Milena — O Beijo

Um conto erótico de Lore <3
Categoria: Lésbicas
Contém 3430 palavras
Data: 27/03/2026 18:58:19
Assuntos: Lésbicas

Os dias seguiram, e aquela pequena angústia que repousava sobre o meu peito foi, aos poucos, crescendo. Naquele momento, eu não via motivos, mas a verdade é que eu estava me negligenciando há muito tempo. Eu sabia disso, mesmo sem encarar de frente. Eu não estava fazendo acompanhamento psicológico, muito menos psiquiátrico. A medicação, que fazia parte da minha rotina, simplesmente deixou de existir aos poucos. Não foi planejado; as coisas foram acontecendo e eu fui deixando.

Meu corpo também sentia essa ausência de cuidado. Eu não estava me exercitando — não da forma que eu sabia que precisava para ficar bem, não com a disciplina que eu acho tão prazerosa. Eu tinha consciência do que funcionava para mim, mas, ainda assim, ignorava. Eu só trabalhava e pensava no nascimento do bebê. Tudo girava em torno disso, como se fosse o suficiente para me manter inteira, quando, na verdade, eu estava me fragmentando aos poucos.

E o mais estranho era que, mesmo com tudo indo bem, existia dentro de mim uma inquietação constante. Uma necessidade quase urgente de voltar antes do tempo para a filial, de me aproximar ainda mais do projeto, de estar presente em cada detalhe, como se a minha ausência pudesse colocar tudo a perder. Isso ia completamente contra o roteiro que eu e Juh tínhamos preparado para a gestação, contra tudo o que a gente tinha combinado com tanto cuidado.

A sensação não passava.

Era como se eu estivesse à beira de um fracasso iminente, mesmo sem ter nenhum sinal concreto de que algo daria errado. Pelo contrário, tudo apontava que estava dando certo. Porém, dentro de mim, essa certeza simplesmente não existia.

Foram dias péssimos, daqueles que não precisam de grandes acontecimentos para serem ruins. E, no meio disso tudo, a única coisa que realmente me deixava bem era estar com Júlia. Nossos momentos na cama, fazendo nada ou aprontando tudo, eram o meu refúgio. Ela sabia que eu não estava bem, mesmo quando eu não dizia, e fazia de tudo para me animar. O jeito que ela cuidava de mim, o carinho constante, os toques, a atenção em cada detalhe… foi descomunal. Eu a via tentando por nós duas. Juh foi o pilar que me sustentou.

As aulas já tinham começado e, mais ou menos no terceiro dia, fui buscá-los. Diferente do que já estava se tornando habitual, todos entraram no carro em silêncio. Não me parecia um silêncio confortável, nem aquele cansaço típico de fim de turno… estava estranho. Juh entrou com um sorriso meio torto, como se estivesse tentando disfarçar alguma coisa que eu ainda não sabia o que era e, vez ou outra, deixava escapar uma risadinha fora de hora. Milena e Kaique, por outro lado, pareciam tensos demais para quem geralmente voltava contando mil coisas ao mesmo tempo.

Aquilo me acendeu um alerta na hora.

— Aconteceu alguma coisa? — perguntei.

— Não! — Mih exclamou.

A resposta veio rápida demais, alta demais e robotizada demais.

Olhei pelo retrovisor, tentando capturar alguma reação mais espontânea; contudo, os dois evitaram meu olhar. Juh, do meu lado, mordeu o canto da boca, segurando outra risada, o que só deixava tudo ainda mais suspeito.

— Ué, vocês estão voltando tão empolgados e hoje estão todos calados… não foi legal hoje? — questionei.

— Eu fiz um gol hoje, mãe — Kaká me informou.

Aquilo quebrou um pouco da tensão, mas não completamente. Ainda assim, entrei no assunto, tentando puxar o fio dali.

— Como? — quis saber.

— De cabeça!!!! — ele exclamou.

O jeito que ele falou, finalmente animado, me arrancou um sorriso automático. Dei uma risadinha enquanto ele começava a explicar o lance com empolgação, usando as mãos, se inclinando no banco, reencenando cada detalhe como se ainda estivesse em quadra.

Mas, ainda assim… tinha alguma coisa ali. Eu sentia, sobretudo quando desviava o olhar para Milena.

Chegando em casa, decidi andar com Brad pelo condomínio. Eu vinha ensaiando, há dias, a tentativa de voltar a correr, de retomar pelo menos um pouco daquilo que eu sabia que me fazia bem, e levá-lo junto parecia um bom começo — quase como um primeiro passo sem tanta cobrança.

Eu ainda estava pegando a guia quando minha gatinha apareceu na porta.

— Amor, não demora muito, porque Mih quer conversar contigo depois — Júlia me disse, antes de sair.

Ela se aproximou e cruzou os braços na minha nuca, me puxando de leve. O olhar dela era de “nem me pergunta, porque eu não vou dizer”. Não parecia preocupação exatamente, mas eu também não conseguia decifrar do que se tratava. Era o tipo de expressão que ela fazia quando sabia de algo e estava se segurando para não contar. E, claramente, Juh se divertia com isso.

— Ela aprontou alguma coisa, foi? — tentei.

— Não… quer dizer… ah, deixa ela mesma contar — Juh respondeu.

Estreitei os olhos, analisando aquele teatrinho mal disfarçado, balancei a cabeça negativamente e soltei um suspiro meio desacreditado.

— Brad, eu acho que sua mãe está passando pano, e você? — perguntei, olhando para o nosso dog.

Ele me encarou com aquela cara de sempre, completamente alheio a qualquer tipo de tensão emocional humana, só interessado no passeio que claramente estava prestes a acontecer.

Júlia riu e me deu um beijinho rápido, como se aquilo encerrasse qualquer tentativa minha de investigação… e, de certa forma, encerrava mesmo.

Brad curtiu o percurso que fizemos e eu decidi que me forçaria a correr com ele na orla todos os dias.

Para mim, era estranho esse pensamento de me forçar a correr, justamente porque sempre foi algo que eu amei fazer. Mas, já que me fazia bem e, ainda assim, eu não estava conseguindo voltar no automático, começar como uma obrigação — ou até como uma boa ação para o meu cachorro cheio de energia — pareceu uma boa ideia.

Kaká foi colocar ração para Brad quando chegamos, e eu fui direto para o quarto tomar um banho. Dei de cara com Milena e Júlia conversando baixinho na cama. A conversa era tão sigilosa que, quando entrei, as duas se assustaram e acabaram rindo.

— Huuum… cheias de segredinhos… — comentei.

— Vai tomar banho e volta aqui — Juh respondeu, rindo.

E foi o que eu fiz. Nem demorei muito, porque todo aquele suspense estava começando a me incomodar.

Deitei de lado na cama, de frente para as duas. Milena estava claramente nervosa e envergonhada, com a cabeça apoiada no peito de Júlia. Ela se virou de um jeito que eu só conseguia ver metade do rosto, tentando se esconder de qualquer maneira em Juh.

— Assim você vai se fundir com sua mamãe — brinquei para aliviar, e só então ela percebeu.

— Mãe… — Mih começou, em lamento, mas não prosseguiu.

— O que foi, amor? — perguntei, chegando mais pertinho.

— Não fica brava comigo, por favor — ela pediu.

— Pode falar, filha… — Juh a incentivou, fazendo carinho em seu cabelo.

— Eu… hoje eu beijei na boca — ela falou de vez e fechou os olhos rapidamente.

No mesmo instante, me apoiei no colchão e sentei, rápido, como se o meu corpo tivesse reagido antes mesmo da minha cabeça conseguir processar o que tinha acabado de ouvir.

Piscar algumas vezes não foi suficiente. Eu só conseguia encarar as duas, tentando encaixar aquela frase em algum lugar que fizesse sentido…

Não era possível que eu tinha entendido direito.

— Você… o quê? — perguntei, mais devagar.

Meu cérebro parecia ter travado. Era como se alguém tivesse embaralhado todas as informações ali dentro e eu estivesse tentando, desesperadamente, reorganizar.

Milena ainda estava escondida no peito de Juh, imóvel, como se qualquer movimento pudesse piorar a situação. Júlia estava com uma expressão de divertimento contido, claramente segurando a própria reação.

E eu… eu só conseguia olhar para elas, porque, na minha cabeça, Milena ainda era muito nova para aquele tipo de frase existir.

— Acho que não entendi direito — confessei, passando a mão no rosto, tentando ganhar alguns segundos. — Você pode repetir, devagarzinho, só para eu ter certeza de que o meu cérebro não inventou coisa?

Mas, no fundo, eu sabia… sabia exatamente o que ela tinha dito, e era justamente isso que estava me deixando completamente sem reação.

— Porque eu levei você para o colégio e você volta dizendo que… beijou na boca? — continuei.

— Amor, calma… deixa ela terminar de contar… — Juh pediu.

— Tá bom, tá bom… — confirmei e sentei na cadeira da penteadeira, de frente para as duas.

— Beijei uma menina — Mih completou, e não conseguiu evitar um sorrisinho.

— Ah… uma menina? — perguntei, tentando assimilar aquele tanto de informação.

— Mamãe, me ajuda — ela pediu para Júlia.

— Você quer que eu conte o que eu vi? — Juh perguntou, e ela confirmou, ainda nervosa.

Achei melhor sentar próximo delas novamente.

— Vem cá, fica aqui no nosso meio — pedi, e ela veio, mordendo o dedo indicador.

— Não quer contar? Prefere mesmo que eu conte? — Juh se certificou, e ela novamente confirmou com a cabeça.

— Você não está com medo de mim, não é? — perguntei.

— Não, estou nervosa e com vergonha — ela disse, entrando nos meus braços.

— Vamos conversar, porque eu quero entender — falei e dei um beijo no topo da cabeça dela.

— Eu a vi entrando no banheiro e pensei em dar um sustinho quando ela saísse… mas Mih não saiu, mesmo depois de um bom tempo. Resolvi conferir se estava tudo bem e a vi dando uns beijinhos, tão distraída que nem me viu chegar. Pedi para a… garota… ir para a sala de aula e chamei Milena para conversar… — Júlia contou.

— Fugindo da aula, filha? — perguntei.

— Oh, mãe… eu… a gente não tem outro lugar… — ela tentou explicar.

Respirei fundo. Definitivamente, não esperava ter aquela conversa naquele dia.

— No banheiro da escola… — falei, reflexiva. — Seu primeiro beijo foi no banheiro da escola…

— Não… foi mais cedo, na biblioteca, só que eu quis mais um — Milena deixou escapar, de um jeito muito empolgado.

— Meu Deus do céu… você está indo para o colégio estudar ou beijar na boca? — questionei.

— Mih, conta quem é a menina — Juh pediu.

— Eu conheço, é? — quis saber.

— É a Lalá — Milena me informou.

Não parecia um nome estranho, mas eu não me recordava.

— Não sei quem é — disse, tentando puxar na memória.

— A minha amiga que não pode vir aqui — Milena continuou.

E, em um estalo, eu lembrei.

— A menina que não pode vir aqui porque a família é homofóbica?????? — questionei, e Juh e Mih começaram a rir da minha reação.

— Sim! — Milena exclamou.

— Imagine a minha surpresa em dobro vendo isso — Júlia comentou.

— Eu preciso de um tempo para absorver tudo isso… vocês deveriam ter me preparado antes, é muita coisa de uma vez só — falei, andando de um lado para o outro.

— Amor… você sabia que isso ia acontecer uma hora ou outra — Juh disse.

— Só não esperava que fosse hoje — respondi no automático.

— Mãe, desculpa… — Mih pediu, com a voz trêmula.

Parei de andar aos poucos, como se o meu corpo estivesse tentando me obrigar a desacelerar, mas a minha cabeça não acompanhava. Era informação demais, sensação demais, tudo acontecendo ao mesmo tempo e, no meio de tudo aquilo, uma consciência muito incômoda começou a se formar: eu não estava bem. E talvez fosse justamente por isso que aquilo estivesse me atingindo daquele jeito. Não era só sobre o beijo de Milena, não era só sobre ela estar crescendo, vivendo coisas novas, atravessando fases que eu sempre soube que chegariam em algum momento. Era sobre o fato de isso estar acontecendo naquele dia, exatamente naquele dia, quando eu me sentia instável, vivendo uma onda de negligência comigo mesma, tentando me equilibrar em um lugar onde eu já não tinha tanta firmeza.

Eu vinha de dias ruins, de uma ansiedade que só aumentava, de uma sensação constante de que eu estava falhando em algum lugar, mesmo sem saber exatamente onde, e, de repente, a vida me colocava diante de uma situação que exigia presença, escuta… e eu só conseguia pensar que talvez eu não estivesse inteira o suficiente para isso.

Levei a mão até a nuca, apertando de leve, sentindo a tensão acumulada. Milena… minha menininha… beijando alguém… crescendo, se descobrindo. E, por mais natural que fosse, por mais esperado que um dia fosse acontecer, ainda assim me pegava despreparada, porque eu não tinha percebido que esse “um dia” já tinha chegado.

Fechei os olhos por um instante. Aquilo me atravessava de um jeito muito específico. Eu queria proteger, orientar, estar por perto e, ao mesmo tempo, sabia que não dava para controlar tudo — até porque isso nem é possível, nem necessário.

E então vinha a outra camada: a Lalá. A menina que não podia ir à nossa casa porque tinha uma família homofóbica.

Soltei o ar devagar, sentindo um peso diferente se instalar no peito, porque ali deixava de ser só uma descoberta adolescente e passava a ser sobre o mundo real — sobre a forma como o mundo reage, sobre o tipo de coisa que machuca de verdade. Eu sabia que a reação daquela família não seria boa. Não era nem um palpite, era quase uma certeza baseada no pouco que a gente já sabia. E isso abria uma série de preocupações que iam muito além de um beijo escondido no colégio.

Até onde aquilo podia ir? O que poderia acontecer se descobrissem? Como essa menina seria tratada? Como a Milena seria afetada?

Eu não tinha controle sobre aquilo, e isso me angustiava profundamente, porque, por mais que eu quisesse colocar a minha filha dentro de uma bolha segura, o mundo lá fora existia — e ele nem sempre é gentil com quem está só tentando ser quem é.

Passei a mão no rosto outra vez, respirando fundo, tentando organizar minimamente aquele turbilhão. E, no meio de tudo aquilo, uma coisa começou a se firmar com muita clareza dentro de mim: eu não queria que aquilo fosse uma memória ruim para a Milena. Não queria que o primeiro beijo dela, que já vinha carregado de nervosismo, descoberta e coragem, fosse marcado por medo, vergonha ou rejeição — muito menos dentro da própria casa.

Porque, se lá fora o mundo podia ser duro, sob o nosso teto não existia essa possibilidade. Aqui seria o lugar seguro dela.

Mesmo que eu estivesse bagunçada por dentro, mesmo que aquele não fosse o melhor momento para mim, mesmo que eu ainda estivesse tentando me reencontrar no meio do meu próprio caos… ainda assim, meus filhos são a prioridade.

— Então quer dizer que a senhorita gosta de meninas? — perguntei, rindo, e fui até ela.

Milena abriu um sorrisão e me agarrou quando eu fui para cima dela, enchendo-a de beijinhos.

— Como foi que vocês se aproximaram dessa maneira? — perguntei, voltando a deitar ao lado dela.

— A gente estava sempre conversando no WhatsApp e, quando não conseguia, eu sentia muita, muita, muita falta mesmo. Começamos a fazer videochamada e a gente ia brincando, falando do quanto nós nos gostamos e como estávamos ansiosas para o retorno das aulas — Mih foi explicando.

— Ahhhhh, por isso toda aquela pressa e aquele escândalo quando eu propus esperar que passasse a semana de adaptação… — comentei, ligando um fato ao outro, e ela riu.

— Não, eu estava com saudade de todos os meus colegas — Milena respondeu, ainda em meio à risada.

— Seeeei — falei, ironicamente.

— Ontem a gente quase não se desgrudou de um abraço na hora de ir embora e, hoje, nós duas estávamos muito nervosas… falei que queria dizer algo para ela na biblioteca e, quando confessei que estava gostando dela de outro jeito, a Lalá segurou minha mão e disse que ela também estava. Não tinha mais nada para falar — quer dizer, eu nem estava conseguindo dizer mais nada —, aí a gente se beijou — Mih contou.

— Põe uma câmera lá, amor — falei para Juh, que sorria ouvindo a história.

— Já tem — Júlia respondeu.

— Mas foi no ponto cego, todo mundo usa — Milena falou, com naturalidade.

— Meu Deus… — soltei, surpresa.

— Mas é o que já conversamos. O colégio não é lugar para isso. O único problema foi o lugar que vocês escolheram — Júlia comentou.

— Onde mais a gente ia se ver? A mãe dela nem deixou ela entrar para o jiu-jitsu… — Milena comentou, tristonha.

— No colégio não vai ser, filha — falei.

— Aquela conversa de mais meninas no jiu-jitsu já foi por estar sentindo interesse nela? — Júlia questionou.

Mih ficou em silêncio por um instante.

— Eu desejava que ela participasse, porém também queria minhas outras amigas — ela concluiu.

Eu queria muito aconselhar sobre diversas coisas, mas achei melhor deixar para depois. Não queria tornar o momento pesado. Queria que ela tivesse uma memória boa.

— A gente sempre vai estar com você, tá bom, amor? — falei, e nos sentamos na cama.

Ela voou nos meus braços, vibrando de felicidade, e Juh se juntou a nós. Ficamos trocando carinho por um bom tempo.

— Você gosta muito dela? — perguntei.

— Gosto MUITO — Milena enfatizou.

— Então daremos um jeito de, da maneira certa, esse lance… fluir… — falei.

— É, Mih… da maneira certa. Nada de colégio! Não quero que haja uma próxima vez, porque, senão, eu vou precisar agir, e não vai ser de uma maneira satisfatória para vocês — Júlia complementou.

— Vai ter que chamar os pais dela — Milena disse, triste.

— E sem esperteza de ponto cego — falei.

— Está bem… — Milena concordou. — Agora deixa eu atualizar Kaká!!!!

— Que já sabia de tudo, imagino — disse.

— Desde sempre — Milena respondeu, rindo, e saiu do quarto.

— Diz para ele que foi um surto médio, contudo muito engraçado de observar — Juh gritou.

— Vocês estavam palpitando sobre a minha reação??? — questionei, em tom bem-humorado.

— Achei que seria pior — Júlia falou, se aproximando de mim até encaixar nossos corpos.

— Eu também! — Mih exclamou, lá de fora.

— Mas foi engraçado — Juh continuou, toda convencida, e me beijou.

— Ah, mãe… é nesse final de semana que o papai vem me buscar, não é? Me ajuda a contar para ele? — ela pediu.

— Ajudo, amor — confirmei.

Quando ela saiu, fechei os olhos e suspirei. Ainda tinha essa parte: contar para o pai de Milena.

— Ele não vai gostar de saber — Juh falou, ao perceber minha reação.

— Não… acredito que vá me culpar, e espero que não passe disso. Não quero que a Mih se machuque… — respondi.

— Que chato… — Júlia lamentou.

— Trate de reportar que essa biblioteca precisa de mais câmeras — brinquei, para quebrar o clima.

— Amor… ela é igualzinha a você… — Juh zoou.

— Ah, não, amor… não é, não fala isso — falei, e ela começou a rir.

— Se fosse você no meu lugar… aquele colégio ia ficar pequeno — Júlia continuou.

— Eu ia desmaiar vendo minha filhinha, desse tamanhozinho, beijando na boca… que saco, viu?! — desabafei.

— Até porque você nunca beijou ninguém na escola, não foi, amor? — ela questionou, irônica.

— Uma coisa não tem nada a ver com a outra — respondi, rindo.

Enquanto eu seguia deitada, Juh sentou em cima de mim, apoiando as costas na minha perna.

— Tirando essa novidade de hoje, como você está? — Júlia perguntou.

— Andar com Brad me fez bem. Vou tentar correr com ele na praia — comentei.

— Faz isso… você ama correr, não sei por que parou — Juh falou.

— Também não sei… — respondi, um pouco triste por realmente não entender o que estava acontecendo comigo.

— Tenho algo que vai te animar — Juh disse.

— É? — perguntei, apertando as coxas dela com firmeza.

— Não é issssso! — Júlia exclamou, rindo.

Ela pediu que eu fechasse os olhos, e assim eu fiz. Senti ela colocando algo macio em minhas mãos, bem peludinho, e imaginei que fosse algo para Dom.

— Pode abrir — ela disse.

Era um ursinho de pelúcia e, quando Juh apertou o pezinho dele, ouvimos as batidas do coração do nosso neném.

— Aaaaaah… que coisa mais linda, gatinha… igual ao de Maya — falei, e sentei para dar um beijinho nela.

— Sim, já era para ter te entregado, mas só tive tempo de ir buscar hoje — ela disse, e me beijou.

Fomos ao quarto do nosso filho e posicionamos os dois ursinhos lado a lado em uma prateleira. Para estar tudo pronto, faltavam apenas duas coisas: a pintura de Milena na parede do berço e lavar as roupinhas. Ainda assim, o ambiente já estava lindo, com tudo em seus devidos lugares, à espera do nosso caçula.

— Quando chega o molde do nome dele? — perguntei.

— Amanhã — Juh me informou.

— Vixe, então amanhã mesmo Milena começa — falei, rindo.

E foi exatamente assim. À noite, medi com uma trena para que o nome ficasse centralizado. Mih sentou no degrau mais alto da escada e passou quatro horas escrevendo uma palavrinha de três letras à mão livre, pois achou o molde muito grosseiro para o que pretendia e o usou apenas para ter noção do tamanho. Ela se atentou, com delicadeza, aos mínimos detalhes, e o resultado final ficou uma verdadeira obra de arte.

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Foto de perfil de Lore Lore Contos: 171Seguidores: 51Seguindo: 5Mensagem Bem-vindos(as) ao meu cantinho especial, onde compartilho minha história de amor real e intensa! ❤️‍🔥

Comentários

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Acho muito bonito o relacionamento entre a Juh e a Milena.

Fiquei imaginando se o pai da Milena ficou sabendo.

As vezes a vida é mais surpreendente que qualquer filme ou novela, ela beijar justamente a menina de familia homofobica. Ainda bem que a Milena tem uma familia maravilhosa como a de voces.

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Acho LINDO! 😍❤️

O povo até me pergunta se eu tenho ciúme... Como eu poderia? A nossa dinâmica família é maior do que qualquer sonho que eu ousasse ter 🥰

O pai de Milena ficou sabendo depois, aconteceu um negocinho que adiou a decisão de contar. E, hoje em dia, esse é o maior embate deles. Ele trata como se fosse uma fase e isso obviamente a machuca.

E claro, Milena é bissexual por minha culpa, na cabeça dele 😂😂😂😂

Num é, menino? Tantas opções e o coração dela apertou logo para a menina mais improvável. Elas são lindinhas juntas e é uma pena enfrentarem tantos empecilhos para viver o amor.

Torcendo para as coisas mudarem 🤞🏽🍀

Obrigada por seguir acompanhando, Ryu! 😘❤️

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Li o capítulo ontem, mas achei melhor não comentar já que os meus dedos não estava obedecendo meu cérebro quando tentei escrever um comentário 🤷🏻‍♂️😅😅😅

Acabei relendo hoje, já que por algum motivo eu não lembrava do texto com perfeição 🤦🏻‍♂️😅

Esse início foi bem tenso, eu nem imagino como deve ser passar por isso, mas deve ser horrível 🥺

Eu também fiquei bastante surpreso com Mih ter beijado primeiro uma menina, pelo que vocês comentaram até hoje sobre relacionamentos dela, eu realmente não esperava por isso 🤷🏻‍♂️

A coitada já começou em um relacionamento complicado 🤦🏻‍♂️

Apesar do susto e das várias preocupações que deve ter passado pela sua cabeça, você foi uma mãezona como sempre. Mih tem muita sorte, duas mães incríveis e um irmão que é também seu melhor amigo 😍

Ótimo capítulo Lore 🤩

Parabéns 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

🤗🌹😘

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O álcool e essa estranha mania de colocar a nossa cognição em greve 😵‍💫 😂😂😂😂😂😂

Agora... Fiquei na dúvida, qual leitura será que foi mais legal? 🤔 😂😂😂😂😂

Eu não planejei contar sobre aquele rapazinho para gerar surpresa, mas quando percebi que vocês não faziam ideia, omiti a informação.

Muitas vezes já tive vontade de comentar algo que fariam com que vocês soubessem antes, mas pensei que seria muito legal a experiência da descoberta vir em um capítulo 😁

Ela adorou se complicar, viu?! Atualmente estão tentando novamente. Quando comento que Mih está enrolada, é com a Lalá mesmo... 😂😂😂😂

Muitas das minhas preocupações, Milena já tinha conhecimento porque conversamos muito, outras não. Sobre o pai dela mesmo, ela demorou a perceber que havia algo de errado, porque ele só soltava os cachorros comigo 🤡

Nós também temos muita sorte em tê-los. Meus filhotes são só motivos de orgulho por onde passam.

Obrigada por continuar acompanhando, Beto! 🥰❤️😘

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A leitura de hoje, já que a de ontem eu esqueci algumas partes 🤣🤣

Com certeza você conseguiu me surpreender, eu pelo que li e Juh me contou, não foi só eu que fiquei surpreso não, mas foi um surpresa boa, com certeza foi melhor assim, pelo menos eu gostei 🤭

Eu não fazia ideia, por mim era com um guri, mas que bom que estão tentando. Torço muito que dê certo, mas se não der, que ela encontre alguém que faça ela feliz, isso é o mais importante 🙏🏻

Amar os filhos é algo natural, mas quando são ótimos filhos fica bem mais fácil amá-los 🤭

Eu tenho uma filha incrível e dois filhos de consideração que também são ótimas pessoas, nesse quesito eu também dei muita sorte, nunca deram dor de cabeça nem para mim ou para suas mães 🙏🏻

Por nada Lore 🤗🌹😘

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Vou confessar que eu prefiro ter nora do que genro 😂😂😂😂😂

Elas são jovens e ainda têm muita coisa para viver. Por isso, eu torço para que tenham a liberdade de serem quem são e de viverem esse amor plenamente. E, se um dia não der certo, que sejam elas mesmas a decidir pelo fim, e não terceiros.

Facinho, facinho. Zero esforço!

A família de vocês é linda, dá para sentir o amor quando você e a Jú falam sobre os filhotes 🥰

😘😘😘😘😘😘❤️

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Eu também prefiro, apesar que meu genro é muito gente boa 🤭

Quando minha filha me contou que gostava de garotas foi um alívio 🤣

Concordo com cada palavra que você disse, que sejam elas a escolher o futuro desse relacionamento 🙏🏻

Exatamente, fica bem tranquilo 🤣

Realmente a gente tem sorte, uma família estranha e meia torta aos olhos de muita gente, mas que se dá muito bem, graças a Deus 🙏🏻

Sua família também é linda Lore ♥️

🤗🌹😘

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Minha experiência num foi muito boa 😂😂😂😂

É uma linda família e só um cego não vê isso 😉

❤️😍😘

PS: Você bebe e eu que troco as palavras 😂😂😂😂😂

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🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣

Tem gente que deixa algumas coisas ruins as cegarem 🤷🏻‍♂️

🤗🌹😘

Ps: Acho que você apagou antes de eu ver 😂😂

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Uma outra dúvida? Vocês estão acompanhando alguma história? Outros autores? Tô relendo as histórias de Forrest Gump e Whisher. Mas queria conhecer outros autores saficos. Você podem me indicar?

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São antigas mas tem 3 histórias completas, tem umas partes meio pesadas, mas são boas histórias https://www.casadoscontos.com.br/perfil/234523

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A bio é de Rebelde 😍

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Verdade, eu ainda não tinha reparado, sou lerdo demais 🤣

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Gosto muuuuito 😍😍😍

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Já reparei isso 🤣

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Já colocou pra tocar 🙉 😂😂😂😂

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Sinto muito 🙁

😂😂😂😂😂😂

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Eu só acompanho as histórias da Whisper e do Forrest_Gump. Já li ótimas histórias do Ryu e também algumas indicações soltas.

https://www.casadoscontos.com.br/texto/20250126#comentarios

Beto deixou um comentário cheio de indicações nesse capítulo e eu nunca li nenhuma, mas tenho muita vontade 😂😂😂😂

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Tinha até esquecido disso 🤦🏻‍♂️

É a idade avançada atrapalhando minha memória 🤷🏻‍♂️😅😅

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Eu tenho salvo no bloco de notas porque não confio em Eduardo 😂😂😂😂😂😂😂

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Nem me fale desse infeliz, minhas notificações estão bagunçadas até hoje 🤦🏻‍♂️

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As minhas estão normais, estou até achando estranho 👀

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As minhas só chegam atrasadas, as vezes mais de 12 horas depois 🤦🏻‍♂️

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Pior que nem adianta mandar e-mail... 🤦🏽‍♀️

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Eu escrevo sobre temas diversos, incluindo histórias com casais lésbicos.

Tenho uma série aqui no site que reescrevi recentemente e mostrei para minha sobrinha, que é lésbica — e ela gostou bastante. Vou deixar um breve resumo para ver se te interessa:

A personagem principal, Arabel, descobre que sua avó é lésbica e que viveu um relacionamento na década de 1960. Naquela época, porém, ela acreditava que esse amor era impossível de ser vivido plenamente. A partir disso, Arabel acaba viajando no tempo e presencia parte dessa história, conhecendo de perto esse amor interrompido. A narrativa mistura elementos místicos e sobrenaturais. Embora Arabel seja heterossexual e tenha um namorado, Marcos, considero que o tema central da história é justamente o amor entre mulheres e as dificuldades de vivê-lo em épocas passadas.

Além disso, também escrevi um conto baseado em um caso real: o suicídio de uma jovem lésbica em uma igreja que frequentei. É um texto mais sensível e, para mim, um dos mais significativos que já escrevi.

Vou deixar os links — especialmente o conto, que tem um valor muito especial para mim.

https://www.casadoscontos.com.br/texto/202510623

https://www.casadoscontos.com.br/texto/202506979

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Foto de perfil de Lore

Ele é foda 👏🏽👏🏽👏🏽

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Foto de perfil de Cms3105

Mulheeeeeeeeeer, eu não vou aguentar não. Milena já beijando? Como assim? Logo a menina "proibida"? Lore e Ju, vocês tem sorte demais! Eu gaito demais com as brincadeiras com os irmãos e agregados de Ju. Essa das camisinhas e lubrificante no carro eu gastei. Kkkkkkkkkkkk. Só me adianta uma coisa, Milena tá com que idade hoje? Já me perdi na idade dela e Kaike! Desculpa!

Como sempre, eu estou amando as histórias!

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Foto de perfil de Lore

Isso aí, mulher... A minha quiancinha cresceu 🤦🏽‍♀️

Exatamente! Caiu em um clichezão logo de cara. Hoje em dia, elas estão enroladas, ainda nesse contexto triste. Mas acreditam que esse ano, as cartas mudarão de figuras! 🙏🏽

Meu cunhado é um saco de vacilos. Se eu me lascasse nessa mancada dele, o lubrificante não ia ajudar em nada 😂😂😂😂

Sem problemas, eu também me perco e Juh que corrige o tempo inteiro. Mih e Kaká farão 18 anos 😉

Fico feliz que continue gostando, Cms. E muito obrigada por seguir acompanhando! 🥰❤️😘

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Esse início me deixou um pouco jururu. Mesmo sabendo que você está bem hoje, dá um aperto no coração ler essas partes. 🥺

Fui pega totalmente de surpresa com a Mih beijando uma menina. Sinceramente, não esperava, acho que por causa das informações que tenho sobre ela. Mas foi uma surpresa boa; achei muito fofo ela contando sobre como tudo aconteceu.

Acho que sua reação passou longe de ser ruim, mas acho seria melhor se você não estivesse passando por tantas coisas naquele momento. De qualquer jeito, você foi um amor com ela, e a Juh, então, nem se fala.

Sempre tive uma relação ótima com minha filha. A gente sempre conversou sobre tudo, e ela sempre me contou tudo sobre a vida dela. Eu e a May sempre demos total liberdade para ela fazer suas escolhas, mas sempre dando conselhos e abrindo os olhos dela para as maldades do mundo. Graças a Deus, ela sempre foi uma menina cabeça e nos deu muito orgulho. Porém, foi a filha do Beto que me surpreendeu. Quando ela descobriu que gostava de garotas e não de garotos, veio contar primeiro para mim. Não sei nem como expressar o quanto fiquei feliz com isso.

Muito bom, como sempre, Lore!

Parabéns, minha amiga querida! 🤗♥️😘

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Eu fui pega de surpresa também 😂😂😂😂

Sempre me perguntam: “Você desconfiava?”

E eu respondo: “Não!”

Mas é porque, pra mim, minha filha ainda era uma criança, e eu não ficava imaginando o cenário dela beijando outra pessoa. Pelo contrário, quanto mais eu pudesse correr pra longe disso, eu corria 😂

Também não vejo a minha reação como ruim. Acho até cômica, e de um jeito que todo mundo ao redor já esperava, justamente porque eu sempre prezei pela clareza no diálogo com meus filhos e vivia reforçando, de forma divertida, a ideia de que não queria que eles namorassem tão cedo.

Milena é bi, mas diz que é de Minas Gerais e de Manos Específicos… Vê se eu aguento?! 🤦🏽‍♀️😂😂😂😂

Kaká e Mih são confidentes, então eles sempre sabem mais sobre a vida um do outro. Porém, não há grandes segredos entre nós. Acho muito bonito que, em todos os grandes acontecimentos da vida deles, os dois nos procuram pra conversar. Às vezes percebo que assuntos que, em outras famílias, seriam um tabu gigantesco, eles tratam com a gente com uma naturalidade… e isso é fruto do que construímos juntos.

A família de vocês muito linda 😍

Imagino que seu coração deve ter vibrado de felicidade ao ser acionada por alguém tão especial em primeira mão. Você foi o farol dela, e isso é lindo demais! 🥰❤️

Muito obrigada por acompanhar, minha amiga! ❤️😘❤️😘

Sei que minha muié te encheu de expectativa, mas foi isso aí que aconteceu 😂😂😂😂

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A minha já é mãe e ainda a trato como se fosse uma criança as vezes. Para mim, ela sempre vai ser meu bebê. ♥️

Provavelmente eles falam seus segredos primeiro entre eles, mas nunca deixa de contar a vocês, isso é algo muito importante.

A família de vocês também Lore!

Eu fiquei muito feliz, até porque ela tem uma ótima relação com a mãe e com o Beto também. Porém acho que ela se sentiu mais segura de vir falar comigo primeiro, a gente sempre se deu bem, temos uma ótima amizade e acho que pelo meu histórico, ela preferiu vir falar comigo primeiro.

É sempre um enorme prazer para mim amore! 🤗❤️😘

Eu amei, mas fui totalmente surpreendida (positivamente), não esperava por isso.

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Ela escolheu uma ótima pessoa para se abrir 🥰❤️

Fico muito feliz que você tenha se surpreendido positivamente. Gostei de escrever esse como todos os outros, não entendi minha muié emocionadíssima 🤷🏽‍♀️😂😂😂😂😂😂

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Eu tentei ajudar da melhor maneira possível, mas eu sabia que os medos dela não era algo preocupante, ela tinha medo da reação da mãe e eu tinha certeza que seria a melhor possível. Realmente foi. rsrs

Foi realmente uma surpresa boa. Eu entendi, aquele início deve ter mexido muito com ela. rsrs

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Aaaaaaaaaa... Que fofo! 😍

Mexeu com minha bichinha 🤏🏽❤️

A gente conversou tanto sobre ontem. Escrever aqui traz muitos benefícios para nós 🥰

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Acho que principalmente a parte que você diz que ela era (e ainda é) seu pilar.

Que bom que você pensa assim, e eu também penso igual, não só escrever, mas a energia boa que a gente tem aqui nos comentários. Eu amo isso! ♥️

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Ela me ampara ❤️

Exato! A troca dos comentários é muito gostosa. Amo também 😍❤️

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Vocês se fortalessem, isso é lindo!

É a melhor parte que acho das minhas histórias.

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😘😘😘😘

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Estão vendo a estreia do GL da Faye?

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Não, hoje é dia de Noripurum pra Juh 😂😂😂

Daqui a pouco chegamos em casa... Mas conta aí, tá bão?

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Noripurun injetavel?

Estou gostando até onde vi, apesar que só de ver a Faye na tela já compensa. Kkkkk

A história me parece ser boa e a qualidade está em um nível bem aceitável.

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Sim 👀

Doida para chegar em casa 😍

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Tadinha 🥺

Gostei do que vi, vamos ver se vai continuar assim nos próximos capítulos.

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Isso é um castigo 🙎🏻‍♀️

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Para você, um dos piores por sinal. Sinto muito Juh. 🥺

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Tem um tempão q Lore diz q já vai acabar e n acaba 🙎🏻‍♀️

É muito devagar 🥺

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Já está acabando ❤️

Tem que ser devagarinho mesmo 😘

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🤏🏻❤️🥹

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Minha famozinha preferida. 📸🤗♥️❤️♥️❤️♥️❤️😘

Sou completamente apaixonada pelos seus cachos. rsrs

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Posso te afirmar que é o cabelo mais cheiroso do mundo 🤌🏽❤️🥰

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Oiii, minha rainha favoritaaa 👑❤️

Obrigadaaa e eu sou apaixonada pela pessoa q você é, sua linda 🥰❤️😘

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Te amo! 🤗❤️😘

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