Contou-me o porteiro de um condomínio LGBT de luxo a curiosa rotina dos entregadores de encomendas do local. São jovens rapazes, muito bonitos e gostosos, metidos em roupas extremamente sensuais, que vão aos apartamentos levar encomendas deixadas na portaria pelos motoboys.
Os moradores são homens homossexuais, das mais variadas idades e preferências sexuais, geralmente moram sozinhos ou no máximo em casais. São trabalhadores, executivos, políticos, empresários, gente com dinheiro o bastante para morar bem e caro, comprar tranquilidade e discrição de seus atos e desejos mais bizarros.
Fui ver de perto essa curiosa atividade. Estavam quatro entregadores, em troca de turno: dois saindo, sendo substituídos pelos dois recém-chegados. Lindos em suas sumárias roupas, curtas e de fácil manipulação para chegar aos corpos, e completamente liberais de serem tocados sem restrições.
Contou-me um dos office-boys que, quando chega uma encomenda para um apartamento, ele avisa ao morador – inclusive para se certificar de que esteja em casa – e se desloca para lá, com o pacote nas mãos. Entre as pernas, um proeminente pacote, realçado pelo short apertado nos lugares certos; atrás uma deliciosa bunda redonda e agitada. Uma camiseta regata que expõe axilas e tórax depilados e os mamilos durinhos e apontados. São todos novinhos, imberbes e muito, muito bonitos.
Chega ao apartamento, tem a senha do morador: quando este recebe o entregador minimamente vestido, é sinal de que só deseja mesmo a entrega; quando o inquilino está completamente pelado e de rola dura, é indicativo de “gorjeta” – confortável eufemismo para sexo. O boy entra, coloca o produto no sofá ou sobre a mesa ou cama – de acordo com a indicação do dono –, agacha-se diante da tora rígida e a chupa, num boquete preparatório; em seguida, baixa o próprio short e se põe em posição de receber a rola do morador, que úmida do boquete, vai entrando devagar em seu cu, até o final, quando então começam os movimentos e estocadas, que culminam com o gozo mais ou menos escandaloso do fodedor.
Uma vez concluída a foda (e a entrega), o boy enxuga-se sumariamente, recolhe o short, recompõe-se, sorri, agradece e vai embora, voltando à portaria, onde toma uma rápido banho, fica novamente lindo, sensual e perfumado, e confere, no extrato, a “gorjeta” depositada pelo serviço prestado. Espera, assim, a próxima encomenda a entregar.
Há inquilinos que se contentam com o boquete – que os boys são muito competentes nesse trabalho; existem aqueles que preferem chupar os boys e serem fodidos por eles; também há os que preferem ficar nos beijos e amassos. Os gostos são os mais variados, e todos respeitados e satisfeitos, com a brevidade de tempo que não atrapalhe o ritmo profissional dos entregadores.
