Casada Evangélica Recomeço Parte 03

Um conto erótico de Casada Certinha
Categoria: Heterossexual
Contém 1686 palavras
Data: 27/03/2026 13:54:20

Duas semanas depois, fui eu quem sugeriu.

Estávamos sentados no sofá depois do jantar, Rogério assistindo ao jornal e eu folheando uma revista de receitas. Levantei os olhos e falei com a voz mais natural que consegui:

— Amor, que tal fazermos outro churrasco no próximo sábado? O pessoal do escritório pareceu gostar tanto da última vez… Pode ser bom para você se aproximar mais da equipe.

Rogério sorriu, surpreso e feliz.

— Você que está sugerindo? Que bom, amor! Claro que sim. Vou chamar todo mundo de novo.

Eu sorri de volta, como a esposa atenciosa de sempre. Por dentro, meu estômago deu um nó. Eu sabia exatamente por que estava sugerindo. Sabia que era perigoso. Sabia que era errado. Mas a necessidade de sentir aquilo de novo — mesmo que só o olhar — era maior que a culpa.

O segundo churrasco aconteceu no sábado seguinte, à tarde. O tempo estava mais fresco, uma brisa leve soprando do rio. Rogério montou a churrasqueira na varanda, colocou música baixa, abriu cervejas. Dessa vez vieram nove pessoas: alguns casais e três homens sozinhos. Eu preparei saladas, molhos e uma torta de limão para a sobremesa. Circulava entre os convidados com o mesmo avental florido, servindo, sorrindo, perguntando se queriam mais farofa ou mais refrigerante.

E ele estava lá novamente.

O homem de olhos escuros. Agora eu sabia o nome: Ricardo. Ele chegou com a esposa, uma mulher chamada Juliana, alta, magra, cabelo castanho liso na altura dos ombros, óculos de grau finos e um sorriso profissional. Juliana trabalhava no mesmo setor que Rogério — departamento financeiro —, e os dois conversavam animadamente sobre planilhas e auditorias. Ela era simpática, educada, usava uma blusa leve e calça jeans. Parecia o tipo de mulher que eu fingia ser: organizada, discreta, devota.

Ricardo estava mais quieto, como da outra vez. Encostado na grade da varanda, segurando uma latinha de cerveja, observando o grupo com aquele olhar calmo e pesado. Quando nossos olhos se cruzaram pela segunda vez, ele não desviou. Sustentou o olhar por três ou quatro segundos. Não sorriu. Apenas olhou. E naquele olhar havia algo que me desmontou por dentro: reconhecimento. Como se ele soubesse que eu não era só a esposa sorridente servindo salada. Como se ele pressentisse a fome que eu carregava escondida atrás do coque baixo e da saia longa.

Senti o calor subir imediatamente. Os mamilos endureceram contra o sutiã. A calcinha ficou úmida num instante. Apertei as coxas uma contra a outra disfarçadamente enquanto servia mais gelo no copo de alguém. Meu coração batia forte. Eu sabia que nada ia acontecer. Ele era casado. Eu era casada. Estávamos no meio de um churrasco com meu marido e a esposa dele a poucos metros. Mas só o fato de ele estar ali, olhando daquele jeito, já me deixava excitada de um jeito perigoso.

O churrasco seguiu com conversas leves. Rogério contava piadas do escritório. Juliana ria e comentava sobre projetos. Ricardo participava pouco, mas sempre com frases curtas e precisas. Em determinado momento, quando eu passei perto dele para recolher pratos sujos, ele falou baixo, quase só para mim:

— A torta de limão estava excelente, Clara.

A voz era grave, tranquila. Nada de duplo sentido. Mas o jeito como disse meu nome… como se estivesse testando o som na boca. Eu respondi com um sorriso educado:

— Obrigada, Ricardo. Fico feliz que tenha gostado.

Nossos olhos se encontraram de novo. Por um segundo, o mundo ao redor pareceu silenciar. Eu senti o pulso acelerar, a respiração ficar mais curta. Desviei rápido, voltei para a cozinha com o coração disparado.

No meio do churrasco, enquanto todos conversavam animadamente na varanda, eu me retirei de novo para o banheiro. Tranquei a porta, levantei a saia, baixei a calcinha e me sentei na privada. Minha mão desceu imediatamente. Eu estava encharcada. Dois dedos entraram fácil. Comecei a mexer rápido, olhos fechados, mordendo o lábio inferior.

Na minha cabeça não era só o olhar de Ricardo. Era tudo misturado de novo: a casinha, os doze homens, o squirt violento da última noite, o gosto de mijo e porra, os socos nas costelas. Eu tentava recriar a intensidade, apertava o clitóris com o polegar, imaginava Ricardo me olhando enquanto eu era usada por todos.

O orgasmo veio. Não foi grande como o da última noite em Campinas. Não foi um squirt explosivo. Foi um orgasmo médio, quente, contido — um espasmo forte que me fez tremer as pernas e soltar um gemido abafado contra o braço. Mas foi real. Foi presente. Foi o primeiro orgasmo em Porto Alegre que não me deixou completamente vazia depois.

Eu fiquei ali sentada por mais um minuto, ofegante, dedos molhados, sentindo o corpo relaxar um pouco. Lavei as mãos, ajeitei a saia, passei água no rosto. Quando voltei para a varanda, Ricardo ainda estava no mesmo lugar. Ele me olhou de novo. Dessa vez eu sustentei o olhar por um segundo a mais antes de desviar.

Não ia acontecer nada.

Mas algo já tinha começado a se mexer dentro de mim.

Pela primeira vez desde que chegamos em Porto Alegre, eu me senti um pouco menos partida.

Um pouco mais… eu.

O churrasco seguia animado na varanda. Rogério contava uma história engraçada sobre uma auditoria que quase deu errado, Juliana ria alto, os outros batiam palma. O cheiro de carne na brasa misturava com o som de risadas e latas de cerveja sendo abertas. Eu circulava entre eles com o avental florido, sorrindo no momento certo, repondo copos, recolhendo pratos sujos.

Mas meu corpo estava em outro lugar.

A calcinha continuava úmida desde o momento em que Ricardo me olhou pela segunda vez. Cada passo fazia o tecido grudar na pele, lembrando o que eu tinha feito no banheiro minutos antes. Eu precisava de água gelada. Ou de qualquer coisa que me ajudasse a voltar ao normal.

Entrei na cozinha sozinha, abri a geladeira e peguei uma jarra de suco de laranja. Estava servindo num copo quando ouvi passos atrás de mim.

Não precisei virar para saber quem era.

Ricardo entrou na cozinha sem fazer barulho, fechou a porta devagar e girou a chave. O clique da fechadura foi baixo, mas soou como um tiro dentro da minha cabeça.

Ele se aproximou por trás. Não tocou em mim de imediato. Apenas parou bem perto, o corpo alto projetando sombra sobre o balcão. Senti o calor dele nas minhas costas. O cheiro leve de cerveja e loção pós-barba.

Então a mão grande dele subiu devagar e agarrou meu pescoço por trás — não apertando forte, mas firme o suficiente para me fazer prender a respiração. Os dedos grossos envolveram minha garganta com autoridade natural.

— Acha que eu não percebi, sua vadia? — a voz dele saiu baixa, rouca, bem perto do meu ouvido. — Você tá molhada desde que cheguei. Vi você se mexendo inquieta, apertando as coxas. Depois sumiu pro banheiro e voltou com o rosto corado. Foi se tocar, né?

Eu não respondi. Meu coração batia tão forte que parecia querer sair pela garganta. A mão dele apertou um pouco mais, controlando minha respiração.

— Responde.

— …Sim — sussurrei, voz tremendo.

Ele deu uma risadinha baixa, quase surpresa.

— Porra… a esposa certinha do Rogério. Todo mundo aqui acha que você é uma santa. E você tá pingando só porque um homem te olhou.

Sem pedir autorização, sem aviso, ele me virou de frente para ele com a mão ainda no meu pescoço. Depois, com a outra mão, pressionou meu ombro para baixo.

Eu entendi imediatamente.

Ajoelhei ali mesmo, no piso frio da cozinha, entre a geladeira e a pia. A saia longa se embolou nas minhas pernas. Ricardo abriu o cinto e a calça com uma mão só, tirou o pau para fora. Era grosso, veioso, já meio duro, a cabeça rosada brilhando.

Ele segurou meu cabelo com a mão livre, puxou minha cabeça para frente e disse, voz grave:

— Chupa. E faz direito.

Eu abri a boca e engoli ele inteiro.

Não foi devagar. Eu já era especialista. Desci até o fundo da garganta na primeira vez, sem engasgar, sentindo a cabeça grossa bater no fundo. Babava muito, saliva escorrendo pelos cantos da boca, pingando no chão. Subia e descia com ritmo perfeito, garganta relaxada, língua trabalhando na parte de baixo da vara. Olhava para cima o tempo todo, olhos molhados, entregues.

Ricardo soltou um gemido surpreso, baixo.

— Caralho… você chupa como uma profissional. Olha essa garganta… engole tudo, vadia.

Ele segurou minha cabeça com as duas mãos e começou a foder minha boca com estocadas profundas, controladas. Eu aceitava tudo — engasgava de leve, babava mais, mas nunca recuava. A saliva escorria pelo meu queixo, molhava o avental, pingava no piso. Eu fazia barulho molhado, obsceno, que ecoava baixinho na cozinha.

Ele gozou em menos de dois minutos.

Grunhiu baixo, segurou minha cabeça firme contra ele e jorrou direto na minha garganta. Jatos quentes, grossos. Eu engoli tudo sem derramar uma gota, sugando devagar até ele terminar, limpando a cabeça com a língua antes de ele sair da minha boca.

Ricardo guardou o pau, fechou a calça, olhou para mim ainda ajoelhada no chão — rosto vermelho, boca inchada, baba escorrendo pelo queixo, olhos brilhando.

Ele não disse mais nada.

Apenas virou as costas, destrancou a porta e saiu da cozinha como se nada tivesse acontecido.

Eu fiquei ali mais alguns segundos, de joelhos, sentindo o gosto dele ainda na garganta, o coração disparado, a calcinha encharcada.

Não foi um orgasmo grande. Não foi como o squirt da última noite em Campinas.

Mas foi alguma coisa.

Uma fagulha.

Uma pequena, perigosa fagulha de que a outra Clara ainda estava viva.

Levantei devagar, lavei o rosto, ajeitei o cabelo, limpei a baba do queixo e voltei para a varanda com o sorriso doce de sempre.

Rogério me olhou e perguntou:

— Tudo bem, amor? Demorou um pouco.

— Tudo sim — respondi, voz calma. — Só estava pegando mais suco.

Ricardo estava de novo encostado na grade, conversando com Juliana como se nada tivesse acontecido. Ele nem olhou para mim dessa vez.

Mas eu sabia.

E ele sabia.

E aquela fagulha dentro de mim… tinha acabado de ganhar força.

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