Namoradinha inocente e a chantagem 6
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✨ Sobre a iniciativa
Esta continuação foi feita a pedido do leitor Leleco 2 e Anjo Negro, dentro de uma proposta que busca dar finais a histórias inacabadas ou escritas de forma apressada. Nosso objetivo é resgatar boas ideias e transformá-las em narrativas completas, sempre com cuidado e respeito.
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Vamos a continuação
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Namoradinha inocente e a chantagem 6
Tudo o que eu relatei nos capĂtulos anteriores — as cenas no quartinho, a humilhação na frente do Adilson e do Chico, o sĂndico AntĂ´nio se aproveitando da situação — tudo aquilo eu sĂł soube depois. Naqueles dias, eu ainda era o namorado que achava que tinha uma "princesinha" em mĂŁos, uma garota de famĂlia, toda recatada, que estava apenas sendo vĂtima de uma coincidĂŞncia infeliz no salĂŁo de jogos. A verdade Ă© que tudo o que descrevi atĂ© agora foi a Carol quem me contou.
Nós estávamos em um motel quando ela me contou tudo isso. Era o único lugar onde ela sentia que as paredes não tinham ouvidos, longe dos olhos dos vizinhos e da vigilância dos porteiros do prédio. A Carol chegou devastada. Assim que a porta do quarto fechou, ela desabou. O corpo dela tremia tanto que eu achei que ela fosse ter uma convulsão. Ela chorava compulsivamente, um choro de soluçar, de perder o fôlego. Eu a levei até a cama, tentei abraçá-la, mas ela parecia um bicho acuado. Foi ali, entre um soluço e outro, que ela cuspiu a verdade sobre a chantagem que estava sofrendo.
Enquanto ela falava, eu sentia uma revolta profunda subindo pelo meu peito. O sangue fervia. Ver aquela menina branca, de olhos claros, que eu tanto protegia, sendo tratada daquele jeito por funcionários de prédio, me dava vontade de fazer uma loucura.
— Carol, a gente vai na polĂcia agora! — eu disse, já procurando a chave do carro. — Isso Ă© crime, Ă© extorsĂŁo, Ă© estupro! Esses caras tĂŞm que apodrecer na cadeia!
Ela me segurou pelo braço com uma força que eu não sabia que ela tinha. Os olhos dela estavam vermelhos, inchados.
— NĂŁo! Pelo amor de Deus, nĂŁo! Se a polĂcia entrar nisso, o vĂdeo vaza. Meu pai me mata, o prĂ©dio inteiro vai saber... eu nunca mais vou conseguir olhar na cara de ninguĂ©m. Minha vida acaba, vocĂŞ nĂŁo entende?
Eu fiquei puto. Fiquei cego de raiva porque ela parecia disposta a continuar vivendo aquele inferno sĂł para manter as aparĂŞncias. Ela rejeitava a polĂcia, rejeitava contar para os pais, rejeitava qualquer saĂda Ăłbvia. Para ela, a humilhação pĂşblica era pior que a humilhação fĂsica que ela estava passando no quartinho de materiais. Naquela Ă©poca, eu nem parei para pensar no fato de que a Carol já estava me traindo com esses caras há algum tempo, mesmo que fosse sob pressĂŁo. Eu sĂł via a minha namorada sendo chantageada e usada. O Adilson e o AntĂ´nio tinham idade para ser pais dela; o Chico era um pouco mais velho que a gente, uns 26 anos, mas nada disso diminuĂa a nojeira do que estavam fazendo.
— A gente precisa de um jeito de reverter isso — eu falei, tentando me acalmar para raciocinar. — Se vocĂŞ nĂŁo pode denunciar para o sĂndico porque o prĂłprio está no meio da sujeira, a gente precisa de provas contra eles. A gente precisa de uma confissĂŁo gravada.
A Carol limpou o rosto com o lençol do motel, tentando recuperar a voz.
— Como, amor? Toda vez que eles me chamam, eles mandam eu ir com roupas curtas, apertadas... eu não tenho onde esconder o celular. Eles revistam, eles ficam de olho. Eu chego lá e eles já mandam eu tirar tudo.
Eu comecei a andar de um lado para o outro no quarto. O cheiro de produto de limpeza barato do motel misturado com o perfume dela me deixava tonto.
— Onde eles estão te forçando a ter relação? — perguntei com aperto no peito.
— Em vários lugares... quartinho de ferramentas, escadas... mas quase tudo tem chave e eles controlam o acesso. Eu não consigo entrar antes para preparar nada.
— Pensa bem, Carol. Algum lugar onde você tenha acesso ou que seja aberto. Algum ponto cego do prédio.
Ela ficou em silĂŞncio por um tempo, mexendo no cabelo anelado.
— No piso 2... — ela disse baixinho. — Tá tendo uma obra lá. Tá tudo tampado com tapume, é um espaço aberto mas escondido. As câmeras do prédio não pegam aquela parte porque o sensor está desligado por causa da poeira da obra. Eles estão marcando comigo lá direto agora.
— É lá então — eu afirmei. — A gente vai armar uma câmera lá. Eu mesmo vou e escondo essa merda.
— Você não pode ir, eles te conhecem! O Adilson ou o Chico iam desconfiar na hora vendo você rondando o piso 2 sem motivo nenhum. Se eles te pegam lá, o plano morre e a chantagem piora.
Ela tinha razĂŁo. O jogo era perigoso demais.
— Então você faz. Você tem um celular velho em casa, não tem? Aquele que a tela tá meio trincada?
— Tenho...
— Seguinte: você vai no piso 2 mais cedo, antes do horário que eles marcarem, ou melhor, da um jeito de já deixar lá. Esconde o celular entre os entulhos da obra, em um lugar que pegue tudo perfeitamente, que possa ver todos. Deixa gravando. Quando eles chegarem, você faz eles falarem. Pergunta por que estão fazendo isso, cita o nome do Antônio, do Chico, do Adilson. Faz eles admitirem a chantagem na frente da câmera. Depois, você inventa uma desculpa, diz que ouviu um barulho ou que sua mãe tá chegando, e sai. Deixa o celular lá. Não tenta pegar na hora, senão eles podem desconfiar. Volta mais tarde, quando o turno deles mudar, e recupera a prova.
A Carol olhou para mim e, pela primeira vez naquela tarde, vi um brilho de esperança nos olhos dela. Ela adorou a ideia. Parecia que tĂnhamos achado a luz no fim do tĂşnel. Ela começou a planejar os detalhes, onde colocaria o aparelho, como esconderia atrás de um saco de cimento ou de um tapume solto.
Depois de horas de tensĂŁo, de choro e de traçar esse plano de guerra, o clima no quarto mudou. A adrenalina da revolta se transformou em uma necessidade de descarga fĂsica. Eu olhei para aquela princesinha, ali na minha frente, e tudo o que eu queria era protegĂŞ-la. NĂłs acabamos transando ali mesmo. Na minha cabeça de garoto de 19 anos, eu achava que aquilo era apoio, que era amor, que eu estava curando as feridas que aqueles desgraçados tinham aberto nela. Eu mal sabia que o buraco era muito mais embaixo.
Eu saĂ daquele motel achando que tĂnhamos a vitĂłria nas mĂŁos. Eu mal podia esperar pelo fim de semana para ver o circo desses porteiros pegar fogo. Mas a vida tem um jeito escroto de mostrar que a gente nunca sabe de tudo. O plano estava armado, mas o que aquela câmera ia captar era algo que eu nĂŁo estava preparado para assistir.
Depois daquele dia no motel, eu não conseguia pensar em outra coisa. Fiquei com o coração na mão, esperando o sinal da Carol.
Na quarta-feira Ă noite, o meu celular tocou. Era ela. A voz da Carol estava diferente, nĂŁo era mais aquele choro desesperado, parecia que um peso tinha saĂdo das costas dela.
— Consegui, amor! — ela disse, quase sem fôlego. — Tá tudo gravado. O Antônio confessou tudo, falou da chantagem, citou o Adilson e o Chico... ele entregou o esquema inteiro na frente da câmera.
Eu dei um murro no volante do carro, comemorando sozinho.
— Puta que pariu, Carol! Que notĂcia boa! E aĂ, vocĂŞ já confrontou eles? Já mostrou quem manda agora?
— Já resolvi tudo — ela afirmou, com uma segurança que atĂ© me surpreendeu. — Eu mostrei um trecho do vĂdeo pra eles e avisei: se algum deles encostar em mim de novo, ou se algum vĂdeo meu vazar, eu mando a gravação direto pra polĂcia e pro conselho do condomĂnio. Eles ficaram brancos, amor. O Adilson nem conseguiu me olhar no olho. Eles me deixaram em paz agora, acabou o pesadelo.
Eu respirei aliviado. A gente combinou de se ver no fim de semana para comemorar, e eu mal podia esperar para ter a minha Carol de volta, sem aquele rastro de tristeza e medo que estava acabando com o nosso namoro.
O que aconteceu nas semanas seguintes, cara... eu não sei nem como descrever. Eu estava nas nuvens. Parecia que a liberdade de não ser mais chantageada tinha despertado um vulcão dentro da Carol. O sexo entre a gente, que já era bom, ficou fora de controle aos poucos, a cada fim de semana que passava ela queria mais, pedia mais, queria coisas novas. Ela estava fodendo pra caralho!
Eu, na minha ingenuidade de 19 anos, pensava: "Putz, ela tá tão agradecida por eu ter ajudado ela a sair daquele buraco que tá me recompensando com todo esse amor e tesão". Eu via aquilo como gratidão pura, como se o nosso laço tivesse ficado inquebrável depois da tempestade.
A gente parava o carro em algum lugar, e a princesinha recatada dava lugar a uma mulher que parecia querer recuperar o tempo perdido. Ela chupava com uma vontade nova, me dava a bunda com uma facilidade que antes nĂŁo tinha, e o brilho nos olhos dela durante o prazer era algo que me deixava doido. Eu me sentia o cara mais sortudo do mundo.
SĂł que, no fundo, se eu tivesse parado pra prestar atenção, eu ia notar que tinha algo estranho. A Carol nĂŁo falava mais no assunto da chantagem, nĂŁo falava mais em deletar os vĂdeos antigos, ela simplesmente mudou a chave. O comportamento dela no prĂ©dio tambĂ©m mudou; ela andava mais solta, mais confiante. Eu achava que era o alĂvio de ter o controle do jogo nas mĂŁos.
Eu estava vivendo um sonho, cara. Estava cego, mergulhado naquele ápice sexual, achando que o amor tinha vencido a sujeira daqueles porteiros. Mal sabia eu que aquele tesão todo que ela estava descarregando em mim não era gratidão... era o resultado de uma transformação que já tinha acontecido dentro dela. Eu estava amando uma versão da Carol que eu achava que conhecia, enquanto a verdadeira Carol estava descobrindo que o jogo da chantagem tinha despertado nela um apetite que eu não ia conseguir saciar sozinho.
A gente seguiu assim por um tempo, eu nas nuvens e ela me dando o melhor sexo da minha vida. Eu não tinha por que desconfiar de nada. Até o dia em que a sorte, ou o azar, me levou ao quarto dela num momento em que ela não estava, e eu encontrei aquele telefone antigo jogado no canto da gaveta e a verdade tem um jeito de aparecer quando a gente menos espera. Mal sabia eu que a arma tinha virado um brinquedo.
Era um sábado à tarde, o sol batia forte no asfalto. Eu decidi fazer uma surpresa. Fui para o prédio dela mais cedo, sem avisar, com aquele frio na barriga de quem está apaixonado. Cheguei na guarita, mas o interfone tocava, tocava e ninguém atendia no apartamento. Eu já estava bufando, pronto para dar meia volta, quando um carro parou logo atrás do meu. Era a mãe da Carol.
— Oi, querido! Que surpresa boa — ela disse, saltando do carro com duas sacolas cheias de mercado. — A Carol não atendeu? Estranho. Ela me disse que ia tirar a tarde para estudar, deve ter pegado no sono pesado. Vem, entra comigo, me ajuda aqui com essas sacolas.
Subimos pelo elevador social. O prédio estava naquele silêncio de final de semana, só o barulho do motor do elevador subindo. Entramos no apartamento e a mãe dela logo chamou:
— Carol? Filha? O seu namorado está aqui!
Nada. O apartamento estava impecável, aquele cheiro de lustra-móveis e o ar-condicionado ligado.
— Ué... — a mãe dela estranhou, deixando as compras na bancada da cozinha. — O quarto está fechado, mas não ouço barulho. Ela deve ter descido rapidinho no mercado aqui da esquina e eu não vi, ou ido em alguma amiga. Espera ela lá no quarto, querido. Fica à vontade, eu vou guardar essas coisas.
Eu entrei no quarto dela. Aquele santuário de "princesinha". Tudo arrumado, os livros de psicologia empilhados na escrivaninha, o perfume suave que ela usava impregnado no travesseiro. Sentei na cama e fiquei ali, olhando para o teto. Depois de uns minutos, o tédio bateu. Comecei a observar a estante de livros, onde ela guardava umas fotos nossas e uns mimos de infância.
Foi quando eu vi. Bem no fundo da prateleira de baixo, atrás de um dicionário pesado de termos tĂ©cnicos, tinha um brilho metálico. Eu enfiei a mĂŁo e puxei. Era o celular antigo dela. Aquele da tela trincada que a gente usou no plano. Na mesma hora, meu estĂ´mago deu um nĂł. Eu achei que ela tivesse sumido com aquele aparelho ou guardado em algum cofre. Por que ele estava ali, tĂŁo acessĂvel?
Olhei para a porta, ouvi o barulho das sacolas plásticas na cozinha e a mãe dela cantarolando. Tive um pressentimento ruim, daqueles que faz o pelo do braço arrepiar. Liguei o aparelho. A bateria estava em 30%. Não tinha senha.
Eu fui direto na galeria de vĂdeos. Tinha um arquivo lá, com quase uma hora de gravação. Meu coração começou a martelar contra as costelas. "Deve ser sĂł a prova que ela guardou", eu pensei, tentando me enganar.
Quando dei o play, o volume estava baixo, mas o que eu vi na tela me paralisou. A Carol aparecia a frente dos tapumes do Piso 2. Ela estava de biquĂni, aquele azul que eu adorava, ocabelo estava molhado, as gotas escorrendo pelos seios. Ela parecia cansada, mas nĂŁo era o cansaço de quem está lutando... era outra coisa.
O vĂdeo continuou e eu vi o AntĂ´nio, o sĂndico, entrando em cena.
— AntĂ´nio, por favor, já chega… — a voz dela saiu no vĂdeo, mas soava sem força, quase como um roteiro decorado. — Eu fiz tudo que vocĂŞs pediram, eu tĂ´ cansada disso, nĂŁo aguento mais…
O AntĂ´nio deu uma gargalhada que me deu nojo.
— Ah, Carol... para de teatro — ele disse no vĂdeo, chegando perto dela e segurando o queixo dela com força. — VocĂŞ tá nessa porque quer agora. Para de tentar convencer a gente a parar de te foder, porque nĂŁo vai colar. NĂłs trĂŞs já estamos comendo vocĂŞ faz meses e vocĂŞ sabe muito bem que gosta.
Ali, no silêncio do quarto dela, eu senti o meu mundo desabar. Ele citou meses. Meses! Enquanto eu achava que era o único, ela já era o brinquedo deles.
Eu continuei assistindo, com os olhos ardendo, enquanto o vĂdeo mostrava o AntĂ´nio mandando ela chupar o pau dele. A Carol fez um bico, um charme falso, e disse que nĂŁo queria.
— Tá bom entĂŁo — o AntĂ´nio falou no vĂdeo, já fazendo menção de subir as calças. — Mas nĂŁo se arrepende depois. Seu pai deve me ligar logo mais pra falar daquela reuniĂŁo de condomĂnio, quem sabe eu nĂŁo toco no assunto da filha dele?
— Espera! — ela gritou no vĂdeo.
Eu vi a Carol olhando pros lado, procurando algo atĂ© fixar o olhar em algo, ela pegou um elástico, para prender aquele cabelo anelado que eu tanto amava, e se ajoelhar na frente daquele velho nojento. O que veio a seguir foi a cena que eu nunca vou esquecer: ela tirando o pau dele pra fora e começando um boquete ela passava a lĂngua, olhava pra ele pra cima em quanto fazia isso.
Eu continuei ali, sentado na cama dela, com o celular antigo na mĂŁo e os olhos fixos naquela tela trincada. O volume estava no mĂnimo, mas os sons que saĂam dali eram como tiros no meu ouvido. No vĂdeo, o AntĂ´nio continuava em pĂ©, com as calças no joelho, enquanto a Carol se dedicava Ă quele boquete. Ela nĂŁo parecia mais a menina que eu conhecia. Ela usava as mĂŁos, olhava para cima com uma malĂcia que me dava náuseas, e o AntĂ´nio sĂł ria, passando a mĂŁo na cabeça dela como se ela fosse um animal de estimação.
Depois de um tempo, ele a levantou pelos braços.
— Tá bom, tá bom... já deu pra ver que você não perdeu a prática — ele disse, com aquela voz grossa.
Ele puxou a parte de cima do biquĂni dela. Os seios da Carol pularam para fora. O AntĂ´nio começou a chupar os mamilos dela com uma força bruta. Eu vi a Carol arquear as costas. Ela soltou um gemido, era puro tesĂŁo.
— Antônio... tá doendo... — ela disse, mas não tentou afastar ele. Pelo contrário, ela empurrou o peito contra a boca dele.
— Para de reclamar, Carol. Você gosta assim, eu sei bem — ele rebateu, soltando o bico do peito dela e apontando para uma cadeira de madeira que estava num canto, cheia de respingos de tinta da obra. — Sobe ali.
A Carol nĂŁo hesitou. Ela subiu na cadeira, de costas para a câmera, ela mesma tirou a calcinha do biquĂni devagar. Ela se inclinou, apoiando as mĂŁos no tapume sujo. A bunda dela, branquinha, ficou bem na frente do AntĂ´nio. Ele se posicionou atrás dela e, sem nenhum aviso, sem nenhuma lubrificação alĂ©m do que ela já tinha, ele empurrou o pau de uma vez na boceta dela.
O vĂdeo pegou o momento exato. A Carol deu um pulo, a mĂŁo empurrando o tapume, e soltou um "Ai!". Mas em seguida, ela relaxou.
— Você tá ensopada — o Antônio disse, dando um tapa estalado na nádega dela. — Quente pra caralho. Isso aqui só prova que você tava doida pra ser fodida hoje. Para de fingir que não gosta Carol.
Ele começou a socar com vontade. O barulho da carne batendo era seco, ecoando naquele andar vazio. Eu via a Carol com a mão na boca, tentando abafar o som, mas o corpo dela entregava tudo. Ela rebolava conforme ele entrava, buscava o pau dele. O Antônio puxou o cabelo dela para trás, forçando ela a olhar para cima.
— Tá gostando, não tá? Fala! — ele exigia.
Ela balançou a cabeça positivamente, e depois, com a voz abafada, respondeu:
— Tô... tô gostando, Antônio.
— Você gosta disso tudo tanto quanto a gente, Carol. Assume logo que sua vida agora é essa — ele continuou, segurando a cintura dela com tanta força que os dedos dele ficavam marcados na pele clara.
Ele continuou enfiando e tirando o pau, e a Carol começou a gemer mais alto. Ela tirou a mão da boca e começou a soltar uns sons que me faziam querer quebrar o celular. Antônio deu mais uns socos fortes e avisou:
— Vou gozar. Tá muito quente aqui dentro.
— NĂŁo goza dentro, AntĂ´nio! Por favor, de novo nĂŁo... — ela pediu, quase num sussurro — Goza na minha bunda, mas dentro nĂŁo… — a voz dela era nĂtida que estava tendo prazer e o AntĂ´nio riu do pedido dela.
— Fica tranquila. Eu não vou comer seu cu hoje porque o Chico ficou puto que eu alarguei seu rabo dois dias atrás. O cara quer o seu rabo hoje — ele disse, rindo.
Cara, quando eu ouvi aquilo, minha cabeça girou. Dois dias atrás! Foi no dia seguinte que gente se encontrou no motel e ela chorou no meu ombro dizendo que tinha sido estuprada. Enquanto eu sentia pena, o dia seguinte o Antônio estava "alargando" ela no prédio.
— Goza na minha boca entĂŁo — ela sugeriu no vĂdeo, olhando para trás. — Eu te chupo atĂ© vocĂŞ gozar.
O AntĂ´nio saiu de dentro dela, e a Carol voltou a se ajoelhar. Mas agora era diferente. Ela nĂŁo estava mais fazendo "o que dava". Ela estava chupando com uma vontade que eu nunca vi. Ela enfiava tudo o que conseguia na garganta, os olhos fechados, focada sĂł naquilo. O AntĂ´nio foi ao delĂrio, segurando a cabeça dela, e logo despejou tudo. A Carol nĂŁo hesitou, deixou ele gozar tudo que tinha, sem tirar o pau da boca. Ela limpou a lateral da boca com a mĂŁo, com uma naturalidade que me enojou.
Ela não teve tempo nem de se levantar direito quando a porta do tapume abriu de novo. O Chico e o Adilson entraram rindo, já olhando para ela nua e para o Antônio limpando o pau.
— Pô, Antônio! Gozou na boca dela de novo? — o Chico reclamou, já desabotoando a braguilha. — Deixa um pouco pra gente, pô.
O AntĂ´nio deu um tapinha no ombro do Chico e avisou:
— Relaxa. E eu cumpri minha promessa, não mexi no rabo dela hoje. Tá todo seu.
Eu senti um frio na espinha. O vĂdeo ainda tinha muito tempo pela frente, e eu sabia que o pior ainda estava por vir. O Adilson e o Chico já estavam com os paus de fora, e a Carol olhava para os dois com uma expressĂŁo que eu nĂŁo conseguia mais identificar como medo, era uma expressĂŁo mais voltada a desejo, tesĂŁo.
O AntĂ´nio, com aquele ar de deboche, limpava o resto do prazer dele na prĂłpria cueca enquanto dava o relatĂłrio da "sessĂŁo".
— Carol, você não tem jeito mesmo — o Adilson disse, bufando. — Ontem foi minha folga e eu já sei que você deu pro Chico. Foi pro motel com ele ao invés de ir pra faculdade, né?
Eu gelei. Ontem? Isso era um dois dias depois do motel, ela tinha me dito que ia ficar em casa estudando porque estava com "enxaqueca". E o Chico ria, uma risada suja, vitoriosa. O Antônio só avisou que precisava sair pra resolver umas coisas no prédio, mas deixou o recado:
— Aproveitem, mas não demorem. E Chico, tenta não inventa moda de motel de novo hoje, a menina tem que estudar — ele saiu rindo, deixando a Carol sozinha com os outros dois.
A Carol nĂŁo disse uma palavra de negação. Ela sĂł olhou pros dois, que já estavam de pau pra fora, e se posicionou. Ela ficou de frente pra eles, no meio, e começou a chupar alternadamente. Era uma cena de filme pornĂ´, cara. Ela passava a lĂngua no pau do Adilson, lubrificava bem, e depois virava pro do Chico. Fazia isso com uma agilidade que me mostrava que aquela "princesinha" já tinha decorado o mapa do corpo daqueles caras.
— Chega de enrolação — o Adilson mandou, com a voz rouca. — Fica de quatro aĂ.
A Carol obedeceu na hora, sem reclamar. Ela se apoiou nos joelhos e nos cotovelos, bem ali no chão sujo da obra. O Adilson foi pra trás dela, e o Chico, pra fechar o cerco, se deitou no chão bem na frente da cara dela. O Adilson se posicionou e enfiou o pau na boceta dela de uma vez. Como o Antônio já tinha "aberto o caminho" minutos antes, o pau dele entrou como se estivesse lubrificado com óleo.
— Cacete, Carol... o Antônio arrebentou sua pererequinha — o Adilson riu, sentindo a facilidade da entrada.
A Carol soltou um gemido abafado, mas nĂŁo foi de dor. Assim que sentiu o Adilson dentro dela, ela caiu de boca no pau do Chico, que estava esticado na frente dela. O Chico deu um comando:
— Arruma esse cabelo, Carol. Quero ver você mamando meu pau com esses olhos arregalados.
No vĂdeo, deu pra ver ela pegando o cabelo com as duas mĂŁos e jogando tudo pra um lado sĂł, deixando o rosto livre. Ela começou a trabalhar no pau do Chico com uma fome. Enquanto isso, o Adilson lá atrás nĂŁo dava descanso. Ele começou a metia na boceta, mas logo a mĂŁo dele desceu. Ele começou a passar o dedo no cuzinho dela.
A Carol deu um solavanco, tirou a boca do pau do Chico pra respirar. O Adilson não perdeu tempo: deu uma cuspida generosa no rabo dela, saiu da boceta e começou a forçar o pau contra o cuzinho.
— Não... Adilson... não — ela tentou falar, mas o Chico já segurou o queixo dela e empurrou o pau dele de volta na boca dela, calando a menina.
O Adilson forçou com força bruta. Eu vi a Carol arquear as costas, os dedos dela cravando na cocha do Chico, mas ela não parou o boquete no Chico. Pelo contrário, parecia que a dor lá atrás fazia ela chupar com mais intensidade na frente. O Adilson foi entrando, rasgando mesmo, até o pau sumir todo no rabo dela.
— Isso... aguenta — o Adilson dizia, socando o cu da Carol com vontade.
— Vai devagar, Adilson... você tá rasgando... — ela conseguiu dizer entre um fôlego e outro, com a voz falhando.
— Aguenta só mais um pouco, falta pouco pra eu gozar — ele respondeu, aumentando o ritmo.
O Chico, vendo a cena de camarote, segurou o rosto dela com força e avisou:
— Aguenta, Carol. Aguenta porque que eu quero seu cuzinho seu também.
O Adilson deu os últimos socos, quase levantando a bunda dela do chão, e gozou horrores dentro do rabo da Carol. Eu vi o corpo dele tremer e ele encostando o peito nas costas dela. Assim que ele saiu, todo suado, o Chico já deu um pulo. Ele nem deixou ela respirar. Empurrou o Adilson pro lado e se posicionou atrás dela.
— Minha vez nessa bundinha agora— o Chico disse, com aquele brilho de maldade nos olhos.
Eu achava que já tinha visto o pior, mas o vĂdeo continuava ali, me esfregando na cara o tamanho da minha burrice. Ele segurou a cintura dela e forçou a entrada. O Chico era mais grosso que o Adilson, embora o pau fosse um pouco menor. No vĂdeo, deu para ouvir a Carol soltando um palavrĂŁo pesado na hora que ele a penetrou. Ela sentiu o cu dilatar no limite, a expressĂŁo de dor no rosto dela se misturando com uma espĂ©cie de transe. O Chico começou a foder a bunda dela com uma batida rápida, fazendo a carne estalar.
O Adilson, enquanto isso, já estava de pé, pegando a roupa e se vestindo como se estivesse saindo de um turno comum. Ele olhou para os dois fodendo ali no chão da obra e deu um aviso:
— Termina logo isso aĂ, Chico. A Carol tem que ir pra faculdade e eu nĂŁo quero vocĂŞ inventando moda de motel de novo.
O Chico deu risada, sem parar de socar o rabo da Carol.
— Motel é luxo, Adilson. Aqui no cimento o gosto é melhor — ele respondeu, aumentando a força.
O Adilson saiu do enquadramento, e ficou só o Chico e a Carol naquele canto sujo. Foi aà que eu vi a cena que terminou de me destruir. A Carol, sentindo o rabo ser castigado pelo Chico, começou a gemer de um jeito diferente. Ela levou a mão lá embaixo, na pererequinha, e começou pela primeira vez a bater uma siririca com vontade enquanto era comida por trás.
— Isso, Carol! — o Chico incentivava, vendo a mão dela trabalhar rápido. — Goza pra mim, sua safada! Goza com o meu pau no seu cu!
Ela intensificou o movimento dos dedos, a respiração ficando curtinha, os olhos virando. Ela acabou gozando ali mesmo, toda aberta pro Chico, enquanto ele dava as últimas estocadas antes de despejar tudo dentro da bunda dela também. O silêncio que ficou depois que ele gozou era ensurdecedor.
A Carol nĂŁo disse nada. Ela pegou o biquĂni azul que estava jogado no chĂŁo, vestiu de qualquer jeito, enquanto o Chico pegava as roupas dele. Ela foi a primeira a sair. O vĂdeo ficou rodando sozinho por uns 20 minutos, pegando sĂł o barulho do vento e da obra vazia. Depois desse tempo, a Carol voltou, olhou para os lados para garantir que estava sozinha, pegou o celular escondido entre os tijolos e encerrou a gravação.
Quando o vĂdeo acabou, eu fiquei ali, olhando para a tela preta do celular. Eu estava furioso, sentindo um gosto azedo na boca. Naquele momento, todas as peças se encaixaram. A Carol nĂŁo estava sendo "vĂtima" de nada naquele vĂdeo. Ela estava conduzindo a cena, negociando prazer por silĂŞncio e, no fim, aproveitando a situação.
Eu peguei o meu celular e encaminhei o vĂdeo para mim na mesma hora. Eu precisava daquela prova comigo para o confronto final. Eu percebi que a Carol estava demorando demais para "chegar do mercado ou da amiga" e decidi sair dali. Fui atĂ© a sala e avisei a mĂŁe dela:
— Dona, a Carol está demorando. Eu vou descer e ficar esperando ela lá no hall de entrada, vai que ela vem com alguma sacola pesada e eu ajudo ela a subir.
A mĂŁe dela, coitada, nem desconfiou.
— Tá bom, querido.
Eu desci. Sentei naquele banco de madeira do hall de entrada, tentando controlar o tremor nas minhas mãos. Eu estava perdido nos meus pensamentos, questionando cada "eu te amo" que ela tinha dito, quando vi o elevador parar no térreo. A porta abriu e quem saiu de lá foi o Adilson.
Ele estava arrumando o cinto da farda, com aquele sorrisinho de canto de boca, todo satisfeito. Eu me escondi atrás de uma pilastra na hora para ele não me ver. Quando reparei o estado dele, me subiu um frio na barriga, na hora veio na minha cabeça "Ela não foi ao mercado", eu pensei.
Eu sabia exatamente onde ela estava. Lembrei do que ela tinha contado sobre o Piso 2 e sobre a escada não ter câmeras. Eu não ia esperar mais um segundo. Levantei, fui direto para a porta de emergência e comecei a descer os degraus, em silêncio, pronto para o flagrante que ia acabar com a minha vida de namorado para sempre.
Eu desci aqueles degraus da escada de emergĂŞncia sentindo o meu coração bater na garganta. O silĂŞncio da escadaria era cortado apenas pelo som da minha respiração pesada e o eco dos meus passos, que eu tentava abafar o máximo possĂvel. Eu estava possesso. A imagem do vĂdeo que eu tinha acabado de ver no celular dela ainda queimava na minha mente, mas ver o Adilson saindo do elevador com aquele sorrisinho de dever cumprido foi o estopim.
Cheguei ao Piso 2. A porta corta-fogo rangeu de leve quando eu a empurrei. Coloquei apenas a cabeça para fora, observando o canteiro de obras escuro e empoeirado. O cheiro de cimento e tinta fresca estava forte. Eu lembrava exatamente do lugar que ela tinha descrito: atrás do tapume, no ponto cego das câmeras.
Fui andando na ponta dos pés, desviando de latas de tinta e restos de madeira. À medida que eu me aproximava da estrutura de compensado, comecei a ouvir os sons. Não eram gritos de socorro. Eram gemidos ritmados, o som de pele batendo com força contra pele e o barulho de respirações ofegantes que se misturavam.
Parei diante da fresta do tapume. O meu sangue gelou e, ao mesmo tempo, ferveu. Eu empurrei a madeira com força, sem me importar mais em ser discreto.
O que eu vi ali foi o fim de qualquer ilusão. A cena era um pesadelo real. No chão sujo de pó de obra, estava o Chico, deitado de costas. A Carol — a minha Carol, a "princesinha" — estava montada em cima dele, nua, cavalgando com uma vontade. Ela estava de frente para a entrada, rebolando com força no pau do faxineiro.
Mas nĂŁo era sĂł o Chico. Atrás dela, em pĂ©, estava o AntĂ´nio, o sĂndico. Ele segurava a cintura dela com as mĂŁos e metia com vontade no cu dela. Eu reconheci o cara na hora pelo que vi no vĂdeo, nĂŁo deixava dĂşvidas: era ele quem estava rasgando a minha namorada por trás. E na frente da Carol, de pĂ©, estava um cara mais velho, uns 45 anos, com cara de quem trabalhava pesado — devia ser o zelador, pedreiro, sei lá o que, ela nunca tinha mencionado ele. A Carol estava com o pau desse sujeito todo dentro da boca, mamando com uma dedicação.
O AntĂ´nio tirou o pau de dentro dela no susto, o Chico parou de bombar embaixo dela, e o zelador puxou o pau da boca da Carol, que ficou ali, com a boca entreaberta e os olhos arregalados, paralisada em cima do faxineiro.
— Então é esse o "estudo" de sábado, Carol? — a minha voz saiu, carregada de um nojo que eu nem sabia que era capaz de sentir.
Ninguém disse nada. O Antônio e o Chico trocaram olhares rápidos, meio sem saber se partiam para cima de mim ou se fugiam. A Carol entrou em choque. Ela escorregou de cima do Chico. Ela estava imunda, suada, com o cheiro daqueles três homens impregnado na pele dela.
— Amor... eu posso explicar... — ela começou a gaguejar, a voz trĂŞmula, enquanto as lágrimas começavam a descer, sujando o rosto que ainda tinha vestĂgios de porra no canto da boca.
Eu não esperei. Não queria ouvir nem mais uma palavra daquela boca. Eu dei as costas e saà dali o mais rápido que pude. Subi as escadas voando, quase caindo. Ouvi a porta do Piso 2 abrir e a voz dela gritando meu nome no corredor, mas eu já estava no térreo. Atravessei o hall, peguei o meu carro e arranquei, deixando o rastro de pneu no asfalto.
Naquele fim de semana, o meu celular não parou. Eram centenas de chamadas, mensagens desesperadas, áudios dela chorando, dizendo que foi pressionada, que eles a obrigaram. Mas eu já tinha a prova definitiva.
Na segunda-feira, ela teve a audácia de ir atĂ© o meu trabalho. Me esperou na saĂda, tentou me segurar pelo braço, implorando por cinco minutos de conversa. Eu parei, olhei bem no fundo daqueles olhos claros peguei o meu celular. Abri o vĂdeo da “confissĂŁo” que ela tinha gravado — aquela onde ela batia siririca enquanto o Chico comia a bunda dela — e virei a tela para ela.
— Escuta bem, Carol. Se vocĂŞ me ligar mais uma vez, se me mandar mais uma mensagem ou se aparecer na minha frente de novo, esse vĂdeo vai para o e-mail do seu pai, da sua mĂŁe e para o grupo de moradores do seu prĂ©dio. Eu nĂŁo quero saber o que vocĂŞ faz da sua vida, mas da minha vocĂŞ morreu hoje.
A cara dela caiu. O desespero nos olhos dela era real agora, porque ela sabia que a reputação de "princesinha de famĂlia" era a Ăşnica coisa que ela ainda tentava salvar. Ela deu um passo atrás, chorando em silĂŞncio, e eu entrei no carro e fui embora.
Nunca mais vi a Carol. Apaguei qualquer vestĂgio dela da minha vida. Mas, de vez em quando, quando passo perto do apartamento, eu olho para o prĂ©dio dela e penso: se ela ainda mora lá, com certeza continua sendo o brinquedo preferido dos funcionários. A princesinha descobriu que gostava da lama, e eu? Eu aprendi que, Ă s vezes, quem a gente mais quer salvar Ă© quem mais quer se foder.