, mas apertou minha mão com a outra mão.
— Prazer, pode me chamar de Simon. — Ele sorriu, um sorriu encantador, porém intenso… Malicioso, talvez? Era um sorriso de quem parecia que estava lendo todos os meus pensamentos. — Eu tô tranquilo, só passeando.
A voz dele era calma, mas tinha um peso que fazia meu estômago embrulhar.
— Aí, lindinho… — Ele puxou meu ombro pra perto, e eu senti o calor da mão dele contra minha pele. — Não é bom andar sozinho por aqui, não. Vai que você dá de cara com algum cria mal-intencionado… ou pior, um tarado?
Engoli seco, sentindo a mão dele deslizar devagar do meu ombro até meu pescoço. Senti os dedos quentes e firmes alisando minha pele como se eu fosse um filhotinho pronto para ser acariciado. Meu coração bateu mais rápido, não de medo, mas de sentimentos confusos.
Simon era gigante. Mais de dois metros, com músculos que esticavam a camiseta como se fosse rasgá-la, a qualquer momento. A pele retinta, reluzindo com o pouco de luz da praça que mal nos iluminava. A pele dele parecia como ébano polido. Os óculos de grau destacavam o brilho intenso dos olhos dele, me encarando com um misto de curiosidade e… algo mais.
E aquele sorriso? Perfeito e desconcertante. Cheio de dentes alinhados que pareciam feitos pra me deixar sem reação. E a mão enorme não saía do meu pescoço, um toque suave, mas que me prendia ali, hipnotizado.
— Sorte que eu tô aqui, né? — Ele riu baixo, quebrando o silêncio entre nós. Senti o polegar dele fazendo um círculo lento na minha nuca enquanto olhava direto nos meus olhos. — Comigo por perto, ninguém ousaria te tocar.
Dizem que dá pra perceber quando alguém sente desejo por você. Eu percebi. Simon também. Ficamos parados, cara a cara, trocando olhares em silêncio. O ar entre a gente estava carregado, quente e pesado, até que eu não aguentei e quebrei o silêncio:
— Então sorte a minha que você está por aqui. — soltei, os olhos descendo sem querer, do rosto dele para os músculos que pareciam saltar sob a camiseta. “Meu deus, que homem!” — Desse tamanho, sei que ninguém tem coragem de mexer com você e nem com quem anda contigo. Olha só você… Tão grande e gostoso...
“Porra!”
— Digo… forte.
Eu queimei de vergonha na hora, mas Simon apenas sorriu de canto. Vi seus olhos brilhando de diversão. Seu bração já estava envolvendo minha nuca, a mão grande e pesada me puxando pra perto sem pressa.
E então ele tocou meu rosto. Seus dedos deslizaram pela minha bochecha, devagar, até chegarem aos meus lábios. O polegar passou pela boca, pressionando levemente o lábio inferior.
— Pois é, né? — Ele riu baixo, o dedo roçando meu lábio de um jeito que me fez tremer. — Sorte tua ter um negão grandão contigo… mas sei não, viu? Pode ser o contrário.
Seus olhos escuros me paralisaram. Vi um sorriso sacana surgir nos lábios dele.
— Talvez você esteja bem pertinho de um tarado.
E então, sem aviso, o dedo dele deslizou entre meus lábios, me fazendo abrir a boca e fechar os olhos por um segundo. E logo senti os dois dedos longos e grossos de Simon, o indicador e o do meio, deslizando pela minha língua, e sem pensar, eu lambi eles, sentindo o gosto salgado da pele dele.
Meu corpo reagiu antes do meu cérebro. Mas a fala dele ecoou em minha mente. “Talvez eu esteja perto de um tarado…?”. Eu arregalei os olhos.
— Você… tarado? — repeti. Meu cu trancou, mas minha mente viajou, imaginando o que aquele negão enorme seria capaz de fazer se realmente fosse um taradão.
E, Deus me perdoe, mas a ideia me excitou.
— Mas e se você tiver a conclusão errada sobre mim? Eu poderia ser ainda mais tarado que você. — soltei, com um sorriso malicioso, desafiando aquele olhar perverso que me devorava.
Meu coração batia tão forte que eu quase ouvia. A adrenalina queimava nas minhas veias, embaçando qualquer racionalidade. Simon não era só um homem, ele era uma tempestade, e eu não queria escapar.
Simon sorriu, baixo e rouco, e antes que eu pudesse reagir, o outro bração dele me envolveu. E com um puxão bruto, meu corpo colou no dele. Senti a mão enorme dele agarrando minha cintura como se eu fosse dele.
Ele se inclinou, os lábios quase tocando meu ouvido, e o sussurro me fez arrepiar:
— Quero só ver isso. — Eu senti o hálito quente dele em minha pele. Senti também um leve frescor de hortelã. — Tu tem sorte que eu te achei primeiro… Tava perdidinho por aqui, né?
Eu soltei um suspiro quando ele apertou minha cintura com mais força.
— Mas agora… — a voz dele era um comando, e meu corpo obedeceu antes de eu entender. — Pode se achar caindo de boca na minha pica ali no banco.
Ele me soltou e eu travei, vendo aquele deus do ébano andar até o banco de madeira sob a árvore e se sentar com as pernas bem abertas, dominando o espaço como se fosse um trono.
Não pensei. Apenas caí de joelhos entre suas pernas, olhando para cima. As palavras saíram antes que eu pudesse controlar:
— Quer mesmo que eu caia de boca? — sussurrei, mordendo meu lábio inferior, com os olhos fixos nos dele.
Eu? Inocente? Nem um pouco. E pelo sorriso safado que surgiu no rosto dele. Simon também não.
Senti a mão quente e pesada dele agarrando meu cabelo, puxando com uma força que me fez arquejar, não de dor, mas de tesão.
E então ele começou a descer o moletom. Meu coração parou. Centímetro por centímetro, o cacete preto dele apareceu, grosso, veiudo e pesado. Um monstro negro pulsante que fez minha boca salivar instantaneamente.
— Claro. Agora fica caladinho — a voz dele era um rugido baixo, dominante, e meu corpo tremeu de submissão. — Cala essa boquinha e usa ela só pra chupar.
Não deu tempo de responder. Ele me empurrou, bruto, sem dó, e em segundos meu rosto estava colado naquele pau enorme, o nariz enterrado no sacão peludo e quente dele.
"Meu deus!", pensei.
O cheiro forte de macho, puro tesão, invadiu minhas narinas. Eu não resisti e esfreguei a cara, lambendo devagar, enlouquecido pelo sabor salgado e delicioso da pele dele.
— Que cacete enorme você tem... — gemi, a voz rouca, enquanto passava a língua da glande até o talo. Eu cuspi naquela rola imponente, engoli a cabecinha inchada, e o pré-gozo saboroso escorreu na minha língua. — Viciante...
Sorri, malicioso, e mergulhei, engolindo o máximo que conseguia.
— Ohhh, delícia de boquinha!
Simon ficou relaxado, com os braços atrás da nuca, expondo cada músculo, e os sovacos peludos, enquanto eu me afogava no pau dele.
— Que delícia de pauzão! — suspirei, entre uma lambida e outra.
Senti um tapa na minha nuca.
— Tá falando demais, putinho — falou ele, antes dos dedos se fecharem no meu cabelo de novo. — Chupa.
E então, ele me puxou com força. O cacete dele entrou na minha garganta num só movimento, atolando até onde eu não sabia que cabia.
— Hummm… — Engasguei, os olhos cheios d'água, a garganta ardendo, mas não parei.
Quilômetros de pica preta enfiada goela abaixo, o nariz afundado na pentelhada dele, as bolas pesadas batendo no meu queixo.
Eu olhei para cima, nossos olhos se encontraram e mesmo sem ar, sorri para ele, enquanto caprichava na garganta profunda. Ele apenas gemeu.
— Ohhhh caralho, que garganta gostosa! Boquinha de veludo! Tô amarradão nessa tua boca, papo reto. Ohhhh! Caralho!
As mãos dele fecharam com força na minha nuca, guiando meu rosto num ritmo brutal, pra cima, pra baixo, afundando minha boca naquele cacete como se eu fosse apenas um brinquedo.
— Hummmm… — Era tudo o que eu dizia, completamente excitado em ser tratado com brinquedo sexual dele.
— AH, CARALHO! — Simon arqueou quando finalmente puxou meu rosto para trás, deixando seu pau escorrendo de saliva.
Minha voz saiu rouca, ofegante:
— É tão bom te chupar...
Não perdi tempo, mergulhei de volta, engolindo ele com a voracidade de quem passou fome a vida toda. Simon riu baixo, os dedos se enrolando nos meus cabelos antes de começar a meter sem piedade, socando na minha garganta como se quisesse marcar território, movendo a cintura com movimento de vai-e-vem.
O barulho era obsceno, o choque das bolas pesadas dele batendo no meu queixo, a garganta fazendo sons de engasgados a cada investida. Todos aqueles barulhos pareciam instrumentos de uma orquestra sinfônica.
— E aí, putinho? — Ele esfregou a cabecinha inchada nos meus lábios, pintando minha boca com o pré-gozo salgado. — Tá gostando do gostinho do seu dono?
Minha resposta saiu entre lambidas:
— Tô adorando...
Meu rosto estava um desastre: babado, cheirando a sexo e ao suor dele, com pentelhos grudados na pele. E surpreendendo 0 pessoas, eu queria mais. Muito mais!
— Quero provar de novo — pedi, agarrando suas coxas musculosas e enfiando a cara com vontade, determinado a engolir cada centímetro daquele monstro que agora me dominava completamente.
— Ohhhhh! — Simon soltou um gemido animalesco quando minha garganta se abriu pra ele mais uma vez. E eu sorri por dentro, sabendo que, por mais que ele me comandasse, nesse momento, era que estava devorando. — Caralhooo!
Em segundos, já tinha engolido tudo de novo, aquele cacete preto e veiudo ocupando cada centímetro da minha garganta. Os gemidos baixos de Simon ecoavam na minha mente, misturados com o som obsceno e delicioso da minha boca sendo usada.
— Hummnn — Soltei um gemido abafado, sentindo aquele tronco pulsante rasgando minha garganta num ritmo cada vez mais frenético.
Simon perdeu a compostura e começou a foder minha boca como se fosse uma buceta, metendo com uma força que me fazia ver estrelas. Cada socada era mais violenta que a outra, e eu – puto submisso que era – adorava cada segundo.
— Tu gosta disso, putinho? – Ele cuspiu no meu rosto, os dedos apertando meu cabelo com força enquanto a outra mão dava tapas na minha cara. — Responde, porra.
Mas antes que eu pudesse gemer qualquer coisa, ouvimos vozes
“Merda.”
Três zé-droguinhas do bairro estavam vindo em nossa direção. Simon agiu rápido, arrancou o pau da minha boca e puxou o moletom pra cima como se nada estivesse acontecendo.
— Levanta. Agora! — sussurrou ele, urgente.
Tremendo, me ergui e sentei no banco o rosto ainda ardendo dos tapas, a boca inchada e babando. Eu devia estar um desastre.
— O que a gente faz?! — sussurrei, os olhos arregalados. Se nos pegassem ali, eu morreria de vergonha.
Simon, por incrível que parecesse, estava absolutamente tranquilo
— Senta aqui e fica de boa. — Ele tirou dois cigarros do bolso, acendeu um e me enfiou o outro na minha mão. "Fuma”, ordenou ele, sem precisar dizer nada. Ordenou apenas com um olhar
Os três crias chegaram, posturados, olhando a gente com desconfiança. O líder, um magrelo cheio de tatuagens, encarou Simon.
— E aí, negão? Tá de rolê com o boyzinho ai? – zombou, os olhos percorrendo meu rosto vermelho, babado e marcado.
Simon sorriu, relaxado, dando uma tragada falsa no cigarro.
— Tá sobrando tempo pra cuidar da vida dos outros, é? – respondeu, com a voz calma, mas com uma ameaça velada por trás.
Os caras engoliram em seco. Ninguém mexia com Simon. Com um burburinho, o trio seguiu caminho, e eu soltei o ar que nem sabia que estava prendendo.
— Pronto, tá tranquilo...
Joguei o cigarro fora e soltei um grande suspiro.
— Fumar é nojento.
— Eu não fumo. — o negão sorriu. — É só pra enganar eles, gente chata e alguns parentes…
— Eu também não fumo. — olhei nos olhos dele, intrigado.
— Quando tô assim eles nem incomodam. — a calma dele me passou calma e segurança. Ele sorriu pra mim, me fazendo sorrir de volta pra ele. — Ninguém me incomoda. Deve ter alguma lei não escrita sobre não incomodar fumantes. É incrível.
Olhamos em volta, não tinha ninguém na praça, os três encrenqueiros já haviam desaparecido na escuridão.
— Mas e aí, tu tá ocupado ou tem alguma coisa pra fazer? Se não eu podia te levar lá em casa, sabe? Eu sempre gosto de terminar o que começo e lá é mais seguro do que aqui.
— Bem, eu tô de boa. Sem nada para fazer. Gosto de terminar o que começo também. — ele deu uma piscadela, fazendo meu coração acelerar ainda mais.
Eu ainda sentia a adrenalina, de quase ser flagrado fazendo oral nele, mas aquele negão? Parecia que nada abalava ele.
[ C O N T I N U A . . .]
Notas do autor:
Olá leitores, tudo bem? Sei que vai parecer chato, mas se quiser ler completo, compre o PDF desse conto comigo. WhatsApp O valor é super acessível, apenas para me ajudar e incentivar a continuar escrevendo.
Também tenho mais dois contos de Simon e Guto.
Conto 1: O Negão da Praça
Conto 2: Entrando pela porta dos fundos.
Conto 3: Dando na sauna, na frente de um desconhecido.
Obrigado a todos que leram, gostaram e comentaram.
Beijos e abraços do Gnomo.
